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04/07/2009 - 09:36

Currículos acadêmicos de presidenciáveis

Por Luis P.

O postante não sabe do que fala. O URL:

http://cornell.worldcat.org/oclc/4553548&referer=brief_results

esclarece.

Por Stanley Burburinho

A chamada grande imprensa está questionando o currículo da Dilma. Fiz uma busca textual no banco de dados do Sistema Currículo Lattes e encontrei o seguinte:

“Dilma Vana Rousseff

possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e mestrado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1979) . Atualmente é Secretária de Estado da Secretaria de Energia Minas e Comunicações.

(Texto gerado automaticamente pela aplicação CVLattes)

Última atualização do currículo em 26/05/2000

Endereço para acessar este CV:

http://lattes.cnpq.br/1357261451494509

(…)”

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4708688A9

Em fevereiro entrei em contato com a alumniaffairs da Universidade de Cornell pedindo informações sobre um aluno chamado José Serra que teria freqüentado a universidade em 1974 e onde ele teria obtido os graus de mestre e doutor. Cornell informou que não existe nenhuma informação sobre ele nos bancos de dados da universidade. Vejam abaixo a troca de e-mails:

de Stanley Burburinho
para info@cornell.edu
data 16 de fevereiro de 2009 13:41
assunto Need Help
enviado por gmail.com

Hi. I am trying to locate a friend of mine who attended Cornell in 1974 when he got his Ms.C. and Ph.D. degrees. His name is José Serra and he is from Brazil.

Thnaks in advance.

Stanley.

alumniaffairs-mailbox I’m sorry, but I have no information on our data base for him. Franci…

alumniaffairs-mailbox 17 fev

alumniaffairs-mailbox

de alumniaffairs-mailbox
para Stanley Burburinho
data 17 de fevereiro de 2009 12:20
assunto Re: Need Help

I’m sorry, but I have no information on our data base for him. Francine

At 11:41 AM 2/16/2009, you wrote:

Outra coisa importante: Cornell é uma das universidades mais caras do mundo. Só perde para Harvard e é parelha com MIT, Stanford, Yale, Princeton e CalPoly. O Serra se diz de origem humilde. Onde ele arrumou dinheiro para custear os seus cursos nos USA?

Será que os cursos do Serra foram pagos pela Ford Foundation através do CEBRAP do FHC?

Não encontrei nada no Lattes sobre o Serra. Desde a década de 70 todos os diplomas dos USA são validados pelo Brasil

Também não encontrei nada no Lattes sobre a Lucia Hippolito.

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Por Leonardo M.

Apenas uma contribuição, eu ja vi pelo menos duas entrevistas que me lembro da Dilma em que ela pede desculpas para os professores orientadores de doutorado dela na Unicamp, por não poder acabar a tese. Umas das entrevistas vi a pouco dias atras é para o kennedy Alencar, foi feita no fim do ano passado. Esta na internet inclusive pra quem quiser assistir. Acho muito óbvio que a confusão possa ter sido um simples erro do webmaster do site. Já que eu ouvi da própria boca dela que ela não finalizou seu doutorado.

Por Daniel L

Tem muito gente confundindo as coisas por aí, a começar pelo PHA. Um simples curso de graduação não faz de ninguém economista. Se assim fosse, uma geração inteira de economistas brasileiros iria para a lata de lixo: Furtado, Belluzzo, João Manuel Cardoso de Mello, Simonsen, Malan, L. C. Mendonça de Barros e outros tantos.

Que fique bem claro: um economista de verdade é o sujeito que tem produção acadêmica relevante na área, o que incluiu mestrado, doutorado, artigos publicados e pesquisas feitas. Ou seja, só é economista quem produz conhecimento sobre economia.

E Serra, inegavelmente, é um economista de verdade. O homem é doutor por Cornell (uma das mais prestigiosas do mundo), foi professor da Unicamp e tem vários artigos publicados na área. Lembro de dois mais famosos: “Além da estagnação” (1970), em parceria com a Conceiçao Tavares e “Ciclos e mudanças estruturais na economia brasileira do pós-guerra” (1981). Até hoje esses artigos são lidos em cursos heterodoxos de Economia.

