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29/06/2009 - 11:14

O PIB, segundo a pesquisa Focus

Do Guia Financeiro

BC 01: Estimativa para o PIB tem aumento discreto
Índice segue mostrando recessão, mas apresenta leve ajuste

Os indicativos para o crescimento da economia brasileira registraram um discreto avanço na última semana de junho, segundo dados do relatório Focus, elaborado pelo Banco Central a partir da consulta a cerca de 100 instituições financeiras.

De acordo com a pesquisa, o montante estimado para o PIB deste ano subiu de -0,57% para -0,50%, enquanto os dados para 2010 permaneceram estáveis em 3,50%.

Por outro lado, os dados para a produção industrial em 2009 caíram pela segunda semana consecutiva, de -4,75% para -5,04%. O pessimismo se refletiu nos dados para 2010, que retrocederam de 4,18% para 4,05%.

O déficit em conta corrente estimado para o fim deste ano subiu de -US$ 16,50 bilhões para -US$ 16,20 bilhões, a segunda elevação consecutiva. Para o próximo ano, o saldo negativo foi mantido em US$ 22 bilhões pela segunda semana.

Já as estimativas para a dívida líquida do setor público para 2009 avançaram pela terceira semana consecutiva, passando de 39,80% para 39,95%. Para 2010, os dados foram mantidos em 38,40/% do PIB pela primeira semana.

O percentual estimado para os preços administrados foi mantido em 4,30% pela terceira semana consecutiva, enquanto os dados para 2010 seguiram em 3,90%.

Por Marcelo Mesquita

A pesquisa Focus

Será que o Banco Central utiliza os resultados da pesquisa Focus para orientar algumas de suas decisões?

Parece razoável que sim. A realização de uma pesquisa é sempre motivada para coletar informações que amparem alguma ação.

Neste sentido, pergunto:

- Será que os dados informados pelos bancos representam aquilo que eles pensam que vai acontecer ou aquilo que eles desejam que aconteça?
- estimar uma taxa de juros mais alta pode levar os membros do Copom a achar que ela não deva cair muito?
- se não teremos crescimento e não teremos inflação, por que eles estimam juros tão altos ainda?
- o que fazer para que percentual de endividamento em relação ao PIB não cresça, já que o PIB vai cair?

Às vezes, parece que existe uma “predisposição” a achar que a política monetária não deva induzir o crescimento da economia.

Como se a remuneração do capital fosse mais relevante que o bem estar da economia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:

13 comentários para “O PIB, segundo a pesquisa Focus”

  1. Gilberto Santos disse:

    Bom dia,

    Acho que a informação se refere à última semana de junho e não julho como foi escrito.

  2. Roberto São Paulo/SP disse:

    Governo prorroga isenção de IPI em carros, eletrodomésticos e material de contrução
    Daniel Lima da Agência Brasil, Última modificação em 29 de Junho de 2009 – 12h55

    Brasília – O governo prorrogou por mais três meses a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos automóveis, com retorno gradual da taxação, depois desse prazo. Os caminhões ficam isentos do imposto até 31 de dezembro. Os eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) ficarão livres do IPI até 31 de outubro.

    No caso do material de construção, a prorrogação foi por seis meses. Também foi prorrogada a desoneração de PIS e Cofins do trigo, da farinha e do pão francês por mais 18 meses. Para máquinas e equipamentos destinados à indústria, o governo anunciou a redução de IPI em 70 itens.

    O anúncio foi feito hoje (29), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o Conselho Monetário Nacional decide amanhã (30) a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) dos atuais 6,25% para 6%. A TJLP é usada pelo Banco Nacional …………….
    ………….

    http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/29/materia.2009-06-29.7633897615/view

  3. Alexandre Leite disse:

    Nassif, no blog de um meu xará tem um post interessante.
    Pena não poder incluir didático gráfico:

    Discurso de campanha

    José Serra ontem no evento do PPS: “Houve uma época em que o País exportava muito. Vamos voltar a exportar”, disse, em tom de campanha. “Isso é a questão número 1, é estrutural”. Realmente houve uma época em que o país exportava muito. Essa época começou em 2003 e ainda está em andamento. Imagina vocês o trabalhão que será enfrentar esse discurso de campanha em 2010?

    http://www.aleporto.com.br/blog.php?tema=6&post=1904

  4. Roberto São Paulo/SP disse:

    NOVAS MEDIDAS DE COMBATE À CRISE E ESTÍMULO AO ESTÍMULO AO CRESCIMENTO
    Ministério da Fazenda, 29 de junho de 2009

    ……………Redução do Custo Financeiro:(pág.30)
    Taxa de Juro
     Redução da TJLP de 6,25% para 6,00%
     Redução do custo do empréstimo da União para
    30
     Redução do custo do empréstimo da União para
    o BNDES (MP 462)
     Taxa inicial: TJLP+2,5% (8,75%)
    Nova taxa: TJLP “careca” (6,00%

