Olhando a criança Michael Jackson
Por Villegagnon
Aparentemente as pessoas não perceberam a ligação do post com o acontecimento mais notável da semana: a morte de Michael Jackson.
A trágica vida do astro é o exemplo insuperável das consequências profundas de uma relação pai-filho degenerada.
Michael Jackson, durante toda a vida, lutou (de modo caótico, é evidente) contra o fantasma aterrorizante do pai. Esse homem de quem Michael, na infância, esperava proteção e afeto, mas que só lhe causou horror, medo e violência, foi uma sombra negra constante e determinante em sua vida.
Até mesmo a transformação física do cantor foi muito menos uma questão racial com implicações políticas (interpretação banal da maioria) do que uma profunda rejeição à figura paterna e a tudo que ele representava. A bizarra metamorfose foi fruto da imensa ojeriza que Michael Jackson sentia diante da possibilidade de se identificar ao pai. O problema não era uma rejeição à própria cor, mas uma rejeição absoluta, integral ao pai. Se o pai fosse louro, a transformação de Michael Jackson provavelmente teria sido inversa.
O evento da morte de Michael Jackson pode servir de gancho para que as pessoas façam uma reflexão mais profunda sobre a relação pais-filhos e sobre as relações adultos-criança de maneira geral. Que as pessoas entendam de que os adultos – epitomizados por pai e mãe – devem antes de tudo PROTEGER as crianças. E protegê-las não diz respeito apenas ao aspecto material, mas fundamentalmente ao aspecto afetivo, psicológico e moral.
A grande assimetria existencial entre adultos e criança traz embutido um imperativo, ao qual precisamos estar sempre atentos e com o qual devemos nos orientar: a proteção. Por isso, usar as crianças para sua própria satisfação (seja ela material, psicológica, egóica, erótica, ou qualquer outra) é uma covardia indesculpável.
Qualquer pessoa (pais e mães inclusos) incapaz de manifestar generosidade em relação às crianças ou que se relacione com elas primordialmente usando-as em benefício próprio, não têm a mínima moral para exigir um mundo melhor.
Por Ralf Rickli (pedagogo)
Acho que é NESTE contexto que devem ser lidas as palavras que Michael Jackson pronunciou na entrega do Grammy de 1993 (tradução minha de 61% do texto, contendo todas as idéias relevantes), e que – quando já se entendeu o real alcance de transformação social e história da mudança de nosso entendimento das crianças e de nosso trato com elas – talvez sejam um legado ainda mais importante que o artístico:
“… É bom ser lembrado como uma pessoa, e não uma personalidade. Como eu não leio tudo o que escrevem sobre mim, eu não tinha me dado conta de que o mundo me achava tão esquisito e bizarro. Mas se você cresce como eu cresci, na frente de cem milhões de pessoas desde os cinco anos, você é automaticamente diferente. ( … )
Minha infância foi tirada de mim por inteiro. Não havia Natal, não havia aniversários, não foi uma infância normal nem teve as alegrias de infância normais. Essas foram trocadas por trabalho duro, luta e dor – e mais tarde por sucesso material e profissional. Mas, como um preço terrível, aquela é uma parte da minha vida que eu não tenho como re-criar.
Hoje, apesar de tudo, eu me sinto como um instrumento da natureza quando crio a minha música. Fico pensando em que deleite a natureza deve sentir quando abrimos nossos corações e expressamos os talentos que Deus nos deu. Um som de aprovação rola através do universo, e o mundo inteiro se enche de magia. Maravilhamento preenche os nossos corações, pois tivemos um relance, por um instante, da ludicidade da vida.
E é por isso que eu gosto tanto de crianças e aprendo tanto de estar perto delas. Eu percebo que muitos dos problemas do nosso mundo hoje – da criminalidade urbana às guerras de grande escala e ao terrorismo, e às nossas prisões superlotadas – resultam do fato de crianças terem tido suas infâncias roubadas.
