O avanço do software livre
Por foo
FORA DE PAUTA: Banco do Brasil disponibiliza software no Portal do Software Público Brasileiro
O Apoena, desenvolvido pelo Banco do Brasil para facilitar o acesso à informação nos telecentros apoiados pela instituição em todo o país, foi disponibilizado no Portal do Software Público Brasileiro.
A solução produz clippings de notícias e conforme o gerente de divisão do Banco do Brasil, Ulisses de Sousa Penna, funciona como uma agência de notícias pois coleta e processa dados de mais de 300 fontes informativas. O usuário pode definir e filtrar os assuntos de seu interesse bem como encaminhar as notícias por e-mail para outras pessoas cadastradas no sistema.
Para Corinto Meffe, que representou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação Rogério Santanna na assinatura da carta de lançamento, softwares como o Apoena chegam para facilitar o contato do administrador de portais com ferramentas de gestão de conteúdos.
A disponibilização ocorreu no dia 24 de junho no estande do Banco do Brasil durante o X Fórum Internacional de Software Livre. Os usuários do Portal podem acessar a solução clicando no endereço
http://www.softwarepublico.gov.br
Outras Notícias:
Sociedade Ganha Novos Softwares Públicos
http://www.planejamento.gov.br/noticia.asp?p=not&cod=3977&cat=94&sec=7
Secretaria lança revista sobre Software Público
http://softwarelivre.org/portal/governos/secretaria-lanca-revista-sobre-software-publico


Enquanto isso, na Europa:
“Never before has LinuxTag had so much to offer. With more than 300 individual events taking place, this year Europe’s leading event for Linux and open source software is larger and more wide-ranging than ever before. The programme of papers taking place from 24 to 27 June now comprises seven parallel tracks, added to which are other events at the Business & Public Authorities Conference, as well as workshops and forums.
- More than 300 individual events
- Seven parallel tracks on all four days
- Speakers from 23 countries
- 15th LinuxTag to take place from 24 to 27 June in Berlin” (1)
Trecho do relatório de encerramento, de 29 de junho de 2009 (2):
“The general tenor of the 135 exhibiting companies and projects and of around 300 speakers at the event, which ended on Saturday, was that in economically difficult times companies are increasingly questioning their traditional IT environment, and more and more often are focusing on open source alternatives. This was why talks focused on appropriate solutions at the 15th LinuxTag. Numerous open source companies made use of the opportunity offered by the event to look for qualified personnel.
As a trend it became clear that Linux is advancing into more and more areas of everyday life, as underlined by Android’s TEO mobile phone, the OpenMoko platform and a number of embedded devices such as the Texas Instruments Beagleboard.
Admins showed a strong trend towards integration of administration tools which combine monitoring, capacity planning, virtualisation and cloud computing, all of which were dwelt on in detail at the conference.”
Notas:
(1) http://www.linuxtag.org/2009/en/about/newsarchive/entry/article/linuxtag-2009-vortragsprogramm-so-vielfaeltig-und-international-wie-noch-nie.html
(2) http://www.linuxtag.org/2009/en/about/newsarchive/entry/article/-ef5c56884d.html
Para quem diz, mais uma vez, que Linux não funciona, digo, mais uma vez, que uso desde 2005. No trabalho e em casa.
E não sou estudioso, sou usuário. Apanho um pouco, mas gosto de aprender e não ligo se o menu onde faço determina coisa no windows, fica mais à direita no Linux, ou dentro de um outro menu. As diferenças são basicamente estas. Eu gosto do desafio intelectual.
Prefiro não pagar e usar legal, do que não pagar e usar pirata. Tem outros custos? Tem que pagar profissional? Às vezes tem, mas este profissional vem à empresa muito mais vezes por causa do windows, do que por causa do Linux. O windows constantemente fica decrépito (os registros cheios, a máquina não anda).
Existem soluções antivírus, até de graça, mas só o que fazem pesar a máquina, não compensa, além de que nunca resolvem totalmente. Precisa-se de antivírus, antispyware, antiphising, e sei lá mais o que que se inventou.
Mas não é religião. O windows também funciona, afinal atende a muita gente, só não se pode dizer que o Linux não é bom sem se saber do que se está falando.
Romanelli, vamos por partes:
Se a questão é quanto o usuário vai pagar, é bom lembrar que nem todo freeware (software grátis) é software livre. O Live Messenger é grátis e não é livre, pois a Microsoft não torna público seu código-fonte.
Se a questão é quanto tempo o usuário vai investir para aprender a usar os programas, nenhum programa é gratuito, como já foi dito acima. Aprender a usar Photoshop pode ser tão difícil quanto aprender a usar GIMP, se o usuário nunca usou um programa similar. O mesmo vale para Windows, Linux e MacOS e um usuário totalmente cru. Para isso existem fóruns, listas de discussão, tutoriais e livros, além dos próprios “help files” que vêm com os programas.
Suporte técnico tem custos, os quais estão embutidos no valor de um software proprietário, com certeza. E o suporte técnico “gratuito” de um software pago tem prazo de validade, assim como a garantia. E neste caso, se der um pau, o usuário precisa fazer a romaria por fóruns e tutoriais para encontrar uma solução, pagar um técnico para resolver o problema, ou atualizar o software, pagando por isso. Qual o problema em chamar um técnico quando é necessário e pagar por seus serviços? Fazemos isso pro carro, pra geladeira, pro micro-ondas, pra TV… Por que não pro computador? Ele é uma máquina como todas as outras: ele pifa, ele dá pau, e nem sempre conseguimos resolver nós mesmos o problema.
