Arthur Virgílio quer investigar senadores que ocuparam cargos na gestão de Agaciel
Agência Senado
BRASÍLIA – O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) pediu há pouco uma “investigação dura” sobre todos os senadores que ocuparam os cargos de 1º secretário e de presidente do Senado no período de 14 anos em que Agaciel Maia foi diretor-geral da instituição.
- Quero também a demissão de Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi (ex-diretor de Recursos Humanos) – afirmou Arthur Virgílio, defendendo ainda o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.
O senador declarou ainda que viu em si mesmo “vícios que julgava não possuir”, erros segundo ele propiciados pelo ambiente do Senado. O senador assumiu ter cometido “pecados”, que no entanto não o impedem de denunciar irregularidades no âmbito da administração da Casa.
Neste momento, o senador responde às denúncias publicadas pela revista “IstoÉ” desta semana, segundo a qual o senador teria recebido favores de Agaciel, como um empréstimo no valor de US$ 10 mil. Arthur Virgílio Neto também explica os gastos hospitalares de sua mãe, que é viúva do senador Arthur Virgílio Filho.
Arthur Virgílio também apresenta uma série de documentos, que serão encaminhados à imprensa.
Comentário
O Arthur Virgilio lembra a menina virgem que foi à polícia denunciar o tarado que a estuprou antes de ontem, ontem e hoje. É ridículo a mídia dar espaço a essa indignação defensiva. O PSDB poderia aproveitar a oportunidade e colocar alguém minimamente qualificado para o cargo de líder no Senado.
Arthur Virgílio é a melhor arma que tem o governo para desqualificar a oposição.
O instituto de Gilmar Mendes também conseguiu empenhar verbas para contratos no Legislativo. O Senado Federal, sob a presidência de José Sarney (PMDB-MA-AP) empenhou, no primeiro semestre de 2009, 252 mil reais para contratos com o IDP. Apenas à guisa de curiosidade, leia-se o elogio feito por Mendes a Sarney, o Senhor dos Atos Secretos, há poucos dias: “Tenho o maior respeito pelo presidente Sarney. Temos um diálogo constante. Acho que é uma pessoa importante na história do Brasil, conduziu a transição democrática com grande habilidade.”
- Na Câmara dos Deputados, por meio do fundo rotativo da Casa, foram disponibilizados, no mesmo período, 28,5 mil reais reservados para o IDP.
A Prefeitura licitará consignação de empréstimos bancários, concedidos aos servidores, para conveniar com 3 bancos.
O sistema que instituí, quando Secretário de Administração, é aberto para qualquer banco conveniar com a Prefeitura. São mais de 40 bancos credenciados, o que permite maior competição entre eles, trazendo benefício direto aos 90000 servidores, com taxas de juros menores, já que o pagamento é garantido por desconto na folha.
Com a redução para 3 bancos, um cartel pode se formar. A competição acabará e os juros aumentarão para o servidor.
A Prefeitura pretende ainda cobrar um valor mensal dos bancos para cada consignação. Isso aumenta o custo do empréstimo e o Servidor pagará esta conta compulsoriamente, como se fosse um novo imposto, sem precisar de Lei municipal.
BC 01 – Dívida do setor público atinge R$ 1,245 trilhão
Valor avança 1,1 ponto, e já representa 42,5% do PIB
A dívida líquida do setor público (DLSP) totalizou R$ 1,245 trilhão no mês de maio, de acordo com dados do Banco Central. O valor avançou 1,1 ponto percentual do PIB em relação a abril, e equivale a 42,5% do PIB nacional.
De acordo com a autoridade monetária, a valorização cambial de 9,43% registrada no mês respondeu por um acréscimo correspondente de 0,9 ponto percentual do PIB.
No acumulado anual, a relação DLSP/PIB avançou o equivalente a 3,6 pontos percentuais, puxada pela valorização cambial de 15,6% no ano (1,6 ponto percentual); o efeito da oscilação do PIB valorizado (0,5 ponto); o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (0,4 ponto); e os juros nominais apropriados, com 2,2 pontos percentuais. Tais números foram parcialmente compensados pelo superávit primário, que ajudou a reduzir a conta em 1,1 ponto percentual.
Ao todo, a dívida bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) em maio ficou em R$ 1,813 trilhão, ou 61,9% do PIB, comparativamente a R$ 1,797 trilhão (61,6% do PIB) em abril.
