Gilmar se lixa para a opinião pública
Gilmar Mendes confunde a vontade solitária do juiz, enfrentando o clamor da turba, com a arrogância e a insensibilidade do magistrado, dando uma banana para quem ousar contraditá-lo. Nunca um tema de tão grande relevância – como a defesa dos direitos individuais contra o linchamento – encontrou porta-voz mais desqualificado, arrogante, autoritário do que Gilmar. A prepotência desse permanente “eu tenho a força” contrasta vivamente com a ação firme porém sóbria dos grandes campeões dos direitos individuais.
Um coronel da magistratura que empunhou uma bandeira legítima para justificar seu autoritarismo. E acabou desmoralizando um tema dos mais relevantes.
Da Folha
Opinião pública não pode guiar júri, diz Mendes
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sem citar o colega Joaquim Barbosa, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, fez uma referência à recente discussão entre os dois, dizendo que as decisões não podem ser tomadas por consequência do “apelo das ruas”.
“É natural (…) que alguns imaginem que fazer justiça é ouvir as ruas, que fazer justiça é atender a determinados segmentos. Mas os senhores não podem ser julgados e transformados em criminosos, condenados, porque um juiz acha que está atendendo aos apelos da rua”, disse Mendes, durante audiência pública no Senado.
Em meados de abril, Barbosa e Mendes protagonizaram um dos mais duros bate-bocas entre dois ministros durante um julgamento da corte. Barbosa disse ao colega que ele estava “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro” e que Mendes deveria “sair à rua”.
Em contrapartida, Barbosa foi acusado de fazer julgamentos conforme a classe dos envolvidos, o que, para Mendes, é “populismo judicial”.
Ontem, Mendes disse que nem mesmo os congressistas devem legislar de acordo com a opinião pública, mas baseados nos princípios da democracia.
“Dependendo da história que se conta, a opinião pública aplaude até linchamento. Julgamento se faz é com contraditório. Não se faz em bar.”
Por Frederico Schmidt Filho
Uma das técnicas de desmoralizar uma verdade é a distorção da verdade.
No caso de GM o que ele diz é correto. Mas não se aplica a fala do Ministro Barbosa em relação as atitudes de GM.
Barbosa disse em letras claras, que o povo ja acha que o STF é corrupto e muito. O que é verdade, pois o povo acha isso mesmo.
A fala de Barbosa alerta não a GM, que não tem cura, mas ao próprio STF.
Assim ao tentar tirar o foco das verdades ditas por Barbosa, colocando-as como “populismo judicial” GM nada mais faz do que usar uma estratégia de desvirtuar os fatos e levá-los para um ponto de vista não real.
Quem usava muito esta técnica era Rumsfeld, aquele do Bush.
Deve ser da mesma escola.
Por Augusto José Hoffmann
O Sr. GM continua atirando no pé. Interpretada linearmente a frase soa grosseira. Óbvio, a magistratura não se comporta como júri de programa de calouros da tv. Temos regras, ritos e Leis. Mas, tenha paciência: se a sociedade, entendido como a comuna, sua opinião formadora dos princípios morais daquele grupo não é digna de consideração, por qual razão o tribunal do júri, em julgamentos, seu Magistrado ACATA a decisão do COLEGIADO de cidadãos (ãs) ? Por quê e para quê Sr. Gilmar Mendes?
Por Ricardo
Tenho curiosidade de saber como o juiz Gilmar Mendes faz para interpretar o Código Civil, com seus conceitos propositadamente abertos e cláusulas gerais, mas sem “ouvir o clamor das ruas”.
Se ele estava fora do país quando das discussões a respeito do Novo Código, e não tomou conhecimento até hoje da intenção dos juristas responsáveis pela elaboração , que tentavam sair do rígido esquema de codificação de todas as condutas possíveis, então o problema é grave.
Um dos poucos consensos a respeito do Código Civil é que ele DEVE ser interpretado de acordo com a cultura, com os valores mutáveis da sociedade, justamente para evitar amarras que se atribuíam ao Código de Beviláqua, como a posição social inferior da mulher.
Sem “ouvir clamor” das ruas, ou, mais tecnicamente, interpretando a lei de acordo com os valores presentes na cultura contemporânea, dificilmente um bom juiz civilista conseguiria exercer seu ofício.
