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04/07/2009 - 09:42

Para entender a crise de Honduras

Do Portal Luís Nassif

As cláusulas petreas e as cédulas misteriosas da crise em Honduras

* Publicado por André Borges Lopes

Uma compilação de informações úteis para quem deseja entender a atual crise em Honduras, e não ficar limitado ao usual Fla-Flu das mentes bipolares.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional Tags: ,

144 comentários para “Para entender a crise de Honduras”

  1. “CONSTRUINDO CONHECIMENTO”.
    Não fosse o André e o Portal do Nassif teríamos conhecimento desses detalhes fundamentais? Claro que NÃO.
    Na mosca, André. Valeu sua pesquisa.
    Dependesse da mídia local não saberia disso nunca. Ao invés de aprofundar a análise do Golpe, a mídia procurou imediatamente e convenientemente para ela vincular a imagem do Presidente deposto à de “Chavez, o demônio”. Mais, o Presidente queria o segundo mandato a qualquer custo.
    A grande mídia nos trata como perfeitos idiotas. O pior, é que a grande maioria se comprta como tal (parece que o nível de consciência é suficiente apenas para entender o enredo da novela das 8 ou das videocassetadas do Faustão, infelizmente).
    Trágico é que essa mesma mídia apoiou o segundo mandato de FHC, obtido via escusas, com compra de votos de parlamentares inclusive.
    Dependesse de parlamentares (em especial os do PT) para expor as entranhas da crise Hondurenha, também não saberíamos.
    Ainda bem que tem a internet.
    Ainda bem que existem blogs independentes que se propõem a ampliar conhecimentos e provocar o debate democrático.

  2. anarquista disse:

    Por que complcar o simples com textos de trocentos trilhóes de toques?

    O que é um democrata? Um cara que aceita as regras do jogo.

    Chavez inventou um tal de plebiscito(ou consulta popular) com o intituito de se eternizar no poder.Segundo seu comportamento,ele se julga o único venezuelano a resolver o problema do país. Só este fato já demonstra arrogãncia que não condiz com com um governante admirável.

    Em Honduras deu-se pior: O presidente eleito por um prazo determinado,tentou seguir os caminhos do DITADOR Chavez. Começou consultando o S T F deles , e foi negado sua aspiração.

    O ” S T F ‘ deles invocou o comandante do exército pra que a lei fosse cumprida.O que fez o presidente? Demitiu o comandante do exército e convocou na mão grande o tal de plebescito.

    O que o presidente de Honduras esperava? Que sua vontade estivesse acima das leis?

    É fato,que foi traumática a atitude tomada contra ele.Talvez houvessem outros meios menos contundentes do que ter que exila-lo.

    Então,podemos discutir os meios da sua deposição, e jamais absolve-lo pelo desrespeito com a suprema corte de seu país.Porque se isso acontecesse o país ficaria à deriva.Ou com o presidente DITADOR como único timoneiro de Honduras.

    Essa ”escola” de Chavez precisa ser eliminada. Que cada presidente cumpra seu periodo de eleição que a lei determina.E se por gesto nobre achar que o poder poderia ser alongado, que seja pros próximos presidentes. E não advogar em causa própia.

    Já basta um F H C na América latina.E mesmo assim foi ”’modesto”: 2 mandatos.

    E o objetivo desses caras é se eternizarem no poder.

    O plebescito é legal?

    Então façam uma consulta popular sobre o mandato de Sarney.

    Tirante os 4 267 apandrinhados dele que recebem sem trabalhar, ele teria mais algum voto?

    Por isso,pro bem ou pro mal, que essa tal de consulta popular é perigosa.

    Vamos seguir as leis numa boa,que não haverá problemas.

  3. wilson cunha junior disse:

    ” E ainda tentam vender isso ao mundo como uma vitória da democracia hondurenha sobre o totalitarismo bolivariano. Então tá. ”

    Mesmo sendo em Honduras, que em outros tempos era um país insignificante para a mídia, esse golpe de estado vai testar o amadurecimento político de toda a AL.

    Não lembro se já houve algo parecido. O golpe foi dado justamente no dia em que toda a população ia ser consultada se queria ou não algumas mudanças para o país. Que todo o povo ia exercer o direito de voto, ferramenta da democracia que é vendida como o sistema mais viável para todos. E agora?

    Esse golpe não é só contra Honduras. Atinge todo o continente que vinha, apesar dos pesares, evoluindo e amadurecendo politicamente. Esse golpe, no atual estágio da AL, é um retrocesso humano.

