O economista do bom senso
José Roberto Mendonça de Barros tem uma qualidade rara nos analistas econômicos, nesses tempos em que ou proliferaram cabeções ou fiscalistas de ideias fixas e com escassa capacidade de análise da realidade.
Na entrevista dada ao Estadão, ele destaca:
1. Possibilidade de recuperação da economia a partir do terceiro trimestre, voltando ao ritmo (modesto) de 3% ao ano, que será mantido no ano que vem. Com as quedas nos trimestres anteriores, PIB próximo a zero este ano.
2. Recuperação comandada pelo consumo e pelo setor habitacional. José Roberto detectou o grande entusiasmo do setor com os planos habitacionais anunciados.
3. Dá por encerrada a recessão brasileira, mas dependendo de fatores externos. E acredita que os mercados estão exagerando nas apostas de final da crise, principalmente devido ao brutal aumento do endividamento dos estados. Em caso de volta da crise, sozinha a China não segura a peteca.
Há uma boa diferença entre os irmãos Mendonça de Barros. José Roberto é o analista, Luiz Carlos o operador. Como tal, a tendência do Luiz Carlos é sempre radicalizar tendências de curto prazo. Agora, está na ponta do mercado que aposta na marolinha.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: crise, Habitação, José Roberto Mendonça de Barros, PIB

Nassif,apesar da maioria dos analistas economicos serem diametralmente contra o Brasil ser excessivamente dependente das exportações de commodities,o que enfatiza o nosso admirado Jose Roberto M.de Barros,não é que dadas as circunstancias,o Brasil seria o grande beneficiado por estas exportações,pois elas são vitais para os países importadores,e nós nem estamos usando toda a nossa capacidade produtiva,ou seja seremos os fornecedores destas nações,ainda por um longo tempo ?
Cada nação tem que expolrar as suas potencialidades,né não ? E se não podemos(ainda)exportar bens industrializados nem produtos de alta tecnologia,temos que vender nossas commodities,é isso o que acha o Mendonça de Barros,com o que concordo totalmente.
Pois é Nassif, por que você não faz uma enquete se essa atual crise que assola o mundo desenvolvido há quase NOVE MESES está mais para uma MAROLINHA ou para um TSUNAMI no Brasil?
Pra mim, ocorreu um Tsunami só para quem perdeu o emprego; para quem não perdeu é só uma marolinha. Como o efeito do desemprego no Brasil foi pequeno em relação ao mundo desenvolvido e como a taxa de desemprego voltou a diminuir, então…
Ontem assisti um debate na TV Educativa Paraná com Dr. Lessa e o Dr. Reinaldo Gonçalves.
O Lessa mandou bem, só pisou na bola qdo falou em ecologia. Ele prefere uma açude aos rios da amazônia, diz q é melhor p pescar. Agora o tal Reinaldo chamou o Presidente Lula de bufão. Disse q o bufão é o palhaço do G8. Que é Brasil é medíocre. Que o Brasil não cresce por causa de Dilma. Que o PAC é michuruca. Que não sabem o q fazer c o pré-sal. Que é muita grana para gastar e q era melhor parar de mexer c ele. Daí fui procurar saber quem é esse economista e o bicho é ex-petista. Não gostou de Lula não aceitar os argumentos dele para a economia do país em 2003 e se desfiliou do PT-RJ.
Ex-petista é = a ex-fumante uma pé no saco, ou melhor, no ovário já q não tenho saco.
Realmente, ninguem comenta sobre o aumento dos endividamentos dos estados. Dividas muito altas exigirao juros muito baixos (em lugares normais) que so criarao novas bolhas. Corte de gastos com o intuito de reduzir o endividamento conduzirao necessariamente a precariacao da sociedade.
O caminho passa por transformar a divida em investimentos.
Há mais diferenças entre os irmãos. Jose Roberto é didatico, tem ideias organizadas, é um gentleman de trato e principalmente tem clareza na exposição do pensamento. O irmão é confuso, expõe mal, não segue uma linha coerente e parece estar o tempo todo escondendo o que realmente pensa para dizer só o que interessa.
Os grandes nomes do pensamento economico do seculo XX, Keynes, Friedman, Hayek, Galbraith, Nicholas Kaldor, Franco Modigliani, Douglass North, construiram sua reputação com o pensamento original e a clareza da exposição. Ter o pensamento claro, límpido, transparente, com lógica de começo, meio e fim, é a chave do grande economista. De economistas confusos o mundo está cheio, a pedra valiosa é o economista de ideias claras e inteligiveis. José Roberto Mendonça de Barros está nesse grupo.
Não vou ler a matéria.
porque o título é chamativo e perguntativo.
Portanto,antes de ler a metéria,pergunto:
Quais os critérios adotados pra dizer “O economista do bom senso”
Bom-senso seria compartilhar de seus pensamentos,sr.Nassa?
Ou todos os contrários que pensam diferente,são insensatos?
A mídia em geral, assim como economistas midiáticos, trata do assunto do endividamento dos Estados nacionais de forma até banal. A insolvência da Califórnia é mostrada como mais um capítulo secundário. Por outro lado, alguns observadores mais atentos constatam que a fase da crise entrou num de seus períodos mais letais para a economia norte americana. A meu ver, não seria apenas daquela, mas de toda a economia global.
