O priapismo noticioso
Essas campanhas de exaustão, a que José Sarney está submetido, permite análises curiosas sobre o comportamento da imprensa.
A campanha tem que manter o leitor em permanente estado de orgasmo. Tem que gerar um grande escândalo por dia. É o priapismo noticioso.
Trabalhar bem um escândalo não é tarefa trivial. Exige apuração, conferência de dados, a palavra à parte atingida. E escândalos não caem do céu, como manchetes à mancheia.
Para atender à demanda por escândalo, recorre-se comumente a um recurso curioso, ridículo para quem tem senso crítico, mas com algum poder de persuasão para os que tem orgasmos com processos indiscriminados de linchamento. A palavra chave é “repercussão” e vou usar o Estadão para material didático.
1. Ontem o Estadão “acusou” um neto de José Sarney de ser correspondente bancário para empréstimos de crédito consignado no Senado. Há alguns problemas na denúncia. A autorização foi concedida em 2007, antes do avô ser presidente; existem outros correspondentes bancários; a consignação não é compulsória, pega o crédito quem quer. O máximo a que a reportagem chegou foi em uma coincidência de datas entre o contrato de representação do neto com um banco e sua autorização para operar algumas semanas depois. Poderia haver uma explicação simples: o neto procurou o banco, solicitou a representação e conseguiu a autorização do Senado. Como não existe exclusividade, cadê a irregularidade? É possível que outros bancos não tenham conseguido autorização? Possível é. Como é possível que exista favorecimento.É possível que, no final da linha, se encontre um escândalo. Só que a reportagem não encontrou. Ou porque não existe escândalo, ou porque não existem elementos ainda para uma reportagem. O Estadão publicou a pauta, em vez da matéria.
2. No dia seguinte, os demais jornais repercutem a “denúncia”. E o bravo Estadão dá a “repercussão”: “PF busca indícios de crime no caso do neto de Sarney”. A matéria é fantástica. Segundo ela:
Um inquérito aberto pelo delegado Gustavo Buquer no dia 13 de maio apura a atuação da Contact. A empresa intermediava a relação entre servidores e os bancos conveniados com o Senado – um setor que movimenta cerca de R$ 144 milhões por ano na Casa.
Desde 2007, a Sarcris recebeu autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos no Senado. Até ontem, quatro autorizações estavam em vigor. Adriano disse que o faturamento anual da empresa, montada em sociedade com um colega de escola, é de “menos de R$ 5 milhões”.
Ou seja, até agora existe apenas uma pauta. Mas como há o compromisso do orgasmo diário, publicaram a pauta como se matéria fosse. Aí o leitor dirá: mas com o histórico de Sarney, tudo bem. Só que o desrespeito não foi apenas contra os direitos dos Sarney mas contra o exercício correto do jornalismo.
Uma das primeiras tarefas dos policiais será verificar se há ligação direta entre a Sarcris e pelo menos três empresas registradas em nome da ex-babá de Zoghbi, a Contact, a BM e a BC Assessoria e Crédito. Só a Contact recebeu R$ 2,3 milhões do banco Cruzeiro do Sul, uma das instituições autorizadas a operar no Senado.
Outra missão será averiguar se José Adriano aproveitou-se do poder político do avô para ser contratado pelos bancos para intermediar empréstimos com o Senado. Caso os policiais cheguem a essa conclusão, a investigação poderá subir para o Supremo Tribunal Federal (STF), por causa do foro privilegiado de Sarney.
Caso Ricardo Gandour seja acusado de ter matado Maria Antonieta, na Revolução Francesa, será submetido a um tribunal de exceção. Caso minha avó fosse roda, eu seria bicicleta. Caso… caso… suponha… suponha….
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: crédito consignado, Sarney, Senado

O Sr. João Saboia Jr. fez o que considero um abalizado comentário sobre as reais intenções dos ataques a Sarney. Sem dúvida já se trata de jogada estratégica de serra de olho em 2010. Com josé Sarney forte no PMDB, impossível o aliciamento de boa parte deste partido que, apesar de ser apenas um lastimável acampamento eleitoral em lugar de partido propriamente dito, possui a maior máquina eleitoral do país. Sarney tornou-se inimigo figadal de serra desde que este último detonou a candidatura de Roseane à presidência. Todo mundo sabe que Sarney fará aliança até com o diabo, se preciso for, para derrotar serra em 2010. O problema é que serra também tem telhado de vidro. Sarney não é bobo e pode estar esperando a hora certa para jogar pedra.