Talvez um equívoco seja o presidente ultraespecializado em um único autor de teoria constitucional alemã estar efetuando tentativa de doutrinar questões de matéria Penal brasileira e de Liberdades Públicas – muito mais influenciada pela experiência americana.
Talvez valha a pena o ministro estudar algum livro em alemão que contenha analogia sobre separação por competência, em matéria doutrinária (apenas como método para o aprendizado). Em português tem um monte. Também tem livro de etiqueta nos dois idiomas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Sem categoria Tags: Gilmar Mendes, STF
Mesmo que o “apelo das ruas” seja em função de fatos escancarados?
Julgamento se faz com o contraditório. Certo. Mas deve prevalecer o contraditório, mesmo que o contraditório seja contrário à lógica mais elementar?
Será que o lema do Gilmar é : “Há povo, sou contra!”?
Quem principio democratico é este q
Contra o “populismo judicial” impõe-se o “elitismo judicial”?
Quando se começa a adjetivar a justiça é sinal de que ela já se foi.
E o tal do Gilmar nunca frequentou um bar em sua vida. É coisa de pobre, de povo, deve ele achar.
Se um dia frequentasse uma roda de bar veria que não há melhor lugar para se ver o contraditório.
Justiça não se faz somente em castelos e palácios.
Ops… o primeiro comentário saiu antes da hora.
Mesmo que o “apelo das ruas” seja em função de fatos escancarados?
Julgamento se faz com o contraditório. Certo. Mas deve prevalecer o contraditório, mesmo que o contraditório seja contrário à lógica mais elementar?
Será que o lema do Gilmar é : “Há povo, sou contra!”?
Quem principio democratico é este que exclui a opinião popular?
Contra o “populismo judicial” impõe-se o “elitismo judicial”?
Quando se começa a adjetivar a justiça é sinal de que ela já se foi.
E o tal do Gilmar nunca frequentou um bar em sua vida. É coisa de pobre, de povo, deve ele achar.
Se um dia frequentasse uma roda de bar veria que não há melhor lugar para se ver o contraditório.
Justiça não se faz somente em castelos e palácios.
De tudo resta apenas a certeza de que a construção de Brasília foi um erro colossal.
Me parece que quando o Mnistro Joaquim Barbosa convocou o GM “a sair à rua” foi no sentido de que percebesse o que “as ruas” pensam do STF.
…nem mesmo os congressistas devem legislar de acordo com a opinião pública… Eu votei em vários deles para que lutassem pelos meus interesses. Agora nem sei mais o que significa… ” Do povo para o povo”
Tenho curiosidade de saber como o juiz Gilmar Mendes faz para interpretar o Código Civil, com seus conceitos propositadamente abertos e cláusulas gerais, mas sem “ouvir o clamor das ruas”.
Se ele estava fora do país quando das discussões a respeito do Novo Código, e não tomou conhecimento até hoje da intenção dos juristas responsáveis pela elaboração , que tentavam sair do rígido esquema de codificação de todas as condutas possíveis, então o problema é grave.
Um dos poucos consensos a respeito do Código Civil é que ele DEVE ser interpretado de acordo com a cultura, com os valores mutáveis da sociedade, justamente para evitar amarras que se atribuíam ao Código de Beviláqua, como a posição social inferior da mulher.
Sem “ouvir clamor” das ruas, ou, mais tecnicamente, interpretando a lei de acordo com os valores presentes na cultura contemporânea, dificilmente um bom juiz civilista conseguiria exercer seu ofício.
Talvez um equívoco seja o presidente ultraespecializado em um único autor de teoria constitucional alemã estar efetuando tentativa de doutrinar questões de matéria Penal brasileira e de Liberdades Públicas – muito mais influenciada pela experiência americana.
Talvez valha a pena o ministro estudar algum livro em alemão que contenha analogia sobre separação por competência, em matéria doutrinária (apenas como método para o aprendizado). Em português tem um monte. Também tem livro de etiqueta nos dois idiomas.
Foi uma coisa terrível, ontem, na comissão de justiça, que tem um careca (…) como presidente, quando esse senhor terminou de falar,.Os senadores da nossa república, disseram que só não o aplaudiriam por que o regimento não permitia. O tasso, tuma e muitos outros, inclusive senadores do governo, pareciam que tiveram um orgasmo com as palavras ditas pelo notório. Se quiserem passar raiva, procurem ver…
É muito triste.
