A análise política oblíqua
Confesso, às vezes, uma profunda dificuldade para entender a lógica de minha colega Dora Kramer. Ela assumiu a defesa intransigente de Arthur Virgilio e está no seu direito. Mas hoje sai com o seguinte jogo retórico:
Se os senadores pretendem continuar simulando indiferença, terão de deixar claro que o fazem com base em um de dois pressupostos: ou o senador Arthur Virgílio enlouqueceu ou tenta se defender do abrigo que deu a um funcionário fantasma difamando o restante da Casa.
Devolvo a questão à Dora. Pergunto: e os jornalistas, deveriam continuar tratando-o como vestal, como Catão, como senador símbolo, sabendo que sua autocrítica tardia só surgiu depois de revelados seus pecados? É o que Dora faz.
Em nenhuma das duas hipóteses ele serviria para ser senador, muito menos líder de um partido que tem chance de ganhar a presidência da República no ano que vem.
Se está louco e delira, deve ser interditado. Se mente e avilta a instituição, merece abertura de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
O que a Dora quer dizer é: quem se aproximar de Virgilio leva tiro de toda a mídia. E depois, completa: Virgilio está certo porque ninguém chega perto dele.
Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada. Se não é alvo de processo, é porque a Casa recebe seus desafios como adequados e concorda com a divisão do Senado em duas categorias de parlamentares: os que se calam por covardia e os que silenciam por assumida vilania.
Só faltava o PSDB tirar Virgilio da liderança e se indispor com seu principal aliado, a mídia. Mas faço uma aposta: duvido que Arthur Virgilio será reconduzido à liderança na próxima indicação do partido. Aliás, Dora se esqueceu de incluir uma terceira categoria: os que saem berrando “tira esse bicho das minhas costas” (lembrando a piada do sujeito flagrado roubando um leitão) para conseguir salvo-conduto.
Este último grupo não tem jeito. Só sobrevive se jogar na linha do menor prejuízo possível. A indispensável virada estaria, portanto, nas mãos daquela outra ala. Mas, para isso, ela precisaria sair da toca e se dispor a enfrentar as dores de uma ruptura mais profunda.
Que virada pretende a Dora? Moralizar o Senado certamente não é. Se fosse não estaria fulanizando as denúncias. Como experiente analista política, morando em Brasília, ela sabe que as catarses servem apenas para as tais “rupturas mais profundas”, não para moralização. Aliás, o que mudou o Senado depois da queda de Renan?
Desse modo é inusitado que um senador suba diariamente à tribuna para apontar a existência de corruptos e covardes no colegiado sem que se sinta ofendido o suficiente para contestá-lo nem indignado o bastante para apoiá-lo.
E é inusitado que continue sendo tratado como sir Galahad, depois de revelado que é apenas mais um na mamata.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: Arthur Virgílio, Dora Kramer, Sarney

Ser lide de um partido o coloca na mídia. Fico sem saber como só teve 5% dos votos em seu Estado quando postulou ser governador.
Para Dora Kramer, ele é o ético dos éticos, pois reconheceu os seus erros depois da imprensa denunciar.
Valeu Dora. Jornalista que deseja que o pais continui como está, desde que seja comandado pela o PSDB e PFL.
A filosofia virgiliana da dorazinha kramer me notifica bem do TIME em que ela está jogando. Mas nas aulas de logica ela faltou.
Isso de ” ou ele é doido’ ou ‘ apenas tenta se defender” é muito fraco.
Primeiro porque nao são opções excludentes: alguem pode estar fora
de seu juizo e tentar defender-se de acusaçoes ao mesmo tempo… né mesmo?
Segundo, porque mesmo EM SENDO um caso clinico de psicopatia,
alguem pode muito bem estar no papel de tentar enfraquecer um governo
via acusações no campo da ética. Essa vestal amazonica é um prodigio alias de amor filial… com o dinheiro dos contribuintes. Os amazonenses
da proxima vez saberao escolher senadores para representa-los
Nassif, e você ainda leva a sério o que a Dora escreve? E digo mais, ela não é assim só em análises políticas. Ela é assim em qualquer assunto que trata, já mandei mais de um email para ela (nunca respondidos é claro) questionando onde ela está afinal com a cabeça quando escreve essas coisas.