Algumas semanas atrás me ocorreu de procurar Goffredo da Silva Telles, o grande autor da Carta aos Brasileiros, falecido dias atrás.
Minha história com ele é curta. Estava no Largo São Francisco e testemunhei a leitura da carta. Inesquecível!
Nos anos 90 tive algumas quizílias com Fábio Konder Comparato. Goffredo enviou carta para o Painel da Folha – co-assinada pela Macia Victoria Benevides – dizendo que eu não era digno dos leitores que tinha. Respondi que ele podia falar em nome de todos os brasileiros, mas não dos meus leitores.
Ficou por aí.
Tempos depois escrevi sobre Villa-Lobos e ele me telefonou. Villa passou uma temporada em São Paulo, ficou na fazenda dos pais de Goffredo e deu aulas de violão para ele. Uma bela história. Mas, aí, aprontei uma falseta para o professor. Já que gostava de Villa, Mário de Andrade, da cultura nacional, e gostava dos meus textos, a ponto de me escolher para contar sua bela história, que tal escrever a contracapa do livro que estava lançando, “O Menino de São Benedito”. Ficaria na companhia ilustre do professor Antônio Cândido, que escrevera o prefácio. O professor nem ousou telefonar de novo.
Besteira minha!, pensava dias atrás. E tratei de planejar um reencontro com ele para recuperar a história não contada.
Não deu tempo. Essa minha cabeça dura de vez em quando me faz perder joias preciosas.
Por Antonio Carlos Alves Pereira
Prezados;
Em 1988, quando eu era presidente da Academia de Letras da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, tive a sorte de, sem saber o tesouro que acabava de encontrar, abrir as dependências para reuniões do Círculo das Quartas Feiras, onde brilhavam o Cassio Schubsky, o Adriano Carrazza e outros (além do grande e querido mestre Goffredo, é claro).
Creio que a minha passagem pela presidência daquela Academia de Letras só ganhou alguma importância, por mínima que seja, em virtude da combinação com a presença do inesquecível mestre.
Ele, o professor Goffredo, é a melhor lembrança que guardo da minha passagem pela São Francisco.
Ele e suas queridas Maria Eugênia e Olívia.
Perdoem-me a blasfêmia na paródia de um texto evangélico, mas hoje eu estou certo de que eu não era digno de que o Professor Goffredo frequentasse a minha “morada”, mas todas as palavras dele me salvavam.
Adeus, nosso mestre, eterno estudante. Porque os verdadeiros mestres nada mais são do que isso: eternos estudantes.
na epoca vc noticiou por aqui o movimento magistral da Porsche comprando as açoes da Volks. fazendo um “squeeze” nos hedge funds que estavam fazendo “short-selling”.
Agora a vingança da Voks, pois a Porsche elevou a sua divida pra mais de 9 bi de euros e quem pode comprar a Porsche e a Volks.
“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.
No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.
A autorização do Senado – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.
A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado.
Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.
Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.
Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao “Estado de S. Paulo”, a nota do HSBC com mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.
Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.
Nosso comentarista Luiz Fernando Juncal Gomes acabou com minha produtividade esta tarde. Teve a gentileza de me enviar o CD “Todo Sentimento”, de Consiglia Latorre. Não paro de ouvir, tomado daquela melancolia profunda, tão bem descrita pelo Anarquista no Trivial de antes de ontem.
Que tal uma alma caridosa para ler e sintetizar os argumentos de lado a lado?
Por Rodrigo Medeiros
Já li livros de ambos. Nenhum dos dois é ignorante. Apenas iluminam “a questão” por ângulos diferentes.
Krugman não acredita que o mercado resolva o problema. Ele parece estar irritado quando percebe que o princípio da auto-regulação pode ser recorrentemente evocado, apesar da vergonhosa queda de Wall Street no segundo semestre de 2008.
Mankiw, por sua vez, não é um fundamentalista de mercado. Ele acredita que os mercados organizem razoavelmente bem os processos econômicos e as decisões. No entanto, ele não crê que os mercados resolvam problemas distributivos e de justiça social.
Ambos defendem intervenções governamentais. O problema reside na medida e na tipologia intervencionista.