    DESTAQUE: PROGRAMA PRÓ-CAMINHONEIRO(pág.32)
    1) Ampliação do prazo de financiamento para 96 meses.
    2) Redução na taxa de juro para o tomador final:
    De até 13,5% para 4,5% ao ano (pessoa física)
    Redução no custo de investimento: 25% em 96 meses
    3) Inclusão da operação no novo fundo garantidor do BNDES
    4) Manutenção das alíquotas de IPI em 0%.
    5) Negociação do com Estados para redução do ICMS (12%).
    Estimativa: produção e venda de mais 20
    mil caminhões em 2009……….

    Redução do Custo Financeiro
    Fundo Garantidor de Crédito
     Criação de dois fundos garantidores de crédito para
    MPMEs e para compras de bens de capital.
     Aporte por parte da União: R$ 4 bilhões (R$ 1 bi em 2009
    33
    Aporte por parte da União: R$ 4 bilhões (R$ 1 bi em 2009
    R$ 3 bi em 2010).
     Cobertura: até 80% da operação
     Limite de inadimplência: 7% da carteira de crédito
     Contribuição dos bancos: 0,5% da operação garantida
     Administração: BNDES e Banco do Brasil…………..

    http://www.fazenda.gov.br/portugues/documentos/2009/p290609.pdf

  5. Roberto São Paulo/SP disse:

    BNDES reduz juros e anuncia medidas para bens de capital, inovação e MPMEs
    Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), 29/06/2009

    O BNDES está promovendo uma forte redução nos juros de seus financiamentos, ampliando seu apoio ao setor de bens de capital, à inovação, ao desenvolvimento da engenharia nacional e melhorando o acesso ao crédito para as micro, pequenas e medias empresas…………..
    ………..A base do esforço de redução de juros é a diminuição da TJLP, que por decisão do Conselho Monetário Nacional passa de 6,25% para 6% ao ano. A queda da TJLP, associada à equalização de juros feita pelo Tesouro Nacional (que pode atingir R$ 42 bilhões), terá impacto generalizado nas taxas praticadas pelo BNDES, beneficiando a todo o setor produtivo. Além disto, está sendo lançado o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que dará garantias às operações de repasse do Banco às MPMEs.
    Segue detalhamento das medidas:
    Bens de capital – O Banco fez modificações importantes nas suas linhas destinadas à aquisição e exportação de bens de capital.
    Os juros para aquisição e produção de máquinas e equipamentos nas linhas Finem, Finame, Finame Agrícola e BNDES Automático foram reduzidos de 10,25% para 4,5% ao ano, exceto para aquisição de ônibus e caminhões, que terá taxa fixa de 7%.
    Na exportação, o custo do pré-embarque foi reduzido de 12,05% para 4,5%, e o do pós-embarque caiu em 2 pontos percentuais.

    Também foi criado um programa para o refinanciamento de dívidas de empresas produtoras de bens de capital, com prazo de 12 meses, sendo até 6 de carência. A redução de taxas e o prazo para requisitar o refinanciamento vão até 31/12/2009.

    Procaminhoneiro – O programa teve uma melhora substancial em todas as suas condições, com diminuição de taxa (de 13,25% para 4,5% ao ano), aumento de prazo (de 84 para 96 meses) e ampliação do limite máximo de idade do caminhão usado financiável (de 8 para 15 anos).
    Todas as reduções de taxas vigoram até 31/12/2009……………….

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20090629_novasmedidas.html

  6. Roberto São Paulo/SP disse:

    Queda dos juros no BNDES surpreende Abimaq
    (Azelma Rodrigues | Valor Online) , divulgado pelo Último Segundo do IG, 29/06/2009 – 14:22

    BRASÍLIA – Surpreendido com a redução dos juros para a compra de bens de capital, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, se mostrou bastante animado hoje, no Itamaraty. “Este é o momento de aproveitar para comprar, porque acaba no fim do ano”, afirmou ele, após a cerimônia de anúncio das novas medidas de estímulo econômico pelo governo.

    “Nunca tivemos uma taxa dessas no Brasil”, continuou………………

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/29/queda+dos+juros+no+bndes+surpreende+abimaq+7022902.html

  7. Marcelo Mesquita disse:

    A pesquisa Focus

    Será que o Banco Central utiliza os resultados da pesquisa Focus para orientar algumas de suas decisões?
    Parece razoável que sim. A realização de uma pesquisa é sempre motivada para coletar informações que amparem alguma ação.
    Neste sentido, pergunto:
    - Será que os dados informados pelos bancos representam aquilo que eles pensam que vai acontecer ou aquilo que eles desejam que aconteça?
    - estimar uma taxa de juros mais alta pode levar os membros do Copom a achar que ela não deva cair muito?
    - se não teremos crescimento e não teremos inflação, por que eles estimam juros tão altos ainda?
    - o que fazer para que percentual de endividamento em relação ao PIB não cresça, já que o PIB vai cair?

