USP, greves e piquetes
O João Vergílio, corajosamente, expõe um tema que merece ampla discussão: o uso reiterado dos piquetes na Universidade e o desafio da legitimação das teses, sem o emprego da violência.
Vamos abrir uma discussão entre iguais aqui, com argumentos de ambos os lados e respeitando o contraditório. Aqui, não se está no terreno dos inimigos da Universidade pública, mas de seus defensores. Pautemos a discussão por esse prisma fundamental: o que é melhor para legitimar a grande USP.
Por João Vergílio
Agora que o pior já passou, é hora de nos sentarmos todos – professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo – para fazermos uma reflexão a respeito dos gravíssimos incidentes ocorridos no campus durante a semana. O lugar por excelência da palavra foi invadido pela força bruta. Há algo de profundamente errado nisso tudo, e precisamos deixar de lado por um momento as paixões políticas e os partidarismos para buscarmos um solo comum onde todos possam se reconhecer.
Sei que é facílimo, num momento como este, refugiar-se na crítica à reitora. Sua situação não poderia ser mais frágil. Comprou briga com a “direita” quando não chamou a polícia, e agora comprou briga com a “esquerda”, ao chamá-la. Foi inábil? Talvez tenha sido, não sei. Um juízo depende, neste caso, do acompanhamento miúdo das negociações, e da consideração cuidadosa das opções disponíveis. Evitarei, por isso, este discurso fácil.
Na raiz de todos esses problemas que enfrentamos, não está uma reitora, mas o uso de certos instrumentos políticos que me parecem completamente incompatíveis com os ideais de universidade que, agora, todos parecem dispostos a invocar quando fazem a condenação das ações da polícia. Eu me refiro aos piquetes e às invasões de prédios públicos. Alunos e funcionários usam e abusam desses dois instrumentos de luta ano após ano, sob os olhares complacentes (quando não coniventes) de muitos professores. Chegou a hora de dizermos com toda a clareza que tais métodos são violentos e, nessa medida, absolutamente incompatíveis com a vida acadêmica – tão incompatíveis, ou mais, do que a presença da polícia dentro do campus.
A dificuldade de mobilizar a comunidade acadêmica para empunhar suas bandeiras leva lideranças radicais e insensatas a lançar mão desses instrumentos. As greves na USP são, em grande medida, dependentes dos piquetes e das invasões. Os piquetes garantem o esvaziamento das salas de aula e das repartições, enquanto as invasões dão à imprensa a dose de escândalo necessária às manchetes e às fotos de primeira página. O primeiro grande problema é que, ao fazer isso, os grevistas colocam-se fora dos marcos institucionais. Sou perfeitamente capaz de aceitar quebras da legalidade em situações extremas, que a justifiquem. Mas, exatamente para poder argumentar com alguma razão nesses casos extremos, não posso admitir a banalização da ilegalidade.
Piquetes são proibidos por lei. Invasões de prédios públicos também. Em ambos os casos, a lei faculta, sim, o recurso à força policial. Foi o que fez a reitora. Se foi prudente, ou não, é outra história. O fato é que alunos, professores e funcionários que insistem em recorrer a expedientes ilegais não têm nenhuma razão para reclamar quando a universidade dá a eles a resposta institucional prevista nas leis do país.
Mas não gostaria de falar aqui apenas na força da lei. Há um segundo grande problema que devemos enfrentar. O recurso aos piquetes e às invasões de prédios públicos fere também os marcos mais elementares da convivência acadêmica. Se um aluno, um funcionário ou um professor não quer entrar em greve, ele tem todo o direito de fazê-lo, e esse direito deve ser assegurado. Assembléias são instrumentos legítimos de decisão, mas devem inserir-se numa sociabilidade previamente dada. Devem satisfações a uma ordem que elas não podem pretender refundar. Como é possível invocar ideiais de convivência acadêmica para condenar a violência policial, quando esses ideiais foram solenemente ignorados durante todo o processo que antecedeu a chegada da polícia?
Greves são instrumentos normais de pressão. Ninguém deve ser perseguido ou estigmatizado pelo fato de estar defendendo ou simplesmente aderindo a um movimento grevista. Greves são normais. Piquetes não são normais, nem aceitáveis. Piquetes são intervenções físicas, violentas, que visam a impedir o exercício de um direito garantido pelas leis e sancionado pelas regras mínimas da civilidade. Se os grevistas querem adensar o movimento, devem argumentar, e não interpor corpos ou barricadas à entrada daqueles que, por quaisquer motivos, discordam deles.
Quem invade um espaço público, por outro lado, demonstra o mais completo desapreço por aquilo que deveria pautar as ações de pessoas que lutam por uma presença forte e decisiva do Estado no interior do sistema capitalista, corrigindo-lhe as distorções – o sentido do bem comunitário, que não é meu, nem seu, e do qual eu não posso dispor a meu bel prazer. Temos que renunciar firmemente a isso dentro da universidade. A comunidade acadêmica não age com os braços, nem com as botinas. Age com a palavra. As portas da reitoria arrebentadas a socos e chutes são um monumento à violência, são o oposto do diálogo, e nos expõem ao ridículo diante de toda a sociedade que paga os nossos salários.
