iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
28/05/2009 - 10:42

O moto contínuo do câmbio

Começou mais uma rodada do moto contínuo do jogo da apreciação cambial. É o mesmo modelo, a manutenção do mesmo jogo especulativo, que levará aos mesmos resultados observados em todos os momentos em que o câmbio tornou-se competitivo: em 1999, em 2003 e agora.

A apreciação cambial permite lucros estrondosos para quem especula com dólar. Ganha na isenção de tributação para aplicar em títulos públicos, ganha nos juros, ganha na saída, ao converter os reais para dólares mais desvalorizados.

Quando a situação externa torna-se insustentável, saem em fuga do país, provocando a desvalorização do real. Para segurar os capitais o governo aumenta os juros. A desvalorização cambial melhora as contas, reduz a vulnerabilidade. Reduzindo, os capitais voltam para mais uma rodada de ganhos especulativos, preparando as bases para a próxima crise.

Confira esse jogo pernicioso, mortífero, que atrasou em anos e anos o desenvolvimento brasileiro, no artigo abaixo, que escrevi em agosto de 2003.

O “espetáculo do desenvolvimento”

artigo escrito em 23/08/2003

Especialmente a partir do plano Real, na era Fernando Henrique Cardoso-Pedro Malan, a economia brasileira tornou-se prisioneira do crescimento baixo. Em todo esse período, a teoria econômica dominante vendeu um peixe que jamais entregou. A idéia central era a da abertura cambial completa, sem nenhum empecilho ao livre trânsito de capitais. A abertura proporcionaria o seguinte movimento:

1. Em um primeiro momento, entrariam capitais especulativos, como se fossem batedores testando o terreno das novas economias.

2. À medida que a segurança fosse sendo testada, entrariam os capitais de médio prazo.

3. Consolidados os dois primeiros movimentos, o risco país diminuiria, as taxas de juros cairiam e viria capital de investimento abundante, trazendo o “espetáculo do desenvolvimento”.

Nada disso ocorreu no período. A economia se viu prisioneira de crises cambiais sucessivas, que a submeteram a processos de stop-and-go, abortando planos de investimento das empresas, reduzindo o mercado interno e adiando indefinidamente o tal “espetáculo do desenvolvimento”.

Nove anos depois, mesmo com nenhuma das promessas cumpridas, o modelo continua hegemônico, sendo implementado mecanicamente, a economia permanece parada, exposta a crises cambiais periódicas provocadas por qualquer solavanco da economia internacional ou da política interna.

Vamos explicar didaticamente os furos que estão por trás desse modelo para tentar comprovar que, sem a mudança do modelo, jamais se chegará ao desenvolvimento. O país perdeu oito anos e poderá perder mais quatro anos se nada for feito.

Há uma premissa a ser comprovada e uma tese a ser proposta:

A PREMISSA ao contrário do que diz o senso comum do mercado, capitais de investimento são incompatíveis com capitais voláteis.

A PROPOSTA para romper o círculo vicioso da crise, há a necessidade premente de garantir superávits comerciais robustos, que cortem definitivamente a dependência da economia brasileira de capitais voláteis.

O que atrai os investidores externos

Há enormes dúvidas sobre se o investimento externo, por si, será capaz de alavancar o crescimento da economia. Muitos estudiosos sustentam que não existem exemplos de países que tenham conseguido crescer sem um forte suporte da poupança interna.

Mas deixemos esse tema para outra discussão. Que condições deve ter uma economia para atrair o interesse do investimento externo?

Grosso modo, os fatores podem ser resumidos no quadro abaixo:

1. Estabilidade cambial

Trata-se de ponto central. O investimento externo é em dólares. O retorno (os lucros e dividendos remetidos à matriz) também é em dólares. O investidor investe em dólares, mas a receita é em reais. Para remeter o lucro para a matriz, os reais precisam ser convertidos em dólares. Se ocorre desvalorização cambial, para um mesmo lucro em reais haverá menos dólares a serem remetidos. Se o dólar estava a R$ 2,30 e salta para R$ 3,40, por exemplo, para cada R$ 1 milhão de lucros da empresa, haverá uma redução de US$ 435 mil para US$ 294 mil na hora de converter em dólares.

Importante: o que interessa ao investidor externo não é o nível do dólar no momento em que o investimento é feito, mas se esse nível vai se manter ou não. Suponha um investimento direto em dólares no qual o investidor pretenda uma remuneração de 10% ao ano. A operação em reais permite essa rentabilidade. Na hora de converter em dólares, a rentabilidade em dólares dependerá da diferença de cotação em relação ao momento do investimento. Suponha o caso em que a operação em reais rendeu 10% ao ano.

Confira a tabela:

Situação 1: o investidor investiu a R$ 2,30 e a remessa de lucros foi com o dólar a R$ 2,30. A rentabilidade foi de 10%.

Situação 2: o investidor investiu a R$ 2,30 mas a remessa foi com o dólar a R$ 3,40. A rentabilidade sobre o investimento, em dólares, cai para 7% –ou 30% de redução.

Situação 3: o investidor investiu a R$ 3,40 e a remessa de lucros foi a R$ 3,40. A rentabilidade se manteve nos mesmos 10%.

Situação 4: o investidor investiu a R$ 3,40 e a remessa de lucros foi a R$ 2,30. Nesse caso a rentabilidade, em dólares, foi de 15%, ou 50% a mais.