A magia, o encantamento, o mistério e a inocência de um coração de criança são as sementes da criatividade que irá curar o mundo. Eu realmente acredito nisso. O que nós precisamos aprender das crianças não é infantil. Estar com crianças nos conecta com a sabedoria mais profunda da vida, sabedoria que é onipresente e pede apenas para ser vivida. As crianças conhecem as soluções que jazem dentro dos nossos corações, esperando para serem reconhecidas.
Hoje eu quero agradecer a todas as crianças do mundo, inclusive as que estão em estado de doença e de carência – o quanto a dor de vocês me toca!”
[Seguem-se os agradecimentos convencionais no recebimento de um prêmio]
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: filhos, Mickael Jackson, pai

1- Antes ler coisas deste tipo do que ser analfabeto.
2- Parece que virou moda ou demonstração de “inteligência e sabedoria” — aquele sujeito que enxerga longe e vê coisas que os pobres mortais não vêem — culpar os outros pelos erros, crimes ou idiotices de si próprio ou de terceiros.
Concordo com todos os que comentária, pelo jeito não haverá acordo em torno da polêmica, não haverá consenso no meio dos vivos, por isso que o morto descanse em paz, pelo menos agora.
Olha o vitimismo galopante de novo aí, gente !!!!!!!
Há quem interessar possa, está à venda nas bancas há um encarte da Isto É Gente com um ótimo depoimento da repórter da Globo, a Gloria Maria sobre o cantor.
Ela relata que acompanhou MJ no Brasil e disse atestar que de fato ele sofria de despigmentação na pele por causa do vitiligo, que ele tinha um buraco no nariz por causa de uma abertura no septo nasal decorrente da uma cirurgia não cicatrizada, correndo rico de infecção bacteriana, lá tem afoto do cantor ao lado de Nelson Mandele, ele nunca quis ficar branco, há muitas coisas que dizem por aí que não passam de invenções.
A única verdade que pode se constatar foi sua infância negada, isto sim, está mais do que provado e parece ter lhe arruinado a alma, o corpo e o bolso.
Se músicos do Brasil e do exterior dizem que ele contribuiu no campo da música, do audiovisual e da movimentação cênica no palco, não sou eu que vou contestar.
Na verdade interesso-me mais pela história trágica de MJ do que por seu legado artístico. Sou mais a boa e imbatível MPB, isto não é patriotada não, é pura verdade.
Ta aparecendo aqui embaixo a frase “A estrela nasce.” Assim mesmo, virou estrela levou pau.
Não tem jeito.
Somos seres q definitivamente não aceitamos um “Não sei”, a Incerteza, a complexidade da alma humana; qdo não há explicações, inventamos uma, duas, 3, qtas necessário p/aplacar nossa sede por explicações for. E qto mais se encaixarem dentro daquilo q esperamos q se encaixe, “melhor”.
Como comentou uma amiga na noite da morte d MJ, no meio d tanto disse-que-disse q ouvi-dizer : “…tenho ouvido tanta merda …sobre a vida do MJ q no banho vou ter q fazer a chuca no ouvido. E nem começou SoniaRABecão.”…
Já que não entendo de psicologia, pergunto quais as qualificações profissionais do autor para fazer as afirmações que fez. E se for psicólogo ou coisa parecida, pergunto se ele clinicou, conviveu ou estudou profundamente o Michael Jackson. Então concluo que é uma brilhante análise feita para a revista Caras ou a VEJA,
Considerando as teses do pai malvado apresentadas, qualquer mocinha que faz chapinha e pinta os cabelos de louro está reagindo às agressões feitas pela mãe de cabelos crespos.
A branquificação da aparência por motivos sociais, profissionais ou insegurança psicológica é algo muito mais comum do que traumas causados por um pai rigoroso.
Alguém ouviu o pai do Michael Jackson, que ainda deve estar vivo, antes de crucificá-lo deste modo?
Talvez tenha sido apenas um pai extremamente rigoroso que ensinou a seus filhos que numa sociedade ultracompetitiva só se obtém certas coisas a custa de muito suor. Talvez o filho fosse mais feliz se não obtivesse as coisas que o pai queria para ele, mas, mesmo assim, a culpa não é do pai.
