O país dos imigrantes
Por Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo
Pois o nosso Brasil é mesmo um lugar surpreendente. Nessa quinta-feira, 2 de julho, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que oferece permanência a todos os imigrantes que tenham chegado aqui até o dia 1º de fevereiro desse ano.
Nessa época em que o mundo se fecha, cria muros, expulsa e prende quem busca uma vida melhor através de fronteiras, muitas vezes imaginárias, a gente vai lá e abre o país para quem já está aqui poder ficar sem maiores traumas.
Eu fico muito, mas muito mesmo, contente com a gente. Gostaria que toda a imprensa desse mais destaque, que todos os brasileiros sentissem orgulho do nosso país, por mais que alguns dos leitores dessa coluna possam ter lá os seus desencantos com ele. Mas se é verdade que a gente às vezes erra em cheio, os nossos acertos também enchem os olhos, os meus ao menos, de lágrimas de emoção legítima, nada de inventado, garanto a vocês.
Porque esse é o país de imigração e da mistura, e isso é o que nos salva, sempre salvou. Claro que a gente poderia ter continuado sendo tupi-guarani, na essência. Mas mesmo os tupis e guaranis foram imigrantes, uns milhares de anos antes. E quando os portugueses chegaram, já pensaram o que seria de nós se tivéssemos sido exclusivamente portugueses? Fado como música nacional? Aquela melancolia toda, o tempo inteiro?
Logo vieram os imigrantes menos voluntários do planeta, diretamente da África, mas que nos moldaram definitivamente, e, a seguir, uma seqüência imparável de novas ondas de gentes que vieram, viram, foram digeridos, e nesse processo de digestão se tornaram brasileiros.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Brasil, imigrantes, lei, Lula

Péssima notícia para os que exploram a mão de obra dos imigrantes que tinham que ficar o tempo todo se esondendo da polícia por causa da sua sitação irregular no país
Na contra-mão do mundo. Ainda bem!
O Sakamoto fez um contraponto de que não é tão fácil superar a burocracia para se regularizar:
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/02/anistia-a-imigrantes-afinal-o-que-e-de-fato-ser-brasileiro/
02/07/2009 – 18:02
Anistia a imigrantes: afinal, o que é, de fato, ser brasileiro?
O presidente Lula sancionou hoje uma nova anistia para que os estrangeiros que estão em situação irregular no Brasil. Com isso, quem entrou até 1º de fevereiro pode entrar com pedido de residência provisória e ter direito à liberdade de circulação, a trabalhar, ter acesso à saúde, educação, Justiça. Entre taxas de regularização e expedição de carteira de identificação, custo por pessoa será de R$ 98,00. O prazo para o registro será de 180 dias após a publicação da lei no Diário Oficial.
A notícia é ótima, mas os problemas para os imigrantes ilegais não serão resolvidos de um dia para noite. Primeiro, porque o valor não é tão baixo em se tratando de famílias pobres com muitos membros: por exemplo, cinco pessoas terão que desembolsar R$ 490,00 – o que não é pouca coisa para quem já não ganha quase nada. Além disso, para obter o registro definitivo, o estrangeiro terá que, entre outras coisas, comprovar que está trabalhando. Considerando que muitos estão na informalidade – como uma parte considerável do resto da população brasileira – quais serão os documentos exigidos? Contracheque fantasma de oficina de costura ilegal?
É um primeiro passo, mas o ideal seria atingir algo mais profundo, que mude também a forma como vemos a América do Sul e como a “Sudamerica” nos vê.
Os preços baixos de roupas em ruas de comércio paulistanas como a José Paulino ou a Oriente, que tanto atraem os consumidores do varejo e do atacado, muitas vezes são obtidos através da redução dos custos no processo de produção. A maior parte dos funcionários utilizados na confecção dessas roupas é composta por imigrantes latino-americanos em situação ilegal no Brasil. Bolivianos, paraguaios, peruanos, chilenos formam um verdadeiro exército de mão-de-obra barata e abundante em São Paulo. Saem de seus países de origem em busca de uma vida melhor em solo brasileiro, fugindo da miséria. Das comunidades latino-americanas na capital paulista, os bolivianos destacam-se por constituir a mais numerosa. Além disso, encontram-se nas situações mais graves de exploração e degradação do trabalho humano.
As autoridades brasileiras não têm números precisos que permitam quantificar esses trabalhadores. A Pastoral do Migrante – entidade ligada à Igreja Católica que fornece apoio aos imigrantes no país e que é considerada uma das maiores referências no tema – estima que o Brasil abrigue cerca de 600 mil estrangeiros sem documentação legal.
Muitas oficinas estão instaladas em porões ou locais escondidos, pois a maior parte delas é ilegal, sem permissão para funcionar. E para que suspeitas não sejam levantadas pelos vizinhos, que acabariam alertando a polícia, as máquinas funcionam em lugares fechados, onde o ar não circula e a luz do dia não entra. Para camuflar o barulho das máquinas, música boliviana toca o tempo todo. Os cômodos são divididos por paredes de compensado. Essa é uma estratégia para que os trabalhadores fiquem virados para a parede, sem condições de ver e relacionar-se com o companheiro que trabalha ao lado – o que poderia resultar em mobilização e reivindicação por melhores condições.
Em muitos casos, o dono da firma, quando se ausenta, tranca a porta pelo lado de fora, para que ninguém entre ou saia do recinto. Além disso, os locais não oferecem as mínimas condições de segurança e higiene: a fiação é exposta e traz riscos de choques e incêndios. O valor das três refeições diárias – café da manhã, almoço e jantar, com duração de cerca de 20 minutos cada uma – é descontado do saldo a receber, assim como água, luz e moradia.
Outro ponto que alimenta a manutenção do sistema é a coerção psicológica a que são submetidos os bolivianos. Por estarem, a grande maioria, em situação ilegal no país, sofrem ameaças por parte dos patrões de que, se tentarem fugir ou reclamarem daquela situação degradante, serão denunciados à Polícia Federal. Os patrões adotam ainda uma outra prática que contribui para manter o trabalhador sob seu domínio. Logo no primeiro dia de trabalho, o dono da oficina recolhe os documentos dos imigrantes e os guarda em seu poder. A prática de retenção de documentos é largamente utilizada entre os fazendeiros da região de fronteira agrícola.
Parte do processo de combate ao trabalho escravo rural no Brasil tem passado por uma ação de conscientização junto aos consumidores e pressão sobre a cadeia produtiva. No caso dos imigrantes latino-americanos, não é diferente. Ações vêm sendo tomadas junto a grandes empresas como C&A, Marisa e Renner, já flagradas no passado com problemas em suas cadeias produtivas, para verificar a situação de seus fornecedores, evitando assim financiar essa forma de exploração.
A solução passa por algo estrutural. É mais fácil ouvir nossos governantes pregarem a integração econômica do que a livre circulação de pessoas e o trabalho livre em qualquer lugar por qualquer cidadão do Mercosul, por exemplo. Queremos menos barreiras tarifárias, mas deixamos as barreiras sociais intactas.