O investimento direto não é especulativo, como o capital volátil. O investidor quer segurança no seu negócio. Então, o quadro ideal é aquele em que o dólar de conversão dos lucros seja o mesmo da conversão do investimento, esteja o dólar em R$ 2,30 ou R$ 3,40.

2. Manutenção de contratos

O contrato é relevante no caso de investimentos em áreas de concessão e serviço público. Nessas áreas os investimentos são de longo prazo, e a taxa de retorno é baixa, desde que o risco seja pequeno.

Na época das privatizações, uma das maneiras de minimizar os riscos cambiais consistia em indexar os contratos de longo prazo a indexadores que, de alguma forma, acompanhassem as desvalorizações. Foi o caso do IGP-M ou IGP-DI, índices de preços mistos bastante sensíveis às desvalorizações cambiais.

Há dois fatores que podem levar ao rompimento de contratos. De um lado, decisões populistas, como reversão de privatizações. De outro, reajustes elevados, de alguma maneira, aumentem as tarifas em ritmo incompatível com o do poder aquisitivo dos consumidores.

3. Crescimento

Para investir em um país periférico, os investidores estrangeiros precisam de perspectivas de rentabilidade maiores do que os investimentos em seu próprio país. E essas condições são dadas pelas perspectivas de crescimento da economia como um todo, e de seu setor em particular.

Um ambiente econômico de crescimento pressupõe taxas de juros internas em linha com as taxas internacionais, tributação adequada para preservar a rentabilidade das empresas, e investimentos em infra-estrutura.

Investimento e volatilidade cambial

Vamos conferir, agora, os efeitos da desvalorização cambial sobre os investimentos externos.

O câmbio volátil, ao se desvalorizar, provoca efeito imediato sobre os resultados dos investimentos externos diretos ao reduzir o valor da receita a ser remetida, em dólares. É a primeira perda do investidor direto com a volatilidade cambial.

O segundo efeito é sobre a inflação. A única ferramenta que o país dispõe para combater a inflação é a política monetária (de juros) do Banco Central. A desvalorização cambial provoca uma elevação em três níveis de preços, mas o BC consegue atuar sobre apenas um deles: os preços livres.

a. Contratos indexados

Em geral, são os contratos de concessão amarrados a um indexador, tipo IGP-M ou IGP-DI ou mesmo IPCA. Aumenta a inflação automaticamente aumenta o tamanho do reajuste. É o chamado fenômeno da inflação inercial. Em função de a economia brasileira estar sujeita a desvalorizações cambiais (como resultado da valorização do real no segundo governo FHC, inevitável em função dos erros do primeiro governo), os contratos de concessão foram amarrados a indexadores que refletissem mais de perto as futuras desvalorizações do câmbio.

Só que os reajustes de tarifas necessitam guardar relação com o poder aquisitivo da população. Quando ocorre uma desvalorização cambial, os reajustes explodem, junto com o dólar, e ocorre um descolamento do reajuste com poder aquisitivo da população. Quanto maior esse desequilíbrio, mais a instabilidade contratual, com pressões da opinião pública e do governo para mudar os termos do contrato.A instabilidade cambial afeta o segundo fator de atração de investimentos externos: a estabilidade dos contratos.

b. Preços dos comercializáveis

Por tal, se entendam aqueles produtos que têm as cotações fixadas internacionalmente em dólares. Podem ser produtos importados ou produtos exportáveis. Aumentou o dólar, aumenta o preço desse produto, independentemente da intensidade da política monetária.

c. Preços livres

São os demais preços da economia, sujeitos à lei da oferta e da procura. Quando a inflação aumenta, o BC aumenta os juros provocando uma redução na atividade econômica. Com juros altos, as empresas investem menos, o consumidor compra menos, ocorre um aumento no desemprego, queda da renda, e a atividade econômica se retrai.

Por conseguir atuar apenas sobre os preços livres, a dose de política monetária é tripla. Como a inflação é uma média de todos os reajustes de preços da economia, a queda nos preços livres tem que ser de tal magnitude que compense as elevações nos contratos e no preço dos comercializáveis. Portanto, a dose de juros é bem maior do que em economias estabilizadas e não indexadas.

Há dois efeitos diretos desse aumento de juros. Em uma ponta, há a redução da atividade econômica que, por sua vez, provoca uma queda na arrecadação tributária. Na outra, há um aumento dos serviços (os juros) da dívida pública.

O aumento da dívida pública exige, como contrapartida, um aumento do superávit fiscal, permitindo quitar os juros para impedir aumento maior da dívida. Se a dívida cresce, como proporção do PIB, ocorre um aumento do risco Brasil, exigindo juros maiores para atrair compradores de títulos públicos.

A necessidade de superávit fiscal maior traz, por sua vez, duas conseqüências: do lado da receita exige a criação de mais impostos; do lado da despesa impõe cortes nos investimentos públicos.

Os efeitos combinados desses dois movimentos são mais redução do crescimento e menos investimentos em infra-estrutura –afetando mais duas pré-condições necessárias para criar o clima de desenvolvimento capaz de atrair o investimento externo

Como se pode perceber, a volatilidade cambial, ao sujeitar a economia a desvalorizações no câmbio, compromete todas as pré-condições necessárias para o crescimento e para a atração de investimento externo, ou seja:
- desvalorização cambial, afetando as remessas de lucros;
- redução do crescimento;
- redução dos investimentos em infra-estrutura;
- instabilidade contratual por conta da indexação dos contratos.

Portanto, o grande desafio da economia brasileira é como fugir da instabilidade cambial.

