O diploma e as faculdades de jornalismo
Já fui mais cético em relação ao papel das faculdades de jornalismo. Sempre considerei o jornalismo um curso técnico. Em seis meses de redação, aprendia-se o ofício com muito mais profundidade do que em quatro anos de faculdade.
Além disso, as faculdades de jornalismo padeciam de um mal crônico: a grade curricular. Quando o curso surgiu, em fins dos anos 60, as Humanas tomaram conta, buscando marcar seu território na nova frente que se abria.
Criaram excrescências como Sociologia da Comunicação, Filosofia da Comunicação, História da Comunicação. Excrescências porque essas matérias deveriam ser uma extensão das respectivas cadeiras. Ou seja, o aluno teria que fazer um curso de história, primeiro, para depois aprender uma especialização da história – a tal História da Comunicação.
Em vez disso, no prazo de um ano o professor precisava passar noções de história, sociologia e antropologia e, de quebra, a especialidade estudada.
No plano técnico-operacional, aprendia-se muito pouco. Um dos argumentos dos defensores da faculdade era a questão dos princípios éticos que ela incutiria nos alunos. Mas o que havia era uma profunda politização, de considerar o jornalismo uma arma de luta. Além disso, as distorções no jornalismo profissional ainda não eram tão acentuadas.
O que ocorre hoje em dia é outro bicho.
No plano técnico, os jornais se defasaram, não dominam a imensa riqueza que se abriu com a Internet. Portanto, é um campo a ser preenchido pelas faculdades. Mas, com exceção da Casper Líbero, não me parece que as demais tenham acordado para essa nova realidade.
No plano do jornalismo, os jornais desaprenderam completamente a técnica jornalística. Cartelização, arrogância, o uso reiterado da manipulação entortaram a boca. Os jornais desaprenderam princípios básicos de bom jornalismo, abrindo, agora, um campo para as faculdades entrarem.
Além disso, há um enorme mercado que se abre com o fim da obrigatoriedade do diploma – beneficiando especialmente os com-diploma. Daqui para frente, cada vez mais as empresas e associações serão produtoras de informação, acabando com essa intermediação espúria da mídia. Hoje em dia há assessorias com mais jornalistas que as redações. Preparam releases, enviam para o jornal, o editor passa para um repórter dar uma guaribada e publicar como se fosse matéria própria.
Esse jogo vai acabar. Cada vez mais empresas e associações precisarão de jornalistas profissionais para produzirem notícias que serão veiculadas sem intermediação na Internet.
Veja bem, no modelo convencional as redações prescindem de jornalistas formados. Elas têm seu próprio método de trabalho, no qual os jornalistas acabam se enquadrando. No novo modelo, as empresas necessitarão de jornalistas com formação – ou quem tenha passado por redações ou quem tenha se formado em faculdades que ensinem efetivamente o novo, como estruturar as informações das empresas, como identificar aquelas de interesse do público, como utilizar as novas mídias etc.
Por wiss
Nassif;
Sou leigo no assunto, mas achei interessante duas opiniões aparentemente divergentes, entre dois profissionais conceituados na área .
A Sua e a do Alberto Dines no Observatório da Imprensa.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005
Por weden
Comparando com a Casa da Mãe Joana do Jornalismo, que é o Brasil, na França o rigor com a formação dos jornalistas é acentuado. Observe-se que o jornalismo francês é a maior escola européia, e prima pela pluralidade e respeito ao leitor.
Se o pretendente quiser ser jornalista ele terá que ou cumprir um estágio de dois anos em jornal – e aí estagiar em empresas grandes é praticamente a única possibilidade de reconhecimento nacional – ou se formar numa das doze escolas de jornalismo reconhecidas pela Fenaj local (SNJ).
Abaixo algumas das escolas que podem emitir diplomas.
A observação é que sem uma destas duas condições, o profissional não terá uma carteira de “jornalista titular”, independente se ele tiver qualquer outra formação, e isso é controlado pelo sindicato da categoria.
* Centre de formation des journalistes, CFJ-Paris
* École des hautes études en sciences de l’information et de la communication, Celsa-Paris IV
* École de journalisme et de communication de Marseille, EJCM
* École de journalisme de Toulouse, EJT
* Institut de la Communication et des Médias, ICM-Grenoble III
* Institut Français de Presse, IFP-Paris
* Institut pratique de journalisme, IPJ-Paris
* Institut de journalisme Bordeaux-Aquitaine, IJBA
Um caso específico:
A Escola de Jornalismo e Comunicação de Marseille oferece o curso de jornalismo de revista.
Para ser admitido, o candidato tem que ter o primeiro ciclo universitário (dois anos), ou três anos de prática desde que passe por um teste de nivelamento.
O curso tem a duração de cinco meses (observação: só o curso de jornalismo de revista).