Os bolivianos não vem para cá atrás das belezas naturais de São Paulo, mas sim de oportunidades de vida melhores, fugindo da miséria. Miséria da qual, muitas vezes, somos co-responsáveis por explorar terra, trabalho e recursos naturais lá. Guardadas as proporções, é a mesma coisa que o pessoal do hemisfério norte faz com a gente aqui. Reclamamos de empresas estrangeirass operando no Brasil, porém, quando alguém na Bolívia ou no Paraguai pensa em rever contratos para tornar menos dolorosa a exploração, a opinião pública daqui brada aos quatro ventos o absurdo que é essa ousadia. Repensar o livre trânsito de trabalhadores é uma saída radical, mas que pode dar humanidade a essa discussão.
Quem circula pelo centro da cidade percebe que os rostos indígenas já fazem parte da paisagem e o quéchua e o aymará já são ouvidos nas ruas, nas rádios (que sistematicamente são fechadas pela Polícia Federal sob a pecha de “piratas”), nas feiras. Os jovens bolivianos, muitas vezes sem acesso aos serviços básicos que outros paulistanos dispõem, juntam-se em gangues para reafirmar sua identidade e se proteger do mundo e de todos.
Assunto do governo federal? Sim, mas o município tem uma grande parcela de responsabilidade. Até porque não me lembro de nenhum governante da cidade reclamar dos impostos gerados pelo setor têxtil do Bom Retiro e do Brás, que têm exploração de imigrantes em suas cadeias produtivas… A implantação de centros de atendimento social e jurídico e de centros de atendimento ao trabalhador imigrante também seria um bom caminho, desde que dessem apoio e que nunca fossem usados como portas de deportação. Impedir o funcionamento das oficinas ilegais seria outro – e a prefeitura tem poderes para tanto, uma vez que poucas delas têm autorização para funcionar. Pode-se até em pensar em alguma lei que revogue a licença de funcionamento de empresas que se beneficiam, mesmo que indiretamente, de produtos têxteis feitos com essa mão-de-obra. Acima de tudo, não tratar o tema como um caso “de polícia”, mas de um problema social – que nós mesmos ajudamos a causar.
Afinal, qual o conceito de “brasileiro”? A história de nosso país é uma história de migrações, de acolher gente de todos os cantos do mundo (não tão bem, é claro – São Paulo, por exemplo, é a maior cidade nordestina fora do Nordeste e, ao mesmo tempo, ostentamos um preconceito raivoso e irracional). Mas não faz sentido que viremos às costas aos que vêm de fora e adotam o Brasil, mesmo que a contragosto. Eles são tão brasileiros quanto eu e você, trabalham pelo desenvolvimento do país, mas normalmente passam invisíveis aos olhos da administração pública e do resto de nós.
De fato, essa anistia aos ilegais é uma boa coisa vinda do Brasil, ainda que infelizmente eclipsada pelas muitas outras coisas ruins daqui. É boa pelo fato de, por exemplo, conceder residência permanente àqueles vindos de países autoritários ou totalitários sem lhes dar a pecha de “exilados” ou outras coisas que lhes gerem a impressão de aqui estarem só de passagem por conta de ocorridos em seus países de origem. Pena que o golpe em Honduras ocorreu após 1º/02. Porém, estão contentes os cubanos, norte-coreanos, chineses e outros agora residentes permanentes que fugiram de ditaduras e aqui foram parar.
E já que estamos falando de políticas de imigração e no quanto que elas podem afetar um país, seria bom que houvesse o incentivo à entrada de imigrantes qualificados e empreendedores, para que possam fazer aqui o que não conseguem em suas terras de origem e o que os empresários daqui não querem fazer. Seria interessante criar oportunidade para que imigrantes qualificados em setores de alta tecnologia possam aqui criar empresas legitimamente brasileiras que possam falar bem alto inclusive no exterior.
Como já disse antes, trazer esses imigrantes geraria também mentalidade renovada no Brasil, desde que se concilie a uma política de encorajamento ao desenvolvimento de tecnologia local e a políticas tributárias e econômicas que tornem praticamente inviável a atual tônica do empresário brasileiro que se recusa a investir em tecnologia para importar tecnologia do exterior.
Em uma política dessas, o imigrante qualificado ajudaria a acelerar o desenvolvimento com seu conhecimento, mas também ajudaria a mudar a mentalidade vigente no Brasil, uma vez que descontaminado do brasileirismo. E o tornar praticamente inviável a vida de empresários que se recusam a desenvolver tecnologia faria a outra parte. Talvez com o tempo tivéssemos um disparo no registro de patentes brasileiras.
Essa notícia lava a alma de todos nós brasileiros.
O Brasil não é surpreendente. Surpreendente é
quem assinou este Decreto-Lei.
..mas que isso, dependendo da dose e da concentração, dificulta o planejamento publico, dificulta ..e muito
Nassif, para fazer justiça ao escritor seria bom incluir o link com a matéria completa:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3855911-EI8423,00-Bemvindos+ao+Brasil+novissimos+brasileiros.html
Carneiro da Cunha,
Apenas uma pequena observação: Que eles façam por merecer.
Se não me engano, esse é o objetivo principal da lei. Desmontar esses grupos de exploração de imigrantes ilegais. Se ele não são mais ilegais, se tornam menos vulneráveis a exploração. Esse é uma lei que deverá afetar principalmente os mais desprotegidos.
Espero que abordagem se torne uma política de estado, e não apenas de um governo.
Isto sim é o que pode ser chamado de globalização. E foi preciso um analfabeto no comando da nação para chegarmos a este ponto. É por isso que eu gosto deste mundão véio, e mais ainda deste país.
O “Leitura Dinâmica” iniciou a notícia assim, dizendo que o Brasil estava seguindo na contra mão da Europa. Tudo bem desde que a apresentadora não expressasse no rosto e na entonação que o Brasil é que está errado e a Europa certa…
Só podemos esperar que esses novos brasileiros assim desejem viver, amando este País e acrescentando à nossa cultura suas qualidades originais.
Que enriqueçam o caldo da mistureba!
Que eles não se esqueçam que, por mais que alguns brasileiros insistam nessa mania de esculhambar com a nação, não aceitamos que estrangeiros venham fazer o mesmo…
“Porque esse é o país de imigração e da mistura, e isso é o que nos salva, sempre salvou.” Marcelo Carneiro da Cunha
Eis uma bela sugestão de lema para o blog do Luis Nassif.
A alternativa é, como aconteceu no meu país, uma Guerra dos Oitenta Anos, a sangrenta luta na qual a Holanda se tornou um país independente da Espanha.
Se o Luis Nassif preferir a ironia, pode usar um verso do “Hino Nacional dos Países Baixos (o Wilhelmus), no qual as últimas linhas da primeira estrofe dizem: ‘de koning van Spanje heb ik altijd geëerd’ (Sempre honrei o Rei da Espanha)”. (1)
Nesse caso, vale lembrar Mino Carta, que costuma repetir um conselho que atribui a Raymundo Faoro: “tenha cuidado ao empregar a ironia, a maioria não entende”.
