O diploma e as faculdades de jornalismo
Já fui mais cético em relação ao papel das faculdades de jornalismo. Sempre considerei o jornalismo um curso técnico. Em seis meses de redação, aprendia-se o ofício com muito mais profundidade do que em quatro anos de faculdade.
Além disso, as faculdades de jornalismo padeciam de um mal crônico: a grade curricular. Quando o curso surgiu, em fins dos anos 60, as Humanas tomaram conta, buscando marcar seu território na nova frente que se abria.
Criaram excrescências como Sociologia da Comunicação, Filosofia da Comunicação, História da Comunicação. Excrescências porque essas matérias deveriam ser uma extensão das respectivas cadeiras. Ou seja, o aluno teria que fazer um curso de história, primeiro, para depois aprender uma especialização da história – a tal História da Comunicação.
Em vez disso, no prazo de um ano o professor precisava passar noções de história, sociologia e antropologia e, de quebra, a especialidade estudada.
No plano técnico-operacional, aprendia-se muito pouco. Um dos argumentos dos defensores da faculdade era a questão dos princípios éticos que ela incutiria nos alunos. Mas o que havia era uma profunda politização, de considerar o jornalismo uma arma de luta. Além disso, as distorções no jornalismo profissional ainda não eram tão acentuadas.
O que ocorre hoje em dia é outro bicho.
No plano técnico, os jornais se defasaram, não dominam a imensa riqueza que se abriu com a Internet. Portanto, é um campo a ser preenchido pelas faculdades. Mas, com exceção da Casper Líbero, não me parece que as demais tenham acordado para essa nova realidade.
No plano do jornalismo, os jornais desaprenderam completamente a técnica jornalística. Cartelização, arrogância, o uso reiterado da manipulação entortaram a boca. Os jornais desaprenderam princípios básicos de bom jornalismo, abrindo, agora, um campo para as faculdades entrarem.
Além disso, há um enorme mercado que se abre com o fim da obrigatoriedade do diploma – beneficiando especialmente os com-diploma. Daqui para frente, cada vez mais as empresas e associações serão produtoras de informação, acabando com essa intermediação espúria da mídia. Hoje em dia há assessorias com mais jornalistas que as redações. Preparam releases, enviam para o jornal, o editor passa para um repórter dar uma guaribada e publicar como se fosse matéria própria.
Esse jogo vai acabar. Cada vez mais empresas e associações precisarão de jornalistas profissionais para produzirem notícias que serão veiculadas sem intermediação na Internet.
Veja bem, no modelo convencional as redações prescindem de jornalistas formados. Elas têm seu próprio método de trabalho, no qual os jornalistas acabam se enquadrando. No novo modelo, as empresas necessitarão de jornalistas com formação – ou quem tenha passado por redações ou quem tenha se formado em faculdades que ensinem efetivamente o novo, como estruturar as informações das empresas, como identificar aquelas de interesse do público, como utilizar as novas mídias etc.
Por wiss
Nassif;
Sou leigo no assunto, mas achei interessante duas opiniões aparentemente divergentes, entre dois profissionais conceituados na área .
A Sua e a do Alberto Dines no Observatório da Imprensa.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005
Por weden
Comparando com a Casa da Mãe Joana do Jornalismo, que é o Brasil, na França o rigor com a formação dos jornalistas é acentuado. Observe-se que o jornalismo francês é a maior escola européia, e prima pela pluralidade e respeito ao leitor.
Se o pretendente quiser ser jornalista ele terá que ou cumprir um estágio de dois anos em jornal – e aí estagiar em empresas grandes é praticamente a única possibilidade de reconhecimento nacional – ou se formar numa das doze escolas de jornalismo reconhecidas pela Fenaj local (SNJ).
Abaixo algumas das escolas que podem emitir diplomas.
A observação é que sem uma destas duas condições, o profissional não terá uma carteira de “jornalista titular”, independente se ele tiver qualquer outra formação, e isso é controlado pelo sindicato da categoria.
* Centre de formation des journalistes, CFJ-Paris
* École des hautes études en sciences de l’information et de la communication, Celsa-Paris IV
* École de journalisme et de communication de Marseille, EJCM
* École de journalisme de Toulouse, EJT
* Institut de la Communication et des Médias, ICM-Grenoble III
* Institut Français de Presse, IFP-Paris
* Institut pratique de journalisme, IPJ-Paris
* Institut de journalisme Bordeaux-Aquitaine, IJBA
Um caso específico:
A Escola de Jornalismo e Comunicação de Marseille oferece o curso de jornalismo de revista.
Para ser admitido, o candidato tem que ter o primeiro ciclo universitário (dois anos), ou três anos de prática desde que passe por um teste de nivelamento.
O curso tem a duração de cinco meses (observação: só o curso de jornalismo de revista).
O curso se desenvolve sob os seguintes módulos
Módulo 01
Direito, Poderes, Instituições
História das Mídias
Os instrumentos da Mídia
Deontologia
Estatuto do Jornalista
Mercado de Mìdias
Direito à imagem e direito de imagem
Regras de base do jornalismo
Escrita de agência de notícia
Síntese jornalistica
Introdução ao Fotojornalismo
Módulo II
Sinopse
Os diferentes gêneros jornalísticos
Jornalismo em rede
Entrevista
Perfil
Módulo III
Introdução a softwares de diagramação
Diagramação
Formatos
Paginação
Fotografia
Reportagem
Jornalismo Judiciário
Fotojornalismo hoje
Elaboração de uma revista
Escolha de assuntos após o tema estabelecido
Planejamento de reportagem
Redação
A fotografia
Paginação
Se ele quiser jornalismo de tevê, rádio, jornais, etc, ele terá que cumprir outros tantos cinco meses (o semestre francês), quanto necessários.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: diploma, jornalismo

” Quem nao se comunica, se trumbica” ja dizia nosso(meu) guru tropical, atualizadissimo.
Vale pro CIP – do B (Cartel da Imprensa Partidaria do B).
Acho que somente as profissões essenciais à vida humana e aquelas que exigem alto conhecimeno técnico específico aliado a outros áreas relacionadas umbilicalmente justificam um curso com a extensão de uma faculdade, pois uma má formação do indivíduo pode causar transtornos irreparáveis ao ser humano e à sociedade.
Pode-se contar nos dedos:
curso de direito (exige conhecimento humano, história, filosofia, experiência, além das áreas do próprio direito);
medicina, farmácia, enfermaria (essenciais à vida humana que exigem alto conhecimento técnico);
engenharia e arquitetura (também exigem alto conhecimento técnico).
O meio copo cheio!
Outra mudança importante ocorrerá no perfil sócio-econômico das futuras gerações de jornalistas. Com a obrigatoriedade do diploma, forjou-se uma geração inteira de jornalistas com a mesma origem social: pequena burguesia ou camadas médias urbanas. Agora, espera-se uma pluralidade maior, acesso ao contraditório, mais democracia. A obrigatoriedade sempre foi uma excrescência, que se tornou ainda mais absurda com a internet. Espero que, a partir de agora, surja uma geração de jornalistas mais identificada com os trabalhadores do campo e da cidade, com os estudantes, com os movimentos sociais, com as minorias em geral.
A quem servia a obrigatoriedade?
O que justifica o monopólio da informação?
Estou muito feliz com a queda de uma das últimas guildas medievais.
Nassif, teu comentário faz sentido, mas tenho outras preocupações, quanto ao salário que será praticado, carga horária (que sempre foi acima do normal) e assim por diante. Entendo que as faculdades são atrofiadas, mas penso que poderíamos encontrar o meio termo entre o fim do diploma e faculdades atrofiadas, simplesmente reduzindo muito a grade e deixando apenas o essencial. Isto, por si só, já ofereceria maior acesso para quem quisesse se tornar jornalismo. Existem cursos de jornalismo com menos de dois anos, salvo engano, nos EUA. Poderíamos até mesmo deixar a obrigatoriedade do diploma, pois como escreveu Alberto Dines, mais da metade do que foi publicado em jornais ontem foi escrito por não jornalistas. Na prática, o jornalismo já vem perdendo qualidade não é de hoje. Mas sinto que no Brasil, todas as decisões tomadas são feitas com análises fragmentadas. Existem muitos aspectos que deveriam ser considerados junto com esta decisão. Nem é preciso comentar que as palavras de Gilmar Mendes é que realmente cortaram nossas almas, pois vêm de um Ministro.
O processo que você corretamente prevê ocorreu com outros cursos e profissões. No fim, uma “obrigatoriedade” ditada pelas novas conformações dos meios de produção. Alguns não precisão do diploma para se adaptarem a isso. A maioria, sim.
O pool da informação, este monopólio da safadeza que, por exemplo, não escreveu uma só linha sobre o sucesso do Brasil ede Lula na reunião da OIT na Suiça comete crime ao nos negar os fatos.
Ao invés de noticiar fatos fazem politicagem, tomara que o governo, estatias, ongs, etc, criem seus blogs sim e inclusive uma rede para congregá-los, aí sim, será a pá de cal no pool formado pelas 4 magnas famílias que se dão ao direito de fraudar o Brasil e a constituição
No entanto, meu caro Nassif, o que está em pauta hoje não é isto, data vênia. O que se quer discutir agora, penso eu, é se esta nova investida apocalíptica do Supremo ontem foi ou não feita por encomenda dos jornalões e grande mídia, que necessitam de mão de obra mais barata e “folga” ética, que o diploma impõe. Simples assim… Qual é tua opinião?
Nassif, sinceramente não consegui entender a sua argumentação. Por favor, me explica como se fosse uma criança de 5 anos, é bom ou não pro Brasil ter jornalistas sem diploma? Não sou jornalista, mas sou da área de comunicação e acompanhei a mesma discussão na década de 80 quando a FSP fazia campanha contra o diploma. De lá pra cá alguma coisa mudou? Só sei que a internet irá acabar com os jornalões e que a campanha da “mosca” que a FSP tá veiculando na TV e rádio é patética de tão desesperada.