Com a insolvência assolando inclusive a nível federal, alguns sugerem que o governo teria apenas duas alternativa, ou elevar a sua taxa de juros ou colocar mais papel moeda no forno. Acho que a segunda alternativa levaria em pouco tempo à adoção também da primeira.
Ou seja, a elevação das taxas de juros poderia ser inevitável. A ilusão de que os títulos do tesouro dos EUA seriam um porto seguro estaria se desvanecendo.
De que forma uma elevação substancial da taxa de juros dos EUIA nos afetaria e ao resto dos “emergentes” o Nassif poderia nos explicar melhor. Acho que grande parte do capital especulativo iria considerar a possibilidade de se transferir para outros bolsos, caso considerassem nossas taxas desvantajosas, o que provocaria turbulências cambias com a desvalorização possivelmente abrupta do real.
Uma vez que o processo de insolvência se alastra globalmente, o mesmo fenômeno da fuga de dólares seria observado em outros países, que para evitá-la tratariam de elevar as suas taxas. Mas, como todos já sabemos, taxas de juros elevadas agravaria ainda mais a recessão.
De muito bom tom esta mensagem, considerar que os que estão de acordo com a linha do blog e gostam de esbanjar erudição e conhecimento são os melhores faz muito sentido.
Na minha humilde opinião, o único problema aqui é não reconhecer a brutal, cavalar mesmo, deflação que ocorreu com a extinção do crédito quando da quebra da Bears Sterns, medidas paliativas, insuficientes e modestas, diga-se de passagem, foram tentadas num movimento desesperado por parte de autoridades monetárias ligadas à fraude do sistema financeiro.
Assim, tenho a opinião, que qualquer análise que projete, intua ou adivinhe um crescimento de 3% a partir do próximo ano, mas que não traga a solução para a fraude no sistema financeiro que liquidou como o crédito é mero chute, sem base ou respaldo algum em qualquer tipo de doutrina econômica ou não, séria ou controversa.
É claro que como bom brasileiro patriota, adoraria morder a língua nesta aqui e ser contestado de forma insofismável por qualquer um dos gênios da economia acima.
O Druge está comigo nesta aqui.
The Economy Is Still at the Brink
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By SANDY B. LEWIS and WILLIAM D. COHAN
Published: June 6, 2009
WHETHER at a fund-raising dinner for wealthy supporters in Beverly Hills, or at an Air Force base in Nevada, or at Charlie Rose’s table in New York City, President Obama is conducting an all-out campaign to try to make us feel a whole lot better about the economy as quickly as possible. “It’s safe to say we have stepped back from the brink, that there is some calm that didn’t exist before,” he told donors at the Beverly Hilton Hotel late last month.
http://www.nytimes.com/2009/06/07/opinion/07cohanWEB.html?_r=1&pagewanted=1
Two Old Wall-Street Hands: “Nothing Has Really Been Fixed”
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First Posted: 06- 7-09 11:07 AM | Updated: 06- 7-09 11:27 AM
http://www.huffingtonpost.com/2009/06/07/two-old-wallstreet-hands-_n_212285.html
I
Nassif, vocë não acha que confiar em recuperação da economia com planos de financiamento habitacional para todos não é repetir aqui a bolha imobiliária que criou a crise lá?
OK
Nassif, fiquei na dúvida, sua frase é ambígua, que faltam moradias decentes a preços módicos para os brasileiros, não há como negar, mas gastar o que não se têm , no meu livro é encrenca.
Concordo com a colocação do Raí, de priorizarmos os setores exportadores em que somos mais competitivos, no caso as commodities agrícolas, acumulando recursos para aplicação no mercado interno (melhor que tomar emprestado). A participação de estrangeiros na produção agrícola é pequena, grande parte são brasileiros que aplicam o lucro no mercado interno, e melhor ainda no interior do Brasil. Diferente da indústria que nem sempre é de capital nacional, levando uma parcela significativa do lucro para fora do país. Quem viaja pelo interior do Brasil, vê parte deste lucro aplicado no grande número de silos, espalhados juntos as estradas, como pude observar em viaje recente no Centro-oeste. O passo seguinte seria a industrialização desta produção no Brasil, para evitar o que aconteceu com o café, onde somos ou fomos, grandes exportadores, mas os italianos e alemães são os maiores exportadores dos cafés industrializados, sem plantar um pé de café . Quanto as commodities minerais, estas em minha opinião, deveriam ter tributos agravados na exportação in natura, visando seu beneficiamento e agregação de valores no Brasil, como está sendo avaliado na exportação do petróleo do pré-sal, só após beneficiamento em refinarias, com agregação de valor e principalmente, geração de empregos. Acho um absurdo o Brasil ser o maior exportador mundial de minério de ferro, e ter uma participação pouco expressiva na produção mundial de aço, e pior ainda, ser importador de determinados tipos de aços especiais, nos quais não temos domínio tecnológico.
Nassif, vocês já debateram aqui sobre o dono desta frase? “Há três maneiras de o homem conhecer a ruína: a mais rápida é pelo jogo; a mais agradável é com as mulheres; a mais segura é seguindo os conselhos de um economista”. Roberto campos. Estava lendo a biografia dele, figurinha polêmica né.