BRASÍLIA – O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), rebateu nesta quarta-feira a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PSDB quer ganhar a presidência do Senado no “tapetão”.
- O presidente Lula nunca foi senador e não é obrigado a conhecer o regimento da Casa. O PSDB elegeu o vice-presidente por ter a terceira maior bancada. O partido não quer nada que não lhe caiba. A cadeira que gostaríamos de ter não é a de Sarney, é a dele (de Lula) – disse o líder tucano.
Virgílio disse também que o presidente não deve se intrometer nos assuntos do Legislativo.
- O presidente Lula deve se ater aos assuntos do Executivo. Nós somos os fiscais dele e não o contrário.
Hora de rememorar as lições do Prof. Wanderley Guilherme
“Aqui no Brasil, com esta importância política que os jornais e a Globo têm, como é que eles exercem este poder?
O modo tradicional de exercer o poder em países como o Brasil, e isso tem acontecido historicamente com freqüência, é a capacidade que a imprensa tem de mexer na estabilidade, ou seja, de criar crises, cuja origem é simplesmente uma mobilização do condicionamento da opinião pública. O que a imprensa nos países da América Latina, e particularmente no Brasil, tem é a capacidade de criar instabilidades. É a capacidade que a imprensa tem de criar movimentação popular, de criar atitudes, opiniões, independentemente do que está acontecendo na realidade. Isso é próprio de países latino-americanos, mas particularmente no Brasil, em que as empresas jornalísticas têm poder econômico e capacidade e disposição para a intervenção política. Então, a arma da imprensa no Brasil, o seu recurso diante dos governos: esta capacidade de criar instabilidade política. ‘
A posição da bancada do PT, pedindo a José Sarney que se licencie – e depois decidindo aguardar a volta de Lula – mostra que o senso tático não é o forte do partido.
A mídia está se lixando para Sarney. O que se busca é a instabilidade política. Com todos seus vícios – comuns à maioria dos parlamentares – Sarney é garantia de estabilidade.
Rifando-o, o PT coloca mais gasolina na fogueira armada pelos adversários.
Já se tem o desvairado presidente do STF, Gilmar Mendes, como uma fonte latente de instabilidade. Tem-se a mídia, com uma sede de sangue que ultrapassa qualquer limite de bom senso. O presidente da Câmara, Michel Temer, está longe de poder ser considerado um aliado incondicional do governo. Qualquer fato, factóide, escândalo real, alguma tragédia que precipite a luta política, não encontrará o algodão entre cristais para tornar a luta menos encarniçada.
Ontem, julgamento HC de diretor da Bombril na relatoria de JB :
_____________________________________
(..) No decorrer das investigações foi desvendado um esquema articulado de produção de documentação forjada e registro de falsas declarações, em especial junto ao Banco Central, viabilizando, assim, a ocultação da verdadeira finalidade das transferências internacionais realizadas para dentro e fora do território nacional,comprovadamente ilegítimas.
Verificou-se que só no período de 1996 a 2001 a referida empresa remeteu irregularmente para o exterior a quantia de R$ 2.223.948.230,28 (dois bilhões, duzentos e vinte e três milhões, novecentos e quarenta e oito mil, duzentos e trinta reais e vinte e oito centavos), o que foi qualificado pelo parquet federal como “a maior lavagem de dinheiro operada no Brasil, a partir de uma única empresa, agravada pela circunstância de haver se valido do nome prestigioso que possuía no mercado”.
Segundo a denúncia, o esquema se processava da seguinte forma: qualquer empresa que pretendesse enviar recursos ao exterior deveria fazer o depósito nas contas de algumas empresas de fachada, que repassavam para a Bombril S.A que, por sua vez, remetia o montante ao exterior sob o pretexto de ter adquirido títulos do tesouro dos Estados Unidos (T-bills) e outros títulos de emissão própria (BG Notes e BE Bonds). Ao que tudo indica, referida negociação com títulos nunca existiu, apenas foi criada para dar aparência de legitimidade ao fluxo de dinheiro. (…)
LN
Sarney desistiu. Vai renunciar. O PT do Senado está reunido para decidir uma posição, mas todo mundo já sabe: assim que o Lula chegar, Sarney comunica.
O PMDB continua na presidência com as seguintes opções:
1. Camata
2. Quintanilha
3. Garibaldi
Tião só sai candidato se for aclamado.
A fonte é séria, acabei de falar com um senador que está na reunião. Não vai ser dito que o Sarney vai sair por respeito ao Lula. vai ser um ato político.