Eu não entendi.
Enquanto em todas as profissões, cada vez mais, exige-se curso superior, os jornalistas são dispensados e ainda comparados a cozinheiros. Nada contra cozinheiros que, pelo contrário, até possuem Faculdades próprias.
Acho um retrocesso imperdoável e o STF, mais uma vez, mostrou-se incompetente para julgar.
Pior para a classe, cada vez mais desacreditada.
Caro Nassif.
Parabéns pelo seu comentário! Poucas pessoas conseguem ter lucidez nesse momento em que impera um corporativismo rançado. A queda do diploma se assemelha – em muitos pontos – à crise das gravadoras de música. Quem legitima o quê e quem fatura com isso?
Se tomarmos ao pé da letra o que significa o Jornalismo, podemos dizer que Folha, Veja e Globo fazem Jornalismo?
As faculdades de Jornalismo ensinam Jornalismo atentas à contemporaneidade? A grande preocupação agora é com a renda do próximo vestibular e com a possível evasão… Mas, e a análise das causas disso, será que as faculdades se dispõem a fazer?
Há grandes pesquisadores como, por exemplo, a profa. Ivana Bentes, da UFRJ, que se posicionaram publicamente em favor de uma grande reformulação do ensino nas escolas de Comunicação. Mas quem vai decidir por isso?
Nassif, opiniões como a sua, que conhece a fundo as redações dos jornais, tvs, rádios e outros veículos deveriam ser levadas em consideração para se debater o fim de uma legislação, que foi criada por uma circunstância e, hoje, deixou de existir num momento completamente diferente do mercado.
Argumentos de quem estuda e vive a comunicação deveriam ser levados em consideração pelos nobres Ministros do STF, que preferiram se valer de argumentos simplórios para minimizar uma carreira, que não precisa mais de Universidade.
A questão é ‘apenas’ a OBRIGATORIDADE DE TER QUE SE FORMAR NUMA FACULDADE . Esta decisão apenas corrobora aquela máxima de que a Esola/Faculdade deixa a pessoa mais burra, mais adestrada. QUEM TEM a vocação para o jornalismo e quizer fazer um Curso para se aperfeiçoar, tudo bem, mas isso NÃO o impedirá de exercer a profissão. E Outra o que adianta ter um DIPLOMA e ganhar uma miséria?
É isso aí!!
Agora só falta acabar c/ a exigencia da carteira da OAB e da formaçao em direito p/ o oficio de advogado.
Aí sim, melhoraríamos muito!!!
Confesso que tenho dificuldades para entender ou melhor, para assimilar a sua análise. Você quer dizer que a partir de agora, o diploma de jornalismo vai ter mais peso? Não é um pouco cedo para afirmar?
O que vemos na IMPRENSA DOS FORMADOS COM DIPLOMA é uma imprensa que vive da desgraça dos outros, da onda de ‘denuncismo’, jogando a população contra os poderes, que usa de uma liberdade de imprensa a fim de escravizar, que não se busca a verdade no seu todo.
Eu te arrebento no editorial, mas não aceito ser processado por você, pois a “forma” que escrevi me ampara na “liberdade de imprensa”
Uma imprensa que apaga fogo com gasolina, manipulam a informação, usam de sofismas. Não se ouve o outro lado, não se checa as fontes, rasga-se qualquer compêndio básico de investigação jornalística. Se bem que investigador é uma coisa e jornalista é outra. Um jornalismo que só busca selecionar as informações que pretende divulgar mediante a observância de critérios tais como apenas o interesse próprio.
PARABENS PELA DECISAÇÃO STJ
Enquanto isso Ayres Brito, aquele supremo franzino, chegado a palavras impostadas ditas por um certo Odorico ..enquanto isso ele acha que o BRASIL deve seguir o que já foi DITADO por outros modelos, por outros exemplos ..nem todos com exito
Que devemos deixar a GRANDE IMPRENSA (seus interesses e profissionais) sem amarras em suas papas e línguas
..que devemos deixar que qualquer desavença seja decidida por nossas leis pequenas, OU PIOR, muito pior, decididas, NÃO POR UMA LEI MAIOR DE CONDUTA DA IMPRENSA, mas pelo jogo da conveniência da JURISPRUDÊNCIA.
sá cô mé …vai da hora, e da cara do cara
Na linha de pensamento do que o Juca disse no post “Cai o diploma de jornalista” (17.06.2009 – 21:19 – ). Tenho uma sobrinha que estuda jornalismo, de quem pago a faculdade. Se ela me vier com esse papo de que não mais precisa de diploma, dou um cascudo nela. Pode não mais precisar do diploma para arranjar emprego, mas a faculdade considero fundamental como ferramenta para um bom exercício da profissão.
Vejo que a discussão sobre o jornalismo está reduzida a “quero que aqueles cães vão pro inferno”. É muito simplório. É necessario enterder melhor – sou socióloga, não jornalista – quais são as linhas de força nesta sociedade que produzem o jornalista cão vil. Como disse Wright Mills, sociólogo militante e não dentro da academia, mas em sua sociedade, por uma forma de pensar, que ele chama de “imaginação sociológica” é preciso entender que variedade de homens predominam numa sociedade, ou seja, que o homem é como é dado forças sociais com as quais ele luta, mas que também se adapta a elas.
Neste sentido, considero de importância estratégica esse relatório seu sobre como se configura, se estrutura a profissão (eu nem fazia idéia, obrigadíssima). É preciso analisar estas amarras, se queremos que a coisa mude. Pois decretar o fim da profissão talvez não ajude. Talvez dar apoio para que as condições materiais (ou as estruturas do campo de trabalho) se modifiquem para que surjam novos espaços para os – creio – muitos que gostariam de exercer sua profissão com honestidade seja mais válido do que discutir a necessidade ou não do diploma. Os cursos acompanham a mediocridade do mercado existente, então sem abrir espaços de trabalho mais honestos, talvez os cursos nunca se modifiquem. Qual a alterantiva de mercado tem o profissional crítico (aquilo que entendemos que deveria ser de fato alguém chamado jornalista)?
O jornalista crítico é uma espécie ameaçada de extinção tanto pelas agências de notícias como por muitos blogs que estereotipam a profissão pela média (que tem um desvio padrão imenso, concordo) e não tem espaço para exercer sua profissão. Creio que você entende como ninguém esta opinião, tendo passado por algo semelhante, creio.
Neste contexto, me pergunto se a Confecom não seria de importância estratégica para o surgimento desses espaços novos, capazes de absorver o profissional honesto. Talvez até os cursos, ou alguns deles, acompanhem esta tendência, se ela aparecer. A racionalidade está no sujeito, não na instituição, ou em outra categoria social abstrata, como podemos depreender de Weber. É por conta disso que creio, jornalistas como você vão buscar elementos que sejam capazes de fornecer um posicionamento crítico, mesmo que o curso de jornalismo não os tenha fornecido. Por que você tem uma vocação. Usando um pouco da imaginação sociológica de Mills é possível imaginar que, mesmo que não seja a maioria, há outros como você, que sujeitos a um campo de trabalho cão, não tem condições de exercer sua vocação, seu “chamado”. A forma como se organiza o mercado de trabalho neste campo privilegia os carreiristas, e não os vocacionados. É preciso tentar mudar estas condições.
Quando o blog da petrobras apareceu eu comemorei porque, para aqueles jornalistas que pressionaram o pres. da Petrobrás S.A. no Roda Viva, a liberdade de expressão é prerrogativa ds empresas de mídia.
Infelizmente esse foi o viés adotado pelo Gilmar Mendes, relator da matéria, neste caso(vocês já notaram como caem coisa sobre a mídia com o Gilmar). Acho que isso usado para cnfudir muita gente boa, como se qualquer um não pudesse expor suas opiniões na imprensa, claro se o dono do orgão deixar, mas aí é outro problema.
Sobre a “entrada” das humanas acho que isso é próprio das universidades, acho difícil renegar o que foi produzido pela semiótica e dizer que jornalista precisa aprender a usar critérios de busca semântica do google e quais são os tamanhos de papel da série A. A complicada relação teoria e prática, universidade e profissão não se resolve com a lei, mas enfrentando a necessidade de regulamentação dos cursos e estágios.
Mas como era antes, de qualquer forma sempre se prescindiu de formação acadêmica para postular uma vaga em grandes jornais, rádio é outro problema. Em outros tempos quando o acesso à informação era escasso, o especialista era quase um ativo. Se você fosse engenheiro e soubesse escrever poderia ser jornalista.
Hoje a questão do acesso se inverteu, mais importante agora é que existam bons arquitetos e organizadores das informações. Daí porque graduação acadêmica, especializações continuam a ter importância, diploma mesmo só é importante para as empresas que querem contratar quem quiserem.
em tempo: ninguém precisa ser jornalista para poder se expressar, quem contrapõe as duas coisas tem interesses estranhos ás duas coisas.
Agora só falta acabarem com o “Jornalismo de Serviços”…
Que nada! Para escrever nesse esgoto que tá aí, não precisa mesmo ralar quatro anos numa cadeira de faculdade.Vou aprender a fritar um ovo e depois tirar minha carteirinha de jornalista Que beleza!
Concordo, como leitora, concordo. Há e muito conhecimento específico a ensinar aos alunos e as próprias Faculdades a aprenderem. Mesmo porque há novos “mercados de trabalho”, novas tecnologias e a área está em transformação no mundo inteiro. Há necessidade de novos profissionais e de uma reflexão específica. Isso não se faz em cursinhos em “redação” improvisada. A questão é procurar criar novos currículos de Comunicação Social. Me parece uma boa pauta para os jornalistas, com ou sem canudo.
