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Arquivo de julho 2nd, 2009

02/07/2009 - 22:16

Carmen Miranda em 1926

Do Portal Luís Nassif

Adicionado por Teatro de Revista


Autor: luisnassif - Categoria(s): Música, Sem categoria Tags: ,
02/07/2009 - 19:55

A proteção à união homossexual

Por Monier

As preliminares do casamento homoafetivo. Parece que agora não tem mais volta. A Parada Gay já é aceita normalmente na maior cidade do país, os tribunais já estão reconhecendo direitos previdenciários aos companheiros, a sociedade está um pouco menos hipócrita em relação a valores absolutos.

Até porque se ninguém faz passeata para protestar contra a lavagem de dinheiro, não tem razão fazer mobilização para se meter na vida patrimonial/jurídica alheia, ainda mais por motivos de amor.

Somando tudo isso, a Procuradoria Geral da República vem com uma ADPF para reconhecer união estável entre homossexuais. O instituto jurídico da união estável foi o mesmo instrumento utilizado para reconhecer os direitos da companheira, em um drible na lei do divórcio de 30 anos antes.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
02/07/2009 - 19:49

Trivial de Pina Bausch

Do Portal Luís Nassif

Sagração desta prima hera

À Pina Bausch

Sagrando meu pássaro sagrado,
não implicando o fazer desta dança,
consagrando meu tempo da razão,
para erguer-se motivo, da esperança.

Penumbra da manhã do rosário,
honra eterno mar cantar deste prado,
rigores destes pássaros das folhas,
dos bálsamos das ondas destas danças.

Dos fardos dos benzidos dos ruídos,
caminho brio acendeu-se do teto,
por vero da centelha deste clama.

Barcos azuis do astro deste prado,
florido no remexido chavelho,
tarde amanhece verve deste bosque.

Eric Ponty

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 18:07

Como Queríamos Demonstrar

Da Folha Ilustrada

(…) “Chamar essa crise de José Sarney é uma simplificação”, resumiu Guerra, que afirmou serem crônicos os desmandos no Senado. “Resolver as questões do Senado punindo as pessoas, uma aqui outra mais adiante, não é o caminho para superar a crise que nós nos encontramos. Outras pessoas vão aparecer, outras denúncias vão surgir”, afirmou.

Por Roberto São Paulo/SP

Permanência de Sarney no Senado já é dada como certa

Avaliação é de que senador está consolidado na presidência da Casa com o apoio político de Lula e do PT
Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo, quinta-feira, 2 de julho de 2009, 14:50

BRASÍLIA – O encontro do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não aconteceu, mas no Congresso Nacional já dão como certa a permanência do peemedebista no cargo.
A avaliação é de que Sarney está praticamente consolidado na presidência da Casa com o apoio político de Lula e do PT e, ao mesmo tempo,
para dar uma satisfação à opinião pública, o peemedebista adotará medidas administrativas moralizadoras em resposta às denúncias de irregularidades…………………

………Com o interesse do governo na aliança eleitoral para 2010 e com a necessidade de ter o PMDB como parceiro na condução dos trabalhos no Senado, o PT considera a posição da bancada pelo afastamento de Sarney apenas uma recomendação não atendida e insiste em propostas para mudanças administrativas no Senado……………….

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,permanencia-de-sarney-no-senado-ja-e-dada-como-certa,396832,0.htm

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 17:18

O sarau de quarta

Foi bom o sarau de ontem no Confraria, mas funcionou apenas como ensaio. Na próxima quarta será melhor, principalmente porque não haverá final de campeonato com o Corinthians.

O trio de acompanhamento-solo foi excepcional. O Zé Barbeiro, que está cada vez melhor no sete cordas; o João Poleto, em diversos instrumentos de sopro; e a Robertinha Valente no pandeiro.

Duas convidadas cantaram, a Beatriz, interpretando bossa nova e a Leniza, que tem uma belíssima pesquisa sobre as modinhas de Arthur Napolão, no século 19. E o Lineu, amigo velho e sambista veterano.

