Trivial de Fagner
Graças ao Twitter, informações sobre o novo disco de Fagner (clique aqui)

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* Adicionado por luzete
Já está disponível na rede parte do acervo de 17.000 títulos da biblioteca de José Mindlin que foi doada para a USP. A biblioteca brasiliana, como foi chamada, está no site: http://www.brasiliana.usp.br/
O projeto de seus idealizadores é digitalizar todo o acervo e disponibilizá-lo gratuitamente na internet.
Certamente é um bom tema para discutir o modelo de ensino superior, público e privado, no Brasil. Boa parte das bibliotecas são espaços onde sobram poeira, desorganização do acervo e servidores desestimulados. Nas instituições privadas não é incomum a compra de livros “por metro” para atender os requisitos formais do MEC.
O ensino superior sem excelentes bibliotecas conseguirá atingir a excelência em investigação, docência e extensão?
É um problema de falta de recursos? De gestão? De regulação?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Confira o que O Globo fez com o factóide da Petrobras.
Hoje, na seção de Cartas, publica a seguinte carta da Petrobras.
Regime tributário
Sobre a matéria “Garras menos afiadas” (17/6), a Petrobras reitera que a opção pelo regime tributário de caixa está amparada pelo artigo 30 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001.
Trata-se de procedimento legal, feito por outras empresas, como cita o próprio GLOBO.
O texto da MP deixa claro que cabe a qualquer empresa brasileira escolher, a seu critério, a forma de tributação do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. A MP não define o momento para a mudança de regime, o que é coerente com seu objetivo, de amenizar o impacto tributário decorrente da variação da moeda nacional em situações de crises internacionais e, por consequência, na apuração e no pagamento de tributos federais.
LUCIO MENA PIMENTEL – gerente de Imprensa da Petrobras
Consultando-se o Blog da Petrobras, percebe-se que O Globo – que tem tradição de desrespeitar os leitores que escrevem para sua seção de cartas (conforme já experimentei na pele) – suprimiu o seguinte trecho da carta:
Trata-se de um procedimento legal, feito por outras empresas, como cita o próprio Globo e conforme informou hoje um grande jornal de São Paulo, em matéria sobre o mesmo assunto.
O grande jornal, em questão, é o Estado de São Paulo Em sua edição de ontem publicou uma matéria sobre as compensações tributárias, onde diz (clique aqui):
As chamadas compensações tributárias feitas por empresas até abril também influenciaram e somaram R$ 4,2 bilhões. As compensações são manobras contábeis para reduzir legalmente o pagamento de certos tributos. Embora a Receita não revele nomes, a Petrobrás foi responsável pela maior parte dessa perda com a mudança de regime tributário que adotou no fim de 2008, fato que acabou provocando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Ou seja, a matéria do Estadão comprova claramente que a denúncia de O Globo era furada, ao tratar como escândalo uma operação fiscal. Aí, quando se vai à página 2 de O Globo, o que se lê explica a supressão do trecho:
As melhores de maio
A manobra contábil da Petrobras, que permitiu à empresa deixar de recolher R$ 4,38 bilhões aos cofres da União entre dezembro de 2008 e março deste ano, foi eleita ontem pelos editores como a melhor reportagem do mês passado. A matéria, escrita pelas repórteres REGINA ALVAREZ e MARTHA BECK, da sucursal de Brasília, teve enorme repercussão nos dias seguintes e acabou tornando irreversível a CPI da Petrobras.
Embora ainda não esteja funcionando, a CPI foi instalada poucos dias depois da denúncia de Regina e Martha.
Ou seja, publicam uma notícia falsa (a de que a manobra fiscal da Petrobras era ilegal) e comemoram o fato de que a falsificação gerou uma CPI.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: CPI, Globo, PetrobrasHá muita retórica e pouca medida divulgada, sobre os planos de Barack Obama de nova regulação do sistema financeiro norte-americano.
Alguns pontos já divulgados:
1. No caso de carteiras lastreadas em recebíveis (um fundo comprando as contas a receber de uma empresa), obrigatoriedade de manter 5% dos ativos em carteira, para prevenir eventuais inadimplências.
2. Obrigatoriedade das instituições de aumentar o capital, consolidar os balanços das empresas coligadas e acabar com a zorra do mercado de balcão (títulos vendidos sem passar pelos sistemas eletrônicos, sem esquemas de compensação).
3. Ponto importantíssimo: obrigação fiduciária dos consultores de investimento. Aí se entra em um ponto central. O consultor que passar informações incorretas será penalizado da mesma maneira que alguém do sistema bancário que traia a confiança do seu cliente.