Nassif, o texto é bastante esclarecedor, existe um grande temor entre os jornalistas, que o fim da obrigatoriedade do diploma possa resultar em perdas salariais, pois os donos de jornais prefeririam jornalistas sem diploma por causa da mão de obra barata, de fato hoje já existe exploração em relação aos estagiários.
Acredito que o diploma continuará valorizado nos grandes centros urbanos, no interior é que a medida causará mais impacto.
Nassif;
Sou leigo no assunto, mas achei interessante duas opiniões aparentemente divergentes, entre dois profissionais conceituados na área .
A Sua e a do Alberto Dines no Observatório da Imprensa.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005
Comparando com a Casa da Mãe Joana do Jornalismo, que é o Brasil, na França o rigor com a formação dos jornalistas é acentuado. Observe-se que o jornalismo francês é a maior escola européia, e prima pela pluralidade e respeito ao leitor.
Se o pretendente quiser ser jornalista ele terá que ou cumprir um estágio de dois anos em jornal – e aí estagiar em empresas grandes é praticamente a única possibilidade de reconhecimento nacional – ou se formar numa das doze escolas de jornalismo reconhecidas pela Fenaj local (SNJ).
Abaixo algumas das escolas que podem emitir diplomas.
A observação é que sem uma destas duas condições, o profissional não terá uma carteira de “jornalista titular”, independente se ele tiver qualquer outra formação, e isso é controlado pelo sindicato da categoria.
* Centre de formation des journalistes, CFJ-Paris
* École des hautes études en sciences de l’information et de la communication, Celsa-Paris IV
* École de journalisme et de communication de Marseille, EJCM
* École de journalisme de Toulouse, EJT
* Institut de la Communication et des Médias, ICM-Grenoble III
* Institut Français de Presse, IFP-Paris
* Institut pratique de journalisme, IPJ-Paris
* Institut de journalisme Bordeaux-Aquitaine, IJBA
Um caso específico:
A Escola de Jornalismo e Comunicação de Marseille oferece o curso de jornalismo de revista.
Para ser admitido, o candidato tem que ter o primeiro ciclo universitário (dois anos), ou três anos de prática desde que passe por um teste de nivelamento.
O curso tem a duração de cinco meses (observação: só o curso de jornalismo de revista).
O curso se desenvolve sob os seguintes módulos
Módulo 01
Direito, Poderes, Instituições
História das Mídias
Os instrumentos da Mídia
Deontologia
Estatuto do Jornalista
Mercado de Mìdias
Direito à imagem e direito de imagem
Regras de base do jornalismo
Escrita de agência de notícia
Síntese jornalistica
Introdução ao Fotojornalismo
Módulo II
Sinopse
Os diferentes gêneros jornalísticos
Jornalismo em rede
Entrevista
Perfil
Módulo III
Introdução a softwares de diagramação
Diagramação
Formatos
Paginação
Fotografia
Reportagem
Jornalismo Judiciário
Fotojornalismo hoje
Elaboração de uma revista
Escolha de assuntos após o tema estabelecido
Planejamento de reportagem
Redação
A fotografia
Paginação
Se ele quiser jornalismo de tevê, rádio, jornais, etc, ele terá que cumprir outros tantos cinco meses (o semestre francês), quanto necessários.
Fico feliz em, ver seu otimismo, gostaria que fosse esse o panorama, mas não me parece. Num mundo cheio de diplomas e corporações de tudo, não entendi como caiu o de jornalismo, e quais mesmo seriam os interesses dos poderosos que fizeram lobby?
Nassif, tudo isso seria lindo se não fosse por um detalhe de seis letras: Brasil. O diploma obrigatório ajudava um pouco que fosse a barrar a entrada no mercado de certas mazelas que vemos em outras profissões que não exigem diploma. Antes, se uma vagabunda tornava-se editora por simplesmente dar para um superior hierárquico (e não estamos falando obrigatoriamente de redação), antes era uma vagabunda com diploma de jornalismo. Agora será apenas uma vagabunda que entrará pela porta da frente da redação por, em alguns casos, usar a porta dos fundos. Sequer precisará ter estudado. E isso muito prejudicará as jornalistas profissionais e diplomadas que não aceitam ascender profissionalmente por conversar na horizontal com fulaninho ou sicraninho. Sim, a luta da mulher pela inserção no mercado de trabalho jornalístico acaba de ser prejudicada por Gilmar e seus asseclas.
O anunciante, que antes tanto ditava as cartas e cortava cabeça de jornalista que escrevia algo que lhe desagradasse com um simples telefonema ao dono do jornal, agora poderá fazer algo muito pior: condicionar a entrada de anúncio à entrada de um pau-mandado em posição-chave em uma redação. E agora o pau-mandado não precisa ser diplomado.
Além disso, tamanha que ficou a fragilidade da profissão de jornalista, que ninguém duvide que antes, se um diplomado ficava em um cargo por ser bajulador, é muito capaz de ser trocado por alguém que só bajulador seja, e ganhando menos da metade do que o bajulador diplomado ganhava. E, convenhamos, o empresariado até mesmo para bajular irá querer aquele para quem pague menos.
Também há o gigantesco risco de cair por terra a lutar pelos pisos. Que ninguém duvide que vai ter gente trabalhando de graça até mesmo para essas empresas e associações que você disse que passarão a ser produtoras de informação e que supostamente abririam um campo enorme para os com-diploma. E é muito capaz de essas empresas e associações quererem que alguém trabalhe de graça para elas, ainda mais que sabem que não precisará de diploma para o exercício jornalístico. É um jogo de poder, meu caro, disfarçado com eufemismos como “para fazer portfólio”, “para exercitar seu talento” e outras coisas.
Isso porque se o QI antes era responsável por uns 90% das contratações de jornalistas, agora passará para uns 99,9….%. O 0,0000000….1% restante fica para aquelas empresas (inclusive as tais associações e empresas por você citadas) que de fato usam critérios que não de compadrio ou amizade para selecionar mão de obra. E que não se importam de ter alguém mais “sindicalista” em seus quadros. E muitas vezes, se a profissão de jornalista ia para alguém que pelo menos se esforçava por lei para estudar, agora poderá ser dada, por exemplo, ao filho vagal do dono de uma empresa anunciante, dentro daquela história de condicionar a entrada de um anúncio à entrada de um pau-mandado em posição-chave dentro de uma empresa.
E nessa, os jornalistas competentes continuarão na mesma, mandando um zilhão de currículos para não receber qualquer resposta, agora com o agravante de que um fulaninho qualquer sem diploma poderá tomar a vaga teoricamente destinada a alguém competente pelo simples fato de ser amigo de não sei quem, filho de sei lá quem e outras tantas coisas que sabemos acontecer e que irão continuar acontecendo em moto-perpétuo e agora com a chancela de Gilmar e seus iguais. O jornalista milrealista (use-se aí o mesmo raciocínio do termo “mileurista”, com o agravante de o real valer menos ainda) também deixará de existir, sendo substituído pelo semimilrealista ou o quarto-de-milhar-realista.
Temos de raciocinar além do eixo Rio-São Paulo. No eixo, ainda que muito vilipêndio se pratique contra o jornalista, eles o são em menor quantidade que no interior do país. Nos muitos grotões deste território em que estamos, a patifaria é ainda mais regra e ainda menos exceção.
Chamem-me de pessimista, mas quando você mora no Brasil, independente do grau de escolaridade, torna-se pós-doutor no conhecimento dos efeitos deletérios que a Lei de Gérson, o jeitinho e a malandragem impõem ao povo honesto e cumpridor de seus deveres, bem como nos campos social e antropológico.
Há ótimos profissionais sem diploma específico, ou sem diploma algum.
Pra que serve o diploma do jornalista, se vemos perolas como o defeito no onibus espacial, no “venting system”, traduzido pelos expertos de plantão como defeito no sistema de ventilação. O que precisa mesmo é tomarem vergonha na cara e estudarem mais ingles, e ler, ler muito para não ficarem falando bobagem, e inventando teorias para justificar materias descabidas.
Diploma não compra inteligencia, competencia…vejam o senado como é, a vala de excrecencias (gostei da palavra Nassif) do pior grupo de individuos, todos eminentemente criminosos (ativos e passivos) , com seus diplomas de advogados, cometendo abominações contra a sociedade brasileira diariamente…
A faculdade de jornalismo, com matérias de português, geografia, história geral e outras mais, é imprescindível para a criação de um bom jornalista. Noções de ética para se tornarem pessoas melhores e mais justas. Não há como querer que qqer. um seja jornalista; ele precisa saber que é um profissional diferenciado.
Não é possível soltar jornalistas por aí, como cozinheiros, sem que tenham noção de como sua profissão lida com questões importantes para a sociedade; é muita responsabilidade.
Parece que os do donos de órgãos da imprensa querem robôs, sem discernimento nem competência, para servirem de capachos em suas vontades.
Não dá nem para imaginar um jornalista sem uma formação específica.
Naturalmente, alunos formados em exatas, não possuem a mínima condição de serem jornalistas.
PQ no Brasil tudo é tão difícil e complicado? As coisas são simples.
A mudança forçará jornalistas setoriais a conhecerem profundamente as matérias que abordam, porque terão como concorrentes potenciais os profissionais da própria área. As faculdades não poderão mais ser simples vendedoras do acesso burocrático a um mercado reservado, mas terão de oferecer efetivo conteúdo e sólida formação se quiserem manter os alunos.
é uma visão equivocada.
toda profissão honesta e decente precisa de regulação, para evitar que maús profissionais transformem os instrumentos da profissão em armas a favor do crime.
