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Arquivo de junho 15th, 2009

15/06/2009 - 20:28

A mediocrização do Roda Viva

Não entendo o Roda Viva. O programa de hoje abordou um tema relevante – a Medida Provisória sobre a Amazônia – e joga fora a oportunidade, com uma pauta preguiçosa e medíocre.

Do lado dos ambientalistas, hás duas linhas que vivem se digladiando – a de João Paulo Capobianco e a dos ambientalistas paulistas, cuja expressão máxima é o Xico Graziano. Há a linha da Marina Silva e a do Carlos Minc – que, apesar da minha marcação, é defendido por gente séria do setor.

Dentre os ruralistas, as grandes lideranças são Kátia Abreu, da Confederação Nacional da Agricultura, e Blairo Maggi, governador do Mato Grosso. Na agricultura familiar, tem o ex-Ministro Miguel Rossetto, craque do assunto.

Há pessoal de primeira no IBAMA, técnicos que estão discutindo as novas normas para licenciamento ambiental, tem o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), além da Embrapa, cada qual com visões interessantíssimas, como demonstram os debates ocorridos aqui no Blog.

Em vez de uma seleção de estrelas de primeira grandeza, o programa resolveu discutir o tema com os seguintes personagens:

• Cesário Ramalho da Silva, Presidente da Sociedade Rural Brasileira, que há anos não tem mais a menor expressão política.

• Alberto Ercílio Broch, presidente da Contag, com uma visão restrita do problema.

• João Paulo Capobianco, que falou pelos ambientalistas, embora represente apenas uma ala deles. De qualquer forma, o único com conceitos a apresentar.

• Deputado Federal Moreira Mendes, vice-presidente da obscuríssima Frente Parlamentar da Agropecuária para a Região Norte.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Televisão Tags:
15/06/2009 - 20:08

Os bolsistas do Prouni

Por JB Costa

Da Folha Online

BOLSISTA TEM NOTA IGUAL OU MAIOR QUE PAGANTE

Que manchete gostosa! É de lavar a alma! Deve(ria) ser motivo de alegria e orgulho para todos nós brasileiros.

Mas aí vem um tal de Simon Schwartzman, sociólogo, presidente do Instituto de Estudos de Sociedade e Trabalho, para sugerir duas HIPÓTESES para explicar o inaceitável para alguns: Primeira: INDICARIA que os bolsistas tem nível sócioeconômico superior ao de seus colegas, o que mostraria que a focalização do programa não está sendo eficiente. Segunda: como há uma nota mínima no ENEM para pleitear a bolsa, ficam de fora os alunos de nível menor que ingressariam, sem ProUNI, em cursos menos disputados.

Ora meu caro professor: as suas duas hipóteses, com o devido respeito, são uma porcaria. Nota-se um esforço danado do sr. para desqualificar a proeza. Essas ilações exalam um cheirinho de preconceito, de elitismo,de falsidade intelectual/ideológica das brabas!

Comentário

Simon Schwartzman foi presidente do IBGE e é um pesquisador respeitado. Mas suas hipóteses são de cabo-de-esquadra, vítimas do mau uso da focalização (a escola que propõe que as verbas públicas sejam focalizadas nos mais necessitados).

Tem-se uma massa de candidatos ao Prouni. Os candidatos à Bolsa sofrem uma restrição: não podem ter renda acima de determinado limite.

O que é mais crível:

1. A maioria dos candidatos do Prouni burlou as restrições. Ou seja, não apenas os de melhor nível econômico foram maioria como os fraudadores foram maioria.

2. A maioria dos candidatos, por necessitados, valoriza muito mais a oportunidade do que aqueles com menos problema financeiro.

Simon quis sofisticar uma conclusão óbvia e falou tolice. Não precisa ter doutorado em sociologia para constatar o óbvio: quem precisa mais, valoriza mais o estudo.

A própria Unicamp pesquisou as notas dos alunos egressos de escola pública e constatou que, passado o período em que tiravam o atraso em relação aos demais colegas, na média tiravam melhores notas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: , ,
15/06/2009 - 19:43

Trivial dos cachorrinhos

Confesso não gostar de animal doméstico – a não ser em jaula ou gaiola. Aceitei a Fifi, um poodle pretinho, por insistência da Luizinha, a primeira caçula. E não é que a danada da cachorrinha gostava de mim? Toda manhã, levantava, calçava tênis, ela vinha e ficava se coçando na sola.

Com a segunda leva, primeiro veio o Bobby – nome escolhido pela segunda caçulinha, a Dodó. Cachorro meio amalucado, acabou fugindo em Poços e se perdendo em alguma casa dos arredores. A Dodó levou anos para esquecer o Bobby mesmo vindo, em seguida, a Laurinha – nome escolhido por ela.

A imagem da Dodó chegando da escola, gritando “Lalá” e a cachorrinha pulando no seu colo será uma das lembranças intemporais que me alegrará a vida toda.

Mas a cena abaixo é um clássico. Estávamos os quatro – as três menininhas e o babão aqui – na praça Buenos Aires. Aí um casal montou um ambiente, em uma das frentes dos pequenos sobrados remanescentes, com cachorros abandonados, à espera de adoção.

