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28/06/2009 - 09:47

O coronel que pretendeu ser reformador

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 28/06/2009

Durante décadas e décadas o presidente do Senado José Sarney representou o que de mais atrasado havia na política brasileira. Por uma dessas ironias do destino, é alvo de uma campanha implacável justo no momento em que se preparava para assumir o papel de grande reformador do Senado.

É evidente que a campanha tem como alvo as eleições de 2010. Com todos seus vícios, Sarney é uma garantia de estabilidade política. Mas grande parte do diagnóstico contra o Senado foi tirado do relatório “”Revisão da Estrutura Organizacional Administrativa e Sistemática de Classificação e Remuneração de Cargos de Provimento em Comissão e Funções Comissionadas”, contratado por Sarney junto à Fundação Getúlio Vargas, para proceder a uma reforma geral no Senado.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Gestão Tags: , ,

16 comentários para “O coronel que pretendeu ser reformador”

  1. Raí disse:

    Desculpe Nassif,mas a sua defesa do Sarney,soa demasiada crença,na pureza dos sentimentos desta velha “raposa política”que já mostrou ser incapáz de tomar qualquer atitude mais drástica,se esta ferir a estrutura(viciada)do Congresso. O citado e pomposo título “Revisão da Estrutura Organizacional Administrativa e Sistenmática de Classificação de Cargos de Provimento e Funções Comissionadas”contratada junto à FGV,entregou ao Pres.do Congresso,uma auditoria que comprovava um verdadeiro “cabide de empregos”no Senado,e sinalizava(ou aconselhava)que a solução dos problemas começava com a eliminação de 80% do quadro de funcionários(a maioria terceirizada)do Senado,e a simples e pura eliminação de 2/3 das diretorias administrativas da casa,e o que foi que a Presidencia do Senado fez ? NADA !
    Lá funciona o maior antro de lobbies e corrupção deste país,e não há quem mude tal situação,ainda mais com o rabo prêso,como é o caso do nosso famoso ex-quase tudo Sarney.
    Chama-lo de futuro reformador do Senado,é bondade demais da sua parte !

  2. luzete disse:

    coronel ele era e é, reformador? hummmm, talvez nem isto. mas que esta campanha toda contra ele tem um único alvo, todo mundo sabe. se não sabia, tá sabendo agora. agora… agora… que é um aliado que é ruim, lá isto é… mas é o que se produziu no passado…

    alguém me lembrou desta frase ontem, talvez de goebbels: ele é judeu? mas é o nosso judeu!

  3. João Torres disse:

    Bom dia Nassif.
    Parece que a questão é: ele se propôs à reforma antes da crtise ou por pressão a partir da crise? Pela coluna, já que as denúncias surgem do relatório da FGV, ele se propôs à reforma antes da crise, o que seria mérito para ele. Facilitaria sua defsa e colocaria as denúncias em franco golpe, assim como o “moralismo” de Simom. Por que ele estaria então tão acoado? Parecendo mesmo desestabilizado? Ou essa percepção seria também mais um desejo dos opositores do que fato?

    Esse povo só muda em cima de pancadaria grossa. Só que a pancadaria atual não visa melhorar nada, mas aumentar a vulnerabilidade política em 2010.

  4. Henrique Agnes disse:

    Nassif, admiro seu trabalho, porém creio que vc está perdendo a mão no episódio Sarney. Parece evidente que há uma campanha orquestrada por Folha, Estadão e Veja, cujo alvo não é (apenas) Sarney. Todavia, o que esse coronel já aprontou não justifica sua postura, Nassif, de quase defesa.
    Quando vc diz que Sarney é atacado “justo no momento em que se preparava para assumir o papel de grande reformador do Senado”, comete, no mínimo, uma ingenuidade.
    Sarney NUNCA pretendeu reformar o Senado. Toda a estrutura podre e patrimonialista do Senado foi e é mantida deliberadamente por Sarney.
    Sarney foi presidente 2 vezes anteriores. Mas manda no Senado, tem influência na escolha dos Presidentes desde que retornou àquela Casa, após deixar a Presidência. Todos os cargos importantes e todos os Presidentes, desde então, são nomeados ou pelo próprio Sarney, ou após sua concordância.
    O estudo encomendado por Sarney era pra ser um factóide. Como foi o mesmo estudo encomendado a 14 anos.
    Embora saiba que vc não morre de amores por Sarney, e que seu passado confirma isso, seu ataque aos neocons tem parecido ser uma apaixonada defesa de Sarney.
    A imprensa do Maranhão, de propriedade de Sarney, tem usado suas colunas em sua defesa. Veja em:

    http://colunas.imirante.com/decio/2009/06/27/para-atingir-sarney-a-mando-de-serra-estadao-usa-pauta-como-materia-diz-nassif/

    http://colunas.imirante.com/decio/2009/06/26/nassif-volta-ligar-serra-a-denuncias-contra-sarney/