Nota:
(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Oitenta_Anos
Enquanto isso, na Itália:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u590160.shtml
essa miscigenação
emociona mesmo
- e não serão três raças,
são e serão muitas.
“Brasileiro nasce em qualquer lugar”(Brasileiro anônimo no exterior)
BRASILl – UM PAÍS DE TODOS
“Eu fico muito, mas muito mesmo, contente com a gente. Gostaria que toda a imprensa desse mais destaque, que todos os brasileiros sentissem orgulho do nosso país, por mais que alguns dos leitores dessa coluna possam ter lá os seus desencantos com ele.”
Eu não ficaria, se me permite discordar. Não é porque “somos assim”, mas simplesmente porque nascemos em um país continental e que ainda não sente os problemas advindos da imigração em massa(apesar de nossa rede pública de saúde). Não há nenhum prejuízo nisso.
Somos assim, porque e tão somente nascemos aqui. Elogiável é ser assim sendo cidadão de um país pequeno(em tamanho) e em crise de emprego, como acontece em vários na europa, por exemplo, França, alemanha, espanha e acossados por todos os lados, africa, ásia e leste europeu.
Aqui é fácil “ser assim”.
Importante ressaltar também que o presidente Lula espera, e disse isso textualmente no anúncio da medida, que as demais nações passem a tratar os brasileiros ilegais no exterior da mesma forma.
Há muitos anos não há fronteiras para dinheiro, independente de sua fonte lícita ou ilícita. E o tráfico de pessoas é quase tão lucrativo quanto o tráfico de drogas.
Enquanto isso a Europa envelhece mas a Espanha barra até mesmo turistas brasileiros e a Itália permite a formação de milícias para “caçar” imigrantes ilegais. Isso sem falar no muro que os EUA continuam construindo para se separar do México.
Vamos ouvir Imagine, do Lennon??
Sancho Brancaleone,
o que significaria fazer por merecer? Fiquei temeroso com essa observação. Gostaria de entender melhor.
Mais uma bola dentro do Lula.
Lula sabe bem a dificuldade que passam os emigrantes, é por isso, e aquilo, que ele é “O CARA”.
acho complicado isso, ok, porque o Brasil tem que fazer coisas para os brasileiros, e mais estrangeiros vai fazer com que o governo tenha que gastar mais com gente que nem sabemos se vai ficar mesmo por aqui, ok
Fora que eles podem acabar pegando empregos de gente da terra, foi o que aconteceu quando deixaram a emigração correr solta, os italianos e outros que vieram para São Paulo e Sul tiraram o sustento de milhões de nordestinos, os mesmos perderam a possibilidade de ganhar a vida honestamente, porque as industrias foram todas atráz desses estrangeiros, ok
Nada contra os estrangeiros, mais temos que pensar primeiro nos brasileiros mesmo, ok!
Caro Marcelo Carneiro da Cunha, gostei muito do seus post.
Penso como vc.
Um abraço.
Fico feliz com isso. Sou filho de uruguaios e descendente de italianos. Meu pai me ensinou o valor desse país. Veio para escapar à perseguição da ditadura uruguaia, era comunista, militante, conhecia e era envolvido com o movimento tupamaru. Chegou a ser preso. Perseguição associada à miséria o fizeram tentar a sorte no “gigante do norte”. Chegou num sábado às 07h. As 09h tinha emprego como arquiteto. Então vieram minha mãe e irmãs. Eu ainda não era nascido. Aprendi desde pequeno com a história de minha família, de amigos que foram massacrados nos porões da ditadura uruguaia e argentina. Amigos que se suicidaram no ato da prisão, para não serem obrigados a delatar companheiros sob tortura. Minha mãe ainda chora lembrando de um companheiro que se atirou sob um trem em Montevideo quando recebeu voz de prisão. Possivelmente, é gente dessa qualidade, desse nível de integridade que estamos recebendo. Que seja de braços abertos. É gente que vem se estabelecer, com base no sacrifício e trabalho, e que deve ser estimulada e apoiada. Os bolivianos, paraguaios, argentinos, uruguaios, de toda américa latina, que sejam bem vindos.
Agora a pouco no Jornal Hoje duas descobertas:
1) O brasileiro está pagando “muito” caro pelos pedágios, de São Paulo a São José do Rio preto 450 KM – 118,40 R$ (26,31 cents/Km)… na Ponte Aérea Rio-Sampa ou Rio-Belô, dependendo do horário, paga-se muito menos… Viva a social democracia tucana, a Teoria da Depedência e os dogmas do Estado Mínimo…
2) No interior do Maranhão, sim senhores, Maranhão, o crime se alastra pois a Globo “descobriu” que a policia, quando não ausente, não tem nem viaturas pra ir no encalso dos assaltantes de bancos…
No primeiro caso os “inocentes” apresentadores esqueceram-se de citar Zé Serra como governador de SP, já no caso dos assaltos Roseana Sir Ney foi prontamente lembrada sim.
Vai Sarney, continua a incomodar o Serra que tu vai ver só… vão terminar pondo o Jackson Lago de volta pra tomar de assalto o teu feudo.
Boa tarde.
Boa terra!!! Jamais negou a quem trabalha, o pão que mata a fome e o teto que agasalha. Quem, com seu suor, a fecunda e umidece, vê pago seu esforço: é feliz e enriquece.
Sinto orgulho de ser brasileiro!
Quando vivi exilado na Europe senti na carne o que é ser indesejado! Temos aqui uma canção Immigration Man do LP Crosbry, Stils, Nash and Young que diz muito sobre isso.
http://www.youtube.com/watch?v=FRaLTBqrZ8w
Socorro! Mais uma decisão demagógica do Lula/PT.
Qualquer governo que preza seu povo somente fomenta a imigração quando os imigrantes agregam valor científico e cultural ao país de “recepção”.
Entre tantas outras coisas, isso está faltando ao Brasil. Implantar uma política que incentive a emigração, seja permanente ou temporária, de pessoas com alta qualificação.
Ao tempo em que Lula concede benefícios aos imigrantes, sem impor qualquer condição, não promove qualquer incentivo aos brasileiros altamente qualificados, cujo mão-de-obra são disputadíssimos.
Quantos brasileiros altamente qualificados foram obrigados a emigrar por falta de condições de trabalho e estudo no Brasil?
Ademais, estamos na era da economia do conhecimento, já não basta haver mão-de-obra desqualificada, matérias-primas ou, mesmo, capital em abudância para um país “dar certo”. Hoje tudo isso ou pode ser disponibilizado globalmente, a única coisa que não pode ser disponibilizada tão facilmente é o conhecimento!
Um ponto eleitoral para o Lula, Menos dois pontos para o progresso do Brasil. Essa é o resultado da equação das políticas do governo Lula….