Sou químico e mesmo achando que meu conselho não atua como deveria para garantir os direitos constitucionais dos seus profissionais, ele tem um papel de inibir que muitos profissionais enverede pelo caminho do crime.
Felizmente, e atribuo muito a existencia de um código de ética profissional e a atuação do conselho em fiscalizar seus profissionais, a ausência de nome de colegas em páginas policiais, e infelizmente no jornalismo não é isso que vemos, com a adesão explícita de profissionais que trabalham para benefício de criminosos condenados
a ausência de conselho regulador e agora a dispensa de necessidade de curso superior empurra ainda mais a profissão de jornalista e seus profissionais para o sub-mundo do crime.
De uma vez por todas, alguém precisa exmplicar para determinadas pessoas que jornalistas NÃO SÃO uma categoria especial, acima do bem e do mal, e com poderes especiais, para fazerem o que bem entenderem, ignorando as leis do nosso país. Não são um vestal imune a críticas e devem como qualquer outra profissão prestar conta de seus atos a sociedade.
Essa decisão é mais uma das aberrações jurídicas cometidas recentemente pela atual turma do STF, atingida por uma espécie de catarse diante dos abusos cometidos pelo seu presidente, e vai trazer consequencias inimágináveis.
em um país em que a necessidade de educação e formação profissional precisam ser reafirmadas todos os dias, demos um passo para trás. Precisamos de mais profissionais capacitados e com gráu de iinstrução suficiente para fazer girar a grande roda do país. essa ação nefasta sinaliza exatamente ao contrário, curso superior para que?
Sinceramente, essa sua posição me surpreendeu negativamente
O fim da obrigatoriedade do diploma foi medida de grande corência. Não havia necessidade diploma para uma profissão que na prática não é exercida no país.
Seria mais coerente essas empresas noticieiras, que praticam noticieirismo de esgoto e pistoleiro, exigir um diploma na área de engenharia sanitária ou assemelhados.
Olá Nassif, tudo bem?
Vale ressaltar que algumas universidades estão, sim, abertas às mudanças nos meios de comunicação de massa. Na PUC-SP, por exemplo, existe um curso de pós-graduação chamado “Estéticas Tecnológicas”, cujo objetivo é repensar a forma como a informação é distribuída em tempos de internet, social networks, blogs e tag clouds. O curso repensa, inclusive, o jornalismo online e o que seria o seu modelo ideal. Sempre existiu nas redações – e falo isso com bastante conhecimento – uma espécie de preconceito em relação a academia. O cara da universidade não conversava com o cara do mercado e vice-versa. E em minha opinião foi esse afastamento que contribuiu para a defasagem atual nos cursos de jornalismo. Como jornalista, formada e com MTB, fico preocupada com a decisão, tendo em vista o mercado desleal, cujo Sindicato faz “vistas grossas”. Os jornalistas que trabalham na internet, como é o meu caso, sequer são reconhecidos como tais. As empresas, que não são pressionadas pelo Sindicato dos Jornalistas, contratam esses profisisonais como Analistas de Conteúdo – e isso quando existe uma contratação formal. Os salários são vergonhosos e com a abertura do mercado isso tendo a piorar. Se hoje um repórter iniciante é contratado por pouco mais de R$ 1000,00, imagine o que vai acontecer quando o seu concorrente, sem formação superior, aceitar trabalhar por R$ 800,00…
Abraços,
Renata Honorato
Qual sua opiniao, quanto aos concursos públicos}
Nassif,
Já defendi o diploma e já fui contra. Hoje, acho a questão irrelevante.
Basta rodar pelas redações para ver que um jornalista trabalha em média dez horas por dia (não sete, como diz o sindicato), tem escala nos finais de semana e feriados. Não recebe por hora extra e, muitas vezes, é mão de obra terceirizada.
Dividindo o salário real de um jornalista de Redação pelo número de dias trabalhados (incluindo os dias de final de semana) e pela quantidade de horas trabalhadas, o que se tem é o valor do trabalho/hora. Resultado este que é muito similar ao de empregos que jamais necessitaram de diploma. Sugiro comparar com o de faxineiras e garçons.
Enfim, se este trabalho é tido pelo mesmo valor de um subemprego, que diferença faz ter um certificado guardado na gaveta?
A maioria dos jornalistas acaba indo para a assessoria de imprensa, que paga mais e oferece melhor qualidade de vida.
Parece coisa de mercenário, mas basta notar que o editor/jornal distorce o que foi escrito, seguindo mais sua própria visão de mundo do que o apurado. Aí é que a ilusão acaba de vez e a assessoria começa a parecer uma profissão mais sincera em seus objetivos.
Mas mesmo com defeitos a faculdade dá alguma formação. Estuda-se teoria da comunicação. Apesar de limitado é melhor ter noções de história e filosofia nas comunicações do que não ter nada. O ideal seria estudar filosofia, sociologia e historia de forma mais aprofundada mas o tempo não permite. Sua proposta de um simples curso técnico é o sonho de todo dono de jornal. Formaria mão de obra ainda mais acrítica do que já é. O que as empresas de jornalismo conseguiram com essa decisão do STF é carta branca para contratar peões, pau para toda obra, pagando ainda menos. Se as coisas não estavam boas com a exigência do diploma, sem ele então só vai piorar.
Chamar de excrescência é preconceito de sua parte. Só falta dar uma de Kamel e dizer que os cursos de jornalismo são aparelhados pelos esquerdistas que ensinam marxismo e luta de classes.
Segundo ouvi no jornal pela manhã o “nosso” supremo ministro do Supremo fez comparação da profissão de jornalista com a de um cozinheiro. Se isso for verdade, fico imaginando a confusão criada se fosse o Lula quem tivesse feito essa comparação.
Nassif, o Leandro Fortes publica no blog dele um belo texto sobre essa decisao do supremo. Comungo das opinioes dele! Tal texto é, de certo modo, contrario a suas colocacoes. Vale a pena ler as opiniões dele.
http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/06/17/pessima-noticia/
“Vejo que a discussão sobre o jornalismo está reduzida a “quero que aqueles cães vão pro inferno”. É muito simplório”: simplorio eh descobrirem que uma infima porcentagem de recipientes do bolsa-familia sao farsantes e atacar o sistema inteiro, como simplorio eh descobrir que alguma familia tem 5 geracoes de gente no wellfare e atacar o sistema inteiro.
O “jornalismo” do Brasil esta looooooonge de ter uma “infima” porcentagem de espioes e de sabotadores.
Se porcentagem eh sinal de merecimento de queda… eles ja vao tarde.
Acho muito estranho o Supremo votar isso nessa época, ok
Para entrar na Petrobras como jornalista precisa de diploma, nao eh??? entao, justamente quando a Petrobras vai peitar o PIG com os jornalistas contratados que sao verdadeiros gigantes na defesa do patrimonio brasileiro, o Gilmar Mendes e CIa dizem que o diploma nao vale nada
Estranho nao???????
Ou sera que nao tem diferença nenhuma os herois do blog da Petrobras terem diploma e muitos dos que lhes atacam, os mesmos sendo os jornalistas mercenarios do PIG, tipo o Diogo Maynard, o Jabour e o Renaldo Azevedo, não terem diploma???????
Não me parece que vá fazer muita diferença para o “estilo” de cobertura da nossa chamada grande imprensa se quem está nas redações são jornalistas formados em jornalismo ou em direito, economia, história, filosofia. Em primeiro lugar pq não é só a qualidade das escolas de comunicação que é ruim. Em segundo lugar pq quem estabele a pauta é o dono do jornal.
“Se vc não fizer o porteiro fará”.
Certamente essa será umas das frases mais ouvidas um muitas redações por ai.
Os Jornalistas só perderam a parada no supremo pois há intesses maiores em controlar a informação.
O Jornalista formado estuda para ter o controle do “conhecimento sobre a informação”, de como transmití-la, propaga-la, etc. Para obter esse “poder” os grupos economicos dominantes não têm outra opção do que comprar o jornalista.
Agora, com a extinção da exigência do diploma, se vai direto a informação, sem intermediários (os jornalistas) para impor ética, por exemplo.
Da mesma forma que o Nassif, que por ser um “Gestor”, não suporta essa “intromissão” das CiÊncias Humanas na Economia (que é uma ciência da área de humanas) e demais práticas sociais geridas pelo capital, também interessa eliminar a intervenção demasiadamente humana das reflexões do jornalista.
Nassif, este seu blog nos faz acreditar que a formação de Jornalismo deve acabar só porque se está fazendo um mau jornalismo em alguns setores e que a Internet, com sua dinâmica, tornou obsoleto o estudo da profissão.
Ora, isto é querer o fim justamente da formação que está habilitada para entender o que aconteceu com a informação nos últimos tempos e de como não deixar que interesses outros dominem as formas atuais de propagação da informação!
Sem dúvida, a causa dessa intromissão e desrespeito a uma formação está na velha atitude de se privilegiar no Brasil certas atitudes práticas sem reflexão intelectual alguma, pois esse tipo de intromissão atrapalha a “gestão da coisa”. Acho que o Jornalismo se tornou demasiadamente humano nesses 40 anos e, assim, tornou-se um entrave para os “gestores” e um estorvo para os que querem dominar a informação nesses novos tempos.
Comparar jornalismo com culinária foi demais. Só na cabeça do grande Gilmar. Por que não abolem a obrigatoriedade de diploma de direito para o exercício da advocacia? Juíz também não precisaria ser formado, basta ter bom senso.
Se ensinam ética nas faculdades de jornalismo, todos os os jornalistas que trabalham no pig, faltaram as aulas.
