Continua o festival Zé Sarney
Continua o festival priápico de escândalos do Senado (clique aqui):
1. A Folha traz a momentosa revelação de que um ex-assessor de Sarney trabalhou na empresa do neto do… Sarney (furo igual só o de O Globo de ontem, que anunciou o segredo que permaneceu guardado por 15 anos: no lançamento do Plano Real foi encomendada à Casa da Moeda uma quantidade enorme de papel-moeda real. Novidade seria se fosse dobrão).
2. A mesma Folha fala dos favores a Arthur Virgilio. E diz que, o fato do denunciante ter sido denunciado amplia a crise de quem ele denunciou. Vá se entender.
3. O Estadão anuncia que Arthur Virgilio pronunciará novamente um duro discurso contra Agaciel Maia. Qual o motivo? Não pergunte para os leitores do Estadão, que eles não foram informados.
Vamos aos pontos que interessam.
Todos os senadores foram beneficiários dos atos do Agaciel Maia, que se manteve no controle do Senado pela incrível capacidade de fazer amigos senadores com favores. Era um padrão. O relatório da FGV mostra um quadro caótico que permitiu à Direção Geral se tornar a todo-poderosa do Senado graças à sua capacidade de quebrar galho de todos os senadores.
Se abrir os tais decretos secretos, não fica um, meu irmão.
Há duas maneiras de tratar esse problema.
A maneira óbvia será implementar o projeto preparado pela FGV, que reformula administrativamente o Senado, tira das mãos da Diretoria Geral o poder de que se viu revestido, acaba com os atos secretos e com as maracutaias na terceirização. Com a pressão da opinião pública, certamente tornará públicos todos os atos da mesa.
A segunda maneira é derrubar Sarney. Com a queda de Sarney, haverá algumas consequencias interessantes:
1. Um coronel, símbolo do atraso, será punido. Em seu lugar entrará outro coronel, símbolo do atraso.
2. Provavelmente haverá atraso na implantação da reforma da FGV. Na política, as mudanças só ocorrem sob pressão. O pressionado da vez é Sarney. A ele não resta a alternativa que não a de implementar o projeto que contratou. Caindo Sarney, a opinião pública midiática estará satisfeita e as reformas estruturais, deixa prá lá.
Outra consequência da saída de Sarney será instituir um fator adicional de instabilidade política. É evidente o jogo de criar um banzé político com vistas às eleições de 2010. Está nítido no acúmulo de CPIs sem foco, tanto no Senado quanto na Câmara. Sarney não incomodo pelo que fez a vida toda. Incomoda porque impede que se bote fogo no Senado.
De todos os colunistas e blogueiros que escrevem sobre Sarney, nenhum teria mais razões pessoais para criticá-lo. Fui alvo de perseguição dele nos anos 80, quando denunciei as mazelas do Saulo Ramos. Ele conseguiu minha saída da Folha – e o Otavinho sabe bem as razões e, certamente, um dia as revelará. Voltei – a convite do jornal – apenas depois que mudou o governo. Haveria melhor hora para a vingança?
Mas qual o preço? Tresloucados como Arthur Virgilio botando fogo no país, a mídia ganhando novo alento para criar factóides em cima de factóides, o panorama político de 2010 se incendiando, jogando por água abaixo os esforços de todos os que lutam por uma transição tranquila, vença quem vencer?
Se houvesse sinceridade nessa campanha, se exigiria de Sarney um prazo para implementar todas as medidas de mudança organizacional e de transparência no Senado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: Arthur Virgílio, José Sarney, Senado

Pos é, sai um coronel velho para dar lugar a um coronelzinho novo. O tal de Marconi Perilo foi governador de Goiás por 8 anos consecutivos. Não era ninguém, entrou no governo por que o povo estava já cansado de outro coronel Iris Resende e saiu deixando o estado falido e um dos homens mais ricos do estado de Goiás, segundo corre à boca pequena. Aliado dos poderosos, chegou ao senado. Como não tinha curso superior, fez um curso de Direito, de final de semana (não é mentira não, podem pesquisar), para poder presidir comissão no senado. E assim vai. Tem-se muitos outros acontecimentos que não são divulgados. Escrevo tudo isso prá ver onde estamos metidos. Que asco.