Nassif, se vc deixar sua implicancia com o Gilmar de lado, verá q ele pensa igualzinho a vc. Afinal, vc sempre defendeu a presunção de inocência dos Nardoni, do promotor Thales, etc. contra o linchamento da opinião pública.
O magistrado decide conforme a importância daquele que precisa ser protegido. Quanto mais próximo dos meus erros estiver o reu, mais devo esquecer o clamor da turba e decidir conforme a conveniência.
04/06/2009 – 08:27 Enviado por: Cláudia
“Daí a aparecer na Caras é um pulinho.”
Claudia, esse deslumbrado já saiu na Caras.
Numa reportagem que foi um acinte à postura de um Magistrado da Nação.
Srs Nassif e Cesar T.
Não queiram apropriar-se da minha ideia(postada às 10,39)
Brincadeirinha ! Mas já pensaram que alguns políticos aproveitadores,queiram fundar um novo partido,tipo P M L(partido qos mandantes para que o povo se lixe)aproveitando a ideia inicial do deputado gaucho,que usou deste têrmo,agora aproveitado e corroborado pelo Ministro do Supremo,e lancem candidatos coerentes com estes seus princípios ? Será que o Gilmar Mendes não conseguiria o financiamento da sua hipotética campanha a Presdente(agora da República)do seu fiel escudeiro,Daniel Dantas,e aquele deputado gaucho,não seria reeleito(agora pela 8ª vêz)pelo novo partido,e financiado pelo colega Edemar Moreira,o do castelo das mil e uma noites ?
Sr. Marcelo Matos:
Ainda bem que o STF julgou a favor da criança. Caso contrario ela já teria sido colocada a força dentro de um avião para viver um destino que não deseja, num pais que não lhe agrada, separada de sua irmã.
O PP, agremiação que não aprecio particularmente, fez o correto. Pena que os demais partidos não tenham feito o mesmo. O ministro fez também o que lhe compete, apegou-se a constituição que estabelece proteção ao bem estar da criança.
Nos EUA, partidos, senadores, deputados, a Hillary e ate o presidente já se envolveram com o problema em questão.
O problema de dizer que se concorda com Gilmar Mendes em conceito, é que é justamente o conceito que ele finge não entender e deturpa para aplicar suas máximas principiológicas. Sua noção de ” opinião da sociedade” não tem nada a ver com a vontade da sociedade que deve, sim, ser obedecida e seguida pela lei e pelo Direito, já que estes só existem em virtude dela. Enquanto não se entender isso_ os conceitos, os métodos de distorção e a consequente aplicação ao bel-prazer das normas jurídicas_ discutir Gilmar Mendes vai ser mesmo uma discussão de bar, ambiente bem mais propício à sua verborragia desconexa e desesperada do que espaços destinados a debates intelectuais.
Tony, bem que eu desconfiava.
Caras é a cara dele.
democracia é por principio a livre expressão da opinião pública, seja direta ou através de representantes, mesmo que tais se lixem ou nao estejam nem aí com a opinião pública.
por princípios (venais e vaidosos), não estão mesmo. até, claro, quando o verbo mudar de humor do X para CH com a mediação do N e, sem os brioches do antigo regime.
opinião pública ou apelo das ruas é ainda o fiel termômetro do poder e da sua atuação, senão pra que tanta importância às pesquisas e análises de opinião. isto até nas chinas totalitárias caladas à base de censura, medo, violência e desrespeito aos direitos humanos.
na opinião pública reside o conjunto diverso do povo: o multiculturalismo, o multiétnico, a educação e cidadania de um povo.
no clamor das ruas mora o espírito de um povo, o espírito dos costumes e das crenças, das regras morais e das leis naturais que moldaram e moldam sua verve histórica-social. seu dna sócio-cultural e moral.
legislar ou julgar surdo-mudo de costas para o povo de Deus é se auto-condenar à uma caricatura de poder e autoridade; à esquizofrenia da função pública que exerce, da instituição que ora representa.