    O que vou fazer? É o mesmo pessoal que, quando defendi Jackson Lago, dizia que eu estava no bolsa da Secretaria de Comunicação. Repito: politicamente Sarney é um cancro. Mas sua derrubada não vai melhorar em um tostão o Senado. O que os críticos querem é desestabilizar politicamente o país, com um presidente de Senado mais suscetível aos golpes de CPIs.

  5. Bakunin Krupinski disse:

    “Com todos seus vícios, Sarney é uma garantia de estabilidade política”, esta você exagerou, hein Nassif?

  6. Vladimir disse:

    O presidente Sarney tem todos os defeitos que a política brasileira produz em seus ocupantes. Isto não é um “privilégio” dele e dificilmente algum político escape destes defeitos.
    Contudo,o presidente Sarney possui qualidades políticas que nem todos os políticos possuem,qualidades que só quem já ocupou todos os cargos na política brasileira pode possuir.
    Continua como lobo,mas sua experiência pode ajudar em muito o país a andar para frente.
    Talvez o momento seja agora.

  7. Raí disse:

    Entre todos os atuais “dinossauros”políticos brasileiros,que insistem em continuar em evidencia,após terem passado por praticamente todos os cargos aos quais qualquer político pode aspirar,alguns conseguidos por pura sorte em estar no “lugar certo,na hora certa”o Sarney não é nenhuma garantia de estabilidade política,muito pelo contrário,sua insistente gula pelos cargos políticos de comando,é extremamente onerosa e conservadora,numa democracia que se quer moderna.

  8. Wandhklêysson disse:

    Estas consultorias da FGV, executadas por várias pessoas de alto nível educacional, custam, no global, o mesmo que uns 6 meses de salários e benefícios diretos e indiretos recebido por um diretor do Senado.

    São café pequeno destinados a lubridiar a opinião. Há pelo menos um trabalho similar feito alguns anos atrás. Nunca houve coragem ou honestidade dos senadores responsáveis em querer implementar as propostas das consultorias. Muito menos há coragem agora, se algo mudar será por medo.

  9. Legal disse:

    O Senado tem 81 senadores (absurdo, bastariam 54) e 10 mil funcionarios.

    Eu vou repetir: 10 mil funcionarios pros 81 senadores. Media de mais de 123 funcionarios/senador. Precisa consultoria da FGV? Precisa e agua, sabao e buxa. E muito “diabo verde” senao o cano entope.

  10. Fábio disse:

    Já ouvi falar que o Lula defende o Sarney não por causa desse, mas por medo da “coisa” chegar a “um certo senador do PMDB de Alagoas”.

  11. Marcia disse:

    “O que vou fazer? É o mesmo pessoal que, quando defendi Jackson Lago, dizia que eu estava no bolsa da Secretaria de Comunicação. Repito: politicamente Sarney é um cancro. Mas sua derrubada não vai melhorar em um tostão o Senado. O que os críticos querem é desestabilizar politicamente o país, com um presidente de Senado mais suscetível aos golpes de CPIs.”

    Perfeito, infelizmente é isso aí.

  12. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Você diz em resposta ao comentário de Henrique Agnes enviado em 28/06/2009 às 10:57:
    “O que vou fazer? É o mesmo pessoal que, quando defendi Jackson Lago, dizia que eu estava no bolsa da Secretaria de Comunicação. Repito: politicamente Sarney é um cancro. Mas sua derrubada não vai melhorar em um tostão o Senado. O que os críticos querem é desestabilizar politicamente o país, com um presidente de Senado mais suscetível aos golpes de CPIs.”
    Em comentário enviado 28/06/2009 às 15:52, a Marcia transcreveu sua resposta e disse: “Perfeito, infelizmente é isso aí.” Eu concordo um pouco com Marcia, mas questiono a crença que você tem de que as CPIs sejam capazes de desestabilizar o país. Depois do impeachment, que eu não considerava correto embora pense que o impeachment foi benéfico para o país, pois impediu que uma personalidade como o Collor fosse transformado em herói como ele seria se o Marcílio Marques Moreira tivesse acabado com a inflação como tudo indicava que ele acabaria, e depois da CPI do Mensalão, não penso que haja alguma CPI capaz de desestabilizar um governo minimamente competente no Brasil. Quanto ao Collor, é bom que fique bem claro, eu não o considero um estadista como às vezes você o tenta apresentar.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 28/06/2009