    Mair Pena Neto, jornalista da Reuters, diz que nada mais será como antes nesse artigo que o Azenha publicou:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/nada-sera-como-antes/

  4. anarquista disse:

    ”GOLPE DE ESTADO”?

    O GOLPE DE ESTADO QUEM QUERIA DAR ERA O PRESIDENTE.

    Será que é difícil entender isso?

  5. Antonio Carlos Lima disse:

    Fla-Fllu, mente bipolar…sei näo, tá me lembrando alguem

  6. Anarquista.
    Dificil é entender como funciona o raciocínio de uma ameba.

  7. Mar. disse:

    Nassif, por que você publica os comentários desse que se intitula Anarquista??? Não acho que isso enriquece o debate.

  8. Sanzio disse:

    André:

    Excelente sua pesquisa, parabéns. Ontem à noite assisti pela Deutsch Welle TV um programa de debates em espanhol chamado Cuadriga. O tema era: Golpe de estado em Honduras: regresso ao passado?

    Quatro debatedores, analistas especializados em América Latina, sendo dois alemães, um italiano, e um de origem hispânica, num debate civilizado, com discordâncias e concordâncias pontuais, além de algumas unanimidades em torno de algumas questões, como, por exemplo, o papel da OEA e a possível solução para a crise, a irrelevância das bravatas de Hugo Chávez. E muitos fatos que por aqui sequer são mencionados, como prisões arbitrárias de membros do governo deposto, torturas nas prisões, ameaças a familiares do presidente, etc.

    O script de um típico golpe “manu militari”, como cansamos de ver por toda nossa América latina.

    Alguns pontos me chamaram a atenção: um, o fato que você menciona, que era uma consulta popular sobre a realização de um plebiscito. Não tinha nada que ver com tentativa de alterar a constituição para conseguir o direito à re-eleição. Alguns noticiários daqui sequer mencionam a palavra “direito”, colocam a questão como uma tentativa do presidente Zelaya de se re-eleger, atropelando a constituição.

    Outro, formulado pelo analista italiano, de que a interpretação da Suprema Corte hondurenha sobre a ilegalidade da consulta é equivocada, e fruto de uma articulação entre aquela corte, a oposição (que inclui membros do próprio partido do presidente) e a imprensa. (Alguma semelhança com o Brasil?).

    Outro ainda sobre a violação não só do mandato presidencial, como também a deposição de prefeitos aliados a ele e a posse de oposicionistas, um deles filho de Micheletti.

    E por aí foi o debate, pena que peguei o programa pela metade.

    Uma última nota que achei interessante: na discussão das tais cláusulas pétreas, foi mencionado que a constituição hondurenha é do século 19 e uma dessas cláusulas diz justamente que a mesma não pode ser nunca modificada. Porém, na prática,os detentores do poder sempre passaram por cima da constituição, sem qualquer consulta ou plebiscito, mas com o beneplácito da imprensa e da Suprema Corte.

  9. geraldo siqueira disse:

    anarquista
    “O Golpe de estado quem queria dar era o presidente
    Será que é dificil entender isso ?”

    Muito mais dificil do que aproximar o seu pseudonimo do seu pensamento.
    Você não quer aproveitar e defender a memória do Pinochet?
    O Allende “ia” transformar o Chile numa ditadura comunista.
    O Jango “ia” transformar o Brasil numa republica sindical
    Você tambem “ia” , mas não foi, pedir a deposição do FHC quando ele encaminhou ao congresso a sua reeleição.
    Aliás o Lula tambem “ia” propor o terceiro mandato.
    Tem que ser derrubado , não?

  10. Delcides disse:

    Anarquista,

    Você leu o texto do André ? Vou colar aqui um trecho que acho relevante para a discussão:

    “Na minha modesta compreensão de castelhano, pelo que eu entendi o plebiscito pergunta ao eleitor o seguinte:

    Você está de acordo que nas eleições gerais de 2009 se instale uma quarta urna na qual o povo decida pela convocação de uma assembléia naconal constituinte? Sim / Não

    Ou seja: na hipótese de que o SIM fosse vitorioso nessa consulta, na eleição geral de Novembro de 2009 (aquela na qual os hondurenhos elegerão o sucessor de Zelaya) haveria uma urna adicional no qual (num novo plebiscito, suponho) o povo decidirá pela convocação ou não de uma Assembléia Nacional Constituinte.