É, a campanha de 2010 promete ser a mais suja de toda a história do país. E olhe que já tivemos que conviver com campanhas que foram verdadeiros chiqueiros.
Mas que a expressão priapismo noticioso foi um achado sensacional isto foi!
E quanto aos leitores de FSP, Estadão, Globo etc? Seriam eles ninfomaníacos noticiosos? Talvez…
“Priampismo político”, e quando menciono a função de “personal fucker”,sou injustamente censurado! Nem na ditadura….
Essa sacada foi histórica. Gostei também do “tráfico de adrelina” dito por um comentarista. A completar esse bestialógico da imprensa brasileira, podemos dizer que um repercute o outro, que depois repercute o repurcutante, que por sua vez, novamente repercute o repercutido, numa grande orgia de percuções e repercuções. Parece o filme Calígula
Manchete do momento no UOL: “Senado gasta R$ 208 mil com ligações residenciais”.
Na matéria, lê-se que é o gasto dos últimos 30 meses.
Média de R$ 6.933,00/mês.
Ou R$ 85,59/senador.
Assim o País quebra.
Esses caras nem golpe sabem dar. Assim como ocorreu com o Lula no caso do mensalão, o Sarney vai vencer a parada e sairá fortalecido. Com o Lula foi a mesma coisa. Eles estão batendo no cara muito antes da eleição. Até lá muita água vai rolar. E quando chegar a eleição, o cara estará mais forte do que nunca.
Mas fala sério…
Alguém viu o programa político do PSDB ontem!!! Eles falaram 2 ou 3 frases sobre o próprio partido e partiram para cima do Lula/PT. E assim ficaram durante todo o programa. Ou não teem o que mostrar, ou estão com muito medo do Lula.
Quem viver verá
Para causar priapismo teriam de criar um novo mensalão. A possibilidade de derrubar Dirceu deixou, realmente, muitas pessoas em estado de orgasmo. O gerador de caracteres do UOL jorrava manchetes madrugada adentro. Os comentários não cessavam; os acessos bateram todos os recordes. O anúncio da renúncia de Dirceu deve ter sido pluri-orgástico. Dirceu tem esse dom de inspirar simpatias e animosidades extremas. Nenhum outro ministro que a trupe destro-midiática consiga comprometer terá um epílogo tão emocionante para seus adversários. O melhor da excitação jornalística já passou. É hora de buscar outros meios de satisfação sensitiva.
Caro Luis Nassif,
Deplorável, demagógico e cínico o comportamento de alguns senadores envolvendo o Presidente Sarney, com quem inclusive trabalharam quando no exercício da Presidência da República. Será que pretendem repetir a barbaridade que fizeram com o Fernando Collor?
Estou indignado.
AGNALDO TIMÓTEO
Cantor e Vereador
São Paulo/SP.
Anarquista:
“massacre contra os mais lidos” ?
Mas você de anarquista não tem é nada.
Sanzio,
Sua explicação é perfeita. Porém, um adendo: que se use, pelo menos, medicamento nacional. Prestigiemos a indústria química-farmacêutica tupiniquim. Nada de Viagra, Cialis ou Levitra, e sim Helleva, do laboratório Cristália.
Ahhhhhhhhh!!!
rsrsrsrsrsrs…..
Boa esta dos mais lidos, anarquista!
Agora conta aquela piada dos porquinhos que espirram, do impagável Serra vai!
Se é para REPERCUTIR…vamos lá.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mello-e-a-saga-de-sarney-coincidencia-ou-serra/
Mello e a saga de Sarney: coincidência ou Serra?
Atualizado e Publicado em 26 de junho de 2009 às 13:10
Em 8 de fevereiro, o Mello publicou o primeiro artigo com o mesmo questionamento. Semana passada, ele reiterou e, nesta feira, voltou à carga.
A saga de Sarney: coincidência ou Serra (3)?
por Antonio Mello, no seu blog
Já fiz duas postagens aqui sobre a intensa pressão em cima do senador José Sarney (que só Deus e a justiça maranhense sabem como conseguiu se reeleger batendo a valente Cristina Almeida (PSB) (sobre este assunto não deixe de ler esta postagem aqui . Nas duas, perguntava: coincidência ou Serra? E recebi vários questionamentos, como se eu estivesse defendendo Sarney e não, ao contrário – e era o foco das postagens – denunciando a utilização de antigas e manjadíssimas acusações contra o ex-presidente, logo agora que ele foi escolhido presidente do Senado, é aliado de Lula e inimigo declarado do presidente eleito pela mídia José Serra. Daí a pergunta: coincidência ou Serra?
