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10/06/2009 - 09:12

Livros escolares impressos?

Matthew Garrahan e Andrew Edgecliffe-Johnson, Financial Times
10/06/2009

Na sua cruzada para reduzir bilhões de dólares do crescente déficit orçamentário da Califórnia, Arnold Schwarzenegger vem liderando a investida rumo à geração do Twitter com uma promessa de substituir os caros e “superados” livros de texto escolares por aparelhos digitais.

O Estado está prestes a se tornar o primeiro nos EUA a abandonar os livros escolares impressos. Schwarzenegger, o governador do Estado, disse que a iniciativa poderá economizar até US$ 350 milhões ao ano.

“Os livros escolares estão superados no que me diz respeito”, disse. “Não existe motivo para nossas escolas obrigarem os nossos estudantes a arrastar esses livros escolares antiquados, pesados e caros. A Califórnia é a terra natal do Vale do Silício, líder mundial em tecnologia e inovação, portanto podemos fazer melhor do que isso.”

A Califórnia liderou recentemente o resto do país na instituição de novos e rigorosos padrões para emissões de gases veiculares para conter a mudança climática e suas regulamentações acabaram sendo adotadas por Washington.

A iniciativa digital foi elogiada pelos conselhos diretores escolares carentes de dinheiro do Estado. “Ela economiza para as nossas escolas somas consideráveis de recursos reservados para livros escolares e, no nosso mundo em constante mutação, confere às editoras a oportunidade de atualizar os textos rapidamente com os mais recentes acontecimentos mundiais”, disse Jim Vidak, superintendente escolar no Condado de Tulare.

A Califórnia convidou programadores de conteúdo a fornecerem inicialmente livros escolares digitais em matemática e ciências, que o Estado examinará em tempo para o próximo ano escolar.

Schwarzenegger manifestou confiança de que os estudantes possam se beneficiar dos recursos de aprendizagem digitais, dizendo que eles estão acostumados a usar informação em tempo real no Facebook ou no Twitter. “A Califórnia é a terra natal dos colossos de software e dos pioneiros em pesquisa de biociência”, disse. “Mas os nossos estudantes ainda estudam a partir de materiais de instrução em formatos criados pela prensa tipográfica de Guttenberg. É despropositado – e oneroso – querer os livros tradicionais de capa dura quando a informação está disponível em formato eletrônico”.

Num momento em que a Califórnia enfrenta um déficit orçamentário recorde de US$ 24 bilhões, porém, o Estado poderá ter de enfrentar altos custos iniciais – especialmente considerando que Schwarzenegger se comprometeu a disponibilizar livros escolares digitais para cada um dos dois milhões de estudantes do Estado.

“O principal sentido prático é que até os estudantes terem acesso pleno e igual a computadores, esta iniciativa será muito difícil de ser implantada”, escreveram analistas do Citigroup, em nota de análise.

O Estado é um dos maiores compradores de livros escolares no mundo, assim que a transição para ensino digital poderá ter grandes implicações para editoras, como a Pearson, proprietária do “FT”. “A Pearson é agnóstica quanto à forma em que seu conteúdo é acessado, mas o importante para nós é que o material seja de alta qualidade e eficaz”, disse a companhia.

“As crianças querem lidar com uma ferramenta que seja interativa”, disse Jake Neuberg, executivo-chefe da Revolution Prep, uma empresa com sede na Califórnia que fornece elaboração de provas e ferramentas de ensino digital para estudantes. “As ferramentas de ensino não mudaram durante centenas de anos”.

Uma placa USB de 4 gb sai por uma merreca. Nela provavelmente cabe toda a Enciclopédia Barsa. As escolas estão sendo informatizadas. O custo de preparar um livro em PDF é irrisório. Qual a lógica de livros didáticos impressos?

Por aqui mesmo, vários comentaristas têm criticado essa obsolescência. O papel de uma editora de livros tornou-se mais irrelevante que de uma gravadora. O autor supostamente detem os direitos autorais. Bastará às Secretarias de Educação e ao MEC promoverem a seleção dos autores – ou adquirir o conteúdo – montar uma biblioteca digital e permitir a cada escola baixar não um ou dois livros, mas todos que quiserem.

A maior dificuldade para a implantação desse modelo no Brasil é o fato das verbas de educação terem se transformado no terreno ideal para esquemas políticos com a mídia e com financiamento de campanha.

Mas certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes.

Veja o que a Califórnia está planejando.

Do Valor

Contra déficit, Califórnia quer acabar com livros escolares impressos

Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: ,

57 comentários para “Livros escolares impressos?”

  1. Silvana disse:

    “Mas certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes.”

    Ironia, né, Nassif?

  2. Jaime Balbino disse:

    É uma opção válida. Trabalho em escola pública e a logística tanto no MEC quanto na própria escola para escolher, armazenar e distribuir os livros a cada 2 anos é terrivelvemente onerosa em todos os aspectos.

    É claro que se deve pensar nisso com muito cuidado.

    Os sistema atual poderia se limitar aos paradidáticos.

  3. Luiz Augusto Carvalho disse:

    Entra em açao a economia que parece desenvolver, mas que vai gerar milharesd e desempregos.
    Quem vai montar os equipaemntos eletronocs? Os chineses. Quem vai deixar de plantar árvores, fazer papel, imprimir os livros e vendê-los? Muitos milhares de pessoas.
    A coisa pode parecer atraente, mas vai contrimbuir para um empobrecimento econônmico em muitas áreas, enquanto que num país distante….

