A viabilidade das ecovilas
Por rafaelonius
Não sei se já comentei aqui, mas gostaria que se fizesse um trabalho jornalístico sobre o crescimento das ecovilas no país. O Hiroshi, citado em outro post, está desenvolvendo uma na divisa de São Paulo com Minas e a gente sabe que outras estão pipocando por aí. Será isso uma possibilidade real de desenvolvimento sustentável?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: ecovilas

Rafaelonius,
Muito interessante a questão da ecovilas, realmente estão pipocando pelo Brasil, Goiás no caminho entre a capital Goiânia e Brasília, um pouco antes de Anápolis, tem uma excelente chama-se Santa Branca Ecovila, além da possibilidade de morar muito bem, ainda tem a Fazenda Santa Branca de ecoturismo bem ao lado, qualidade de vida com certeza, aliada a sustentabilidade. Meu avô é quem estava certo, no futuro meu neto, dizia ele, muitos vão querer morar na roça.
Este é um tema maravilhoso, construtivo.
Já estou a caminho da roça ,não aguento mais isso aqui ,a violencia eu vejo da minha janela ,e entra pela televisão e o rádio ,meu visinho não sei quem é ,quando batem na porta , olho pelo ôlho mágico ,e não sei quem é ,quando saio ,despeço ,porque não sei se volto ,em fim vou pra passagada porque lá sou amigo do rei …
http://www.agreco.com.br/site.html
Ecovila em SC com ecotelhas, reuso da água, etc.
“EcoVilas
As fotos acima são das terras da Ecovila no município de Santa Bárbara, SC – aos pés da Serra Geral. Para conhecer os projetos de Ecovila ligados à Agreco e os valores dos investimentos, entre com contato conosco.
Segundo a Global Ecovillage Network (GEN):
“Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas de pessoas, que buscam integrar um ambiente social assegurador com um estilo de vida de baixo impacto ecológico. Para atingir este objetivo, as ecovilas integram vários aspectos do projeto ecológico, permacultura, construções de baixo impacto, produção verde, energia alternativa, práticas de fortalecimento de comunidade e muito mais”
Ecovilas movem-se em direção à sustentabilidade, dando alta prioridade a:
1.Produção local de alimentos orgânicos / biodinâmicos
2. Utilização de sistemas de energias renováveis, cataventos, biodigestores, etc
3. Construção ecológica, tijolos de solocimento, bambu etc
4. Criação de esquemas de apoio social e familiar, incluindo diversidade cultural.
5. Economia auto-sustentável
6. Saúde integrada”
rafaelonius:
Daonde vc tirou esse nome ou nick?
estou pesquisando os tempos romanos.
Por enquanto não achei nada parecido.
Depois eu volto.Se achar algum nome na literatura.Ou em qualquer lugar.
rafaelonius…..
Por minha conta e risco,pergunto:
Seria Rafael onius?
Aí fica moleza decifrar.
A “sociedade alternativa” dos hippies (anos 60 – 70) não era assim?
Alguém já disse o que eu gostaria de saber dizer
Religião ambientalista
Category: Aquecimento global • Blogosfera • Mudanças climáticas • Valores
Posted on: novembro 17, 2008 9:00 AM, by ÍTALO M. R. GUEDES
Tenho verdadeiro horror à discussão superficial, à unanimidade dogmática e desinformada. O que aprendi, infelizmente não na escola, nem mesmo na universidade, mas lendo Gould, Sagan, Asimov e mesmo Dawkins, foi que o pensamento científico era e é a melhor saída para a rigidez mental típica da mentalidade bidimensional, sem profundidade. Apesar de não me incluir entre os ateus militantes, na verdade classificando-me mais como um agnóstico conciliador, tenho bem em mente que o pensamento religioso não raro dificulta ou impossibilita a discussão de temas mais controversos, pois se baseia na fé, na crença inabalável. A ciência, idealmente, se deveria guiar por dados. Idealmente. Tento ter em todos os aspectos da vida um pensamento, se não completamente cético, o mais crítico possível. Sigo assim os “preceitos” do genial Mário Schenberg, para quem o intelectual deveria manter uma distância crítica em relação às próprias crenças. Vejo, no entanto, que não são raras as pessoas que aceitam alguns fatos, ainda que cientificamente comprovados até o presente, como artigos de fé. Aceitariam estes fatos como verdadeiros, mesmo que a ciência não lhes desse o aval. Este tipo de atitude tem sido comum nas discussões relativas às mudanças climáticas e aos organismos geneticamente modificados.
Vejam bem, isto não invalida os fatos, invalida o modo de encarar a realidade destas pessoas. Li recentemente um post no De Rerum Natura em que se citava um trecho de discurso do recentemente falecido escritor Michael Crichton que achei bem interessante. O autor do post, o físico português Carlos Fiolhais, apesar de não fazer muitos comentários, foi duramente criticado por alguns leitores, aparentemente pela simples razão de não ter criticado Crichton. Desprezo este tipo de patrulhamento ideológico.