O curso se desenvolve sob os seguintes módulos
Módulo 01
Direito, Poderes, Instituições
História das Mídias
Os instrumentos da Mídia
Deontologia
Estatuto do Jornalista
Mercado de Mìdias
Direito à imagem e direito de imagem
Regras de base do jornalismo
Escrita de agência de notícia
Síntese jornalistica
Introdução ao Fotojornalismo
Módulo II
Sinopse
Os diferentes gêneros jornalísticos
Jornalismo em rede
Entrevista
Perfil
Módulo III
Introdução a softwares de diagramação
Diagramação
Formatos
Paginação
Fotografia
Reportagem
Jornalismo Judiciário
Fotojornalismo hoje
Elaboração de uma revista
Escolha de assuntos após o tema estabelecido
Planejamento de reportagem
Redação
A fotografia
Paginação
Se ele quiser jornalismo de tevê, rádio, jornais, etc, ele terá que cumprir outros tantos cinco meses (o semestre francês), quanto necessários.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: diploma, jornalismo

” Quem nao se comunica, se trumbica” ja dizia nosso(meu) guru tropical, atualizadissimo.
Vale pro CIP – do B (Cartel da Imprensa Partidaria do B).
Acho que somente as profissões essenciais à vida humana e aquelas que exigem alto conhecimeno técnico específico aliado a outros áreas relacionadas umbilicalmente justificam um curso com a extensão de uma faculdade, pois uma má formação do indivíduo pode causar transtornos irreparáveis ao ser humano e à sociedade.
Pode-se contar nos dedos:
curso de direito (exige conhecimento humano, história, filosofia, experiência, além das áreas do próprio direito);
medicina, farmácia, enfermaria (essenciais à vida humana que exigem alto conhecimento técnico);
engenharia e arquitetura (também exigem alto conhecimento técnico).
O meio copo cheio!
Outra mudança importante ocorrerá no perfil sócio-econômico das futuras gerações de jornalistas. Com a obrigatoriedade do diploma, forjou-se uma geração inteira de jornalistas com a mesma origem social: pequena burguesia ou camadas médias urbanas. Agora, espera-se uma pluralidade maior, acesso ao contraditório, mais democracia. A obrigatoriedade sempre foi uma excrescência, que se tornou ainda mais absurda com a internet. Espero que, a partir de agora, surja uma geração de jornalistas mais identificada com os trabalhadores do campo e da cidade, com os estudantes, com os movimentos sociais, com as minorias em geral.
A quem servia a obrigatoriedade?
O que justifica o monopólio da informação?
Estou muito feliz com a queda de uma das últimas guildas medievais.
Nassif, teu comentário faz sentido, mas tenho outras preocupações, quanto ao salário que será praticado, carga horária (que sempre foi acima do normal) e assim por diante. Entendo que as faculdades são atrofiadas, mas penso que poderíamos encontrar o meio termo entre o fim do diploma e faculdades atrofiadas, simplesmente reduzindo muito a grade e deixando apenas o essencial. Isto, por si só, já ofereceria maior acesso para quem quisesse se tornar jornalismo. Existem cursos de jornalismo com menos de dois anos, salvo engano, nos EUA. Poderíamos até mesmo deixar a obrigatoriedade do diploma, pois como escreveu Alberto Dines, mais da metade do que foi publicado em jornais ontem foi escrito por não jornalistas. Na prática, o jornalismo já vem perdendo qualidade não é de hoje. Mas sinto que no Brasil, todas as decisões tomadas são feitas com análises fragmentadas. Existem muitos aspectos que deveriam ser considerados junto com esta decisão. Nem é preciso comentar que as palavras de Gilmar Mendes é que realmente cortaram nossas almas, pois vêm de um Ministro.
O processo que você corretamente prevê ocorreu com outros cursos e profissões. No fim, uma “obrigatoriedade” ditada pelas novas conformações dos meios de produção. Alguns não precisão do diploma para se adaptarem a isso. A maioria, sim.
O pool da informação, este monopólio da safadeza que, por exemplo, não escreveu uma só linha sobre o sucesso do Brasil ede Lula na reunião da OIT na Suiça comete crime ao nos negar os fatos.
Ao invés de noticiar fatos fazem politicagem, tomara que o governo, estatias, ongs, etc, criem seus blogs sim e inclusive uma rede para congregá-los, aí sim, será a pá de cal no pool formado pelas 4 magnas famílias que se dão ao direito de fraudar o Brasil e a constituição
No entanto, meu caro Nassif, o que está em pauta hoje não é isto, data vênia. O que se quer discutir agora, penso eu, é se esta nova investida apocalíptica do Supremo ontem foi ou não feita por encomenda dos jornalões e grande mídia, que necessitam de mão de obra mais barata e “folga” ética, que o diploma impõe. Simples assim… Qual é tua opinião?