Na próxima quarta irá aparecer a futura melhor cantora brasileira, a Bia Goes – que ontem não pode ir por ser vocal da Vanessa Camargo.

Depois do final do jogo, apareceram mais pessoas. O Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura, velho companheiro de boemia – que acompanhei em uns boleros e tangos. O Nelson Jobim e esposa, cantando sem erros o repertório dos anos 60 – “Samba em prelúdio” e outras do gênero. E a Martha Suplicy, que só olhou. A ida deles lá foi coincidência.

Finalmente, o velho Zé Domingos, que encantou a todos com seus poemas e canções.

Do Blog, apenas o Anarquista e o Luiz Fernando Gomes, que veio de Campinas.


Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 17:10

Como trancar uma ação penal

Do Professor

Prezado Nassif:

Caiu na 2ª Turma. Se fosse na outra…

A notícia do post mostra o uso desse expediente bem brasileiro para livrar figurões do processo penal (veja bem – do processo, não se trata de condenação). O pedido de “trancamento da ação penal” é a coqueluche dos advogados de colarinhos brancos. Vamos ver como isso acontece.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
02/07/2009 - 17:08

Das manchetes da Folha

Da Folha Online

Mesmo com a crise no Senado, Lula abre espaço em sua agenda para receber o Corinthians

Concurso de sugestões:

1. Apesar dos acidentes seguidos com Airbus, Lula recebe o Corinthians.

2. Apesar da crise no Senado, Lula não deixou de almoçar e planeja jantar no final da noite.

3. Apesar da vitória do Corinthians, continua a crise no Senado.

4. Assim como o Inter, Sarney empata o jogo mas não leva a taça.

5. Apesar do Arthur Virgilio, Corinhians leva a taça, mas Sarney empata o jogo.

6. Apesar do Imperador Gilmar, perdão  é rei, perdão, errei.

Andre Almeida

Mesmo com lua minguante, Lula recebe time do corínthians.

Alessandro

- Apesar da idade, Lula força Sarney a continuar em campo.

Luís Abeid

Embora não tenha voltado pra apoiar as vítimas do Airbus, Lula retorna pra cumprimentar Corinthians,

Alessandro

- Calendário curto impede venda de senadores e Lula prejudica Inter.

Kiko

Apesar da população de cegonhas no mundo dimunuir, o nascimento de seres humanos continua crescendo.

André Oliveira

Apesar da crise no Senado Presidente tem uma noite de sono normal.

Marcos P.B.

Apesar da cratera do metrô em São Paulo, Lula recusa novamente o 3º mandato;

DKRC

Apesar de crise no Senado, Lula assistiu jogo do coringao ontem de noite.

lizi

– Apesar de Lula, coríntians é campeão.

Silvana

Apesar de José Serra ser palmeirense, Lula recebe o Corinthians.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 17:00

A Escola Portátil de Música

Por Fernando Luiz

Pelo visto o sarau foi um sucesso. Parabéns, Nassif. Mas aqui no Rio o lançamento do CD da Escola Portátil de Música, na Sala Cecília Meirelles, foi absolutamente sensacional. A Camerata Portátil (regida pela professora e flautista Noemi Kumamoto, que deixou o Japáo e se radicou no Rio por causa do choro) e a banda Furiosa (regida pela excente Bia Paes Leme, que toca na banda de feras que acompanha o Chico Buarque) fizeram duas apresentações maravilhosas, com delicioso repertório de choros de Pixinguinha, Nazareth, Radamés, etc. No final os dois conjuntos se juntaram (lembrando o Bandão de todo sábado na Unirio – quem não conhece não imagina o que tá perdendo) e ainda tocaram mais três números. Encerraram com a sensacional Benguelê, hiperanimada (Oscar Bolão arrasando na percussão).

Vale a pena conhecer mais sobre a Escola (e, diga-se, patrocinada pela Petrobras – os cursos são quase de graça): http://www.escolaportatil.com.br/

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 15:30

Fora de Pauta

Ainda curando da noitada de quarta, com seresta, choro, bossa nova e bolero.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/07/2009 - 12:08

O fato novo na crise do Senado

Ao atingir a burocracia que dominava a informação, principal fonte do poder da elite administrativa da Casa, as denúncias expuseram o conjunto dos senadores e provavelmente não deixarão nenhum partido intacto. É essa a questão central da crise.

