A inovação no Brasil
Do Estadão
Brasil pode competir em inovação, diz estudo
Especialista aponta a necessidade de alinhar política de inovação com estratégia internacional
Renato Cruz
O Brasil tem avançado em sua política de inovação, segundo Ricardo Sennes, sócio-diretor da consultoria Prospectiva e autor do estudo Inovação no Brasil: Políticas Públicas e Estratégias Empresariais. “O País tem condições de entrar no jogo internacional de competição pela inovação”, destacou o consultor, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).
Sennes definiu como objetivo da política de inovação “a construção sistemática de um ambiente integrado de incentivos para a aplicação sistemática do conhecimento na atividade econômica”, o que inclui processos, produtos e serviços. “A política de inovação brasileira ainda é muito focada em coisas tangíveis, em produtos”, disse o consultor.
O estudo teve como base uma série de seminários organizados pelo Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars. “A política de inovação precisa ser integrada a uma estratégia internacional de mercado”, apontou Sennes.
Um dos indicadores de inovação é o depósito de patentes. O estudo mostrou que as empresas brasileiras com mais patentes depositadas são aquelas que atuam no mercado internacional, como Petrobrás, Usiminas, Vale e CSN. “Quem entra no jogo internacional não tem opção”, destacou. “Ou investe, ou está fora do mercado.”
Na visão de Sennes, existe uma oportunidade de atrair centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas estrangeiras que não está sendo explorada pelo País.
“A maior parte das patentes da China não foi feita por empresas chinesas”, exemplificou o consultor. A atração de centros de desenvolvimento pode ser mais importante para o crescimento econômico do que a atração de fábricas, porque esses centros geram empregos para trabalhadores mais qualificados e acabam criando um ambiente propício para o surgimento de empresas inovadoras locais.
“A política de inovação deve ser voltada a empresas, e não a universidades, centros de pesquisa e pesquisadores”, afirmou Sennes. Em países como a Alemanha, a China, a Coreia do Sul e os Estados Unidos, as empresas respondem pela maior parcela do investimento em pesquisa e desenvolvimento. Isso não acontece no Brasil, onde as universidades concentram a maior parte dos gastos. “Existe um problema claro de alocação de recursos.”
INSTRUMENTOS
Segundo o consultor, o Brasil já tem instrumentos importantes para implementar sua política de inovação. “O País não está desarmado na sua capacidade de gerar política, mas falta coordenação”, afirmou Sennes.
Ele apontou que existem instituições de fomento (como a Finep, o BNDES e os fundos setoriais), um marco regulatório (com a Lei de Inovação, Lei de Inovação e a Lei do Bem), políticas públicas (como a Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada no ano passado) e uma agência de coordenação (a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). “É difícil encontrar países na América Latina que já tenham esses instrumentos.”
Sennes destacou que a inovação acontece hoje em ambientes formados entre a empresa e sua rede de clientes e fornecedores, e entre a empresa e universidades e centros de pesquisa. Ele defendeu que o estímulo à inovação seja mais abrangente, sem que haja uma seleção focada em determinadas áreas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Tecnologia Tags: inovação, patentes, Tecnologia

Muito importante este estudo ,que deve ser levado a sério pelas autoridades ,inclusive com os ministério participando ativamente na formulação do planejamento da integração de empresas e universidades ,e o fator importante e o desenvolvimento baseado na sustentabilidade que no mundo atual tem que ser levado em conta ,Em reunião em Cannes ,Kofi Annan e Bob Geedof ,fizeram um alerta comum sobre a emissão de carbono,caso não seja levado a sério pelas nações indústrialisadas ,sérios comprometimento da vida neste planeta …
É preciso acelerar o processo de mudanças no Brasil, pois lendo o Global Trend ou tendências mundiais para 2025, estão sendo projetados os seguintes países como as oito economias do planeta.em ordem decrescente: EUA, China, Índia,Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Rúsia. Cadê o Brasil, estamos sendo cotados para sermos grandes fornecedores de comodites. Ser fornecedor de comodites deve ser apenas um complemento do principal, que é exportar manufaturados e serviços.
Inovação é simbolo de empresa nova e produto novo e unico.
No caso do Brasil oficial, semialfabetizado, elitista e naturalmente utopico, não real é sim!
Assim enquanto inovação não for sinonimo de parceria, do real e possivel, ” lento e gradual ” , seremos o eterno berço não realizado, ufanista, tolo e subdesenvolvido.
Inovação é ´so parceria, resultados em troca do utopico, do possivel pelo otimo, do crescimento pelo ja grande.