Nassif, sinceramente não consegui entender a sua argumentação. Por favor, me explica como se fosse uma criança de 5 anos, é bom ou não pro Brasil ter jornalistas sem diploma? Não sou jornalista, mas sou da área de comunicação e acompanhei a mesma discussão na década de 80 quando a FSP fazia campanha contra o diploma. De lá pra cá alguma coisa mudou? Só sei que a internet irá acabar com os jornalões e que a campanha da “mosca” que a FSP tá veiculando na TV e rádio é patética de tão desesperada.
Eu não entendi.
Enquanto em todas as profissões, cada vez mais, exige-se curso superior, os jornalistas são dispensados e ainda comparados a cozinheiros. Nada contra cozinheiros que, pelo contrário, até possuem Faculdades próprias.
Acho um retrocesso imperdoável e o STF, mais uma vez, mostrou-se incompetente para julgar.
Pior para a classe, cada vez mais desacreditada.
Caro Nassif.
Parabéns pelo seu comentário! Poucas pessoas conseguem ter lucidez nesse momento em que impera um corporativismo rançado. A queda do diploma se assemelha – em muitos pontos – à crise das gravadoras de música. Quem legitima o quê e quem fatura com isso?
Se tomarmos ao pé da letra o que significa o Jornalismo, podemos dizer que Folha, Veja e Globo fazem Jornalismo?
As faculdades de Jornalismo ensinam Jornalismo atentas à contemporaneidade? A grande preocupação agora é com a renda do próximo vestibular e com a possível evasão… Mas, e a análise das causas disso, será que as faculdades se dispõem a fazer?
Há grandes pesquisadores como, por exemplo, a profa. Ivana Bentes, da UFRJ, que se posicionaram publicamente em favor de uma grande reformulação do ensino nas escolas de Comunicação. Mas quem vai decidir por isso?
Nassif, opiniões como a sua, que conhece a fundo as redações dos jornais, tvs, rádios e outros veículos deveriam ser levadas em consideração para se debater o fim de uma legislação, que foi criada por uma circunstância e, hoje, deixou de existir num momento completamente diferente do mercado.
Argumentos de quem estuda e vive a comunicação deveriam ser levados em consideração pelos nobres Ministros do STF, que preferiram se valer de argumentos simplórios para minimizar uma carreira, que não precisa mais de Universidade.
A questão é ‘apenas’ a OBRIGATORIDADE DE TER QUE SE FORMAR NUMA FACULDADE . Esta decisão apenas corrobora aquela máxima de que a Esola/Faculdade deixa a pessoa mais burra, mais adestrada. QUEM TEM a vocação para o jornalismo e quizer fazer um Curso para se aperfeiçoar, tudo bem, mas isso NÃO o impedirá de exercer a profissão. E Outra o que adianta ter um DIPLOMA e ganhar uma miséria?
É isso aí!!
Agora só falta acabar c/ a exigencia da carteira da OAB e da formaçao em direito p/ o oficio de advogado.
Aí sim, melhoraríamos muito!!!
Confesso que tenho dificuldades para entender ou melhor, para assimilar a sua análise. Você quer dizer que a partir de agora, o diploma de jornalismo vai ter mais peso? Não é um pouco cedo para afirmar?
O que vemos na IMPRENSA DOS FORMADOS COM DIPLOMA é uma imprensa que vive da desgraça dos outros, da onda de ‘denuncismo’, jogando a população contra os poderes, que usa de uma liberdade de imprensa a fim de escravizar, que não se busca a verdade no seu todo.
Eu te arrebento no editorial, mas não aceito ser processado por você, pois a “forma” que escrevi me ampara na “liberdade de imprensa”
Uma imprensa que apaga fogo com gasolina, manipulam a informação, usam de sofismas. Não se ouve o outro lado, não se checa as fontes, rasga-se qualquer compêndio básico de investigação jornalística. Se bem que investigador é uma coisa e jornalista é outra. Um jornalismo que só busca selecionar as informações que pretende divulgar mediante a observância de critérios tais como apenas o interesse próprio.
PARABENS PELA DECISAÇÃO STJ
Enquanto isso Ayres Brito, aquele supremo franzino, chegado a palavras impostadas ditas por um certo Odorico ..enquanto isso ele acha que o BRASIL deve seguir o que já foi DITADO por outros modelos, por outros exemplos ..nem todos com exito
Que devemos deixar a GRANDE IMPRENSA (seus interesses e profissionais) sem amarras em suas papas e línguas
..que devemos deixar que qualquer desavença seja decidida por nossas leis pequenas, OU PIOR, muito pior, decididas, NÃO POR UMA LEI MAIOR DE CONDUTA DA IMPRENSA, mas pelo jogo da conveniência da JURISPRUDÊNCIA.
sá cô mé …vai da hora, e da cara do cara
Na linha de pensamento do que o Juca disse no post “Cai o diploma de jornalista” (17.06.2009 – 21:19 – ). Tenho uma sobrinha que estuda jornalismo, de quem pago a faculdade. Se ela me vier com esse papo de que não mais precisa de diploma, dou um cascudo nela. Pode não mais precisar do diploma para arranjar emprego, mas a faculdade considero fundamental como ferramenta para um bom exercício da profissão.