Porque acusações contra o senador Sarney vêm do tempo em que ele ainda nem usava bigodes. Quem procurar na caixa de pesquisas aqui do blog vai encontrá-las aos montões. Escolhi algumas:
A grande sacada de Sarney, com o dinheiro que ele sacou do Banco Santos, um dia antes na intervenção naquele banco e como a transação foi feita pelo próprio presidente do banco.
Como Roberto Marinho mandava em Sarney e nomeou Maílson da Nóbrega ministro da Fazenda , na época em que Sarney era presidente.
Ao final de seu governo (que de tão ruim praticamente elegeu Collor, com o auxílio luxuoso da Globo) uma pesquisa do Ibope, de novembro, mostrava o tamanho do desgaste do presidente Sarney: para 60% dos entrevistados seu governo era avaliado como ruim/péssimo. E deixou o governo com uma inflação de 80%, ao mês. Não há engano, é ao mês mesmo.
O Maranhão, um dos estados de maior riqueza cultural e belezas naturais do Brasil, governado há décadas pela família Sarney, é um dos mais miseráveis do país. Onde reina o nepotismo e autoexaltação mais desavergonhada do Brasil, como já denunciamos anteriormente aqui:
Segundo o Jornal Pequeno, do Maranhão, que tem como slogan “O órgão das multidões”, afirma que é fácil ver as digitais de Sarney no estado:
“Para nascer, é na Maternidade Marly Sarney. Para morar, você tem as vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola (mãe de Sarney) ou Roseana Sarney. Para estudar, suas opções são as escolas Roseana Sarney, Sarney Neto, Fernanda Sarney, Roseana Sarney, Marly Sarney ou o próprio Sarney. Para pesquisar, pegue um táxi no posto Marly Sarney e vá à biblioteca José Sarney (que fica na maior faculdade particular, que, dizem as más línguas, também é do Sarney). Para ler notícias, tem o jornal Estado do Maranhão, que também é do Sarney, ou a televisão do Sarney. Para saber sobre contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney Murad. Para sair da cidade, atravesse a ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá para a rodoviária Kiola Sarney e então, depois de algumas horas nas estradas e rodoviárias “maravilhosas” do Maranhão, você chegará ao município José Sarney. Não gostou? Quer reclamar? Pode me processar que eu vou responder no fórum desembargador Sarney!” março de 2007
Mas, como nada disso parece entrar na cabeça de algumas pessoas, como elas continuam achando que estou defendendo Sarney e não denunciando a maré de denúncias que tem como objetivo retirá-lo de lá para colocar alguém que, pelo menos, não seja adversário de Serra, vou usar uma charge de Chico Caruso, publicada na primeira página de O Globo de hoje, e que demonstra muito bem o que estou dizendo. A charge, repare, foi publicada originalmente em fevereiro de 88, portanto, há 21 anos.
Desde aquela época a imagem de Sarney se desfaz em lama, embora tenha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras depois disso, e seja articulista da Folha de São Paulo há anos.
Repito a pergunta: se todo mundo sabe quem é Sarney há tanto tempo, se as mutretas que estão denunciadas agora no Senado não começaram com ele – que recém foi empossado – por que toda a sujeira está sendo levantada agora: coincidência ou Serra?
Desde 1986 q existe “trem da alegria” no senado. è só buscar as manchetes daquela data até o presente momento. A imprensa sabe disso há séculos.
Radio Itatiaia só para ouivr futebol.
E só a narração ao vivo, pois até os programas esportivios são insuportáveis.
A babação de ovo para com os dirigentes é gritante. Principalmente para com o time de politico Zezé Perrela.
O esporte alí é só pretexto.
No blog http://ohermenauta.wordpress.com/ tem uma matéria de 1986 sobre o trem da alegria q empregou a Roseane e o primo do agripino Maia. Na época o Agripino era Governador do RN, além de filhos de outros políticos. Importante verificar q tds os trens só beneficiavam parentes do PFL, naquela época.
Criatividade 100000000000000000000000000000000000…
Priapismo noticioso é ooooooooooooooooooootimoooooooooooooooooo.
Nassif e a bancada da Dilma, acordem.
Os escândalos de Sarney se renovam a cada dia: é neto, é nora, é sobrinho, é o amigo Agaciel.
A imprensa não precisa encher linguiça.