A jornalista em questão faz parte de um órgão de imprensa que já deixou claro seu objetivo e a quem apóia. Alguém, por acaso, espera postura diversa? Alguém acredita que um profissional deste quilate abriria mão de seu status quo a favor de coerência, ética e compromisso com a neutralidade e imparcialidade? De rabo preso, ninguém o faz.
por se falar em analise oblíqua
..e como saideira pra esta quinta-feira
mas o que deu no camarada ?
cerveja? terá sido cachaça da braba?
tem cada uma que só vendo viu ? ..o cara nem sabe falar direito ainda, e olha isso:
MANAGEIRA anuncia que pode se candidatar a presidência em 2010
éhhh ..acho que eu também
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u589581.shtml
É mesmo um absurdo que antes vestais da moralidade estejam hoje descaradamente defendendo oligarquias atrasadas que antes acusavam de corruptas. Tiraram a camisa do Che Guevara, bom, mas colocaram do bigodudo (by Nani).
Gosto da fala do Virgílio, chama as coisas pelo nome, roubo é roubo, não “recurso não contabilizado”.
Não é só mais um na mamata……..É o símbolo da cafajestice da oposição…….O camarão é um corrupto antigo que posa para a opinião pública como “vestal” e “guardião do dinheiro público”, quando já se locupetou muito dele, e pretende voltar a se locupetar ainda mais….Era um que mereceria a cabeça cortada em praça pública e exposto permanentemente como “símbolo”.
Nassif,
Outro erro que estamos cometendo é que a CRISE nao é do SENADO. É do CONGRESSO. Do Legislativo.
Ontem o Deputado do Castelo foi absolvido. Anteontem, era a “farra das passagem” (odeio esses nomes que criam pras crises, mas somos levados a roldao…e quem começou essa palhaçada foi o PT. Parecem crianças do primario botando apelido nas outras).
Enfim meu caro. Esse negocio de crise do Senado esta escondendo a necessidade de mudança geral na estrutura de governança (se é que há) do Congresso.
Em discurso no Senado:
“Arthur Virgílio também reafirmou a legalidade do ressarcimento feito pelo
Senado a sua mãe de despesas com tratamento de saúde. Arthur Virgílio
ressaltou que sua mãe não recebeu o ressarcimento por ser sua dependente, e sim viúva de ex-senador (o pai de Arthur Virgílio). Disse ainda que durante muitos anos ela nem sabia que poderia recorrer ao Senado – e que só o fez após ser informada sobre essa possibilidade por um amigo advogado.”
Sem maiores comentários …
A parte da população que lê o PIG já sabe o que o PIG representa.
A desconstrução da retórica do PIG, a intromissão negativa para vida da maioria da população começam a estarem cristalizados.
Num pais tão rico – tanta miséria…
Paises mais pobres tinham melhores condições de vida…
Hoje a explicação é clara. O PIG influenciou, acobertou, buscou e reinvindicou sua parte junto a governantes corruptos.
Enquanto o PIG estiver batendo no governo LULA está bom.
É o mais claro sinal de que eles não estão mamando…
Aqui do Alto Xingu, os índios reproduzem a sentença definitiva de Balzac, em seu romance “Ilusões Perdidas”: “O jornalismo é o lupanar do pensamento.”
Nassif,
Serã que ninguém tem peito para levá-lo ao Conselho de Ética…
Esse senhor têm funcionário fantasma, pediu 10 mangos emprestados para o Agaciel e sua mãe gastou 700 paus do meu(nosso) dinheiro!
E ele confessou tudo!
O Brasil é o país da piada pronta mesmo.
A crise também é da mídia, e sobretudo dela, que perdeu a calibração para discernir entre o boato e o fato. Nesse circo, todos entram pra se divertir, cinicamente. Politicos fazem pose de maridos(mulheres) traidas, os(as) ultimos(as) a saber. Os jornalões e seus editores fazem pose de republicanos puro-sangue na defesa da verdade. Os (e)leitores fazem pose de indignados e escrevem seus comentarios na seção de cartas ou nos blogs como se fossemos todos democratas, que não buscam priviegios nas leis e nas instituições que nos garantem esses privilegios.
Em suma: o país é a cara de quem uma vez a cada 4 anos tecla alguns digitos e aperta a tecla verde confirma. Como se isso fosse democracia.
Estamos longe de ter o país quer desejamos, mas certamente temos o país que merecemos.
Dora Kramer há tempos não faz análise política. Só torce.
E ninguém é tão mal que mereça enlouquecer duas vezes.
LN,
Voce ainda tem dificuldade de tentar entender a (a)dora krammer? Supunha voce que elazinha, trabalhando onde trabalha e para quem trabalha, tivesse algum tipo de isenção e/ou liberdade de trabalho?
Assim como no Judiciário, que pelas mãos nefastas do gilmar dantas(oooopppsss!!!!) já demonstrou de que lado está, igualmente o Legislativo está assistindo sua derrocada. Contra fatos não há argumentos. Muito em breve voce vai ter a certeza, dolorosa, de que nossas instituições estão em processo, irreversível, de decomposição. Mas como diz o PHA: VIVA O BRASIL!!!!!!