Quanto ao fato de Serra não ter concluído o curso de engenharia na Poli, acho que não problema algum. Primeiro, porque ele nunca escondeu esse fato. Segundo, porque ele não coloca no currículo que é engenheiro civil formado pela Poli. E, mais importante, não sai por aí construindo casas para os outros.

Comentário

Como economista, o Serra é um pensador sólido e com importantes contribuições para o entendimento da economia brasileira – especialmente nos anos 70, em que sua produção intelectual foi mais abundante, antes de entrar na política. É dos economistas brasileiros que melhor entendem a dinâmica da economia.

Seu problema como escritor é de outra ordem: é quando se coloca como ghost writer de blogs barra-pesadas, para atacar adversários. Como pensdor, é irrepreensível.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: ,

177 comentários para “Currículos acadêmicos de presidenciáveis”

  1. Stanley Burburinho disse:

    Daniel L

    Dois livros do Nassif também estão como “held by Cornell”.

    Lá existe, também, uma publicação do Zéfiro na mesma situação.

    Não significa que a tal dissertação/tese do Serra tenha sido defendida em Cornell.

  2. Rogerio dos Santos disse:

    Não tem logica alguém defender um Doutorado sério em Cornell apresentando o mesmo trabalho que fora apresentado 5 anos antes em um artigo ou sei la o que no Chile.

  3. Índio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios acreditam, entre outras coisas, no seguinte: (a) só a força de trabalho cria valor (Marx); (b) no saber de experiência feito; (c) quem sabe faz, quem não sabe, ensina; e (d) a moral é para os humildes (como ironicamente dizia Trotsky).

  4. Jorge Vieira disse:

    Estou de acordo com Daniel L. que um verdadeiro profissional, em qualquer ramo de atividade, não está necessariamente habilitado pelo diploma, reconhecido pelo respectivo Conselho.
    Porém, um autodidata não pode exercer a profissão.
    Simonsen era engenheiro e fez dotourado em Economia e era reconhecidamente economista. Não sei se chegou a pedir reconhecimento ao respectivo Conselho. Entretanto, o seu doutorado (numa época em que mestrado e doutorado eram p’ra valer) foi formal, com aprovação em banca examinadora e tese publicada.
    Já o Serra, de acordo com a informação de S. Burburinho não tem o diploma de Msc. e Phd. na Universidade de Cornell, o que acredito deva ser algum engano da secretaria da Universidade. Imagino que êle tendo esses diplomas, poderia exercer tranquilamente a profissão de economista no Brasil e pedir reconhecimento ao respectivo Conselho Regional de São Paulo (CORECON-SP). E a UNICAMP não poderia tê-lo contratado como professor de economia sem o reconhecimento do CORECON. O que o Serra precisa colocar no seu currículo são as teses (ou dissertações) defendidas no Mestrado e Doutorado. Acho que isto basta para dirimir dúvidas. Quem duvidar que investigue.
    Porém, somente com os diplomas, não poderia exercer a profissão (como êle o fez). É necessárioo reconhecimento do respectivo Conselho, o que deve ter ocorrido.
    Algum Conselho Regional de Economia deve ter lhe reconhecido os diplomas em Cornell. Basta investigar.
    Entretanto, não basta ser autodidata para exercer a profissão, como tenta sugerir Daniel L. Eu posso ser um excelente engenheiro, médico, arquiteto, etc, mas qual é a empresa, hospital que vai me empregar se eu não tiver o diploma reconhecido pelo respectivo Conselho ? A legislação brasileira não permite. É crime.
    No caso da Ministra Dilma, ao afirmar em seu currículo que ela tem mestrado, não há êrro na informação. Ter mestrado não significa necessariamente que elaborou e defendeu a dissertação. Se cumpriu e foi aprovada em todos os créditos exigidos pelo seu mestrado mas não defendeu a dissertação, ela tem mestrado (ou seja cursou o mestrado) mas não obteve o título de Msc. Aliás, não basta defender a dissertação e ser aprovada. Para obter o título, é necessário que a dissertação seja publicada.
    Os que tem mestrado (com todos os créditos aprovados) sem dissertação defendida, devem colocar no currículo: mestrado sem dissertação.
    No caso da Ministra, as informações (a confirmar) são que ela teria o título de Msc. Basta, portanto, informar a dissertação defendida.
    Quanto ao fato de ser doutoranda, no caso de ter interrompido o doutorado, é preciso saber se esgotou o prazo dado pela instituição para que ela possa retomar o doutorado.
    Se quando ela publicou o currículo, ela se encontrava dentro do prazo legal que possibilitava a retomada do doutorado, ela era doutoranda sim.
    Se hoje, o prazo esgotou, ela é considerada como tendo abandonado o doutorado e não pode colocar em seu currículo que é doutoranda. Tem que atualizar o currículo.