A Bibi não é chegada em bichos, puxou ao pai. A Cacá e a Dodó são fissuradas. Manhã fria, duas das crias estavam batendo os dentes. As duas correram, pegaram no colo, e os enrolaram com seus casaquinhos, me dando de presente essa cena inesquecível da Dodó, minha pestanuda.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/06/2009 - 19:15

Chegando

Passei o dia todo viajando e liberando comentários pelo celular. Agora, de volta ao congestionamento de trânsito.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/06/2009 - 09:38

Painel internacional

Dólar sobe após declarações de ministro russo

CNNMoney.com

O dólar subiu amplamente nesta segunda-feira, impulsionado pelas observações do ministro das Finanças da Rússia sobre a moeda norte-americana, e de os investidores continuarem a realizar lucros em outras moedas, que se valorizaram acentuadamente desde o início da semana passada. Falando em particular no grupo dos oito ministros das Finanças (que representam o G8) na Itália, Alexei Kudrin, da Rússia, disse que é improvável que o papel do dólar como principal moeda de reserva do mundo mude no futuro próximo. Os comentários aliviaram a preocupação dos bancos centrais ao redor do mundo em terem que diversificar suas reservas cambiais para além do dólar, ao mesmo tempo em que os investidores estão à espera da reunião de líderes do Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) na terça-feira, para quaisquer outros comentários sobre o assunto.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags:
15/06/2009 - 08:27

A análise econômica hipócrita

Tenho um conhecido, médico e músico nas horas vagas, por apelido “Melhoral”. Qualquer problema do paciente, de angústia a infarto, melhoral.

O Melhoral do economista Raul Velloso é o aumento do superávit fiscal.

Nesses anos todos, o país acumulou superávits primários fortíssimos, cortando recursos de investimentos, saúde, educação para servir os juros – altíssimos.

Velloso jamais deblaterou contra os juros. Em uma apresentação sobre as contas públicas, no Conselho de Economia da FIESP, falou de Previdência, Bolsa Família, funcionalismo. Nenhuma palavra sobre juros. Indaguei a razão. Disse simplesmente que não fazia parte do escopo do trabalho que preparara. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
15/06/2009 - 07:30

Fora de Pauta

Ai vai, para abrir a semana.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/06/2009 - 07:00

O ciclo dos juros baixos

Coluna Econômica – 15/06/2009

Retomando um tema já abordado.

Ainda tem que se caminhar muito em direção à criação de uma taxa de juros de países civilizados. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), de reduzir a Selic em 1 ponto, traz a taxa para a faixa de um dígito pela primeira vez na história.

Mesmo assim, continua uma taxa extremamente elevada, ainda mais em função das demais taxas internacionais. Continua permitindo as arbitragens em cima do real. Além disso, na ponta o dinheiro continua extremamente caro.

***

Tem que se avançar urgentemente em duas linhas:

1. Pacto com o mercado, de reduzir a tributação sobre as operações financeiras e exigir a ferro e fogo a redução do spread. Inclusive com o uso intensivo do Código de Defesa do Consumidor e das leis de direito econômico.

Como se sabe, o mercado financeiro passou a ser regido pelo Código de Defesa do Consumidor. Pode ser enquadrado pela prática de taxas abusivas, por exemplo, como maneira de contornar a absoluta inação do Banco Central. Também está sujeito ao CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico), caso se comprove que as taxas praticadas são previamente acertadas.

Não se deve recorrer a práticas drásticas, mas utilizar para um pacto de redução de taxas com o setor, cada qual dando sua contribuição.

2. Estabelecer taxações para a livre entrada de capitais.

Hoje em dia há uma dinheirama de brasileiros entrando e saindo do país, não ajudando a consolidar um nível estável de poupança. Esse dinheiro era da mesma natureza dos capitais voláteis do início dos anos 30.

Agora, tem-se um combate gradativo aos paraísos fiscais, escassas possibilidades de investimento em outras economias. E parte desse capital começa a ser despejado na economia real. É o momento de aumentar o custo dessa volatilidade e induzir a vinda de mais capital para a economia real.

Há um chavão reiterado contra essa medida, de que atropelaria direitos adquiridos. Conversa. A proposta é para novas entradas de capitais, não para aqueles que já estão por aqui.

***

Quem leu meu “Os Cabeças de Planilha” sabe que, na análise comparativa do então ciclo especulativo, com o que ocorreu nos anos 20 e 30 no país, previ os seguintes pontos:

* Fim do ciclo especulativo internacional, pela ampla disfuncionalidade dos mercados.

* Ampliação do combate dos estados nacionais ao crime organizado, o que resultaria em cerco cada vez maior aos paraísos fiscais.

* Esses capitais brasileiros internacionalizados regressando ao país, indo irrigar a economia real.

Ainda não chegamos, mas estamos perto do início do terceiro ciclo.

***

Entrando no terceiro ciclo, o jogo se inverte. O mercado financeiro já possui know-how e tradição de precificação (análise de preço) de empresas, de fusões, aquisições, alguma experiência em empresas emergentes.

Em um primeiro momento, esse potencial está sendo canalizado para a compra de empresas em dificuldades, descapitalizadas mas com bom potencial. Em um segundo momento, será para grandes investimentos em infraestrutura, em novas empresas de setores que estão sendo impulsionados pelas mudanças tecnológicas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , ,
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