O moto contínuo da crise cambial

A apreciação do real, no início do Plano Real, trouxe de volta o fantasma da vulnerabilidade externa. Até então, o país acumulava superávits comerciais crescentes. A valorização do real liquidou com os superávits comerciais e tornou amplamente negativo o balanço de pagamentos.

Essa situação de câmbio em desequilíbrio levou à ida do país ao FMI em 1998 e, alguns meses depois, à implosão da política cambial regulada da era Gustavo Franco, e sua substituição pelo sistema de “metas inflacionárias” da gestão Armínio Franco.

Em ambos os casos, apostava-se que a estabilidade cambial seria decorrência da consolidação dos fundamentos da economia. Ou seja, a volatilidade cambial não seria intrínseca ao modelo de câmbio livre e vulnerabilidade ao capital de curto prazo, mas decorrência das incertezas sobre os fundamentos da economia.

Essa crença levou, nos últimos anos, a um profundo ajuste fiscal, com enorme aumento da carga de impostos e corte de investimentos públicos, manutenção de taxas de juros extraordinariamente elevadas e a economia patinando sem conseguir sair do lugar. Nem assim o país tem escapado de crises cíclicas, como as do ano passado, quando foi mais uma vez obrigado a recorrer ao FMI para fechar suas contas.

Ano após ano, é adiada a promessa de que, no final do túnel, virá a luz, que o sacrifício continuado será compensado com o espetáculo do crescimento, à medida em que caia o “risco Brasil”, aumente o valor dos títulos da dívida pública, o financiamento externo fique mais barato e o investimento direto retorne ao país.

Afinal, o que estaria ocorrendo de errado com esse modelo?

No organograma você tem um esquema simplificado do funcionamento da política econômica nos últimos quatro anos e meio.

1. A vulnerabilidade externa torna o país dependente de capital volátil.

2. A cada crise interna ou externa esse capital sai bruscamente do país provocando uma desvalorização abrupta do câmbio.

3. A desvalorização cambial provoca dois fenômenos simultâneos. De um lado, aumenta a inflação, exigindo taxas de juros mais elevadas para conter a alta de preços. De outro lado, estimula as exportações, inibe as importações, gerando mudanças positivas no saldo comercial.

4. Taxas de juros atraentes, de um lado, redução da vulnerabilidade cambial (através do aumento do saldo comercial) de outro, atraem de novo o capital volátil de curto prazo.

5. A entrada do capital volátil provoca uma valorização do real, pelo aumento da oferta de dólares. Essa valorização expulsa parte dos dólares que entram através das exportações. E o país fica novamente dependente de capital volátil.

6. Mas o BC confia que, ao não interferir no livre fluxo de capitais, ampliar o superávit fiscal e comprometer-se em “matar e esquartejar” a inflação, consolida os fundamentos necessários para que esse capital de curto prazo se estabilize, reduzindo a sua volatilidade e criando as condições para a entrada futura do capital de investimento. Repare que, nesse modelo, pelo menos um dos fundamentos é prejudicado: o da vulnerabilidade externa.

O ponto central de discussão é até que ponto o capital volátil responde racionalmente à melhoria dos fundamentos da economia. Até que ponto será possível atender às expectativas do capital volátil sem que, sempre no meio do caminho apareça a pedra de uma nova crise cambial jogando fora todo o esforço do período anterior.

O “caro” e o “barato”

Na semana passada escrevi uma coluna mostrando a lógica que rege os fluxos de capital volátil. Por definição, capital volátil é o que procura economias voláteis. São capitais que querem arriscar em ativos de maior risco, para compensar a queda de rentabilidade e a ausência de volatilidade nas economias centrais. A lógica desses capitais é correr risco e tentar ganhar na alta e na baixa dos ativos.

Como tal, eles tratam os investimentos em economias emergentes como ativos financeiros. Não se trata se saber se uma determinada economia está boa ou não, mas se está barata ou cara. Estando “barata”, o capital entra investindo, tentando se antecipar a outros capitais que virão atrás, ajudando a valorizar os ativos.

À medida que a economia passa a depender mais pesadamente desses capitais, a análise de risco de cada investidor não são os fundamentos da economia em si, mas o comportamento de outros especuladores. Sabem eles que, em caso de corrida, quem sair por último morre com o “mico” na mão.

Portanto, a volatilidade cambial é intrínseca a esse modelo. Enquanto perdurar, o país não conseguirá romper o ciclo da crise cambial -> desvalorização -> juros altos e recessão -> nova apreciação cambial -> nova crise cambial.

Daí a se pensar seriamente na mudança do modelo cambial, da forma proposta por economistas seniores, como Yoshiaki Nakano. Em vez do modelo atual, de câmbio apreciado e juros altos, um novo modelo, com câmbio desvalorizado, superávits comerciais robustos e juros baixos.

Medidas

1. Controle da inflação com taxas de juros elevadas. Pressão sobre a dívida interna.
2. Superávits fiscais, visando compensar a pressão sobre a dívida.
3. Livre flutuação do câmbio.

Resultados

1. Redução do risco Brasil e do custo dos financiamentos externos.
2. Retomada dos financiamentos de curto prazo.
3. Na seqüência, retomada dos financiamentos de médio prazo.
4. Criação do clima propício aos investimentos externos.