Enfim aquilo em que o Brasil official detesta, porque não controla com suas verbas, e desde ja se desdenha pelo que não politicamente correto e otimo no meio populacho que só pensa no agora (não poderia ser diferente) e a camada engajada não admite pois não é solicitada a se encorporar.
Dois tostões.
O Japão começou copiando, a Coreia começou copiando, a China continua copiando e o Brasil se quiser participar também deve começar copiando.
O que é preciso é tirar todos os entraves que agrilhoam o espírito animal do capitalismo indígena.
Trezentas zonas de inovação e competitividade, com 100 hectares cada, espalhadas por todas as regiões do Brasil, um lugar onde não se nasce nem se morre, mas se empreende e trabalha, sem peias trabalhistas, fiscais e administrativas, um lugar para gente madura, que sabe dos riscos e vantagens que terá em participar de um negócio de risco, enfim um lugar para os que acreditam na grandeza do Pais e nas suas próprias capacidades.
Lula, transforme-se no agente da mudança, faça o que é preciso para libertar este gigante.
Duas observacoes:
1- Esta historia de que nos paises desenvolvidos as empresas gastam com P&D e balela. O que acontece e que ha incentivos fiscais pra isto. E a lei la e “melhor” que a nossa.
Nos EUA, e possivel financiar a fundo perdido ate 2/3 do gasto medio com P&D nos ultimos 5 anos. Equipamentos entram no calculo com depreciacao de 30% ao ano.
2- Concordo com o autor do post que deveriamos atrair mais centros de pesquisa. So que ele esqueceu de um pequeno detalhe: os centros de pesquisas, pra trabalharem bem, dependem do meio. E comprar produtos, ragentes e equipamentos no Brasil e uma luta. Importar entao ….
Alem disto, o ideal pros centros de pequisas sao a formacao de ‘clusters’ por causa da possibilidade de intercambio de ideias. Os melhores lugares sao Campinas e Sao Carlos. Contudo, eu ainda prefiro que se criem centros de pesquisa governamentais em diferentes partes do pais e que os novos centros, se vierem, sejam adjacentes a eles. Eu nao gosto desta historia de concentrar tudo em alguns pontos. Vamos espalhar que da mais certo.
E importante que estes locais tenham bons servicos de energia, transporte e comunicacao. Um aeroporto nos arredores, hoteis e um centro de convencoes sao importantes tambem. E, claro, uma grande universidade no sentido classico, com varios cursos e fazendo pesquisa de alto nivel.
Seria uma ótima oportunidade de diminuir o “Custo Brasil”, o governo sinalizaria com a diminuição da carga tributária e em troca as empresas investiriam mais em pesquisa.
O ensino das Ciências no Brasil precisa ser mais “prático”. Fazer com que as crianças e os jovens aprendam praticando através de kits de mineralogia, botânica entomologia, fisiologia de animais primitivos etc. Modelismo de aviões, trens, barcos etc. Física com aparelhos simples etc. Tem que haver publicações baratas (até subsidiadas) do tipo Mecânica Popular, Eletrônica Popular, etc. Kits de ferramentas, de instrumentos etc.
Soube que o Osires Silva – criador da Embraer – não pode dar aulas de engenharia por não possuir o título de doutorado, assim acontece com o principal projetista de Itaipu.
Sempre que ouço: “transferência de tecnologia” me assusta um pouco.
Na “corrida espacial” entre a URSS e EUA, durante a Guerra Fria os soviéticos levavam nítida vantagem sobre os americanos apesar destes contarem com o Von Braun e muitos técnicos alemães. Pressionados, lançavam foguetes e mais foguetes que explodiam em terra ou logo em seguida.
Fracasso? Não. Em cada lançamento, erros eram corrigidos. Novos conhecimentos acrescentados. Até o sucesso americano do primeiro homem na Lua.
Quanto aos fracassos,soube depois que o mesmo havia acontecido com os russos. Só não era divulgado.
Confundimos muitas vezes Ciência com Tecnologia. Nem Von Braun e sua equipe eram cientistas, eram engenheiros e técnicos com grande formação prática. Já tinham passado por “fracassos e sucessos” no desenvolvimento das V1 e V2.
Thomas Edson, um grande inventor, não tinha formação acadêmica alguma, sua profissão: telegrafista. Seu método era um incansável trabalho empírico. Para desenvolver a lâmpada elétrica incandescente, milhares de materiais foram testados, os mais inusitados, até chegar ao tungstênio que perdurou até poucos anos atrás.
Durante este desenvolvimento muitas tecnologias foram descobertas.