Pra voce ver Nassif que diferença dos bandidods do norte pros bandidos do sul. O Madoff pegou 150 anos, e disse que deixou um legado de vergonha apos o que aconteceu…
Aqui não só se orgulham das falcatruas, como ainda chamam de brilhante os operadores dos crimes financeiros, e o pior de tudo, desqualificam e desempregam os agentes da Policia Federal, ainda honestos e honrados… é prá tirar o tubo ou não é Nassif?
O senador Artur Virginio deve calar aquela boca suja agora, ja q foi descoberto q é um SANTO DO PAU OCO.
Do jeito que a coisa vai, temos as seguintes alternativas:
a) inspirados no caso hondurenho, os militares brasileiros tomam o poder, fecham o Congresso e despacham Lula para a Venezuela;
b) Lula morde a isca, tenta fazer passar a proposta de uma Constituinte focada na reforma política; a imprensa ventila que é golpe, o Gilmar Mendes diz que é golpe, os militares brasileiros depõem o Lula, despacham o cara pra Venezuela ou pra casa do Obama, que gosta tanto dele.
c) a oposição ganha maioria no Senado, entrava o governo do Lula e aí o Serra ganha as próximas eleições.
Carta de Sarney aos Senadores:
“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.
No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.
A autorização do Senado – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.
A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado.
Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.
Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.
Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao “Estado de S. Paulo”, a nota do HSBC com mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.
Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.
Com os meus cumprimentos.”
Está nascendo uma nova coligação de partidos pragmáticos – O Globo, Estadão, Folha e Veja vão começar a pleitear cadeiras. O problema é que eles precisariam de votos dos (e)leitores. Aí que a coisa pega. O universo (e)leitoral deles está cada vez mais restrito.
Sinceramente, a balbúrdia está tal que o Senado pra desabar em chamas denuncistas… não faz mais diferença. O governo parece ter aprendido a andar sem V.Exas. Destes, basta a aprovação das Medidas Provisórias que, afinal, são obrigados a votar.
o senador Artur Virgilio começa o discurso agradecendo ao Globo e à Veja. E chamando a Istoé de chatagista…
Nassif,
Parabéns pelo texto equilibrado e correto.
Abraços e boa tarde.
Meu Caro Nassif,Parabéns! O PIG,passou dos limites toleráveis numa democracia. O Golpe de Estado está no AR,travestido de ATIVISMO JURÍDICO.Tira um Ladrão Velho e Coloca um Ladrão NOVO,tudo em detrimento do POVO.Essa Elite literalmente é GOLPISTA.BH/MG
Pelo conjunto de sua obra, Sarney merece tudo isso e muito mais.
nassif:
o arthur virgílio está pedindo a cabeça de deus e do mundo.tudo porque
vazaram os trambiques dele.não é um grande homem,este porta-voz do fhc?
romério
Se grandes e pequenos delitos se equiparam, tire-se todo mundo de lá. Sarney´s, Virgílios, Vasconcelos, Demóstenes, Heráclitos, Jereissatis e vasta companhia. Todos de acordo? Ou a questão é de conveniência? Alguma revista ou jornal poderia responder?
Nassif, sobre o item 1, não tenha dúvidas. Caso Marconi Perillo assuma o Senado, estamos perdidos.
E o risco da GV se corromper? Não vejo com bons olhos entregar o controle da casa a uma instituição. Deveria sim, ter mais transparência e práticas administrativas simples.
Sarney, inimigo de alguém?
Apenas de quem não está no governo. Se Serra for eleito, e Sarney for vivo, este último será tão amigo do primeiro quanto é do atual presidente da República.
Classificar ou julgar como bom ou mau politico é um ponto sobre o qual os indivíduos podem falar de seus semelhantes. Mas o homem não pode conhecer o bem e o mal, o certo e o errado dos outros. A meu ver é pura vaidade e arrogância julgar ou condenar atitudes que eram costumeiras no passado. Parece, que não estamos vivendo o presente!… Quem sabe, podemos criar um espaço para evoluir politicamente, atualizando regras para conduzir a norma, evitando novos conflitos?… Não, se admite nos tempos de hoje a volta a disputas com origem injustas. Enfim, talvez se criarmos limites e principalmente nos movimentar-mos no sentido de dar o exemplo de como agir, criamos um mundo de paz.