A política de “metas inflacionárias”

1. Sincronização de expectativas através de modelo macro-econômico.
2. Correlação entre inflação e taxa de juros Selic.
3. Aumenta inflação, sobre a taxa. Cai a atividade econômica, ocorre uma atração de capital volátil que aprecia o câmbio. A combinação de queda na atividade interna e apreciação do câmbio reduzem o ritmo da inflação, fazendo convergir para a meta proposta.

Disfuncionalidade básica: volatilidade cambial
1. Mercado externo estreito, com o câmbio suscetível a movimentos de entrada e saída de dólares.
2. Em momentos de crise, o capital volátil sai do país, e o dólar explode. Como resultado, a inflação aumenta.
3. Ocorre um aumento do risco Brasil e uma queda nos preços dos C-Bonds.
4. O BC é obrigado a aumentar os juros para conservar os capitais.e segurar os preços internos.
5. O aumento dos juros pressiona as dívidas interna e externa obrigando a um esforço fiscal adicional.
6. A soma dessas ações produz um efeito recessivo.

Conseqüências para o clima de investimentos

1. Há frustração do clima de crescimento.
2. O investidor perde dinheiro com a desvalorização cambial.
3. Há um aumento da tributação para fazer frente ao aumento do endividamento interno, por conta dos juros.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Sem categoria Tags: , , ,

Ver todas as notas

39 comentários para “O moto contínuo do câmbio”

  1. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que o COPOM não aumentou os juros após a quebra do Lehman Brothers em função da queda dos preços internacionais, caso contrário não haveria como compensar a correção cambial o que provocaria um aumento da inflação e mais rodada de aumento do Juros da Selic, mas mesmo assim demou até janeiro de 2009 para inicar os corte nos juros da Selic.

    Caso ocorra uma nova brusca correção cambial. não haverá como compensar a alta do dólar, em função dos preços internacionais já estarem baixos, o que levará o COPOM a reagir, elevando rapidamente os juros da Selic.

    É necessário evitar uma queda acentuada do dólar, assim como foi necessário evitar uma alta acentuada do dólar apos a quebra do Lehman Brothers, e para isso o BACEN tomou uma série de medidas para conter uma alta muito forte do dólar.
    Agora diante da queda da aversão ao risco e da atual demanda vinda da China, será preciso reverter as medidas que aumentaram a oferta de dólar no mercado de câmbio, principalmente recomprar rapidamente os US$ 14,5 bilhões das Reservas Cambiais que foram vendidos para conter uma alta muito forte do dólar.

    Além disso não mais realizar leilões de venda de dólares com recompra ou para refinanciar dívida externa privada.
    O Tesouro Nacional deve deixar de usar os dólares das reservas para quitar os compromissos da dívida pública externa, passando a comprar os dólares no mercado â vista para esta finalidade.

    Precisamos reverter rapidamente todas medidas tomadas que impedirão uma lata muito forte do dólar no Brasil após a quebra do Lehman Brothers, inclusive restabelecer o IOF para investimento estrangeiro não residente em renda fixa.

  2. Roberto São Paulo/SP disse:

    Já estamos oitavo mês depois da quebra do Lehman Brothes e os IGPs contunuam apresentando deflação, hoje saiu o IGP-M de maio de 2009 -0,07%, com o IPA apresentando -0,30%.

    A queda da atividade econômica após a quebra do Lehman Brothers impediu um rápido repasse imediato para preços da correção cambial, dos produtos em que não ocorreram queda nos preços internaconais.
    Agora ocorrerá justamente o contrário, a queda acelerá o repasse cambial para os preços internos em função do fraco nível da atividade econômica.

    Qualquer aumento da aversão risco ou a volta do aumento do défict em conta corrente fará inverter a atual queda do dólar, provocando uma fuga do investidores estrangeiro na tentativa de evitar um prejuízo em função da correção cambial, reptindo o comportamento de manda de setembro de 2008.

    Não devemos deixar de novo que os exageros do mercado de forma totalmente iresponsável impeça uma rápida retomada da atividade econômica no Brasil, é preciso corrigir rapidamente a taxa de câmbio.
    Precisamos ante mais nada de uma estabilidade cambial.

  3. Roberto São Paulo/SP disse:

    BBC Brasil, Atualizado em 28 de maio, 2009 – 05:26 (Brasília) 08:26 GMT
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090528_elpais_press_rw.shtml
    Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz ‘El País’
    ………..”Apesar da crise financeira mundial, os investimentos que chegaram de fora do país duplicaram em abril. Os analistas econômicos opinam que, depois de um primeiro trimestre incerto, os investidores estrangeiros estão devolvendo a confiança ao Brasil”, diz o jornal.

    Segundo a reportagem, o fato tem duas explicações. A primeira, que a crise mundial afetou apenas “ligeiramente” o Brasil, e o país poderá crescer em 2010 de 4% a 5%, segundo o ministro (da Fazenda) Guido Mantega”.

    Em segundo lugar, os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e “seguem sendo apetitosos para os investidores”…………………..
    …………………A situação econômica do Brasil e os efeitos da crise mundial também foram tema de um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo diário britânico The Times…………………
    ………………..A segunda transformação, de acordo com Kaletsky, é “a habilidade das economias emergentes de determinar seus próprios destinos, independentemente do sucesso ou do fracasso das políticas econômicas dos Estados Unidos ou da Europa”.
    “Apesar de as economias emergentes não terem conseguido se isolar completamente da crise global, elas conseguiram finalmente refutar o clichê de que quando os Estados Unidos espirram, o mundo pega pneumonia”, diz o artigo…………..