Na verdade aqui nem é (ainda) um lugar tão procurado assim pelos imigrantes. Tá longe, c/crise LÁ e tdo, d ser o sonho q os EUA e a Europa Ocidental ainda representam p/a maioria dos imigrantes do mundo.
D qq modo uma excelente notícia p/aqueles q pensam um mundo sem fronteiras p/todos os seres humanos e não apenas p/alguns priviliegiados, seu grande Capital e certas mercadorias…
Vocês já imaginaram a alegria daqueles bolivianos, coreanos etc. que são escravizados nas indústrias têxteis no Bairro do Brás, aqui em São Paulo ?
A medida adotada pelo governo brasileiro é louvável, mas, não podemos pensar que seja o caminho a ser adotado por todos os países. Os Estados Unidos e a Europa tiveram que barrar a imigração. O primeiro construiu um muro na fronteira com o México; a segunda promoveu a ascensão de governos direitistas que colocam sérios entraves à imigração. Não seria mesmo possível permitir a imigração discriminada. Soluções para o problema da imigração teriam de ser tomadas em nível global, da mesma forma que a solução para problemas como o tráfico de armas e drogas. Não adianta invadirmos favelas para recuperar armas contrabandeadas, quando muitos países exportam armas para contrabandistas da Bolívia, Paraguai e outros países, que irão ingressar aqui mais tarde. A solução para o problema da imigração é o mesmo da migração que ocorre aqui no país: é preciso fixar as pessoas em seu território, dando-lhes as mínimas condições de vida. A rádio ONU informa que o “mundo tem 42 milhões de refugiados e deslocados”. Não é possível acolher em outros países toda essa gente. É necessária uma ação global no sentido de fixá-los em seus territórios, cessando as guerras e fornecendo-lhes o necessário para que possam cuidar de sua sobrevivência. O filósofo francês Roger Garaudy dizia em seu livro de memórias: “Não existe uma solução nacional, nem européia para os nossos problemas. Poderia existir apenas uma solução mundial”. O filósofo ainda diz que são três os problemas do mundo: a fome, o desemprego e a imigração, ou seja, “a passagem do mundo da fome para o mundo do desemprego. Mais que o desemprego, a exclusão. Existe uma diferença enorme quando há uma luta de classes. Cada uma das duas necessita da outra como adversária. Enquanto que na exclusão ninguém tem necessidade do outro.”
Realmente vamos na contra mão do mundo, o que não é necessariamente ruim. Não devemos esquecer, contudo, que o estrangeiro regularizado tem direito ao atendimento integral do SUS, incluindo tratamentos de alto custo e complexidade, como transplantes, tratamento ao câncer, cirurgias cardíacas e hemodiálise. O Brasil tem que estar preparado para isso. Nossa generosidade foi corretamente precificada ?
O Jornal Nacional, do Ali Kamel, só mencionou a notícia. Nada de imagens. Nada de orgulho. O lance deles é o criança esperança mesmo.
Belíssimo exemplo!
Nassif,
Por forçada minha atividade de administrador de imóveis, estive há alguns anos em dois ou três imóveis que abrigavam oficinas de costura. Imóveis esses localizados no Bairro do Pari.
As condições de moradia e higiêne realmente eram péssimas. Parte dos bolivianos dormiam sob as mesas e dentro das prateleiras que eram abertas, de modo que ficavam parecidas com beliches. Todos misturados a montanhas de roupas costuradas e pilhas e pilhas de roupas a costurar e em meio a vasilhas com comida e panelas sujas. Como a produção tinha que ser grande para compensar o baixíssimo preço pago pela mão de obra, que era (e é) por peça costurada, trabalhavam em turnos. Então, enquanto uma turma dormia, outra costurava. Os trabalhadores eram homens, mulheres e jovens.
Havia muitas crianças. As menores (1 a 3 anos) sem roupas ou com pouca roupas. Era verão e o calor era insuportável naquele ambiente, com pouca luz e fechado, além do mau cheiro.
Com o nível de organização e do conhecimento de seus direitos, trabalhadores brasileiros não aceitariam aquelas condições de trabalho e salário.
Só mesmo imigrantes ilegais e chantageados para suportar aquele inferno.
Parabéns ao governo brasileiro pela lei de anistia aosilegais. E ao Sakamoto pela valente defesa dos imigrantes.
O post está meio emotivo e romantizado
mas qto ao comentário do Patrick das 12:54 está interessante trazendo essa questão da necessidade de comprovação por parte dos imigrantes de estarem trabalhando. Como será essa comprovação? A maioria que provavelmente necessita dessa anistia não deve ter condições de comprovar nada.
Lembrando que anistia não é tão novidade, de tempos em tempos parece que sempre são assinadas anistias a estrangeiros no Brasil, a última em 1998
Será que tem diferença no procedimento dessa anistia com a de 1998?
Acho ótimo, finalmente poderemos libertar os bolivianos aqui em SP. Sou neto de imigrantes italianos (do Friuli ou Furnalija), e eu não existiria se fosse o Brasil. Meu avô (que era italiano) sempre dizia que era mais brasileiro do que eu, porque eu nasci aqui, ele escolheu o Brasil para viver. Apesar de gilmar dantas, daniel mendes e outros trastes; viva o Brasil!
Fazendo uma analogia:
São Paulo é a cidade que mais recebe imigrantes, conhecida como “Coração de Mãe, sempre cabe mais um”.
São Paulo é a maior e mais rica cidade da América do Sul.
Tem pessoal já querendo politizar o tema, fazendo torcida, dizendo “é o cara” e etc.. Fica realmente difícil discutir qualquer coisa assim
Veja aqui, as anistias anteriores que o Brasil já concedeu(1980, 1988, 1998)
http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1457
Portanto, Lula só continuou a praxe.
Além do mais, no mesmo link tem essa informação
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O Brasil concedeu anistias em 1980, 1988 e 1998. Nessas ocasiões, foram pedidos apenas documentos básicos, como os que confirmam a identidade e, eventualmente, a data de ingresso no país, além do pagamento de uma taxa para emissão da Carteira de Identidade, obrigatória a todos os estrangeiros residentes. “As anistias anteriores também dispensavam o pagamento de multas por entrada ou estada irregular”, explica Romeu Tuma Júnior.
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Quer dizer, nas outras ocasiões foram pedidos apenas documentos básicos
Pela informação que o Patrick postou, se for correta, agora é preciso que o imigrante comprove que está trabalhando? Se for assim, a anistia atual complicou mais o processo.
caro nassif,
também me emocionei com a notícia. mais brasileiros no país e menos exploração de empregadores.
mais uma vez o lula dá uma lição nessa elite do pig, e na contra-mão da europa, meu camarada. ouvi na hora do brasil e apostei que a globo minimizaria a boa nova. acertei em cheio, infelizmente.
abçs
Lauro Jardim Inside:
“LULA EM PARIS
Finas iguarias depois do abacaxi”
Lula antecipou sua chegada a França. Desembarca amanhã à tarde em Paris – e não na segunda-feira, como estava previsto.
