A ajuda de Virgilio a Sarney
Quem esteve hoje com José Sarney encontrou-o mais tranquilo do que em outros dias, graças a dois aliados inesperados: Arthur Virgilio e o Estadão.
A estratégia contra Sarney consistia em levantar os escândalos do Senado e fulanizar, jogar tudo nas costas do presidente da Casa. Quando surgiram as primeiras informações dos atos secretos, o Estadão passou a vazar seletivamente apenas o que atingia Sarney. A ideia seria não ampliar as denúncias por uma razão simples: não sobraria um e, não sobrando, não haveria como convencer o Senado a depor seu presidente.
Já descrevi várias vezes essa estratégia da escandalização. Com a falta de regras claras, o jogo político brasileiro dá margem a toda sorte de denúncias. A cada temporada, os jornais escolhem na gôndola dos escândalos aquele que lhe interessa e manda bala.
Se o Estadão tivesse, de fato, interesse na apuração de desmandos, não deixaria passar em branco outros abusos, nem esse escândalo do Senado ser um grande cliente do IDP, empresa do presidente do STF. E Gilmar Mendes defender o Senado, inclusive atropelando suas prerrogativas constitucionais e investindo contra outros poderes.
Arthur Virgilio – o oposicionista que todo governista pediu a Deus – acabou desnudando e desmontando a estratégia. Quando subiu na tribuna para se vacinar contra seus próprios pecados, expôs toda a Casa. E o fantasma do dia seguinte passou a contar.
Em um primeiro momento, a ameaça surtiu efeito, ao colocar o DEM contra Sarney. Mas só no impulso. Hoje, a avaliação era outra. Acontece que todos os desmandos do Senado passam pela Primeira Secretaria – que historicamente tem sido comandada pelo DEM. Abrindo os atos secretos, todos serão atingidos – muito mais pela falta de regras explícitas (como no caso dos cartões corporativos do governo federal e de São Paulo) e pelos hábitos arraigados. Mas o DEM será mais atingido do que os demais.
Ao jogar barro no ventilador, Virgílio se sujou mais ainda – apesar da cobertura escandalosamente acrítica que seu discurso recebeu da mídia -, deixou o Senado mais vulnerável. Com isso erodiu a tática da fulanização empregada principalmente pelo Estadão.
Afinal, Sarney é. Mas quem não é? Agora, o senador se julga dono dos seus atos. Poderá escolher entre sair ou ficar, mas a decisão é dele. Mesmo porque, Marconi Perillo – o vice que a oposição quer emplacar – não chega a ser propriamente um varão de Plutarco.
Saída: começar a discutir o Senado a sério, implantar a reforma administrativa planejada pela FGV, colocar todos os atos do Senado na Internet. E, mais uma vez, comprovar o jogo de manipulação dos escândalos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: Arthur Virgílio, crise Senado, Estadão, José Sarney

So complementando ., o Senador Marconi ., a dois anos como Governador de Goias ., conseguiu quebar o estado ., botu os cachorros e conseguiu fechar a RAdio 730 do Kajuru ., e perseguiu o karuju ate o mesmo desaparecer de Goias ., O kajuru ajuixou diversos processos contra o entao Governador e Descobriu e denuciou uma dezena ou mais de irregularidades do Governo de Goias … ate conseguir ser calado por ordem do entao Governador Marconi ..
Se ele vier a ser o presidente do Senado .. Vamos ver a trajedia de Goias com força Nacional
Meu deus, a que ponto cheguei. Fazer o quê? Já passou.
Inacreditavel, sobre Lula apoiar Sarney nenhuma palavra e de quebra coloca o Estadão e Virgilio como aliados de Sarney, uau…
Os antigos já diziam: “o silêncio vale ouro, a palavra vale prata.”
Tal máxima cabe direitinho no ex-futuro-candidato José Serra. Vocês já observaram o mutismo desse cidadão sobre tudo o que ocorre aqui e alhures. Só para ficar nos casos mais recentes:
Análise acerca do golpe de Honduras: ?
Crise no Senado: ?
Nunca, nunquinha mesmo, na história desse belo país tropical um homem público foi tão resguardado, tão infenso a questionamentos como José Serra.
O pouco que se publica é filtrado, peneirado, desidratado, ou seja, sem riscos para sua imagem.
Isso a meu ver é que é um desserviço à democracia. Uma prova mais do quie cabal do partidarismo da grande mídia.
Quanto ao Lula o comportamento é o oposto: escondem notícias que possam elevar seu conceito e tiram um sarro quando o assunto é mais complexo, tipo a eleição recente no Irã.
Nada de PIG, nada de condescendência com quem está no poder. A crítica é´pata pedir ISONOMIA. Só isto.
Virgilio, enterrou sua escassa dignidade e medíocre prestígio,ao cometer bravatas de botequim,na tribuna do senado contra o presidente da república.Depois desse episódio,sua imagem de político diluiu-se nas patranhas que ajudou a montar.É mais um falso moralista que ingressa no anedotário moral parlamentar.
Pela resposta dada ao primeiro comentário do post, deu pra ver que, além do bom jornalismo, não se sairia nada mau em marketing/publicidade.
PS: acompanha um sorrizinho maroto.
tucanalhas e demos são o lixo fétido ainda produzidos por eleitores desinformados. Pior que isso, o comportamento canalha dos donos dos cachorrinhos editores do estadão e do pig de forma geral. A grande imprensa atual é a grande m… do brasil.
Se a Dilma for eleita presidente ela precisa torcer pela reeleição do Artur Virgilio, afinal ele é um brilhante oposicionista. Sem ele na oposiçnao talvez fique mais dificil governar.
quá-quá-quá !!!
Como disse o Luca (14:54), o senador boquirroto 5% mordeu o pequi e, pior ainda, engoliu o caroço.
O mais incrivel é o jornalismos fofoca praticado pelo Ricardo Noblat, ele fica no disse-me-disse só botando fogo na fogueira, tentando dar dimensão a crise, querendo fazer passar que não tem saida para o Sarney… o problema é o Sarney!!! mas o Noblat toma sempre o cuidado de colocar aspas, são sempre outros que estão falando! quando é que ele vai falar o que pensa e assumir o papel, ele não esta emcima do muro ele toma partido!
Weden,
Sus comparação de jornalistas e cozinheiros é uma afronta aos últimos. Cozinheiro no intervalo de preguiçosas horas vagas, eu ‘potestro’.
Existem maravilhosos profissionais na culinária nacional, sobretudo os cearenses.
Os “jornalistas” que fazem as matérias sobre os “escândalos” políticos são como aquela turma que vai para cozinha preparar um miojo. O popular kinojo.
Tá tudo tão prontinho que qualquer um faz. Até os donos de jornais conseguem escrever a matéria.
Cozinhar um ovo é mais difícil.
abs
O Senador José Sarney é uma garantia para a estabilidade institucional do país. Ao contrário das hienas que circulam nos corredores do Senado para se servir da carniça política, o Presidnete José Sarney mantem-se como uma referencia de dignidade e equilíbrio.
O Senador José Sarney é uma garantia para a estabilidade institucional do país. Ao contrário das hienas que circulam nos corredores do Senado para se servir da carniça política, o Presidente José Sarney mantem-se como uma referencia de dignidade e equilíbrio.