Pelo que ouço e leio, Crichton era cético em relação ao aquecimento global pelas atividades humanas. Minha impressão é de que as evidências científicas demonstrando a realidade das mudanças climáticas são muito fortes e expressei isto inúmeras vezes aqui no Geófagos e em outros fóruns de discussão. Na verdade, vejo este blog como um embrião de think tank cujo objetivo principal é pensar estratégias de enfrentamento ou convivência com estas mudanças. Não investiria tanto tempo nisto se não pensasse que as mudanças climáticas são reais. Tendo dito isto tudo, confesso que procurei ler o tal discurso de Michael Crichton e não nego, é um material muito bem escrito, pergunta questões bastante relevante e toca num problema que me preocupa muito: o ambientalismo como religião. Aliás, este é o título do discurso – Environmentalism as religion.
O trecho que Fiolhais transcreveu e que eu traduzo é o seguinte: “Hoje, uma das mais poderosas religiões no Mundo Ocidental é o ambientalismo. O ambientalismo parece ser a religião predileta dos ateus urbanos. (…) Há um Éden inicial, um paraíso, um estado de graça e unidade com a natureza, uma queda em desgraça para um estado de poluição como resultado de se ter comido da árvore do conhecimento, e como resultado de nossas ações há um dia do juízo vindo para nós todos. Somos todos pecadores da energia, fadados a morrer, a não ser que busquemos a salvação, chamada agora de sustentabilidade. A sustentabilidade é a salvação na igreja do ambiente. Da mesma forma que a comida orgânica é sua comunhão, aquela hóstia livre de pesticidas que as pessoas direitas com as crenças certas ingerirão.” E por aí continua ele, num tom que me pareceu equilibrado, embora cético, clamando ao final por uma ciência do ambientalismo no lugar de uma religião do ambientalismo. Não vi uma palavra em seu texto que o condenasse.
Não tenho dúvida que a questão das mudanças climáticas, assim como outras questões de interesse ambiental, tem não raro adotado a retórica religiosa onde seria mais apropriada a objetividade da feia prosa científica. Eu mesmo já fiz isso, e não deveria ter feito. Não sou o único. Em um artigo recente para a revista Prospect Magazine, o filósofo Edward Sidelski reclama por uma necessidade de se resgatarem valores morais quase extintos e diz tradução minha: “É fácil rir do ambientalismo radical. Suas projeções climáticas são duvidosas e mesmo que sejam exatas, não fica claro como um punhado de entusiastas podem reverter o apocalipse que se aproxima. Mas isto não é o importante. O movimento verde pode falar a língua da ciência, mas o que realmente o move é um imperativo ético. É uma tentativa de criar uma sociedade em que algumas escolhas são reconhecidamente melhores que outras, em que a natureza é vista como um obstáculo aos desejos irresponsáveis. Em resumo, é uma religião – uma religião sem Deus.” E vai além, comparando as comunidades orgânicas aos antigos monges beneditinos. O tom aqui é francamente favorável aos ambientalistas radicais, mas diz a mesma coisa que Crichton. Mas as palavras de Sidelski sugerem que o conhecimento científico por si só não é suficiente para despertar um comportamento ético, para guiar uma moral sem a necessidade de religião, o que acho no mínimo discutível.
O ambientalismo tornou-se um sucedâneo de religião, com dogmas inquestionáveis, inimigos da religião (Crichton), uma divindade maléfica (o sistema, as indústrias), infiéis, hereges e toda a profusão de maniqueísmo mal-disfarçado. Eu fico com Crichton: “… no fim, a ciência oferece a única saída para além da política. E se permitirmos a politização da ciência, estamos perdidos. Entraremos uma versão internet do período das trevas”.
http://scienceblogs.com.br/geofagos/2008/11/religio-ambientalista.php
Se colocássemos todos os favelados, os sem teto, os moradores de cortiços e muquifos as ecovilas a amazônia permaneceria intacta?
E os outros milhões de brasileiros? E os outros bilhões de seres humanos?
Kibutz, sociedades Menonitas?Anarquistas italianos no Paraná?
Eu particularmente prefiro os Amish.
Uma vila italiana, uma quinta portuguesa com suas videiras, oliveiras e seus jardins e hortas?
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2006/08/08/ult579u1925.jhtm
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1163176
Nos meus tempos de “sociedade alternativa” convivi bastante com o Hiroshi. Se eu posso descrever o que seja uma pessoa do bem, este é o Hiroshi. Ao lado de Ana Maria Primavesi foi um dos responsáveis por aquilo que conhecemos hoje como manejo ecológico do solo. Seu trabalho sempre teve como objetivo criar alternativas ao pacote tecnológico importado pela “Revolução verde”.
Entre outras coisas é responsável pela disseminação da técnica do solo-cimento, da Permacultura, da rotação de culturas, adubação orgânica entre outros.
