Lembre-se que amanhã haverá o Sarau do Nassif no Confraria. Vamos levar convidados, mas o clima será o mesmo dos saraus lá em casa, descontração, músicos não profissionais com profissionais.
Apareça.
Confraria Queijo e Vinho – Av. Dr. Arnaldo, 1318 . Sumaré . São Paulo . SP . CEP 01255.000 . Tel 3873.3179
Lula tem a oposição que pediu a Deus. Um amigo sempre me lembra que Lula fez o contrário de Collor, que ao assumir dizia que iria deixar a esquerda perplexa e a direita indignada. Collor lançou um pacote com sequestro de poupança que a direita teve de aprovar, legitimar a heresia no plenário do congresso e fazer sua defesa nos meios de comunicação.
Lula fez o contrário, deixou a direita perplexa e a esquerda indignada. Seguiu a máxima que diz que o poder é como o violino, toma-se com a esquerda e toca-se com a direita. Fez a Carta aos Banqueiros, vulgo aos Brasileiros, e entregou o Banco Central à flor mal cheirosa do neoliberalismo; arrancou umas merrecas para as classes populares, pois para quem vive na m. qualquer cinquenta pratas compra muito arroz com feijão; puxou o freio de mão em algumas concessões de serviços públicos calamitosas, como aquelas que encaminhavam o país rumo ao apagão elétrico e à ditadura dos pedágios de bitributação nas estradas; evitou abrir mão de instrumentos valiosos para intervenção econômica do estado como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobrás. Leia mais »
Em breve vamos estrear o programa de políticas públicas na TV Brasil, estreitamente ligado ao Blog e ao Portal Luís Nassif.
A ideia será mostrar os grandes subtemas durante a semana, em programatees curtos, chamar para a discussão no Blog e no Portal e encerrar com um programa de uma hora, no qual haverá um resumo das discussões do Blog, áudios e e vídeos selecionados – entre aqueles remetidos por vocês – e uma mesa redonda com especialistas e, se possível, participação de internautas ao vivo.
Como a TV Brasil já tem muito programa com o nome Brasil, pensamos que Projeto Brasil ficaria redundante. Portanto, vamos fazer uma pesquisa entre vocês para ver a melhor sugestão para o nome do programa. O ideal seria um nome que lembrasse seminário, workshop, cidadania, futuro, ou, melhor ainda, que evocasse os novos tempos de democracia digital, trabalho em rede, democracia direta, construção do conhecimento.
O autor da sugestão vencedora será entrevistado – ao vivo ou por Youtube – sobre como chegou ao nome escolhido.
Um dia, fiquei devendo pra vc um comentário que fez para a Guitar Player num projeto que fiz “Os Melhores Guitarristas do Brasil”.
Navegando, encontrei um seu que falava de sua chegada em Sampa.
Faça o uso que quiser do texto que remeto.
Obrigado, atrasado.
Beto Ruschel
Pelas bordas da fama, e da vida…
Madrugada de neblina. O ruído do cooler do computador interrompe o silêncio do quase dia na cidadezinha mineira.
A Net acaba funcionando como os anéis de Saturno do poema do Quintana. Nele, galochas, pacotes esquecidos nas estações de trem, dedais e outros objetos tão antigos e inusitados quanto, ficaram girando, girando.
No São Google, Anel de Saturno – Senhor dos Tempos – a massa de letras, idéias, pensamentos e anotações, vive de um tesouro esquecido.
Daqui e dali, dou com um texto do Luís Nassif relembrando a obra do Lupicínio Rodrigues, que foi proprietário do “Clube dos Cozinheiros” em Porto Alegre , onde, nos anos 60, cantei durante um tempo.
Na entrada da boite havia um biombo de bambu onde estava escrito:
“Quem faz ruído quando alguém faz música, expõe sua ignorância na vitrine”
Nassif, o Sr. precisa falar em seu blgo sobre a Festa de Parintins,, nunca a tinha visto,, esse ano tive o prazer de ve-la,, q coisa incrivel,, como os próprios parintinenses dizem: a maior opera do mundoo
vale a pena o apoio e divulgacao
Rui Nogueira vai levar na biografia o fato de – por amizade – ter indicado o livro de um ex-sócio para a cadeira de ética das faculdades de jornalismo. Imperdoável, conhecendo-se o teor do livro e o tipo de jornalismo praticado.