  5. Stanley Burburinho disse:

    Gostaria de tirar uma dúvida com os economistas do blog. É possível alguém fazer mestrado e/ou doutorado em Economia sem ter graduação nessa faculdade?

    Dá para acompanhar um curso de mestrado strictu sensu ou doutorado em economia sem saber os fundamentos?

    Na PUC-Rio e em várias outras universidades sérias, ninguém é aceito no mestrado de informática se não tiver no currículo da graduação os cursos de cálculo I ao cálculo IV. Mesmo que tenha, a PUC só aceita alunos graduados nas outras PUCs, nas federais e em alguma estaduais.

    Os alunos do curso de Tecnologia em Processamento de Dados da própria PUC-Rio não são aceitos no mestrado em informática porque no currículo só têm os cálculos I e II.

  6. André Oliveira disse:

    Será que o Zéfiro fez um doutoramento em Cornell? Qual teria sido o tema de sua tese?

  7. Daniel L disse:

    Rogério, quem conhece o mundo acadêmico sabe que se especializar num tema não significa se auto-plagiar. Aliás, a tendência é a especialização. Serra ter escrito o artigo “A Distribuição da Renda no Chile – 1970-73″ em 1973 não quer dizer que a tese de 1977 (”Some aspects of economic policy and income distribution in Chile, 1970-1973″) seja a mesma coisa. Cornell é séria. Não é uma universiade picareta. Se ela aprovou uma tese, alguma qualidade e originalidade tem.

  8. André Oliveira disse:

    Meu xará Araújo,
    concordo contigo que a Lúcia Hipólito entrou nesse posts por razões obscuras. Não posso fazer nenhum juízo quanto as suas idéias e opiniões pois as desconheço já que nao ouço rádio e nem TV tenho.
    Discordo quanto diz que o Lula é produto da mídia no sentido de que todo político, em especial os de expressão nacional, é produto da mídia. O Lula, portanto, não é diferente dos outros nesse sentido. A exposição midiática é condição sine qua non para sua atividade pública de político.
    A sua interpretação, me parece, é de que o governo Lula não seja perseguido pela grande mídia. Concordo em parte. Não é possível afirmar categoricamente que ele é perseguido por todos os todos os orgãos midiáticos, mas há um tripé básico de oposição ferrenha do qual não tenho a menor dúvida: Veja, Folha de São Paulo e O Globo. O comportamento desses veículos beira o patológico. É tão over que eles acabam se desqualificando por se tornarem caricaturais. Perdem a chance de criticar o Lula pelos erros e indefinições reais enquanto se agarram com todas as unhas aos escândalos de toucador. E tome manchetes de tapiocas e congêneres.

  9. André Oliveira disse:

    É bem provável que esse trabalho seja de fato uma tese de doutoramento. Digo isso pelo número de páginas A biblioteca de Cornell registra “497 leaves”.
    É um trabalho muito extenso para ser apenas a dissertação de mestrado.