  4. Luís Carlos P. Prudente disse:

    Parece abusrdo essa ideia, mas ela é ótima, pois os alunos não precisam carregar livros e mais livros na sua mochila, apenas um aparelho semelhante a um notebook com menos recursos e mais resistente para aguentar as atividdes de crianças e adolescentes. A atualização desses notebooks poderia ser feita via entrada de USB ou pelo sistema de transferência de imagens e dados que muitos celulares de crianças e adolescentes têm, em que eles trocam músicas e imagens.

    Tenho a impressão que o governador que permite que as tropas de choque da PM entrem numa universidade pública não vai gostar da ideia, muito menos as empresas de consultoria ligadas a pessoas que trabalham proximamente dos chefes da “educassão” de São Paulo.

  5. Ivan Moraes disse:

    O que eh triste eh ver uma crise economica forcando o governo da California a fazer o obvio e evidente -o que o mundo todo ja poderia estar fazendo ha… 5 anos atraz.

    Mas tenho certeza Abril, Folha, e Globo estao na fila de dar apoio a uma iniciativa dessas. Se nao estao, ja estao a caminho. Se nao estao a caminho, ja estao colocando o sapato. Se nao estao colocando o sapato, estao colocando o sutian. Se nao est…

  6. alfredo machado disse:

    Nassif:
    Em minha opinião, um completo equívoco; na verdade, esta idéia é um excelente atalho para a formação de analfabetos funcionais, já que os jovens se tornariam incapazes de redigir um texto, elaborar raciocínio lógico.
    Mas vindo de quem veio, Mr.Muscle Arnold Schwarzenneger, faz sentido.
    Por aqui, a proposta seria a glória para os barões de araque da nossa imprensa – a ANJ aplaudiria de pé este retrocesso.

  7. Nelson Quintanilha disse:

    Ponto positivo: menos peso para as crianças carregarem; A natureza agradeceria, em tese, pois, quando da criação do computador foi pensado que a utilidade do papel seria reduzido a nada ou quase nada, o que vimos foi justamente o contrario.
    Ponto negativo: as crianças aprenderiam menos, ou teriam mais dificuldade em aprender; Muitos empregos seriam fechados, equação difícil de se resolver, uma cadeia muito grande de profissionais, onde recolocar esse pessoal, que iria do corte de arvores até a pessoa que entregam os livros nas escolas.
    Essas medidas deveria ser tomadas ou pensadas por governantes em épocas áureas, nunca em crises.
    Quando em crise, os cidadãos precisa de gasto publico que gere empregos e traga renda a pessoas, afinal, a vida real não é um filme de Hollywood!

  8. Eduardo Nascimento disse:

    Sou um entusiasta da tecnologia e concordo que não se pode ensinar hoje como se fazia há décadas, mas abrir mão do livro impresso para acessar o conteúdo exclusivamente, eu disse exclusivamente, no computador me parece um equívoco, ou algo com interesses mais comerciais do que didáticos.
    Já existem pesquisas que comprovam que a facilidade da geração atual de fazer várias coisas ao mesmo tempo está de braços dados com a incapacidade de fazer uma coisa só e bem, de se concentrar.
    Imaginar que um estudante aprenderá mais e melhor se estudar ao mesmo tempo em que interage no msn, no twitter ou similares ainda me soa fantasioso.

  9. foo disse:

    Projeto: 10 milhões de netbooks

    Definicão: computadores portáteis, com telas de até 10 polegas, sem partes móveis.

    - Processador: 1 GHz
    - Memória: 512MB RAM
    - Armazenamento: 4GB SSD (solid state drive)
    - Bateria: 8 horas
    - Custo individual: $200 (R$ 388)

    Valor total: $2 bilhões (R$ 3,88 bilhões)

    (Só para vocês terem uma idéia, o MEC gasta, hoje, quase R$ 1 bilhão por ano em livros didáticos.)

    Estes netbooks deveriam ser desenvolvidos no Brasil, de forma que o investimento tenha o efeito combinado de: 1) melhorar o ensino; 2) desenvolver a indústria tecnológica; e 3) promover a inclusão digital.

  10. Luiz Oliveira disse:

    Assunto polêmico…..A curto prazo, os gastos vão ser estratosféricos…..Mas a longo prazo, uma despesa quase que some……E se der certo é um carimbo nas pretensões do Schwarzenegger em disputar uma vaga para a Casa Branca.

    Estratosféricos? A curto prazo sairá por 10% do valor de compra dos livros.

  11. Reginaldo disse:

    Vou mais além, concordando com um comentarista em post anterior sobre assunto semelhante envolvendo livros de educação do Estado de São Paulo. Contrato um grupo de professores, paga pelo seriço e pelos direitos, coloca em pdf na net e cada aluno imprime o que precisar, e quiser.

  12. Marco Antonio disse:

    Na verdade, se se observar a concepção intelectual de Arnold Schwarzenegger, a própria leitura está superada. Eu ainda prefiro ler um livro impresso do que digitalizado. Com jornais e revistas é diferente. Em primeiro lugar, são descartáveis. Em segundo, sua função é transmitir informações recentes, e isso a mídia eletrônica faz com muito mais eficácia. Nem vou entrar no mérito da manipulação das notícias, afinal, isso também pode ocorrer na cobertura online.
    Enfim, para literatura, prefiro e velho e bom impresso. Para me inteirar dos fatos e ler opiniões, não abro mão do micro.
    Mas o comentário sobre a Abril, Folha e Globo sobre os gastos correntes foi o melhor da matéria.