Irá antes, por sugestão de Franklin Martins, basicamente para relaxar. Se depender da cidade e do hotel escolhido, vai conseguir. Lula e a comitiva (que inclui Franklin e o ministro da Cultura, Juca Ferreira) se hospedarão no Le Meurice. O presidente pretende passar o fim de semana no hotel – entre sua suíte e o restaurante.
Lá, certamente se esquecerá do abacaxi azedo chamado Sarney, que foi obrigado a engolir inteiro esses dias. E talvez nunca se esqueça dos jantares no restaurante do Le Meurice, comandado pelo chef Yannick Alléo, um três estrelas (cotação máxima) do Guia Michelin.
COMENTO: O nojo acompanha a leitura de determinados insides deste “jornalista sela” não só de Dantas mas de Serra et caterva.
A última frase demonstra com todos os ponto e iiis, a vala que separa os representados por este “sabujo” e o povo e também o ódio raivoso por um ” operário” que está no lugar onde só os imaculados poderiam estar.
Os conhecimentos culinários reservados aos ” imortais” da Higienópolis, Morumbi e Leblon serão maculados pelo “operário” e isto causa urticária.
Inesquecível? Ai cruzes!
isto lembra o episódio daquele vinho também reservadíssimo aos impolutos “imortais” chamado Romanée-Conti.
Audácia do “operário”! Em 2011 ele vai voltar a tomar somente a sua ” canjibrina”. Salve São Serapião!
-Que nojo. 135 milhões de brasileiros vão dar as respostas a estes “imortais”.
imigrantes
O que Brancaleone quiz dizer com fazer por merecer? Nós fazemos por merecer o que recebemos aqui? Trabalhar 197 dias do ano para pagar impostos? Uma colocação infeliz no que toca a pessoas que trabalham num submundo onde a jornada pode durar 16 a 18 horas/dia. Lugares de onde saem produtos que serão comercializados na 25 de março.
Quem ja atendeu um imigrante ilegal num pronto-socorro, morto de medo de ser preso e deportado, sabe do que estou falando. Nosso País tem mostrado o mesmo senso de humanidade de seu povo.
Xenofobias internas à parte, creio que estamos no caminho certo.
Menas, minha gente… menas…
“A Pastoral do Migrante – entidade ligada à Igreja Católica que fornece apoio aos imigrantes no país e que é considerada uma das maiores referências no tema – estima que o Brasil abrigue cerca de 600 mil estrangeiros sem documentação legal.”
…isso significa 0,3% da população.
Ou seja: a chance da população brasileira ver os imigrantes como ameaça para seu emprego é praticamente zero.
Compare com a situação de Portugal e Itália, em que os imigrantes representam quase 5% da população. Como estes são países com população mais envelhecida, os imigrantes representam quase 10% da população economicamente ativa.
Não estou tentando justificar a xenofobia, mas o Brasil está em uma situação infinitamente mais confortável no que se refere à imigração.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1217267-5602,00-ITALIA+APROVA+LEI+QUE+TORNA+CRIME+IMIGRACAO+ILEGAL.html
Enquanto o Brasil dá um passo adiante na assimilação dos imigrantes, a Itália dá uma porrada de passos atrás, aprovando uma lei que criminaliza a imigração ilegal e também o ato de acolher os imigrantes.
Pelo que a lei diz, você pode ser preso pelo simples fato de ter alugado um imóvel para imigrante ilegal. Só fico pensando como fica a vida de quem confiou seu imóvel para uma imobiliária…
Há também um verniz fascistizante na coisa, uma vez que fica autorizado o aumento da permanência dos ilegais em centros de detenção e expulsão e, mais ainda, o bloqueio à entrada de navios com líbios que porventura iriam solicitar asilo político. Fora isso, há também uma perseguição implícita aos ciganos.
E para quem pensava em camisas negras, a lei também autoriza a criação de patrulhas de cidadãos para identificarem imigrantes ilegais.
Vale lembrar que o Vaticano condenou o projeto. Isso, e mais a história da França de proibir que os alunos portem símbolos religiosos e a recente batatada de Nicolas Sarkozy a respeito da burqa fazem-me pensar que uma nova inquisição está surgindo, mas desta vez, uma inquisição laica, que tenta forçar todo mundo a não expressar sua fé ou cultura em nome de uma suposta preservação dos valores ocidentais pós-laicização dos governos e sociedade.
Uma beleza de notícia mesmo.
Só espero que os aliciadores de sempre não importem nova mão de obra clandestina para ser hiper-explorada.
SOMOS BOIS DE CANGA DA MÍDIA!!! VEJAM O VÍDEO ABAIXO:
http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E
E mais uma vez o blogueiro do oficialismo não decepciona e, dentro de um contexto de crise política no Senado e crise interna no PT, tira da cartola um ato irrelevante do Mestre Idiota para tentar levantar sua moral. Hahahaha. Por que o Sr. não defende também o fato do presidente Lula ser o convidado de honra de um grupo de ditadores sanguinários em reunião na África? Sugestão de manchete: “Enquanto o mundo repudia ditaduras sanguinárias como a da Líbia, Sudão e Irã, nosso presidente é convidado de honra dos ditadores de tais países, mostrando que o Brasil é um país conciliador”. Hahaha, patético.
É porque essa é uma benesse e tanto, Francisco. E ela não é comumente concedida por outros países, principalmente nos últimos tempos (Globalização), em que os imigrantes são tratados como pessoas não gratas. Embora sejam muito lucrativos aos respectivos países, são caçados como animais. Vivem à margem e sobrevivem muito mal. Quis apenas enfatizar o sentimento de gratidão que, acredito, terão em relação ao nosso país. Creio, sinceramente, que um pouco de gratidão é a única coisa que se espera de um imigrante. Sua segunda casa, seu segundo lar. Ou, até mesmo, na sua escala de valoração, podendo ser os primeiros.
Espero ter desfeito a sua temeridade. Caso contrário, posso continuar expondo meu ponto de vista.
Fabio, no seu comentario esta muito clara a sua opcao: o capital, a economia. O nosso Presidente, ao contrario de voce, coloca como centro o ser humano, a pessoa nesta decisao, com seus sofrimentos inerentes a estar em pais de forma ilegal. Ter sensibilade e inteligencia emocional faz toda a diferenca. Nota mil para o Lula .
Simbolicamente bonito, praticamente irrelevante.
Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a ti mesmo.
Não faça aos outros o que você NÃO gostaria que fizessem a ti mesmo.
Na afirmativa e na negativa, medida acertada.
Estamos com muitos brasileiros vivendo fora, essa medida também os protege, pelo menos moralmente.
foo
Talvez eu esteja ficando romântico demais – culpa do sarau de quarta do Nassif
– mas há História para argumentar.
