Trivial de Juca Chaves
Do Portal Luís Nassif
Juca Chaves – Piccola Marcia Per Un Grande Amore (1967)
* Adicionado por Helô
* Adicionado por Helô
José Sarney adquiriu em 1999 uma casa que vale R$ 4 milhões. O escândalo consiste em empregar a parentalha, tendo um patrimônio enorme, mas são outros quinhentos.
No que interessa:
1. A casa consta de sua declaração de renda desde 1999.
2. Consta das declarações anuais do Senador ao Tribunal de Contas da União.
3. Consta das declarações anuais do Senador ao Senado.
4. Não constou da relação entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá em 2006. Segundo a nota da assessoria de Sarney, o contador repetiu a mesma lista da última eleição dele no Amapá, em 1998.
Resta óbvio que, se Sarney ocultasse a casa em todas as declarações, tratar-se-ia de uma fraude. Se não ocultou a casa em nenhuma das demais declarações, pergunta-se: o que ganharia ocultando do TRE do Amapá? Nada. Donde a hipótese do descuido seria a mais razoável.
Mas o que faz o neo-Estadão? Pega parte da história e apresenta a um advogado que, em tese, emite seu julgamento.
“O advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral, falou em tese sobre o assunto. Segundo ele, a omissão de um bem à Justiça Eleitoral pode ser interpretada como “fraude”. Sem analisar especificamente o caso de Sarney, o diretor executivo do portal Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, também condenou a prática. “Quem omite bens mente ao eleitor.”
Em tese o jornal cometeu uma fraude ao não passar todas as informações para que o advogado pudesse avaliar melhor o episódio.
Melhor faria a mídia se investigasse os depósitos que ele possivelmente possuía no Banco Santos, do Edemar Cid Ferrreira.
De São Paulo
Pois o nosso Brasil é mesmo um lugar surpreendente. Nessa quinta-feira, 2 de julho, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que oferece permanência a todos os imigrantes que tenham chegado aqui até o dia 1º de fevereiro desse ano.
Nessa época em que o mundo se fecha, cria muros, expulsa e prende quem busca uma vida melhor através de fronteiras, muitas vezes imaginárias, a gente vai lá e abre o país para quem já está aqui poder ficar sem maiores traumas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Brasil, imigrantes, lei, Lulao PT bobeou nessa crise. Devia ter apresentado um projeto global de reforma do senado. fico espantado com o declínio da capacidade analítica dos parlamentares petistas e mesmo de prefeitos e governadores. A geração dos anos 1990 era muito mais arguta e pró ativa. O poder emburrece.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: crise, PT, reforma, SenadoContinuo não entendendo o raciocínio que se esconde por trás do sempre excelente texto de Dora Kramer.
Vamos à sua análise de hoje:
Dora Kramer,
Muito bem: o presidente Luiz Inácio da Silva intervém no Senado, faz de José Sarney um presidente tutelado pelo Palácio do Planalto, assume a custódia das lixeiras do Parlamento, submete o PT a um vexame ímpar e o que isso influi no processo da sucessão presidencial?
Ou, antes, o que a eleição de um presidente da República e a boa governança de um País têm a ver com a sustentação de um esquema político obsoleto e moralmente apodrecido?
A rigor, nada. Bem como a manobra não acrescenta um voto – podendo tirar muitos – a candidaturas governistas nem tampouco serve como garantia da adesão do PMDB à chapa com patrocínio oficial.
De que país Dora está falando? Deve ser da Inglaterra. Levando seu raciocínio ao extremo, FHC se apoiava em ACM, Luiz Eduardo Magalhães, Jader Barbalho por afinidade. E Lula se apoia em Sarney, Geddel e outros porque participam das partidas de futebol na Granja do Torto. Senado, CPIs, nunca foram fator de instabilidade política por aqui? O jogo acabou. Qual a intenção de Dora com esses argumentos que nada têm a ver com a realidade política do Brasil?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: crise, Dora Kramer, Sarney
Mercados emergentes são os mais valorizados
As ações de países em desenvolvimento no mercado mundial subiram em nível recorde, pois as economias de mais rápido crescimento atraem investidores em meio à primeira recessão mundial desde a Segunda Guerra Mundial. Os 22 países classificados como “emergentes” pelo índice MSCI compreendem 24% da capitalização do mercado mundial, acima dos 18% do início deste ano, a proporção mais elevada desde que a Bloomberg começou a compilar os dados em 2003. As ações da China atingiram US$ 3 trilhões ontem pela primeira vez desde agosto, partindo de US$ 1,8 trilhão no final do ano passado. O aumento sinaliza a confiança crescente nos países em desenvolvimento, enquanto os investidores realocam seu dinheiro após as piores perdas no ano passado desde a Grande Depressão. As ações voltaram a subir (nas bolsas) de São Paulo a Xangai em 2009, após os formuladores de políticas cortarem as taxas de juro e promulgarem planos de estímulo para incentivar as economias atingidas pela queda nas exportações. O índice MSCI de Mercados Emergentes subiu 35%, enquanto o índice MSCI Mundial das economias desenvolvidas avançou 2,9%.