  13. general disse:

    Excelente ideia do Exterminador do futuro.

    Também acho os livros obsoletos. Novas formas de ensinar estão em gestação agora e dispensarão as velhas modalidades do giz, quadro e livros.

    É preciso avançar.

    Muita gente irá criticar e defender a alta cultura que os livros proporcionam. Mas, no final, a geração que louvava ou desprezava os livros, está prestes a terminar. Inicia-se a geração do mundo informatizado. Sempre há aqueles que querem resistir até o último homem, no entanto, o tempo é quem dá a palavra final

  14. Andarilho Andante disse:

    “Mas certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes.”

    Nassif fazendo graça , hehehe

    O Exterminador estaria a um passo no futuro se a Obivedade dessa migração não fosse tão antiga.

    Já foi feito algum post por aqui sobre projetos como o UCA (um computador por aluno?), a cidade de Piraí, me parece, tem ele acontecendo.

  15. Marcelo de Matos disse:

    “Bastará às Secretarias de Educação e ao MEC promoverem a seleção dos autores – ou adquirir o conteúdo – montar uma biblioteca digital e permitir a cada escola baixar não um ou dois livros, mas todos que quiserem”. Deus meu, nunca vi tanta fantasia. O mercado livreiro, no Brasil, é altamente cartelizado. A Saraiva, que já adquiriu a Siciliano, controla boa parte desse mercado. Nossa legislação sobre direitos autorais é arcaica: o autor ou seus herdeiros têm direito exclusivo à obra durante sessenta anos. O Valor diz: “O autor supostamente detém os direitos autorais.” A dúvida procede: quem detém esses direitos, na verdade, são os editores que firmam contrato com o autor ou seus herdeiros. O editor, portanto, detém os direitos autorais por sessenta anos. Há, também, o problema da seleção dos textos a adotar nas escolas. Muitos livros, ao invés de incutir nos alunos o gosto pela leitura, criam uma indisposição contra ela. Confesso que, em meus tempos de bancos escolares, tive dificuldade em ler Camões, Euclides da Cunha, Clarice Lispector, Raul Pompéia, enquanto (descobri depois) havia tanto autor de leitura mais leve e agradável: Monteiro Lobato, Orígenes Lessa, Artur Azevedo, etc. Outro problema é que 80% dos livros editados no Brasil são traduções. Some-se a isso o fato de que o livro já foi muito barato. Quando eu era jovem meu irmão comprava-me coleções de livros encadernados: Monteiro Lobato, Jorge Amado. Hoje, qualquer lançamento na área de literatura sai por R$ 50, ou R$ 60, no mínimo. O Valor diz: “O custo de preparar um livro em PDF é irrisório. Qual a lógica de livros didáticos impressos?” Pera aí: não é a impressão que leva o preço do livro às alturas, mas, fatores outros, como a formação de cartel, a exclusividade dos direitos autorais, etc. Se a preparação do livro em PDF tem custo irrisório, por que os livros eram tão baratos quando se tinha de recorrer aos velhos linotipos? A informatização não deveria ter reduzido os custos? A proposta do livro virtual é fascinante, mas, não devemos nos precipitar. Umberto Eco diz que: “São os homens e não a Internet os principais inimigos dos livros”. Ainda há muito tempo para o livro impresso. Ele está imune aos furtos em escolas, nos quais só são levados computadores, telões e antenas parabólicas. O livro é sempre poupado. Por muito tempo ainda poderá ser usado, desde que com critério, bom gosto e proteção legal.

    Meu Deus! Nunca vi tanto conformismo. Desde quando essas situações são imutáveis?

  16. André disse:

    Alguém conhece o projeto OLPC ( One Laptop Per Child )? Ele que queria um notebook e conteudo educacinal para crianças( incluindo uma interface totalmente nova e intuitiva) a um custo muito baixo, a idéia afundou como o Titanic, mas quem sabe com uma ajuda governamental algo do tipo possa dar certo.
    http://www.laptop.org

    André

  17. nassif:
    este discurso da superação do livro é falsamente moderno.pega fácil,pela
    atualidade suposta do mesmo.quero ver o super-homem da califórnia ler o
    goethe na tela.quero que ele estude a obra de seu quase-conterrâneo
    leibniz direto no computador.”querem lidar com uma ferramenta que seja
    interativa”.eles não percebem,ou não sabem,ou não querem saber que o livro
    de papel pode ser trabalhado como obra de arte?que ele toca sentidos que
    a tela do computador não toca?a modernidade do exterminador vai dar com os burros n’ água.
    romério

  18. André disse:

    Alguém conhece o projeto OLPC ( One Laptop Per Child )? Ele que queria um notebook e conteudo educacinal para crianças( incluindo uma interface totalmente nova e intuitiva) a um custo muito baixo, a idéia afundou como o Titanic, mas quem sabe com uma ajuda governamental algo do tipo possa dar certo.

    André

  19. Bruno Cabral disse:

    Será que o Exterminador conhece o Kinddle da Amazon? Talvez até conseguisse ele de graça em troca de propaganda no bicho.

  20. Clarisse disse:

    “Por aqui mesmo, vários comentaristas têm criticado essa obsolescência. O papel de uma editora de livros tornou-se mais irrelevante que de uma gravadora. O autor supostamente detem os direitos autorais. Bastará às Secretarias de Educação e ao MEC promoverem a seleção dos autores – ou adquirir o conteúdo – montar uma biblioteca digital e permitir a cada escola baixar não um ou dois livros, mas todos que quiserem.”

