Olhando a criança Michael Jackson
Por Villegagnon
Aparentemente as pessoas não perceberam a ligação do post com o acontecimento mais notável da semana: a morte de Michael Jackson.
A trágica vida do astro é o exemplo insuperável das consequências profundas de uma relação pai-filho degenerada.
Michael Jackson, durante toda a vida, lutou (de modo caótico, é evidente) contra o fantasma aterrorizante do pai. Esse homem de quem Michael, na infância, esperava proteção e afeto, mas que só lhe causou horror, medo e violência, foi uma sombra negra constante e determinante em sua vida.
Até mesmo a transformação física do cantor foi muito menos uma questão racial com implicações políticas (interpretação banal da maioria) do que uma profunda rejeição à figura paterna e a tudo que ele representava. A bizarra metamorfose foi fruto da imensa ojeriza que Michael Jackson sentia diante da possibilidade de se identificar ao pai. O problema não era uma rejeição à própria cor, mas uma rejeição absoluta, integral ao pai. Se o pai fosse louro, a transformação de Michael Jackson provavelmente teria sido inversa.
O evento da morte de Michael Jackson pode servir de gancho para que as pessoas façam uma reflexão mais profunda sobre a relação pais-filhos e sobre as relações adultos-criança de maneira geral. Que as pessoas entendam de que os adultos – epitomizados por pai e mãe – devem antes de tudo PROTEGER as crianças. E protegê-las não diz respeito apenas ao aspecto material, mas fundamentalmente ao aspecto afetivo, psicológico e moral.
A grande assimetria existencial entre adultos e criança traz embutido um imperativo, ao qual precisamos estar sempre atentos e com o qual devemos nos orientar: a proteção. Por isso, usar as crianças para sua própria satisfação (seja ela material, psicológica, egóica, erótica, ou qualquer outra) é uma covardia indesculpável.
Qualquer pessoa (pais e mães inclusos) incapaz de manifestar generosidade em relação às crianças ou que se relacione com elas primordialmente usando-as em benefício próprio, não têm a mínima moral para exigir um mundo melhor.
Por Ralf Rickli (pedagogo)
Acho que é NESTE contexto que devem ser lidas as palavras que Michael Jackson pronunciou na entrega do Grammy de 1993 (tradução minha de 61% do texto, contendo todas as idéias relevantes), e que – quando já se entendeu o real alcance de transformação social e história da mudança de nosso entendimento das crianças e de nosso trato com elas – talvez sejam um legado ainda mais importante que o artístico:
“… É bom ser lembrado como uma pessoa, e não uma personalidade. Como eu não leio tudo o que escrevem sobre mim, eu não tinha me dado conta de que o mundo me achava tão esquisito e bizarro. Mas se você cresce como eu cresci, na frente de cem milhões de pessoas desde os cinco anos, você é automaticamente diferente. ( … )
Minha infância foi tirada de mim por inteiro. Não havia Natal, não havia aniversários, não foi uma infância normal nem teve as alegrias de infância normais. Essas foram trocadas por trabalho duro, luta e dor – e mais tarde por sucesso material e profissional. Mas, como um preço terrível, aquela é uma parte da minha vida que eu não tenho como re-criar.
Hoje, apesar de tudo, eu me sinto como um instrumento da natureza quando crio a minha música. Fico pensando em que deleite a natureza deve sentir quando abrimos nossos corações e expressamos os talentos que Deus nos deu. Um som de aprovação rola através do universo, e o mundo inteiro se enche de magia. Maravilhamento preenche os nossos corações, pois tivemos um relance, por um instante, da ludicidade da vida.
E é por isso que eu gosto tanto de crianças e aprendo tanto de estar perto delas. Eu percebo que muitos dos problemas do nosso mundo hoje – da criminalidade urbana às guerras de grande escala e ao terrorismo, e às nossas prisões superlotadas – resultam do fato de crianças terem tido suas infâncias roubadas.
A magia, o encantamento, o mistério e a inocência de um coração de criança são as sementes da criatividade que irá curar o mundo. Eu realmente acredito nisso. O que nós precisamos aprender das crianças não é infantil. Estar com crianças nos conecta com a sabedoria mais profunda da vida, sabedoria que é onipresente e pede apenas para ser vivida. As crianças conhecem as soluções que jazem dentro dos nossos corações, esperando para serem reconhecidas.
Hoje eu quero agradecer a todas as crianças do mundo, inclusive as que estão em estado de doença e de carência – o quanto a dor de vocês me toca!”
[Seguem-se os agradecimentos convencionais no recebimento de um prêmio]
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: filhos, Mickael Jackson, pai

Duvido!
Fico pensando: e os outros irmaos(as)? o que aconteceu para se livrarem deste pesadelo paterno?
atenção: michael, não mickael
Concordo interamente com o que foi escrito.
Não se pode atribuir o problema do Mickael Jackson a um fator único, a questão da figura paterna é evidente, porém, muito possivelmente houve um somatório de fatores que interferiam no processo de desenvolvimento do cantor.
Pessoas que chegam a este nível de auto destrição tem um histórico de vida muito mais complexo do que se possa imaginar.
Não dá para reduzir a um único aspecto.
E os outros irmãos?
Boa pergunta esta do humberto, vou dar meu pitaco.
Humberto, ocorre que dentro de uma infinidade de irmãos um é sempre mais sensível que outro, todos são diferentes.
Enquanto os outros irmãos faziam sexo com as garotas o MJ fazia de conta que estava dormindo.
Segundo ele (MJ) as garotas chegavam e perguntavam “este é o pequeno Michael?”
Ele só de butuca, escutando tudo.
Ah, vamos à fonte.
Vi isso ontem à noite, no Domingo Espetacular/Record, num imperdível documentário de um repórter chamado Martin de tal.
Ao assistir o documentário vi que MJ é mil vezes mais esdrúxulo e esquisito do queu imaginava.
De fato o pai o marcou de forma irremediável e chegou a chorar ao falar da sua infância, encerrando a conversa com o gesto de tapar o rosto com as mãos, como faria qualquer criança.
Parce que ele morreu tentando viver aquilo que não experimentou: uma infância saudável.
Humberto
O que aconteceu é que eles não tinham o mesmo talento que o Michael, era ele que puxava o grupo. Então o único que poderia de fato dar retorno financeiro para o pai era ele, e por esta razão ele era então o mais cobrado e explorado.
Parece que, de fato, Jacko também conseguiu inculcar nos próprios filhos algum tipo de rejeição parecida com a que ele nutria pelo pai. Segundo o jornal inglês “The News of the World”, a ex-babá Grace Rwaramba, que trabalhou por 17 anos com Jackson, revelou que os filhos do astro pop tinham medo do pai e, obviamente, não gostavam de andar mascaradas.
Por isso, que uma boa convivência familiar, vale pro resto da vida.
O que somos hoje, como adultos, é puro reflexo do que foi a nossa relação com os nossos pais, quando éramos apenas crianças.
Quaisquer que sejam os desvios nessa tenra idade, são fundamentais para construção de nosso caráter, do nosso comnportamento diante da sociedade. Seremos legalistas, honestos, desonestos, frágeis, grossos, cínicos, debochados, malévolos, incensíveis, corajosos, frouxos, sensatos, demagogos, deslumbrados, simples, arrogantes e por aí vai.
A matéria aborda a questão de relação pais-filhos, adultos-crianças. Perfeitamente lógico e não totalmente consistente, ao não considerar os dogmas que compõem o capitalismo: tudo por dinheiro. O famigerado pai do astro, não desprezando seu lado violento e ignorante, com certeza agiu segundo os valores mais importantes para os norte americanos: dinheiro a qualquer custo. Que dizer, também, dos pais que lutaram para que seus filhos passassem agradáveis dias com o astro, e depois o processaram por assédio contra os próprios filhos? Daí, podemos considerar que a questão envolve todo o sistema. E tratar tal questão de forma restrita às relações familiares não passa de pura hipocrisia.
Se a fórmula fosse correta, todos os irmãos sofreriam o mesmo.
É preciso não simplficar uma questão tão complexa, quando é esta ofertada a todos nós como o sofrimento de Michael Jackson.
Ele é o encontro de problemas familiares, preconceito social, o turbilhão que é o show business, esvaziando e saturando egos, problemas graves de identificação, etc.
É tudo isso, junto.
Quanto à reflexão sobre relações familiares, concordo.
Pelo menos em parte. Visto que corremos sempre o risco de acreditar que a família (ou os problemas de) é A causa, e nunca uma das causas das nossas aflições.