  10. O nome do Zé Pedágio não é José Chirico Serra?

  11. Daniel L disse:

    Stanley, é perfeitamente possível entrar no Mestrado em Economia sem ter graduação na área. Aliás, isso é bem comum no Brasil

    Para ingressar no mestrado é necessário fazer uma prova aberta a graduado de qualquer área. Aí no mestrado em Economia da Puc-Rio, por exemplo, deve ter mais gente graduada em Matemática e Engenharia do que em Economia. E na Unicamp tem muita gente de História, Sociologia e de outras áreas das Humanidades.

    Em Economia é assim: o cara que só tem a graduação não é considerado um economista de verdade. Pode ser administrador, executivo, burocrata, gestor público, empresário ou o que for. Mas não economista. Economista é quem tem, no mínimo, mestrado. É o cara que entrou em contato com teorias e métodos avançados que só o mestrado pode proporcionar. Em Economia, graduação não faz nem cócegas – e olha que o curso é bem puxado.

  12. André disse:

    Stanley Burburinho

    “Na PUC-Rio e em várias outras universidades sérias, ninguém é aceito no mestrado de informática se não tiver no currículo da graduação os cursos de cálculo I ao cálculo IV. Mesmo que tenha, a PUC só aceita alunos graduados nas outras PUCs, nas federais e em alguma estaduais.

    Os alunos do curso de Tecnologia em Processamento de Dados da própria PUC-Rio não são aceitos no mestrado em informática porque no currículo só têm os cálculos I e II.”

    Fiz informática na USP. Fiz apenas Cálculo I e II. Entrei no mestrado e estou terminando o doutorado em Computação. Esses critérios dependem da instituição.

  13. Leonardo M. disse:

    Stanley Burburinho, a minha modesta opinião como graduando em economia é que sem osconhecimentos fundamentais não dá, mas esses voce consegue com relativa facilidade em manuais de Microecnomia e Macroecnomia. Por outro lado acho muito dificil que alguém que não tenha alguma educação em calculo e estatística consiga acompanha um mestrado ou doutorado em ecomomia. Depende do lugar onde tu faz a pós mas mesmo em lugares onde não se dá muita importância a parte quantitativa qualquer aula de microeconomia exige um mínimo de formalização matemática.

  14. Vera Lucia Soares da Silva disse:

    Dilma – curriculo atualizado:
    http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4708688A9
    Isto significa que ela pode dizer que fez o curso, mas não pode usar os títulos (Mestre / Doutor) porque não defendeu as teses. E isto, ela não afirmou no currículo anterior que revisou hoje (4/7/09).
    É como o cidadão ou cidadã que cursou psicologia e não se registrou no Conselho de Psicologia. Pode dizer que fez o curso, mas não pode se intitular psicólogo.

  15. Neves disse:

    Não sei por que essa mania de títulos e diplomas. Coisas de bacharelismo.
    A figura mais influente da cultura ocidental era um carpinteiro. Por ironia da história, morreu pregado o coitado. Não tinha nenhum título, diploma ou coisa que o valha. Seus ensinamentos foram transmitidos oralmente, só após a morte foram escritos.
    Vão alegar que era filho do ‘homem’, e depois reclamam de nepotismo.

    Não há nada na lei que exija títulos e diplomas, do tipo ‘a’ ou ‘b’, para se candidatar a presidência ou para exercê-la. O que se está discutindo aqui mostra nossa incrível capacidade de discutir perfumarias e discorrer sobre abobrinhas. É a tal da falta de projeto estratégico para o país.

    Não se discute idéias e propostas, é a fulanização: fulano é mais ‘preparado’, beltrano mais ‘erudito’; sicrano mais corrupto, alano menos honesto.