A violência dentro da universidade tem que ser contida, meu caro Nassif. A qualquer custo. Está se criando o palco para enfrentamentos muitíssimo mais graves do que esses que as televisões mostraram, com seu habitual gosto pelo escândalo irrefletido. Não me refiro a uma volta da polícia, embora esta não esteja descartada. Estou me referindo a enfrentamentos entre estudantes. Rogo a meus colegas que examinem o material disponível na Internet. Há uma revolta imensa crescendo dentro de outras unidades da USP contra esses métodos toscos de “fabricar greves” a qualquer custo. Como podemos articular um discurso minimamente crível contra a violência, se nós mesmos a coonestamos? Quando caminhões de som do sindicato dos funcionários vão à Poli inviabilizar no berro as aulas nas unidades, o que podemos esperar como resposta? E, acima de tudo, que tipo de resposta estaremos em condições de dar, quando for preciso?
Temos que iniciar um grande movimento na universidade pelo fim dos métodos violentos de luta. Quem quiser participar de nossa comunidade tem que aceitar as regras do convívio democrático. Piquetes são ações violentas, e nenhuma assembléia de alunos, professores ou funcionários possui legitimidade para autorizar a sua prática. Invasões são ações criminosas. Quem as pratica merece ser processado nos termos da lei, e não tem condições de se inserir na vida universitária. É só rejeitando a violência que temos praticado de forma tão habitual e tranquila que expulsaremos a polícia do campus. Se não queremos a violência policial, devemos cuidar de não sermos, nós mesmos, violentos. De uma comunidade que deseja ser reconhecida pelo primado da racinalidade, o mínimo que se pode esperar, afinal de contas, é um pouco de coerência.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade Tags: greve, piquete, USP

Tive um post anterior não publicado, em que criticava os “joões” da usp e seus intentos politicos nas fundações…muito estranho…
Algumas palavras:
1. Sinto falta, na maior parte das mensagens, de uma consciência acerca do que é uma universidade, do que é produzir saber (inclusive tendo presente o que isso significa no mundo, não apenas no Brasil). A maior parte das manifestações aqui exprimidas parece não estar por dentro do que é aprender, ensinar, pesquisar… E do que se requer para tanto…
2. A USP não é uma fábrica ou indústria, tampouco é governo, isto é, não é poder executivo. Isso deveria estar presente quando se trata de uma greve. Só por causa disso é uma tremenda bobagem falar em eleições diretas para reitor. Pois um aluno que está ingressando não se encontra no mesmo nível de um professor doutor.
3. Que sentido há, por exemplo, em bloquear a aula de um professor por motivo de greve. O professor está dando algo ao aluno (embora ele mesmo tire vantagem de dar aula, pois lhe proporciona um enorme prazer e um avanço em sua própria pesquisa). A quem prejudica isso! Diante disso, palavras como piquete, protestos e represssão, PM precisam ser repensadas, soam como deslocadas e estranhas.
4. Certamente a categoria do funcionário possui uma outra relação com a universidade: a de empregado e empregador, mas não os professores e os alunos. Infelizmente, a USP está tomando, nos últimos anos, o rumo de certas federais, que já estão nas mãos dos funcionários. Essa greve começou com os funcionários e, lamentavelmente, viu-se em seu início professores (ditos intelectuais) se curvarem diante de um lider sindical marginal. Que satisfação não deve ter sentido esse sindicalista, e que impulso não deve ter tido, ao ver que pessoas cultas se submeteram aos seus desvarios! Lembra o nosso Lula: raramente leio um livro, e sou mais inteligente que os que lêem!
5. Seria interessante averiguar na USP quem são os apoiadores da (s) greve (s): o que produzem esses pouquíssimos professores e alunos que a apoiam…
4. Acho que se está gastando muitos neurônios com um problema restrito. Importa pensar a relação da universidade com o mundo e a existência em geral. Aliás, nessa direção, as exigências colocadas na pauta de greve são completamente irealistas. A maior parte dos funcionários da USP deveria estar muitissimo satisfeita pelo pouco que produzem, em comparação com a média salarial da sociedade em geral.
5. Essa greve tem um cunho político: provocar uma situação diante da eleição presi\dencial do ano que vem…
6. Outro ponto: greve na USP ocorre de dois em dois anos. É uma atividade profissional de sindicalistas que necessitam justificar seus salários…
7. É normal: no mundo existem os que são contra as instituições (certamente porque em algum momento tiveram algum problema com elas! ou porque vem de uma educação desajustada, tanto familiar quanto social!) e os que as aceitam (porque não vêem isso como injusto!, mas como algo necessário para a convivência!)
Lendo os comentários, muitos argumentos me fizeram voltar quase 30 anos no tempo. Santo deus, o tempo não passa para muita gente.
Era 1982 e lá estava eu numa discussão no Centro Acadêmico de minha Faculdade na FFLCH, quando um colega, depois de ouvir muitos alunos, vira para mim e diz: é incrível, primário demais…alguns alunos transportam para dentro da universidade os conceitos de luta de classes: alunos e funcionários são a classe operária e os professores a burguesia opressora. Não dá para acreditar, disse ele.
Pois bem, quase 30 anos depois, vejo os mesmos argumentos aqui reproduzidos. Entre todos, o comentário de Celso Palermo é insuperável. Há uma nova classe, diz ele, a dos professores, etc.
Suely Vilela é o nosso José Sarney do século XXI.
O melhor retrato disso é a proposta de eleição direta para reitor. Que negócio é esse de democratização da USP?
Como se a Universidade fosse uma reprodução em escala diminuta da sociedade. Não, a Universidade é uma instituição financiada pelo dinheiro do povo, a quem ela deveria prestar contas, como bem lembrou o Nassif há alguns dias atrás. É uma instituição onde deve valer o mérito como critério de poder. Cheia de defeitos, cheias de imperfeições, com muita coisa para melhorar, mas é assim que ela deve ser.
Mas, como diz um amigo, esse tal de mérito é um negócio muito trabalhoso.
Parece que estão falando sobre o meu estado, rs.A governadora yeda,psdb, tem o mesmo “estílo” do governador de sp, ambos extremamente arrogantes e, pior, incompetentes.Aconteceu a mesma coisa aqui e a pm “mandou pau”nos estudantes e a mídia, grande aliada desse tipo de governo, mostrava imagens que não tinham nada a ver com a realidade do que estava acontecendo.No final, ficaram os estudantes tachados de baderneiros, bandidos, violentos.Na verdade, a pm desses governos,é instruida para causar a violência para gerar violência e, assim, colocar a culpa nos mesmos de sempre: os que realmente tem coragem para tentar mudar alguma coisa. Não admiro os conseravdores, pois eles sempre terão medo.Não há espaço no seu mundinho para algo diferente, todos tem que ser iguais e aceitar o que lhes é mandado fazer.
Patrulhamento primario…mas, como eu posso patrulhar se o blog não é meu, eu não faço os filtros, apenas coloco os argumentos…tá parecendo que esses posts estão sendo patrulhados como se faz no blog do Reinaldo Azevedo.
Só que ele assume isso.
E não fiz ataques pessoais ao Joao, mas aos “joões” que existem muitos por aí.
OK. Tá mais claro pra mim as regras do jogo.
Sobre piquetes serem ilegais:
1º) Alguém já viu greve de verdade sem piquete? Nem no ascenso operário do final dos 70, nas metalúrgicas do ABC, conseguiriam aquela força não fossem os piquetes e outros métodos criados pelos trabalhadores na luta.
2º) Esse papo de “direito democrático de ir e vir” não engana ninguém, que tenha certo conhecimento, ou experiẽncia, em lutar realmente contra a opressão, miséria, contra o patrão ou a polícia (ou contra o capitalismo se quiser). Que estado democrático temos? De quem, pra quem? Os pobres só podem ir e vir onde os pés e a barriga aguentam. A pequena-burguesia (ou “classe-médias”) em sua maioria, não fazem nada pra mudar as desgraças, ou evitar as injustiças, que slatam aos olhos de todos, mas ainda sim não agem, não lutam.
Os que lutam, minoria, são xingados e amaldiçoados, pelos que nada fazem, que só reclamam que pagam impostos e bla bla. Pois incomoda a estes ver que tem pessoas que buscam fazer algo, que lutam mesmo sendo minoria, e tentam organizar uma resistẽncia e a “esperada mudança”.Jogam na cara dos acomodados, alienados, que estão extasiados em só consumir e viver “tranquilo” fora da realidade da grande maioria dos trabalhadores(as) e do povo pobre mesmo.
Outra coisa simples que muitos “conceituados professores, especialistas, etc” esquecem: O estado atual funciona para uma determinada classe, e essa classe é a dos ricos capitalistas. Por isso é chamado de “Estado burguês”, pois serve de instrumento “legal” para “enquadrar” (oprimir e explorar) a outra (maior e principal) classe do sistema, a classe trabalhadora.
Mas “esse” esquecimento sobre as classes socias, e do estado sempre estar a serviço de uma delas, etc, leva de cara aos mais cínicos discursos e apontamentos, como feito no texto acima (João V.).
O Lula sempre preferiu “negociar”, com os patrões, com os generais, políticos de direita e da “esquerda” da época, e ajudou na “abertura lenta, gradual e [ir]restrita”. Mas ainda sim não podemos deixar de mencionar e saber, que se não fossem os piquetes, os métodos e táticas de luta de classes, próprios da luta dos trabalhadores(as), muito dificilmente teríamos aquela tal abertura, que muitos queriam, muitos festejaram, muitos agradecem, mas poucos foram os que realmente resistiram e alavancaram a luta, luta que não vive de discursos, nem só de teorias (sejam políticas, filosóficas, etc) mas lutas que são reais, cheias de violência, de corpo físico, e com certeza sempre serão, ou alguém acredita que os ricos (a burguesia) vão largar o osso “Brasil” assim, na paz.
A força policial, militar, etc, na nossa história, já deveria servir de aula e lição para certos professores.
O Florestan já enfrentava e denunciava a direita na USP, e ela continua na mão da direita, exemplo das aulas e das “mentes” da maioria de seus professores. Até os professores “marxistas” da USP (que se dizem), se prestar um pouco de atenção, fazem o mesmo dos reacionários, até pior, pois distorcem todo o possível conhecimento dos alunos ao que realmente interessa, e há de bom pra se conhecer.
Que boa parte da USP nunca entra em greve muitos sabem, e citam, mas poucos dizem o porque. Não falam que boa parte da USP já está praticamente privatizada pelas fundações. Tenho colegas que estudaram na Poli, na FEA, na Química, e todos atestam o famoso “suporte” dados pelas fundações (bancos, corporações, construtoras, indústrias, etc) ao ensino publico superior. Professores que recebem salários e ajudas das fundações para “suas” pesquisas (para eles e empresas, claro, não para a sociedade). Os prédios reformados, salas bonitas com café e biscoitos, mas pagos, isso mesmo, cursos pagos na FEA, e caros, cobrados em dólar.
Ou seja, dificilamente professores e até alunos de tais faculdades, dos prédios e salas “lindos” e com “tudo novo”, irão querer lutar, pra que? Pra eles não falta a “infra-estrutura”, que falta nas outras faculdades, FFLCH, Educação, etc, sucateadas pelo governo. Mas falta a liberadade de pensamento e principalmente de lecionar, pois um professor que receba um “salário” bem gordo de uma funadação não está enm aí se o salário que recebe da USP está caído (super caído). E este professor bancado pela fundação e outros “bicos” também não vai falar a verdade para seus alunos sobre quem manda e quem ganha e quem saõ os responsáveis pelas desgraças e miséias nesse nosso país. Se o fizer o banqueiro demite ele do projeto de pesquisa financiado pela fundação…
Bem já chega de desabafo, vou gastar minhas energias noutro lugar.
Abraço aos lutadores e até.
Caro Nassif
Tou achando muita vela gasta com mau defunto. Não a USP, mas esse libelo “cortina de fumaça” do João Vergílio. Tem alguma proposta concreta, fora “vamos todos nos dar as mãos e prometer nunca mais brigar”? Bom tema pro dia dos namorados, mas fora isso zero à esquerda.
Tem gente falando em estatuinte. Essa é uma idéia razoável. Difícil de pegar, pq realmente as representações ainda estão muito viciadas. As estaduais não são nem democracia nem meritocracia: são uma QIcracia.
Mesmo com o risco de parecer pretencioso, no meu entender a discussão deveria girar sobre o papel e o significado da universidade pública neste momento, de que forma as estaduais estão cumprindo (e dando condições a seus atores para cumprir) estas funções, e o que pode ser feito para melhorar.
Abraços
Mario Abramo
PS: Cara Silvana, obrigado pelo resgate do post, mas na verdade eu nem pensei que isso seria levado a sério.
PS2: Caro André Leite, um pouco mais de seriedade. Algumas afirmações suas são totalmente gratuitas. Prejudica muito.
Ah, pqp, tá lá o “pretencioso”… joguem o liquid paper e leiam pretensioso. tnx
“Greves são instrumentos normais de pressão. Ninguém deve ser perseguido ou estigmatizado pelo fato de estar defendendo ou simplesmente aderindo a um movimento grevista. Greves são normais. Piquetes não são normais, nem aceitáveis. Piquetes são intervenções físicas, violentas, que visam a impedir o exercício de um direito garantido pelas leis e sancionado pelas regras mínimas da civilidade. Se os grevistas querem adensar o movimento, devem argumentar, e não interpor corpos ou barricadas à entrada daqueles que, por quaisquer motivos, discordam deles.”
Voce acredita nisso? O mundo para utopicos nao existe. Pergunta para os bancarios se eh possivel fazer alguma greve ou reinvidicacao sem a presenca dos sindicatos em qualquer agencia bancaria fazendo piquetes. Os funcionarios entram para trabalhar por medo de ser demitido por terem feito greve. Presencie isso. Muitos funcionarios falavam se o sindicato nao estivessem na porta teriam que entrar, pois o patrao estava de olho e fazendo pressao, caso nao entrassem seriam demitidos, mesmo concordando com a greve. Nao era porque discordava da posicao do sindicato, fazer greve, mas por medo de ser demitido. Se fizesse uma votacao secreta para saber quem concordava ou discordava da greve, o resultado para quem tem os salarios achatados anos apos anos seriam a favor da greve. Seraa que o Joao Vergilio ja trabalhou fora dos muros academicos? Conhece a realidade do dia a dia de uma empresa, principalmente dos bancos? Dificilmente voce conseguira fazer uma greve com grande mobilizacao pelo convencimento. Se convencer uma minoria a fazer greve seraa ideal para o patrao, pois o patrao dira que eh somente uma minoria baderneira que quer fazer greve. Nao eh isto que sempre dizem quando os bancarios fazem greve. O texto do Joao eh um belo texto para o mundo corporativo. Quem sabe para uma futura USP S.A.
Prosélitos do brilhante professor Hariprado
Fiquei estarrecido com o desrespeito do comunista Mauro Carrara, ele contradiz o verdadeiro relato de nosso mestre:
“a nossa USP, agora sucateada, emburrecida, transformada no balcão educativo da divindade protetora dos mercados. Lá, conforme decisão do ex-líder estudantil Serra, os brucutus da PM é que discutem o contrato social.”
E ainda, ele ultrajou nossos amigos colonistas, ele considerou Miriam Leitão, Sardenberg, Clovis Rossi, Jabour, Eliane Catanhêde, como:
“ARTICULISTAS CAFETINADOS PELOS BARÕES DA MÍDIA”
Esquivem-se da crueldade desse agente vermelho, não leiam suas blasfêmias.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mauro-carrara-sobre-a-usp-o-corinthians-a-petrobras/
Que São Serapião nos proteja
Prezado Nassif,
Você colocou a mão em um vespeiro. Independentemente de conordar ou não com o João vergílio(e eu concordo), a questão que embala número considerável de professores da Faculdade de Filosofia da USP é o desconhecimento das greves terem se banalizado além dos limites da tolerância pelo simples fato que…. aulas e professores perderam a importância e a autoridade(intelectual e moral) sobre os alunos.
Em um debate entre professores e alunos convocado pela chefia do Depto de História para o dia seguinte aos tristes eventos do ataque da PM no campus, o anfiteatro estava lotado com mais de 200 alunos mas…. apenas 5 professores dos 60 do referido depto sentavam-se entre eles, dispostos a ouvi-los e a dialogar com eles. Considerando-se chefe e vice chefe, eram 7 os professores presentes. Claro, nenhum dos que apoiam e defendem esta greve, como as demais, estavam presentes.
Isso é dizer muito e não passou desapercebido pelos alunos. Quando eu disse que nos anos 60-70 a PM invadia o campus para imepdir aulas e que isso, agora, era feito pelos próprios alunos, fazendo-nos um alerta para a necessidade de raciocinarmos sobre o atual valor de aulas e professores — sobretudo quando se é contra UNIVEST e a própria Adusp, em atividades grevistas, coloca…. aulas — a análise dos alunos não tardou: cara professora, como a senhora se permite essa comparação com os professores de então?
Pois é, a comparação existe em minha cabeça e tentativa de prática acadêmica e também naquelas de colegas como João Vergilio e tantos outros que o apoiam no forum dos professores da FF. Mas não estamos conseguindo transmitir isso aos alunos. Ou melhor, conseguimos transmitir aos nossos, especificamente, mas não aos demais. A profa. Tika dava uma prova, em decisão com 50% da sala, depois de ter deixado bem claro que os demais não seriam prejudicados, que fariam a prova em outra data a ser escolhida. Vamos verificar se os alunos que a acossaram, aos gritos de Hitler, eram os outros 50% ????? Tenho certeza que não. Os outros 50% simplesmente acolheram a possibilidade de escolha que professora e classe estabeleceram. Foram respeitados e respeitaram.
O que devemos fazer, em nossa faculdade, é conferir esses eventos, entendendo suas variáveis, e discutir o que pensamos com nossos alunos.
Na próxima 4a. feira, dia 17, haverá outro debate professores-alunos no DH. Votei contra a greve mas estou presente em meu posto de trabalho, debatendo com alunos, conversando com colegas. Não fui retirar as barreiras dos corredores mas estarei lá para celebrar o momento em que os alunos as retirarem. Marlene Suano(DH-FFLCH-USP).
Ah, FFLCH….. Todo ano a mesma coisa!
Difícil não ir para o confronto quando o governo tem uma cobertura da mídia totalmente parcial. O caso é que o governo do PSDB faz e desfaz a bel prazer e pouco é criticado na grande imprensa. Em cenários mais civilizados, talvez a solução civilizada fosse a melhor. Mas com uma imprensa provinciana e altamente hegemônica, isso é muito difícil.
O pensamento dos apoiadores da greve é completamente assimétrico. Pra eles e suas causas, vale fazer piquete, depredar, patrimônio público, impedir as aulas da grande maioria etc. Porém, o “outro lado” tem de cumprir todos os ritos democráticos, deixando até de cumprir uma ordem judicial, como se fossem robocops sem emoções. O ideal de democracia dessa turma é realmente impressionante, Nassif, que gente infantilizada.
Não quero polemizar a discussão. Mas respondendo ao comentário do Wilson de 11/06/2009 – 20:55, apenas tenho a dizer que essa é a minha opinião sobre essa situação. Diria mais… Hoje, pelo menos na universidade onde trabalho, existe uma diferenciação entre professores e funcionários e alunos que, por exemplo, atribui 70% da composição dos membros dos órgãos colegiados, para os docentes. A justificativa é essa mesmo o mérito. Até hoje, depois de 36 anos de trabalho, nunca vi as universidades prestarem contas à sociedade. Pelo contrário, a produção da universidade foi mercantilizada e não socializada. Todos, pesquisadores, fomentadores e universidade ganham com essa produção através de suas patentes. Alguma universidades já prestou conta de quanto se gasta e em que se gasta?
Como vc acredito que deveriam prestar contas à sociedade e, mais que isso, deveriam socializar sua produção para que a sociedade desfrute desse conhecimento sem ter que pagar por ele mais uma vez…
Como em qualquer instituição da sociedade, seja ela pública ou privada, nelas se reproduzem, nas suas relações internas, as coisas boas e ruins dessa nossa convivência. Temos disputas pelo poder, onde o mais forte domina. Chame de bananas e espertinhos… ou qualquer outra coisas, mas essas relações existem.
Em qualquer situação o respeito as idéias e pensamentos é uma premissa indispensável à está jovem democracia, que caminha buscando aprimorar-se e alguém já disse em outro comentário e eu interpreto: As universidades ainda vivem sob o domínio da uma legislação e administração autoritária, e ela, não se justificava e nem se justifica mais…
QUEM AQUI FALOU EM PIQUETES PACÌFICOS??
Manifesto dos alunos em repúdio ao incidente envolvendo a turma do período noturno da disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I no dia 09.06.2009
São Paulo, 11 de Junho de 2009.
Este último dia 09 foi um dia triste na história da Universidade de São Paulo. Presentes ou não, todos nós da comunidade USP vimos o poder da força tomando o lugar do poder das palavras: o diálogo foi negado a favor da violência.
O diálogo, entretanto, manteve-se presente na disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I durante todo o curso. A viabilidade para realização da prova no dia 09.06, marcada anteriormente ao estabelecimento da greve, e a própria disposição ou não dos alunos em a realizarem também estiveram inclusas em nossos diálogos por meio do fórum de discussões do sistema Moodle (http://moodle.stoa.usp.br). Várias possibilidades foram abordadas e a decisão final foi: quem quisesse ir fazer a prova, que fosse, e quem não quisesse ir ou tivesse o acesso impedido faria uma prova alternativa via Moodle em data ainda a ser definida. A escolha ficou a critério dos alunos, que de maneira alguma seriam prejudicados pelo não-comparecimento. Segundo consta no Júpiterweb há 24 estudantes matriculados nessa matéria no período noturno – 12 alunos compareceram para a prova.
Próximo ao término da prova, por volta das 20:44 horas, nós, estudantes, de dentro da sala, ouvimos alguém gritar “Hitler!” três vezes. Apesar de que pelo bom-senso ou conhecimento de mundo mínimo parecer desnecessário relatar tal atitude como ofensiva, parece-nos melhor esclarecer que a alusão a um dos maiores genocidas da história da humanidade para uma turma que por vontade própria está realizando uma prova é, para dizer pouco, repugnante. Mas, ainda, falar isso para uma turma de Alemão é de um generalismo absurdo, ignorante e inaceitável. Os estudantes de Letras poderiam lembrar-se (ou conhecer) as palavras do poeta judeu de língua alemã nascido em Czernowitz, que teve os pais mortos pelo regime nazista e foi submetido a trabalhos forçados no campo de concentração: “A língua permanece intacta, sim, apesar de tudo” (adaptação do original).
Pouco tempo após isso, diversos estudantes abriram a porta para “falar sobre o que havia ocorrido na universidade”. Não foi uma tentativa de dialogar ou argumentar sobre a legitimidade de nossa presença em sala: foi uma série de insultos, baderna e julgamentos de caráter. Os alunos da sala se manifestaram dizendo que estavam lá porque queriam e que aqueles que não estavam presentes, ao contrário do que se gritava (afirmando que estávamos lá “sob coerção de nota”), não sairiam no prejuízo. Cada um como indivíduo pensante, como adultos que somos, estávamos lá exercendo aquele direito que a nossa sociedade ocidental tem como supremo: o direito de livre-arbítrio. Não seria esse o momento dos alunos que se dizem “a favor da democracia” respeitarem o direito de seus semelhantes? O fracasso do diálogo fez com que alguns alunos do Alemão tentassem fechar a porta: medida irrealizável e tomada à flor das emoções.
Por fim, o que puderam fazer doze alunos quando cerca de cem, mais ou menos, alunos histéricos (fazendo uso aqui da acepção proposta no Dicionário Houaiss “comportamento caracterizado por excessiva emotividade ou por um terror, pânico”) os obrigam, por meio de intimidação verbal e gritaria, a deixarem a sala de aula? – Sair.
Assim, saímos. Cinco alunos acompanharam a professora até a sala dela para discutir o que tinha acabado de acontecer e também porque temiam maiores retaliações direcionadas à professora. Ao perceberem isso, os estudantes chegaram a mais uma conclusão infundada: os alunos estariam indo para terminar a prova, “bando de puxa-sacos”. Eles vieram atrás desses alunos e da professora, que, temendo pela integridade física dos mesmos, trancou a porta de sua sala. Nisso, os estudantes começaram a bater com excessiva força na porta, como que tentando derrubá-la, e desligaram a luz do andar inteiro. Sentimento dos que estavam lá dentro? Perplexidade. Vinte ou trinta minutos depois os estudantes foram se dispersando e os vigilantes do prédio apareceram para ligar a luz e acompanhar os que estavam dentro da sala até a saída do prédio. Os alunos e a professora saíram, então, chocados, assustados, tristes.
Foi dada como justificativa da ação a alegação de uma suposta aluna do Alemão ter sido agredida (levado um tapa na cara) pela professora. Isso é uma mentira e uma calúnia. Quem era do Alemão, repetimos, estava lá porque queria: teve direito de escolha. O fato dos estudantes terem reagido sem o menor conhecimento de causa, sem tentar averiguar o ocorrido só mostra como uma inverdade é capaz de manipular muita gente.
O que fica dessa história toda? Repúdio. Repúdio pela ação autoritária, agressiva e ofensiva dos estudantes com a turma de FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I. Repúdio por no prédio de Letras da “maior universidade do Brasil” o diálogo não ter sido estabelecido, pelo valor da palavra como solucionadora de conflitos não ter sido aceito. E ainda: repúdio pela não-superação dos métodos autoritários e repressores por parte dos estudantes, que, alegando serem esses os métodos da PM, foram, neste caso, os próprios propagadores da irracionalidade e do desrespeito ao indivíduo. Tivesse vindo uma abordagem dessas de um grupo que se reconhece intransigente, seria outra coisa. Mas vindo de pessoas que dizem defender a democracia, o diálogo e, não obstante, os estudantes, é simplesmente inaceitável.
Os argumentos de que houve uma assembléia para votação da greve e que a maioria votou pelo “sim” não convencem. Assembléia em que algumas centenas de estudantes comparecem para um curso que tem mais de cinco mil estudantes não é representativa. Procuremos outros meios, usemos a tecnologia a nosso favor, há formas de incluir aqueles que não têm disponibilidade de estarem presentes em todas as assembléias. Mas não declarem o favoritismo a uma greve por contraste. E não nos obriguem a aceitar isso.
Nós sabemos que ao optar por fazer a prova estávamos, inevitavelmente, nos posicionando contra esta greve, mas não tínhamos sido avisados que a mobilização em favor de uma determinada ideologia é compulsória. Preferimos acreditar na autonomia da escolha do indivíduo. Nós lamentamos a truculência da polícia com os estudantes e nos posicionamos, também, contra isso. Porém, não admitimos que o nosso direito de escolha seja desrespeitado. Quando se tira o direito de escolha de alguém, tira-se sua alma. E não aceitamos que ninguém, nem mesmo os estudantes da Universidade de São Paulo, faça isso conosco.
Este manifesto foi organizado e apoiado por parte dos alunos da disciplina em questão. Todos os alunos matriculados na matéria foram informados via e-mail sobre feitura do manifesto e receberam previamente uma cópia do mesmo. Nenhum aluno, até momento, se posicionou contrário à publicação desse texto.
Sem mais,
Alunos da disciplina Introdução à Tradução do Alemão I
Departamento de Letras Modernas – Área de Língua, Literatura, Cultura, Lingüística e Tradução em Língua Alemã
Letras – FFLCH/USP
(Reiteramos que nem todos os alunos matriculados na disciplina quiseram comentar o caso. Dessa forma, não podemos afirmar que todos os alunos estão de acordo com este manifesto. Aqueles que estão de acordo optaram pela anonímia por temerem maiores retaliações.)
nassif,
quando você vai dar destaque às inúmeras críticas que o professor joão vergílio recebe? Realmente, fica parecendo que nesses 30 anos ele realmente nunca participou de uma greve. As alternativas que ele propõe são no mínimo “inocentes”, digamos assim. A mesma inocência de que acusamos as decisões do Banco Central nas suas decisões.
Pior, fica defendendo a expulsão da violência da USP como se ela não estivesse incrustada no planeta terra, na cidade de São Paulo.
Os tradicionais métodos de negocioação entre as partes já foram usados. Rodadas e rodadas de negocioação, audiências públicas onde a reitora se compromete a ir e desmarca de última hora, e por aí vai.
A mídia não dá visibilidade, e quando dá, é enviesada. Cobre as manifestações dando enfoque no trânsito que elas causam e na indignação dos motoristas.
A justiça, só Deus sabe. Concedeu uma liminar ontem pedindo a reintegração do funcionário Claudionor Brandão, diretor do sindicato. Horas mais tarde, derruba a liminar sem dar maiores explicações.
Não concordo com piquetes em salas de aulas. Se os alunos que querem ter aula e os professores querem dar aula não existe razão pra fazer piquete. Se os alunos decidirem não ter aula, eles simplesmente matam a aula do professor em conjunto e pedem reposição depois. Os alunos têm poder de barganha o suficiente para fazer isso. O curso de audiovisual da ECA conseguiu isso em 2007 e está em greve novamente esse ano.
No caso dos funcionários é diferente: a possibilidade de ser punidos por não trabalharem é muito maior. O piquete se faz razoável para que ninguém possa ser individualmente identificado como “incitador de greve” e perseguido mais tarde.
Mais: eles só existem nos locais onde seus próprios funcionários acham correto montar um. Os funcionários da reitoria decidiram pelo piquete muito tempo depois do sindicato ter decretado greve.
Sinceramente, acho que o problema da USP começa com (falta de) transparência e diálogo. Faço jornalismo aqui e atualmente estou no jornal laboratório que o prof. vergílio, acredito eu, um dia foi ombusman. Publicamos diversas matérias falando dos problemas da universidade, das condições precárias de trabalho, dos desmandos do conselho universitário, e por aí vai. Precisamos da voz da reitoria em 90% das nossas matérias. Sabe em quantas conseguimos? A assessoria da reitoria é simpatissíssima, mas nos enrola que é uma beleza. O prazo para o fechamento termina e não conseguimos “o outro lado”. Depois, sai uma coluna do ombudsman no jornal seguinte nos acusando de parciais.
É isso que acontece: ela nos mata por inanição. Vejo o mesmo acontecer inclusive com a grande imprensa, que demorou dias para ter alguma declaração da reitora (mesmo assim por e-maill). Imagine como fica o diálogo com os movimentos organizados aqui dentro.
Culpar setores x ou y pelo radicalismo com que agem aqui dentro é fácil. Mas há um motivo para que eles tenham se sobressaido neste momento.
Gostaria de saber o porquê de minha resposta aos alunos da disciplina Introdução à Tradução do Alemão I ter sido deletada? Tenho direito de expor minha opinião.
Responda as perguntas.
Quem esta contra a greve?
A greve é direito assim como também é direito “ir e vir”. Quem não quiser aderir, tem todo o direito de não aderir a nenhum movimento.
Como fica casos exemplares de professores proibidos de dar aula para sua turma, mesmo que metade da turma queira ter aula. Como fica o direito daqueles que precisam de transporte público e de bandejão? A constituição não diz que é necessário manter um mínimo de serviço? Ou um mínimo de serviço só serve para atividades essenciais?
Como ficar do lado de sindicatos que não representam, que não tem bandeiras, que fragmentou suas demandas, atirando para todos os lados. Como faço para aderir a uma greve que tem como pauta, assuntos tão dispares quanto ensino a distância e aumento salarial, além de defender questão pontual de demissão de funcionário, divergências jurídicas na contratação e reposição salarial?
Se apoio reposição salarial, auomaticamente estarei apoiando o fim do projeto da Univesp? Venda casada não é proibida? Preciso realmente aderir ao pacote todo?
Será que uma pesquisa, num universo de 7500 votos onde a a maioria esta contra a greve, não tem significado algum?
Como apoiar pessoas que não admitem o debate e age deliberadamente para manipular assembleias poucos representativas, e quando a “oposição” ameaça se organizar estes são agredidos covardemente?
Poderia escrever mais, só que tenho que voltar paras os estudos – tenho provas e trabalhos para entregar nos próximos dias.
Basilio.
http://greveusp.blogspot.com/
Não tenho uma crítica a esse texto. Só acrescento que quando se trata de educação, greve não é o melhor caminho das coisas serem conquistadas. E a grande pergunta, greve por acaso consegue alguma coisa? Por que só o que eu vi ela conseguir foi deixar nossos banheiros da FFLCH sem papel, fazer com que perdêssemos nossas aulas, ficássemos sem circular e bandejão. Como os grevistas querem justiça semeando injustiça? Sou eu que vou colocar a univesp, sou eu que corto as verbas de educação, sou eu que não pago os funcionários? Não!! E é o meu banheiro que estava sem papel, minhas aulas que foram perdidas, meu ensino prejudicado! Que os revoltados arranjem um jeito de protestar sem prejudicar quem não fez nada de errado! O problema não é só tropa de choque, está TUDO errado…
Lamentável tendência a de procurar sempre um \JUDAS\ para os \esfarrapados\ comentários. Não apareceu ainda na USP um Reitor melhor que a Professora Suely Vilela; comparável, só Prof. Jacques Marcovicth. E PRONTO!!!