Boa Tarde Nassif… ima pergunta fora de pauta para este comentário: Quem é Orlando? Seria agora este seu “alter ego”? Aquele que traz a boas perguntas para o mestre responder à Altura? Não vá nos enganar heim! Isso não vale num post. A menos que abra o jogo e o autor coloque os pontos contrverssos à sua tese. Mas deveria estar claro para quem lê, e não usar de um suposto comentarista. Se o Orlando existe e não for o Nassif… esquece esse comentário.
Acima alguém disse:
Só um reparo – “…foi uma sombra negra constante…..” sombra negra não cai bem. Sombra negra no sentido de coisa ruim?
Nassif respondeu:
NO sentido de escuridão, meu caro, assim como dar um branco é no sentido de não ter nada na cabeça.
Acho que qualquer criança tem medo do negro (da escuridão) quando vai dormir. Acho que até na África Sub-saariana fala-se no Poder das Trevas. Portanto, bobagem achar que magia negra é pejorativo. Não é magia de negro, mas magia das trevas.
Em espanhol diz-se “acertar el blanco” para acertar o alvo. Eu que sou alvo, protesto então contra estes preconceitos.
Sobre o assunto em questão: Concordo plenamente que tragédias pessoais e/ou familiares marcarão o futuro. O resultado é diferente entre irmãos, mas não menos dolorido.
Márcia
Vou considerar sua sugestão. A princípio, não me lembro de nada que eu tenha lido que trate da relação entre pais e filhos e se aplique ao caso. De Gorki eu li alguns livros, mas, ele não é dado a análises psicológicas. Dostoievsky, sim. Não li ainda os Irmãos Karamazov, mas, pelo que vi no filme, os filhos matam o pai para se apropriar de seus bens. Talvez Charles Dickens tenha tratado melhor do assunto.
Vocês adoram apagar o sol alheio, até agora não aceitaram Caetano Veloso não é agora que iriam aceitar MJ.
Acorda roda-presa, o mundo gira
Alguém, aqui, duvida que o MJ, genial e único, foi uma vítima de sua família, de pessoas inescrupulosas que o cercaram a vida inteira, e dele mesmo?
Comparar o genial JM com qualquer pessoa, como nós, é uma tremenda insensibilidade e burrice.
Sinto enorme pena da MJ e ao mesmo tempo enalteceoo genio da música/dança. Um artista completo e único. Insuperável.
Ainda bem que ele fiou livre de todos que o destruíram.
O genio não morrerá, como o Raulzito, Mozart, Picasso e tantos outros, que, para mim, estão acima do bem e do mal.
(So uma correcao ao MEU post anterior: Michael Jackson de fato tinha lupus, alem da complicacao causada por ele nos pulmoes. Eu nao sabia.)
Bom é claro que a relação pai-filho pode causar sérios transtornos, às vezes, insuperáveis.
Mas daí a AFIRMAR que a transformação física de Michael é em razão da rejeição ao pai é tão ESPECULATIVO quanto dizer que a transformação foi por questão racial, de querer parecer branco. Mesmo que Michael tivesse dito pra alguém que sua transformação foi por ódio ao pai, dizer é uma coisa, a verdadeira razão pode muito bem ser outra.
E também pra que se prender tanto a transformação dele? Por que isso é tão relevante? se ele quer mudar o visual problema é dele, não faz mal a ninguém.
Aliás, essa transformação que divulgam é exagerada, talvez ele tenha mudado só o nariz e mais algum detalhe. Olhando as fotos não acho que tenha mudado muito, fora o nariz, talvez estivesse um pouco magro. A mudança na pele, qualquer cosmético por aí faz aquilo ali. Não achei nada de mais.
Ainda bem que o MJ, quando em visita ao Brasil, não cantou o “Menino da Porteira”.
Bem,
Eu acredito piamente que Michael,sofreu abusos cruéis do pai,incluindo ataques a sua auta estima.O que esta família fez por este moço?
Acho que é uma somatória de agravantes ,o que é mais interessante ,são os deuses de plantão,
Estas acusações de pedofilia é bem quetionável,que mãe faz acordo com um abusador?
Em vida, uma tragédia ,e na morte sem paz.
