Lembre-se que amanhã haverá o Sarau do Nassif no Confraria. Vamos levar convidados, mas o clima será o mesmo dos saraus lá em casa, descontração, músicos não profissionais com profissionais.
Apareça.
Confraria Queijo e Vinho – Av. Dr. Arnaldo, 1318 . Sumaré . São Paulo . SP . CEP 01255.000 . Tel 3873.3179
Lula tem a oposição que pediu a Deus. Um amigo sempre me lembra que Lula fez o contrário de Collor, que ao assumir dizia que iria deixar a esquerda perplexa e a direita indignada. Collor lançou um pacote com sequestro de poupança que a direita teve de aprovar, legitimar a heresia no plenário do congresso e fazer sua defesa nos meios de comunicação.
Lula fez o contrário, deixou a direita perplexa e a esquerda indignada. Seguiu a máxima que diz que o poder é como o violino, toma-se com a esquerda e toca-se com a direita. Fez a Carta aos Banqueiros, vulgo aos Brasileiros, e entregou o Banco Central à flor mal cheirosa do neoliberalismo; arrancou umas merrecas para as classes populares, pois para quem vive na m. qualquer cinquenta pratas compra muito arroz com feijão; puxou o freio de mão em algumas concessões de serviços públicos calamitosas, como aquelas que encaminhavam o país rumo ao apagão elétrico e à ditadura dos pedágios de bitributação nas estradas; evitou abrir mão de instrumentos valiosos para intervenção econômica do estado como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobrás. Leia mais »
Em breve vamos estrear o programa de políticas públicas na TV Brasil, estreitamente ligado ao Blog e ao Portal Luís Nassif.
A ideia será mostrar os grandes subtemas durante a semana, em programatees curtos, chamar para a discussão no Blog e no Portal e encerrar com um programa de uma hora, no qual haverá um resumo das discussões do Blog, áudios e e vídeos selecionados – entre aqueles remetidos por vocês – e uma mesa redonda com especialistas e, se possível, participação de internautas ao vivo.
Como a TV Brasil já tem muito programa com o nome Brasil, pensamos que Projeto Brasil ficaria redundante. Portanto, vamos fazer uma pesquisa entre vocês para ver a melhor sugestão para o nome do programa. O ideal seria um nome que lembrasse seminário, workshop, cidadania, futuro, ou, melhor ainda, que evocasse os novos tempos de democracia digital, trabalho em rede, democracia direta, construção do conhecimento.
O autor da sugestão vencedora será entrevistado – ao vivo ou por Youtube – sobre como chegou ao nome escolhido.
Um dia, fiquei devendo pra vc um comentário que fez para a Guitar Player num projeto que fiz “Os Melhores Guitarristas do Brasil”.
Navegando, encontrei um seu que falava de sua chegada em Sampa.
Faça o uso que quiser do texto que remeto.
Obrigado, atrasado.
Beto Ruschel
Pelas bordas da fama, e da vida…
Madrugada de neblina. O ruído do cooler do computador interrompe o silêncio do quase dia na cidadezinha mineira.
A Net acaba funcionando como os anéis de Saturno do poema do Quintana. Nele, galochas, pacotes esquecidos nas estações de trem, dedais e outros objetos tão antigos e inusitados quanto, ficaram girando, girando.
No São Google, Anel de Saturno – Senhor dos Tempos – a massa de letras, idéias, pensamentos e anotações, vive de um tesouro esquecido.
Daqui e dali, dou com um texto do Luís Nassif relembrando a obra do Lupicínio Rodrigues, que foi proprietário do “Clube dos Cozinheiros” em Porto Alegre , onde, nos anos 60, cantei durante um tempo.
Na entrada da boite havia um biombo de bambu onde estava escrito:
“Quem faz ruído quando alguém faz música, expõe sua ignorância na vitrine”
Nassif, o Sr. precisa falar em seu blgo sobre a Festa de Parintins,, nunca a tinha visto,, esse ano tive o prazer de ve-la,, q coisa incrivel,, como os próprios parintinenses dizem: a maior opera do mundoo
vale a pena o apoio e divulgacao
Rui Nogueira vai levar na biografia o fato de – por amizade – ter indicado o livro de um ex-sócio para a cadeira de ética das faculdades de jornalismo. Imperdoável, conhecendo-se o teor do livro e o tipo de jornalismo praticado.
Mas não tira seu mérito de ter se tornado um jornalista exigente, a ponto de assumir o comando da sucursal do Estadão em Brasília.
Por isso mesmo, duvido que a reportagem do Estadão – que parecia o último baluarte do jornalismo objetivo – sobre Arthur Virgilio tenha saído da sucursal no formato em que foi editado.