Vejo que a discussão sobre o jornalismo está reduzida a “quero que aqueles cães vão pro inferno”. É muito simplório. É necessario enterder melhor – sou socióloga, não jornalista – quais são as linhas de força nesta sociedade que produzem o jornalista cão vil. Como disse Wright Mills, sociólogo militante e não dentro da academia, mas em sua sociedade, por uma forma de pensar, que ele chama de “imaginação sociológica” é preciso entender que variedade de homens predominam numa sociedade, ou seja, que o homem é como é dado forças sociais com as quais ele luta, mas que também se adapta a elas.
Neste sentido, considero de importância estratégica esse relatório seu sobre como se configura, se estrutura a profissão (eu nem fazia idéia, obrigadíssima). É preciso analisar estas amarras, se queremos que a coisa mude. Pois decretar o fim da profissão talvez não ajude. Talvez dar apoio para que as condições materiais (ou as estruturas do campo de trabalho) se modifiquem para que surjam novos espaços para os – creio – muitos que gostariam de exercer sua profissão com honestidade seja mais válido do que discutir a necessidade ou não do diploma. Os cursos acompanham a mediocridade do mercado existente, então sem abrir espaços de trabalho mais honestos, talvez os cursos nunca se modifiquem. Qual a alterantiva de mercado tem o profissional crítico (aquilo que entendemos que deveria ser de fato alguém chamado jornalista)?
O jornalista crítico é uma espécie ameaçada de extinção tanto pelas agências de notícias como por muitos blogs que estereotipam a profissão pela média (que tem um desvio padrão imenso, concordo) e não tem espaço para exercer sua profissão. Creio que você entende como ninguém esta opinião, tendo passado por algo semelhante, creio.
Neste contexto, me pergunto se a Confecom não seria de importância estratégica para o surgimento desses espaços novos, capazes de absorver o profissional honesto. Talvez até os cursos, ou alguns deles, acompanhem esta tendência, se ela aparecer. A racionalidade está no sujeito, não na instituição, ou em outra categoria social abstrata, como podemos depreender de Weber. É por conta disso que creio, jornalistas como você vão buscar elementos que sejam capazes de fornecer um posicionamento crítico, mesmo que o curso de jornalismo não os tenha fornecido. Por que você tem uma vocação. Usando um pouco da imaginação sociológica de Mills é possível imaginar que, mesmo que não seja a maioria, há outros como você, que sujeitos a um campo de trabalho cão, não tem condições de exercer sua vocação, seu “chamado”. A forma como se organiza o mercado de trabalho neste campo privilegia os carreiristas, e não os vocacionados. É preciso tentar mudar estas condições.
Quando o blog da petrobras apareceu eu comemorei porque, para aqueles jornalistas que pressionaram o pres. da Petrobrás S.A. no Roda Viva, a liberdade de expressão é prerrogativa ds empresas de mídia.
Infelizmente esse foi o viés adotado pelo Gilmar Mendes, relator da matéria, neste caso(vocês já notaram como caem coisa sobre a mídia com o Gilmar). Acho que isso usado para cnfudir muita gente boa, como se qualquer um não pudesse expor suas opiniões na imprensa, claro se o dono do orgão deixar, mas aí é outro problema.
Sobre a “entrada” das humanas acho que isso é próprio das universidades, acho difícil renegar o que foi produzido pela semiótica e dizer que jornalista precisa aprender a usar critérios de busca semântica do google e quais são os tamanhos de papel da série A. A complicada relação teoria e prática, universidade e profissão não se resolve com a lei, mas enfrentando a necessidade de regulamentação dos cursos e estágios.
Mas como era antes, de qualquer forma sempre se prescindiu de formação acadêmica para postular uma vaga em grandes jornais, rádio é outro problema. Em outros tempos quando o acesso à informação era escasso, o especialista era quase um ativo. Se você fosse engenheiro e soubesse escrever poderia ser jornalista.
Hoje a questão do acesso se inverteu, mais importante agora é que existam bons arquitetos e organizadores das informações. Daí porque graduação acadêmica, especializações continuam a ter importância, diploma mesmo só é importante para as empresas que querem contratar quem quiserem.
em tempo: ninguém precisa ser jornalista para poder se expressar, quem contrapõe as duas coisas tem interesses estranhos ás duas coisas.