As ecovilas são sim hoje um continuação das comunidades agrícolas hippies da década de 1970. E seu modelo deveria ser copiado principalmente nos assentamentos da Reforma Agrária. É um processo mais caro, menos imediatista, mas consistente.
ANTONIO ALVARO GUEDES:
Creia em mim:
Eu li seu comentário inteiro.É EVIDENTE que fui o único.
Tanto é verdade que saliento( lá pelas tantas):
“‘Somos todos pecadores da energia, fadados a morrer,”"
pensando…pensando….
pecadores de energia? Só de energia?
Fadados a morrer?
Não diria que perdi tempo( está sobrando)
Mas não acrescentou nada no meu parco conhecimento.
Anarquista
Acabei de vir do super mercado, fica muito próximo de onde moro.
Comprei refrigerantes diet e comida pronta, enchi duas sacolas que vieram com as compras de embalagens para serem recicladas.
Nas décadas anteriores a 1980 lixo era praticamente orgânico. Leite, refrigerante etc. a gente levava um frasco equivalente ou então se pagava um depósito.
Parece, li em algum lugar, que na Suécia ainda é assim.
A minha idéia é que ecologia e sustentabilidade é uma questão racional, ciêntifica.
Ecologia é um ramo da biologia. Sustentabilidade: da economia. Politicamente correto: da ética. Liberdade de opinião e de expressão é uma conquista de poucos povos, é a mais cara de todas.
Exercício de fé é religião. Ciência é da lógica, da razão. Não admite juízos de valor.
Não cria dualismos: amigo – inimigo. É neutra.
Os amonitas no Paraguai e na Bolívia hoje são grandes plantadores de soja com tecnologia brasileira. Criam gado de corte e de leite. Contribuem muito com o PIB destes países.
Quando disse que prefiro os amishes não estava sendo irônico. Tenho por eles muita admiração. Não são hipócritas, seguem à risca sua fé.
Há vários anos não tenho automóvel. Com sacrifício financeiro troquei meu ar condicionado e geladeira por aparelhos de menor consumo. Inclusive as lâmpadas.
Sou cardíaco safenado preciso do ar condicionado no verão que aqui chega a mais de 40º . Procuro fazer ao máximo minha parte.
Não sou contra nenhuma sociedade alternativa, minhas dúvidas são sobre sua eficiência.
Torço para que eu esteja errado
científica
Antonio Alvaro Guedes,
nós podemos resumir dizendo que as ecovilas são a profissionalização das “sociedades alternativas”. Ainda nos anos 1980, eu posso citar três grandes experiências que conheci e que já davam esse tom, todos, no entanto, ligados a movimentos de cunho religioso, com recurso para mantê-los.
O movimento antroposófico (agricultura biodinâmica em Botucatu), as comunidades rurais dos Hare Krishnas (Fazenda Nova Gokula em Pindamonhangaba) e dos seguidores de um certo guru indiano chamado Rajneesh (aqueles dos Roll Royce). Quem tem mais de 40 anos deve lembrar desses movimentos que viraram febre no Brasil.
Essas comunidades financeiramente bem resolvidas deram o tom dessa profissionalização criando e formando uma mão de obra e gerando uma pesquisa que hoje está dando frutos em várias regiões do Brasil. O Hiroshi, citado no post, bebeu muito desta fonte. Ana Maria Primavesi foi uma das cientistas mais requisitadas.
Nas ecovilas, se fosse esta sua opção, você teria seu ar condicionado, sua geladeira e nem precisaria ser agricultor. Existem ecovilas urbanas e rurais.
O brigado , Alexandre Leite
Onde obter mais informações, talvez eu vá morar numa destas ecovilas,
Tem TV a cabo e internet banda larga?
Meu e-mail : aalvaroguedes@uol.com.br
Me lembrei, posso usar o satélite da privatizada Embratel.
Abraços e novamente obrigado.
Olá meus amigos
Boa Noite!
segue o link da ecovila onde o Hiroshi desenvolve seus trabalhos.
http://www.clareando.com.br
Donizete, grato pelo link. O sec. XXI será o da reaproximação da ciência com a espiritualidade. Toda discussão ecológica séria passa por aí.
Sou agrônomo,adventista ,casado há 23 anos com uma mulher maravilhosa,com quem tenho duas filhas e somos muito mas muito felizes…Em1980, quando ainda era menor de idade fiz um curso de uma semana de duração com o Hiroshi. Seguindo o caminho deste grande ambientalista rresolvi estudar ciências agrárias com a idéia de morar numa ecovila. Tive o privilégio de trabalhar no Instituto Adventista Agroindustrial, no Estado do Amazonas que, mesmo não adotando o nome ecovila, ali se vivencia um ambiente à altura de um grande exemplar do gênero. Tambem quero acrescentar que ter uma religião não traz prejuízo algum aos ideais do bom-viver, ao contrário.