    Nassif,

    Esse comentário (é seu?) é completamente fora da realidade. Eu trabalho em uma editora, e posso garantir que é impossível o autor entregar um original que pudesse passar diretamente à venda.

    Por melhor que seja o autor, com um texto excelente, no mínimo o livro precisa ser revisado e diagramado.

    Talvez seja ruim para as gráficas, para as indústrias de papel. As editoras terão apenas uma forma diferente de fazer o seu trabalho.

    O custo de revisar e diagramar é mínimo.

  21. foo disse:

    “Em minha opinião, um completo equívoco; na verdade, esta idéia é um excelente atalho para a formação de analfabetos funcionais, já que os jovens se tornariam incapazes de redigir um texto, elaborar raciocínio lógico.”

    Eu não acho que o netbook deva substituir o caderno; mas sem dúvida deveria substituir uma boa parte dos livros.

    Imagine que um aluno interessado não estará mais limitado às 200 páginas que o Governo planejou para ele — os netbooks podem conter muito mais informacoes do que um livro comum, de forma que o aluno poderá se aprofundar tanto quanto queira.

    “Ponto negativo: as crianças aprenderiam menos, ou teriam mais dificuldade em aprender; Muitos empregos seriam fechados, equação difícil de se resolver, uma cadeia muito grande de profissionais, onde recolocar esse pessoal, que iria do corte de arvores até a pessoa que entregam os livros nas escolas.”

    Em primeiro lugar, não acho que esta mudanca possa ser feita em 5 ou 10 anos.

    Por outro lado, se olharmos para o que ocorreu com as organizacões modernas, o consumo de papel continua alto.

  22. Marcelo de Matos disse:

    É melhor a Califórnia se limitar a exportar bons vinhos, como tem feito. Idéias podem vir de outros centros.

    Antes da California, os comentaristas aqui já tinham defendido essa ideia.

  23. Moses disse:

    Nassif,
    não lhe parece que falta alguma diferenciação no texto entre o que é idéia sua e o que são as informações da matéria referida logo abaixo do título?
    Grande abraço!

  24. Paulo disse:

    Quanto custaria transformar o programa nacional do livro didático no sentido de distribuir leitores de e-book para todos os alunos e professores do ensino fundamental (só alunos, algo em torno de 30 milhões)?
    Algumas vantagens pedagógicas me ocorrem:
    1) os aparelhos viriam carregados com todos os livros do catálogo. Com isso, o professor poderia abordar cada uma das unidades de seu planejamento de ensino utilizando o material de apoio mais adequado para as circunstâncias.
    2) os aparelhos poderiam conter outros conteúdos: dicionários, livros de literatura (que já são distribuídos) e outros que hoje não são distribuídos mas que se mostram importantes para o desenvolvimento de atividades pedagógicas.
    3) a experimentação pedagógica poderia ser incentivada e os resultados distribuídos para os professores por meio dos próprios aparelhos.
    4) os conteúdos poderiam conter objetos de aprendizagem que atraíssem os alunos estimulassem a interação e a investigação.
    5) Os professores poderiam ser incentivados a serem produtores de conteúdos – concursos poderiam ser feitos pelos órgãos do ensino para premiar os melhores conteúdos criados.
    6) Os aparelhos já poderiam conter adaptações para o uso com alunos portadores de necessidades educativas especiais.
    7) Haveria uma melhora na equidade dos recursos disponíveis – todos os alunos de escola pública disporiam de um equipamento que contém os mesmos recursos.
    Enfim, seria um imenso salto qualitativo.
    Perguntei acima os custos. Eles dependeriam em muito da escala. Contudo, há aspectos técnicos que devem ser considerados. Por exemplo, robustez, resistência e segurança para uso por crianças,
    Aí eu me pergunto: o que temos, hoje, sob o ponto de vista técnico, atenderia tal demanda?

  25. Alex disse:

    Grande Nassif,
    vc comenta:
    “Meu Deus! Nunca vi tanto conformismo. Desde quando essas situações são imutáveis?”
    Dia destes minha empregada – a Deide – chegou chorosa em casa. O filho dela fez aniversário e ganhou um tênis e uma mochila da Nike da madrinha dele. Uma semana depois, a uma quadra da escola, deram uns cascudos no menino e levaram tudo: tênis, mochila com livros e cadernos.
    Nassif as situações são mutáveis sim! Em Perdizes, Pinheiros, Anália Franco, Alto de Santana, Brooklin, Morumbi etc etc etc
    Na periferia é pau. É a lei do quem pode mais chora menos. Minha empregada fala que só louco anda com MP3, celular bonitinho lá perto dela no Valo Velho. Aí vcs vem aqui me falar em netbook?
    O projeto é lindo sim… mas a segurança da meninada. Sei lá, vejo uma discussões muito limitados ao nosso mundico. E omundão do povão Nassif?

  26. Legal disse:

    Segundo o Gates, que nao e do Vale do Silicio (a Microsoft esta em Seattle) na era da informatica, nada e mais importante que os livros.

  27. gepeto disse:

    Viige. Aqui nunca sera adotado principalmente se serra e paulo renato forem presidente e ministro educação.
    Como iriam compensar a abril pelo apoio todos esses anos ?