4. Regras de remuneração para os executivos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: Obama, reformasClaudia Facchini, de São Paulo
O varejo farmacêutico está passando por uma grande transformação no país, processo que deverá mudar o perfil do setor nos próximos dois ou três anos.
A adoção do regime de substituição tributária e a introdução da nota fiscal eletrônica no ano passado começaram a asfixiar as drogarias que conseguiam sobreviver graças à sonegação de impostos, o que vem permitindo às grandes cadeias de farmácias ganhar uma participação de mercado cada vez maior.
O movimento de formalização do varejo farmacêutico, além de acelerar a concentração no setor, tornou esse mercado mais atraente para as grandes redes de hipermercados, como Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart.
Só para entender a lógica tributária de São Paulo:
1. As farmácias independentes não conseguem competir com as grandes redes na hora de negociar preços de remédios com os laboratórios.
2. Nos últimos anos foi montada uma indústria de roubo de carga de remédios. É algo disseminado por todo o estado de São Paulo e sul de Minas e tem seu epicentro em Campinas.
3. A substituição tributária impôs ônus no capital de giro das pequenas farmácias. A ineficiência da polícia impede o combate ao crime organizado. A pequena farmácia ou quebrará ou engrossará a estrutura de distribuição das cargas roubadas.
A lógica econômica e política, tanto do governo de Sâo Paulo quanto do federal, é ter olhos apenas para grandes grupos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: farmácias, substituição tributáriaOnde há mais hostilidade, desempenho em avaliação é pior; deficientes e negros são principais vítimas
Simone Iwasso e Fábio Mazzitelli
O preconceito e a discriminação estão fortemente presentes entre estudantes, pais, professores, diretores e funcionários das escolas brasileiras. As que mais sofrem com esse tipo de manifestação são as pessoas com deficiência, principalmente mental, seguidas de negros e pardos. Além disso, pela primeira vez, foi comprovada uma correlação entre atitudes preconceituosas e o desempenho na Prova Brasil, mostrando que as notas são mais baixas onde há maior hostilidade ao corpo docente da escola.
Quem tem acesso a esse trabalho, especialmente aos questionários apresentados?
Á primeira vista, as conclusões são absurdas.
Segundo o infográfico, publicado no jornal impresso:
1. 99,3% tem algum tipo de preconceito. Qual o significado desse dado? Para mim é problema da formulação da pergunta. A conclusão é que toda pessoa tem alguma forma de resistência em relação a terceiros. Se é um dado geral, não pode ser medida de manifestação de preconceito.
2. Diz que 96,5% tem preconceito contra portadores de deficiência física, 94,5% têm preconceito de raça, 93,5% contra homossexuais e 91% contra os mais idosos.
Não bate. Qual o percentual de alunos negros, mulatos ou de outras etnias no sistema escolar? Para que 94,2% tivessem preconceito racial, signoificaria que o preconceito é das maiorias e das minorias. Ora, petecas!, se esse dado fosse real, esse país seria um caldeirão racial prestes a explodir.
Ou esta pesquisa promoverá uma revolução no modo de enxergar o brasileiro, ou incorreu em problemas metodológicos radicais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: preconceitoDivergências na cúpula econômica britânica
O presidente do Banco da Inglaterra (banco central) e o ministro das Finanças discordaram sobre o que precisa ser feito para controlar os bancos e evitar uma repetição da crise financeira. No discurso anual na Mansion House (sede da City londrina) para a City (distrito financeiro de Londres), o presidente do BC, Mervyn King, pediu mais autoridade nas ações para intervir em bancos vistos como tendo comportamento de risco. Mas o ministro Alistair Darling disse, no mesmo evento, que não tinha planos para mudar radicalmente o sistema de regulação. Os Liberais Democratas (partido de oposição) disseram que o ataque de King foi “devastador“. O presidente do BC disse que se um banco for autorizado a ficar grande demais para falir, então a coisa terá ido longe demais.
Mandem bala que viajo de novo para palestrar em Palmas, Tocantins. Mas só à noitinha.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:A aprovação da legalização do Bingo pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara traz de volta o fantasma da corrupção que envolve historicamente o setor.
Em São Paulo, o bingo montou um forte esquema de corrupção envolvendo a Polícia Civil e exigindo uma luta feroz dos procuradores. Em Brasilia, o caso Waldomiro foi responsável pela maior crise do governo Lula.
Foi comprovada a ligação dos bingos e das maquinetas eletrônicas com esquemas internacionais
Nos grandes centros, o bingo tornou-se uma questão de doença social, com viciados perdendo tudo, multiplicando as tragédias familiares.
A exigência da Comissão, de distribuição de 70% do arrecadado como prêmio, é impossível de ser controlada, assim como o pagamento de tributos, em função dos diversos estratagemas na programação das máquinas.