Tem uma estória interessante a este respeito: certa vez, percorrendo seus laboratórios, encontrou um grupo de engenheiros discutindo sobre o volume de uma daquelas lâmpadas em forma de pêras. Havia ali um protótipo da mesma. O cálculo precisava ser o mais exato para se saber da pressão de uma máquina injetora de vidro. Não chegavam num acordo.
Edson pegou a lâmpada, encheu-a de água e despejou o líquido num recipiente graduado. Ali estava com toda exatidão o resultado necessário.
Para a Ciência, é importante a elegância de uma equação e seu resultado. Para a Tecnologia, o importante é o resultado prático e utilizável de um objetivo.
Após o infame período FHC é muito alta a desnacionalização da indústria brasileira, as multis não tem interesse em desenvolver ou implementar tecnologias sensíveis e fundamentais.
A propaganda da Volkswagen ilustra bem quando mostra dois (engenheiros?) alemães percorrendo uma fábrica “brasileira” elogiando a tecnologia alemã. Os melhores empregos destas empresas são dos estrangeiros que não ficarão no Brasil, outra parte dos empregos é dos robôs.
O país mais promissor do mundo, por questões políticas e da sua elite ignorante, corrupta e egoísta, ainda não está jogando no primeiro time. A grande maioria das escolas de engenharia se resume no velho quadro negro e a agora o computador. Além de sólidos conhecimentos de matemática, física e química, materiais etc. é fundamental a prática.
Como? Participando de projetos, protótipos, experimentos, bancadas, oficinas. Se sujar de graxa, ver como funciona e fazer funcionar. Não ter medo de errar. O medo deve ser o de não tentar. Errou, tente de novo e de novo, até acertar. Custa mais caro, em tempo e dinheiro, acadêmicos formando acadêmicos. É preciso teoria e prática. Tecnologia é a ciência que se usa no dia a dia.
Acho muito interessante o programa de TV por assinatura (Discovery) “Caçadores de Mitos” onde seus apresentadores fazem experiências para comprovarem ou não os “mitos” usando de diferentes tecnologias simples, inovadoras e interessantes. É assim que os gringos detentores de tecnologias inovadoras trabalham.
Fui funcionário de uma multinacional do setor químico, gerente de novos produtos, laboratório de PDI, nada de muito importante. As inovações importantes eram feitas nos laboratórios dos EUA e na Holanda.
Tive a oportunidade de ver como eram feitas as pesquisas. O pesquisador tinha uma idéia, normalmente só dele, ia pra bancada, fazia um cem número de misturas estequiométricas e não estequiométricas, milhares de fusões controladas, moagens com diferentes granulometrias, análises químicas e cristalográficas etc.etc. Claro que tinha um objetivo: desenvolver um novo corante inorgânico. Resultado depois de milhares de experimentos, duas novas patentes e a possibilidade de outros produtos com diferentes aplicações.
Só depois publicou o paper da sua pesquisa onde juntou a teoria e o resultado prático da inovação, em um congresso técnico/científico. Nessa altura os novos corantes já estavam sendo produzidos e comercializados.
Infelizmente não temos nem indústrias e nem uma cultura tecnológica inovadora.
Tive a oportunidade de conhecer o pesquisador que eu descrevi acima em sua residência, belíssima por sinal, gostava de viajar pelos EUA, tinha um avião bimotor para isso. Devia ter um bom salário.
Quem diria que era o mesmo quando o vi diversas vezes limpando a bancada, lavando os instrumentos, aferindo-os e consertando-os? Parecia um ajudante de laboratório ou alguém da manutenção.
É muito comum a confusão que se faz entre laboratórios de certificação, controle de qualidade e de análise ou mesmo laboratórios científicos.
Um laboratório de PDI de produtos em geral e tecnológicos em particular necessita dos outros laboratórios, mas essencialmente precisa fazer experiências empíricas com erros e acertos e do auxílio dos demais laboratórios. Seus objetivos e instrumentação é diferente dos demais laboratórios.
Financiar multinacionais com dinheiro do BNDES para pesquisa e inovação é pior do que não financiar nada. Os bons resultados não pertencerão a quem os financiou: o povo brasileiro.
As empresas de fundamentos tecnológicos terão de ser estatais ou nacionais de caráter estratégico e não poderão em nenhuma hipótese serem desnacionalizadas. As estatais ou com a maior parte do seu controle estatal, se em algum momento adquirirem força, massa crítica, estatura, que se privatizem com capital nacional, sem nenhuma ingerência de fora do Brasil.