Salve, Villegagnon. Jamais pensei que fosse dizer isso, hehe. Muito boas suas colocações. Sobre Michael Jackson, palpitaremos a valer, pois é um prato cheio para especulações. Mas uma especulação que é provavelmente certa é justamente sobre as consequências das relações entre ele e seu pai para sua vida. Claro, como disse outro comentarista, não é o único aspecto a ter afetado sua vida. Mas é um aspecto fundamental.
hoje vim trabalhar pensando sobre a presença/ausência da mãe de Michael em todo esse processo. Quase não se fala sobre ela. O que será que passa pela cabeça dela, além de toda a dor que deve existir em seu coração agora?
No mesmo documentário citado pelo José Carlos Lima, Michael afirma que seu pai dizia, em tom de crítica, que ele (MJ) tinha o nariz muito largo, que havia puxado de sua mãe, pois ele (pai) não tinha aquele nariz…
como diz o Villegagnon, precisamos com urgência refletir sobre o peso das palavras ditas aos outros, e principalmente às crianças, e principalmente sobre o peso das palavras paternas e maternas na vida de uma criança.
Que a vida e a morte miseráveis do gênio Michael Jackson sirva, pelo menos, de alerta para essa reflexão.
é isso aí, Villegagnon. certíssimo
por isso vamos salvar e proteger a Maísa do seu Sílvio e Cia antes que seja tarde demais…
O tópico é importante, aborda uma violência que é varrida para debaixo do tapete nas vidas familiares e tem suas conseqüências vida afora. No caso em questão talvez explique e justifique os possíveis erros e excentricidades.
Mas convivo profissionalmente com uma pessoa que viveu barbaridades em sua infância sem pai nem mãe, foi escravizada inclusive. Hoje vive bem, educa muito bem seus filhos, é sensata, tem equilíbrio, é amorosa e tudo mais.
O que quero dizer é que não devemos confiar totalmente na relação de causa e efeito que sempre se faz para justificar os erros e acertos dos outros, e nossos também. Eles explicam, justificam, mas não contém toda a verdade.
Talvez por isto um filósofo disse que o que importa não é o que acontece a um homem, mas o que ele faz disso.
Mas ele tambem usava as criancinhas para satisfazer sua luxuria, não esqueçam que foram encontrados material pornografico num quarto secreto na fazendola dele. Independente de ter sido inocentado pela justiça (atraves de acordos milhionarios com as vitimas) aonde tem fumaça, tem fogo.
Assim, num contrasenso, ele acabou virando a figura paterna, ou adulta, daqueles que se servem das crianças para as suas conveniencias, mais ou menos assim como a Rede Globo, usa as crianças do Brasil para continuar a ser a midia mais poderosa no Brasil. Na verdade, se formos desencavar fundo, poucos saem honrados nesta historia…
Culpa só dele e da família. E a sociedade que criamos que tem o hábito de chupar até a última gota da laranja e depois a abandona? O sogro de MJ, Elvis Presley, também viveu seus últimos dias à base de drogas (remédios) para anestesiar-se da realidade enxergada por ele. A sociedade é quem está há muito adoecida, falindo-se e em degradação sistemática. Cabe ressaltar que a cidade de nascimento de MJ é uma das centenas de cidades estadunindenses que se encontram em fase de extinção. Laranjas já bastante chupadas pelo consumismo moderno. A parte disto, concordo que a base de ajustar este mundo é respeito e não apenas pelas crianças. Primeiro consigo mesmo. Só quem se respeita pode respeitar ao outro e ao mundo
Acho interessante a reflexão que o Villegagnon propõe,mas também concordo com o comentário do Jorge Forbes,psicanlista lacaniano:
Avesso do Avesso
Michael Jackson
Foi no momento da esperança que Michael Jackson morreu: foi quando o mundo inteiro esperava seu retorno na velha Londres. Ele quebrou as tradicionais bancas de apostas que se dividiam entre o sucesso estrondoso ou o aplauso de consolação; nem um nem outro, a cada qual agora de decidir, em seu próprio sonho, como foi o último show.
Não perguntem a um psicanalista sobre as doenças psíquicas do menino de Ben. Primeiro porque não se diagnostica à distância, segundo, e mais importante, porque a genialidade de Michael Jackson não cabe em nenhum enquadramento psicopatológico. Michael Jackson não foi o maravilhoso artista porque sofria, mas por ter sabido em sua arte ser maior que o sofrimento que deixava transparecer e que lhe causou tantos problemas. Seria muito reducionista pedir o aval freudiano à historinha pronta a ser acreditada: filho caçula de um pai tirânico, tendo sua infância roubada por uma imposição de trabalho e sucesso, o moço não teria outra opção na vida adulta se não recuperar, em parques de diversões fora de data e em compras compulsivas, a alegria infantil um dia proibida. Por favor, não! Essa história pode explicar muita gente, mas não faz um Michael Jackson.
Nenhum diagnóstico que colemos a Michael Jackson explicará a química de alguém que fez o mundo andar na Lua. Suportemos o silêncio de sua morte e de seu sofrimento. Sua música e seus gestos é o que ele nos deixa eternamente.
Jorge Forbes, São Paulo, 25 de junho de 2009
“Parce que ele morreu tentando viver aquilo que não experimentou: uma infância saudável.”
Perdoem me por nao estar disposto a sequer considerar que Michael teve a vida que teve porque queria se distanciar do pai -se bem que eu tambem quero distancia de todos os Jacksons. Nunca tive razao pra supor que eles fossem flor que se cheira. Gosto da uma musica que conheco da Rebbie ( http://www.youtube.com/watch?v=fhoJWL0Tjnk ) e de virtualmente nada de Janet.
Michael Jackson morreu anorexico -51 quilos- com comida pra uma centena de pessoas a um passo de distancia; genial, embora so falasse tolice; de parada cardiaca, ao lado de um cardiologista; de cansaco, em uma cama; cheio de remedios, porem sao; pobre, valendo muitas centenas de milhoes de dolares; sem lar, em uma casa de 100 mil dolares por mez; cercado de parasitas, com uma carrada de parentes; sem familia, com milhoes de pessoas que pulariam aa chance de amizade; com herdeiros, porem -e agora ja o estao dizendo abertamente- sem filhos proprios; com trabalho documentadamente dedicado aa infancia, embora nao pudesse cuidar de si mesmo; adorado, embora documentadamente rejeitado a nivel universal; tentando refazer o auge de “Thriller”, porem talvez sabendo que ele so viria com sua morte.
Pária respirando, idolo novamente com o coracao parado.
MJ nao estava tentando tentando viver uma infancia saudavel. Tinha death wish. Nada indica outra coisa. Nao eh uma recriminacao, certamente, nao me interessaria fazer nenhuma.
Se isso tudo comecou ha 45 anos atraz eh so uma possibilidade, talvez grande probabilidade. Mas nao me interessaria emocionalmente.
A morte de Michael Jackson ja eh ruim o bastante, nao vai ser eu quem vai revisitar 50 anos e 10 mezes pra justificar uma parada cardiaca.
Nós não somos fruto de um desejo de nossos pais? Claro, sem considerar crenças e religiões…. E ainda, depois que crescemos, vamos fazer terapia para “consertar” ou entender, a melhor faze da vida de um individuo: a infancia… Vai entender, pais, filhos, familia…. etc.
Interessante análise do problema do MJ. Bastante perspicaz.
Só um reparo – “…foi uma sombra negra constante…..” sombra negra não cai bem. Sombra negra no sentido de coisa ruim?
LN, Villegagnon,
Concordo,
Em qualquer lugar do mundo o referencial das crianças são seus pais. Seja em família, rica ou pobre, é assim
Quando me separei do meu esposo meus menninos eram bem pequenos, como o pai deles foi morar em outro Estado, estimulei a convivencia deles com meu pai e meu irmão, afinal o modelo masculino é imprescindível para a formação de homens.
MJ era uma criança em corpo de homem.
Por sua doente indentificação com as crianças foi extrorquido por pessoa sem caráter.
Agora os urubus vão aparecer para denegrir a imagem do astro ,além que venderam “notícias”, etc.
Tudo isso é um absurdo.
Mas quem amava, incondicionalmente, o artista não dá importancia aos paparazi e a imprensa sensacionalista.
Só mais uma coisa, quem tem filhos, reavaliem suas relações, vejam se estão deixando suas crianças viverem sem pressão. nem opressão.