Mas não tira seu mérito de ter se tornado um jornalista exigente, a ponto de assumir o comando da sucursal do Estadão em Brasília.
Por isso mesmo, duvido que a reportagem do Estadão – que parecia o último baluarte do jornalismo objetivo – sobre Arthur Virgilio tenha saído da sucursal no formato em que foi editado.
Arthur Virgilio vai à Tribuna para se defender de acusações. Não explicou coisa nenhuma (clique aqui):
1. Disse que os US$ 10 mil que pegou emprestado de Agaciel foram pagos por três funcionários do seu gabinete, que se cotizaram. Agaciel diz que não. Ou Virgilio não pagou ou apropriou-se de salários de contratados do seu gabinete.
2. Não explicou os R$ 723 mil que o Senado bancou do tratamento de saúde de sua mãe.
3. Apesar do tom contrito, não explicou a nomeação de parentes e apadrinhados de assessores seus (matéria de hoje na Folha).
4. Travestiu uma mamata – o filho de um amigo recebendo do seu gabinete e trabalhando na Europa – em denúncia sobre quem teria vazado a informação.
O que faz o Estadão? Os seis primeiros parágrafos da matéria – que, lembre-se, é sobre as explicações de Virgilio para suas lambanças – são dedicados a ataques aos adversários do catão. O penúltimo a explicações – incompletas – sobre as acusações de que é alvo. O último, em Virgilio acusando quem vazou a informação sobre a mamata com o filho do amigo. A reportagem não cobra explicação de Virgilio para a mamata e ainda coloca o acusado de vazamento se explicando.
Título da matéria: “Virgílio faz denúncia contra senador ao Conselho de Ética”. Dá para levar o jornal a sério?
Como disse o diretor de redação do Estadão: a edição é um dos pressupostos da liberdade de imprensa. Pergunto: como o Manual de Redação do jornal trataria essa manipulação óbvia da edição?
Heute morgen starb Pina Bausch, die Tänzerin und Choreographin des Wuppertaler Tanztheaters. Ein unerwarteter schneller Tod ergriff sie fünf Tage nach einer Krebsdiagnose. Noch am vorletzten Sonntag stand sie mit ihrer Company im Wuppertaler Opernhaus auf der Bühne.
do Público.PT
Aos 68 anos, “morte rápida e inesperada”
Morreu a coreógrafa Pina Bausch
30.06.2009 – 14h31 PÚBLICO, Agências
A coreógrafa alemã Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos. A autora de “Café Müller”, a única peça que interpretou, soube há cinco dias que sofria de cancro. O seu estilo expressionista, recebido como controverso, tornou-a a grande dama da dança contemporânea alemã.
“Pina Bausch morreu esta manhã [no hospital], de uma morte inesperada e rápida, cinco dias depois de lhe ter sido diagnosticado cancro”, informou em comunicado a porta-voz do Tanztheater, Ursula Popp. “No domingo ela ainda esteve em cena com a sua companhia, na Ópera de Wuppertal”, assinalou ainda Popp.
O jogo retórico da mídia, depois que se partidarizou, esbarra em paradoxos curiosos.
Combate – com razão – a elevada carga fiscal. E tem em José Serra a grande esperança branca para as próximas eleições.
Mas, na maior crise dos últimos 80 anos, enquanto a União desonera impostos, o governador José Serra procede a um choque amplo, estendendo a substituição tributária a todos os setores, inviabilizando o Estatuto da Pequena e Micro Empresa – e provocando uma pressão adicional sobre o capital de giro especialmente das pequenas e médias empresas, incompatível com a escassez atual de créditos. Aumentou sua arrecadação do ICMS estadual à custa da desoneração do IPI federal.