Nassif, sobre a crise dos cartões de crédito que se aproxima nos EUA existem alguns comentários excelentes feitos por Arianna Huffington no seu Blog “The Huffington Post” disponível em:
Embora os comentários datem de Abril deste ano, muitos comentários posteriores coincidem com as análises feitas por Arianna.
Particularmente preocupante é o fato de que a dívida total acumulada em cartões de crédito eleva-se a quase um trilhão de dólares. Analistas consideram que cerca de um terço do montante ficará irremediávelmente inadimplente. O número de cobranças judiciais vem se elevando desde o ano passado. Além disto, as medidas adotadas para diminuir os prejuízos com inadimplência como aumento dos juros e das multas por atrazo estão empurrando muitos usuários de cartões até o momento considerados bons pagadores para o outro lado da cêrca, o que provoca a realimentação positiva do processo de acúmulo de inadimplências.
Posso sugerir que você faça no seu Blog uma análise do que está acontecendo realmente?
Seria interessante sabermos se realmente há outra crise a caminho e, caso positivo, quais suas consequências.
Por Christian Martins
O problema de cartao de credito nos Estados Unidos e similar ao problema que gerou a crise imobiliaria e e ligado ao sistema de concentimento de credito mais do que qualquer outra coisa.
No Brasil o credito e concedido com base no quanto voce ganha, no quanto voce deve e no seu historico imediato (se seu nome esta no SPC). Se voce ganha pouco sua capacidade de captar dinheiro e pouca, se voce ganha razoavelmente mas deve muito, sua capacidade de captar dinheiro e pouca e se voce deve e nao paga, nao tem credito.
Nos Estados Unidos a capacidade de capitacao de um individuo e baseada principalmente no historico de credito dos ultimos 7 anos. Se voce tem finaciamentos, como cartoes de credito, financiamento de automoveis etc e pagou suas dividas em dia nos ultimos 7 anos, voce tem um alto “credit score” que te possibilita captar altos valores, muitas vezes valores maiores do que voce e capaz de pagar. Se voce tem um bom salario mas, nunca teve um cartao de credito sua capacidade de captacao e quase nula.
Moro nos Estados Unidos a 5 anos, e sempre comento com meus amigos mais proximos que eles vivem uma vida de faz de conta. Nao sao donos de suas casa, de seus carros e nem de seus salarios. A casa e o carro pertecem aos bancos e sao trocados por outros novos e mais caros antes mesmo de serem totalmente pagos. O salario que sobra da prestacao da casa e do carro vai para pagar os juros do cartao (20% ao ano). O mesmo cartao que eles usam para pagar as compras do mes e as viagens de ferias. Nao eh raro encontrar alguem que tenha cartoes de creditos com limites 1, 2, 3 vezes maior do que o seu salario anual.
Cartoes de credito nos Estados Unidos, mesmo com o juros baixos, pelos altos limites tornaram-se a forma moderna de escravatura, onde se trabalha muitas vezes em dois empregos para pagar os juros da fatura e cobrar no cartao a subexistencia do proximo mes.
Infelizmente a nossa geracao nao aprendeu a licao de nossas avos na crise the 1930. Nossos avos tinham poupanca, nossos pais viviam com o que ganhavam e nossa geracao vive de credito. E quem nao aprende com o passado esta condenado a revive-lo.
Cana dura: Madoff foi condenado a 150 anos de prisão por maior fraude da história.
O financista americano Bernard Madoff foi condenado nesta segunda-feira a 150 anos de prisão pela fraude de US$ 65 bilhões através de uma pirâmide financeira.
A pirâmide de Madoff, 71, é considerada a maior fraude financeira da história, superando a quebra fraudulenta da empresa americana de energia Enron, em 2001 – ela declarou falência após reconhecer que havia contabilizado centenas de créditos como operações de compra e venda, com prejuízo de US$ 63,4 bilhões.
A punição era a maior possível para os 11 crimes praticados na montagem e manutenção da pirâmide e foi determinada pelo juiz federal Denny Chin, da Corte Federal de Manhattan, em Nova York.
Os advogados de defesa de Madoff tinham pedido uma condenação por 12 anos – ele não poderia ser absolvido porque era réu confesso. Já os promotores foram atendidos no pedido de pena máxima. (…)
Quero dar aos colegas do blog e a vc uma dica imperdível, não tanto pela história em si que já é conhecida, mas pela maturidade PLENA de um ator brasileiro.