Do Valor

Informação é a arma da burocracia
Maria Inês Nassif
02/07/2009

A burocracia não profissional do Senado foi estruturada para servir uma casa parlamentar enraizada no patrimonialismo. A cultura política dos senadores que emergiram de um voto tradicional incorpora como naturais e legítimos os privilégios que chegam via normas excessivamente elásticas e vazios legais. É como se fossem um prêmio pela vitória eleitoral que os guindou a senadores numa eleição majoritária. A “burocracia política” viabiliza o acesso dos senadores a esses privilégios e os legitima; em compensação, apropria-se também de parcelas de privilégios, quer corporativamente (com concessões de horas extras indevidas, por exemplo), quer individualmente (como a intermediação de contratos de crédito consignado em folha ao funcionalismo da casa).

A crise de 2008, sob a presidência de José Sarney, fugiu ao controle. Houve um desequilíbrio na lógica de que as crises e disputas políticas entre senadores encerravam-se em culpas individualizadas e se extinguiam quando era punido um deles. Foi o que aconteceu com os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Jáder Barbalho, em 2001; e com Renan Calheiros (PMDB-AL) no ano passado. E também houve um desequilíbrio na lógica de que, no momento seguinte à punição, havia uma recomposição política alicerçada e a partir da estrutura funcional do Senado. Não foi casualmente que o ex-diretor-geral ficou no cargo por 14 anos e sobreviveu à queda de dois presidente da instituição e ao esvaziamento do poder de um ex-presidente.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: ,
02/07/2009 - 11:43

Gilmar tem que ser processado

O sistema jurídico do país está suficientemente maduro e civilizado para que não haja intocáveis? O Brasil pode se perfilar ao lado das maiores democracias do mundo e se considerar um país em que a Justiça não seleciona os alvos de processos?

Então não tem como poupar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, do crime de denunciação caluniosa, no caso dos falsos grampos, trama da qual participou acusando a ABIN.

Sem provas sequer de que o crime havia sido cometido, sem nenhuma evidência sobre a autoria dos grampos, Gilmar acusou expressamente funcionários públicos de autoria, comprometeu investigações contra acusados de crimes maiores. Agora, que não se apurou um indício sequer da exstência do grampo, pergunto: a Justiça vai fingir que nada ocorreu?

O fato de ser presidente do STF agrava o provável crime cometido. Não poderá alegar ignorância sobre pressupostos jurídicos básicos, como a presunção da inocência, o ônus da prova para quem acusa.

Gilmar atropelou princípios básicos de direito. A Justiça brasileira vai aturar imperadores intocáveis? Seus colegas de Supremo vão permitir essa mancha na história da instituição? Ou chegou a hora de mostrar que a Justiça brasileira é suficientemente madura, inclusive para cortar na própria carne.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
02/07/2009 - 11:00

O ping pong da exploração sexual

Por José Robson

STJ divulga nota à imprensa sobre sua decisão.

http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=92714

COMUNICADO

“Nota de esclarecimento sobre decisão envolvendo exploração sexual de adolescentes
(…)

Entenda o caso

Segundo os autos do processo julgado pelo STJ (Resp nº 820.018-MS), os réus foram inicialmente denunciados como incursos nos artigos 213 (estupro ficto) do Código Penal, além dos artigos 241-B e 244-A do ECA. Em primeiro grau, eles foram absolvidos do crime de estupro e condenados pelos demais crimes. O Ministério Público estadual não recorreu de tal decisão, que transitou em julgado sem qualquer questionamento.

A defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul contra a decisão que condenou os réus com base no ECA. O TJMS os absolveu do crime previsto no artigo 244-A e manteve a condenação em relação ao artigo 241-B. O Ministério Público estadual recorreu então ao STJ.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
02/07/2009 - 10:51

A análise política oblíqua

Confesso, às vezes, uma profunda dificuldade para entender a lógica de minha colega Dora Kramer. Ela assumiu a defesa intransigente de Arthur Virgilio e está no seu direito. Mas hoje sai com o seguinte jogo retórico:

Se os senadores pretendem continuar simulando indiferença, terão de deixar claro que o fazem com base em um de dois pressupostos: ou o senador Arthur Virgílio enlouqueceu ou tenta se defender do abrigo que deu a um funcionário fantasma difamando o restante da Casa.

Devolvo a questão à Dora. Pergunto: e os jornalistas, deveriam continuar tratando-o como vestal, como Catão, como senador símbolo, sabendo que sua autocrítica tardia só surgiu depois de revelados seus pecados? É o que Dora faz.

Em nenhuma das duas hipóteses ele serviria para ser senador, muito menos líder de um partido que tem chance de ganhar a presidência da República no ano que vem.

Se está louco e delira, deve ser interditado. Se mente e avilta a instituição, merece abertura de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

O que a Dora quer dizer é: quem se aproximar de Virgilio leva tiro de toda a mídia. E depois, completa: Virgilio está certo porque ninguém chega perto dele.

Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada. Se não é alvo de processo, é porque a Casa recebe seus desafios como adequados e concorda com a divisão do Senado em duas categorias de parlamentares: os que se calam por covardia e os que silenciam por assumida vilania.

Só faltava o PSDB tirar Virgilio da liderança e se indispor com seu principal aliado, a mídia. Mas faço uma aposta: duvido que Arthur Virgilio será reconduzido à liderança na próxima indicação do partido. Aliás, Dora se esqueceu de incluir uma terceira categoria: os que saem berrando “tira esse bicho das minhas costas” (lembrando a piada do sujeito flagrado roubando um leitão) para conseguir salvo-conduto.

Este último grupo não tem jeito. Só sobrevive se jogar na linha do menor prejuízo possível. A indispensável virada estaria, portanto, nas mãos daquela outra ala. Mas, para isso, ela precisaria sair da toca e se dispor a enfrentar as dores de uma ruptura mais profunda.

Que virada pretende a Dora? Moralizar o Senado certamente não é. Se fosse não estaria fulanizando as denúncias. Como experiente analista política, morando em Brasília, ela sabe que as catarses servem apenas para as tais “rupturas mais profundas”, não para moralização. Aliás, o que mudou o Senado depois da queda de Renan?

Desse modo é inusitado que um senador suba diariamente à tribuna para apontar a existência de corruptos e covardes no colegiado sem que se sinta ofendido o suficiente para contestá-lo nem indignado o bastante para apoiá-lo.

E é inusitado que continue sendo tratado como sir Galahad, depois de revelado que é apenas mais um na mamata.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
02/07/2009 - 10:03

Painel internacional

China se aproxima do FMI

The Wall Street Journal

A China dará passos importantes na próxima semana, no sentido de reconciliação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), concordando com a divergência do fundo sobre a sua controversa política monetária, a fim de voltar às boas graças de uma organização que pretende influenciar. Durante os últimos três anos, a China bloqueou as revisões do FMI sobre a sua economia – que é anual para cada país membro -, porque o país se opunha à crítica pública sobre a sua altamente controlada taxa de câmbio. Mas uma equipe de funcionários do FMI visitou a China há cerca de um mês, e concluiu um projeto de revisão que está em circulação para comentários.

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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags:
02/07/2009 - 09:57

O tijolo na própria testa, de Virgilio

Eita jogo difícil de entender, essa da análise política midiática.

Sarney é favas contadas, acabou, o mundo e arredores pedindo sua cabeça (na versão midiática) e sua possível renúncia é vista como “ameaça”. Como assim? Se é “ameaça” significa que sua saída representará perda política para os “ameaçados”. Se representa, significa que sua permanência no cargo tem peso, tem consequências. Então, cadê as favas contadas?

A propósito, 24 horas depois das bazófias, cadê os resultados concretos do discurso “arrasa quarteirão” de Arthur Virgilio?