  28. Luis disse:

    Nassif,
    Trabalho na Editora FTD com livros didáticos. Tenho conhecimento de todo o processo que o texto do autor passa até chegar ao produto final. O trabalho de edição, preparação e revisão; desenvolvimento do projeto gráfico; pesquisa de imagens; produção de ilustrações; compra de fotos; diagramação, etc. Todo este trabalho continua tendo que ser feito independentemente do resultado final ser um livro impresso ou um PDF digital, que dispensa a gráfica. Desta forma, o papel das editoras está longe de ser irrelevante!
    Em um livro de literatura o custo do papel gira, em média, em torno de 30% do valor de capa. Em um livro didático é bem mais baixo, pois entram custos com imagens (ilustrações e fotos) consideráveis.
    Não acredito que os livros digitais possam ser muito mais baratos do que os impressos, mas, sem dúvida, abrem espaço para novas possibilidades de enriquecimento do ensino por meio da interatividade com a qual o aluno pode realizar atividades e experiências on-line, por exemplo.

  29. Alex disse:

    Ah Nassif, nada como ver suas fillhotas lá no sofá ou na cama com um livrinho na mão. Tenho um filhote de 9 anos – o João – e dia destes quase chorei ao contemplá-lo ele de perna cruzada, na cama, com as Viagens de Gulliver na mão. Já é um leitor ávido. A escola onde estuda incentiva os alunos a lerem, fazerem diários de leitura, frequentar biblioteca. Funciona demais.

    A Bibi dorme com livro debaixo do travesseiro. Mas lê na Internet também.

  30. Hans Bintje disse:

    Vale a pena ver o tamanho da “placa-mãe” da nova geração de netbooks: http://www.guiadohardware.net/noticias/2009-06/4A296F91.html

    Eu lidei com o equipamento e digo que foo tem um pessimismo incorrigível ;)

    A configuração e o desempenho desses netbooks é respeitável e os preços podem ser ainda mais baixos.

    Material didático de primeira linha? Veja aqui: http://www.gpopai.usp.br/boletim/article67.html

  31. Edmilson Fidelis disse:

    Sempre que vejo uma reportagem cientifica na net onde figuras animadas são mostradas de forma a facilitar o entendimento fico a me perguntar o porque de não ter tido esta oportunidade quando estudava o primeiro e segundo grau.

    Os estudantes atuais têm esta oportunidade e ficam ainda com os velhos métodos de aprendizagem que eu usava trinta anos atrás. E olhe que trinta anos hoje devem valer uns trezentos do século 20 para trás.

    O que um livro tem de diferente para não fazer analfabetos funcionais ou incapazes de fazer um texto ou elaborar raciocínio lógico?

    O livro é só uma ferramenta. Seria o mesmo dizer que um engenheiro para ser bom deve usar a velha régua T e não um programa CAD.

    Não esta se pregando o fim de todos os livros. Está se pregando a modernização de livros didáticos.

    Gostaria sinceramente de ver um aluno de primeiro e até mesmo de segundo grau ler, e gostar, de Goethe em qualquer tipo de mídia. Acredito que só de olhar para um volume de Fausto já sentem uma preguiça danada. Que eu saiba alunos de primeiro grau ainda não estudam Leibniz profundamente, mas se forem apresentados às suas teorias de forma agradável terão mais chance de procurar um livro especifico sobre o tema por vontade própria.

    Sempre achei que devíamos acabar com a chatice que é a escola nos primeiros anos. Devemos incutir nos alunos o gosto pela descoberta. O prazer de saber das coisas. Quanto mais interativo for o método de ensino, mais resultado terá.
    Uma boa leitura no bom e velho livro é algo insubstituível, mas os livros didáticos são chatos a bessa.

    O Nassif foi preciso:

    “Meu Deus! Nunca vi tanto conformismo. Desde quando essas situações são imutáveis?”

    Junto ao conformismo eu incluiria o conservadorismo.

    E lembrando, estamos falando de livros escolares. Ou não?

  32. Fábio S. Ribeiro disse:

    A imprensa brasileira já começou a “grita”. Está no Globo On Line, agora:

    “O exterminador de livros

    Schwarzenegger quer substituir livros didáticos por recursos como Twitter e iPod”

    Já estou até (pre)vendo uma capa da Veja com o mesmo título…

  33. Hans Bintje disse:

    Edmilson Fidelis (EF) fez ótimas provocações. Vamos a elas:

    EF – Gostaria sinceramente de ver um aluno de primeiro e até mesmo de segundo grau ler, e gostar, de Goethe em qualquer tipo de mídia. Acredito que só de olhar para um volume de Fausto já sentem uma preguiça danada.

    “Apesar da fama, o livro de Goethe tem meandros que poucos conseguem desvendar. E essa parece ser a preocupação de Antônio Abujamra com seu Mephistópholes, mastigar a história, atualizar o mito para torná-lo palatável ao gosto das platéias. O diretor, que também atua interpretando o papel-título da peça, é bem-sucedido na tarefa, apesar do excesso de didatismo com que conta a história. Em cena, aparecem, à luz de Fausto, problemas atuais como a intolerância racial, os conflitos ideológicos e a especulação mercadológica.” ( Fonte: http://www.terra.com.br/istoegente/197/diversao_arte/teatro_mephistopheles.htm )

    EF – Que eu saiba alunos de primeiro grau ainda não estudam Leibniz profundamente, mas se forem apresentados às suas teorias de forma agradável terão mais chance de procurar um livro especifico sobre o tema por vontade própria.

    “Xarope contra fórmulas

    Uma pessoa que sabe apenas somar, subtrair, multiplicar e dividir poderia resolver algumas das questões de uma prova de Exatas? O melhor é que pode. Quem prova isso é o Prof. Ricieri com o livro que está uma curtição. Você nunca viu nada igual. A começar pelo título: Remédio para Vestibular.