O Brasil amanheceu mais triste e mais pobre. Perdemos o Dr. José Aristodemo Pinotti, um dos raros políticos que defendia suas convicções sem fazer média para agradar aos poderosos de plantão e nem aos fundamentalistas religiosos. Pinotti sempre defendia a educação pública, a saúde pública, a saúde da mulher, o planejamento familiar, a distribuição de anticoncepcionais, a educação sexual e a descriminalização do aborto. Nestes tempos em que muitos políticos trocam de posição e de votos como se trocassem de camisa, o Dr. Pinotti vai fazer muita falta.
Quem esteve hoje com José Sarney encontrou-o mais tranquilo do que em outros dias, graças a dois aliados inesperados: Arthur Virgilio e o Estadão.
A estratégia contra Sarney consistia em levantar os escândalos do Senado e fulanizar, jogar tudo nas costas do presidente da Casa. Quando surgiram as primeiras informações dos atos secretos, o Estadão passou a vazar seletivamente apenas o que atingia Sarney. A ideia seria não ampliar as denúncias por uma razão simples: não sobraria um e, não sobrando, não haveria como convencer o Senado a depor seu presidente.
Já descrevi várias vezes essa estratégia da escandalização. Com a falta de regras claras, o jogo político brasileiro dá margem a toda sorte de denúncias. A cada temporada, os jornais escolhem na gôndola dos escândalos aquele que lhe interessa e manda bala.
Se o Estadão tivesse, de fato, interesse na apuração de desmandos, não deixaria passar em branco outros abusos, nem esse escândalo do Senado ser um grande cliente do IDP, empresa do presidente do STF. E Gilmar Mendes defender o Senado, inclusive atropelando suas prerrogativas constitucionais e investindo contra outros poderes.
Arthur Virgilio – o oposicionista que todo governista pediu a Deus – acabou desnudando e desmontando a estratégia. Quando subiu na tribuna para se vacinar contra seus próprios pecados, expôs toda a Casa. E o fantasma do dia seguinte passou a contar.
Em um primeiro momento, a ameaça surtiu efeito, ao colocar o DEM contra Sarney. Mas só no impulso. Hoje, a avaliação era outra. Acontece que todos os desmandos do Senado passam pela Primeira Secretaria – que historicamente tem sido comandada pelo DEM. Abrindo os atos secretos, todos serão atingidos – muito mais pela falta de regras explícitas (como no caso dos cartões corporativos do governo federal e de São Paulo) e pelos hábitos arraigados. Mas o DEM será mais atingido do que os demais.
Ao jogar barro no ventilador, Virgílio se sujou mais ainda – apesar da cobertura escandalosamente acrítica que seu discurso recebeu da mídia -, deixou o Senado mais vulnerável. Com isso erodiu a tática da fulanização empregada principalmente pelo Estadão.
Afinal, Sarney é. Mas quem não é? Agora, o senador se julga dono dos seus atos. Poderá escolher entre sair ou ficar, mas a decisão é dele. Mesmo porque, Marconi Perillo – o vice que a oposição quer emplacar – não chega a ser propriamente um varão de Plutarco.
Saída: começar a discutir o Senado a sério, implantar a reforma administrativa planejada pela FGV, colocar todos os atos do Senado na Internet. E, mais uma vez, comprovar o jogo de manipulação dos escândalos.
(…) No lugar de Lima Neto, assume Aldemir Bendine, 45, que é funcionário de carreira da instituição. A troca de comando no BB levantou temores, no mercado financeiro, de ingerência política.
“O governo está usando o BB e a Caixa como instrumento de política para baixar o spread (bancário) mesmo. O presidente do BB deve ter batido de frente”, comentou Laura Lyra, analista da Corretora Ativa.
Para alguns analistas do setor, a troca emite ao mercado um sinal negativo, com o governo lançando mão de medidas heterodoxas para tentar baixar o juro de forma artificial.
“A ingerência política não me permite recomendar compra para os papéis do banco, apesar de o potencial de valorização das ações”, disse João Augusto Frota Salles, economista da consultoria Lopes Filho.
RIO – A ingerência política sobre o Banco do Brasil (BB) já custou R$ 5,211 bilhões em valor de mercado à instituição em apenas dois dias. Essa é a desvalorização do BB na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) – considerando o preço de todas as suas ações – depois que o governo trocou Antonio Lima Neto por Aldemir Bendine na presidência do banco , com o intuito de forçar a queda do spread (diferença entre o custo de captação e os juros cobrados nos empréstimos).
Como mostra reportagem publicada neste sábado no Globo, na terça-feira, os acionistas do BB foram dormir com papéis de um banco que valia R$ 48,491 bilhões. Na quinta-feira, depois de uma queda acumulada das ações de 10,75% em dois dias (de 8,15% na quarta e mais 2,82% na quinta-feira), o banco passou a valer R$ 43,280 bilhões. No mesmo período, a Bolsa subiu 3,91% pelo Índice Bovespa (Ibovespa).