é fazer seu ofício à francesa pra inglês ver totalmente dissociado do ethos brasileiro. e, no caso sui generis à brasileira, ainda ganham de brinde a pecha do esculacho e da pilhéria tão próprias da nossa mestiçagem fortuita.
sem dó e sem distinção de classe. paga geral.
pode ser que na teoria, na jurisprudência, julgamento se faça no contraditório, mas na pratica, creio, se faz é na contrapartida. pmdb e cia que o digam na primorosa atuação modelo.
aliás, parece que hoje tudo se faz ou se embute nas entrelinhas:
a contrapartida, seja ela de que espécie seja. e é ela que, nos finalmente, decide no lugar do ético contraditório. é ela que contraria a norma jurídica do contraditório.
o diabo da miséria dos valores da sociedade, da religião, do estado de direito, do capital e da crucial nova questão climática global destes tempos modernos está na contrapartida. parece que tudo se resume e se decide na mesa de bar da contrapartida. o resto vem depois…
isso tudo é muito contraditório.
o kafkiano Franz Kafka de sugestivas obras como: O Processo, A Metamorfose, O Castelo, América, Diante da Lei, A Sentença, A Meu Pai, A Colônia Penal, O Povo dos Ratos e outras, também tem uma sábia reflexão do saber de experiência que pode orientar o contraditório entre a opinião pública, o clamor das ruas e o juiz e seu julgamento supremo:
“No combate entre você e o mundo, prefira o mundo.” Franz Kafka.
Alguém precisa calar a boca desse sujeito arrogante. Ele tornou-se um bem público inservível.
Estes ministros deveriam ser eleitos assim como são eleitos o Poder Legislativo e Executivo.
Da nisso o poder vitalício, acima de tudo e de todos, inclusve das leis
Grande Gilmar. Até o conluio que denunciou está provado na sentença do Juiz Aloum por meio de mais de 50 ligações entre um delegado, um juiz de 1ª instância e um Procurador.
A imparcialidade de Gilmar é notoria, contumaz, em outro pais mais ao norte ele estaria no xilindro.
Quando Gilmar Mendes recebeu um pedido_ por telefone_ do ex-Ministro Carlos Mário Velloso para não ter que depor em processo criminal na sede da PF de Belo Horizonte, como havia sido intimado para fazê-lo, por achar que era um desrespeito a uma autoridade ( no caso, não há qualquer prerrogativa para ex-autoridades terem direito a depor em foros especiais), e, também por telefone, Gilmar intercedeu junto à Polícia Federal em favor de seu ex-colega, houve conluio para fraudar à lei? Quando a tal assessora do STF, Dalide, compareceu à CPI dos grampos e conversou pessoal e reservadamente com o Presidente da CPI que investigava fatos também relacionados_ supostamente_ com Mendes, houve conluio? Quando advogados que exercem função na OAB, como Alberto Toron, advogado do Opportunity ( banco acusado de ter sido beneficiado por Mendes em ações judiciais), utilizam seu cargo para fazer defesas incontestes do Presidente do STF, há conluio institucional? Quando Ministros do STF fazem nota de desagravo a um dos seus_ que juízes comuns não podem fazer, segundo alguns_ trata-se de conluio na Corte? Quando um Presidente de Tribunal manifesta-se passionalmente pela imprensa sobre questões ainda em discussão judicial, como a agrária _ o que nunca havia feito antes_ logo após proprietários já polêmicos ( como o próprio Opportunity) sofrerem ocupação de propriedades então sob sua posse, trata-se de conluio entre Poder Público e entidades privadas? Talvez sejam questões que mereçam atenção.
Gilmar (com ajuda da mídia amiga) sofisma, engana, tergiversa, confunde e distorce que é pra poder escapar da crítica às atitudes que tomou (e toma) e que conspurcaram o STF, como bem falou o Ministro Joaquim.
Está enlameado, não conserta mais a sua reputação. Caixão…
O Gilmar está se fazendo de besta. Quando o Joaquim disse que era para ele “ouvir as ruas”, não é para que as ruas interfiram nas suas decisões, mas para que ele ouça o que as ruas estão dizendo a respeito do Gilmar. Claro que para ele é mais conveniente para ele dar essa interpretação.
A prova de que este Senhor ’se lixa’ para tudo e todos:
O que Gilmar Mendes tem a ver com Ônibus intermunicipal de Mato Grosso?
A assessoria da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager/MT) emitiu a seguinte nota sinistra:
Ministro Gilmar Mendes vai conhecer proposta de reestruturação do transporte intermunicipal da AGER/MT
Ascom Ager/MT
01/06/2009 10:50
O projeto de reestruturação do sistema de transporte intermunicipal de passageiros em Mato Grosso será apresentado, nesta segunda (01.06), às 17h30 (horário de Brasília), ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Na audiência com o ministro, a presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager/MT), Márcia Vandoni, vai discutir também a situação jurídica que envolve o atual sistema e as empresas que operam no setor.
