Painel internacional
China se aproxima do FMI
A China dará passos importantes na próxima semana, no sentido de reconciliação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), concordando com a divergência do fundo sobre a sua controversa política monetária, a fim de voltar às boas graças de uma organização que pretende influenciar. Durante os últimos três anos, a China bloqueou as revisões do FMI sobre a sua economia – que é anual para cada país membro -, porque o país se opunha à crítica pública sobre a sua altamente controlada taxa de câmbio. Mas uma equipe de funcionários do FMI visitou a China há cerca de um mês, e concluiu um projeto de revisão que está em circulação para comentários.
China quer debate sobre diversificação cambial
A China espera pela diversificação do sistema monetário internacional no futuro, e seria “normal” levantar a questão para ser discutida na próxima semana, na Reunião do Grupo dos Oito, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, He Yafei, na quinta-feira. Falando em uma coletiva de imprensa anterior à participação do presidente Hu Jintao no encontro do G8 na Itália, He disse que não tinha conhecimento de que a China havia solicitado um debate sobre a reserva global de moedas. Mas fontes do G8 disseram à Reuters na quarta-feira que Pequim havia pedido um debate sobre propostas para uma nova moeda de reserva mundial, com a questão sendo citada em breve declaração no G8. A notícia empurrou o dólar para baixo. A moeda é particularmente sensível aos comentários sobre a China, pois a estimativa dos banqueiros é que esse país possua provavelmente 70% do US$ 1,95 trilhão de reservas em moeda norte-americana.
Califórnia oferece redução de imposto aos funcionários
O primeiro lote de notas promissórias a serem emitidas pelo Estado da Califórnia, nos EUA, foram impressos e serão enviadas aos funcionários estaduais, que aguardam abatimentos do imposto de renda nesta quinta-feira, a menos que o governador Arnold Schwarzenegger consiga um acordo orçamentário de última hora com o governo federal. Com o estado cambaleando e à beira do colapso fiscal, o responsável de finanças da Califórnia está lutando para emitir cerca de 30.000 notas de adiantamento oferecendo reduções fiscais, pois não tem mais dinheiro (para pagar os funcionários).
Mercado de títulos europeus avança
O crescimento sem precedentes do uso de títulos de mercado nas sociedades europeias para levantar dinheiro, ao invés dos bancos, poderia arrefecer nos próximos meses. Mas a guinada de direção para os financiamentos no mercado de títulos em todo o continente pode ter chegado para ficar. As companhias europeias historicamente têm recorrido aos empréstimos bancários, ao invés de explorar o mercado de títulos como as empresas dos EUA tendem a fazer. No entanto, apesar do fato de os políticos europeus terem culpado em alto e bom som o “capitalismo anglo-saxão” pela crise financeira mundial, as empresas em todo o continente levantaram bilhões de dólares este ano a partir do mercado de títulos, bem ao estilo norte-americano.
Desemprego recorde na Eurozona
A taxa de desemprego entre as 16 nações que partilham a moeda única europeia subiu mais que o esperado, para 9,5% em maio, atingindo a maior alta em 10 anos, enquanto a recessão continua a cobrar o seu pedágio na zona do euro. A taxa de desemprego subiu para 9,5% em maio, segundo o Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, passando dos 9,3% em abril. Os economistas tinham previsto um aumento para 9,4%. A taxa de desemprego havia sido de 7,4% em maio de 2008. O mercado de trabalho da Espanha continuou a suportar o pior da desaceleração, com a taxa de desemprego subindo de 18% em maio para 18,7% em junho, disse o Eurostat. Os Países Baixos detinham a taxa mais baixa, 3,2%, que não é alterada desde abril. A Alemanha, maior economia da Europa, viu a sua taxa se mantee estável em 7,7%, enquanto a taxa francesa subiu de 9,1% em abril para 9,3%.


Sobre a confusão bancária na Europa, vale perguntar: “Qui prodest?” (A que isto serviu? A quem isto aproveitou?)
Nouriel Roubini responde:
“Até agora uma solução europeia ampla de regime para os bancos transnacionais continua a não existir. Enquanto a notícia é boa para o Reino Unido, que trabalhou duro para restringir ao máximo qualquer interferência europeia, pequenos países europeus e não-europeus com grandes setores bancários terão problemas. (…)
O site EurActiv cita o seguinte exemplo: ‘Se as autoridades supervisoras italiana e polonesa discordassem quanto à recapitalização de um banco italiano que opera na Polônia, seria a nova autoridade no nível europeu que resolveria a questão.’ No entanto, líderes europeus dizem claramente no acordo que ‘as decisões tomadas pelas Autoridades Supervisoras Européias não podem impingir quaisquer responsabilidades fiscais aos estados-membros’. Como explica o EurActiv: ‘Se uma grande instituição financeira quebrar, não haverá competência europeia para estabelecer quais países vão pagar a conta e com que meios. Os interesses nacionais devem prevalecer de novo nessa questão’.”
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=4419
Li, gostei e passo adiante.
De Henry C K Liu para o Asian Times:
“A China tem a opção de fazer do yuan uma divisas alternativa de reserva no comércio mundial ao simplesmente denominar todas as exportações chinesas em yuan. Esta acção soberana pode ser adoptada unilateralmente em qualquer momento escolhido pela China. Tudo o que o Conselho de Estado Chinês tem a fazer é anunciar que a partir de uma certa data todas as exportações chinesas devem ser pagas em yuan, tornando ilegal para os exportadores chineses aceitarem pagamentos em quaisquer outras divisas. Isto porá a funcionar uma disputa frenética do importadores de bens chineses de todo o mundo para comprarem yuans à Administração Estatal de Câmbios Estrangeiros … tornando o yuan uma divisa preferencial com procura de mercado pronta. Companhias com receitas em yuan não precisarão mais cambiar yuan por dólares, pois o yuan, apoiado pelo valor das exportações chinesas, tornar-se-á de aceitação universal no comércio”.
“Isto foi escrito em 2004. Agora, finalmente, empurrada pela crise financeira global que começou em Julho de 2007, a China está por fim a exigir que as suas exportações sejam pagas em yuans chineses. Mas esta exigência não deveria ser interpretada como uma pressão para tornar o yuan uma divisa de reserva do comércio internacional. A China quer apenas denominar o seu comércio bilateral em yuan”.
Leia mais em http://resistir.info/eua/futuro_do_dolar.html
Nosso Banco Central terá de constituir uma reserva em yuan, para termos negócios com nosso principal parceiro comercial.