PELAMORDEUS gente …
Acho que ninguém aqui duvida que o PERSONAGEM Michael, não importa se com mais recursos ou não, FOI O MAIOR de todos e em todos os tempos
P_O_N_T_O ..parágrafo
Já o HOMEM MJ ou era MALANDRO, ou um teleguiado pra fazer tipo, ou, o mais provável, um problemático errático, que beirava ao RETARDO
isso mesmo um RETARDADO …quem ver de qq uma de suas entrevistas, a menos que cego e FANÁTICO, não poderá negar do fato ..ou ao menos não conseguir deixar de pensar no tema
http://www.youtube.com/watch?v=dzwzi8DB4qw
e como esta tem dúzias delas, inclusive uma entrevista exibida ontem na Record
e afinal, como ele conseguiu daquela voz tão meiga ?
Quando pais amam e protegem um filho, eles o sustentam para o a amor e confiança
e quando ao contrário, eles o remete à estigma da desventura , cravando-lhe na alma.
Alguns conseguem reverter isso, outros como o MJ ficam a deriva desse infortúnio.
Infelizmente não teve ninguém ao seu redor capaz de resgatá-lo para um caminho mais livre.
A fortuna lhe favoreceu a excentricidade e juntamente à sua genialidade se misturaram como um coquetel de devaneios,causando espanto, tristeza e pena.
Ofuscando-lhe a gloria de ser singular no mundo da arte.
Quando o mundo pensou que Fred Astaire, Ginger Rogers e Gene Kelly fizeram tudo com os pés, MJ mostrou a irreverência de sua dança robótica, um legado para milhões de fãs apaixonados.
Que Deus tenha piedade de nós.
…e, com tantos psicanalistas dando sopa ( só em buenos aires…) de tantas abordagens psicoterápicas mundo afora e mundo adentro d’alma.
e, com a fortuna tipo compra tudo que uma criança deseje possuir, que seu genial talento artístico amealhou na carreira de sucesso precoce, reduzir sua tragédia aos traumas não cuidados e não tratados na relação pai/filho/família é não olhar o quê a síndrome do sucesso, da idolatria, do desejo saciado-insaciável pode trans-tornar a vida louca de um semi-deus do pop mundial. Madonna que o diga!
é não olhar para os valores de mercado que regem a vida moderna e pós-moderna tanto dos comuns mortais como de semi-deuses pop.
nada garante que se o astro semi-deus pop Michael Jackson tivesse tido pais de relações saudáveis e protetoras não pudesse ser trans-tornado sua vida uma tragédia bizarra.
não dá pra considerar e relativizar um mito eternizado pelo mega-sucesso artístico, medido por valores do mercado pós-moderno, com uma criança violentada pelo arcaico pai-patrão atroz como tantas nesse mundo de Deus… e que sobrevivem graças a Deus e aos homens de bem.
Aí, até a voz era de criança, e suas músicas sempre revelando uma enorme carencia (lindo vídeo):
You Are Not Alone – Michael Jackson (legendado em português)
http://www.youtube.com/watch?v=ggxhLyongE8
Baseado em quê, o autor afirma isto? Michael lhe confidenciou?
Caro Villegagnon. Não me detive olhando a criança Michael Jackson, mas, tenho olhado outras crianças, o que deve produzir o mesmo resultado. Ontem estive em Sorocaba num almoço beneficente da Casa do Menor. Ao chegar, passei junto ao alambrado do playground onde crianças brincavam. Uma delas derrubou um brinquedinho do lado de fora, aparentemente de propósito e pediu – tio apanhe para mim. Então eu pude ver seu olhar carente. Essas crianças ficam ate os oito anos na instituição e, como muitas não são adotadas, deverão ser transferidas para outra instituição, onde ficarão até os dezoito anos. São crianças retiradas dos pais por determinação judicial, geralmente em razão de maus tratos. Ganhei recentemente um livro chamado Cartas de Varanasi. Nele o autor, um pastor evangélico, fala sobre a venda de meninas na Índia (no Brasil esse fato também é corriqueiro): “O que podemos fazer? Eu daria a minha vida para ver uma só dessas meninas recuperada, com Jesus no coração, cheia de vida de Deus, alegre e apresentá-la ao Senhor Jesus dizendo: Aqui está senhor, é tua noiva! Plano: comprar uma chácara aqui em Varanasi, levar as meninas para morarem lá, cuidar delas e dar-lhes uma profissão”. Há muito que ser feito pelas crianças necessitadas de todo o mundo. E há pessoas que fazem o que podem, sem demagogia e segundas intenções.
LN e amigos:
Sugiro também a leitura de “A mãe ” de Gorky, também importante para entender as relações familiares, como também “Os Irmãos Karamazov”, enfim, a literatura dá muitos exemplos de ligações tumultuadas entre pais e filhos.
Conversa fiada. vai começar a rasgaçao de ceda, morreu vira icone,exemplo bla,bla,bla….
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Na teoria do Existencialismo Sartre deixa-nos vê que até certo ponto a culpa é dos pais mas depois cada um é responsável por aquilo que constrói.
A psicanálise também defende a idéia que o sujeito deve sair do papel de sofredor “abandonar a queixa” e se responsabilizar pelo seus atos e desejos fazendo as mudanças que lhes convierem.
Acho os dois casos louvaveis porque senão, quantos MJ existem por aí.
Tem que ter uma alternativa de mudança.
As pessoas precisam buscar ajuda, apoio, para prosseguirem.
Uma parte do problema era o trabalho de Michael Jackson. Sua personagem foi toda ungida pela mídia, e restou cada vez menos espaço para o artista, que entrou em crise permanente.
O conflito com os pais é a base do amadurecimento e do equilíbrio durante a vida toda, pois a imagem paterna e materna estão na base da personalidade, sejam os pais biológicos ou não. É uma função psíquica. Só que Michael Jackson não podia amadurecer.
Já pensaram em Michael com aparência e comportamento de 50 anos, envelhecido, centrado, fala pausada, mais moderado? Um velho “chato”? Não havia como isso pudesse acontecer.
Isso começou por sua precocidade, seu enorme sucesso desde criança, cercando-o de situações que ele não pôde superar.
O estudo da mídia por psicanalistas de renome – não vou citar os nomes que daria muito trabalho pesquisar e criar uma lista adequada, mostrou que a mídia vive do comércio, da estética do consumo e do desejo, do hedonismo (recusa a fazer o esforço para crescer ou conseguir a realização nas coisas – o Éden), e da infantilização, que é justamente a imaturidade do desejo, o impulso do “eu quero”, ou mais infantil ainda, o “é meu”.
Não sou especialista para afirmar categoricamente, mas acho que esse ambiente favorece desvios comportamentais como a pedofilia. Já, ter encontrado “material pornográfico” na casa dele, um milionário excêntrico, solteiro, artista, etc., só quer dizer que ele era normal, nos dias de hoje. A não ser que fosse material cujo tema fossem as formas degradantes de sexo, não sei se é o caso.
Mas Michael Jackson é sim um caso emblemático de nossos tempos, uma tragédia da sociedade industrial na outra ponta dos acontecimentos, do que teria sido ultra bem-sucedido, segundo os padrões que hoje alimentam a ambição das pessoas.
Trágico, pela Lingüística e os estudos da linguagem, é o sujeito que não consegue mais encontrar a si mesmo no mundo em que vive. Não consegue se construir, se elaborar, se ver, reconhecer a si mesmo, por isso mal consegue interagir com sua comunidade. E é mais uma questão de qualidade que de quantidade. Um único bom relacionamento o teria salvado, mas ele foi cercado de pessoas mal-intencionadas ou tão confusas quanto ele estava.
LN
Não sei!
Confesso que não sei!
Qualquer julgamento que eu possa fazer sobre MIichael Jakson, soaria como mentira.
O ser humano é muito mais complexo do que imaginava a minha vã filosofia.
Ontem, assisti a um documentário inteiro sobre a vida dele.
E mesmo assim, não tenho uma imagem definida de seu caráter.
Ao contrário, fiquei com as ideias ainda mais inconclusas.
Não sei, se o seu talento era uma lâmpada de mil volts num corpo frágil de 50 volts.
Não sei, se havia uma boa dose de carga genética de depressão.
Não sei, se a religião castradora da mãe reprimiu-o num dique contra o sexo, de modo que tenha rompido estrondosamente, quando mais não se podia conter.
Não sei, se o talento excessivo cobra um preço caro demais, como um
meio de nos lembrar, que nenhum homem é deus.
Não sei, até que ponto, seu pai foi bestial em sua vida, levando-o a caminhar por seus mesmos caminhos, enquanto buscava se distanciar.
Não sei, se desprezava os caracteres naturais de sua etnia, em função do racismo vigente no mundo.
Não sei, se apaixonou pelo rosto de sua fada madrinha Diane Ross, imaginando que se fosse como ela, seria feliz.
Não sei, se continuou na “terra do nunca”, recusando-se a entrar no mundo adulto e arcar com toda a sua carga de responsabilidade e sofrimento.