  4. Andre Araujo disse:

    O Presidente do BC continua no seu circuito de palestras, falando platitudes com voz empostada, nenhum pensamento original ou elaborado, apenas lugares comuns como o de dizer que o dolar está caindo em todo o mundo.
    Nada a ver. Um Euro comprava 1,389 dolares na média de Janeiro de 2009 e um Euro compra 1,338 na média de Maio de 2009, portanto o dolar subiu frente ao Euro de Janeiro a Maio de 2009. A moeda chinesa tampouco valorizou-se frente ao dolar, mantem sua paridade artificialmente comandada pró exportação. Em relação às principais moedas mundiais, o Real foi a que teve maior valorização frente ao dolar de Janeiro a Maio de 2009.
    O Presidente do BC continua no seu “road show” particular espalhando
    conceitos que mais confundem do que explicam as trajetórias da politica cambial brasileira. Na sua capacidade de porta-voz do grupo de academicos que determina a desastrada valorização do Real, o Presidente do BC tenta defender o indefensavel sem argumentos, pregando uma politica de não intervenção e neutralidade frente à flutuação que não aplicou no sentido contrario. Quando o dolar começou a valorizar-se a partir de setembro de 2009, o BC interviu pesadamente, esqueceu a neutralidade, jogou 33 bilhões de dolares no mercado sob variaveis instrumentos, não era neutro para cima mas prega conceitualmente a importancia da neutralidade no sentido contrário. Comprou ridiculos 2,5 bilhões de dolares em Maio, uma irrelevancia frente ao volume do mercado brasileiro, era melhor não fazer nada para que não se diga que do dolar caiu “apesar da intervenção do BC”.Pobres argumentos. Vão detonar a exportação de manufaturados e nem sabem explicar porque fazem isso. Falta convicção e sobra mediocridade no BC, o Governo assite impassivel ao derretimento da industria e ao triunfo da especulação.

  5. Jose Carlos Ritton Correa disse:

    Muito bom e realmente didático o seu artigo; é verdade que poderia ser mais “povão”, mas mesmo assim é bom ver que existem pessoas capacitadas e com interesse em repassar conhecimentos pouco divulgados.
    Gosto de seu trabalho desde o tempo do Jornal da Bandeirante. É uma pena que hoje não tenhamos pessoas como você nos telejornais tão tendenciosos e que nos emburram tanto.
    Gostaria de sugerir que fosse feito uma análise do governo Lula, neste mesmos moldes.
    Obrigado pela oportunidade.

  6. alexandre a. moreira disse:

    è o subprime dos especuladores brasileiros. Com o abaixo assinado de Lula, o que é mais incrível!

  7. Roberto São Paulo/SP disse:

    O Estado de S.Paulo, Quinta-Feira, 28 de Maio de 2009
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090528/not_imp378068,0.php
    Coutinho: ”É possível evitar alta sem mexer no câmbio”
    Operações específicas evitariam valorizar a moeda sem interferir no câmbio flutuante, diz presidente do BNDES
    Celia Froufe
    O Banco Central pode, por meio de operações específicas, evitar a continuidade de valorização do real sem interferir no regime de câmbio flutuante. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao deixar a audiência pública conjunta de várias comissões do Senado convocada para discutir os impactos da crise econômica……………
    ………. “É importante para a competitividade da economia que sejam minimizados os efeitos das forças que impulsionam a valorização do real, mas mantendo o câmbio flutuante”, disse Coutinho. “Esta é uma tarefa do Banco Central, que pode ser feita por meio de operações do Banco Central.” Coutinho não disse, porém, quais operações específicas o BC poderia fazer para conter a valorização do real ante o dólar, que tem motivado uma onda crescente de críticas de exportadores.

    Segundo o presidente do BNDES, o real vem sendo avaliado no exterior como uma moeda forte em potencial. “Esse é um problema para todos nós.” Apesar de ser uma notícia positiva, de acordo com Coutinho, porque mostra a confiança dos investidores no Brasil, o efeito de uma sobrevalorização da moeda brasileira “não é tão bom”.

  8. Chato Feliz disse:

    Triste não haver muitos blogs como esse. Aprende-se muito aqui.

  9. Sanzio disse:

    Análise de fôlego, para a qual sinto-me incapaz de emitir qualquer opinião. Mas tenho algumas perguntas:

    - a situação atual da economia brasileira (balança comercial, balanço de pagamentos, taxa de juros básicos, taxa de câmbio etc.) pode ser equiparada às de 1999 e 2003?

    - até então, as crises externas eram pontuais e em paises periféricos. Hoje a crise é global e atinge principalmente as economias centrais. Isso afeta a análise, e de que forma?

    - Neste momento não se vislumbra uma flutuação cambial da magnitude da do exemplo (dólar a R$ 3,40) a menos que haja uma catástrofe. Nem uma apreciação artificial, como em 1999, que manteve a paridade cambial ao redor de R$ 1,20. Isso é correto?

    - Ainda não consegui entender como calcular e, principalmente, como manter uma taxa de câmbio “ideal”. Isso é possível num mundo altamente financeirizado e globalizado?

    - Com a crise global, os preços dos produtos “comercializáveis” parece que inverteram a lógica exposta no artigo de 2003. Num primeiro momento, à medida que o dólar derretia no mundo todo os preços das commodities explodiam, e o oposto ocorria no momento seguinte. Como compatibilizar essa situação com o restante da análise?

    Não sei se minhas perguntas são pertinentes ou se não passam de bobagens.