Mas eu acho que o buraco é mais “em cima”. A realidade é que a mídia hoje é o quarto poder. Só que ao contrário das outros poderes, não é cobrada, não é fiscalizada. Por isso não se aperfeiçoa. Comete as maiores barbaridades e fica tudo por isso mesmo. Só vai deixar de ser a porcaria que é se passar a respeitar o direito do cidadão de ser bem informado. E isso eles não farão se a sociedade não tiver instrumentos para cobrar. Tenham os jornalistas, diploma ou não
Diferente do engenheiro, médico ou advogado, na minha opinião, o mal que o jornalista pode causar na sua profissão está ligado diretamente, por exemplo, a difamação de pessoas e instituições, bem como dar informações equivocadas, de má fê ou por falta de pesquisa aprofundada. Temos vários exemplos de profissionais DIPLOMADOS que fazem exatamente essas coisas.
E no direito, na engenharia ou na medicina (para citar alguns exemplos) os erros de caráter também existem e esses não podem ser mensurados antes de entregar o DIPLOMA, podemos tentar garantir as técnicas que foram passadas pela universidade a esses profissionais e que se não houver essa garantia de diploma (curso) pessoas podem morrer, patrimonios perdidos, pessoas presas, …
Então acho que qualquer pessoa que sabe ler e escrever pode ser jornalista, se vai ser um bom ou mau profissional com toda certeza não será em função de ter ou não DIPLOMA. O mercado irá seleciona-los, ou não (já não seleciona hoje com diploma e tudo).
Olha só o que ocorreu comigo. Por longo tempo atuei no ramo de informática, numa carreira de considerável sucesso. Cheguei a ter meu próprio negócio e ganhei muito dinheiro. Aos 35 anos, dei uma aliviada, me voltei para a família e tal. Mudei de vida. Eu achava que jamais precisaria de diploma, visto que tinha muito conhecimento e experiência. Logicamente, além da experiência, tenho algumas centenas de horas de treinamento. Passei boa parte de minha vida ensinando e auxiliando profissionais com currículos carregados. De repente, me vejo à mercê das exigências das empresas, que fazem questão de um canudo idiota. Resumo da ópera: Fui obrigado a voltar a estudar para obter o tal canudo. Aonde quero chegar?
- A maioria das profissões não dependem de canudo.
- As faculdades fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem.
- As empresas vão na onda das tendências plantadas por consultorias e empresas e entram nessa de exigir canudo sem analisar os candidatos.
Pra finalizar: Está tudo errado. Pelo menos no jornalismo, parece que as coisas começam a entrar nos trilhos.
Caros,
para quem ainda tem alguma dúvida sobre essa infeliz decisão do STF, basta acompanhar a comemoração dos barões da mídia em praticamente todos os meios de comunicação. Até o Sarney e a CPI da Petrobras foram obrigados a dividir espaço com mais essa picaretagem protagonizada pelo digníssimo Gilmar Mendes, que comparou a profissão de jornalista à culinária e à prática de corte e costura.
Agora, convenhamos: como é que o Gilmar Mendes, protegidíssimo pelos dos barões da mídia, poderia tomar alguma decisão que contrariasse seus amigos?
Aos que ainda não leram, vale a pena dar uma olhada no blog do Leandro Fortes para entender como, a partir dessa decisão do STF, funcionarão as redações desse país afora e como serão ocupados os cargos de jornalistas (sobretudo nos rincões). Caminho livre para assassinatos de reputação, reportagens mal apuradas, salários cada vez piores, ética zero e impunidade total para os autores de barbaridades.
Concordo com o WEden e não entendo a implicância do Nassif com a necessidade de dar uma formação geral, humanística, ao profissional do jornalismo. Me parece que essa formação já é muito importante para um técnico ou engenheiro (que é um ser humano antes de ser técnico ou engenheiro), que dirá para alguém que vai lidar com todas as correntes de pensamento em circulação na sociedade. Taca filosofia e sociologia da comunicação nesses ignorantes cheios de poder para fazer e desfazer da vida dos outros; taca fiscalização. A questão política apontada é pontual, circunstancial e, portanto, de menor relevância. Enfim, é importante, sim, e fundamental, uma melhor formação geral, muito mais do que aprender na escola a lidar com novas tecnologias, que isso, sim, se aprende na prática. Não foi assim que você mesmo aprendeu?
O fato é que nessas décadas de diploma obrigatório a qualidade do jornalismo veio caindo, caindo e caindo até o ponto em que se encontra hoje. Essa debacle tem sido fartamente comentada e debatida neste blog. A decadência em si mesma demonstra que não existe nenhuma relação entre diploma obrigatório e qualidade. E se não foi a causa da debacle também não foi fator capaz de evitá-la. Ufa! Uma bobagem a menos!
“Juíz também não precisaria ser formado, basta ter bom senso”
Se for analfabeto, melhor ainda.
LN,
O Weden está corretíssimo.
Por outro lado abominável, mais uma vez, a conduta do Gilmar.
Fico aqui pensando, como estará se sentindo, aquele rapaz que vendia água de cõco para pagar se manter na Faculdade de Jornalismo, buscando seu sonho, o diploma? Conheço aquele rapaz, inclusive é um jornalista investigativo.
Um retrocesso.
É a primeira vez que discordo do GM (da corte é a 2ª, a 1ª foi na expulsão dos arrozeiros, bem explicado pela entrevista do Aldo Rebelo no Estadão).
O processo já vinha ocorrendo, fotógrafo já estava sendo considerado “fotojornalista”.
Acho que o STF confundiu catraca de caminhão com conhaque de alcatrão.Ocorre que liberdade de expressão não é exercida apenas pela reportagem (que é o que acho que deveria ficar a cargo de jornalistas formados). Você pode só ter a 4ª série e ter uma coluna de jornal, ser comentarista ou ser articulista, isso não ficaria proibido. O problema agora é que uma pessoa que não conhece bem o que é o sigilo da fonte (e aqui neste blog tem centenas) ou a diferença entre lead e manchete poderá ser contratado como “jornalista”. Sou da área de TI, e a decisão do STF está indo de modo contrário ao que está se tentando com a carreira de analista de sistemas. Até porque, se seguirmos nessa linha, nós próprios poderíamos ser nossos advogados mesmo sem sermos formados em Direito, afinal estaríamos “nos expressando na corte com liberdade”…
Talvez isto possa ser contornado com uma Ordem de Jornalistas do Brasil, que como a OAB faria uma prova para que os verdadeiros jornalistas tenham sua carteira (assim como a Ordem de Músicos).
Caríssimo Nassif,
Ofereço mais uma série de links para o debate. Vários são meus e outros são de gente em quem confio cujo trabalho acompanho. Seria muito legal se o pessoal estendesse a discussão aqui e também desse uma passadinha pra comentar no meu blog:
http://mobilemultitude.blogspot.com/2009/06/como-o-twitter-pode-fazer-historia-no.html
http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2008/10/08/a-defesa-do-diploma-de-jornalista-na-227-8230/
http://www6.ufrgs.br/limc/Afonso-Contracampo.pdf
http://odiluvio.blogspot.com/2009/06/putas-foder.html
http://heliopaz.com/2008/09/22/diploma-de-jornalista-nos-termos-atuais-sou-contra/
http://heliopaz.com/2008/11/02/jornalismo-exigencia-do-diploma-coitadismo/
http://heliopaz.com/2008/11/02/esquerda-nao-sabe-usar-a-internet-nem-fazer-midia-alternativa/
http://heliopaz.com/2008/11/13/midia-ideologia-tendencia-hipocrisia/
http://heliopaz.com/2009/06/16/jornalismo-sindicatos-faculdades-diploma/
http://heliopaz.com/2009/06/18/queda-da-lei-de-imprensa-e-do-diploma-de-jornalismo-tendem-a-melhorar-o-setor/
http://tinyurl.com/lyy3a6
http://www.trezentos.blog.br/?p=1839
Caso interesse a ti e a teus interagentes, desde já, muito obrigado pela oportunidade!
[]’s,
Hélio Sassen Paz, 36
Pesquisador em ciberativismo (blogs, twitter, net litteracy)
Publicitário (UFRGS, 1995)
Mestre em Ciências da Comunicação (UNISINOS, 2006)
http://heliopaz.com/
Twitter: @heliopaz
O que eu noto na cobertura desse tema é que TODOS os meios de comunicação adotam uma linha pouco ou nada crítica à decisão do STF.
Só que os jornalistas, exceto os diretores, editores, etc, fazem críticas veladas à decisão.
De tudo isso concluo que não existe liberdade de imprensa, existe é liberdade de os donos da imprensa….
Vamos ver o que vai acontecer daqui para frente no Brasil.
Acabaram ou reduziram a responsabilidade criminal dos jornalisas, depois com a própria carreira de jornalista.
Podem se preparar para a guerra. Vão colocar o Maguila comentando as decisões do Fausto de Sanctis. Esse se sentir injustiçado que vá tirar satisfação com o Maguila…
O nível da imprensa no Brasil vai baixar além do fundo do poço. Se preparem!
[...] nem todos são tão pessimistas. Luis Nassif, por exemplo, consegue enxergar alguma luz na escuridão. Para ele, existe um grande mercado que [...]
Eu nunca fui contra a existência de escolas de jornalismo, principalmente de boas escolas! Minha pinimba sempre foi com a obrigatoriedade do diploma, pois nunca vi razão para impedir que economistas, médicos, engenheiros, sociólogos, psicólogos, físicos, padres, freiras etc etc coloquem suas experiências a serviço da boa informação. Gosto de lembrar dois exemplos: no expediente da revista britânica Nature, criada por Isaac Newton e até hoje o mais importante órgão de divulgação científica do mundo, não se vê nenhum jornalista que não tenha sido graduado, mestrado e doutorado em suas profissões. Na França, ninguém entra numa escola de jornalismo sem ter feito graduação em alguma coisa. Afinal, jornalista é especialista em quê? Em ética e honestidade? Tem de fazer curso para aprender essas coisas? Eu tive um chefe que também ficava irritado com a obrigatoriedade e gritava na Redação: “Eu não contrato jornalista pelo currículo! Eu contrato pelo caráter!” Hoje ele deve estar feliz!