Falo de SELTON MELLO e sua brilhante atuação em “Jean Charles”.
Desde “Lavoura Arcaica” que Selton ofusca, sem exceção, qualquer ator que contracene com ele – mas desta vez extrapolou, pois ele atingiu o ápice restrito aos que podemos chamar de atores grandes e inesquecíveis.
Selton Melo é de uma força hercúlea em seu personagem, dando a ele humanidade, angústia, leveza, trejeitos, temores comuns de pessoas comuns em um país distante.
Aparentemente as pessoas não perceberam a ligação do post com o acontecimento mais notável da semana: a morte de Michael Jackson.
A trágica vida do astro é o exemplo insuperável das consequências profundas de uma relação pai-filho degenerada.
Michael Jackson, durante toda a vida, lutou (de modo caótico, é evidente) contra o fantasma aterrorizante do pai. Esse homem de quem Michael, na infância, esperava proteção e afeto, mas que só lhe causou horror, medo e violência, foi uma sombra negra constante e determinante em sua vida.
Até mesmo a transformação física do cantor foi muito menos uma questão racial com implicações políticas (interpretação banal da maioria) do que uma profunda rejeição à figura paterna e a tudo que ele representava. A bizarra metamorfose foi fruto da imensa ojeriza que Michael Jackson sentia diante da possibilidade de se identificar ao pai. O problema não era uma rejeição à própria cor, mas uma rejeição absoluta, integral ao pai. Se o pai fosse louro, a transformação de Michael Jackson provavelmente teria sido inversa.
BC 01: Estimativa para o PIB tem aumento discreto
Índice segue mostrando recessão, mas apresenta leve ajuste
Os indicativos para o crescimento da economia brasileira registraram um discreto avanço na última semana de junho, segundo dados do relatório Focus, elaborado pelo Banco Central a partir da consulta a cerca de 100 instituições financeiras.
De acordo com a pesquisa, o montante estimado para o PIB deste ano subiu de -0,57% para -0,50%, enquanto os dados para 2010 permaneceram estáveis em 3,50%.
Por outro lado, os dados para a produção industrial em 2009 caíram pela segunda semana consecutiva, de -4,75% para -5,04%. O pessimismo se refletiu nos dados para 2010, que retrocederam de 4,18% para 4,05%.
O déficit em conta corrente estimado para o fim deste ano subiu de -US$ 16,50 bilhões para -US$ 16,20 bilhões, a segunda elevação consecutiva. Para o próximo ano, o saldo negativo foi mantido em US$ 22 bilhões pela segunda semana.
Já as estimativas para a dívida líquida do setor público para 2009 avançaram pela terceira semana consecutiva, passando de 39,80% para 39,95%. Para 2010, os dados foram mantidos em 38,40/% do PIB pela primeira semana.
O percentual estimado para os preços administrados foi mantido em 4,30% pela terceira semana consecutiva, enquanto os dados para 2010 seguiram em 3,90%.
Por Marcelo Mesquita
A pesquisa Focus
Será que o Banco Central utiliza os resultados da pesquisa Focus para orientar algumas de suas decisões?
Parece razoável que sim. A realização de uma pesquisa é sempre motivada para coletar informações que amparem alguma ação.
Neste sentido, pergunto:
- Será que os dados informados pelos bancos representam aquilo que eles pensam que vai acontecer ou aquilo que eles desejam que aconteça?
- estimar uma taxa de juros mais alta pode levar os membros do Copom a achar que ela não deva cair muito?
- se não teremos crescimento e não teremos inflação, por que eles estimam juros tão altos ainda?
- o que fazer para que percentual de endividamento em relação ao PIB não cresça, já que o PIB vai cair?
Às vezes, parece que existe uma “predisposição” a achar que a política monetária não deva induzir o crescimento da economia.
Como se a remuneração do capital fosse mais relevante que o bem estar da economia.
Há algo que temos de ficar atentos nessa história do golpe de estado em Honduras: a senha para a derrubada de Zelaya partiu da Suprema Corte local. Se alguém estiver olhando para o STF com desconfiança, que olhe com ainda mais desconfiança ainda, pois é preciso lembrar que a fórmula dos três poderes é feita já levando-se em conta que um odiará o outro e tentará disputar a supremacia com os outros dois, talvez aliando-se a um deles para derrubar o outro. Aqui, no caso, a Suprema Corte deu de bandeja o poder para o presidente do Congresso local, o que nos força a crer em conluio entre esses dois poderes para derrubar o terceiro.