Não sei, se apenas quis viver o que na infância foi-lhe subtraído.
Não sei, se o excesso de cirurgias maculou a sua mente brilhante.
O que sei é que morreu um dos grandes talentos musicais, que este planeta teve o prazer de dar vida.
Ficando imensamente mais pobre.
Talvez a vida tenha o julgado antes do tempo.
Talvez a vida tenha o libertado do jugo que carregava.
Talvez a vida ao levá-lo, tão precocemente, tenha-o inocentado.
Não entro no mérito, pois não tenho embasamento algum.
Só algumas dúvidas:
Nós somos o que somos, ou o que as condições da existência delimitam para nós?
Somos libres ou sujeitos a uma gama de interferências (dentre elas a genética) que nos desviam e nos moldam, durante a nossa trajetória.
Se as respostas forem afirmativas, todos nós somos INOCENTES.
Que se fechem os tribunais!
Abraços!
Acredito que boa parte do que foi comentado aqui está correta. Acredito também que tudo isso junto pode ter sido a causa. Do pai, do dinheiro, do sucesso precoce, da falta de contato com a realidade, de mais dinheiro, da forma como cada um encara os problemas e (tenta) resolver. E outra coisa, não adianta a gente ficar tentando adivinhar o que aconteceu com ele. Só ele sabia motivos, só ele poderia explicar, só ele. Já que sabemos pouco sobre ele, e o que sabemos é através de tablóides sensacionalistas, de especulações de setores da imprensa e de todas essas coisas que o sucesso atrai, vamos lamentar a perda do, talvez, último fenômeno da cultura e da música pop. Talvez o último grande (enorme, mega) vendedor de Lps e cds.
Sem idolatria, sem rancor, sem preconceitos, mas com muito respeito pelo ser humano trabalhador, vencedor.
E porque os outros irmaos nao fizeram o mesmo?
Santa baboseira Batman.
Em recente manifestação de racismo na política do sul, uma assessora da senadora estadual Diane Black, republicana do Tennessee, enviou por email a outros senadores o quadro acima com os 43 presidentes brancos, de Washington a Bush II, seguidos por quadrado negro com dois olhos esbugalhados – Barack Obama. Pouco antes Rusty DePass, autoridade republicana da Carolina do Sul, tinha feito por escrito o seguinte comentário sobre a fuga de um gorila do zoológico: “Tenho certeza de que é um ancestral de Michelle Obama, provavelmente inofensivo”
veja aqui a reprodução da foto, contida no referido email, que deprecia Obama.
http://argemiroferreira.wordpress.com/2009/06/28/o-persistente-racismo-no-sul-dos-eua/
Pessoal, olhem essa criança com 10 anos dançando, mais, e também cantando.
O vídeo não é tão bom, mas percebe-se o quanto ele dança bem para a idade, deslizando, ou parecendo caminhar sem sair do lugar.
Gustavo
http://www.youtube.com/watch?v=Ux3joe0GdTA
Michael Jackson-I Got The Feelin 1968
Michael Jackson, com inegável capacidade artística à parte, é um fenomeno criado pela industria do entretenimento que por sua vez faz parte do capitalismo materialista consumista que domina os EUA e o mundo civilizado.
É um dos personagens introduzidos à força em outras culturas através do poder econômico dos EUA e exposição da imagem até chegar ao ponto de saturação.
Quantas pessoas conhecemos que tiveram infâncias infernais e nem por isso trilharam o caminho da auto-destruição ?
É obvio que toda aquela excentricidade fazia parte de uma jogada de marketing para se manter na mídia.
De pobre vítima do sistema, frágil e mal-informado ele não tinha nada.
Ganhou milhões e torrou milhões.
Alguns bons conselhos deve ter ouvido.
Mas viiveu de acordo com o sistema que o criou.
Concordo com vc, Fátima-Bahia.
1- Antes ler coisas deste tipo do que ser analfabeto.
2- Parece que virou moda ou demonstração de “inteligência e sabedoria” — aquele sujeito que enxerga longe e vê coisas que os pobres mortais não vêem — culpar os outros pelos erros, crimes ou idiotices de si próprio ou de terceiros.
Concordo com todos os que comentária, pelo jeito não haverá acordo em torno da polêmica, não haverá consenso no meio dos vivos, por isso que o morto descanse em paz, pelo menos agora.
Olha o vitimismo galopante de novo aí, gente !!!!!!!
Há quem interessar possa, está à venda nas bancas há um encarte da Isto É Gente com um ótimo depoimento da repórter da Globo, a Gloria Maria sobre o cantor.
Ela relata que acompanhou MJ no Brasil e disse atestar que de fato ele sofria de despigmentação na pele por causa do vitiligo, que ele tinha um buraco no nariz por causa de uma abertura no septo nasal decorrente da uma cirurgia não cicatrizada, correndo rico de infecção bacteriana, lá tem afoto do cantor ao lado de Nelson Mandele, ele nunca quis ficar branco, há muitas coisas que dizem por aí que não passam de invenções.
A única verdade que pode se constatar foi sua infância negada, isto sim, está mais do que provado e parece ter lhe arruinado a alma, o corpo e o bolso.
Se músicos do Brasil e do exterior dizem que ele contribuiu no campo da música, do audiovisual e da movimentação cênica no palco, não sou eu que vou contestar.
Na verdade interesso-me mais pela história trágica de MJ do que por seu legado artístico. Sou mais a boa e imbatível MPB, isto não é patriotada não, é pura verdade.
Ta aparecendo aqui embaixo a frase “A estrela nasce.” Assim mesmo, virou estrela levou pau.
Não tem jeito.
Somos seres q definitivamente não aceitamos um “Não sei”, a Incerteza, a complexidade da alma humana; qdo não há explicações, inventamos uma, duas, 3, qtas necessário p/aplacar nossa sede por explicações for. E qto mais se encaixarem dentro daquilo q esperamos q se encaixe, “melhor”.
Como comentou uma amiga na noite da morte d MJ, no meio d tanto disse-que-disse q ouvi-dizer : “…tenho ouvido tanta merda …sobre a vida do MJ q no banho vou ter q fazer a chuca no ouvido. E nem começou SoniaRABecão.”…
Já que não entendo de psicologia, pergunto quais as qualificações profissionais do autor para fazer as afirmações que fez. E se for psicólogo ou coisa parecida, pergunto se ele clinicou, conviveu ou estudou profundamente o Michael Jackson. Então concluo que é uma brilhante análise feita para a revista Caras ou a VEJA,
Considerando as teses do pai malvado apresentadas, qualquer mocinha que faz chapinha e pinta os cabelos de louro está reagindo às agressões feitas pela mãe de cabelos crespos.
A branquificação da aparência por motivos sociais, profissionais ou insegurança psicológica é algo muito mais comum do que traumas causados por um pai rigoroso.
Alguém ouviu o pai do Michael Jackson, que ainda deve estar vivo, antes de crucificá-lo deste modo?
Talvez tenha sido apenas um pai extremamente rigoroso que ensinou a seus filhos que numa sociedade ultracompetitiva só se obtém certas coisas a custa de muito suor. Talvez o filho fosse mais feliz se não obtivesse as coisas que o pai queria para ele, mas, mesmo assim, a culpa não é do pai.
Boa Tarde Nassif… ima pergunta fora de pauta para este comentário: Quem é Orlando? Seria agora este seu “alter ego”? Aquele que traz a boas perguntas para o mestre responder à Altura? Não vá nos enganar heim! Isso não vale num post. A menos que abra o jogo e o autor coloque os pontos contrverssos à sua tese. Mas deveria estar claro para quem lê, e não usar de um suposto comentarista. Se o Orlando existe e não for o Nassif… esquece esse comentário.
Acima alguém disse:
Só um reparo – “…foi uma sombra negra constante…..” sombra negra não cai bem. Sombra negra no sentido de coisa ruim?
Nassif respondeu:
NO sentido de escuridão, meu caro, assim como dar um branco é no sentido de não ter nada na cabeça.
Acho que qualquer criança tem medo do negro (da escuridão) quando vai dormir. Acho que até na África Sub-saariana fala-se no Poder das Trevas. Portanto, bobagem achar que magia negra é pejorativo. Não é magia de negro, mas magia das trevas.
Em espanhol diz-se “acertar el blanco” para acertar o alvo. Eu que sou alvo, protesto então contra estes preconceitos.
Sobre o assunto em questão: Concordo plenamente que tragédias pessoais e/ou familiares marcarão o futuro. O resultado é diferente entre irmãos, mas não menos dolorido.