Enquanto se ataca a União pelo que se considera aumento da estatização, a prefeitura de São Paulo estende a mão regulatória sobre os ônibus fretados – elementos essenciais na redução da circulação de veículos na capital. Por seu custo, o ônibus fretado é específico para substituir automóveis. Qual o seu problema? Não é regulado pela Prefeitura, não precisa de concessão, não precisa beijar a mão do prefeito.
O que propõe Kassab, então? Primeiro, tirar os fretados do centro e colocá-los nas imediações, sob a falsa alegação de que a media melhorará o congestionamento do trânsito. Depois, criar sete novas linhas expressas e semi-expressas. Quem vai criar as linhas e selecionar os concessionários? Obviamente a prefeitura. É a pesada mão do Estado avançando sobre um setor que funciona corretamente, de acordo com as leis de mercado.
Ou seja, no frigir dos ovos, tudo termina em samba.
O argentino gosta de rompantes; o brasileiro, da conciliação. Há quem veja no estilo brasileiro a contemporização excessiva, como comprova as relações de Fernando Henrique Cardoso e de Lula com o coronelismo e com os diversos segmentos empresariais e sociais.
Mas em todos os episódios relevantes na vida de ambos os países, a radicalização argentina sempre foi mais perniciosa que a contemporização brasileira.
O populismo peronista foi infinitamente pior do que o de Vargas; o neoliberalismo de Martinez de Hoz um desastre, em contraposição à visão institucional de Campos e Bulhões; o militarismo argentino uma tragédia, enquanto o militarismo brasileiro permitia consolidar o processo de substituição de importações; o pacto mercadista de Domingo Cavallo um desastre amplo, o de FHC um sucesso; a reação dos Kirchner um conflito permanente, enquanto Lula procurava amenizar resistências.
O que seria essa tragédia argentina, que faz o país continuar sacando em cima do capital acumulado nos últimos 15 anos do século 19 – onde pela única vez surgiu uma geração na elite argentina capaz de pensar o futuro?
O que seria? O predomínio excesso de Buenos Aires sobre as demais províncias? O fato das elites argentinas terem cortado muito cedo as raízes culturais com o país? A diferença estaria em um homem – Vargas construindo o futuro, Peron pensando apenas o poder? Como o Brasil semi-rural dos anos 40 e 50, sem muitos quadros técnicos, conseguiu criar uma visão de futuro que passou ao largo da sociedade muito mais sofisticada do vizinho? Eram meia dúzia de técnicos participando das Comissões MIstas, do Encontro de Chanceleres, montando Planos Salte e outros que ajudaram a diagnosticar a economia.
Nos anos 40, os judeus financistas, expulsos pela Guerra, procuravam abrigo no Brasil; mas deixavam seus recursos na Argentina. Certamente por contar com um mercado financeiro mais sofisticado. Estaria nessa possibilidade ampla, de tirar e colocar recursos no país, nesse rentismo antecipado, nessa possibilidade fácil para a internacionalização do capital local, a explicação para a Argentina ter perdido o bonde?
Naqueles anos, após a moratória do início dos anos 30, o grande capital brasileiro veio para a economia real; o da Argentina se internacionalizou.
Eis aí um dos grandes enigmas para começar a entender melhor processos de desenvolvimento na América Latina.
Ontem houve mais uma rodada de estímulos à economia, enquanto não ocorre uma recuperação mais vigorosa.
O principal item foi o da equalização das taxas de juros para investimentos em bens de capital que sejam adquiridos nos próximos seis meses. Há vantagens expressivas. No caso de financiamento de caminhões, a taxa anual caiu de 13,5% para 4,5%. Além disso,m o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) caiu de 6,25% para 6% ao ano – a menor taxa da história.
O Banco Central da Alemanha (Bundesbank), que uma vez ditou as taxas de juro do continente europeu, está perdendo influência paranações menores, ao mesmo tempo em que o Banco Central Europeu (BCE) tenta inverter a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. O foco do presidente do BC alemão, Axel Weber,no combate à inflação a qualquer custo, baseado na hiperinflação alemã durante os anos de 1920, está sob o ataque dos 22membros do Conselho do BCE,com formuladores de política monetáriaque vão da Eslovêniaao Chiprequerendopromover o crescimento. Weber foi derrotado no mês passado, depois de tentar impedir o banco central de comprar ativos para facilitaro crédito. Sua advertência de dezembro, contra a permissão de que a taxa de juros de referência caísse abaixo dos 2% passou despercebida, enquantoque o BCE cortava a taxa pela metade desse nível no início de maio.
Arthur Virgílio quer investigar senadores que ocuparam cargos na gestão de Agaciel
Agência Senado
BRASÍLIA – O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) pediu há pouco uma “investigação dura” sobre todos os senadores que ocuparam os cargos de 1º secretário e de presidente do Senado no período de 14 anos em que Agaciel Maia foi diretor-geral da instituição.
- Quero também a demissão de Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi (ex-diretor de Recursos Humanos) – afirmou Arthur Virgílio, defendendo ainda o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.
O senador declarou ainda que viu em si mesmo “vícios que julgava não possuir”, erros segundo ele propiciados pelo ambiente do Senado. O senador assumiu ter cometido “pecados”, que no entanto não o impedem de denunciar irregularidades no âmbito da administração da Casa.
Neste momento, o senador responde às denúncias publicadas pela revista “IstoÉ” desta semana, segundo a qual o senador teria recebido favores de Agaciel, como um empréstimo no valor de US$ 10 mil. Arthur Virgílio Neto também explica os gastos hospitalares de sua mãe, que é viúva do senador Arthur Virgílio Filho.
Arthur Virgílio também apresenta uma série de documentos, que serão encaminhados à imprensa.
Comentário
O Arthur Virgilio lembra a menina virgem que foi à polícia denunciar o tarado que a estuprou antes de ontem, ontem e hoje. É ridículo a mídia dar espaço a essa indignação defensiva. O PSDB poderia aproveitar a oportunidade e colocar alguém minimamente qualificado para o cargo de líder no Senado.
Arthur Virgílio é a melhor arma que tem o governo para desqualificar a oposição.
O instituto de Gilmar Mendes também conseguiu empenhar verbas para contratos no Legislativo. O Senado Federal, sob a presidência de José Sarney (PMDB-MA-AP) empenhou, no primeiro semestre de 2009, 252 mil reais para contratos com o IDP. Apenas à guisa de curiosidade, leia-se o elogio feito por Mendes a Sarney, o Senhor dos Atos Secretos, há poucos dias: “Tenho o maior respeito pelo presidente Sarney. Temos um diálogo constante. Acho que é uma pessoa importante na história do Brasil, conduziu a transição democrática com grande habilidade.”
- Na Câmara dos Deputados, por meio do fundo rotativo da Casa, foram disponibilizados, no mesmo período, 28,5 mil reais reservados para o IDP.
A Prefeitura licitará consignação de empréstimos bancários, concedidos aos servidores, para conveniar com 3 bancos.
O sistema que instituí, quando Secretário de Administração, é aberto para qualquer banco conveniar com a Prefeitura. São mais de 40 bancos credenciados, o que permite maior competição entre eles, trazendo benefício direto aos 90000 servidores, com taxas de juros menores, já que o pagamento é garantido por desconto na folha.
Com a redução para 3 bancos, um cartel pode se formar. A competição acabará e os juros aumentarão para o servidor.
A Prefeitura pretende ainda cobrar um valor mensal dos bancos para cada consignação. Isso aumenta o custo do empréstimo e o Servidor pagará esta conta compulsoriamente, como se fosse um novo imposto, sem precisar de Lei municipal.
BC 01 – Dívida do setor público atinge R$ 1,245 trilhão
Valor avança 1,1 ponto, e já representa 42,5% do PIB
A dívida líquida do setor público (DLSP) totalizou R$ 1,245 trilhão no mês de maio, de acordo com dados do Banco Central. O valor avançou 1,1 ponto percentual do PIB em relação a abril, e equivale a 42,5% do PIB nacional.
De acordo com a autoridade monetária, a valorização cambial de 9,43% registrada no mês respondeu por um acréscimo correspondente de 0,9 ponto percentual do PIB.