    Às vezes, parece que existe uma “predisposição” a achar que a política monetária não deva induzir o crescimento da economia.
    Como se a remuneração do capital fosse mais relevante que o bem estar da economia.

  8. Roberto São Paulo/SP disse:

    BC prorroga dedução de compulsório sobre depósitos a prazo por mais 90 dias
    Isabela Vieira /Repórter da Agência Brasil , Última modificação em 29 de Junho de 2009 – 20h54
    Edição: Aécio Amado

    Brasília – O Banco Central divulgou nota na noite de hoje (29) anunciando a prorrogação, até 30 de setembro, do prazo para a dedução do compulsório sobre os depósitos a prazo, que pode ser feita com o montante de compra de carteiras, aplicações em depósitos interfinanceiros e outros ativos.

    Dos 15% do total de depósitos a prazo que os bancos têm de recolher ao BC, 40% são aplicados na compra de títulos públicos federais e 60% são repassados para a autoridade monetária em espécie, sem remuneração. A dedução se aplica a esse percentual em espécie.

    A Circular 3.447, de 26 de março de 2006, já tinha ampliado de 30 de março último para amanhã (30) o prazo da dedução do compulsório sobre depósitos a prazo, e agora os bancos ganham mais 90 dias para se beneficiarem da medida, que visa dar melhores condições de crédito ao setor produtivo.

    De acordo com o BC, dependendo das condições de mercado, no fim de setembro, quando terá decorrido um ano de implementação das deduções sobre os depósitos a prazo por compra de carteira e outros ativos, será iniciado o processo de redução gradativa do incentivo às referidas aplicações, caso se consolidem “os sinais de normalização que começam a surgir no mercado doméstico de crédito”…………………

    http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/29/materia.2009-06-29.2162738193/view

  9. Tudo que o BC faz é para agradar o seu senhor, assim o que eles pesquisam é a capacidade de extração de riquezas da nação, não se iludam, os juros estão caros como nunca pois a deflação está maior do que nunca e têm de ser somada aos juros nominais para se chegar aos juros reais. Não acreditam ? Então por que é que a economia não anda com todos estes “estímulos” que o governo está dando ?

    Simples, a sangria do sangue e suor do nosso povo nunca foi tão virulenta como está sendo agora.

    Quando a farra acabar eu quero ver o que é que vão fazer com a conta ?

  10. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que a atual crise econômica internacional está demosntrando a variedade e amplitude das mais varias ferramenas da Política Fiscal e Monetária, principalmente que a Polítca Monetária não se resume apenas a manipulação dos juros básicos, no caso do Brasil os juros da Selic.

    Além disso demonstra a necessidade de uma banda móvel nos impostos federais. para permitir uma maior eficácia da Política Monetária e fiscal na luta pela estabilidade econômica.

    É necessário aproveitar a atual aprofundar o debate econômico e aproveitar os desdobramentos da crise econômica para ter o ganho teórico para a condução da Política Fiscal e Monetária.

    Não deveríamos continuar tentanto controlar a inflação apenas com a manipulação dos jurops da Selic.
    Temos outras ferramentas que atuando em conjunto pode proporcionar um estabilidade maior e mais duradora da economia.
    Os juros da Selic não a única ferramenta da Polítca Monetária.

  11. Raí disse:

    Meu caro Alexandre Weber,esta frase sua de que “quando a farra acabar,veremos quem pagará a conta’soa demasiada bolorenta,e é bem típica de quem acha que tudo que está sendo feito pela equipe economica,é errado,e que a nossa economia está “no bico do côrvo”e a realidade,meu caro,é um pouco diferente ! ou não é isso que está sendo mostrado pelas pesquisas,que estão mostrando um crescimento constante da confiança do consumidor no rumo que está sendo dado na nossa economia doméstica ?
    Imagino que você não esteja alinhado,com o time que torce pelo “quanto pior,melhor”

  12. Roberto São Paulo/SP disse:

    Se nem com os incentivos fiscais já concedidos pelo Governo do Presidente Lula a situação está tranquila e os grandes bancos privados ainda estão com receios e restringindo o acesso ao crédito, imagina então o desespero dos agentes econômicos no final de 2008, com os juros da Selic em 13,75% e o COPOM ameaçando aumentar em caso de repasse cambial.

    A sinalização realizada pelo COPOM no quatro trimestre de 2008 foi decisiva para o aumento da restruição do crédito e de boa parte das demissões.
    O que aconteceu é que todo mundo parou e olhou em direção ao BACEN, mas receberam um sinal de que a situação ou iria ficar igual ou piorar.

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