O Virgilio já foi atingido pelas acusações de desvios éticos no seu gabinete. Nos corredores do senado ele não encara mais ninguém, nos aeroportos ele está passando pelos mesmos constrangimentos pelos quais passou o Zé Dirceu, no seu estado, seus correligionarios sumiram da praça e lá ele não ganha eleição mais,nem prá sindico. Tudo isso está acontecendo devido à força irrefreavel dos blogs. E eu tenho notado que, nos bares, no trabalho, e até na minha casa,fatos levantados nos blogs são mais discutidos do que os do JN.
fscosta
O deputado do Castelo foi absolvido e a imprensa não fez barulho exatamente porque o que ela quer é o cargo de presidente do senado para abrir guerra contra o governo e não moralizar coisa alguma.
O interessante é que a manobra da grande imprensa pode se voltar contra ela propria.
Geralmente a midia detona o escandalo e vai rapidamente subindo de tom em todos os veiculos( os maiores jornais , radio CBN, Jornal Nacional, parlamentares da oposição na tribuna) até atingir o nivel do “insuportavel”, como um som alto quebrando vidros e cristais não dando condições para pensar.É a hora que o alvo renuncia ou é cassado.
Em seguida o assunto é abandonado.
A maioria das pessoas fica com a sensação que o que tinha que acontecer aconteceu, mas tem extrema dificuldade de detalhar o ocorrido.
- ” o fulano estava roubando, ora!”
Um processo demorado vai dando tempo para pensar e vai obrigando a midia a se expor e a oposição junto.
Agora todos sabem que quem assume é o Marconde Pirillo , que o Arthur Virgilio está mais sujo que pau de galinheiro , que a queda do Sarney não resolve o problema do senado e que a imprensa acoberta gente mais suja que pau de galinheiro se for da oposição.
O dia D era para ser o do discurso do Pedro Simom que o Michael Jackson atrapalhou, aí foram indo para outros dias D cada vez mais fracos.
O dia do discurso histerico e patetico do Arthur Virgilio ( a bomba arrasa-quarteirão que a Dora Kramer chegou a sonhar)
O dia do posicinamento do DEMO pela saída do Sarney.
O dia que a bancada do PT pediu afastamento dele por 30 dias.
E o dia D não veio e a Dora Kramer(só como simbolo) está se despindo em praça publica.
Arthur Virgílio votou contra a CPMF porque o senado paga R$ 723 mil para tratar sua mãe
Está mais do que explicado porque o senador tucano Arthur Virgílio Neto (do PSDB de José Serra) votou contra a CPMF, tirando dinheiro do SUS para o bolso dos banqueiros e empresários. Os mesmos empresários da FIESP que apareceram intermediando doações de campanha para o DEMos e para os tucanos na operação Castelo de Areia da Polícia Federal.
Quem tem o dinheiro público do senado para bancar R$ 723 mil em um tratamento para sua mãe, não precisa mesmo se preocupar com o SUS.
Falou falou e não disse nada. Ou melhor, a única coisa que se pode apreender do que disse, é que Dora Kramer praticamente bota os pecados do Virgílio na conta dos outros senadores. A jornalista é realmete fã do senador, pois virou adepta do sofisma virgiliano
Luis Nassif,
Tudo bem que a Dora Kramer nesse artigo tenha se mostrado mais a que veio, mas o artigo mais vergonhoso dela intitula-se “Socialização do Prejuízo” e foi publicado esta semana no Estado de São Paulo. Eu o li aqui em Minas na reprodução da coluna dela que sai no jornal O Tempo de propriedade de um ex PSDBista e atualmente no Partido Verde.
Não vi o destaque merecido nos outros blogs. Você até transcreveu uma parte deste artigo no post “Como manipular a edição” de 30/06/2009 às 12:52, mas para dar destaque o trecho com o subtítulo “Arrasa quarteirão” em que ela falava do discurso do Artur Virgílio.
De comentário recente que enviei em 01/07/2009 às 09:03 para o post mencionado no parágrafo anterior “Como manipular a edição” transcrevo o seguinte trecho (Entre parênteses o acréscimo que pude fazer agora):
“A outra parte do artigo dela sim fora o que de mais atrasado eu já lera na imprensa nacional, ou como eu tentara escrever ontem no blog do Pedro Dória, mas estou tendo problemas com o meu computador com Windows 98 diante da mudança que ele fez no blog (Comentário (81) que enviei para “Sobre Honduras, sobre golpes” de 30/06/2009 às 17h56), e sem tanto conhecimento de causa para ser peremptório, o artigo mais reacionário e elitista já escrito na imprensa brasileira desde o Segundo Reinado”
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/07/2009