“A imigração massiva de Flandres e de Brabante foi um importante estímulo para o Século de Ouro dos Países Baixos. Em adição a massiva imigração dos Países Baixos do Sul [maior parte da Bélgica contemporânea], também houve um massivo influxo de refugiados fugindo de perseguição religiosa, particularmente judeus sefarditas de Portugal e da Espanha e, mais tarde, huguenotes da França. A riqueza do país acumulada durante o Século de Ouro proporcionou uma grande tolerância em relação à grupos de minorias étnicas, tendo o país acolhido todos os perseguidos e exilados europeus.” ( Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Século_de_Ouro_dos_Países_Baixos )
Tomemos nota os europeus, cada vez mais fascistas
Eduardo Carvalho
“Por que o Sr. não defende também o fato do presidente Lula ser o convidado de honra de um grupo de ditadores sanguinários em reunião na África?”
Resposta – É uma política que os países ocidentais estão adotando. Trecho de artigo da BBC:
“Estados Unidos e Líbia reativaram relações diplomáticas em 2006, e o país passou a ser considerado exemplo de pressão diplomática construtiva para lidar com outras nações consideradas párias.
Em artigo publicado no jornal egípico Daily News, o ex-ministro das Relações Exteriores de Malta Michael Frendo afirma que as medidas promovidas por Khadafi nos últimos anos sinalizam ‘uma grande mudança de atitude interna, porque o país deseja construir uma economia que não seja baseada exclusivamente no petróleo’.
‘Mas é ingênuo esperar que as mudanças vão criar rapidamente uma democracia no estilo europeu’, acrescentou. ‘Khadafi, entretanto, parece querer conciliar suas idéias (expostas no Livro Verde) com uma economia mais aberta.’
‘E essa abertura é bem-vinda porque a Líbia permanece próxima da África em geral e dos países árabes’, disse Frendo. ‘Com uma mentalidade mais positiva, o país pode ajudar a aliviar tensões nestas regiões’.”
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080905_rice_libia_rc.shtml
A prova de que concordo com o dito pelo marcelo. e somos muitos aqui neste post, exceto alguns intransigentes…
minha postagem de ontem, no trivial:
02/07/2009 – 22:54
Enviado por: luzete
vim aqui porque achei esta notícia fundamental. e ela me dá um baita orgulho de fazer parte de um país tão generoso com os que chegam. sempre foi assim. e que assim seja.
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona, na tarde de hoje (2), o Projeto de Lei 1.664-D, de 2007, a chamada Lei da Anistia Migratória, que autoriza a residência provisória de cidadãos estrangeiros em situação irregular no Brasil.
A nova lei permite que todos os estrangeiros que estejam em situação irregular e tenham entrado no Brasil até o dia 1º de fevereiro deste ano regularizem sua situação e tenham liberdade de circulação, direito de trabalhar, acesso à saúde e educação públicas e à Justiça.
Irene
“Tomemos nota os europeus, cada vez mais fascistas”
Tomemos nota as generalizações, cada vez mais perigosas. E falsas.
Acho uma boa medida, mas não vamos nos enganar como em tantos outros eventos acontacidos no país.
Acredito que estes imigrantes que se tornarão legais não mais interessarão a estas mafias, portanto serão substituidos por novas levas de imigrantes ilegais
O que precisa, é um combate à corrupção, que possibilite uma investigação decente para acabar com estes pseudos empresarios travestidos de mafia.
Enviado por: Irene
“Tomemos nota os europeus, cada vez mais fascistas ‘
Muito fácil julgar estando aqui. Como se existisse somente o preto e o branco.
Correção: para acabar com os mafiosos travestidos de empresariss.
Sorry
O país generoso que não tem sensibilidade e competencia para resolver o problema de escravidão dos estrangeiros que aqui trabalham. Citado por vários aqui, inclusive com bairro e tudo em são paulo.
Então, como se faz com devedores de impostos, perdão para eles.
E aos que chegarem aqui partir de amanhã, escravidão neles também, porque, oras, mercado vai ficar carente deles, e não nada que se possa fazer, como não se faz, e não se fez, por isso existe.
Interessante o número de comentaristas extasiados com a notícia, mas que até ontem não se importavam com os ditos “escravos estrangeiros”.
Mas se vão dormir melhor assim…..não é maravilhoso ser brasileiro..?
Vim da Itália para o Brasil com 16 anos. Tive a oportunidade de morar nos Estados Unidos por dois anos com a família, tempo suficiente para ver a diferença de receptividade entre os dois paises. Só tenho a agradecer a esta Terra (e me envergonhar pela atitude da Itália em relação aos estrangeiros).
Ferruccio
Ah, e aproveitando o post da Irene sobre serem os europeus cada vez mais “fascistas”, queria aproveitar para dizer que estou conseguindo nacionalidade portuguesa, mesmo sem ter no momento nenhuma intenção de utilizar qualquer benefício que isso possa me trazer, e após mais de cem anos da chegada de meus avós ao Brasil.
A generalização é F…………………
A ilegalidade gera criminalidade.
Ademais, ser brasileiro desempregado é complicado, imgine estrangeiro, ilegal, e desempregado?,
Meu falecido tio Giuseppe veio para o Brasil quase ao fim da 2ª Guerra Mundial, quando a derrota do Eixo já era iminente e o gabinete do ditador fascista Benito Mussolini já havia caído.
Durante 40 anos esteve proibido de voltar à sua terra natal, pois era considerado desertor, mesmo tendo lutado na linha de frente, sendo ferido por estilhaços de granada e tendo ficado por quase uma semana escondido dentro de uma fossa séptica, com merda até a cintura.
O trauma da guerra foi tão profundo que, durante toda sua vida no Brasil, mais de 70 anos, tinha de ser levado para algum sítio distante durante as festas juninas, pois entrava em surto com o barulho dos rojões. E levou para o túmulo alguns pequenos estilhaços de granada em sua cabeça.
Apesar de nunca ter aprendido o português e de viver às turras com os “brasiliani”, ai de quem ousasse falar mal do Brasil perto dele: corria o risco de levar um “cazzotto” na cara.
E vivia repetindo uma charada de sua autoria: qual o único lugar do mundo em que se enterra um pedaço de pau e 3 meses depois se tem comida na mesa? A resposta, obviamente, era o Brasil. E o tal pedaço de pau era um ramo de mandioca.
Nassif, eu sou burro que nem uma porta. Se tantos sabem do trabalho “escravo” de imigrantes ilegais, em “indústrias” espalhadas na cidade de São Paulo, como não é noticiado a prisão destes “donos de indústrias”. Atençao os que tanto falaram: procurem a polícia e denunciiem.
Fiquei contente com essa medida, vou dormir bem melhor sim.
Veleu, São Jorge! 2 X 0 nos argentinos do sul.
hehehehe
Por que me ufano de meu país!
Mais um típico exemplar da série. Santa ingenuidade, batman!
Em relação ao passado, existem muitos poucos imigrantes no Brasil atual. Além disto, como bem mostrou o Patrick acima (citando um tal de de Sakamoto), muitos poucos poderão cumprir os requisitos necessários.