Arthur Virgilio vai à Tribuna para se defender de acusações. Não explicou coisa nenhuma (clique aqui):
1. Disse que os US$ 10 mil que pegou emprestado de Agaciel foram pagos por três funcionários do seu gabinete, que se cotizaram. Agaciel diz que não. Ou Virgilio não pagou ou apropriou-se de salários de contratados do seu gabinete.
2. Não explicou os R$ 723 mil que o Senado bancou do tratamento de saúde de sua mãe.
3. Apesar do tom contrito, não explicou a nomeação de parentes e apadrinhados de assessores seus (matéria de hoje na Folha).
4. Travestiu uma mamata – o filho de um amigo recebendo do seu gabinete e trabalhando na Europa – em denúncia sobre quem teria vazado a informação.
O que faz o Estadão? Os seis primeiros parágrafos da matéria – que, lembre-se, é sobre as explicações de Virgilio para suas lambanças – são dedicados a ataques aos adversários do catão. O penúltimo a explicações – incompletas – sobre as acusações de que é alvo. O último, em Virgilio acusando quem vazou a informação sobre a mamata com o filho do amigo. A reportagem não cobra explicação de Virgilio para a mamata e ainda coloca o acusado de vazamento se explicando.
Título da matéria: “Virgílio faz denúncia contra senador ao Conselho de Ética”. Dá para levar o jornal a sério?
Como disse o diretor de redação do Estadão: a edição é um dos pressupostos da liberdade de imprensa. Pergunto: como o Manual de Redação do jornal trataria essa manipulação óbvia da edição?
Heute morgen starb Pina Bausch, die Tänzerin und Choreographin des Wuppertaler Tanztheaters. Ein unerwarteter schneller Tod ergriff sie fünf Tage nach einer Krebsdiagnose. Noch am vorletzten Sonntag stand sie mit ihrer Company im Wuppertaler Opernhaus auf der Bühne.
do Público.PT
Aos 68 anos, “morte rápida e inesperada”
Morreu a coreógrafa Pina Bausch
30.06.2009 – 14h31 PÚBLICO, Agências
A coreógrafa alemã Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos. A autora de “Café Müller”, a única peça que interpretou, soube há cinco dias que sofria de cancro. O seu estilo expressionista, recebido como controverso, tornou-a a grande dama da dança contemporânea alemã.
“Pina Bausch morreu esta manhã [no hospital], de uma morte inesperada e rápida, cinco dias depois de lhe ter sido diagnosticado cancro”, informou em comunicado a porta-voz do Tanztheater, Ursula Popp. “No domingo ela ainda esteve em cena com a sua companhia, na Ópera de Wuppertal”, assinalou ainda Popp.
O jogo retórico da mídia, depois que se partidarizou, esbarra em paradoxos curiosos.
Combate – com razão – a elevada carga fiscal. E tem em José Serra a grande esperança branca para as próximas eleições.
Mas, na maior crise dos últimos 80 anos, enquanto a União desonera impostos, o governador José Serra procede a um choque amplo, estendendo a substituição tributária a todos os setores, inviabilizando o Estatuto da Pequena e Micro Empresa – e provocando uma pressão adicional sobre o capital de giro especialmente das pequenas e médias empresas, incompatível com a escassez atual de créditos. Aumentou sua arrecadação do ICMS estadual à custa da desoneração do IPI federal.
Enquanto se ataca a União pelo que se considera aumento da estatização, a prefeitura de São Paulo estende a mão regulatória sobre os ônibus fretados – elementos essenciais na redução da circulação de veículos na capital. Por seu custo, o ônibus fretado é específico para substituir automóveis. Qual o seu problema? Não é regulado pela Prefeitura, não precisa de concessão, não precisa beijar a mão do prefeito.
O que propõe Kassab, então? Primeiro, tirar os fretados do centro e colocá-los nas imediações, sob a falsa alegação de que a media melhorará o congestionamento do trânsito. Depois, criar sete novas linhas expressas e semi-expressas. Quem vai criar as linhas e selecionar os concessionários? Obviamente a prefeitura. É a pesada mão do Estado avançando sobre um setor que funciona corretamente, de acordo com as leis de mercado.
Ou seja, no frigir dos ovos, tudo termina em samba.
O argentino gosta de rompantes; o brasileiro, da conciliação. Há quem veja no estilo brasileiro a contemporização excessiva, como comprova as relações de Fernando Henrique Cardoso e de Lula com o coronelismo e com os diversos segmentos empresariais e sociais.
Mas em todos os episódios relevantes na vida de ambos os países, a radicalização argentina sempre foi mais perniciosa que a contemporização brasileira.