Márcia
Vou considerar sua sugestão. A princípio, não me lembro de nada que eu tenha lido que trate da relação entre pais e filhos e se aplique ao caso. De Gorki eu li alguns livros, mas, ele não é dado a análises psicológicas. Dostoievsky, sim. Não li ainda os Irmãos Karamazov, mas, pelo que vi no filme, os filhos matam o pai para se apropriar de seus bens. Talvez Charles Dickens tenha tratado melhor do assunto.
Vocês adoram apagar o sol alheio, até agora não aceitaram Caetano Veloso não é agora que iriam aceitar MJ.
Acorda roda-presa, o mundo gira
Alguém, aqui, duvida que o MJ, genial e único, foi uma vítima de sua família, de pessoas inescrupulosas que o cercaram a vida inteira, e dele mesmo?
Comparar o genial JM com qualquer pessoa, como nós, é uma tremenda insensibilidade e burrice.
Sinto enorme pena da MJ e ao mesmo tempo enalteceoo genio da música/dança. Um artista completo e único. Insuperável.
Ainda bem que ele fiou livre de todos que o destruíram.
O genio não morrerá, como o Raulzito, Mozart, Picasso e tantos outros, que, para mim, estão acima do bem e do mal.
(So uma correcao ao MEU post anterior: Michael Jackson de fato tinha lupus, alem da complicacao causada por ele nos pulmoes. Eu nao sabia.)
Bom é claro que a relação pai-filho pode causar sérios transtornos, às vezes, insuperáveis.
Mas daí a AFIRMAR que a transformação física de Michael é em razão da rejeição ao pai é tão ESPECULATIVO quanto dizer que a transformação foi por questão racial, de querer parecer branco. Mesmo que Michael tivesse dito pra alguém que sua transformação foi por ódio ao pai, dizer é uma coisa, a verdadeira razão pode muito bem ser outra.
E também pra que se prender tanto a transformação dele? Por que isso é tão relevante? se ele quer mudar o visual problema é dele, não faz mal a ninguém.
Aliás, essa transformação que divulgam é exagerada, talvez ele tenha mudado só o nariz e mais algum detalhe. Olhando as fotos não acho que tenha mudado muito, fora o nariz, talvez estivesse um pouco magro. A mudança na pele, qualquer cosmético por aí faz aquilo ali. Não achei nada de mais.
Ainda bem que o MJ, quando em visita ao Brasil, não cantou o “Menino da Porteira”.
Bem,
Eu acredito piamente que Michael,sofreu abusos cruéis do pai,incluindo ataques a sua auta estima.O que esta família fez por este moço?
Acho que é uma somatória de agravantes ,o que é mais interessante ,são os deuses de plantão,
Estas acusações de pedofilia é bem quetionável,que mãe faz acordo com um abusador?
Em vida, uma tragédia ,e na morte sem paz.
Tudo já foi dito e e muito ainda será falado,mas é inegável que foi usado,pressionado,e mal resolvido na parte emocional .
Continuo dizendo:
Brilhe Michael….
Uma vez eu disse qu euma nuvem negra blá blá blá e cairam sobre mim. Desde que nasci conheço o sentido poético de negritude, escuridão, trevas- nada a ver com negro- africanos- este tipo de policiamento é irritante.
POIS EH, LU. NINGUEM SABIA NADA E AGORA EH QUE NAO SABE MESMO. (EH FALHA NO MEU TECLADO, IGNORE)
MAS AGORA QUE EU LI A RESPEITO DEU PRA PELO MENOS CONECTAR MAIS UM PONTINHO A OUTRO. ESTOU ME SENTINDO IDIOTA DE NAO TER PERCEBIDO ISSO mesmO QUE tenha vindo de algum site de fofoca: todo mundo pensava que era megalomania. MICHAEL ja deMOnstrara sintomas de esquizofrenia em varias entrevistas e realmente era incapaz de falar coisa com coisa por 3 minutos consecutivos.
Tou me sentido francamente idiota de nao ter sido capaz de identificar!
Se ele era esquizofrenico, mesmo levemente esquizofrenico, todas as “razoes” do mundo nao vao explicar o que aconteceu. Conheco esquizofrenicos, e eh virtualmente impossivel entender los… nem eles se entendem.
(Perdao, foi falha do teclado esse “meu” em maiusculas, e nao estava suposto a implicar que os posts dos outros comentaristas estavam precisando de correcao.)
A gente deveria reler este texto que o Contardo escreveu em 2003
Contardo Calligaris
“Em defesa de Michael Jackson”, copyright Folha de S.Paulo, 27/11/03
“A mídia do mundo inteiro encheu as telas de nossos televisores com Michael Jackson acusado de praticar atos lascivos contra uma criança. Vimos o cantor preso, algemado e solto após pagar uma fiança de US$ 3 milhões.
O procurador, Tom Sneddon, declarou que interrogará as crianças que frequentaram a casa de Michael Jackson nos últimos anos, ou seja, pediu mais denúncias. Psiquiatras e psicólogos compareceram para nos explicar que um pedófilo vive na Terra do Nunca e faz de conta que é Peter Pan para aproximar-se de suas vítimas inocentes.
Tudo isso num clima quase festivo. A ponto de, na CNN, os próprios jornalistas se interrogarem: mas o que há com Michael Jackson (e conosco), que não conseguimos relatar os fatos sem cair na piada? Não encontraram resposta, mas tiveram a decência de perguntar.
Faz muitos anos que rimos de Michael Jackson.
No começo, era por sua transformação. Ele se parecia cada vez mais com o Peter Pan de Walt Disney, que, como se sabe, é branco. Rimos dele como rimos da mulher que passou por não sei quantas plásticas para ter as proporções da boneca Barbie. É o riso nervoso que surge quando nos lembramos de algo que nos concerne e que preferiríamos esquecer. No caso, a mulher-Barbie e Michael Jackson são nossa caricatura, pois, em alguma medida, sofremos do mesmo mal deles: queremos sempre ser outros.
Também rimos de Michael Jackson porque decidiu que seu sítio seria a Terra do Nunca (onde todos ficam eternamente crianças) e decorou sua casa como uma loja de brinquedos. Quando ele se casou com a filha de Elvis Presley, foi comentado que a idade mental dos dois juntos não fazia um adulto. Quando ele escolheu sua enfermeira como segunda mulher (e mãe de seus filhos), ironizamos que, na idade mental dele, só podia casar-se com quem cuidava de seus dodóis, ou seja, com uma mãe.
Como o próprio Michael Jackson disse, ele quer recuperar uma infância que não teve. Mas, por exemplo, o ano de meus 51 anos foi péssimo. Nem por isso tento recuperá-lo. A vontade de reviver uma infância perdida só surge numa cultura em que a felicidade das crianças é a fantasia de todos.
Como a infância é nosso protótipo forçado de felicidade, Michael Jackson quer ser criança. E, como vive num mundo racista, acha melhor ser criança branca. Engraçado? Pode ser, mas, de novo, o riso é nervoso.
Em 1993, o cantor foi acusado de molestar um menino de 12 anos. Ele preferiu entregar uma bolada de dinheiro a encarar o risco de um processo. Hoje, surge uma nova acusação análoga e outras espreitam. Duas observações.
O procurador Sneddon sabe que, na Califórnia, a exploração da prostituição é um crime grave. Houve pais e mães que, durante dez anos, conhecendo o episódio de 1993, mandaram seus rebentos para a Terra do Nunca, porque era ‘legal’ que conhecessem o cantor ou (mais provável) na esperança de cobrar, mais tarde, alguns milhões como preço de seu silêncio. Ser cafetão ou cafetina de suas próprias crianças não dá cadeia?
Em boa clínica, é pedofílica uma fantasia (realizada ou não) na qual um adulto envolve uma criança em práticas sexuais que a criança não entende. É crucial, nessa fantasia, a diferença de saberes: a criança pratica ou sofre atos cuja significação sexual lhe escapa. É dessa desproporção que o pedófilo goza. Pedófilo exemplar é aquele padre do Estado de Massachusetts que mandava um menino satisfazê-lo oralmente, explicando-lhe que essa era a santa comunhão.
Não sou o psicoterapeuta de Michael Jackson. Mas os psiquiatras e psicólogos televisivos também não são. E tudo indica que, nas festinhas de dormir todos juntos na Terra do Nunca, não se trata de pedofilia. Deviam acontecer coisas impróprias: toque aqui, que toco lá, mostre lá, que mostro aqui, iiiii!, vamos dar beijo de língua. Ou seja, entre os lençóis de Jackson, devia acontecer o que pode acontecer quando crianças se amontoam numa cama sem que haja adultos por perto.