No acumulado anual, a relação DLSP/PIB avançou o equivalente a 3,6 pontos percentuais, puxada pela valorização cambial de 15,6% no ano (1,6 ponto percentual); o efeito da oscilação do PIB valorizado (0,5 ponto); o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (0,4 ponto); e os juros nominais apropriados, com 2,2 pontos percentuais. Tais números foram parcialmente compensados pelo superávit primário, que ajudou a reduzir a conta em 1,1 ponto percentual.
Ao todo, a dívida bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) em maio ficou em R$ 1,813 trilhão, ou 61,9% do PIB, comparativamente a R$ 1,797 trilhão (61,6% do PIB) em abril.
Algumas semanas atrás me ocorreu de procurar Goffredo da Silva Telles, o grande autor da Carta aos Brasileiros, falecido dias atrás.
Minha história com ele é curta. Estava no Largo São Francisco e testemunhei a leitura da carta. Inesquecível!
Nos anos 90 tive algumas quizílias com Fábio Konder Comparato. Goffredo enviou carta para o Painel da Folha – co-assinada pela Macia Victoria Benevides – dizendo que eu não era digno dos leitores que tinha. Respondi que ele podia falar em nome de todos os brasileiros, mas não dos meus leitores.
Ficou por aí.
Tempos depois escrevi sobre Villa-Lobos e ele me telefonou. Villa passou uma temporada em São Paulo, ficou na fazenda dos pais de Goffredo e deu aulas de violão para ele. Uma bela história. Mas, aí, aprontei uma falseta para o professor. Já que gostava de Villa, Mário de Andrade, da cultura nacional, e gostava dos meus textos, a ponto de me escolher para contar sua bela história, que tal escrever a contracapa do livro que estava lançando, “O Menino de São Benedito”. Ficaria na companhia ilustre do professor Antônio Cândido, que escrevera o prefácio. O professor nem ousou telefonar de novo.
Besteira minha!, pensava dias atrás. E tratei de planejar um reencontro com ele para recuperar a história não contada.
Não deu tempo. Essa minha cabeça dura de vez em quando me faz perder joias preciosas.
Por Antonio Carlos Alves Pereira
Prezados;
Em 1988, quando eu era presidente da Academia de Letras da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, tive a sorte de, sem saber o tesouro que acabava de encontrar, abrir as dependências para reuniões do Círculo das Quartas Feiras, onde brilhavam o Cassio Schubsky, o Adriano Carrazza e outros (além do grande e querido mestre Goffredo, é claro).
Creio que a minha passagem pela presidência daquela Academia de Letras só ganhou alguma importância, por mínima que seja, em virtude da combinação com a presença do inesquecível mestre.
Ele, o professor Goffredo, é a melhor lembrança que guardo da minha passagem pela São Francisco.
Ele e suas queridas Maria Eugênia e Olívia.
Perdoem-me a blasfêmia na paródia de um texto evangélico, mas hoje eu estou certo de que eu não era digno de que o Professor Goffredo frequentasse a minha “morada”, mas todas as palavras dele me salvavam.
Adeus, nosso mestre, eterno estudante. Porque os verdadeiros mestres nada mais são do que isso: eternos estudantes.
na epoca vc noticiou por aqui o movimento magistral da Porsche comprando as açoes da Volks. fazendo um “squeeze” nos hedge funds que estavam fazendo “short-selling”.
Agora a vingança da Voks, pois a Porsche elevou a sua divida pra mais de 9 bi de euros e quem pode comprar a Porsche e a Volks.
“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.
No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.
A autorização do Senado – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.
A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado.
Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.
Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.
Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao “Estado de S. Paulo”, a nota do HSBC com mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.
Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.
Nosso comentarista Luiz Fernando Juncal Gomes acabou com minha produtividade esta tarde. Teve a gentileza de me enviar o CD “Todo Sentimento”, de Consiglia Latorre. Não paro de ouvir, tomado daquela melancolia profunda, tão bem descrita pelo Anarquista no Trivial de antes de ontem.
Que tal uma alma caridosa para ler e sintetizar os argumentos de lado a lado?