A obrigatoriedade de fornecer drivers compatíveis com os sistemas operacionais novos é do fabricante dos periféricos, mas eles precisam receber informações dos fabricantes dos sistemas operacionais antes que estes sejam lançados, o que nem sempre acontece, mesmo quando o sistema operacional é pago. Mas quando há o entrosamento desejado entre fabricantes de periféricos e sistemas, a compatibilidade tende a ser automática. No caso do Linux, cujo código-fonte é público, é o desinteresse comercial que impede alguns fabricantes de periféricos de lançarem os drivers, mas os programadores voluntários vão aos poucos cobrindo as lacunas, ainda que não com a mesma velocidade que o próprio fabricante faria. Então: se aquele periférico sem driver é essencial para o trabalho de um usuário e ele não pode esperar o driver ser desenvolvido, ele deve ficar com um SO proprietário sem olhar pros lados. Simples assim.
Reconheço que a usabilidade, especialmente para o usuário final leigo, é crucial – e tenho visto esforços de programadores de alguns aplicativos livres que acompanho mais de perto, como o Inkscape (programa de desenho vetorial) neste sentido. Aos poucos, eles chegam lá. E, em termos de sistema operacional, já houve avanços consideráveis, embora haja muito o que fazer ainda. Hoje em dia o usuário não precisa operar Linux por linhas de comando o tempo todo (a propósito, usar um prompt do MS-DOS é operar o Windows por linhas de comando, e este tipo de operação existe até no MacOS, via Terminal).
Eu, particularmente, não costumo ter muita dificuldade para migrar entre sistemas operacionais. Estou usando MacOS neste exato momento, mas já usei Linux da Conectiva quando a Prefeitura de São Paulo tinha computadores com dual boot nas escolas. Já usei Windows 3.1 (e perdi muito trabalho de faculdade aprendendo a usá-lo), 98SE, Me e uso o XP até hoje na escola em que trabalho. Pra mim, o fundamental ao usar um sistema operacional é entender seu gerenciamento de arquivos – depois que eu entendo, eu consigo me localizar em qualquer sistema. E também sou de virar o Google do avesso quando preciso de alguma informação ou solução para um problema – já resolvi muito pau do XP caçando informação pela rede e eu não sou técnica nem programadora, não chego nem a ser usuária massiva (hard user). Mas, é claro, se for algo que não dá pra eu resolver sozinha, a máquina vai para a autorizada, e se tiver que pagar para resolver o problema, eu pago.
Pra encerrar: estou pensando seriamente em instalar o Ubuntu no PC velho. Tenho certeza que ele não vai aguentar rodar o Vista, quanto mais o 7. E vale mais a pena pagar para atualizar o Mac, mais barato que atualizar o Windows.
O maior concorrente dos softwares livres e gratuitos são os softwares comerciais piratas, vendidos a 10 reais o CD, e que alimentam uma cadeia de valor inteira de ilícitos.
Não dá pra debater sobre as vantagens de um ou outro, se sua cópia de software proprietário for pirata. A falta de ética já existe em um dos lados. Non-sequitur.
Faça o debate de softwares comerciais entre si e software livres entre si. Mas não misture os dois, por que estão em segmentos de mercado diferentes.
O Ubuntu 9.04 me surpreendeu, eu instalei achando que ia dar trampo, para configurar a internet, como já tinha apanhado do 7.10 que nada reconheceu todas as portas ADSL VNP e Blueton ai foi só por login e senha e os perifericos todos, placa de video, de som, maquinas fotografica impressora tudo foi só plugar e usar.
* Nassif veja se é possivel integrar as fotos do portal com o COOLIRES fica muito bom de navegar.
-Bintje
Verdade, com LINUX não tive problema com virus …em compensação …
-aos DEMAIS colegas que, ao contrário duma pedra, reconheceram a dificuldade do usuário final ..meu muito obrigado
No MAIS, me nego a conversar com a turma da produção …quero alguém da assistência técnica ra ra ra
Tô cansado destes amigos da HEBE Camargo, estes aprendizes de feiticeiro, estes defensores de interesses corporativos, destes que dizem que não tem problema PERDER tempo ou dinheiro com técnicos ou em pesquisa em sites e fóruns da INTERNET (de banda larga claro)
NEGA, falamo de usuário final, do BRASIL, cês lembra ?
Falamos daquele mesmo usuário que queremos que estejam integrados um dia, via internet gratuita, com baixo custo …via democracia digital, vocês lembram tb disso ?
Evidente que a turma da HEBE gasta muito com mecânico, inclusive com UNHA postiça
..brincadeiras a parte, GRATO a todos por terem ao menos ouvido em parte o meu problema …fico aguardando a propostas para soluciona-los, desde que não me peçam pra voltar pra escola
CONTINUO achando que se o governo e as UNIVERSIDADES se propuserem a somar forças, um sistema operacional padrão poderia surgir pra toda Nação ..fora de um centro de excelência e assistência …inclusive contando com um BOM manual embutido nos “helps” e documentos da vida
pelo que vi, deu-me a impressão que ainda trafegamos por um terreno de vaidades, e não de prioridades
enquanto isso viva o BARBA RUIVA !!! porque de fria, POR ENQUANTO, chega aquele pinguim chamado Kurumim
Pelo menos uma coisa interessante saiu dessa conversa: uma maior participação do governo, via universidades, pode mesmo dar um gás no desenvolvimento dos sistemas operacionais livres, mas desenvolver os aplicativos para rodar dentro desses sistemas também é importante.
No mais, cada um sabe onde o calo aperta, escolhe de acordo com suas conveniências e se prepara para assumir as vantagens e os ônus dessa escolha. O resto é #mimimi, como se diz no Twitter.