Recebemos cerca de 180 mil imigrantes japoneses em TODA a nossa História, atualmente há mais de 300 mil brasileiros residindo no Japão apesar do baixo crescimento econômico que ocorre por lá desde 1990. Uma boa parte é de mestiços, outra boa parte é de brasileiros sem ascendência japonesa, apesar de casados com um. Reparem que o Japão é um país que não gosta de receber imigrantes. Juntando EUA e Europa, a quantidade de brasileiros que emigraram nos últimos 30 anos é contada em milhões.
É fácil ser bonzinho com imigrantes em pequenas quantidades. Difícil seria se o Brasil estivesse inundado por centenas de milhares de bolivianos e angolanos. Há muitos casos de mau tratamento de imigrantes no Brasil do passado, até com aqueles considerados desejáveis pela elite brasileira (brancos e católícos).
Esta lei é necessária e justa, mas seu impacto na sociedade será mínimo e não é exemplo de que somos melhores que os outros. Mostra apenas que nos últimos 30 anos deixamos de ser um país de imigração para ser um país de emigração.
Os 800.000 e tantos estrangeiros legalizados no Brasil são gente velha que não quis abdicar da cidadania original ,pois esta esta vale mais que a cidadania brasileira. Vejo muita gente jovem lutando com a burocracia italiana (logo uma das piores do mundo) para obter uma cidadania estrangeira. Até o presidente da República é casado com uma cidadã italiana!
O Brasil não está bom nem para os “perseguidos” cubanos. Quando Fidel liberou a saída de Marielitos, apenas um 200 quiseram vir para cá. Receberam até uma ajuda razoável da ONU, mas, alguns meses depois, se rebelaram e conseguiram ir para os EUA. Foram seguidos por muitos brasileiros.
Vá lá, todo mundo aqui conhece alguém, parente próximo ou amigo, que desistiu do Brasil, emigrou, e não quer voltar nunca mais. Então, para que este ufanismo enganador?
O maior problema do Brasil é essa ausência quase completa de brasileiros. É impressionante. Eu tive a felicidade de conhecer esse país de uma ponta a outra. Passei três anos nisso, de ficar de lá para cá. É um país surpreendente em todos os aspectos. Mas todo mundo aqui veio de algum lugar (Alemanha, Espanha, Holanda, Chile, Uruguai, Itália, Japão…) Pintou uma crise econômica ou política, eles brotam no Galeão ou atravessam a Amizade.
Eu gostaria de aproveitar esse romântico texto sobre essa característica brasileira, para abrir um parêntese sobre identidade. Sobre se de fato alguém realmente conhece o brasileiro – não esse de blogs, e jornais, e revista; mas os 170 milhões que só aparecem em matérias de futebol, polícia e campanhas políticas. Conhecemos mesmo o brasileiro? E se conhecemos temos orgulho dele? Porque não é possível ter orgulho do Brasil, sem ter orgulho do brasileiro – embora seja exatamente assim que muitos se comportam.
Para ilustrar isso, peguemos um exemplo oportuno, que foi ao ar, nesta semana, na rádio CBN e analisemos cuidadosamente o discurso, porque este mostra os meandros da convição de quem está aqui em cima (falo dos 8% que têm nível superior) sobre o brasileiro.
O Heródoto Barbeiro já passa a navalha ao chamar a matéria e afirmar “na reportagem de hoje, os problemas causados por alguns costumes tipicamente brasileiros” (a cultura brasileira, lá fora, é problema) e em seguida entra o repórter Leandro Mota arremessando sutilmente verbos e adjetivos que destrói aos poucos qualquer traço de civilidade que o brasileiro possa ter, o comportamento dele passa a ser ruim, porque ele quer, lá fora, manter-se ligado ao seu País – coisa que os alemães, 300 anos depois, ainda fazem por aqui.
Aos poucos vai se destruindo o brasileiro – porque, imaginem, ele ousou ficar rico na Europa! – um absurdo. Então entra o magnânimo pensamento uspiano na voz do sociólogo Hilário Franco Júnior, que não alivia e já de cara chama o brasileiro por “indivíduo” e diz que o cidadão – lá fora – só quer saber de lugares onde se possa apreciar o arroz com feijão – como se a pizza fosse invenção nossa ou o chimarrão corresse nos rios daqui. Ele diz: “o indivíduo chega, não mostra a mínima boa vontade em aprender a língua do local, está sempre procurando um local onde venda um arroz feijão (sic), como se não existisse nada ali que fosse comestível. Não deixa de ser, do ponto de vista [daquela] população, também uma certa forma de insulto” e segue disparando um pensamento típico do catedrático uspiano – o de reverência incondicional à Europa. Ou seja, para ele, manter os hábitos alimentares e os traços culturais típicos é um insulto.
Mas bater em brasileiro é igual bater em cachorro morto. Ele não late, não rosna, não estranha, porque, até mesmo dentro de seu próprio país ele não é reconhecido, não é respeitado, não é ouvido, não é ninguém. E terra de ninguém, meu cumpadi, quem chega de fora é dono.
link da reportagem da CBN
A louvável Anistia tem que ser seguida de outras medidas, como combate implacável à exploração da mão-de-obra semi escrava, bem como uma orientação dos imigrantes nesta condição para empregos formais.
Pensamos logo nos irmãos bolivianos, que devem ser uns 80 mil em São Paulo – não é um número que deva assustar os brasileiros igualmente sub-empregados.
Espero que existam na massa de ilegais pelo menos algumas dezenas de espanhóis, portugueses e europeus em geral. Assim o Itamarati terá mais autoridade moral para defender os brasileiros que naqueles países são arbitrariamente presos e escorraçados, muitos preenchendo todas as condições legais de viagem. É preciso reciprocidade nesta área, hoje totalmente desequilibrada.
Nassif & Amigos, ponto, ponto e mais ponto para o LULA, que é mestre em
sensibilidade. Ele, que não acha o bolsa-família uma merreca porque, como
sabemos, passou fome. Que, apesar dos problemas causados pelo Evo,
não invadiu a Bolívia. Que, com toda a proximidade que tinha com o Bush,
não embarcou soldados brasileiros para morrer no conto-de-fadas do
Iraque. Que declarou achar bom ter como candidatos Dilma, Serra, Aécio e
Ciro porque pensa que nenhum é de direita. Que, apesar de todas as
dificuldades que a imprensa tem colocado para que ele possa governar
mais e melhor, desfiando diuturnamente um baita rosário de mentiras e
falsas acusações, acha que só chegou lá por causa da própria imprensa.
Que, mesmo com esse carcomido e atrasado senado sendo o reduto mais
oposicionista do seu governo, jamais declarou que deixou de fazer isso ou
aquilo por causa dos nobres senadores. LULA tem mesmo é phd em
sensibilidade e acho que, entre outros preconceitos que sofreu ao longo
da vida, quando já foi taxado por muita gente “boa” como apedeuta,
ignorante, analfabeto, entre outros adjetivos de quem não tem argumentos
plausíveis, é porque passou também pelas agruras da fome. Só quem
passou por tal provação pode ter esse sentimento num grau raro e
máximo como é o caso do nosso Presidente. O premio Nobel da paz ficaria
muito dignificado se chegasse às mãos dele.