O populismo peronista foi infinitamente pior do que o de Vargas; o neoliberalismo de Martinez de Hoz um desastre, em contraposição à visão institucional de Campos e Bulhões; o militarismo argentino uma tragédia, enquanto o militarismo brasileiro permitia consolidar o processo de substituição de importações; o pacto mercadista de Domingo Cavallo um desastre amplo, o de FHC um sucesso; a reação dos Kirchner um conflito permanente, enquanto Lula procurava amenizar resistências.
O que seria essa tragédia argentina, que faz o país continuar sacando em cima do capital acumulado nos últimos 15 anos do século 19 – onde pela única vez surgiu uma geração na elite argentina capaz de pensar o futuro?
O que seria? O predomínio excesso de Buenos Aires sobre as demais províncias? O fato das elites argentinas terem cortado muito cedo as raízes culturais com o país? A diferença estaria em um homem – Vargas construindo o futuro, Peron pensando apenas o poder? Como o Brasil semi-rural dos anos 40 e 50, sem muitos quadros técnicos, conseguiu criar uma visão de futuro que passou ao largo da sociedade muito mais sofisticada do vizinho? Eram meia dúzia de técnicos participando das Comissões MIstas, do Encontro de Chanceleres, montando Planos Salte e outros que ajudaram a diagnosticar a economia.
Nos anos 40, os judeus financistas, expulsos pela Guerra, procuravam abrigo no Brasil; mas deixavam seus recursos na Argentina. Certamente por contar com um mercado financeiro mais sofisticado. Estaria nessa possibilidade ampla, de tirar e colocar recursos no país, nesse rentismo antecipado, nessa possibilidade fácil para a internacionalização do capital local, a explicação para a Argentina ter perdido o bonde?
Naqueles anos, após a moratória do início dos anos 30, o grande capital brasileiro veio para a economia real; o da Argentina se internacionalizou.
Eis aí um dos grandes enigmas para começar a entender melhor processos de desenvolvimento na América Latina.
Ontem houve mais uma rodada de estímulos à economia, enquanto não ocorre uma recuperação mais vigorosa.
O principal item foi o da equalização das taxas de juros para investimentos em bens de capital que sejam adquiridos nos próximos seis meses. Há vantagens expressivas. No caso de financiamento de caminhões, a taxa anual caiu de 13,5% para 4,5%. Além disso,m o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) caiu de 6,25% para 6% ao ano – a menor taxa da história.
O Banco Central da Alemanha (Bundesbank), que uma vez ditou as taxas de juro do continente europeu, está perdendo influência paranações menores, ao mesmo tempo em que o Banco Central Europeu (BCE) tenta inverter a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. O foco do presidente do BC alemão, Axel Weber,no combate à inflação a qualquer custo, baseado na hiperinflação alemã durante os anos de 1920, está sob o ataque dos 22membros do Conselho do BCE,com formuladores de política monetáriaque vão da Eslovêniaao Chiprequerendopromover o crescimento. Weber foi derrotado no mês passado, depois de tentar impedir o banco central de comprar ativos para facilitaro crédito. Sua advertência de dezembro, contra a permissão de que a taxa de juros de referência caísse abaixo dos 2% passou despercebida, enquantoque o BCE cortava a taxa pela metade desse nível no início de maio.
Arthur Virgílio quer investigar senadores que ocuparam cargos na gestão de Agaciel
Agência Senado
BRASÍLIA – O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) pediu há pouco uma “investigação dura” sobre todos os senadores que ocuparam os cargos de 1º secretário e de presidente do Senado no período de 14 anos em que Agaciel Maia foi diretor-geral da instituição.
- Quero também a demissão de Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi (ex-diretor de Recursos Humanos) – afirmou Arthur Virgílio, defendendo ainda o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.
O senador declarou ainda que viu em si mesmo “vícios que julgava não possuir”, erros segundo ele propiciados pelo ambiente do Senado. O senador assumiu ter cometido “pecados”, que no entanto não o impedem de denunciar irregularidades no âmbito da administração da Casa.
Neste momento, o senador responde às denúncias publicadas pela revista “IstoÉ” desta semana, segundo a qual o senador teria recebido favores de Agaciel, como um empréstimo no valor de US$ 10 mil. Arthur Virgílio Neto também explica os gastos hospitalares de sua mãe, que é viúva do senador Arthur Virgílio Filho.
Arthur Virgílio também apresenta uma série de documentos, que serão encaminhados à imprensa.
Comentário
O Arthur Virgilio lembra a menina virgem que foi à polícia denunciar o tarado que a estuprou antes de ontem, ontem e hoje. É ridículo a mídia dar espaço a essa indignação defensiva. O PSDB poderia aproveitar a oportunidade e colocar alguém minimamente qualificado para o cargo de líder no Senado.
Arthur Virgílio é a melhor arma que tem o governo para desqualificar a oposição.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.