Tudo já foi dito e e muito ainda será falado,mas é inegável que foi usado,pressionado,e mal resolvido na parte emocional .
Continuo dizendo:
Brilhe Michael….
Uma vez eu disse qu euma nuvem negra blá blá blá e cairam sobre mim. Desde que nasci conheço o sentido poético de negritude, escuridão, trevas- nada a ver com negro- africanos- este tipo de policiamento é irritante.
POIS EH, LU. NINGUEM SABIA NADA E AGORA EH QUE NAO SABE MESMO. (EH FALHA NO MEU TECLADO, IGNORE)
MAS AGORA QUE EU LI A RESPEITO DEU PRA PELO MENOS CONECTAR MAIS UM PONTINHO A OUTRO. ESTOU ME SENTINDO IDIOTA DE NAO TER PERCEBIDO ISSO mesmO QUE tenha vindo de algum site de fofoca: todo mundo pensava que era megalomania. MICHAEL ja deMOnstrara sintomas de esquizofrenia em varias entrevistas e realmente era incapaz de falar coisa com coisa por 3 minutos consecutivos.
Tou me sentido francamente idiota de nao ter sido capaz de identificar!
Se ele era esquizofrenico, mesmo levemente esquizofrenico, todas as “razoes” do mundo nao vao explicar o que aconteceu. Conheco esquizofrenicos, e eh virtualmente impossivel entender los… nem eles se entendem.
(Perdao, foi falha do teclado esse “meu” em maiusculas, e nao estava suposto a implicar que os posts dos outros comentaristas estavam precisando de correcao.)
A gente deveria reler este texto que o Contardo escreveu em 2003
Contardo Calligaris
“Em defesa de Michael Jackson”, copyright Folha de S.Paulo, 27/11/03
“A mídia do mundo inteiro encheu as telas de nossos televisores com Michael Jackson acusado de praticar atos lascivos contra uma criança. Vimos o cantor preso, algemado e solto após pagar uma fiança de US$ 3 milhões.
O procurador, Tom Sneddon, declarou que interrogará as crianças que frequentaram a casa de Michael Jackson nos últimos anos, ou seja, pediu mais denúncias. Psiquiatras e psicólogos compareceram para nos explicar que um pedófilo vive na Terra do Nunca e faz de conta que é Peter Pan para aproximar-se de suas vítimas inocentes.
Tudo isso num clima quase festivo. A ponto de, na CNN, os próprios jornalistas se interrogarem: mas o que há com Michael Jackson (e conosco), que não conseguimos relatar os fatos sem cair na piada? Não encontraram resposta, mas tiveram a decência de perguntar.
Faz muitos anos que rimos de Michael Jackson.
No começo, era por sua transformação. Ele se parecia cada vez mais com o Peter Pan de Walt Disney, que, como se sabe, é branco. Rimos dele como rimos da mulher que passou por não sei quantas plásticas para ter as proporções da boneca Barbie. É o riso nervoso que surge quando nos lembramos de algo que nos concerne e que preferiríamos esquecer. No caso, a mulher-Barbie e Michael Jackson são nossa caricatura, pois, em alguma medida, sofremos do mesmo mal deles: queremos sempre ser outros.
Também rimos de Michael Jackson porque decidiu que seu sítio seria a Terra do Nunca (onde todos ficam eternamente crianças) e decorou sua casa como uma loja de brinquedos. Quando ele se casou com a filha de Elvis Presley, foi comentado que a idade mental dos dois juntos não fazia um adulto. Quando ele escolheu sua enfermeira como segunda mulher (e mãe de seus filhos), ironizamos que, na idade mental dele, só podia casar-se com quem cuidava de seus dodóis, ou seja, com uma mãe.
Como o próprio Michael Jackson disse, ele quer recuperar uma infância que não teve. Mas, por exemplo, o ano de meus 51 anos foi péssimo. Nem por isso tento recuperá-lo. A vontade de reviver uma infância perdida só surge numa cultura em que a felicidade das crianças é a fantasia de todos.
Como a infância é nosso protótipo forçado de felicidade, Michael Jackson quer ser criança. E, como vive num mundo racista, acha melhor ser criança branca. Engraçado? Pode ser, mas, de novo, o riso é nervoso.