Toda superexposição – ainda mais com a truculência exibida pelo Senador – tem o formato de um balão de gás. Choca, coloca o sujeito no centro das atenções, ainda mais quando reforçada pela imagem de arrogância agressiva, marca desse Senador. E aí é regra básica de opinião pública: o estilingue se torna vidraça. O ator ganha espaço nos primeiros momentos, vai inchando, inchando e se torna alvo. Quanto maior o balão, maior a vulnerabilidade a qualquer agulha que o perfure.

Depois, entra-se no segundo tempo, do Catão atacado. O resultado final dependerá da maior ou menor habilidade do Catão em enfrentar o desafio de ser vidraça. Quando se é um despreparado como Virgilio, a reação ajuda a afundar. Sai atirando para todos os lados, se expondo mais e mais, tornando mais eficaz o contra-ataque que recebeu.

Tem colegas com décadas de janela que até hoje não aprenderam a interpretar os humores da opinião pública e os riscos da superexposição de figuras vulneráveis e pavlovianas como Virgilio. E confundem tijolo na própria testa com discurso arrasa-quarteirão.


Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria Tags: , , ,
02/07/2009 - 09:46

A análise política e o fator “dia seguinte”

O dia de ontem, para José Sarney, terminou com a predominância do pânico do “dia seguinte” se abatendo sobre o Senado – conforme antecipei em um dos comentários de ontem.

A lógica está se impondo sobre o proselitismo:

1. Todos os senadores pecaram. A crise é do Senado, não especificamente de Sarney.

2. A campanha contra Sarney é conduzida por personagens tão ruins ou piores que o próprio Sarney.

3. O festival Arthur Virgilio de moralismo bizarro acabou beneficiando Sarney, conforme antecipei ontem. Nem o apoio indecente que lhe foi dado pela mídia – que continuou tratando-o como vestal, aceitando acriticamente a cena ridícula da autocrítica só depois de revelado o pecado – resolveu sua situação: ficou de calças arriadas perante toda a plateia política.

4. As trapalhadas de Virgilio reforçaram, na Casa, a sensação de que a queda de Sarney custará caro para todos – aliados e verdugos -, pois desencadeará um festival de denúncias em cima de práticas usuais, moralmente condenáveis, mas às quais todos incorreram – até a filha de FHC, ou não?

5. Mesmo com todo o empenho da mídia em fulanizar as denúncias em cima de Sarney, o óbvio está escapulindo por todos os poros do tecido midiático, puxado especialmente por blogs e Twitter: o pecado é de todo, decorre de falta de definição de regras claras, a saída de Sarney não resolve o problema e quem vier estará de cara estitgmatizado porque – como diria o malandro – não sobra um meu irmão.

É interessante um balanço dos analistas da Folha sobre o tema (clique aqui):
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
02/07/2009 - 08:40

Os 15 anos do Real – 2

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 02/07/2009

Em 1994 abriu-se uma enorme janela de oportunidades para o Brasil. O avanço da telemática e da logística mudou o modo de produção das grandes multinacionais. Em vez de fornecedores instalados próximos à montadora, um arquipélago de fornecedores espalhados pelo mundo e atendendo às necessidades das empresas de modo rápido.

Houve um enorme processo de reestruturação das empresas, em função dessa nova realidade. O ponto central era implantar grandes unidades montadoras em alguns países-chave e se valer da rede mundial de fornecedores. Um desses países era a China; o outro, o Brasil.

O que atraía no país era um mercado de consumo relativamente sofisticado, um mercado potencial excelente (graças à população brasileira), a possibilidade de ampliar esse mercado com o fim da inflação, e a posição geográfica de fornecedores para a América do Sul e África.

Quando veio o Real, bastaria a sua consolidação para o Brasil voltar a experimentar o ritmo de crescimento dos anos 70. A apreciação do real – da noite para o dia o dólar passou a valer 85 centavos de real – matou essa possibilidade de crescimento. As contas externas entraram em parafuso impedindo o país de continuar a crescer.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: , ,
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