FREDERICO VASCONCELOS
DA REPORTAGEM LOCAL
No final de sua atuação como procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza fez uma espécie de “limpeza nas gavetas” e encaminhou vários documentos ao Supremo Tribunal Federal para serem juntados à ação penal do mensalão -inclusive uma denúncia.
Entre os vários ofícios enviados pelo ex-procurador-geral há um relatório da Controladoria Geral da União, uma auditoria (com pedido de abertura de novo apenso), a requisição de novas diligências e o pedido de que seja requerido à 10ª Vara Federal do Distrito Federal cópia de material produzido em processo criminal.
Leia mais »
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão” ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). “O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (…) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas”, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a “desagregação” da Casa.
E reiterou que “Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras”. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: “O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula”.
Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele “não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema”. “Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral.
A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.” (…)
Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada.
Essa história do PSDB se permitir ser levado por esses jogos oportunistas de mídia é veneno na veia, conforme demonstrado nessa tática de tentar se desvencilhar do cadáver a bordo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política, Sem categoria Tags: FHC, José Serra, PSDB, Sarney, Sérgio GuerraAutoridades suspeitam de banqueiro que ajudou a montar contrato com a Eletropaulo
MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL
Autoridades da Suíça bloquearam uma conta atribuída ao banqueiro aposentado francês Jean Marie Lannelongue por terem encontrado indícios de que ele recebeu o pagamento de comissões ilegais da multinacional francesa Alstom.
Lannelongue, que vive no Brasil desde os anos 80, representava o banco Societé Générale no país e ajudou a montar a engenharia financeira que permitiu que a Alstom fechasse um contrato com a Eletropaulo de R$ 110 milhões em valores de 2001 -hoje seriam R$ 221 milhões, quando se corrige o contrato pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado, da Fundação Getulio Vargas).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção Tags: Alston, Lannelongue, Robson MarinhoAlguns meses antes do lançamento do Real, o economista Winston Fritsch, da equipe econômica, participou de uma reunião reservada com alguns banqueiros de investimento – nacionais e estrangeiros. Nela, informou-os dos rumos que se pretendia dar à política cambial, apreciando o real – algo que fugia à lógica convencional dos planos com âncora cambial.
Os banqueiros se surpreenderam com um membro do governo antecipando os movimentos do câmbio.
Depois, entenderam. Haveria uma grande disputa no mercado futuro de câmbio, na BMF. Empresas exportadoras, multinacionais, certamente buscariam proteção contra o risco de desvalorização cambial. Estavam dispostas a pagar para ter a garantia de um dólar a R$ 1,20 ou mais.
De sua parte, a Fazenda e o Banco Central empurrariam o dólar para baixo através de um estratagema: a garantia tácita de que o dólar não passaria de R$ 1,00; mas nenhuma garantia sobre o tanto que ele poderia cair. Com os juros elevadíssimos, praticados no início do Real, os investidores seriam estimulados a vender dólar a preços abaixo de R$ 0,90, sabendo que, com as taxas de juros recebidas, e com a garantia de que o dólar não passaria de R$ 1,00, seu risco ser mínimo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:O caso Sarney-Virgílio é um excelente exemplo para se comparar a sutileza dos profissionais (Sarney) com o amadorismo truculento dos amadores (Arthur Virgilio e seus padrinhos midiáticos).
Há uma situação concreta de hábitos e vícios arraigados no Congresso. Como faziam parte dos usos e costumes, todos se esbaldaram. Como a imprensa decidiu escandalizar seletivamente, seletivamente outros senadores poderiam entrar no imbróglio.
Quando o Estadão iniciou seus ataques seletivos contra Sarney, e Arthur Virgilio fez seus discurso “arrasa(-me) quarteirão” – sem o pronome, criação da Dora Kramer -, criou-se um quadro novo, com novos elementos que teriam que ser pesados pelos dois lados, para saber como agir. É aí que o craque se diferencia do perna-de-pau.
1. O lado do Virgilio usou a tática “arrasa(-me) quarteirão”, de ameaçar espalhar lama para todo lado.
2. Sarney avisou seus pares que a crise é da instituição, que todos praticavam o que, de repente, virou escândalo, mas que ele, Sarney, jamais cometeria a baixeza de sair atirando. Uma coisa é Sarney por cima; outra, é o que se pode esperar de um político humilhado no final da carreira.
A primeira hipótese – Sarney fora – significaria os escândalos na fila de espera. Depois de atingido o objetivo – almoçar Sarney – a mídia iria engolir outros de sobremesa. E os aliados de Sarney e os situacionistas tratariam de vazar os dados sobre o lado contrário.
A segunda hipótese – de Sarney ficando, e fortalecido – significaria instaurar o armistício até que as reformas sejam completadas. Uma possibilidade de interesse tão generalizado, que foi encampada pelo próprio presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Ou seja, o grande campeão da moralidade, o homem do discurso “arrasa-quarteirão”, Arthur Virgilio, arrasou-se. Mas deixou uma promessa no ar, para os milhões de espectadores, leitores que o viram: vender patrimônio para ressarcir o Senado das despesas de tratamento de sua mãe.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Arthur Virgílio, crise, José Sarney, SenadoManda bala, que a semana passou rápido demais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: