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11/06/2009 - 10:00

A lógica do Ministério da Defesa

Por Andre Araujo

É para se repensar a ideia mal copiada pelo Governo FHC ao implantar um Ministerio da Defesa descolado da realidade militar brasileira, ao invés de simplesmente evoluir da estrutura do EMFA, já muito bem impantada, que era o embrião desse Ministério. No modelo EMFA haveria o rodizio dos Ministros da Defesa, um ano com cada Arma, como era no EMFA, porque nós não temos a cultura de civis dirigindo a Defesa e a experiencia mostrou-se inoperante, cara e desestimuladora das FF.AA. com politicos que não entendem nada do assunto pilotando um Ministério tão importante.

O modelo de Ministerio da Defesa é americano, veio ca criação do DoD (o Pentagono) em 1947, pelo General Marshall. Antes o mundo todo, inclusive os EUA, usava o modelo francês de Ministérios por Arma, nos EUA as Secretarias da Guerra e da Marinha eram as mais antigas da União e funcionaram muito bem dirante toda a 2ª Guerra.

O Brasil (e outros paises da AL) simplesmente por modismo,
copiaram mal o modelo do Pentagono, a estrutura civil não serviu para nada a não ser para aumentar despesas, nós não deveriamos ter clonado a seco o modelo americano, que se destinou à realidade da potencia mundial, aqui a coisa poderia ser bem mais simples, um Ministerio de coordenação mas com comando profissional, os militares entendem infinitamente mais de assuntos de defesa do que amadores curiosos. Para complicar, no Brasil não houve criitério para escolher titulares da Defesa, todos improvisados, perdendo-se eficiência, recursos e tempo com essa clonagem mal feita.

Para complicar, aqui no Brasil entrou na area tambem o inacreditavel Ministro do Longo Prazo, Mangabeira Unger, visitando fábricas de armamentos, como se entendesse alguma coisa do assunto, ele e o Ministro JObim correndo o mundo para ver submarinos, aviões, tanques, fragatas, uma coisa sem pé e nem cabeça, enquanto aqui os militares nem sequer participaram da elaboração de um Plano Nacional de Defesa, o que causou enorme irritação entre os comandos, com toda a razão. A area de Defesa está mal parada e o Pais precisa repensar esse modelo manco, que não funciona. fazendo voltar o profissionalismo aos assuntos militares, exatamente como ocorreu nesse caso do Airbus da AirFrance, hoje manejado por quem tem competência para tanto.

Realmente dá gosto ver a póstura sobria, competente, transparente e estritamente profissional de nossos oficiais da FAB e da Marinha, trabalhando em conjunto em perfeita coordenação, sem estrelismos ou vaidades pessoais, apenas no cumprimento do dever.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags:

99 comentários para “A lógica do Ministério da Defesa”

  1. simas disse:

    Olá!… Marcelo de Matos,
    Qta frieza, heim?… Eu já acho, q vc tem vocação… castrense. risos…
    De fato, os militares estão fazendo a sua parte, o seu trabalho… e para isso, foram treinados. Não vejo nada de extraordinário. Salvo as infos erradas ou incompletas q passaram para o Minisro da Defesa e q redundaram em críticas, até no exterior…
    Qto ao Mangabeira, entendo q ele foi cooptado pelo Gov Lula; já q mostrava competência para o cargo onde era e é necessário.
    Já, com relação à macaquice diante dos americanos – convenhamos, antes havia o modelo falido francês; e, agora, o americano, como em mtos lugares do mundo. Qual é?…
    Pelo q entendo, posso depreender… o MD foi montado na forma em q deveria ser, e com o respaldo do EMFA; e o q está pegando é o ensino militar, continuando nos moldes antigos – precisa ser adequado à realidade nacional. Pq não é possível militares prestarem declarações públicas – vide uma reportagem de um militar, na amazônia, faz um tempo, q se transformaram em constrangimento; e, ainda, se reunirem no Club Militar para fazerem reuniões típicas de demonstrações políticas – para isso, urge um enquadramento severo.
    Qto ao orçamento, aspecto tido como importante no âmbito do MD; isso, deve permanecer onde sempre esteve, sem as “novidades do front”…
    Saudações

  2. Tio-avô disse:

    Não podemos esquecer em qual contexto o Sr. Unger fez sua afirmativa quanto à corrupção do Governo Lula.

  3. Fábio disse:

    O Brasil é um país cuja direção da economia está nas mãos de um membro do establishment do complexo industrial-militar, ou ninguém se lembra que o H. Meirelles foi membro do ca da Raytheon, por sinal fornecedora dos equipamentos mais sensíveis do Sivam.

    A “defesa” e o “pensamento estratégico” foram entregues a pessoas com ligação umbilical com um “certo” banqueiro.
    Vamos falar sério, o governo do Lula/PT não passa de marionetes nas mãos de Wall Street / Pentágono….

    Nossamãe! Essa do Pentágono é novidade.

  4. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Andre Araujo,
    No meu comentário enviado em 11/06/2009 às 15:21, eu lembrei que os militares recebem um treinamento muito específico de comando sobre soldados, de táticas de guerra e de conhecimento técnico sobre equipamento militar. Esqueci de incluir no treinamento o aprendizado do conhecimento técnico de engenharia pelos engenheiros militares e do conhecimento sobre logística que está bastante associada à engenharia e às estratégias, táticas e operações de guerra.
    No mundo todo, os militares que chegam ao topo da carreira são pessoas de alta capacidade e, no entanto, é muito raro que dentre eles sobressaiam alguns em uma carreira civil, salvo em institutos de pesquisas e estudos ou empresas de equipamentos militares e nesse caso como assessores ou como desenvolvedores de equipamentos, mas raramente como gerentes. E isso mesmo em países onde o tempo de permanência nas forças armadas do país é bastante reduzido.
    É claro que você pode retirar na história exemplos contrários, até porque o conhecimento de administração deve muito ao mundo militar, mas são exceções que mais confirmam a regra.
    Em meu entendimento, a formação específica do militar distorce as habilidades que ele desenvolve de tal modo que ele terá pouca possibilidade de êxito na iniciativa privada e mesmo pública onde os princípios de disciplina e hierarquia não são aplicados com a mesma intensidade como são aplicados na caserna. Às vezes ocorre de a genialidade perceber e superar essas distinções, mas isso é raro.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/06/2009

  5. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Andre Araujo,
    Foi muito discutida nos comentários enviados para este seu post a questão da cópia de modelos. Não sou contra a cópia. Inventar a roda na era atômica, da genética e da eletrônica é atraso. Japão desenvolveu copiando, a China está desenvolvendo copiando. Não canso de mencionar que o único texto de FHC que eu elogio é “A originalidade da cópia”. E lembro que o texto é cópia de idéias dos amigos marxistas que beberam na fonte da dialética.
    O problema é copiar o modelo por aculturamento cosmopolita como é da natureza de FHC, magnetizado que ele fica pelo que vem do Império, sem se ater as peculiaridades da realidade brasileira. É essa a origem da herança maldita que hoje não se tem como descartar. Regime de metas de inflação, câmbio flutuante e livre fluxo de moeda, Lei de Responsabilidade Fiscal e mil outras coisas configuram bem a herança maldita.
    Lembrei dela recentemente nos comentários que enviei para o post aqui no blog do Luis Nassif intitulado “A situação fiscal pós-crise” de 09/06/2009 às 07:00 em que o Luis Nassif faz a chamada para o ótimo estudo “Uma avaliação federativa do resultado primário do primeiro quadrimestre de 2009: os efeitos da crise” de José Roberto R. Afonso e Gabriel Junqueira, que, segundo Luis Nassif “traça um bom quadro da situação fiscal da União e dos estados no pós-crise”. O estudo serve para mostrar como o PSDB possui o viés de se apegar a modelos alienígenas até mesmo quando o modelo soçobra a olhos vistos. No caso o modelo do estudo é a Lei de Responsabilidade Fiscal que tem sua matriz nas regras do Consenso de Washington.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 12/06/2009

  6. João Carlos:

    Desculpe-me voltar ao assunto, mas talvez não tenha sido claro na explanação de meu pensamento.

    Penso que alguém que erre tanto na avaliação de um governo, mesmo assumindo depois o engano, não esta capacitado para assumir um ministério de assuntos estratégicos. Uma pasta desta natureza exige pessoas capazes de analises mais precisas.

  7. Luiz Horacio:

    Espera ai, Luiz Horacio, alguém que não sabe a diferença entre óleo diesel e querosene, deveria fazer um cursinho básico antes de se tornar ministro da defesa de 220 milhões de pessoas.

  8. ana disse:

    Paulo, no Azenha, tem post interessante sobre a doação da base de alcantara e os termos vergonhosos da doação. Mas os miltares adoram a direita ao estilo fhc. Ouvi dizer, não tenho certeza, que o tio DEFENSORA DA PETROBRAS, general de fhc – tinha uma certa desconfiança em relação ao sobrinho, que era contra a PETROBRÁS. A verdade é que ao chegar a presidencia fhc demonstrou sua verdadeira cara. Independentemente de ter pensamento de esquerda ou de direita, o militar obrigatoriamente deve ser PATRIOTA e não ser submisso aos interesses dos impérios, seja ele de direita ou de esquerda. Militar entreguista para mim não passa de traidor da patria. E com toda certeza o governo de fhc foi traidor ao doar a Vale do Rio Doce com seus minerios aos estrangeiros e ao tentar doar parte do territorio brasileiro, estrategicamente situado – a base de alcantara – ao governo americano. Leia os termos do contrato de doação. É VERGONHOSO! A questão é: dá para confiar em militares que continuam a morrer de medo dos fantasma do comunismo e por qualquer coisinha apoia os traidores de direita que doam desavergonhadamente o patrimônio do Brasil? Os nosos autais miltares estão a altura de um país altivo, de um país potência? Parece-me pelos comentarios que o Brasil perdeu a confiança nos seus miltares.

  9. Fábio disse:

    Nassif,

    Você é preconceituoso com o FHC. Pode até discordar com ele sobre a proposta econômica, mas que FHC é um estadista ninguém de bom senso pode discordar. O FHC tem uma boa visão da geopolítica, estratégica, etc.
    O “cara” é bom mesmo. Já o Lula não tem a menor visão de nada, quanto mais de geopolítica, estratégia.
    O FHC criou o Ministério da Defesa, que muitos podem discordar, mas foi uma decisão corajosa, colocou o tema em debate.
    Só para ficar na recente “vitrine” das FA, o acidente aéreo, fácil verificar a visão do FHC sobre a Defesa.
    O avião da FAB que localizou os destroços – R-99 – foi adquirido pela FAB na época do FHC. A FAB tem três ERJ-145 do tipo R-99 e cinco de alerta aéreo antecipado, todos adqjuiridos pelo FHC.
    O “cara” é bom, não tem como discordar de modo fundamentado. Poder aéreo hoje em dia não é o caça que voa mais alto, mais veloz, etc, é eletrônica. Ademais, não basta ter caça, tem que ter aviões de apoio, AEW, etc. Guerra terrestre é a mesma coisa.
    O FHC implantou uma aviação naval de caça, que pode não ser nenhuma BRASTEMP, mas ao menos avançou em uma área que antes era somente dominada pela mesquinharia interna das FA.
    Tudo obra do FHC, que só não implantou o FX por ser um “cara” bem democrático. Não quis interferir em uma grande aquisição no final do mandato, deixou para o Lula resolver.
    O resultado é o que todos sabemos… Até hoje o Lula não concluiu o FX…
    Estou contanto os dias para o fim do governo Lula. Esse “cara” parece o Nero, tocou fogo em “Roma”, só que “nosso” Nero todos aplaudem, já o de Roma o pessoal mandou para as catacumbas….

  10. luiz c l botelho disse:

    Prezado Nassif e comentadores
    Me parece algo delicado ,do ponto de vista geopolítico militar, tentar utilizar a problemática do reaparelhamento militar brasileiro -especialmente o áereo naval-; para servir de “Intermediação” para vendas de tecnologia e armamentos de Países Europeus (França, Itália , Alemanha,etc..) para a China e outros Países . (veja o comentário 11/06/2009-15:08 do comentarista Sergio G). É bem sabido que A China tem uma pretensão estratégica vital de construir uma Marinha de águas profundas para neutralizar a frota americana do Pacìfico, já que políticamente Taiwan continua uma provìncia rebelde e precisa ser cast…anexada de volta!,Dois continentes .Uma China!. E a imagem da super marinha japonesa dos anos 40 ,com a sua famosa esquadrilhas embarcada de aviõe torpedeiros e caças da classe zero ainda é um mito bastante vívido na História Militar Americana Moderna-especialmente a Aéreo-Naval. Penso que as vezes ,sacrifica-se toda uma autonomia militar de um País para se obter ganhos pessoais políticos e especialmente financeiros (”apoio” de Países que vendem e “apoio” de Países que compram armas vendidas através de Países intermediários!).Ainda é vívida a coragem patriótica do General-Presidente E.Geisel, nos idos de 1970 ,por ocasiâo do cancelamento de um altamente lesivo programa de intercâmbio militar com um País Aliado.Nos EUA, é claro que disputas por contratos são a razão de ser do “Pentágono”, mas certamente a responsabilidade com a real defesa dos EUA vem na frente de qualquer interesse político-partidário ou de Instituições Militares e seus integrantes!.

  11. João Carlos disse:

    “Penso que alguém que erre tanto na avaliação de um governo, mesmo assumindo depois o engano, não esta capacitado para assumir um ministério de assuntos estratégicos. Uma pasta desta natureza exige pessoas capazes de analises mais precisas.”

    Antonio Rodrigues,

    Os problemas de sua análise são dois:
    1- na época em que escreveu a carta afirmando que o governo Lula era o mais corrupto da história, a mídia estava constantemente atacando o governo por causa do “mensalão”;
    2- desde que assumiu a pasta de planejamento estratégico, o Dr. Unger tem feito um bom trabalho, pois vários projetos e planos foram formulados pelo governo federal após isso; podemos afirmar que a pasta está agindo como um catalisador de discussões envolvendo o corpo técnico de todos os ministérios.

    Não foi apenas o Plano de Defesa Nacional que surgiu da participação do Dr. Unger. A MP 458, embora odiada por muitos ambientalistas, também. Houve a elaboração de um plano de desenvolvimento para o Nordeste. As discussões preliminares para a reunião do BRIC no dia 16 próximo, idem.

    São trabalhos que podem ser criticados, mas são o retorno do planejamento estratégico ao governo federal. Todos foram frutos de discussões dentro de vários setores do governo federal que foram coordenados pela pasta do Dr. Unger. Dificilmente teriam surgido sem esse esforço de coordenação. Com relação ao Plano de Defesa Nacional, podemos ter certeza que não teria saido do papel, as nossas forças armadas possuem um histórico de não se entenderem e buscarem objetivos opostos.

    Com relação à reunião do BRIC… seria bom analisar a afirmação do Ministro Celso Amorim de que o G-8 morreu.

  12. Danúbio Danilo Fioravante Cianni Filho disse:

    Concordo em gênero, número e grau. Assim como militar não se presta ao comando cívil de uma nação em regime democrático, civis não se prestam ao comando de Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) para o qual os militares são preparados durante anos!

  13. ana disse:

    Imitar os americanos e criar o ministerio da defesa é ter boa visão de geopolítica, estratégica, etc.? Doar a base de alcantara, arrancando das mãos da AERONÁUTICA tambem é prova da genialidade do estrategista fhc? So se for estrategista em favor dos interesses estrangeiros. O Fabio ta no bloco( DERROTADO) dos 10% da população que é contra Lula. Que eu saiba, o governo Lula nos tirou da pindaiba e o Brasil, quebrado por tres vezes por obra de fhc, passou a ser credor do FMI. Larry Summers, sercretario de Clinton, na ultima quebradeira proporcionada pelo fhc, obrigado por Clinton a emprestar US$40 bi, disse que a moeda -REAL – do Brasil estava correndo o risco de virar VIRTUAL. O Brasil era motivo de piada. Hoje, como o PRE-SAL e outras conquistas somos respeitados. Lula elegerá DILMA que dará continuidade as conquistas do governo de Lula. Que poderia ser VICE, pois VICE de DILMA, POOOOOOOOOODE!

  14. João Carlos:

    1.Um estrategista não baseia sua analise em “ataques da midia”.

    2. A MP 458 foi um dos maiores crimes ja cometidos contra o pais. Trarão consequencias nefastas para todos os brasileiros, desta e das proximas gerações. Esse ridiculo “Dr.Unger” caberia melhor num governo militar do tempo da Transamazonica.

  15. Luiz Horacio disse:

    Sobre a observação mais acima: diesel ou querosene, o ministro da Defesa e a defesa de 200 milhões de brasileiros.

    Acho que a discussão é um pouquinho mais complicada que isso, nossa!

    Teríamos de discutir o contexto imediato dessa enunciação em particular, todos os contextos mediatos, e mais as questões de legitimidade, isto é, qual a interpelação que se pode fazer da autoridade sobre suas funções previstas. Aí sim, poderíamos estabelecer valores mais adequados sobre sua afirmação.

    Se fosse dito que um comandante militar ou alguém no comando de uma operação militar, incluindo seus aspectos técnicos, não soubesse qual é a diferença citada, supondo que tenha sido realmente um erro e não um lapso ou uma distração, ou coisa do gênero, aí sim se poderia dizer que haveria uma impropriedade. Mas não é o caso, e foi justamente isso que disse antes, ou seja, toda a questão atual ou futura do Ministério da Defesa.

  16. Luiz Horacio disse:

    O que dizer então do Presidente da República, se não conhecesse algumas “diferenças” como essa? Qualquer presidente será o Comandante Geral das Forças Armadas, já pensou?

  17. Luiz Carlos disse:

    É verdade! Temos que tirar o chapéu para os membros das forças armadas (Aeronáutica e Marinha) que sem alarde, sem pendurar melancia no pescoço, continuam, com responsabilidade, mostrando ao mundo do que são capazes na organizada busca efetuada no Atlântico, dos destroços e corpos da tragédia com o avião francês.

  18. Ricardo disse:

    A idéia farsesca de que “defesa” é um assunto exclusivamente militar e que, por isso, só deve ser tratado por militares ou é um ingênuo mito tecnocrático ou é uma grossa mistificação ideológica na qual um certo setor ultra-conservador brasileiro embarcou para tentar deslegitimar e esvaziar a há pouco lançada Estratégia Nacional de Defesa.

    Não é à toa que o Ministro da Defesa (sem dar nome) e o Unger são os alvos prediletos desse artigo. Foram eles que urdiram o espaço institucional que permitiu engendrar o mencionado programa; programa que tem como conseqüência sociológica esvaziar a excessiva autonomia do “campo militar” no Brasil (para usar a terminologia do sociólogo francês Pierre Bourdieu).

    O artigo de André Araújo parece ser, na verdade, mais uma peça retórica de uma certa orquestração nada ingênua, alentada por setores ultra-conservadores brasileiros, afinados com a pior linha dura militar.

  19. Marcello disse:

    Creio que o maior problema não é a estrutura civil, mas sim a integrantes amadores, problema presente na maioria dos cargos publico de confiança. A nomeação politica é uma realidade, porem algum criterio tecnico deveria prevalecer. Apesar de não ser da area, o ministro Nelson Jobim até que demonstrou ter mais conhecimento e/ou tentou aprender um pouco mais sobre a area de defesa. O Ministro Mangabeira Unger trata de propor discussões e elaborar um planejamento para o futuro sobre grandes questões nacionais, e a defesa do pais e seu poder de dissuasão são fundamentais. Creio que um civil na pasta da defesa não é uma má ideia, porem a integração com o poder militar, o aproveitamento das melhores cabeças na area, e a formação de pessoal especializado (na ESG por exemplo) seria a melhor saida.

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