    Terapia

    Escrevi este livro por uma única razão: meu trauma de fórmulas quando aluno do colegial. Aquelas decorebas desprovidas de sentido me deixavam neurótico, confuso e me roubaram boa parte do pouco tempo que tinha – depois do trabalho – para ser jovem… ‘Neste sábado, exercitarei . Domingo à tarde, será a vez do PV=nRT , pois o feriado da quarta será ocupado com a bendita gramática’. Não que eu detestasse estudar. Ao contrário, sempre fui louco por livros! O que eu não engolia mesmo eram as malditas bitolas. ‘ Cada problema corresponde a uma fórmula, Aguinaldo. Quem as decorar, ganhará o mundo’. As palavras do prof. Salviato ecoaram na minha cabeça por muitos e muitos anos. Não conseguia livrar-me delas. Verdadeiro carma. Era difícil aceitar que alguém pudesse interessar-se por fórmulas. Estava mal! Cheguei a ser internado num ‘hospital’ em São Paulo, lá na rua Tamandaré… Depois de um ano de tratamento extensivo, fiquei curado. À medida que melhorava, livrando-me das malditas fórmulas, percebi, nitidamente, o mal que me acometera: educação rançosa. E é isto o que me revolta: vai-se à escola para aprender, transformar-se e, no fim, acaba-se traumatizado. Sim, porque só mesmo na cabecinha do prof. Salviato poderia passar a idéia de que educação e fórmulas são sinônimos.

    BULA

    Indicações

    Tratamento eficiente dos traumas por bitolas.

    Composição

    À base de soma, divisão, subtração e multiplicação.

    Modo de usar

    Duas vezes ao dia: antes e depois do almoço.

    Fórmula

    Não existe, o que torna o produto agradável e de excelente aceitação.

    Precaução

    Conteúdo concentrado que pode levar ao vício e criar dependência.

    Contra-indicação

    Remédio para Vestibular não deve ser usado indiscriminadamente, em qualquer patologia.

    Observação

    Siga corretamente o modo de usar; não desaparecendo os sintomas, procure orientação do seu professor.”

    ( Fonte: http://www.prandiano.com.br/html/fr_xarop.htm )

  34. Fábio S. Ribeiro disse:

    Tem gente falando que essa mudança vai gerar desemprego (fechamanto de editoras e gráficas).

    Mas e os empregos que serão gerados na industria eletrônica para a produção dos “tablets”, notebooks, etc.?

    Aliás, não é para isso que a humanidade evolui: facilitar a vida das pessoas?

    Desemprego? Reduza-se a carga horária e empregue mais. O problema é que a “elite” produtora está ancorada em padrões trabalhistas dos séculos XIX e XX. Querem mais lucros, mais horas trabalhadas, e salários menores. Enquanto isso, os custos de produção caem. Resultado: maior desemprego e concentração de renda.

    Esse papo pode soar “marxismo ultrapassado”, mas não vejo futuro para a hunidade se o crescimento populacional continuar nesse ritmo, e a concentração de riquezas continuar aumentando.

  35. Sanzio disse:

    Como não sou conservador nem conformista, proponho algo mais radical: acabar com a escola e dar uma assinatura do History Channel, do Discovery Channel e outros channels assemelhados a cada aluno.

  36. sergio g disse:

    Matéria assim repercute na FSP.
    Embora no finalzinho coloquem uma cunhazinha falando de gastos com segurança.
    ?

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u579406.shtml

  37. Godinho disse:

    Uma amiga minha está cursando uma Universidade à distancia. Ao fornecerem o material de estudo, lhe foi entregue um MP4 Player e alguns DVDs de dados, onde estava instalado um programa para uso do equipamento e substituição do material já estudado por novo.
    Claro que na mão de crianças e adolescentes, esses equipamentos vão precisar ter carcaça de metal e restrições de software ao seu uso para outras finalidades, mas não será difícil substituir livros de papel por eletrônicos, com a imensa vantagem de se poder incluir animações em 2D ou 3D para ilustrar, visualmente, o que estiver sendo ensinado.
    Um MP4 de qualidade média e 2GB custa em torno de R$ 90,00. Vamos por 16GB, a carcaça de metal e as restrições de software, e o preço ao consumidor seria de aproximadamente R$ 250,00. Sem impostos (isonomia com o livro de papel), com encomendas na casa dos 2 milhões de unidade/ano, esse preço pode cair para R$ 150,00 por aluno, com todas as vantagens

  38. “Mas certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes.”

    Silvana, às 09:24, falou que isso era ironia, mas eu acho a citação uma tremenda ingênuidade.

  39. weden disse:

    É o fim da cultura do livro.

    Pelo simples fato de que a nova materialidade forma um novo sujeito-leitor.

    A maioria desses alunos só lidam com lvros, quando estão diante de um didático.

    À resposta se o livro seria substituído definitivamente por readers, aí está a resposta: a geração do didático digital não saberá o que é o primeiro em uns cinco anos.

  40. Flavia A. R. disse:

    Nassif

    Espero mesmo que seja ironia a sua frase “as certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes”.

    Lembrando que o Grupo Abril detem a Editora Atica uma das grandes editoras de livro didático no Brasil.

