Sobre profissionais e amadores
O caso Sarney-Virgílio é um excelente exemplo para se comparar a sutileza dos profissionais (Sarney) com o amadorismo truculento dos amadores (Arthur Virgilio e seus padrinhos midiáticos).
Há uma situação concreta de hábitos e vícios arraigados no Congresso. Como faziam parte dos usos e costumes, todos se esbaldaram. Como a imprensa decidiu escandalizar seletivamente, seletivamente outros senadores poderiam entrar no imbróglio.
Quando o Estadão iniciou seus ataques seletivos contra Sarney, e Arthur Virgilio fez seus discurso “arrasa(-me) quarteirão” – sem o pronome, criação da Dora Kramer -, criou-se um quadro novo, com novos elementos que teriam que ser pesados pelos dois lados, para saber como agir. É aí que o craque se diferencia do perna-de-pau.
1. O lado do Virgilio usou a tática “arrasa(-me) quarteirão”, de ameaçar espalhar lama para todo lado.
2. Sarney avisou seus pares que a crise é da instituição, que todos praticavam o que, de repente, virou escândalo, mas que ele, Sarney, jamais cometeria a baixeza de sair atirando. Uma coisa é Sarney por cima; outra, é o que se pode esperar de um político humilhado no final da carreira.
A primeira hipótese – Sarney fora – significaria os escândalos na fila de espera. Depois de atingido o objetivo – almoçar Sarney – a mídia iria engolir outros de sobremesa. E os aliados de Sarney e os situacionistas tratariam de vazar os dados sobre o lado contrário.
A segunda hipótese – de Sarney ficando, e fortalecido – significaria instaurar o armistício até que as reformas sejam completadas. Uma possibilidade de interesse tão generalizado, que foi encampada pelo próprio presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Ou seja, o grande campeão da moralidade, o homem do discurso “arrasa-quarteirão”, Arthur Virgilio, arrasou-se. Mas deixou uma promessa no ar, para os milhões de espectadores, leitores que o viram: vender patrimônio para ressarcir o Senado das despesas de tratamento de sua mãe.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Arthur Virgílio, crise, José Sarney, Senado

Nós temos inveja do Maradona porque ele nunca jogou no nosso time. Com a Sarney rola coisa parecida. Não podemos negar que são craques.
Eu me lembrei de um artigo lido do Tasso de Castro há muitos anos. Lá pelas tantas ele citava a Teresa de Souza Campos e soltava esta frase como dela:
- Amador, só o Aguiar!
Eu cá do meu canto arremato:
- Mané, só o Garrincha!
PS . Para garotada que não sabe das coisas. Amador Aguiar começou a carreira bancária como contínuo e terminou como o maior banqueiro do país (Bradesco). E Garrincha foi um Mané que fez quem ele quis em campo de João.
Romanelli,
As reformas sao as mudancas que o Sarney ja anunciou, a consultoria da FGV, mudanca nas passagens aereas… , na pratica, esperar a onda de denuncias acabar.
Sarney mostrou que, neste caso, o poder e do jornal, nao do senador. E o jornal que vai escolher a proxima denuncia, e o acusado podera ser qualquer um deles.
Aqui do Alto Xingu, em matéria de profissionais e amadores, os índios preferem assistir “Sangue Negro”, com Daniel Day-Lewis, Paul Thomas Anderson, baseado no romance “Oil” de Upton Sinclair.
Esse senador Virgílio é muito doidão. Logo ele que mantinha um funcionário lotado no seu gabinete recebendo quase R$ 10.000,00 mensais, sem ao menos ir lá pra assinar sua folha de ponto no final do mês? Pois o tal funcionário morou em Paris ( isso é coisa de tucano, né) por mais um ano.
Será que qualquer brasileiro metido a turista consegue do Senado uns $ 10.000,00 (são DÓLARES pessoal) para gastá-los na cidade de Paris como ele fez? Viajar assim todo mundo quer.