As lembranças inesquecíveis
Olha só as surpresas que vêm do Orkut. Três figuras referenciais em minha vida: dona Élide, dona Valinda e minha mãe, dona Tereza.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Olha só as surpresas que vêm do Orkut. Três figuras referenciais em minha vida: dona Élide, dona Valinda e minha mãe, dona Tereza.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:* Adicionado por Helô
Foi um jornal que marcou época. Era apenas um jornal popular, do deputado Herbert Levy. No início dos anos 70, sob o comando de Roberto Muller, inaugurou uma nova era no jornalismo econômico do país. Tornou-se um jornal de padrão internacional, pela abrangência dos temas, pela profundidade das análises, pela qualidade dos repórteres, pelo padrão gráfico austero, com espaço para os bicos de penas dos entrevistados.
Durante décadas, não houve jornal mais confiável.
A fórmula tornou-se imbatível. Primeiro, a quantidade de temas abordados, que tornava o jornal obrigatório para empresas de todos os tamanhos. Depois, pela escolha de um time de repórteres especiais, todos eles produzindo matérias diárias de fôlego. Jornalistas como Celso Pinto, José Casado, Floreal Rosa, Ângela Bittencourt. Nos editoriais, o guru Klaus Kleber. Em outros tempos, Aloisio Biondi, Bernardo Kucinsky.
Abriu espaço também para as grandes reportagens de fôlego, setor onde se sobressaiu meu saudoso amigo José Roberto Alencar.
A Gazeta foi vítima de planos grandiosos de seu proprietário Luiz Fernando Levy, que sempre sonhou alto, teve ideias de vanguarda – como as várias edições regionais da GM, com transmissão do conteúdo por satélite.
Na bolha da Internet, a empresa poderia ter-se salvado, graças a um belíssimo contrato fechado com a Portugal Telecom. Não deu. Depois, foi apenas uma agonia continuada, até cerrar as portas.
Minha solidariedade aos colegas da Mercantil que, mesmo nos períodos mais bicudos, jamais deixaram de lado o profissionalismo. Peço desculpas também aos demais pioneiros que não citei.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Gazeta Mercantil, Luiz Fernando Levy, Roberto MullerNão tem no blog:
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Com a política caminhando para aprovação final, seria mais uma grande ação do blog do Nassif se fizéssemos um debate e acompanhássemos os efeitos concretos dessa nova política nacional.
ps: É possível baixar o PL e o parecer da Bela Manuela.
Aconteceu – 28/05/2009 13h35
Trabalho aprova criação de Política Nacional de Tecnologia Social
Gilberto Nascimento
A relatora, Manuela D’Ávila, apresentou parecer favorável ao projeto.
Proposta ainda será votada por outras duas comissões. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: tecnologia socialO jornalista Valdo Cruz (”Mais uma”, Opinião, ontem) mente, por ignorância ou má-fé, quando afirma que “juízes paulistas ganhavam (…) R$ 3.400 por mês (…) para dar um votinho extra”.
Participei, com sacrifício pessoal e trabalhando em casa nos fins de semana, do pesado mutirão que tentou solucionar o problema dos mais de 500 mil processos represados no tribunal.
Recebia menos de R$ 100 (entre R$ 90 e R$ 100, não me lembro exatamente) para cada voto prolatado.
Nunca, em nenhum momento, qualquer juiz paulista recebeu o valor de R$ 3.400 por voto dado, como afirma o repórter. Tanto era pesadíssimo o trabalho extra que declinei dele após terminar o primeiro lote que havia recebido.
À indeclinável liberdade de informar corresponde a soberana obrigação de não publicar mentiras.”
MANOEL JUSTINO BEZERRA FILHO , juiz de direito da 35ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (São Paulo, SP)
Resposta do jornalista Valdo Cruz – O auxílio em questão foi suspenso pelo CNJ. Conselheiros chegaram a considerar o pagamento inapropriado, e o valor foi citado no dia da análise do caso. O texto não diz que todos os juízes de São Paulo recebem o benefício naquele valor.
O juiz afirma que nenhum juiz paulista recebe o valor apregoado por voto dado. O jornalista responde que não disse que todos recebiam. É o padrão “ficha do Dops”: não se pode garantir que seja verdade, mas não se pode garantir que seja mentira. Então não é notícia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Folha, manipulação, MídiaConfesso não entender o que se passa com os livros didáticos em São Paulo.
O Ministério da Educação criou um modelo de seleção dos livros didáticos – creio que desde a época de Paulo Renato – que consistiu em definir comitês, provenientes das diversas Universidades, para analisar os livros. Depois monta-se uma publicação com todos os livros selecionados, que é enviada para todos os professores do país, para poderem escolher livremente. O MEC envia os livros sem nenhum custo para os estados.
Nesse ínterim, teve penetração em algumas prefeituras os chamado cursos apostilados – muitas vezes negociado pelas empresas direto com o prefeito, em vez da equipe da Educação. Foi uma luta feroz, em que um dos competidores era a Abril – conforme você pode conferir na série sobre a Veja.
Quando assumiu, a Secretaria Maria Helena, da Educação de São Paulo, me deu uma entrevista garantindo que iria acabar com a farra dos apostilados. A Secretaria contrataria professores, pagaria pelo conteúdo e pelos direitos autorais, e ela mesmo imprimiria e distribuiria, reduzindo substancialmente o custo.
De repente, muda tudo. Pelo Diário Oficial do estado se fica sabendo de compras imensas, periódicas, de livros sem licitação. E, pelos abusos que estão sendo revelados, sem avaliação pedagógica. Aparentemente, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação vai alocando verbas para cada editora e, depois, que se vai atrás de qualquer livro para preencher a cota acertada.
Não adianta José Serra falar em punir os responsáveis ou quem quer que seja. Esses problemas todos estão ocorrendo devido aos negócios montados pela FDE com editoras, com plena aprovação da Secretaria da Educação. Aliás, passando por cima do que era a orientação inicial da Secretaria.
Sem contar venda de notebooks, previamente configurados com Windows Vista e Microsoft Office, ou aluguel de máquinas por preços acima dos de mercado.
O que se passa? Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: livros didáticos, São Paulo, Secretaria da EducaçãoO namoro Brasil-China assemelha-se à proposta que a galinha fez ao cavalo: uma parceria para um bife a cavalo, a galinha entrando com os ovos e o cavalo com a carne.
Conversei longamente com o embaixador Roberto Jaguaribe que garantiu que, em hipótese alguma, o tratado repetiria o desastre cometido por Portugal com a Inglaterra, no Tratado de Methuen – pelas facilidades em exportar vinhos Portugal abriu sua economia aos manufaturados ingleses, liquidando com sua indústria têxtil.
O que definirá se o Brasil será o cavalo nessa relação é o câmbio. Ao permitir a nova apreciação cambial, Lula joga no colo dos chineses não apenas o mercado brasileiro como o mercado latino-americano recem-conquistado pelas empresas brasileiras.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDUpV5goQxLq44pgk
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: acordo, Brasil, ChinaGovernador de Rondônia é acusado de coagir testemunhas em processo que apura suposta compra de votos e recorreu da decisão
Na sentença, juiz diz que prazo é “suficiente” para que testemunhas sejam ouvidas sem que haja uma suposta interferência dos envolvidos
FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE
A Justiça Federal determinou na noite de anteontem o afastamento, por um período de 90 dias, do governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), e a posse no cargo do vice-governador do Estado, João Aparecido Cahulla (PPS).
A sentença, do juiz substituto da 2ª Vara Federal, Flávio da Silva Andrade, atende a um pedido feito pelo Ministério Público Federal, que acusa o governador de utilizar policiais civis para coagir testemunhas no processo que apura a suposta compra de votos por Cassol, nas eleições de 2006.
Na decisão, o juiz afirma que considera “razoável” o prazo de 90 dias de afastamento, por considerá-lo “suficiente” para que as testemunhas sejam ouvidas sem a suposta interferência dos envolvidos.
O governador, que já teve seu mandato cassado em novembro de 2008 pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e retornou ao poder por força de liminar concedida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), recorreu ontem da decisão.
Cassol fez sua contestação ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Pediu a reformulação da sentença, alegando que os fatos descritos pelo Ministério Público não existem. “Ele está tranquilo”, disse o diretor de comunicação social de Rondônia, Marco Antônio Santi.
Segundo ele, o governador continua no cargo. A decisão judicial determina o afastamento do cargo 48 horas após a notificação. Cassol ainda não foi notificado, disse o diretor.
Santi afirmou que o governador estranhou a rapidez com que o juiz substituto concedeu a sentença. “Esse processo tramita há mais de dois anos, e ele decidiu tudo em uma semana.”
Segundo o diretor de comunicação do Estado, a origem do processo que investiga a suposta compra de votos envolve uma “questão pessoal” que já dura 15 anos, entre Cassol e o procurador federal no Estado Reginaldo Trindade.
Procurados ontem pela reportagem, o juiz substituto e o procurador não foram encontrados para comentar o caso.
Clique aqui para o capítulo da série de Veja, onde se mostra como Cassol se aliou à revista para liquidar com o procurador.
Acho curioso quando um repórter não consegue cumprir uma pauta básica e fácil (ouvir o juiz e o procurador em uma cidade pequena) e admite, sem maiores explicações, que não procurou direito. Não é que ambos não foram encontrados. O correto é admitir que ambos não foram devidamente procurados.
Titular do Meio Ambiente diz que ministros mudam acordos e “esquartejam” legislação
Minc afirma que “de dois ou três meses para cá” só recebe “pancada” e diz que se sente um ministro “frágil”, à beira da “inviabilidade total”
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Acuado por seguidas derrotas da área ambiental, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) foi ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamar de colegas de Esplanada que, segundo ele, fecham acordos nos gabinetes e depois, à revelia do que fora decidido, vão com suas “machadinhas” ao Congresso para “esquartejar” a legislação ambiental.
Minc também colocou na mesa de Lula temas que, por ora, não terão o apoio do Meio Ambiente: licenciamento ambiental prévio da BR-319 (Manaus-Porto Velho), inclusão do entorno do Pantanal na área do zoneamento da cana-de-açúcar e construção de hidrelétricas na bacia do rio Araguaia.
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Enquanto curto a manhã em Tupã.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Do final do século 19 a 1930 a economia brasileira patinou, porque foi colocada a reboque dos fluxos de capitais especulativos. Não havia controle sobre o câmbio. Períodos de câmbio favorável, por exemplo, permitiam a proliferação de pequenas indústrias substituindo os importados. No momento seguinte, a moeda brasileira se apreciava, provocando quebradeira geral.
O que levava o país a seguir uma lógica que estagnava a economia? Primeiro, o fantasma da inflação do “encilhamento” – que havia sido culpa dos capitais voláteis. Segundo, e principalmente, os lucros extraordinários proporcionados por operações de arbitragem desses capitais – que tomavam crédito em uma moeda para aplicar no país e depois saíam correndo ao menor sinal de perigo. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: apreciação cambial, Banco Central, câmbio