Gilmar Mendes foi um dos principais articuladores para a criação das agências de regulação no país, no governo Fernando Henrique. Márcia Vandoni será acompanhada na audiência pelo diretor da Ouvidoria, Francisval Mendes.
(Leiam o post no Blog AmigosdoPresidente)
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
A grande pergunta é a que fez o Augusto José Hoffmann: Para que? e por que, a justiça? Agora, da minha parte, posso garantir que nos bares que eu frequento, há mais senso de justiça e noção de cidadania do que no júri que o dito cujo preside
Esse tal de Gilmar Boca mole Henrique Cardoso Dantas Oreiudo, é um problema sério! Ele devia pedir pra….. e saiiiiiiiiii !
Fala igualzim o FE FE FE….! Mas que cara chatoooo!
Ora, qual é o problema em julgar conforme a classe dos envolvidos? As decisões privilegiando a função social (inclusive da propriedade) – com a devida previsão constitucional – tem justamente esssa finalidade: privilegiar o hipossuficiente, ou “igualar os desiguais da medida de suas desigualdades”.
Garanto que o próprio Gilmau – que escolhe princípios com oportuna(ística) seletividade – já se utilizou diversas vezes deste tipo de argumentação em seus julgados. E agora não serve?
Com uma evocação ao mestre Montesquieu, acrescento ao seu irretoquivel preceito de que não é somente o excesso de leis que afoga o exercicio da justiça, mas qualquer abuso de quem faz lei já é um veneno de terrivel poder destrutivo sobre imparcialidade de um julgador. Não adianta, em casos como esses todavia a gente tentar refutações de erros e do errante adrede. Empedernimento e arrogância parece que não há água que os furem. Agora um fato é indesmentivel: nós, corpo e alma da Opinião Pública por (des)ventura não somos cativos pagadores de sua excelência, o GM ?
O que Gilmar Dantas diz é uma aberração juridica. Ele é um servidor público tem a obrigação de dar satisfação para quem paga o seu salário. Não pode julgar sem ter em conta a opinião pública ( a opinião pública foi responsavel pela lei dos crimes hediondos em vigor após o assassinato da filha de Gloria Peres. tal fato fundamentou o Parlamento na urgencia da lei). Não pode “se lixar” pois, a norma juridica não é eterna.
O Poder Judiciario tem satisfações a dar a sociedade e deverá ter seu controle externo regulamentado (controle para todos os niveis de poder), sem que isso venha a ferir a norma juridica estabelecida (que deve ser sempre atualizada e renovada junto com a evolução social – ainda hoje não há uma legislação especifica sobre a atuação na internet).
O clamor público afeta com certeza as decisões dos Poderes Constituidos e também modifica a lei. Os legisladores devem saber disso.
Mesmo porque a opinião pública, incitada pela mídia CONDENA ou ABSOLVE. Já condenou o casal de S Paulo cuja filha caiu (ou foi jogada) pela Janela (apesar de ter aparecido morto (suicidou-se porque preso por pedofilia) o policial que fez uma revista no predio e disse não ter visto ninguem – e apesar da opinião contraria do perito de Alagoas – o mesmo do PC Farias)
Pelo que endendi o GM acha que nos tribunais a figura do colegiado de pessoas “do povo” que compõe o corpo de jurados é irrelevante. Na mentalidade dele a decisão do Juiz seria suficiente para condenar ou absolver.
Sr. Gilmar Dantas, me diga então para que serve o “Juri Popular”.?
Não sou daquele tipo de pessoas que acham que estão mais à vontade para falar de um tema por não conhecê-lo. Na verdade, gostaria de entender de doutrina jurídica, mas a verdade é que não entendo.
Mas uma coisa que entendo é de cara-de-pau (bons economistas têm que entender disso). Tentar discutir ciência, ou qualquer tipo de lógica racional com caras de pau é inútil. Como falei, não entendo de doutrinas jurídicas, mas entendo de economia política o suficiente para saber que para justificar seus atos, os caras de pau se apropriam de qualquer autor ou tipo de doutrina que justifiquem os seus atos. (na faculdade cunhamos o termo cara-de-palistas, pq não eram marxistas, utilitaristas ou keynesianos puros, mas uma mistura de qualquer)
Talvez estejamos vendo surgir um cara-de-palismo jurídico.
