Para entender a crise de Honduras
Do Portal Luís Nassif
As cláusulas petreas e as cédulas misteriosas da crise em Honduras
* Publicado por André Borges Lopes
Uma compilação de informações úteis para quem deseja entender a atual crise em Honduras, e não ficar limitado ao usual Fla-Flu das mentes bipolares.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: golpe, Honduras

Em tempo, Anarquista,
Quem escreveu que o principal Tribunal Constitucional de Honduras participou de um golpe fui eu, não tendo visto nenhum motivo para riso nisso. Expliquei tecnicamente, dentro do Estudo da Teoria da Constituição, que uma Suprema Corte jamais pode intervir no direito supra-legal e universal de uma sociedade pleitear por uma nova Carta Política. Em qualquer livro de Direito simplesmente razoável, quando se estuda classificação das Constituições, o comentário mais elogioso que se dá às Constituições imutáveis é ” relíquia histórica” ( como chama Pedro Lenza). Logo, não é o fato de haver um Tribunal Superior que lhe dá a legitimidade para deturpar o Direito ao seu bel-prazer, só por ser a última instância. O Poder Constituinte Originário ( informe-se sobre ele) sobrepõe-se às Cortes e aos Poderes, porque os cria. Logo, seu titular, o povo, poder utilizá-lo sempre que julgar conveniente, não havendo necessidade de autorização de Tribunais para isso.
Tom
Em seu primeiro comentário mostra o efeito manada, o André Lopes se embanana no texto e não entendeu a fonte que mencionou.
Muitos até entenderam , mas preferem ficar no Fla-Flu, visto suas ideologias políticas.
Conselho aos comentaristas para lerem ou tentarem ler a fonte:
http://foro.univision.com/univision/board/message?board.id=noticiasdehonduras&message.id=311242
Ai, ai anarquista.Tu é corajoso em home!
Não há vencedores nesse Fla-Flu hondurenho, apenas perdedores. O que houve em
Honduras foi um sucessão de erros de ambas as partes. Na ânsia de concertar uma
ilegalidade cometeu-se outra ainda maior. É fato que houve golpe em Honduras. Mas
é fato também que o Zelaya usurpou suas funções como presidente com essa história
de blebiscito do plebiscito. Primeiro, porque a Constituição hondurenha o proíbe
termitantemente: consultar o povo sobre rupturas constitucionais não é uma das
atribuições do presidente da república. Depois, para que consultar o povo agora para
saber se concorda com uma nova consulta nas próximas eleições? É aí que mora
o perigo. Essa pegadinha semântica tem apenas uma finalidade: dar margem ao Zelaya
para empurrar junto uma malandragemzinha golpista e passar despercebido. Fica claro
que, a exemplo do seu colega da Venezuela, o que o presidente de Honduras realmente
queria era uma brecha “democrática” para pavimentar o seu caminho rumo a um segundo,
terceiro e, quem sabe, enésimo mandato. Foi o que ele tentou fazer. O autor desse
arrazoado bonitinho, mas capenga, usou apenas as informações que lhe convinham.
Eis uma informação bastante útil que ele se esqueceu de acrescentar:
http://foro.univision.com/univision/board/message?board.id=noticiasdehonduras&message.id=311242