Nassif,
Às vezes acho seus posts um tanto confusos. Ao contrário de vários leitores aqui, não condeno a imprensa. Também não acho que você condene, apenas faz ressalvas sobre modos de escrita e observação de fatos, dando abertura às sua ponderadas críticas.
Esse texto é mais um exemplo, um tanto distorcido, dessa visão citada. Aparentemente, trata-se de uma crítica à forma que o Estadão vem conduzindo suas matérias a respeito de Sarney (ou, penso eu, neste único caso, no qual concordo com sua crítica). Contudo, qualquer comentário/crítica que você faça serve como consolo para as ‘víuvas da mídia’, ‘detratores do PIG’ ou algo parecido, tomando qualquer fato noticiado (e não com a substância da sua crítica) como uma inverdade explícita.
Tenho consciência de que a maioria absoluta das matérias publicadas possuem um alvo, um estigma de perseguição, afinal de contas, trata-se de uma série investigativa sobre a desorganização absurda do Senado, sob o comando de Sarney. Porém, os mesmos que acusam a ‘mídia’ parecem fazer defesa plena daquele.
Gostaria de saber desses uma única atitude interessante de Sarney em toda a sua carreira política; mais, se os fatos publicados (e não este) recentemente (parentes, diretor-geral, etc.) são inverdades. Acredito que o espaço de discussão vem cada vez mais se contaminando ideologicamente, aliás, nem creio que esta seja a palavra mais correta, pois o nível está cada vez mais doentio, quando se trata de ofender a imprensa, a oposição ou simplesmente fazer a opção de defender aqueles mais próximos ao governo, independente de ideologia.
Como já disse o Presidente uma vez, alguém daria um cheque branco ao mesmo, confiaria-lhe as chaves da própria casa? Posso – e devo – estar sendo ingênuo, mas essa defesa inconteste (tanto por parte de Lula quanto de seus seguidores) já está banalizada. Para todo escândalo, há uma reação primária de defesa (sendo que o mesmo Lula era um dos primeiros a julgar, como continua sendo, quando se trata de algo crítico ao seu governo). Assim, permita-me apenas pensar a diferença no discernimento entre uma crítica jornalística e uma crítica aos meios jornalísticos. Afinal, infelizmente, os comentários parecem mais um ‘arrastão’ que uma ‘reunião de idéias’.
Nassif…
de volta ao primórdios..
Wilhelm Reich – A Origem Da Moral Sexual
Já que com manuais de redações e ética grega não dá mais pra analisar o comportamento desses barões nos dias de hoje.
Boa tarde.
Algumas pessoas confumdem a critica feita à imprensa com uma conceituação de Sarney como um exemplo de ética e probidade.
A critica é à estrategia estudada de tentar colocar alguem da oposição na presidência do senado.Já ocorreu antes com o Renan Calheiros.
Renan foi Ministro da Justiça de Fernando Henrique, era trataqdo pela imprensa como um estadista.
Depois de um longa carreira politica sempre compondo com o governo de plantão , Renan foi fazer o mesmo com o governo de Lula.
Pronto! Virou o maior canalha da politica nacional, foi derrubado da presidência do senado depois de uma campanha da grande imprensa..
Agora é a vez do Sarney e a coisa se repete. Em fim de carreira descobrem que o Sarney é o Sarney. A “imprensa vigilante” demorou algumas dezenas de anos para concluir isso
As denuncias do Congresso foram pingando e varias delas tinham relação com Sarney tanto quanto com todos os outros senadores.
Sobrinho do Sarney ?
A coluna da Mônica Bergamo cometeu a pequena indiscrição de noticiar
que a filha do Fernando Hentique Cardoso estava lotada no gabinete do Senador Heraclito Fortes/ DEM.
A filha de FHC ainda disse que não ia ao senado porque “lá é uma bagunça” por isso trabalhava em sua propria casa.
Alguem repercutiu ?
A “indignação” apareceu em manchetes ?
Tomou conta das rodas de conversa da classe media?
Pediram a demissão da moça ?
Por isso tudo essa “indignação” contra o Sarney não me convence.nem me comove.
Hoje ao meu ver a imprensa é hoje o 1º poder.
Não sei como se deu, mas ela assumiu e defende sua permanencia no poder.hoje utilizando o ex 1º poder
Quem pode mais que a imprensa hoje ?
Sarney ?
Serra ?
Lula ?
Dantas ?
Gilmar ?
FHC ?
Todos estão na verdade sendo mais usados do que usando essa mafia midiática.