Não penso que o grau de inovação competitiva de que o Brasil é capaz esteja limitado hoje por causa de um potencial menor do que os grandes centros de S&T, ou C&T. Há toda uma série de questões organizativas, como foi citado, e, além delas, há um problema básico do ambiente produtivo brasileiro, que já foi chamado de “modelo” brasileiro, ou de “custo” Brasil.
A inovação, sobretudo a inovação sustentável (e “financiável” mesmo em longo prazo) exige certo nível de coesão social, de cooperação não apenas na forma de parcerias, mas também em projetos em rede, e o problema é que o Brasil precisa ter uma cultura de cooperação e de coesão muito maior que a de hoje, e também precisa olhar nessa direção, para esse horizonte.
Os esforços e dispêndios de inovação exigem um grau de compreensão de todo o sistema, de responsabilidade e de competição sadia e interna, que os níveis atuais do sistema de inovação ainda não incorporaram. Ainda se briga muitas vezes por coisas muito menores, justamente por falta de se dar esses passos fundamentais por completo.
Objetivamente, o que vejo é que falta ao núcleo multidisciplinar, interdisciplinar, e a toda a estrutura empresarial e governamental envolvida, uma contribuição de fatores que poderiam ser chamados de “engenharia social”. Cuidamos ainda muito pouco de nosso capital humano, e o subestimamos de todas as formas possíveis, achando ainda por cima que isso de alguma forma vai favorecer “o sistema” e suas classes dirigentes.
A produção global “21″, de alto nível, sustentável e competitiva, tem como requisito a produção inerente de cultura. É a engenharia social. Anthony Giddens afirmou muito bem que a principal riqueza a ser produzida na sociedade avançada é a própria sociedade, os níveis de civilização, o capital humano, e isto compreende também a qualidade das relações internas da sociedade, coletivas, setoriais ou interindividuais.
A inovação brasileira já tem suas sementes bem plantadas, desenvolveu-a muito bem nos laboratórios, mas se esqueceu de cuidar melhor do solo, fértil, mas de produtividade limitada e medianamente produtivo.
É preciso superar o trauma histórico de uma sociedade colonial-colonizada e escravocrata, e romper com certos valores. Um bem objetivo, também apresentado por Giddens, um verdadeiro “parâmetro de Giddens”, que o país está desafiado a superar (não exatamente as mesmas palavras):
“o Brasil ainda tem uma idéia de que a riqueza já está pronta, de que ela não precisa ser produzida, mas pode ser simplesmente colhida ou apropriada”.
Mas esse é o projeto ideológico de um Brasil primário, “commoditário”, só que é a própria cultura brasileira que faz isso, em parte. Ou seja, essa é a âncora presa ao passado, o bloqueio a ser vencido, para que o país se modernize de vez.
MME apresenta primeiro ônibus brasileiro a hidrogênio
Evento será em São Bernardo do Campo (SP)
Será lançado na próxima quarta-feira, 1º de julho, em São Bernardo do Campo (SP), a partir das 10h, o primeiro ônibus brasileiro a hidrogênio. Coordenado nacionalmente pelo Ministério de Minas e Energia, em conjunto com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) e financiado com recursos do Global Environmental Facility (GEF) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com o apoio o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o projeto Ônibus Brasileiro à Célula Combustível a Hidrogênio é o ponto de partida para o desenvolvimento de uma solução mais limpa para o transporte público urbano no Brasil.
Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o projeto é mais um passo do governo para consolidar a vocação brasileira no uso de fontes renováveis. “Esse projeto é o resultado do enorme trabalho do Ministério de Minas e Energia e dos parceiros. Com o ônibus a hidrogênio estamos desenvolvendo ainda mais a economia do Brasil”, disse.
O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do MME, José Lima, destaca que o projeto é pioneiro na América Latina e que o objetivo é difundir essa tecnologia. “O sucesso brasileiro com o etanol e com o biodiesel nos credencia a utilizar o hidrogênio a partir de fontes renováveis de energia. O nosso desafio é planejar a estruturação da economia do hidrogênio no brasil.”
http://www.mme.gov.br/site/news/detail.do?newsId=19230
Ou o Brasil invéste muito em educação ,ou continuamos importando técnologia ,exportamos matéria prima e importamos manufaturados ,e vamos continuar produzindo fisioloigismo político ,votos de cabresto , enfim tudo que a ignorancia agrega a um povo. Pobre de nós que fomos colonizados pela escória Portuguesa da época ,mas eu continuo com esperança ,porque a terra e boa ,e em se plantando dá ,vamos plantar educação para que nossos netos sejam dignos e tenham orgulho de ter nascido aqui …