Espera-se que o governo não ceda nesse tema.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção Tags: bingo, corrupção, saúde públicaJá fui mais cético em relação ao papel das faculdades de jornalismo. Sempre considerei o jornalismo um curso técnico. Em seis meses de redação, aprendia-se o ofício com muito mais profundidade do que em quatro anos de faculdade.
Além disso, as faculdades de jornalismo padeciam de um mal crônico: a grade curricular. Quando o curso surgiu, em fins dos anos 60, as Humanas tomaram conta, buscando marcar seu território na nova frente que se abria.
Criaram excrescências como Sociologia da Comunicação, Filosofia da Comunicação, História da Comunicação. Excrescências porque essas matérias deveriam ser uma extensão das respectivas cadeiras. Ou seja, o aluno teria que fazer um curso de história, primeiro, para depois aprender uma especialização da história – a tal História da Comunicação.
Em vez disso, no prazo de um ano o professor precisava passar noções de história, sociologia e antropologia e, de quebra, a especialidade estudada.
No plano técnico-operacional, aprendia-se muito pouco. Um dos argumentos dos defensores da faculdade era a questão dos princípios éticos que ela incutiria nos alunos. Mas o que havia era uma profunda politização, de considerar o jornalismo uma arma de luta. Além disso, as distorções no jornalismo profissional ainda não eram tão acentuadas.
O que ocorre hoje em dia é outro bicho. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia Tags: diploma, jornalismoO Senado – através do senador Tasso Jereissatti – decidiu entrar nas discussões sobre a metodologia de cálculo do spread bancário, segundo matéria de Cláudia Safatle no Valor,
O estudo é importantíssimo por apontar a maneira torta como o Banco Central atua até agora, fruto dessa promiscuidade de diretores que utilizam o cargo para alavancar sua carreira no mercado financeiro.
Algumas sugestões:
1. O BC levar em conta o custo médio de captação dos bancos. Hoje em dia, considera-se apenas o CDB. Nunca foram levados em conta os depósitos à vista (que não custa nada para o banco) nem a poupança (que historicamente rendeu menos que o CDB).
2. Na análise dos custos administrativos, em 2004 o Banco Central excluiu do cálculo as tarifas bancárias e taxas de administração. Ora, as tarifas praticamente cobrem todo o custo administrativo dos bancos. No entanto, para efeito do cálculo do spread, o BC considera apenas as receitas oriundas de operações de créditos livres, de crédito direcionadas, de câmbio e de tesouraria.
3. No caso das operações direcionadas, sugere maior transparência no cálculo do spread efetivo, na medida em que os bancos impõem uma série de contrapartidas.
4. Hoje em dia, os bancos incluem no cálculo do spread o custo da inadimplência. Essa medida os torna descuidados em relação aos riscos de carteira, segundo a matéria. A ideia seria tributar menos os bancos que estimem mais corretamente a inadimplência de suas carteiras.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSMJSwoQvaKil58k
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: Banco Central, spread, Tasso JereissattiA maneira como se criam falsos escândalos – como nessa operação fiscal da Petrobras – e se deixam de lado escândalos concretos, é típica de um país que ainda não ascendeu à condição de desenvolvido
Confira o que o Banco Central está fazendo com as operações compromissadas da dívida pública interna.
Acertei com o IG para, a partir de hoje, a Coluna Econômica passar a ser publicada no Último Segundo. Você pode ler e comentar lá ou aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: Banco Central, operações compromissadasAgência Estado, divulgado pelo Último segundo do IG, 17/06/2009 – 13:46
Fed terá superpoderes de regulação
………..O Fed passa a ser o principal responsável pela prevenção de crises financeiras e vai monitorar as maiores instituições, exigindo maiores reservas de capital para os grandes bancos. Segundo Obama, o Fed será um regulador sistêmico, que poderá atuar com bancos e entidades financeiras não bancárias. E o governo terá poder para dividir as instituições consideradas “grandes demais para quebrar”, como a seguradora AIG.
“Wall Street parece ter memória curta, não se lembra de quão próximos estivemos do abismo”, disse Obama ontem em entrevista à TV Bloomberg. “Nós estamos apenas limpando a bagunça que foi feita.”………………
……..”Falta de supervisão e lacunas na regulação permitiram a bancos e entidades financeiras não bancárias se engajarem em riscos enormes, que puseram em perigo a economia americana e contribuíram para recessão no mundo”, disse Obama ontem.
Ele afirmou ser necessário atualizar o sistema regulatório, que não é reformado desde os anos 30. “Vamos criar uma série de regulamentações fortes, e espero que o Congresso as aprove rapidamente”, disse……………………
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/17/fed+tera+superpoderes+de+regulacao+6782938.html
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: FED, Obama