  10. Neves disse:

    A casa da mãe Joana, de volta e sempre:

    Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz ‘El País’

    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/05/28/brasil-volta-ser-paraiso-dos-investimentos-estrangeiros-diz-el-pais-756067963.asp

    Fui ler a matéria para ver se estavam aportando no país novas fábricas, investimentos diretos em infra-estrutura, enfim coisas que provocam empregos e bem estar para os pobres brasileiros. Aí entendi quais são os “investimentos” que os estrangeiros procuram. Diz a matéria:

    os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e “seguem sendo apetitosos para os investidores”.

    Investimentos de vento, mais vazios do que pastel da Central. Na verdade, é o pastel do Banco Central, o último refúgio do oba-oba neoliberal do planeta.

    Está provado, neoliberal adora o estado para se sentir amparado. Estado mínimo significa a teta exclusiva para eles.

  11. H. A. S. disse:

    Nassif,

    Gostaria de agradecer por esse “post”. Foi um dos mais esclarecedores. Conseguiu mostrar a armadilha formada pelo tripé (metas de inflação, juros altos e câmbio flutuante) da política econômica muito bem. Deveria ter batido um pouco mais no BC que sempre q aumenta os juros joga a culpa na inflação e não explica de onde ela vem. Até que ponto isso é defesa de interesse, até que ponto isso é política monetária?

    Também muito preciso sua proposta em relação ao aumento do saldo comercial como forma de aumentar a receita em dólares. Vejo que o Governo vem bancando esse objetivo quando permite as fusões que vem ocorrendo ultimamente. Não seria uma forma de tornar nossas empresas mais competitivas externamente? O LESSA qdo estava no BNDES já vinha tentando implementar, porém não conseguiu e o COUTINHO acho que vem sendo mais feliz nessa empreitada.

    FInalmente, com U$ 200 bi de reservas, não seria muito oportuno voltar ao câmbio fixo?

  12. Paulo de Freitas Dias Filho disse:

    Muito didático o artigo.

    Ele desnuda, pra desespero dos petistas empedernidos, como o governo Lula também não tem um plano nacional estratégico de desenvolvimento(nos dizeres do Bresser).

    Claro, o atual governo deixou uma importa semente indelével que é a do protagonismo das políticas sociais. Mas para obter essa concessão, compensou fartamente o setor rentista.

    Aliás, o único erro de análise do Bresser foi apostar que o Alckimin(eu também era igualmente ingênuo…rs) seria o estadista que mudaria o rumo econômico do país. Lembro de uma coluna dele na Folha onde, à luz do episódio do mensalão, profetizava que o Lula não se reelegeria, cabendo ao candidato do PSDB, virtualmente eleito, recolocar o país nos trilhos.

    Mas estou otimista, Dilma(Minha candidata hoje) ou o Serra irão avançar na composição de uma política econômica mais condizente com as necessidades do país.

  13. Vladimir disse:

    Você poderia informar quanto aqueles que venderem os seus dólares no piso irão ganhar quando o dólar voltar a subir.
    Vender na alta e comprar na baixa é o sonho de todo investidor. Como sabemos ,poucos acertam na mosca. Assim,não há porquê falar nas máximas e mínimas. O que vale nestas operações é o preço médio e,neste sentido o país com certeza não perderá nada e poderá ganhar muito,já que é ele que acaba determinando a ghora de intervir ou não no mercado através do BC.

  14. sebastião disse:

    boa mas, a verdade é que já faz um bom tempo que o dinheiro tornou-se virtual, “ha tem uma crise, vamos liberar x bilhões”, mas de onde? como? já não existe lastro mais, todo mundo fala o que quer, “vamos aumentar a taxa” , “agora vamos abaixar a taxa” e fabrica-se dinheiro virtual, o que aconteceu nos EUA foi simplesmente isso, na hora que teve que fechar a conta o dinheiro não existia e volto a dizer Nikolai está ai com mais uma. já tirou dinheiro do BNDES com a primeira rodada da SADIA e agora esta preparando uma magistral operação e é por isso que estamos tendo uma espetacular onda de “dinheiro externo”.

  15. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que a questão Central é não deixar o mercado fazer o que quiser com a taxa de câmbio.
    O BACEN tem várias ferramentas para manter uma maior estabilidade cambial, e já demonstrou depois da quebra do Lehman Brothers algumas destas ferramentas.

    Não há como ter um mínimo de planejamento empresarial com esta volatidade, é preciso estabilizar a taxa de câmbio.
    Quando a câmbio desceu a ladeira ao longo de 2007 e 2008, muitas empresas passsaram a importar para reduzir o custo de produção, com a disparada do câmbio começaram a rever este planejamento. Agora com a brusca queda do dólar, elas ficam em momento de indefinição.

  16. Fábio disse:

    É inacreditável que em todas as áreas do governo sempre algum partido queira nomear um “experto” para o setor.
    No BACEN nenhum partido nomeia nem o porteiro.
    Inclusive, nem o Lula manda no BACEN. Nosso Banco Central não é apenas independente é soberano. Existe a República Federativa do Brasil e o Banco Central do Brasil, dois entes soberanos. Decerto que o segundo manda no primeiro, mas isso são detalhes…

    E não é apenas no Brasil, no berço da democracia Wall Street manda e Washington obedece…(…)

  17. Hugo Prestes disse:

    Os modelos cambiais que mais tem obtido sucesso são os com CÂMBIO ADMINISTRADO(não engessado artificialmente em microbandas com o câmbio apreciado),por produzir à tão sonhada estabilidade cambial, ao invés de câmbio flutuante, como os da Índia e China à mais de 15 anos e também talvez não por coincidência, são exatamente
    as duas economias com as maiores taxas de crescimento!
    Porque será ou quais interesses tem de atender o BC,que a nossa politica câmbial,tem de se diferenciar, exatamente de parceiros do BRIC que estão dando certo?