Abs.
Louvável iniciativa, já morei na Europa e felizmente fui sempre bem tradado, pois além de descendente estava como estudante, mas eu vi bastante injustiça contra brasileiros e temos nossa imagem bastante prejudicada por alguns compatriotas só que isso já é outro assunto….
Já na Itália foi tomado outro rumo e agora imigração ilegal é crime e inclusive milícias anti-imigração estão se organizando, e pensar que não muito tempo atrás estes junto de portugueses, espanhoís e outros chegavam em barcos sem nada aqui e fizeram vida.
O visto de permanência para estrangeiros ilegais, em sua maioria dos países vizinhos sulamericanos é de importância vital para o fortalecimento das relações com seus países de origem.
Cria ambiente para relações micro-economicas, alivia tensões sociais e desenvolve mercado consumidor para os produtos feitos no Brasil e nesses países.
Um imigrante, ao melhorar de renda, a primeira coisa que faz é remeter o excedente aos seus familiares na origem. E estes então passam a ter condições de vencer suas limitações locais.
Manter ilegais, ilegais, só aumenta o preconceito e a violência. Alimenta o crime organizado e as atividades ilícitas.
Mas uns votos para Dilma em 2010.
O Brasil e um paiz que vez por outra acomoda bandidos extrangeiros ,porque nao acomodar trabalhadores pobres que tentam sobreviver.
Foi um gesto bonito, principalmente em tempos de intolerância e xenofobia!
Moro na Espanha desde 99, consegui contrato de trabalho e hoje tenho cidadania espanhola. Apesar de estar vivendo, trabalhando e com todos os direitos, dificilmente poderei ter um cargo maior do que tenho na minha profissão (sou arquiteto), já que aqui existe uma barreira grande contra os estrangeiros não europeus.
Minha mulher que é espanhola fica horrorizada quando escuta comentários das colegas de trabalho dizendo que teriam um troço se um filho se casasse com um(a) imigrante.
Ao contrário do Brasil (que também já teve um cultura bastante xenófoba) aqui na Europa você nunca vai deixar de ser “de fora”, mesmo que fale o idioma perfeitamente e sem sotaque. Essa é uma grande diferença.
Se volto ao Brasil com minha mulher ela será melhor recebida do que eu aqui.
Como disseram acima, o Brasil é um país de acolhida e de mistura, só precisa se dar conta disso.
[...] em países como a França (de Sarkosy) e a Itália (de Berlusconi). Sacamos a notícia do blog do Nassif, no qual Marcelo Carneiro da Cunha dá a notícia com euforia. Mas nos comentários há uma [...]
Olá, sou a Irene.
com meu comentário anterior tão só queria dar os parabens á medida do governo brasileiro… Como européia me sento obrigada a felicitar este tipo de avanços que se produzem em outros lugares do mundo.
Vos explicarei minha situação pessoal: sou espanhola, nasci na Espanha e minha família é espanhola. Também tenho família na França e amigos italianos e ingleses.
Portanto não dou minha opinião sobre Europa “desde a distância”, e também não tento fazer generalizações. Eu gostaria fundamentar o que escrevi:
A princípios do mês de Junho 2009 se celebraram as eleições para o parlamento europeu. Vos porei um link sobre os resultados:
“O CENTRO DIREITA GANHA As ELEIÇÕES EM EUROPA”
(http://www.cope.es/mundo/07-06-09–centro-derecha-gana-elecciones-europa-58089-1)
O Partido Popular Europeu voltará a ser a primeira força da Eurocámara (267 de um total de 736 deputados), depois de seu triunfo nos países mais povoados da União numas eleições nas que ambientalistas e grupos minoritários registram um importante crescimento. A taxa de participação nas eleições européias se foi reduzindo progressivamente desde o 61,99% dos primeiros de 1979, até o 45,47%, que era até agora a cifra mais baixa, atingida nas anteriores eleições de 2004.
Em conjunto, quase dois terços do futuro parlamento corresponderão a formações de centro-direita: conservadores, democristianos, liberais, soberanistas, céticos antieuropeos, e direita xenófoba.
A vitória conservadora se fortaleceu, sobretudo, nos países mais povoados da União: Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha e Polônia.
“ATUALIDADE SOBRE A IMIGRAÇÃO EM ESPANHA”
(http://madrepatria.blogspot.com/2009/05/sos-racismo-acusa-al-gobierno-de.html)
SOS Racismo alertou de que o racismo institucional fomenta o racismo social e augurou que “se não há um giro das políticas orquestradas desde as estruturas institucionais, assistiremos nos próximos anos a um aumento do racismo entre pessoas, entre vizinhos, nas relações trabalhistas, etcétera”.
Agora moro em Barcelona. Estudei na universidade com muitas pessoas de LatinoAmérica. Continuamente escuto comentários a meus colegas de trabalho, na rua, nos jornais. Além dos resultados das eleições européias, sente-se em todas partes. A crise sacou o pior de nós. Se vocês vierem viver a Europa, o sentirão na pele. Em alguns países menos do que em outros, em alguns trabalhos menos do que em outros, segundo com quem se relacionem…
Plantar, só lembro de ter plantado umas míseras cenourinhas, que até nasceram, porém não falo de cátedra sobre agricultura.
Mas desta vez o Sanzio, habitualmente perspicaz, arguto e bem informado, cometeu um equívoco (sbaglio?). Mandioca não dá em três meses. Leva mais de ano. O que dá em três meses ou pouco mais, é batata-doce.
Sobre os imigrantes, e particularmente o preconceito, nossos imperadores nutriam aversão aos europeus meridionais e mais ainda com relação aos asiáticos, daí que os primeiros não-ibéricos a chegar foram os alemães e suiços, estes os preferidos por Pedro II.
Esse é um debate sobre os imigrantes na TV portuguesa. Um tanto fraquinho, mas não deixa de ser interessante.
http://www.youtube.com/watch?v=F-O-2X6tvt8
Embora louvável, já comentários que os custos para regularização é caro, principalmente que a regularização interessa a bolivianos. Além do fato de que nem sempre a informação nem sempre chega aos clandestinos, que não leem jornais e tem medo de multa e represália de patrões. Quanto ao Brasil dar exemplo, não passa de discurso bobo do governo Lula, pois brasileiro quer ir para Europa e Estados Unidos.
O problema dos imigrantes no mundo, só vai acabar quando existirem iguais oportunidades em todos os países do mundo. E isso não vai acontecer.
04/07/2009 – 11:10
Enviado por: Murilo
Gato Fedorento não vale !!
http://www.youtube.com/watch?v=C7LpQ-Fj6Cg&feature=channel
Agora sim , algo sério, né?
O governo deveria, também, incentivar a emigração, principalmente daqueles que nada agragam na nossa socidade.
A própria imigração interna, principalmente do norte e nordeste para o sul e sudeste já não é mais desejada. O aumento da criminalidade está diretamente ligado ao inchaço das grandes cidades que não tem como empregar essa massa de infelizes