LN
Sou plenamente a favor de que a prática do jornalismo não implique, necessariamente, em um curso específico.
Com a entrada da internet, o mundo passa a produzir milhões de jornalistas em toda a parte.
Principalmente, numa época que os jornalistas e seus diplomas, na imensa maioria, andam tão desacreditados.
Quanta mentira, quanta omissão, quanto desvio para beneficiar os patrões.
Quanta submissão aos partidos políticos, aos poderosos.
Onde está a famosa “imprensa livre”?
A internet é um terreno fértil para o surgimento de mentes brilhantes, que em nada ficam a dever aos jornalistas de plantão.
Não há como deter a transformação, que muitas profissões irão passar com o desenvolvimento da informática.
Muitas, aos poucos, irão sair de campo.
A importância da internet é tão grande, que os jornais e revistas, contam hoje com sites e blogs, paralelamente ao trabalho impresso ou televisivo.
Alguns ainda tentam tapar o sol com a peneira, dizendo que a internet não é uma ameça para os órgãos de imprensa. E que ela é apenas mais uma ferramenta de trabalho.
Quanto engodo!
A evolução da informática não é só uma ameaça ao jornalismo, mas a uma gama de outras profissões.
Vejam o que aconteceu com o número de bancários, por exemplo.
Foi reduzido drasticamente, em função da computadorização.
Não podemos ignorar os avanços e as mudanças do presente.
Até como uma maneira de nos prepararmos para o futuro.
Não adianta nos iludirmos.
Mesmo que queiramos ou não, as coisas acontecem.
Não há como deter os passos da informatização mundial.
O desafio digital está aí, de modo que muitas posições devam ser revistas.
Já podemos ver isso na concorrência on-line, que vem abalando o mundo tradicional do jornalismo.
E para se ter um blog ou um site, não é preciso ser jornalista. Basta ter credibilidade e conhecer o assunto sobre o qual fala, para ter uma boa audiência.
O modo de lidar com a notícia traz novos padrões, com o aparecimento da internet, em todo o mundo. De modo que, até o mais conhecido jornal do mundo, O NEW YORK TIMES, precisou ser salvo da bancarrota.
As noticias de jornais e revistas, já chegam às nossas mãos, extremamente velhas, pois a distribuição do fluxo dessas, pela internet é muito veloz e precisa.
Sem falar que o leitor pode consultar várias fontes, seguidamente, de modo a formar a sua opinião.
Como o jornalismo, muitas profissões já desabaram e outras tantas irão desabar.
Aceitar a verdade é muito melhor de que mentir para si mesmo.
Abraços!
[...] É isso. Para quem é jornalista, ou quer ser, ou para os leitores que por acaso queiram entender um pouco desse falso apocalipse e sobre a imprensa em tempos de quebra dos monopólios de comunicação, recomendo a leitura de “Os Pré-Cogs estão chegando! Caiu o diploma!” de Ivana Bentes, e “O diploma e as faculdades de jornalismo”, de Luis Nassif. [...]
Muito consistente seu comentário Nassif. Contudo, haverá uma certa apreenção entre os que dedicam excessiva crença na importância de um canudo. Desolados, os que entraram na universidade com uma regra e vão sair com outra. Graças aos novos supremos legisladores do Supremo.
Não posso confiar em decisão emanada de colegiado onde parte de seus diplomados membros, prestam serviços remunerados a empresa de propriedade de um de seus pares. Vejo que perigosa contaminação da necessária isenção, se faz presente.
Não acredito nestas pessoas. Excetuado o Ministro Joaquim Barbosa, não confio nos demais.
Sentimento de imenso desconforto e desconfiança é o que sinto com um Gilmar desse, dando a última palavra em assunto que coinside com interesse empresarial de tal área de negócios.
Abraços. Orlando
Esta no folha on line:18/06/2009 – 13h07
Hélio Costa defende que Congresso aprove lei que exija curso superior para jornalistas http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582910.shtml
Não sou jornalista, apenas um leitor.
Mas considero que toda profissão que lide com a sociedade, tem que ter o minimo de formação, ter um codigo de etica que seja usado na pratica e não como peso de papel, que o jornalista que desinforma seja punido por seus pares, mas hoje é o “salve-se quem puder”.
Ja imaginou se é aprovada a lei que permite aos meios de comunicações, apoiar explicitamente este ou aquele candidato? Se hoje com restrições (bem pouco fiscalizadas), a midia faz e desfaz dos fatos, diz o que quer de quem quiser, redefini a economia, faz a bolsa subir e descer, tem poderes ilimitados.
O que pode ser feito, só pode ser feito por quem conheçe o assunto, POR JORNALISTAS, e alguns jornalistas pensam o BRASIL olhando por umbigo.
Não questiono O QUE o jornalista escreve, o que me aborreçe é o fato de termos sempre que buscar outra fonte para saber se a noticia é verdadeira ou não, e isso não é jornalismo.
Creio ser uma boa oportunidade para os veículos de imprensa. O curso de jornalismo poderá ser visado como uma pós-graduação de diversas áreas, de modo que economistas, matemáticos, cientistas, juristas e outros profissionais, com suas respectivas graduações ou especialidades, possam contribuir com os veículos de imprensa a produzirem matérias com melhores informações e interpretações de dados.
A qualidade das informações nos jornais são ruins de um modo geral, seja por pouco espaço para argumentações, seja por subordinação aos editoriais, seja por preguiça acadêmica, e formam a opinião de analfabetos funcionais ou de classe média preguiçosa.
Os blogs são mais abertos às opiniões dos leitores e dão mais espaço aos comentários deles. Tendem, por isso, a ganhar cada vez mais espaço no segmento da mídia informativa.
A decisão do STF, ademais, não exclui a iniciativa daqueles órgãos de imprensa que contratam somente profissionais graduados em jornalismo. Já para os jornalistas é uma questão de sindicato.
A depender da reação, podem fortalecer a classe, tornarem-se mais qualificados.
Parabéns ao blogueiro, pela qualidade do blog.
Acho que a única reação possível para reverter esse julgamento seria o abandono imediado, pelos estudantes, dos cursos de jornalismo em todo o país. Tenho certeza que essa “dor” no bolso dos empresários da comunicação (muitos deles políticos e juristas) traria uma revisão da postura do STF. Mas, mesmo sem levar em conta uma reviravolta nesse caso, meu conselho a todos os que cursam uma faculdade de comunicaçaõ é: saiam o mais rápido possível! Procurem urgentemente outra qualificação. Desembarquem dessa canoa cada vez mais furada e invistam seu tempo e dinheiro em algo melhor.
Vou prestar concurso para carreiras que requerem profissionais advogados, professores, arquitetos, assistentes sociais, psicólogos e demais áreas de atividade que não coloquem em risco a saúde física das pessoas. Quando passar, impetro um mandado de segurança para garantir minha vaga. Se jornalismo não precisa diploma, essas profissões também não precisam, basta ser um autodidata dedicado.
A regulamentação do exercício de algumas profissões é decorrente da necessidade de se proteger alguns valores considerados essenciais, notadamente a vida e o patrimônio (muito embora o nosso ranço cartorial tenha produzido absurdos, como, por exemplo, a regulamentação da profissão de Arquivista – sim, para trabalhar num arquivo você ter que ter formação acadêmica).
Ninguém discorda da necessidade da regulamentação de determinadas profissões. É necessário mesmo que alguns valores sejam protegidos contra os danos que poderiam ser causados por charlatães sem preparo e sem escrúpulos. E daí vai a minha pergunta: a honra do indivíduo não é um valor a ser protegido? Uma profissão cujo exercício irresponsável pode afetar a honra de alguém não merece ter seu exercício fiscalizado? Não deve haver um código de ética rigoroso cujo desrespeito leve ao banimento do infrator?
Bem ou mal, existe essa fiscalização por parte dos Conselhos de diversas corporações profissionais (advogados, médicos, dentistas, engenheiros e outras). Cada uma possui seu código de ética específico, cuja violação pode levar até à exclusão do infrator (quanto aos advogados, conheço vários casos).
E no jornalismo? Seguidamente nos deparamos com matérias sem contraditório, tendenciosas, irresponsáveis, com prejuízos irreversíveis para a honra de cidadãos. A quem se queixar? Ao Judiciário, apenas. Que no máximo imporá uma pena pecuniária irrisória, pois na área criminal um bom advogado e a prescrição se encarregarão de garantir a impunidade. Mas o profissional irresponsável, inescrupuloso, o charlatão, em suma, continuará por aí cometendo suas barbaridades.
Sim, há a questão da liberdade de imprensa. Mas nenhuma liberdade é absoluta. Liberdade de informar não inclui a liberdade de mal informar. A desregulamentação da profissão de jornalista tem como argumento básico essa “liberdade de imprensa” sempre invocada pelos proprietários dos grandes meios de comunicação quando seus interesses são contrariados. Regulamentar o exercício da profissão de jornalista, aos moldes das outras acima citadas, consistiria, em última análise, em limitar o poder desses barões da mídia, principalmente porque tal fiscalização se daria através dos próprios jornalistas, invertendo o jogo de poder das redações. A decisão do STF sepultou esse risco.
Sem noção! Afinal o Brasil é um país de tolos mesmo!
Existem muitos outras profissões que precisam de diplomas, mas tem gente trabalhando sem, exemplos cirurgiões plasticos que pegam o nome do pai para se passar de doutor e acaba matando pessoas.
Defendo a tese que todos os cursos precisam de diplomas, e além do mais, sejam fiscalizados corretamente!