    Caso a maioria do povo eventualmente decida pela convocação dessa constituinte, me parece evidente que teriam de ser realizadas novas eleições para escolha dos membros da Assembléia.

    Vamos partir do princípio de que Zelaya de fato pretenda mudar a constituição para inserir a possibilidade de reeleição para a presidência da república. A Assembléia Constituinte teria que se instalar e, como poder constituinte original, escrever uma nova Carta para Honduras sem a necessidade de manter as cláusulas petreas atuais. Nessa Assembléia, Zelaya e seus partidários poderiam propor o fim da proibição à reeleição do presidente e – se angariassem a maioria dos votos dos constituintes – conseguir aprovar essa proposta. Só que, nessa altura do campeonato, Zelaya já não estaria mais na presidência e esse direito à reeleição poderia valer para o presidente que o tivesse sucedido em Janeiro de 2010. Ou, dependendo do que for estabelecido na Carta, somente para o próximo mandatário – aquele que será eleito em Novembro de 2013.”

    Tá muito complicado esse golpe de estado dele. Acho o modelo militares-depõe-o-presidente-na-madrugada mais fácil de entender…

  11. wilson cunha junior disse:

    “O GOLPE DE ESTADO QUEM QUERIA DAR ERA O PRESIDENTE.

    Será que é difícil entender isso?”

    Não, não, fica fácil quando o que diz isso diz isso também:

    “Por isso,pro bem ou pro mal, que essa tal de consulta popular é perigosa.”

  12. Luis José Ariosto Pereira SIlva disse:

    um absurdo essa história de Honduras, eh a oligarquia agindo de novo, para evitar uma consulta ao povo, ok, numa democracia o povo eh que tem que decidir, e nao deixaram acontecer isso em Honduras

    TEmos que tomar cuidado, no Brasil ja cassaram o direito do povo de votar no presidente Lula quantas vezes quiser, o mesmo aceitou porque ele nao quer causar confusão, já que eh um bom jogador de xadres na politica, mas se ele quisesse poderia se eleger na próxima eleiçao

    De qualquer jeito, a oligarquia nao entende que o tempo dela ja passou, ok

    O presidente Lula devia aproveitar que tem soldados brasileiros no haiti, para pressionar Honduras à voltar com a democracia, ok, o Brasil agora eh forte e tem que exercer essa liderança, e temos que contar com o Exército brasileiro para isso, ok! O Brasil tem que assumir a ação pra voltar com a democracia em HOnduras

  13. lucifer disse:

    Novamente o analfabetismo funcional ataca. Jamais foi plebiscito, e sim consulta,preliminar. O Zelaya, já tomou posse contando com a má vontade
    da elite “terrateniente”. Estes consideram-se o baluarte do anti-comunismo na América,talvez ,no mundo. Seria a Cuba da direita,ou em negativo. Aspiram a ser Porto Rico,pois, já falam inglês como segundo idioma. Envolveram-se no mais bizarro dos conflitos, a “Guerra do Futebol”,contra El Salvador,que levou morte e destruição, que deveria ser apenas uma disputa num estádio esportivo. Aliás, as elites desses dois países….

  14. Tuaregue Alemão disse:

    anarquista,

    Haja enviesamento.

    Se a pergunta do plebiscito era para convocar nova constituinte nunca serviria para reeleição do “ditador ao estilo Chavista” como a imprensa quer fazer crer.

    Sinto muito medo pelo modo de funcionamento da imprensa.
    Desde que voltei em 2006 ao Brasil, depois de 5 anos fora, salta-me aos olhos a diferença brutal de qualidade dos principais meios de comunicação brasileiros comparados ao que se tem na Europa.
    Europa que não é perfeita, diga-se de passagem…

    E percebe-se o quanto eles são responsáveis pela polarização das sociedades.
    Quem ganha com a tentativa de ruptura social que é evidente nos textos da mídia brasileira, venezuelana entre outras?

    O que estes senhores perderam? Por que lutam tanto? Por que apostam em tantas banalidades e idiossincrasias que criam em reality shows?
    Será que realmente creem que seu público é composto de Homer Simpsons, completos acéfalos?

    Por que insistem em martelar a baixa auto estima popular, a não ser, claro, quando querem vender algo?

    Só quería umas poucas respostas para os movimentos de informação que percebo e que fazem de Aldous Huxley um nome a ser lido.
    O próprio ja havia reeditado seu livro mais famoso, Brave New World, em 1959 dizendo-se estupefacto pela velocidade com que sua “ficção” ia se tornando realidade.