    Por que, ao inves de aplicar/comprar somente livros didaticos, que favorece alguns poucos grupos, não pensar em
    1) formação de professores, que saibam EDUCAR e nao reproduzir livros didaticos com seus guias de professor;
    2) ampliação de bibliotecas escolares;
    3) em um computador por aluno que funcione numa internet ampla e grauita
    4)e um curriculo adequado

    Vamos parar de copiar os filmes de Holywood

  41. lacn disse:

    Quanta besteira.
    Os alunos de nossas escolas publicas precisam :

    1) ALIMENTACAO.
    2) ALIMENTACAO.
    3) Moradia decente.
    4) Transporte escolar.
    5) Muitos nao tem luz eletrica em casa.
    6) Agua encanada.
    7) Esgoto (ainda eh um luxo )
    8) Familia estavel.

    Eh otimo para a classe media e os ricos e-book.

    Mas e para o povo ??????

    Para o povo, além do básico? Você só deixou besteira.

  42. alfredo machado disse:

    Nassif:
    Estava sentindo falta da controvérsia.

    Caros foo e Edmilson Fidelis:
    Em minha opinião, a comparação com o engenheiro e a régua T é exagerada.
    Apenas entendo que o comodismo oferecido pelo ensino via notebook, que realmente pode substituir boa parte dos livros, irá desestimular o interesse pela redação (será um tal de “copiar” “colar” prá ninguém botar defeito), e assim a maioria dos alunos terá, desde muito cedo, dificuldades para produzir e interpretar corretamente um texto.
    Por outro lado, o uso da tecnologia em sala de aula me parece fundamental, pois é inconcebível que os alunos estudem como há quarenta anos atrás, e para isto existem diversas alternativas como, por exemplo, a utilização de DVDs nas aulas de História – os alunos absorvem o conteúdo com mais facilidade e, depois, fazem uma dissertação sobre o tema em questão, muito mais produtivo que ficar ouvindo a professora lá na frente, método que ainda vigora na imensa maioria das escolas brasileiras.
    Para tudo isto funcionar, será necessária uma reciclagem para a maioria dos professores de primeiro e segundo graus.
    Reforçando o comentário de Legal, os filhos de Bill Gates têm limitação no uso da internet.
    Sobre o comentário de Nelson Quintanilha quanto ao peso que as crianças carregam diariamente, isto é um absurdo que independe de notebook, pois quando estudei nos EUA, há muitos anos atrás, tinha um armário na escola onde ficavam todos os livros, o giz não soltava poeira, ou seja, são detalhes que deveriam e poderiam ser adotados pelas escolas daqui, mas como ninguém reclama, fica o aluno fazendo força à toa e a professora com alergia, yes…

    Um abraço a todos

  43. E. Caetano disse:

    Bem, trata-se de um assunto complexo, porém aquilo que o Arnold esta propondo é algo que ja começa a existir. Verificasse uma série de livros que alunos ja estão baixando via internet. Alunos deixam de adquir livros pois encontram resumos dos mesmos no computador. Outra situação que as editoras ja se aperceberam é a historia da condensação dos livros pois notadamente na area do direito o grosso das vendas se restringem a resumos. Imaginem o aluno faz até o curso normal se apoiando em resumos (livros condensados) Isto já esta sendo suficiente para fazer um curso universitário!!! enfim onde vamos parar?

  44. Autores? Autores podem ser todos os professores! Para isto foi inventada a Wiki. Porque pagar direito autoral se os professores já estão sendo pagos para ensinar? Cada um faz um pouquinho, todos têm um poucão!

  45. Pedro Miranda, Economista, Brasilia,DF disse:

    Para o caso das escolas de SP, isso não é problema! O Serra já tem um programa pra elas: Basta as crianças entrarem no site do VIBUNDA e substituir os livros didáticos.

  46. DKRC disse:

    Nassif,

    Ler um livro no computador e ruim.

    Mas, acerdito que mesmo dando um Kindle para cada aluno, ja iria economizar enormes quantias.

    Ainda mais se forem produzidos internamente.
    E quando falo produzir, falo de produzir a grande maioria dos componentes, e nao apenas montando o aparelho importando peças.

    Imagine a economia que isso poderia girar com fabricas, fornecedores, pesquisadores etc…

  47. edson disse:

    Eu trabalho no computador quase todo dia, fiz meu trabalho de mestrado com simulações matemáticas em computador…. Digo isso para evitar que pensem que não gosto de computador.

    Mas ainda acho que nao inventaram nada mais interativo que um livro. E é muito mais RESISTENTE que um computdor, não pega VIRUS e nao precisa de ENERGIA para funcionar.

    O PERIGO: tem agente achando que isso vai fazer os livros ficarem mais baratos.. NÃO VÃO FICAR MAIS BARATOS. Primeiro porque vc vai ter que pagar para obter o orquivo digital do livro. Depois, se dispositivos como o kindle se tornarem populares, eles vão incluir meios que vão impedir que vc possa tranferir o arquivo do livro para o computador do seu amigo… não vai mais poder emprestar um livro que vc pagou para obter.

    E chamam isso de “modernidade”…..

  48. Jeca Tatu disse:

    Nassif, trabalho em uma escola do Estado, a primeira tecnologia de que precisamos é merendeira, não tem na escola, inspetores estávamos apenas com três há mais de um ano, nom início do ano, ficaram apenas duas e faz mais de uma semana não temos nenhuma. Só deus sabe quando chegará tais funcionários. Essa é uma tecnologia altamente necessária. Muitos dos alunos me perguntam porque não tem merenda no período da manhã. Por mais de uma vez presencie alunos que passaram mal por volta das 10 hs da manhã porque não haviam comido nada antes de irem para a escola. Não que todos não tenham o que comer, mas porque saem de casa e não dá tempo para comer algo. Adivinha o que acontece em sala de aula?