  18. Hugo Prestes disse:

    Parabéns Nassif,acho que vc deve bater mais nesta tecla do câmbio,pois tenha certeza que ela é um dos maiores entraves do desenvolvimento da nossa economia, pena que por unanimidade(burra)se admitiu por todos estes anos, que só existia uma solução fora câmbio engessado era o câmbio EXTREMAMENTE FLUTUANTE!
    att
    Hugo Prestes

  19. Ximbica disse:

    Nassif,
    pq não se cria uma regra aonde o investidor estrangeiro é obrigado a comprar simultaneamente os dólares q. vende?
    Sujeito vende hoje 1 milhão à 2,00 e na mesma operação ele já re-compra os mesmos dólares á 2,00 tb.
    Fica essa regra só para capitais especulativos que são os que realmente prejudicam e artificializam os ativos.

  20. Legal disse:

    Nassif,

    Vc ou algum comentarista do blog sabe se e possivel investir na taxa reais/dolares via Forex? Alias, o Forex e uma ferramenta confiavel? As empresas sao idoneas?

  21. Antonio Alvaro Guedes disse:

    O Brasil não é um país capitalista, é um país, como diz(ia) o Joelmir Betting, “capinanceiro”.
    Antes das CC5 no balanço de grande parte das empresas o item “operações financeiras” era maior que a atividade fim das mesmas.
    A justificativa que as CC5 acabou com os doleiros é uma balela, sempre haverá um caixa dois ou três e a lavagem de dinheiro.
    Hoje grande parte das aplicações de “estrangeiros” é na verdade de brasileiros no exterior. Não aparece nos balanços.
    O princípio clássico da “segurança, liquidez ou rentabilidade” não é mais excludente entre si. Pode-se ter as três, basta a desregulamentação hoje existente nas aplicações especulativas no mercado de capitais. Capital de risco só os do BNDES e dos fundos de empresas estatais.
    Super dimensionando o custo de implantação de um projeto, o dinheiro que sobra cobre a “contra partida” que ainda é coberta por incentivos fiscais, doação de terrenos e infra-estrutura por parte do governo (estadual, municipal ou federal) e fazem parte das “garantias” que são complementadas por imóveis superavaliados.
    No final, praticamente não há risco. O dinheiro que originalmente serviu para cobrir o item “capacidade financeira” própria e ainda podendo ser complementado com as sobras da captação de baixo custo, vai para a especulação, não da empresa mas do dono(s).
    È o truque das empresas pobres dos donos ricos. Sob o pretexto de gerar empregos o BNDE original acrescentou o S social. Uma empresa moderna e eficiente gera poucos empregos. Com a elisão, incentivos fiscais, isenção de impostos à coisa vira uma festa.
    É preciso sempre lembrar, sempre, que as empresas não pagam impostos, quem paga é o consumidor final. Pensar que empresas estrangeiras têm todos estes benefícios e ainda remetem lucros para o exterior é uma tragédia.
    A fonte mais justa de arrecadação a CPMF foi abolida, e não se tem notícia de um só produto que tenha reduzido seu preço ao consumidor.
    Quem sofre de verdade são as micro, pequenas e médias empresas (as que geram empregos) que para financiarem seu capital de giro tem de recorrer as factorings ou ao cheque especial e a agiotas informais. Quase todas quebram ou já estão quebradas.
    Os bancos brasileiros e os que aqui estão (exceto*parcialmente e agora* os estatais) são parasitários. A aversão ao risco transcende ao capitalismo. Seu sucesso “administrativo” se deve aos juros pornograficamente altos. Não financiam a produção, bens imobiliários, etc.
    Preferem ”financiar” a rolagem de uma dívida cada vez maior do governo (sociedade). Pensar que toda nossa dívida não está alicerçada em ativos, infra-estrutura, imóveis (déficit habitacional), educação etc. é terrível. É um jogo que, num momento, todos vamos perder.

  22. Alexandre Leite disse:

    “Quando a situação externa torna-se insustentável, saem em fuga do país, provocando a desvalorização do real. Para segurar os capitais o governo aumenta os juros.”

    Mas eles saem perdendo dinheiro e o Copom não aumentou juros nesse período, ao contrário.

    Câmbio flutuante tem muitos problemas, mas eles são infinitamente menores que controlar ou fixar taxas ou bandas.

    Pior que o período 1999-2003, foi o 1995-1999.

  23. Paulo Alvim disse:

    Em tese, tudo bem, Nassif. E vc alertou há anos, etc.
    Só que, desta vez, o Dólar está desvalorizando por si só, por conta da crise americana (déficit externo estratosférico, défict interno crescente, falências de grandes empresas, enfim…). Quem os tem a montões, como a China, trata de trocá-los por ativos (comprando commodities do Brasil, por exemplo); outros, sem melhor opção adquirem agora ações na Bovespa, porque baratas, procedimento mais que normal num mercado globalizado.
    Diante do caótico quadro, visar a uma taxa de câmbio que implique a desvalorização do Real frente o Dólar, torna-se um paradoxo.
    Pergunto: efetivamente, o Brasil poderia fazer o quê?