Por Rodrigo Medeiros
Já li livros de ambos. Nenhum dos dois é ignorante. Apenas iluminam “a questão” por ângulos diferentes.
Krugman não acredita que o mercado resolva o problema. Ele parece estar irritado quando percebe que o princípio da auto-regulação pode ser recorrentemente evocado, apesar da vergonhosa queda de Wall Street no segundo semestre de 2008.
Mankiw, por sua vez, não é um fundamentalista de mercado. Ele acredita que os mercados organizem razoavelmente bem os processos econômicos e as decisões. No entanto, ele não crê que os mercados resolvam problemas distributivos e de justiça social.
Ambos defendem intervenções governamentais. O problema reside na medida e na tipologia intervencionista.
Nassif, sobre a crise dos cartões de crédito que se aproxima nos EUA existem alguns comentários excelentes feitos por Arianna Huffington no seu Blog “The Huffington Post” disponível em:
Embora os comentários datem de Abril deste ano, muitos comentários posteriores coincidem com as análises feitas por Arianna.
Particularmente preocupante é o fato de que a dívida total acumulada em cartões de crédito eleva-se a quase um trilhão de dólares. Analistas consideram que cerca de um terço do montante ficará irremediávelmente inadimplente. O número de cobranças judiciais vem se elevando desde o ano passado. Além disto, as medidas adotadas para diminuir os prejuízos com inadimplência como aumento dos juros e das multas por atrazo estão empurrando muitos usuários de cartões até o momento considerados bons pagadores para o outro lado da cêrca, o que provoca a realimentação positiva do processo de acúmulo de inadimplências.
Posso sugerir que você faça no seu Blog uma análise do que está acontecendo realmente?
Seria interessante sabermos se realmente há outra crise a caminho e, caso positivo, quais suas consequências.
Por Christian Martins
O problema de cartao de credito nos Estados Unidos e similar ao problema que gerou a crise imobiliaria e e ligado ao sistema de concentimento de credito mais do que qualquer outra coisa.
No Brasil o credito e concedido com base no quanto voce ganha, no quanto voce deve e no seu historico imediato (se seu nome esta no SPC). Se voce ganha pouco sua capacidade de captar dinheiro e pouca, se voce ganha razoavelmente mas deve muito, sua capacidade de captar dinheiro e pouca e se voce deve e nao paga, nao tem credito.
Nos Estados Unidos a capacidade de capitacao de um individuo e baseada principalmente no historico de credito dos ultimos 7 anos. Se voce tem finaciamentos, como cartoes de credito, financiamento de automoveis etc e pagou suas dividas em dia nos ultimos 7 anos, voce tem um alto “credit score” que te possibilita captar altos valores, muitas vezes valores maiores do que voce e capaz de pagar. Se voce tem um bom salario mas, nunca teve um cartao de credito sua capacidade de captacao e quase nula.
Moro nos Estados Unidos a 5 anos, e sempre comento com meus amigos mais proximos que eles vivem uma vida de faz de conta. Nao sao donos de suas casa, de seus carros e nem de seus salarios. A casa e o carro pertecem aos bancos e sao trocados por outros novos e mais caros antes mesmo de serem totalmente pagos. O salario que sobra da prestacao da casa e do carro vai para pagar os juros do cartao (20% ao ano). O mesmo cartao que eles usam para pagar as compras do mes e as viagens de ferias. Nao eh raro encontrar alguem que tenha cartoes de creditos com limites 1, 2, 3 vezes maior do que o seu salario anual.
Cartoes de credito nos Estados Unidos, mesmo com o juros baixos, pelos altos limites tornaram-se a forma moderna de escravatura, onde se trabalha muitas vezes em dois empregos para pagar os juros da fatura e cobrar no cartao a subexistencia do proximo mes.
Infelizmente a nossa geracao nao aprendeu a licao de nossas avos na crise the 1930. Nossos avos tinham poupanca, nossos pais viviam com o que ganhavam e nossa geracao vive de credito. E quem nao aprende com o passado esta condenado a revive-lo.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.