Para analistas, as ações do BB sofreram um baque irreversível: mesmo que recuperem o que perderam nos últimos dias, serão por muito tempo avaliadas com um “desconto” maior frente a seus concorrentes. Isso já ocorre com a Petrobras em relação a similares estrangeiras.
Para Álvaro Bandeira, economista-chefe da corretora Ágora, o caso é mais gritante pelo fato de o BB fazer parte do Novo Mercado da Bolsa, segmento de companhias com relações mais transparentes com os acionistas. E a empresa deve se pautar pela competitividade, para dar retorno ao investidor, afirmou.
Quatro dos seis primeiros bancos do ranking entre as instituições da América Latina e Estados Unidos são brasileiros
Paula Pacheco
Entre as instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos, o Banco do Brasil foi a que teve a maior valorização das ações no primeiro semestre. É o que mostra um estudo da Economática, consultoria especializada em dados do mercado acionário. Dos seis bancos com maior valorização nos primeiros seis meses de 2009, quatro são brasileiros.
A campanha sistemática da mídia contra Lula, a desqualificação irrestrita de qualquer obra de governo, a insistência em não ver avanços em nenhuma política, as tentativas de desestabilizar politicamente o país com CPIs e factóides, não pode levar ao extremo de demonizar qualquer crítica.
O Neves colocou sua opinião aqui. É polêmica. Há que se discutir os limites entre a real politik e a falta de coragem política. Em minha opinião, sem o realismo político e a incrível capacidade de fazer alianças e esvaziar armações, Lula teria caído. Mas sem a crítica aos pontos essenciais que foram deixados de lado, ele não teria avançado, especialmente nas medidas anti-cíclicas que impediram que o país fosse arrastado pela crise mundial.
É necessário enfatizar, sim, a permanente submissão da política econômica ao território livre do Banco Central, que manteve a terrível política de concentração de renda inaugurada nos anos 90. A Bolsa Família é um programa essencial. Comparando seus recursos (assim como os que vão para o SUS), com aqueles desviados para juros, vira bolsa-esmola, sim. Políticas sociais não podem ser periféricas: devem ser o centro de toda política pública.
Há uma luta intestina no governo, entre os que defendem aumento de gastos sociais e redução de juros, entre a Fazenda, com suas medidas anticíclicas e o BC – que transformou a marolinha em uma chuva forte, com seus erros monumentais. O BC acabou blindado pela mídia e pelo mercado e também pelos que consideram que toda crítica contra a política econômica faz parte do golpismo da mídia.
O patrulhamento a qualquer crítica ao governo, incluindo ai o ônus que o governo teve que pagar – submetendo-se ao BC – significa fazer o jogo da mídia e do mercado.
Lula é um equilibrista, no melhor sentido da palavra. Fez concessões altas para garantir a governabilidade e a consolidação de algumas políticas sociais. Mas só se livrou das amarras desse financismo e fiscalismo desvairado quando as críticas corretas ganharam massa crítica, permitindo à Fazenda entrar com suas medidas anticíclicas. Ou vocês acham que alguém que coloca entre seus conselheiros Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto está confortável com a camisa de força em que se meteu?
Discordo de alguns pontos da análise de Neves. Mas comparar sua análise com o golpismo existente na mídia é uma demonstração de radicalismo que não contribui em nada para o avanço do país e das ideias.
Tentando fazer uma análise não baseada em fatos passados mas em possibilidades de futuro, acrescento algumas perguntas às já levantadas:
- Algum partido terá o poder de perceber que os velhos caciques estão muito desgastados junto ao eleitor e abrirá espaço para uma nova liderança?
- Alguém conseguirá repetir o modelo de rede que sustentou a campanha de Obama?
- Alguma proposta de avanço econômico conseguirá convencer o eleitor brasileiro de que pode conviver com o modelo social do Bolsa Família?
- Conseguiria uma proposta nova obter um esquema de financiamento de campanha sem seguir os esquemas tradicionais baseados nas empreiteiras, bancos e fornecedores do Estado?
- Como obter avanço eleitoral contornando a grande mídia tradicional?
- Uma nova proposta nacional conseguiria sucesso sem alianças eleitorais nas eleições estaduais?
Minha colega e amiga Regina Echevereria está terminando a biografia de Sarney. Pontos que não poderão faltar:
1. O segundo decreto do Cruzado, através do qual o consultor geral Saulo Ramos pretendeu ressuscitar a indústria da concordata e das liquidações extrajudiciais.
2. O fim do BNH, uma queima clara de arquivos que resolveu o problema de sociedades de crédito imobiliário em liquidação.