Pelo que sabemos, Michael Jackson não é um pedófilo, mas uma criança que eventualmente brinca com o faz-pipi (o seu e o dos amiguinhos).
Obviamente, essa distinção não tem valor (nem deve ter) aos olhos da lei: o cantor tem 45 anos, e, portanto, suas brincadeiras, se confirmadas, constituem um abuso. Mas, quanto ao diagnóstico clínico, seria bom que os colegas televisivos se contivessem. A não ser que eles, sabendo que o povo gosta de assistir à queda de um astro, queiram liderar um linchamento.
Voltemos ao riso. Por que, de novo, desta vez, Michael Jackson suscita a hilaridade nervosa? É que ele nos lembra algo que, apesar de Freud, muitos ainda querem esquecer: existe uma sexualidade infantil. Na Terra do Nunca, brinca-se também com o faz-pipi. Que horror.
Alguém perguntará: por que defender um ‘babaca’ como Michael Jackson? De fato, sua figura, por trágica que seja, me inspira pouca simpatia, e não sou fã de sua música. Mas, no meio de uma onda repressora e hipocritamente moralista que se expande pelos EUA afora, ao escutar a raiva fria do procurador Sneddon, lembrei-me de um breve texto, que aprendi do meu pai e que é de Martin Niemoller, um pastor que sobreviveu aos campos nazistas: ‘Primeiro, eles vieram pegar os comunistas, mas eu não era comunista e não falei nada. Depois, vieram pegar os socialistas e os sindicalistas, mas eu não era nenhum dos dois e não falei nada. Logo vieram pegar os judeus, mas eu não sou judeu e não falei nada. E, quando vieram me pegar, não sobrava mais ninguém que pudesse falar por mim’.”
29/06/2009 – 15:25
Enviado por: Augusta
Concordo com todos os que comentária, pelo jeito não haverá acordo em torno da polêmica, não haverá consenso no meio dos vivos, por isso que o morto descanse em paz, pelo menos agora.
Muito bem AUGUSTA, bem merecido seu nome, isso aí.
Vc está mais que certa, nós, aqui de longe não conhecos a vida do MJ, alguns conhecem nada outros mais um pouco e a alma humana é algo que ninguém pisa, ninguém alcança. Área muito difícil de conhecer, até por nós mesmos, em alguns casos..É como coração, terra desconhecida.
Villegagnon, gostei mto do seu texto, eu assino embaixo. MJ foi vítima de um pai tirano, não pode se identificar com a figura paterna, por isso tinha tantos problemas.
Por que ele? sabemos dele,e os outros irmãos? a irmã nãome parece mto saudável tb.
E ele era sensível, alma de gênio, sofre mais sempre.
Com todo respeito Nassif. É vitima porque é um tal Michael Jackson, se fosse o ” zé da esquina” seria um bandido jurado de morte a linxamento. Qual a diferença do ser Michael Jackson ( não o compositor e cantor famoso) para as milhares de crianças pobres que sofreram o mesmo calvario que o Michael Jackson? Se puder me responder eu lhe agradeço.
Uma pergunta que não quer calar em mim:
Por que aqui,
que é um espaço para todos e onde o ‘cacique’ é tão delicado com todos,
alguns discordam com tanta agressividade?
Se eu fosse o ‘chefe’ nem publicaria desaforos,
comentários que não acrescentam nada,
apenas agridem.
Sofro com isto tb. muito chato…
Orlando, menos
Gilson crioulo e negão
Ontem não passava de um pedófilo nojento, morreu virou um homem menino imaturo, uma vítima, um coitadinho.
Ontem não tinha tanto talento, hoje tem gente o considerando um deus.
Ray Charles tinha talento trocentas vezes maior, nem por isso quando morreu virou santo e alvo dessas homenagens todas de gente que quer aparecer.
Tipo Lady Di.
Alguém ainda aguenta mais notícias sobre a morte do doidinho que nasceu negro, virou branca e agora vai terminar cinza?
Deve estar procurando o menino jesus.
Marcelo de Matos,
Tente ler Alice Miller. A partir dos livros dela e possivel entender o que o abuso contra as criancas pode resultar.
Ela analisa a infancia de muitos artistas, escritores, filosofos e tiranos e sua analise facilita o entendimento de suas personalidades enquanto adultos.
Alice Miller diz que as guerras so deixarao de existir quando todas as criancas no mundo forem tratadas com amor e respeito.
Abracos,
Estava lendo os comentários quando vi uma resposta do Nassif falando sobre gênios. Tennho para mim que a maioria das pessoas que nascem com o toque da genialidade, em qualquer que seja a área de atuação, tendem a ser “diferentes” do comum dos indivíduos. Pessoas superdotadas para a arte, a aciência, os números, etc, em geral ficam de tal forma presas ao seu foco de interesse que se ausentam do mundo à sua volta, numa espécie de autismo criativo. É só um palpite, claro, mas acho que tudo o que MJ viveu, independentemente das atitudes de pai e mãe, e aquilo em que ele se transformou, devem levar em consideração o fato primeiro de que ele, em sua genialidade, não era uma pessoa como as outras. Muitos outros gênios tiveram trajetória de vida semelhante.
[ Joel Schlemper
Boa Tarde Nassif… ima pergunta fora de pauta para este comentário: Quem é Orlando? Seria agora este seu “alter ego”? Aquele que traz a boas perguntas para o mestre responder à Altura? Não vá nos enganar heim! Isso não vale num post. A menos que abra o jogo e o autor coloque os pontos contrverssos à sua tese. Mas deveria estar claro para quem lê, e não usar de um suposto comentarista. Se o Orlando existe e não for o Nassif… esquece esse comentário.
Não faço isso. E nem que quisesse não conseguiria criar alguém próximo ao insuperável Orlando, o santista que só admite que um tipo de vítima no mundo: os negros.]
Nassif
Não seja modesto. Você é aquele que nunca dá o braço a torcer.
Na China o preto é a cor da sorte e o branco e cor de luto. mas não estamos lá.
Ademais, “sombra negra” é redundante. O pai dele [MJ] é negro e eu não conheço sombra de outra cor que não seja escura/negra.
Nassif vai abaixo um pequeno texto para sua reflexão.
[...] OS SIGNIFICADOS DO LEXEMA NEGRO SEGUNDO ABONAÇÕES DOS ESCRITORES BRASILEIROS
José Lemos Monteiro
UNIFOR
Resumo: Com base na leitura e coleta de enunciados extraídos de cerca de cem obras literárias, este estudo realiza um inventário dos significados expressos pelo lexema negro, evidenciando que o preconceito de cor está fortemente arraigado em nossa cultura. A identificação de significados quase sempre pejorativos se torna então o ponto de partida para uma reflexão sobre as motivações inconscientes reveladas pelo uso da língua, sugerindo-se assim a necessidade de uma conscientização e denúncia da forma como o negro é discriminado em nossa sociedade.
Palavras-chave: Racismo, Preconceito, Literatura Brasileira, Língua Portuguesa.
Abstract: This essay is developed based on an extensive reading study and also on field research through a hundred novels and presents a data of words that expresses color discrimination, proving that this prejudice is deeply rooted in our society. The highlighting of words that mean prejudice becomes the first step for a reflection on the unconscious motivations revealed through the language use, suggesting the need of an awareness and reveals the way that blacks are discriminated in our society.
Key words: Racism, Prejudice, Brazilian Literature, Portuguese Language.
1. Introdução
Pretende-se com este estudo demonstrar, a partir das conotações sugeridas pelo lexema negro, que o preconceito racial no Brasil é mais forte do que se possa imaginar. A investigação se baseia na coleta de enunciados em obras literárias pertencentes aos mais diversos gêneros e estilos, no intuito de desvendar os valores ou significados sociais freqüentemente manifestos. Os dados analisados são por si capazes de inferir o tipo de motivações e atitudes discriminatórias reveladas pelo uso da língua.
Na realidade, o que se costuma defender e difundir entre nós é um pressuposto falso de que o povo brasileiro é livre do preconceito racial. Admite-se que todos os cidadãos têm iguais direitos e deveres e, com isso, tenta-se ocultar ou manter a profunda desigualdade econômica que subjaz a toda e qualquer forma de segregação social.
O que se verifica na prática é que o negro em geral sofre toda espécie de humilhações e atitudes de rejeição, reveladoras de um preconceito que, hipocritamente, se busca camuflar. Tal comportamento pode até ser percebido com facilidade no uso cotidiano da língua, desde que esta cumpre a função de expressar a própria cultura. Ou seja: o brasileiro denuncia em suas formas de manifestação lingüística um sentimento de desvalorização ou de aversão ao negro e, de modo oposto, uma atitude de apreço e respeito pelo branco.