Não entendo quando se fala em democracia neste país e se defende o diploma como obrigatoriedade, já que sabemos que foi um ato da Ditadura Militar e estava incorporado na Lei de Imprensa que também foi extinta pelo STF.
Alguns blocos da Esquerda, para defender coorporativismos e vantagens políticas, são capazes até de dormir com o Diabo e comer o regabofe servido por ele.
Mas não….a democracia só funciona para me favorecer, né?
Sou contra o diploma, não só para jornalista, como para publicitário também. São profissões criativas e não técnicas.
Para se um bom jornalista, tem que ter boa cultura, conhecer da língua portuguesa, ser inteligente, safo e criativo e gostar de ser jornalista.
Não cursar a faculdade apenas para ter um diploma superior e quem sabe garantir prisão especial.
E também é uma forma de muitas instituições pseudos formadoras de curso superior de jornalismo, buscarem reciclagem ou acabar.
Acredito que a redação ainda é a melhor escola.
Mas também não sou alienado em acreditar que não existam boas escolas, claro que há.
Entretanto a maioria é lastimável.
Há muito tempo, o grande poeta brasileiro raul seixas juntou-se a marcelo nova e ambos externaram a mesma opinião do gilmar mendes:
Muita estrela pra pouca constelação
(r. seixas, m. nova)
A festa é boa tem alguém que tá bancando
Que lhe elogia enquanto vai se embriagando
E o tal do ego vai ficar lá nas alturas
Usar brinquinho pra romper as estruturas
E tem um punk se queixando sem parar
E um wave querendo desmunhecar
E o tal do heavy arrotando distorção
E uma dark em profunda depressão
(Refrão)
Eu sei até que parece sério, mas é tudo armação
O problema é muita estrela, pra pouca constelação
(…)
E o jornalista ele quer bajulação
Pois new old é a nova sensação
A burrice é tanta, tá tudo tão a vista
E todo mundo posando de artista
Não sou jornalista e não consigo entender a posição do Nassif neste caso. Acho que ele também endoidou de vez.
Nada contra os radialistas sem diploma. Eles são pessoas que se dedicam durante muito tempo a esta profissão e ganharam bastante experiência. Muitos tentam concluir o curso de jornalismo, outros se preparam para ingressar na faculdade, exatamente porque querem melhorar o nível do seu trabalho e galgarem melhores salários.
Ninguém de sã consciência desconhece o valor do curso superior. Sabe-se também que o curso superior simplesmente não significa competência. É preciso em primeiro lugar ter aptidão e muita dedicação ao que se pretende. Isto é válido para todas as profissões. Eu conheci em exercício o chamado advogado rábula. Seria um retrocesso voltarmos àqueles tempos. Naquela época faltavam advogados e, somente por esta razão, os rábulas existiam. O mesmo acontece hoje com o Jornalismo. Esta substituição teria que ser naturalmente, como de fato ocorreu com os advogados e agora com os jornalistas. De repente uma decisão esdrúxula desta. Estão querendo fugir do salário mínimo profissional e tornar o jornalista mais vulnerável ao suborno.
É, portanto, um retrocesso imperdoável abolir a necessidade do nível universitário para jornalismo.
A informação é uma ferramenta importantíssima na sociedade. A edição de um noticiário, por exemplo, requer conhecimentos técnicos sobre os efeitos positivos e negativos de cada notícia, que se lança na comunidade alvo. Como se subestimar o valor do conhecimento numa profissão desta?
Realmente, deve haver interesses e influencias que os próprios influenciados acham que os outros desconhecem. Esta visão das autoridades está corrompida por tantos conflitos vividos dentro dos tribunais. Os juizes começam viver pesadelos de decisões. Vejo nisto tudo um tumulto psicológico que agride o bom senso nas pessoas. Admito que as chamadas “forças entranhas” estejam por trás desta decisão.
Como ficam os jovens que se esforçaram para passarem no vestibular de Jornalismo. Pensemos nos formandos e naqueles cujos pais fizeram um sacrifício danado para formar um filho em jornalismo, Muitos deles sacrificaram e esgotaram as economias que lhe deveriam servir na velhice!
A formação de opinião pública tem que ser pelas informações reais e verdadeiras e nunca a partir de realidade construída ou distorcida para promover ou defender quem datem o mandato político.
Os profissionais da comunicação têm que ter curso e mentalidade universitária.
Há o equivalente ao “Juramento de Hipócrates”,para os bacharéis de Jornalismo?Se há, o Ali Kamel,o trangrediu,quantas vezes?
Não acompanhei a discussão nem a decisão do STF.
Mas torço para que numa ou na outra esteja embutida a tese que tenho defendido Há tempos: Temos cursos superiores em excesso…
Não só em quantidade de faculdades, de vagas, mas também na imensa diversidade de cursos: Gastronomia, Economia Domestica, Filosofia pura, Logistica, Relações publica, Secretariado, Letras, etc, etc, etc…
Sei que não é politicamente correto levantar essa questão, mas penso que a quantidade de cursos está diretamente relacionada com o fortissimo loby dos “trabalhadores em educação”.
Mais estudo, menos aulas!!!!
Esse negócio de que a não obrigatoriedade vai deixar o jornalista mais vunerável ao suborno, por favor!
É colocar todos no tacho da pouca vergonha e ferver!
Como em todas a classes profissionais, existem os legais e picaretas. E na de jornalista é a mesma coisa.
Se o profisional for bom e honesto, pode cair o mundo de grana em cima dele, que não há negócio.
Se querem falar de democracia, o diploma de jornalismo foi criada pelas forças damoníacas da Ditadura Militar.
Que bom que caiu a obrigatoriedade. Agora só quem é bom mesmo, que fica no mercado.
E aqueles que passaram anos na faculdade e são medíocres, bye, bye!
Profissional de comunicação tem que ser bom no que está fazendo!
Profissional de comunicação tem que ser criativo!
Profissional de comunicação tem que ser inteligente!
Profissional de comunicação tem que ser corajoso!
Profissional de comunicação tem que ter mente agil, com boas idéias!
E para isso não precisa faculdade.
E esse papo de superioridade de quem faz faculdade é outra invencionice da elite.
Cansei de editar textos de jornalista formados, que chegavam para trabalhar sem ter aprendido nada, ora….vamos dar um tempo na hipocrísia.
Ah, tenho mais de vinte anos de profissão em rádio e TV e conheço um pouco desse negócio. Digo pouco, pois o aprendizado é eterno.
Nassif, realmente não dar pra entender seu argumento. A informação é a ferramenta mais importante da humanidade. Até mesmo a internete surgiu para atender uma necessidade da informação. Jornalismo é informar bem ou até mesmo saber o momento em que algo não deve ser informado, identificando-se o quando oportuno para o bem da humanidade .
A comunicação tem passado por maus momentos, justamente porque o empirismo e a improvisação vem dominando os órgãos de comunicação. Por um lado, a distribuição de concessões de rádio e TV, como moeda eleitoreira entre os executivos e os legislativos. Por outro lado o nível dos que ocupam as funções jornalíticas. É um retrocesso sem limite a queda do diploma para jornalista.Tínhamos que ter cada vez mais jornalistas universitários. Assim teríamos uma melhoria mais intensa pela concorrencia entre profisionas de nível superior. Com este atraso sepulta-se de uma vez por todas a possibilidade de terem os órgãos de comunicação na mão de profissionais da comunicação. Vão continuar nas mãos dos políticos, diretamente em seus nomes ou de suas fundações. A opinião pública vai continuar sendo forjada por quem mais precisa ser julgado, os políticos. E esta nação continuará sendo o paraiso das minorias e o inferno para a maioria esmagada. Os jornalistas que já ocupam lugar de destaque, como o Nassif e outros poucos, serão exaltados pelo profissionalismo já adiquirido e cortejados pelos poderosos. Pagarão pouco aos “pés de boi” que serão muitos para cuidarem justamente da opinião do povão que ouve rádio e TV. As consequencias desta medida maluca são enormes e a longérrimo prazo.
O jornalista é como o árbitro ou como o jogador de futebol: todo mundo dá pitaco. Acho que isso, por um lado, é bom porque deixa a profissão mais arejada. O lado ruim é que todos acham que entendem como funciona. Acho que, como o Leandro Fortes diz em seu blog, a bandalheira que já existe vai aumentar. É tudo o que os donos de jornais querem. A profissão já era fraca, agora vai ficar ainda mais. Não se tem um conselho para regulamentar e fiscalizar a profissão e, aí, os donos de jornais deitam e rolam. Os jornalistas não têm força nem assistência. Eles deveriam responder a uma espécie de OAB dos jornalistas caso ferissem o código de ética da profissão. O que acho é que deveria haver mais regulamentação, e não menos. Talvez não seja necessário quatro anos de curso superior, assim como não é necessário para Direito, por exemplo.
GUARÁ
O mesmo digo eu.
Há matérias absurdas, sem pé nem cabeça, cheias de erros dos mais variados tipos.
Sem falar que o jornalismo no Brasil é INTERATIVO.
Esse copia daquele, que copiou daquele outro, que copiou de um outro no exterior, num círculo vicioso.
Também abomino essa mania de superioridade, porque se tem um curso superior.
Coisa própria de país de terceiro mundo.
Nem sempre curso superior é sinônimo de capacidade.
Existem uns blogs bobos que pedem a profissão das pessoas.
Acho um disparate.
Abraços,
lu
Retrocesso… só isso. Dispensáveis as falas do nosso queridíssimo Gilmar (alguém lembra dele por aqui não é mesmo…).
Um golpe baixo para um país que quer se desenvolver. Um golpe baixo para se ter referências… enfim!
Abre-se precedente pra cairem outros diplomas, vai virar um mero quadro na parede.
Eu administro, mas nem de longe tenho a audácia de desmerecer um curso de administração (e olha que a maior parte deles é engenheiro, médico, profissionais de TI).