3. O levantamento de liquidações extrajudiciais, como a da Delfim.
4. O golpe da importação de feijão que se tentou dar no Instituto de Resseguros do Brasil.
5. As concessões de TV, distribuídas a amigos e à mídia.
6. O dia em que Sarney entrou na Sala de Imprensa do Palácio para anunciar descoberta de petróleo na ilha de Marajó – justo no vencimento de uma das mais encarniçadas batalhas no mercado de opções.
7. A decisão de Mailson da Nóbrega de permitir a conversão de dívida externa brasileira em cruzados.
Para os que acham que com Lula ou Fernando Henrique Cardoso a reação à crise internacional seria a mesma.
Leia aqui entrevista da Folha com FHC sobre o Plano Real (clique aqui). A propósito de nada – era para um balanço histórico -, o entrevistador Guilherme Barros pede análises de FHC sobre a política atual de Lula e de Obama.
FHC mostra claramente qual teria sido sua reação à crise: cortes de gastos, arrocho fiscal.
O que comprova claramente o que sempre coloquei em minhas análises: as quatro ou cinco crises que sacudiram o país no seu governo não são álibi, são agravantes. Eram crises nas contas externas. Após a primeira crise, o país deveria ter sido preparado para evitar as seguintes.
Mas, em todas elas, recorria apenas ao receituário fiscal, jamais à solução das contas externas. E aí entram os elementos políticos que abordei em meu “Os Cabeças de Planilha”. Em qualquer circunstância, todas as medidas do governo FHC eram no sentido de preservar os ganhos dos investidores. Ajuste cambial significaria impor perdas a quem trouxe dólares, mas prevenir de maneira definitiva futuras crises. Com as contas externas em ordem, não haveria obstáculos ao crescimento da economia.
Para não penalizar os investidores, não se permitia o ajuste no câmbio. Não havendo, o ajuste nas contas externas só se podia dar via recessão. Aí, toca aumentar o arrocho fiscal (para reduzir o déficit comercial) e as taxas de juros (para manter o fluxo de investimentos externos). O especulador ganhava nas duas pontas. O país perdia em ambas.
A China suavizou suas exigências em relação a um grande corte de preçosno minério de ferro,depois defracassar os termos do acordo com as mineradoras globais no prazo que venceu na terça-feira. A mídia chinesa noticiou que o primeiro sinal de um possível compromisso foi o restabelecimento doacordo de fornecimento anual e evitar uma ruptura total do sistema de referência. Citando funcionários que assistiram a uma reunião fechada da Associação de Ferro e Aço da China (CISA, na sigla em inglês) na terça-feira, a revista Caijing e a publicação oficial Shanghai Securities News afirmaram que a China ainda está esperando um acordo melhor do que os 33%de redução acordada entre a Rio Tinto e as siderúrgicas japonesas, porém ofereceu um ramo de oliveira.A China agora está pronta para discutir um corte menor de preço, entre 33% a 40%, em vez da exigência anterior de uma redução de 40% a 45%, e espera encerrar as conversações rapidamente, citou uma fonte do jornal de Shangai próxima à situação.
“Sem uma nova abordagem industrial, fica difícil comprar “made in Brasil” mesmo no Brasil”, diz um empresário
NA GERAÇÃO de meus pais, todos eram convencidos de uma verdade: o Brasil se tornaria potência industrial. Por isso lutaram. A chamada “substituição de importações” representou período de forte expansão do parque industrial brasileiro. Foram cerca de 50 anos (1930-1980) de crescimento recorde na indústria e ampla criação de empregos.
Nos últimos 30 anos (1981-2010), completamos um ciclo inverso, de “desconvencimento” sobre o imperativo de galgar estágios superiores de industrialização. O filme do avanço industrial foi rebobinado para trás, na cabeça da geração dos meus filhos. Eles estão convencidos, ao contrário dos avós, da inutilidade de qualquer esforço nesse sentido.
Há nisso perdas flagrantes para o Brasil, nas contas externas e na estratégia de projeção do poder nacional.
O recente resultado da licitação de trens urbanos no Rio de Janeiro ilustra o descompasso da planilha de custos entre os produtores locais e os vagões oferecidos pela China. Com tecnologia japonesa, rebates de crédito, velocidade de execução e preço final, os chineses ficam imbatíveis. Aparentemente, esse fato não mais abala os brios dos brasileiros.
Há poucos lugares no mundo, além de Estocolmo, onde se podem juntar numa mesa sete prêmios Nobel de Química.
Aconteceu ontem de manhã numa cidadezinha do sul da Alemanha, durante a 59ª Reunião de Prêmios Nobel em Lindau, diante de seis centenas de jovens pesquisadores.
Talvez ainda mais raro, todos concordaram: a mudança do clima é criada pelo homem e por ele tem de ser resolvida.
Com urgência. E a maioria acha que talvez não dê para abrir mão da energia nuclear.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.