  13. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Eu venho criticando a sua abordagem sobre José Sarney. O cerne de minha crítica não é o que a maioria dos outros comentaristas considera como elogio: a sua crítica à grande imprensa e a sua análise da importância de José Sarney na governabilidade. O cerne da minha crítica consiste no que você avaliza como sendo o ponto mais fraco de José Sarney, conforme sua frase inicial a este post:
    “Durante décadas e décadas o presidente do Senado José Sarney representou o que de mais atrasado havia na política brasileira”,
    Eu sempre considerei José Sarney um político conservador, no sentido de alguém que quer manter toda a infra-estrutura política brasileira. Não creio que concordaria com alguém que dissesse:
    “Durante décadas e décadas o presidente do Senado José Sarney representou o que de mais conservador havia na política brasileira”
    Eu sempre considerei José Sarney representante dos interesses da direita, no sentido de representante dos interesses da elite empresarial brasileira. Não creio que concordaria com alguém que dissesse:
    “Durante décadas e décadas o presidente do Senado José Sarney representou o que de mais de direita havia na política brasileira”
    O nosso companheiro de comentários Raí, bem resistente à condescendência como você trata alguns dos nossos políticos mais tradicionais, censura você no comentário que ele enviou em 28/06/2009 às 10:02 como transcrevo a seguir:
    “Desculpe Nassif, mas a sua defesa do Sarney, soa demasiada crença, na pureza dos sentimentos desta velha “raposa política” que já mostrou ser incapaz de tomar qualquer atitude mais drástica, se esta ferir a estrutura (viciada) do Congresso”
    Sim, eu sempre considerei José Sarney uma velha raposa política no sentido de um político tradicional, conhecedor da atividade política, atuando no mundo político como um profissional e não como um amador ou alguém que não defenda os interesses dos representados que o elegeram, pois a defesa dos interesses dos representados é o maior atributo de um político profissional. É evidente que eu não concordo com os interesses dos representados que José Sarney representa. Assim, eu diria:
    “Durante décadas e décadas o presidente do Senado José Sarney representou o que de mais velha raposa política havia na política brasileira”.
    Pode ser que se façam críticas ao estilo da frase, mas ao conteúdo quem haveria de negar? Ah, sim, eu retiraria décadas e décadas quando se sabe que nas primeiras ele era uma nova raposa política.
    A minha crítica ao seu texto é que nele não há uma precisa caracterização do termo atrasado. Você poderia dizer que esclareceu isso no post “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59 ao relacionar uma série de eventos que demonstrariam o atraso de José Sarney. Não os considerei tão importantes assim, como se vê no meu comentário que enviei para aquele post em 17/06/2009 às 18:29, sendo que no máximo pareceram-me medidas que não atenderiam o interesse público. Há milhares delas feita pelo FHC (como se depreende da elevação da dívida pública no período de FHC ou das referências à herança maldita do período) e nunca vi você referir-se ao FHC como o que de mais atrasado existe na política brasileira.
    Fui procurar esse último comentário meu enviado para “As denúncias contra Sarney” e vi post que é uma chamada para Ivan Lessa com o título “Trivial de Ivan Lessa” de 19/06/2009 às 19:30. Sempre achei o Ivan Lessa um tanto elitista para o meu gosto, mas lembrei-me do tempo de leitor ávido pelos textos de “O Pasquim” em que o Ivan Lessa era um dos meus prediletos. O “Trivial de Ivan Lessa” era um bilhete dele para você sobre assunto que ele e você entendem bem. Lá no meio do post encontrei esse achado em que o Ivan Lessa fala de você:
    “O que o senhor trabalha, e por demais de bem, é impressionante.”
    Vai ser sucinto, preciso e verdadeiro assim nos quintais do paraíso.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 208/06/2009

  14. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Ao fazer esse comentário sobre o seu post antencipei ao comentário que eu pretendia encaminhar para outro post seu intitulado “O coronel que pretendeu ser reformador” de 28/06/2009 às 09:47. Só hoje a noite, 28/06/2009 às 21:59 consegui enviar o email com mais críticas a sua análise do José Sarney. No comentário eu faço menção a email que enviei em 17/06/2009 às 18:29 para seu post “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59. Lá também eu fiz várias críticas à sua análise.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 28/06/2009

  15. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    O Comentário anterior eu deveria ter enviado para o post “A fonte que se diz historiador” de 28/06/2009 de 11:21.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 28/06/2009

  16. john disse:

    reformador? conta a do papagaio vai

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