Por ora, no Brasil, não interpretarei que a atual posição politiqueira do STF esteja ameaçando a democracia, pois Executivo e Legislativo sabem disso e de alguma forma estão andando juntos. Porém, que fiquem atentos ao tal escândalo por encomenda que surgiu com o tal Agaciel Maia, ainda que esse escândalo pudesse ter sido estourado há mais de década.
Porém, é preciso ver se já não começa a entrar em crise total o modelo dos três poderes justamente pelo fato de dois poderem derrubar um ou em algum caso extremo, até mesmo um possa derrubar dois. Tudo bem que o modelo venezuelano dos cinco poderes possa ser passível de críticas se pensarmos em certos aspectos criticáveis do governo Chávez, mas não se pode negar que de alguma forma deu ao país uma capacidade de contragolpe grande, como se pôde notar em 2002 com o fracasso da tomada de Miraflores e da tentativa de alienar o povo com o “cartunazo”.
Por ora, já se passou um dia do golpe. Não saberei se haverá uma reação em 48 horas como a que houve em Caracas. O grande receio é que uma onda golpista se espalhe pela América Central, o que não é nada improvável. E o pior de tudo é que isso pode se espalhar também pela América do Sul.
China e Brasil estão trabalhando em um acordo cambial para permitir que exportadores e importadores fechem negócios em moedas locais, ignorando o dólar norte-americano, disseram os bancos centrais dos dois países no domingo. Falando paralelamente ao encontro geral anual Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) na cidade suíça da Basiléia, outros bancos centrais questionaram o futuro do papel do dólar como moeda dominante mundial de reserva. O presidente do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan, e o presidente do Banco Centraldo Brasil, Henrique Meirelles, discutiram o acordo bilateral em uma reunião sábado no BIS.
Olá Nassif, deixo um bom dia e ótimo começo de semana para todos os que aqui frequentam.
Acho muito pertinente discutirmos o “golpe em Honduras”. Confesso que não tenho informações suficientes para abordar o tema. Não conheço o País referido mas os últimos acontecimentos são uma ótima oportunidade de discutirmos a democracia, seu alcance efetivo e compararmos com o Brasil. Pelo que entendí tudo começou por causa de um referendo. Ué, o referendo não se caracteriza como instrumento democrático? Mas na outra vertente pode-se imaginar uma mídia como a nossa, que pretende manipular a opinião pública, além de pensadores e cientistas sociais – creio que este não é o caso de Honduras, claro – mas seria a nossa realidade caso algum José Serra resolvesse realizar um referendo. Parece-me que lá, o presidênte era de esquerda e foi democraticamente eleito, mesmo com em discordância da mídia e do empresariado local. Bem, essa história já nos é conhecida não é?
Há algo que temos de ficar atentos nessa história do golpe de estado em Honduras: a senha para a derrubada de Zelaya partiu da Suprema Corte local. Se alguém estiver olhando para o STF com desconfiança, que olhe com ainda mais desconfiança ainda, pois é preciso lembrar que a fórmula dos três poderes é feita já levando-se em conta que um odiará o outro e tentará disputar a supremacia com os outros dois, talvez aliando-se a um deles para derrubar o outro. Aqui, no caso, a Suprema Corte deu de bandeja o poder para o presidente do Congresso local, o que nos força a crer em conluio entre esses dois poderes para derrubar o terceiro.
Por ora, no Brasil, não interpretarei que a atual posição politiqueira do STF esteja ameaçando a democracia, pois Executivo e Legislativo sabem disso e de alguma forma estão andando juntos. Porém, que fiquem atentos ao tal escândalo por encomenda que surgiu com o tal Agaciel Maia, ainda que esse escândalo pudesse ter sido estourado há mais de década.
Porém, é preciso ver se já não começa a entrar em crise total o modelo dos três poderes justamente pelo fato de dois poderem derrubar um ou em algum caso extremo, até mesmo um possa derrubar dois. Tudo bem que o modelo venezuelano dos cinco poderes possa ser passível de críticas se pensarmos em certos aspectos criticáveis do governo Chávez, mas não se pode negar que de alguma forma deu ao país uma capacidade de contragolpe grande, como se pôde notar em 2002 com o fracasso da tomada de Miraflores e da tentativa de alienar o povo com o “cartunazo”.