    Eu quero saber o que será feito com o Banco Central. Quem expor idéias de mandar os neoliberais encastelados lá catar coquinho, começa a ganhar o meu voto.
    Vale bóia-frias, retirantes, favelados, quilombolas, índios do Xingu. Considero eles todos cidadãos de primeira classe. Basta vir com projeto consistente de contrução nacional, no rumo da igualdade social.

    PS. Mais uma vez o Índio “Flecha Certeira” Tupi cravou no alvo. Falou e disse.

  16. Vera B. Pereira disse:

    “Hel by University of Cornell Library” só quer dizer que o livro está no acervo da biblioteca da Universidade. Tem um livro meu lá e eu não sei nem onde fica Cornell.

  17. Geraldo Galvão Filho disse:

    Depois de tanto se discutir se o Serra e a Dilma têm ou não tem doutorado, continuo achando que: depois do Lula, esses títulos se tornaram irrelevantes para o bom desempenho de um mandato. Para mim só fica uma coisa – que aprendemos com a operação satiagraha – a tese da “arvore envenenada”, que torna seus frutos imprestáveis. Ninguém explicou como o José Serra, do segundo semestre de 1964 até o final do ano de 1966 (18 meses) conseguiu concluir o curso de economia, e já em 1966 concluía o mestrado. O que ele fez depois foi consequencia de fatos mal explicados, portanto ainda resta a duvida sobre a conclusão do curso de economia no CEPAL.

  18. oswaldo j. baldo disse:

    Dilma em entrevista a rede TV informou que não havia tempo para terminar o mestrado em função do enorme volume de trabalho atualmente em suas mãos.
    Já fazem uns 2 meses essa entrevista, não me lembro bem de detalhes mas isso ela disse, tenho certeza.

  19. Esta é uma discussão inócua. E plena de mal entendidos.
    1º a tese está classificada como THESIS e não “dissertation”. Basta ver na descrição do registro. Ela está descrita como “thesis/dissertation” no quadro de cima porque provavelmente é este o campo da base de dados do sistema (”Edition”).
    2º o formato é “Manuscript”, o que significa que não é uma publicação propriamente dita. Ou seja, é uma TESE mesmo, com poucas cópias, quase que certamente DATILOGRAFADA e FOTOCOPIADA (o que explica as 497 páginas).
    3º Para aqueles que ainda permaneçam céticos, eis o que diz a página “Locating Library Materials FAQ” de Cornell:
    “… 3. “How do I find dissertations?”
    To find dissertations published here at Cornell, Search the Library Catalog.
    * For example, to find the Johnson School dissertation written by Robert David in 2001, click the “Guided Keyword” search type button and then type “robert david thesis” in the search box…”

    Fazendo isso, encontra-se a tese de Jose Serra. Prestem atenção na frase “TO FIND DISSERTATIONS PUBLISHED HERE AT CORNELL” para dirrimir qualquer dúvida. A única dúvida possível que resta diz respeito a ser ou não uma tese de PhD, pois é possível, mas não provável, que hajam distinções entre ser uma “thesis” referente a pesquisa ou de outra natureza. Pessoalmente não acredito que haja.

    Com relação às dúvidas relativas a poder ou não se obter um título superior a outro sem ter o de menor nível é preciso dizer que:
    • as regras de aceitação em um programa de pós-graduação não são as mesmas entre cada programa, quem dirá ao redor do mundo?
    • No Brasil, e na maioria dos países, é possível ser aceito em programa de doutorado sem o título de mestre.
    • Na minha universidade, o regimento prevê ser possível conferir o título de doutor através de defesa direta de tese.

  20. Silvio Almeida disse:

    Prezado Stanley,

    Em primeiro lugar, parabéns por levantar a questão.

    Quanto ao seu questionamento, é possível, sim, que alguém faça mestrado ou doutorado em área diversa da sua graduação. É o que aconteceu, por exemplo, com o Celso Furtado, que era graduado em direito e cursou o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1948. O mesmo se deu com o nosso atual ministro da educação, Fernando Haddad, que é bacharel em direito, mestre em economia e doutor em Filosofia.

    Abração,

    Silvio.

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