Com efeito, a todo instante, ouvimos e empregamos construções que ratificam esse preconceito. Basta observar que o Dicionário Aurélio registra uma série dessas expressões correntes na língua, em que o adjetivo negro tem conotações negativas: humor negro, lista negra, magia negra, mercado negro, ovelha negra etc. Ao que se pode acrescentar: página negra, peste negra e inúmeras outras. É também bastante sintomático que o referido dicionário, entre os diversos significados que atribui a negro, registre os de ‘sujo’, ‘funesto’, ‘maldito’, ‘perverso’ e ‘sinistro’. [...]
A história de Michael esta deixando de ser a morte de um ídolo pop, para se tornar macabra.Enterrem-o e deixem o descansar em paz!nem na morte a família não da trégua!!!
Vou ficar com o artista e a arte que ele produziu. Esta é real.
Felizmente alguns leitores entenderam que meu texto não era essencialmente sobre Michael Jackson.
Acho que é NESTE contexto que devem ser lidas as palavras que Michael Jackson pronunciou na entrega do Grammy de 1993 (tradução minha de 61% do texto, contendo todas as idéias relevantes), e que – quando já se entendeu o real alcance de transformação social e história da mudança de nosso entendimento das crianças e de nosso trato com elas – talvez sejam um legado ainda mais importante que o artístico:
“… É bom ser lembrado como uma pessoa, e não uma personalidade. Como eu não leio tudo o que escrevem sobre mim, eu não tinha me dado conta de que o mundo me achava tão esquisito e bizarro. Mas se você cresce como eu cresci, na frente de cem milhões de pessoas desde os cinco anos, você é automaticamente diferente. ( … )
Minha infância foi tirada de mim por inteiro. Não havia Natal, não havia aniversários, não foi uma infância normal nem teve as alegrias de infância normais. Essas foram trocadas por trabalho duro, luta e dor – e mais tarde por sucesso material e profissional. Mas, como um preço terrível, aquela é uma parte da minha vida que eu não tenho como re-criar.
Hoje, apesar de tudo, eu me sinto como um instrumento da natureza quando crio a minha música. Fico pensando em que deleite a natureza deve sentir quando abrimos nossos corações e expressamos os talentos que Deus nos deu. Um som de aprovação rola através do universo, e o mundo inteiro se enche de magia. Maravilhamento preenche os nossos corações, pois tivemos um relance, por um instante, da ludicidade da vida.
E é por isso que eu gosto tanto de crianças e aprendo tanto de estar perto delas. Eu percebo que muitos dos problemas do nosso mundo hoje – da criminalidade urbana às guerras de grande escala e ao terrorismo, e às nossas prisões superlotadas – resultam do fato de crianças terem tido suas infâncias roubadas.
A magia, o encantamento, o mistério e a inocência de um coração de criança são as sementes da criatividade que irá curar o mundo. Eu realmente acredito nisso. O que nós precisamos aprender das crianças não é infantil. Estar com crianças nos conecta com a sabedoria mais profunda da vida, sabedoria que é onipresente e pede apenas para ser vivida. As crianças conhecem as soluções que jazem dentro dos nossos corações, esperando para serem reconhecidas.
Hoje eu quero agradecer a todas as crianças do mundo, inclusive as que estão em estado de doença e de carência – o quanto a dor de vocês me toca!”
[Seguem-se os agradecimentos convencionais no recebimento de um prêmio]
Orlando,
O simbolismo que opõe claro/escuro, dia/noite, vida/morte, branco(ou vermelho)/negro é quase universal. Praticamente não há cultura no mundo que não tenha elaborado, de uma forma ou outra, esses símbolos. Em grande parte delas, a cor negra é associada à morte. Isso existiu inclusive em povos que jamais viram um indivíduo de pele escura. Você não precisa insistir neste equívoco.
LN,
Peço-lhe, um favor. Não publique mais nada sobre o MJ, pois tem gente aqui que parece não ter defeitos, são santos, imortais, acima do bem e do mal.
Estou enjoada com tanta maldade.
Orlando,
eu concordo com você. Sombra é escura, não precisa de qualificação. Esse negro da sombra foi uma maneira do autor explicar o porquê do clareamento, decorrente da rejeição ao pai negro.
Oras, mas a mãe é negra também, e os irmãos, porque ele escolheu esse aspecto para diferenciá-lo do pai? Pra mim, é uma maneira dele mostrar que chegou ao topo, que ele está acima de tudo, ele é um deus, um winner, que ele mudou de patamar e atingiu a perfeição que pai sempre exigiu. O sistema nunca deixou ele mudar de patamar, por isso ele deprimiu.
.
Concordo com o texto.
Mas queria tocar em outro assunto. A criação de um mito. Meu palpite que não haverá funeral aberto. Tudo para criar a mítica sobre MJ, será que ele morreu? E não irei me surpreender se algum paparazzo fotografar (a uma boa distância e desfocado) o que seria o cantor vivo. Tudo para manter a lenda viva e a vendas em alta… Palpite… Tomara que esteja errado e que MJ descanse, finalmente e verdadeiramente, em paz!!
Olá IVAN MORAES
É um prazer falar com você (rimou)
Na verdade, o MJ sempre foi uma incógnita.
Nem aqueles que viviam a seu lado foram capazes de analisá-lo.
E, se o fizeram, as informações não batem.
Acho que sua vida fo tão enigmática, como foi a morte da atriz americana Marilyn Moroe.
Nunca saberemos ao certo.
Viveremos de disse-me-disse.
E dentro de tamanha bizarrice, com tantas máscaras, a verdade fica ainda mais soterrada.
Mas não nos preocupemos com isso.
Logo virá alguém, com outro caso, ocupar a nossa mente.
Assim é o mundo e sempre será.
Abraços,
lu
PARA Ralf Rickli ,
Muito bem lembrado.
Parabéns por nos instruir com seu post.
MUITO OBRIGADO!!!!
ainda não enterraram o moço? sim, eu sei, o maior ídolo da história pop.
certo. certo. mas testar hipótese não era especialidade do Ali babá, ops Kamel?
Márcia, não sofra com certos comentários que demonstram falta de sensibilidade. Ignore-os e sinta pena de quem os fez também. É o que eu tento fazer. Você já está sofrendo bastante pelo desaparecimento de MJ.
O que me dói (assim como quando penso em tantas outras crianças e mesmo adultos que vivem em conflitos emocionais) é que o que deve ter feito mais falta na vida de MJ foram amigos de verdade. Ele foi explorado por todos a vida toda. E ninguém deve ter se esforçado em convencê-lo a buscar uma boa terapia e uma vida com mais equilíbrio. Principalmente os cirurgiões plásticos, que deveriam ter se recusado ( ou evitado ) a deformar seu rosto.
E todas as informações que temos sobre sua vida nos chegaram através dessa mídia que vive de sensacionalismo e escândalos. Não acredito que ele tenha feito mal a nenhuma criança. É só ter um pouco de sensibilidade para ver a reação de mães que expunham seus filhos unicamente pensando nos milhões que poderiam conseguir.
Ele foi sim genial. Suas músicas, sua dança e seus clips são um presente enorme que ele nos deu e que ficará por décadas.
O “pai” de Michael vai a uma premiação DOIS dias depois da morte do filho mais brilhante e conhecido – deixando os 3 netos enlutados em casa.
A “mãe” telefona para a ex-babá 24 horas depois da morte do filho perguntando onde Michael guardava o dinheiro.
A “irmã”, mais do que rapidamente, vai com dois caminhões de mudança à mansão do MJ retirar todos os objetos de valor.
Que família essa do MJ, heim??
Caraca, esse povo não tem coração?
Para que inimigos se MJ tinha esse parentes “incríveis”!
MJ, com certeza, encontrou o descanso merecido e agora dança na Lua, como sempre sonhou qdo fez o famoso passo de dança (o MoonWalk).
Descanse em paz, meu querido. Oramos por teu descanso eterno.
Aos fãs do Michael:
Jordan Chandler, hoje com 26 anos de idade, confessou que na época fez as acusações de abuso sexual à pedido do seu pai. Atualmente, Chandler confessa tabmém que tem sido agredido fisicamente por seu pai, Evan Chandler (pesos arremessados, spray de pimenta, etc.)
A vida é engraçada….tomara que os pais do Michael Jackson coloquem este moleque na cadeia!!
Pessoalmente acredito q um dos maiores abusos sofridos pelas crianças no mundo todo é a doutrinação religiosa, realizada numa idade e d 1 forma da qual elas não tem como se defender!