    É uma guerra. E nessa guerra nós somos o canhão, a bucha, a pólvora e o que mais sangrar.

    Menuda trampa !!

  15. Delcides.
    Valeu o seu esforço, mas acho que foi em vão.
    O pseudônimo anarquista (em princípio pensei que era o HariPrado com gozação, mas estou errado) só entende se for um parágrafo só, com poucos toques.
    Do crontrário, via “TROCENTOS TOQUES” e ele não consegue entender nada.
    Quem sabe, alguma videocassetada ele vai entender amanhã à tarde, olho colado e atenção redobrada na telinha plim plim.

  16. anarquista disse:

    Mar.

    Nassif, por que você publica os comentários desse que se intitula Anarquista??? Não acho que isso enriquece o debate.

    DIGO EU:

    Meu intituito é opinar.E não tenho intenção de enriquecer nada.

    Mas tbm não fico nas profundezas do oceano( MAR) sem saber o que está acontecendo.E só tomando conhecimento dos fatos através da boa vontade do comandante quando resolve emergir seu submarino.

    Nem sei de vc está na altura de Julio Verne.

    Acho que não.

    Vc está muitíssimo abaixo de 20 000 léguas submarinas.

    Emirja(será que escrevi certo?) pra conversar comigo.

  17. Jairo disse:

    Por uma reforma política e da mídia

    Façam uma pesquisa e vejam como a política se tornou para o jornalismo o que a novela é para a TV. Não temos mais grandes discussões sobre projetos, sobre reformas, sobre crescimento. A pauta é sempre essa velha picuinha entre quem rouba mais e quem rouba menos. Entre as CPIs que dois querem e mil não estão nem aí. São denúncias e denúncias e denúncias que, por serem viciadas de interesse político-partidários nunca chegam a lugar algum. A mídia não investiga mais, não aprofunda mais, não leva mais uma pauta até o final. Vive a reboque do calendário das disputas ideológicas-eleitorais.

    Infelizmente, depois da vitória do Lula em 2002, certa parte da imprensa, ao invés de profissionalizar o jornalismo promovendo o aperfeiçoamento de nossa jovem democracia, através da fiscalização implacável das ações de nossa classe política e da fomentação de novas discussões em prol de uma boa governança para o País, descambou-se para o lado da falsa estratégia comercial de atender aos interesses de um público consumidor, até então adormecido:

    Aquele pessoal que acorda de manhã sonhando com a notícia de alguma tragédia que por ventura possa dar vasão aos seus ressentimentos políticos. Qualquer coisinha, que por ventura sirva pra colocar a culpa no Lula e no PT, serve. Pouco importa se a pauta é coerente ou não. Basta dizer meias palavras, pesar nos adjetivos e escalar, lógico, sempre os mesmos especialistas em detonar tudo e qualquer coisa que vá desde a política externa brasileira, passando pelo teoria quântica da ética e chegando aos especialistas em avião de papel, os origamis.

    Toda essa inutilidade, óbviamente, sempre pra provar que o PT e o Lula são aquela lenda dos monstros que aparecem nas noites de lua cheia pra roubar os pirulitos das criancinhas. Conclusão: precisamos ou não precisamos de uma reforma política e, sobretudo, de uma reforma da mídia?

  18. Gerson disse:

    Pezado Anarquista,

    O Apartheid na África do Sul, foi implementado por lei. As restrições não eram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei.

    Então não me venha com esse papo: “Vamos seguir as leis numa boa,que não haverá problemas.”

    Nem tudo o que está na lei é justo.

  19. Vivi disse:

    Excelente pesquisa André, parabéns. Além do problema em si, gravíssimo, me chama a atenção a ousadia da chamada “grande imprensa” em manipular fatos. Sei que eu não devia, mas ainda me choco com essas coisas acontecendo em plena era da “internet”, onde as informações não podem ser cerceadas (pelo menos por enquanto). Aconselho a todos que ainda assinam ou compram jornais e revistas do PIG, que cancelem imediatamente. Lembrem-se que do que é possível encontrar em lugares infestados por moscas… Eca!

  20. Alexandre Leite disse:

    Essa conversa de que o presidente estaria tentando aprovar sua reeleição é uma mentira tão deslavada que apenas mostra como atua a imprensa. Parece que os jornais brasileiros estavam tentando inventar um calendário hondurenho.

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