Em 1993, o cantor foi acusado de molestar um menino de 12 anos. Ele preferiu entregar uma bolada de dinheiro a encarar o risco de um processo. Hoje, surge uma nova acusação análoga e outras espreitam. Duas observações.
O procurador Sneddon sabe que, na Califórnia, a exploração da prostituição é um crime grave. Houve pais e mães que, durante dez anos, conhecendo o episódio de 1993, mandaram seus rebentos para a Terra do Nunca, porque era ‘legal’ que conhecessem o cantor ou (mais provável) na esperança de cobrar, mais tarde, alguns milhões como preço de seu silêncio. Ser cafetão ou cafetina de suas próprias crianças não dá cadeia?
Em boa clínica, é pedofílica uma fantasia (realizada ou não) na qual um adulto envolve uma criança em práticas sexuais que a criança não entende. É crucial, nessa fantasia, a diferença de saberes: a criança pratica ou sofre atos cuja significação sexual lhe escapa. É dessa desproporção que o pedófilo goza. Pedófilo exemplar é aquele padre do Estado de Massachusetts que mandava um menino satisfazê-lo oralmente, explicando-lhe que essa era a santa comunhão.
Não sou o psicoterapeuta de Michael Jackson. Mas os psiquiatras e psicólogos televisivos também não são. E tudo indica que, nas festinhas de dormir todos juntos na Terra do Nunca, não se trata de pedofilia. Deviam acontecer coisas impróprias: toque aqui, que toco lá, mostre lá, que mostro aqui, iiiii!, vamos dar beijo de língua. Ou seja, entre os lençóis de Jackson, devia acontecer o que pode acontecer quando crianças se amontoam numa cama sem que haja adultos por perto.
Pelo que sabemos, Michael Jackson não é um pedófilo, mas uma criança que eventualmente brinca com o faz-pipi (o seu e o dos amiguinhos).
Obviamente, essa distinção não tem valor (nem deve ter) aos olhos da lei: o cantor tem 45 anos, e, portanto, suas brincadeiras, se confirmadas, constituem um abuso. Mas, quanto ao diagnóstico clínico, seria bom que os colegas televisivos se contivessem. A não ser que eles, sabendo que o povo gosta de assistir à queda de um astro, queiram liderar um linchamento.
Voltemos ao riso. Por que, de novo, desta vez, Michael Jackson suscita a hilaridade nervosa? É que ele nos lembra algo que, apesar de Freud, muitos ainda querem esquecer: existe uma sexualidade infantil. Na Terra do Nunca, brinca-se também com o faz-pipi. Que horror.
Alguém perguntará: por que defender um ‘babaca’ como Michael Jackson? De fato, sua figura, por trágica que seja, me inspira pouca simpatia, e não sou fã de sua música. Mas, no meio de uma onda repressora e hipocritamente moralista que se expande pelos EUA afora, ao escutar a raiva fria do procurador Sneddon, lembrei-me de um breve texto, que aprendi do meu pai e que é de Martin Niemoller, um pastor que sobreviveu aos campos nazistas: ‘Primeiro, eles vieram pegar os comunistas, mas eu não era comunista e não falei nada. Depois, vieram pegar os socialistas e os sindicalistas, mas eu não era nenhum dos dois e não falei nada. Logo vieram pegar os judeus, mas eu não sou judeu e não falei nada. E, quando vieram me pegar, não sobrava mais ninguém que pudesse falar por mim’.”
29/06/2009 – 15:25
Enviado por: Augusta
Concordo com todos os que comentária, pelo jeito não haverá acordo em torno da polêmica, não haverá consenso no meio dos vivos, por isso que o morto descanse em paz, pelo menos agora.
Muito bem AUGUSTA, bem merecido seu nome, isso aí.
Vc está mais que certa, nós, aqui de longe não conhecos a vida do MJ, alguns conhecem nada outros mais um pouco e a alma humana é algo que ninguém pisa, ninguém alcança. Área muito difícil de conhecer, até por nós mesmos, em alguns casos..É como coração, terra desconhecida.