  49. Gerson disse:

    Acabei de ler agora no G1, vou colar aqui pra voces verem o entreguismo, e o programa se intitula Globo Amazônia, pelo amor de Deus, os militares tem que dar um basta, não só o General Heleno, senão seremos sucumbidos!! Vejam:

    ¨ índios
    O Portal de Notcias da Globo

    09/06/09 – 18h50 – Atualizado em 09/06/09 – 19h55

    ‘Dalai Lama da floresta’ fará discurso no parlamento britânico
    Davi Yanomami falará sobre problemas ambientais no Brasil.
    Líder indígena diz que seu povo sofre com invasão de garimpeiros.

    Do Globo Amazônia, em São Paulo

    O líder indígena brasileiro Davi Yanomami fará um discurso no parlamento britânico nesta quarta-feira (10). Ele falará sobre os problemas ambientais enfrentados por seu povo no Brasil. “Continuamos brigando com os brancos, garimpeiros, madeireiros e políticos que sempre mexem conosco”, disse Davi em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (9).

    Apelidado pela imprensa internacional de “Dalai Lama da floresta”, Yanomami faz uma jornada pela Europa. Há uma semana, ele recebeu um prêmio em Madri por sua atuação na proteção dos direitos indígenas. A viagem é organizada pelo governo espanhol e pela ONG inglesa Survival International.¨

    Gente, não dá pra ficar mais parado, temos que fazer algo, não sei o quê, mas temos que fazer algo!! Abraço aos bons Brasileiros!!

  50. Wolowitz disse:

    Nassif,

    Uma crítica pouco lembrada a iniciativas desse tipo é a seguinte. Já se argumenta que a dinâmica de informação a que são expostas as crianças de hoje (grande volume de dados, interatividade, predominância do áudio-visual sobre o escrito, etc.) dificulta o desenvolvimento da capacidade de se concentrar em um determinado texto escrito por períodos mais longos. Para as crianças que pouco leem ou nada leem de literatura, os livros escolares são praticamente o único contato restante com a leitura atenta, cuidadosa, paciente e demorada; livre do bombardeio colorido, barulhento e de textos curtos da Internet. Inserir o livro didático em um ambiente que as crianças associam à lida de um volume imenso de dados aos quais pouco tempo dispensam individualmente me parece uma idéia digna de uma discussão mais completa do que aquela referente ao custo do livro impresso.

  51. Alexandre disse:

    A maior dificuldade é que ler em tela de laptop, PC ou o que seja, ainda não se compara à leitura em um bom livro de papel.

  52. Yuri Suzano Silva disse:

    Alfredo Machado,

    “Em minha opinião, um completo equívoco; na verdade, esta idéia é um excelente atalho para a formação de analfabetos funcionais, já que os jovens se tornariam incapazes de redigir um texto, elaborar raciocínio lógico.”"

    o que diabos você quis dizer com isso?

    Também não entendi. Vão ter acesso a muito mais livros e informações. E a Internet é um meio onde a escrita ainda é ponto central.

  53. Anarquista Lúcida disse:

    Leitura na tela é um horror. Num aparelho tipo kindle, ok; e se poderia sublinhar… que é parte de ler para aprender. Juntaria o bom do livro com o bom do acesso fácil e “leve” a muitos materiais. Mas nada disso substitui a interação com um professor. E a necessidade dos alunos elaborarem trabalhos, redigirem, etc., nao apenas serem “consumidores de informações”.

  54. robledo duarte disse:

    Tremei Abril e máfia do livro didático, se a coisa pega esses escritores de meia tigela que se empanturram de dinheiro estão com os dias contados. Nunca entendi porque a máfia do livro didático contrata escritores desconhecidos para interpretação de clássicos como Moby Dick, Conde de Monte Cristo, onde os originais são bem melhores do que essas bisonhas interpretações.

  55. alfredo machado disse:

    Caro Yuri Suzano Silva:
    No post de 15:42, ao responder a alguns comentaristas, espero ter sido mais claro quanto ao meu entendimento sobre o assunto – acredito que a utilização do notebook, por crianças, desestimula a elaboração de raciocínio lógico, mas reconheço que minha premissa possa estar equivocada; seria interessante que outros especialistas em educação emitissem opinião sobre o assunto, pois sabem mais do que eu e estimulariam o contraditório.
    Concordo com a observação de Nassif, pois a internet amplia, e muito, o acesso à informação de todos, e seu uso deve ser bastante incentivado aos jovens.

    Um abraço

  56. alfredo machado disse:

    Nassif e comentaristas:
    Fui conversar sobre o assunto com pessoas da área, aí incluída a minha mulher (de quem discordo há décadas) e o resultado: fui esculachado da saída à chegada, só me sobrando a idéia de que será necessária uma adaptação dos professores ao novo método.
    Dentre os argumentos para justificar uma boa redação no laptop, o de que o papel em branco, ao contrário do monitor, inibe o aluno na hora de escrever – nunca pensei nisto.
    Viva o contraditório.

    Um abraço e bom feriado a todos

  57. Carlos disse:

    Na verdade, o ideal é um modelo misto, composto por obras em papel e outros materiais multimídia, textos, áudios, vídeos.

    Viva o papel e viva o digital, pois saber usar ambos é que a verdadeira multimídia!

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