Por ora, já se passou um dia do golpe. Não saberei se haverá uma reação em 48 horas como a que houve em Caracas. O grande receio é que uma onda golpista se espalhe pela América Central, o que não é nada improvável. E o pior de tudo é que isso pode se espalhar também pela América do Sul.
Análises relevantes do BIS (o Banco Central dos bancos centrais), sobre a crise mundial, na reportagem de Assis Moreira, do Valor.
Economia mundial depende de reforma financeira, avalia BIS
Para o BIS, a “prioridade-chave” é reformar o sistema financeiro internacional até porque, enquanto isso não ocorrer, julga que qualquer melhora na economia real será temporária. O BIS adverte também que, enquanto os grandes bancos internacionais se mostrarem reticentes a financiar a atividade no mundo emergente – principal motor da expansão econômica mundial na última década -, as perspectivas de crescimento e desenvolvimento estarão comprometidas.
(…) Em seu relatório, o BIS enumera cinco etapas da crise para concluir que o sistema financeiro tem hoje tantas interconexões criando riscos sistêmicos que são difíceis de destravar.
(…) Isso passa pela contração do setor financeiro, que cresceu demais e acumulou ativos de qualidade duvidosa.
(…) passa pela necessidade de eliminação do excesso global de capacidades em setores que recorreram fortemente ao crédito, como o automotivo e de construção. Considera indispensável ajustes nas estruturas de produção de modelos baseados em crescimento puxado pelo endividamento nos países ricos, ou concentrados excessivamente em exportações, como em economias emergentes.
(…) O BIS reclama, porém, que os planos de socorro, que foram indispensáveis, estão na verdade travando a reforma do sistema financeiro global em vez de facilitá-la. Ajudando os bancos a se recapitalizar, as autoridades tiraram dos dirigentes as decisões para reduzir o tamanho dos balanços e do nível de risco (realocação de ativos).
(…) O BIS prevê que o custo do crédito deverá continuar sua tendência a alta. Os calotes vão aumentar, também no pagamento de cartas de crédito nos EUA. Alerta ainda para uma freada na internacionalização da atividade bancária, com certos bancos dando “preferência nacional” nos empréstimos.
(…) A situação financeira precária das famílias tem efeitos negativos sobre o consumo. Entre o segundo trimestre de 2007 e o final de 2008, o valor líquido do patrimônio das famílias americanas desabou 20%, ou cerca de US$ 13 trilhões. É uma perda superior à riqueza acumulada nos cinco anos precedentes. Para o BIS, os emergentes, sobretudo na Ásia, precisam rever seu modelo e reduzir a excessiva dependência das exportações.implementar todas as medidas de mudança organizacional e de transparência no Senado.
Continua o festival priápico de escândalos do Senado (clique aqui):
1. A Folha traz a momentosa revelação de que um ex-assessor de Sarney trabalhou na empresa do neto do… Sarney (furo igual só o de O Globo de ontem, que anunciou o segredo que permaneceu guardado por 15 anos: no lançamento do Plano Real foi encomendada à Casa da Moeda uma quantidade enorme de papel-moeda real. Novidade seria se fosse dobrão).
2. A mesma Folha fala dos favores a Arthur Virgilio. E diz que, o fato do denunciante ter sido denunciado amplia a crise de quem ele denunciou. Vá se entender.
3. O Estadão anuncia que Arthur Virgilio pronunciará novamente um duro discurso contra Agaciel Maia. Qual o motivo? Não pergunte para os leitores do Estadão, que eles não foram informados.
FORA DE PAUTA: Banco do Brasil disponibiliza software no Portal do Software Público Brasileiro
O Apoena, desenvolvido pelo Banco do Brasil para facilitar o acesso à informação nos telecentros apoiados pela instituição em todo o país, foi disponibilizado no Portal do Software Público Brasileiro.
A solução produz clippings de notícias e conforme o gerente de divisão do Banco do Brasil, Ulisses de Sousa Penna, funciona como uma agência de notícias pois coleta e processa dados de mais de 300 fontes informativas. O usuário pode definir e filtrar os assuntos de seu interesse bem como encaminhar as notícias por e-mail para outras pessoas cadastradas no sistema.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.