Para ratificar tudo o que traduziu e acaba de publicar no blog,o amigo Ralf Rickli,sobre o Michael Jackson ter uma relação “diferente”(e censurada por toda a sua vida),com as crianças,basta ler o que divulgou hoje,a imprensa londrina,sobre uma das famílias que exigiram uma indenização milionária do astro,por pretenso abuso dele,com o seu filho,que foi tudo uma armação para tirar dinheiro do artista,que era incapaz de brigar na justiça,por valores materiais.
Outro depoimento tambem divulgado hoje nos jornais londrinos,refere-se ao depoimento da mãe biológica de 2 de seus filhos,que disse claramente que o Michel era incapaz de “fazer amor”com quem quer que fosse(homem ou mulher) e que estas crianças teriam sido inseminadas nela,vindo de um doador de sémen anônimo,Este transtôrno teria sido causado por problemas na sua infancia,quando teria sido molestado por seu pai,e que a partir daí,ficara incapacitado sexualmente para uma relação sexual,e que sua admiração pelos “pequeninos”seria uma maneira de mostrar que as crincinhas seriam a alma do mundo.
Esta parece ser a versão mais factível,no meio de tantas especulações.
Me lembro que uma das primeiras alterações de rosto do Michael (não me lembro se foi o nariz ou o cabelo) e toda a sua família acompanhou, ficando todos com a mesma aparência, inclusive e principalmente o seu pai. Grande sacada Villegagnon. De fato, a corrida para assumir, a cada momento, uma nova face tem tudo a ver com a sua aversão ao pai. Pai horroroso e cruel: complexo de Édipo impossível de superação. Tragédia grega que se repete…
A esquisofrenia não é incompatível com a genialidade nem com a arte, muito pelo contrário.
MJ pedófilo? Pelo menos os processos julgados o inocentaram, todos, isto em 2005.
Tanta inveja
Gostei do comentário deste comentário:
“Estava lendo os comentários quando vi uma resposta do Nassif falando sobre gênios. Tennho para mim que a maioria das pessoas que nascem com o toque da genialidade, em qualquer que seja a área de atuação, tendem a ser “diferentes” do comum dos indivíduos. Pessoas superdotadas para a arte, a aciência, os números, etc, em geral ficam de tal forma presas ao seu foco de interesse que se ausentam do mundo à sua volta, numa espécie de autismo criativo. É só um palpite, claro, mas acho que tudo o que MJ viveu, independentemente das atitudes de pai e mãe, e aquilo em que ele se transformou, devem levar em consideração o fato primeiro de que ele, em sua genialidade, não era uma pessoa como as outras. Muitos outros gênios tiveram trajetória de vida semelhante.” (Zuleica)
PAULO
Estou sem palavras sobre esse Jordan Chandler e o canalha do pai…. Inacreditável o que li!
Chocada!
O MJ recolheu este menino, que sofria de leucemia em hospital público e corria risco de morrer sem melhores cuidados, tratou dele, com os melhores médicos e com viagens à Alemanha para quimio.
Foi assim que o pai agradeceu tudo que o MJ fez por ele?
Então o cara destruiu a vida de MJ e somente agora, depois da morte do astro, vem a público contar a verdade? Somente com 26 anos?
Desde os 16 é maior de idade e poderia muito bem ter desmentido essa palhaçada de pedofilia antes…
Pobre MJ, carregou essa dor por tantos anos!
Deus se apiede desse Jordan Chandler, pois o fim dele será pior que o MJ.
Pobre Michael…
O interesante na morte de Michael Jackson eh que se comenta muito sobre a relacao paterna e seus traumas,o que sao dados bem importantes,mas quase nao se fala na forte pressao da industria fonografica , dos shows pelo mundo que transformam um ser humano numa maqina de fazer dinheiro e enriquecer milhares de pessoas.
O artista eh o que menos ganha financeiramente e o ue mais perde em termo de privacidade ,enfm de vida.
Os artistas com todo seu talento sao verdadeiros escravos ds seus senhores e tutores.
Enquanto MJ ganhava seus dolares por DVD,CD,Filmes,Video clips,a industria que o envolvia recebia milhoes de dolares.
Na realidade, MJ com sua morte ,se libertou do jugo que o escravizava.
A industria que o tiranizava eh esta se lamuriando da enorme perda financeira.
A sua morte foi um grito de liberdade
Se livrou de todos os seus traumas e titeres.
Villegagnon está de parabéns, fez um texto luminoso, produziu uma reflexão sensível sobre a dramática existência da estrela pop que se apagou. Ficou longe de ser superficial. Pena que lançaram uma sombra sobre seu escrito. Sombra é bloqueio de luz. Há sombras acolhedoras, protetoras das radiações inclementes, mas há aquelas que somente são trevas, que obscurecem todos caminhos, a estas adjetivamos, com redundância para dar ênfase ao tom demasiado sombrio. Uma sombra obscura e epidérmica tentou esconder seu brilho.
Esse texto e o episódio me trouxeram a lembrança de um soneto do poeta Cruz e Souza.
HORAS DE SOMBRA
Horas de sombra, de silêncio amigo
Quando há em tudo o encanto da humildade
E que o anjo branco e belo da saudade
Roga por nós o seu perfil antigo.
Horas que o coração não vê perigo
De gozar, de sentir com liberdade…
Horas da asa imortal da Eternidade
Aberta sobre tumular jazigo.
Horas da compaixão e da clemência,
Dos segredos sagrados da existência,
De sombras de perdão sempre benditas.
Horas fecundas, de mistério casto,
Quando dos céus desce, profundo e vasto,
O repouso das almas infinitas.
“Todos são vítimas. Não existe concurso de quem é mais vítima.”
Existe sim, no país do vitimismo.
O comentario do MARKO e bem coerente naminha maneira de pensar.Quanto ao texto postado pelo ORLANDO,faltou dizer que o diabo tambem e apresentado na cor preta.
O grande Peter enfim volta a “terra do sempre”, a “terra do nunca” fica para os capitães ganchos!
No palco da “terra do nunca” acabou o show as luzes se apagam sem Michael, mas para a “terra do sempre” o verdadeiro show apenas começou para o nosso Peter Pan!
Sininho
Parabéns por sua reportagem. Muitos jornalistas não sabem nada sobre o MJ, além do que a mentirosa mídia conseguiu transmitir. É preciso ser sensivel para percebê-lo. Essa é a diferença entre ele e os irmÃos, ele sempre foi o mais sensive, por isso o corpo adoeceu. Penso que sua rejeição ao pai se deu também de maneira organica. Não o vejo como alguem querendo mudar de cor, rosto ou nariz a tal ponto de resultar na transformação que se deu. Mas vejo como uma rejeição a nivel tão inconsciente que foi projetada no corpo. O próprio corpo rejeitou a cirurgia do nariz (mau sucedida), o corpo novamente manifestando sintoma: vitiligo. Sem falar na doença crônica que não conhecemos o nome mas sabemos que ele sofria. No show que fez no Brasil já usava oxigenio e nebulização no intervalo das músicas. Mas o que ele deixa pro mundo (que quer ver), é um exemplo de transformação de todo mal que lhe fizeram, em bem que fez a tantas crianças necessitadas e doentes deste mundo, a tantas pessoas carentes, generosidade, bondade, amor.
tenho 42 anos, na minha adolescencia vi MJ exxxplodir – vi os jovens dançando nas escolas, nas rua, nas praças – esses caras são fodas, dançam muuuito!, embora, “as vezes” achava aquilo uma tolice de adolescente, mas eu tambem curtia suas musicas… sua voz era suave,melodiosa – falo de sua musicas “românticas”. Naquele tempo nao era muito ligado no astro MJ. Mas hoje tenho analisado sua vida pessoal e profissional , suas emoções …. Gosto de ler as pessoas por isso digo: MJ é uma estrela. Mas sua vida familiar o deixou triste. Foi explorado pela ganancia das pessoas que o rodeava. MJ não viveu – não foi MJ pessoa, foi MJ cantor, dançarino, artista – sua vida era um personagem de sua arte. Por isso MJ não foi ele mesmo – lhe roubaram a infancia, seu desejo de ser uma pessoa comum. O sistema material o coisificou, o transformou “à força” num homem máquina – que cantava e dançava – para os outros viverem. MJ não cresceu- era uma criança- ingênuo- sem a presença do pai(que deveria ser o amigo) o pai que dá alegria e respeito… Por tudo isso, agora, lamento não ter sido um fa de MJ no passado, mas sou fa de sua vida, e chorei por sua morte ….. MJ morreu porque precisava morrer. Para aliviar suas dores, suas angústias….. ele hoje esta cantando nas nuvens – está feliz – nos precisamos morrer para que se aprenda a viver !