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03/07/2009 - 12:40

O país dos imigrantes

Por Marcelo Carneiro da Cunha

De São Paulo

Pois o nosso Brasil é mesmo um lugar surpreendente. Nessa quinta-feira, 2 de julho, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que oferece permanência a todos os imigrantes que tenham chegado aqui até o dia 1º de fevereiro desse ano.

Nessa época em que o mundo se fecha, cria muros, expulsa e prende quem busca uma vida melhor através de fronteiras, muitas vezes imaginárias, a gente vai lá e abre o país para quem já está aqui poder ficar sem maiores traumas.

Eu fico muito, mas muito mesmo, contente com a gente. Gostaria que toda a imprensa desse mais destaque, que todos os brasileiros sentissem orgulho do nosso país, por mais que alguns dos leitores dessa coluna possam ter lá os seus desencantos com ele. Mas se é verdade que a gente às vezes erra em cheio, os nossos acertos também enchem os olhos, os meus ao menos, de lágrimas de emoção legítima, nada de inventado, garanto a vocês.

Porque esse é o país de imigração e da mistura, e isso é o que nos salva, sempre salvou. Claro que a gente poderia ter continuado sendo tupi-guarani, na essência. Mas mesmo os tupis e guaranis foram imigrantes, uns milhares de anos antes. E quando os portugueses chegaram, já pensaram o que seria de nós se tivéssemos sido exclusivamente portugueses? Fado como música nacional? Aquela melancolia toda, o tempo inteiro?

Logo vieram os imigrantes menos voluntários do planeta, diretamente da África, mas que nos moldaram definitivamente, e, a seguir, uma seqüência imparável de novas ondas de gentes que vieram, viram, foram digeridos, e nesse processo de digestão se tornaram brasileiros.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,

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87 comentários para “O país dos imigrantes”

  1. Irene disse:

    Olá, sou a Irene.

    com meu comentário anterior tão só queria dar os parabens á medida do governo brasileiro… Como européia me sento obrigada a felicitar este tipo de avanços que se produzem em outros lugares do mundo.

    Vos explicarei minha situação pessoal: sou espanhola, nasci na Espanha e minha família é espanhola. Também tenho família na França e amigos italianos e ingleses.

    Portanto não dou minha opinião sobre Europa “desde a distância”, e também não tento fazer generalizações. Eu gostaria fundamentar o que escrevi:

    A princípios do mês de Junho 2009 se celebraram as eleições para o parlamento europeu. Vos porei um link sobre os resultados:

    “O CENTRO DIREITA GANHA As ELEIÇÕES EM EUROPA”
    (http://www.cope.es/mundo/07-06-09–centro-derecha-gana-elecciones-europa-58089-1)

    O Partido Popular Europeu voltará a ser a primeira força da Eurocámara (267 de um total de 736 deputados), depois de seu triunfo nos países mais povoados da União numas eleições nas que ambientalistas e grupos minoritários registram um importante crescimento. A taxa de participação nas eleições européias se foi reduzindo progressivamente desde o 61,99% dos primeiros de 1979, até o 45,47%, que era até agora a cifra mais baixa, atingida nas anteriores eleições de 2004.

    Em conjunto, quase dois terços do futuro parlamento corresponderão a formações de centro-direita: conservadores, democristianos, liberais, soberanistas, céticos antieuropeos, e direita xenófoba.

    A vitória conservadora se fortaleceu, sobretudo, nos países mais povoados da União: Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha e Polônia.

    “ATUALIDADE SOBRE A IMIGRAÇÃO EM ESPANHA”
    (http://madrepatria.blogspot.com/2009/05/sos-racismo-acusa-al-gobierno-de.html)

    SOS Racismo alertou de que o racismo institucional fomenta o racismo social e augurou que “se não há um giro das políticas orquestradas desde as estruturas institucionais, assistiremos nos próximos anos a um aumento do racismo entre pessoas, entre vizinhos, nas relações trabalhistas, etcétera”.

    Agora moro em Barcelona. Estudei na universidade com muitas pessoas de LatinoAmérica. Continuamente escuto comentários a meus colegas de trabalho, na rua, nos jornais. Além dos resultados das eleições européias, sente-se em todas partes. A crise sacou o pior de nós. Se vocês vierem viver a Europa, o sentirão na pele. Em alguns países menos do que em outros, em alguns trabalhos menos do que em outros, segundo com quem se relacionem…

  2. Murilo disse:

    Plantar, só lembro de ter plantado umas míseras cenourinhas, que até nasceram, porém não falo de cátedra sobre agricultura.

    Mas desta vez o Sanzio, habitualmente perspicaz, arguto e bem informado, cometeu um equívoco (sbaglio?). Mandioca não dá em três meses. Leva mais de ano. O que dá em três meses ou pouco mais, é batata-doce.

    Sobre os imigrantes, e particularmente o preconceito, nossos imperadores nutriam aversão aos europeus meridionais e mais ainda com relação aos asiáticos, daí que os primeiros não-ibéricos a chegar foram os alemães e suiços, estes os preferidos por Pedro II.

  3. Murilo disse:

    Esse é um debate sobre os imigrantes na TV portuguesa. Um tanto fraquinho, mas não deixa de ser interessante.

    http://www.youtube.com/watch?v=F-O-2X6tvt8

  4. Murilo Rodrigues Filho disse:

    Embora louvável, já comentários que os custos para regularização é caro, principalmente que a regularização interessa a bolivianos. Além do fato de que nem sempre a informação nem sempre chega aos clandestinos, que não leem jornais e tem medo de multa e represália de patrões. Quanto ao Brasil dar exemplo, não passa de discurso bobo do governo Lula, pois brasileiro quer ir para Europa e Estados Unidos.

  5. João A. disse:

    O problema dos imigrantes no mundo, só vai acabar quando existirem iguais oportunidades em todos os países do mundo. E isso não vai acontecer.

  6. Tuaregue Alemão disse:

    04/07/2009 – 11:10
    Enviado por: Murilo

    Gato Fedorento não vale !!

    http://www.youtube.com/watch?v=C7LpQ-Fj6Cg&feature=channel

    Agora sim , algo sério, né?

  7. Luiz rigolin disse:

    O governo deveria, também, incentivar a emigração, principalmente daqueles que nada agragam na nossa socidade.
    A própria imigração interna, principalmente do norte e nordeste para o sul e sudeste já não é mais desejada. O aumento da criminalidade está diretamente ligado ao inchaço das grandes cidades que não tem como empregar essa massa de infelizes

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