Seja auto-ditada e seja o que quiser daqui pra frente! Tem que acabar subdesenvolvido mesmo!
Acredito que médicos, engenheiros e outros profissionais que exerçam atividade que exija conhecimento específico devam, sem dúvida, ter diploma.
Agora, exigir que pessoas tenham diploma de “comunicação” ou “jornalismo” para escreverem textos/artigos em jornais, revistas e internet, é absolutamente desnecessário, reconheçamos. O que essas pessoas precisam ter é boa educação, boa cultura, serem estudiosas e curiosas. E terem bons conhecimentos gramaticais.
Conheço pessoas que escrevem maravilhosamente bem e que são capazes de produzir belas peças. Não têm diploma de jornalistas, embora, em geral, tenham curso superior (mas nem sempre). E são curiosas, interessadas nos temas sobre os quais escrevem.
Enfim, penso que até que enfim o STF deu uma dentro, mesmo não sendo fã do Gilmar Dantas.
Faltou dizer: sobre a “bandalheira” dos grandes veículos de mídia, ela pode até aumentar (se bem que já é descomunal), mas esses veículos, especialmente os de mídia impressa, estão com os dias contados.
As gerações futuras querem internet, livro digital, novas tecnologias. A mídia impressa não vai acabar totalmente, mas vai cair dramaticalmente e terá que buscar qualidade, para não morrer de vez.
Em um primeiro momento, jornalistas formados podem perder empregos. Mas no longo prazo, quem não tiver qualidade de verdade, não sobreviverá (ou viverá sempre às portas da morte). Acredito em grandes oportunidades para os bons jornalistas, formados ou não em jornalismo.
A FAVOR da decisão do STF: ABERT e ANJ (as entidades do PATRONATO)
CONTRA a decisão do STF: FENAJ, ABI e OAB.
Não, obrigado, Nassif, continuo achando que essa decisão é péssima para os jornalistas e para a sociedade como um todo. Vai rebaixar ainda mais os salários e selecionar gente em qualquer esquina pra reforçar as teses dos patrões, num mercado que já é pra lá de saturado.
Não entendi mesmo esse teu raciocínio…
A obrigatoriedade do diploma caiu e já foi tarde.
Se o jornalismo brasileiro está podre, a culpa, em grande parte, é desse sistema onde as universidades praticamente vendem diplomas, formando jornalistas despreparados e incompetentes, que, depois, submetem-se a interesses políticos e econômicos, agindo como bonecos de ventrílocos.
Agora, se a universidade quiser continuar tendo curso de jornalismo, terá de primar pela qualidade da formação, pois o jornalista irá se colocar no mercado de trabalho pelo mérito.
Na verdade o que mais indigna não é a decisão em si, que creio vai mudar pouco do que já acontece hoje. O que revolta é o fato de ministros engomadinhos decidirem, com argumentos pífios, o que nem sequer conhecem, nem de perto, nem de longe. Porque longe é o que estão da realidade de uma profissão que muda muito. Fora que os argumentos da advogada do Sertesp, Taís Gasparian, autora da ação, eram sinceramente, idiotas, com todo o sentido da palavra. Trocando em miúdos ela disse que a obrigatoriedade do diploma poderia coibir a disseminação de blogs e informação na internet. Acho que nem preciso ressaltar o tamanho do sorvete na testa que uma declaração assim provoca.
PS: Não sei da Cásper que meu ‘berço’ não alcança, mas aqui na UFSC, estudamos ciberjornalismo e novos meios até mais que outros meios.
Educação no mundo todo é um monstro criado pelas elites q perceberam há cerca d 200 anos pelas experiências Muçulmana e Hindu q era (e ainda o é) mto mais eficiente o controle da estultice escolada construída e concedida do q da natural e imprevisível ignorância iletrada.
1)Retire, como no Jornalismo a obrigatoriedade do diploma p/o exercício d qq profissão;
2)Mantenha as portas abertas p/os q quiserem aprender, à qq hora em qq ritmo, independente da idade cronológica sem necessidade d triagem e
3)Exija Exame rigoroso apenas p/aquelas q envolvam risco, exame este baseado em conhecimento prático, independente da idade cronológica, p/obtenção d permissão p/o exercício das mesmas, permissão esta q possa ser cassada Não apenas por um conselho d iguais. Estabeleça e Cumpra punições rigorosas p/os profissionais assassinos no caso dessas atividades d risco.
E observem não só como a qualidade dos profissionais como o conhecimento técnico do público à respeito d tais matérias aumentará na mesma proporção q decaírá quase a zero a (des)confiança cega q este público mtas vezes deposita nos “especialistas”; pra não dizer das instituições d ensino q sobreviverão mas p/isso terão forçosamente d se mostrar práticas e interessantes afim d atrair cérebros.
Em País pobre, onde os ricos dominam, não deveria ter diploma para nenhuma especialidade mesmo, porque já conheci muitos “intelectuais “sem diploma algum, invadindo outras áreas profissionais, mediante autorização ilegal (assinatura) de diplomados.. Ora, se as escolas públicas já não podem reprovar seus alunos, então para que eles hão de querer um diploma, não é mesmo? Desta forma, não tardaremos a “chegar” à Idade da Pedra, né?
Quero meu dinheiro, corrigido, de volta. Cobro dos 7 que votaram, ou da Faculdade Cásper Libero?…
Continuo achando discriminatórios os seus comentários. Tenta considerar as mesmas observações suas, para cada uma das outras profissões, inclusive medicina. Não precisa. Considere somente medicina. Procura ver tudo funcionando como você diz para com o jornalismo: boas faculdades, bons alunos, bons estágios, boa residência e bons hospitais! Qual a diferença?
Se o médico lida com a vida o jornalista também. A grande diferença é que o erro médico é de efeito imadiato e muito mais fácil de ser detectado.O erro da informação pode levar gerações a deformações irreversíveis. Estes erros são cumulativos e um gera outros e outros, na formação das pessoas.
De qualquer maneira muito obrigado pela sua atenção aos meus comentários. Eles realmente mexeram com um dos mais famosos jornalistas da atualidade. Chego a sentir um toque de orgulho.Este sentimento que, na maioria das vezes, é negativo para as pessoas, mas neste caso, farei o melhor proveito dele.
Obrigado
Seria interessante, logo depois de passar a propaganda da FSP com a mosca, botar a cena do Obama esmagando uma e mostrando a mesma morta no chão.
No fim, um letreiro: SE VOCÊ SE PRETENDE UMA MOSCA, ESCOLHA BEM ONDE POUSAR. SEU FIM PODE SER TRÁGICO.
O STF abriu o concurso para o quadro de Jornalista.
São 12 vagas – só aceita inscrição de Jornalista com diploma.
A Inglaterra, por exemplo, em um jornalismo muito bom (que convive com o pior jornalismo do mundo, o dos seus tablóides, mas isso é outra história) e lá, não existe a exigência de formação específica em jornalismo. Mas os profissionais são, em geral, formados em cursos que ensinam a escrever de forma lógica e compreensível (problema grave hoje no Brasil) e análisar fatos e acontecimentos. Os jornalistas provem de cursos como Literatura, Ciências Sociais, Ciências Políticas e etc. Para mim é o suficiente.
Mas isso é discriminação do STF! Por que cozinheiros não podem prestar o concurso????
rsrsrs, em tempo, concordo com a decisão do STF, conforme expus no outro post sobre o assunto.
Gostei da decisão do STF, neste caso. Acredito que apenas profissionais que exijam rigor técnico, e ética não é técnica, devam exigir diploma para o exercício. E sinceramente, mesmo para esses, sou contra a existência dos conselhos profissionais.
Na minha opinião, a questão não é dizer que jornalista não precisa de formação específica, mas que para ser um jornalista não se precisa de um diploma de jornalista. Qual formação será necessária? Deixe a empresa que contrata decidir, e depois colher o fruto do que plantou.
Na forma antiga, para ser jornalista basta ter um diploma. Um papel dizendo que cursou uma faculdade. Se aprendeu-se algo ou não, isso é outra coisa. O que estimula a existência de faculdades que apenas produzem diplomas e mais nada. Empresas boas buscam profissionais bem formados, empresas ruins buscam o mínimo que a lei exige pelo menos preço, i.e., profissional com diploma de qualidade discutível.
No futuro, a esperança é que as faculdades que continuarem, continuarão porque oferecem uma formação que ajude à formar um profissional melhor. E as fábricas de diplomas, desapareçam. As empresas que buscam bons profissionais continuarão absorvendo jornalistas bem formados, as outras, continuarão buscando a opção mais barata.
E se não existem boas empresas de jornalismo no país, é porque fazemos um péssimo serviço na hora de escolher o que lemos.
Em resumo: vai abrir um campo maior para os vocacionados aumentando a competitividade e quem sabe assim, trazendo de volta a velha e boa maneira de se fazer jornalismo. Um passo a mais para a democratização da notícia.
A queda do diploma é autoexplicativa: os jornalistas diplomados não foram sequer capaz de reagir. Pode-se imaginar uma coisa dessa acontecendo com qualquer outra profissão?
Não sou jornalista e nem estudante de jornalismo, sou designer.
Na minha área o mesmo debate acontece, porém na direção contrária do vetor: Querem regulamentar.
Esta é uma questão que não difere muito nas duas áreas, tendo em vista que o designer também é um comunicador. O que se percebe, é o medo de uma juventude de perder o emprego para alguém com menos formação acadêmica. Oras! Se o estudante está fazendo uma faculdade, ele já está em vantagem em relação aos seus concorrentes não-formados. Além disso ele ainda quer uma lei que proíba os outros de serem concorrentes?
Estamos numa época que precisamos diminuir o número de leis e não aumentar.