Sr. Rai
Isso mostra que tivemos a mesma percepção, tanto o Ministro quanto o nobre deputado são dois boquirrotos.
Só faltou ao Gilmar Dantas dizer que julga “conforme a nota preta que é depositada em suas lautas contas no exterior”…..Já que o GIlmar Dantas “está se lixando” para a opinião pública, deveria assumir logo este papel e ser o percursor do “sou corrupto mesmo e danem-se”.
Gilmar Mendes faz de conta que não sabe a que tipo de críticas vem se expondo nos últimos tempos. Quer fazer crer que a turba ignara só implica com ele porque quer sangue, mas desconversa quando alguém tem coragem de lhe apontar concretamente suas falhas de procedimento.
Engraçado saber que + de 90% da população brasileira nem sabe do que estamos falando aqui. Aliás uma parte nem mora em “ruas” para produzir clamor. Quem produz esse clamor? Sindicatos, Fiesp´s, Imprensa, ONG´s, Blogs, etc… Quem somos nós, elite… Então a “briguinha” do Rei da Justiça contra o Robin Hood justiceiro fica só entre nós…
Não acredito que existam juízes que imaginam que fazer justiça é ouvir as ruas. Juízes julgam em função das provas e da tipificação dos crimes. De nada adianta que Gilmar Mendes reproduza, vez ou outra, essa retórica inútil e inconsequente.
O que mais irrita neste “Guru dos pobres de espírito” é sua arrogância ao tentar dar lição de moral em todos.
E o desrespeito a súmula de não pular instâncias Guru? Não conta?
E o desrespeito às formalidades processuais ao conceder o hc em relação a petição diferente? Não conta? Porque?
Julgar por despeito pode? Julgar o que quiser só porque se sentiu desrespeitado ou desafiado pode?
Já que seus pares e equivalentes deste e de outros poderes nada podem fazer, faremos nós. Além de torcer pela sua saída, manifestações de descontenamento vigorosas podem ser expressadas livre e continuamente desde que privadas de qualquer tipo de violência.
Fora Gilmar.
Então vc pode me dizer o que o juiz Joaquim quiz dizer com “clamor das ruas”? “Clamor dos gabinetes” seria o + apropriado.
Prezado Senhor LUIS NASSIF,
Eu tenho uma grande dúvida o que respeita ao Poder Judiciário, rapidamente vou relatar o que me aconteceu faz alguns anos, eu fiz contrato com uma firma gaúcha conforme indica a legislação Brasileira, o trabalho Professional realizado chegou ao fim com êxito, e o cliente não pagou os honorários correspondentes, pela qual ele mandou-me que eu fosse à Justiça para rever meus direitos. Minha surpresa foi muito grande quando consulte um Advogado e o mesmo me falou que têm que abonar adiantado Custas Judiciárias, as mesmas somam a quantia total de R$ 100.000,00 fora de honorários advocatícios, e o processo correspondente ia levar aproximadamente 20 anos, nos R$ 100.000,00, R$ 50.000,00 e só de tradução Juramentada de documentos de prova que estão em Inglês e passar para o Português, além de envio de cartas Precatórias. Pela qual eu faço a seguinte conclusão e pergunta, se eu sou a vítima, pela qual o cliente não cumpriu com suas obrigações, então eu devo financiar ao Judiciário adiantando essa quantia e esperar 20 anos uma solução para o caso?
Em qualquer país do mundo às custas Judiciárias são pagas no final do processo e pela parte perdedora. De acordo com esse critério, e bom contratar um trabalho de magnitude, total o credor terá que ir à Justiça e passar por todo o relatado… Será que isto é Justiça? Será que por essa razão que os delinqüentes escolhem fazer suas safadezas neste País…?
Eu devo informar que esta historia refere-se à família Zaffari de Porto Alegre do Rio Grande do Sul, dona dos Shoppings Bourbon inclusive o de São Paulo. Eles devido ao Business Plan desenvolvido por minha pessoa, foram beneficiados com USD 40.000.000.- Também possuo total documentação que prova a historia, juntamente com os nomes da Família Zaffari.
Também em outros países, quando a denuncia é falsa, a pena reverte com o denunciante por “falsa testemunha”, esta pena pode ser no mínimo de 30 anos de cárcere…
Eu tenho sido vitima duas vezes…
Eu desejaria obter uma resposta ao respeito…
Abraços
Jorge