  24. Diógenes Sá disse:

    “Se ocorre desvalorização cambial, para um mesmo lucro em reais haverá menos dólares a serem remetidos”.
    De onde surgiu esta matemática? Moeda se estima pela quantidade de papel? Será que é pelo número de papel? Ou será pelo peso?
    Assim qualquer idéia serve de demonstração à teoria em discussão.
    Este não pode ser um pensamento econômico admissível ou sequer visível, deve originar-se em falácias liberais, neoliberais ou monetaristas.
    Qualquer que seja a moeda, ela é estimada pelo seu poder de compra.
    Esta é uma lógica contábil que só faz sentido quando a análise é estritamente local e individualizada, como está no exemplo.
    Propor que se inflacione o Real, ou seja, a desvalorização cambial e dizer que isso é conveniente, é positivo, é proveitoso para a economia brasileira é no mínimo insensato.
    Os investimentos de empresas privadas ou públicas de constituição multinacional ou transnacional são em moeda forte, portanto não tem cabimento fazer uma avaliação sobre transações de tais empresas com base em moeda local, ainda mais quando a base de cálculo é a quantidade de moeda ou o peso da moeda ou o número de moeda. Moeda para a economia só pode ter uma estimativa que é o seu poder de compra. Portanto, esta relação diz respeito exclusivamente com o que se compra e vende ao exterior. Não importa se a transação é feita no mercado de bens e serviços ou no mercado financeiro.
    “A apreciação cambial permite lucros estrondosos para quem especula com dólar. Ganha na isenção de tributação para aplicar em títulos públicos, ganha nos juros, ganha na saída, ao converter os reais para dólares mais desvalorizados Esta conclusão também não é verídica basta analisar o que ocorreu com os bancos Marka e FonteCindam: “O banco Marka ficou insolvente com a desvalorização cambial de 1999. Assim como outra instituição financeira, o FonteCindam, do ex-diretor do Banco Central, Luiz Antônio Gonçalves, o banco apostou na estabilidade do real, enquanto as demais instituições financeiras se prepararam para a alta do dólar”. “Com base no princípio de prudência de que era necessário evitar que a quebra dos bancos elevasse o nervosismo no mercado em um momento de bastante estresse, a diretoria do BC realizou operações de venda de contratos de dólares futuros ao Banco Marka, ao preço de 1,275 real por dólar, e ao Banco FonteCidam, ao preço de 1,322 real por dólar. O preço da operação com o Banco Marka foi definido pela área técnica do Banco Central com o objetivo de limitar o prejuízo do banco a um montante exatamente igual ao necessário para zerar seu patrimônio líquido, ou seja, ao máximo que poderia suportar sem quebrar. Como contrapartida o Banco Marka se comprometeu a encerrar definitivamente a sua atuação no mercado financeiro, exigência esta que não foi feita em relação ao Banco FonteCidam. As operações foram realizadas a preços superiores à cotação do dia na BM&F, que foi de R$ 1,25 por dólar. “Se a cotação do mercado futuro de dólares evoluisse rapidamente em direção à cotação do mercado de dólares à vista, de 1,32 real por dólar, o que era possível mas não inevitável se o regime da banda cambial tivesse sido mantido, a posição de contratos de venda de dólares futuros adquiridas pelo Banco Central com a operação com o Banco Marka teria produzido um custo da ordem de 56 milhões de reais, enquanto que a operação com o Banco FonteCidam não teria representado qualquer custo, pois já fora realizada com cotação superior ao teto da banda. Em virtude, porém, da introdução da livre fluturação cambial, que ocorreu já em 18 de janeiro de 1999, e da elevação posterior da cotação do dólar, que a rigor não se podia prever com certeza no momento em que as operações foram feitas, elas terminaram produzindo um custo muito maior para o Banco Central, estimado de 1,5 bilhão de reais. (…), Wikipédia.
    Donde se pode concluir que a desvalorização do Real beneficia sempre o esperto especulador ou aos que realmente tem competência para analisar as tendências de mercado. A competência faz parte do negócio. A esperteza e a especulação não. Então, devemos desvalorizar o Real ou a desvalorização cambial? É isso que o exemplo está pregando?
    Os números enganam quando não são devidamente manipulados e analisados.

  25. Piki disse:

    Nassif,
    estava aguardando seu comentário a respeito do cambio. Até que demorou.
    Te pergunto uma coisa.
    Como segurar o cambio se o dolar indexx está desabando? O dolar está perdendo muito valor. Não tem como segurar.
    Vc sugere fazer isso artificialmente? Sei que seria ótimo p/ a industria e p/ agricultura mas, não tem como. O dolar está sendo amassado de todo lado

  26. Homo Brasilis disse:

    “Ao participar de audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o processo de desvalorização do dólar que vem ocorrendo no Brasil é um bom sinal para o país, porque mostra a confiança de investidores externos na economia nacional. Mantega acrescentou que o lado negativo, no entanto, é o encarecimento das exportações brasileiras, como consequência do real mais caro.

    Segundo o ministro, nos últimos três meses houve desvalorização da moeda americana de 17,76% e, nos últimos 30 dias, de 9,84%. Para ele, o lado positivo da crise financeira internacional é que ela pode trazer oportunidades. Como exemplo, ele citou a consolidação da economia dos países emergentes e a aceleração de mudanças na área, como o acúmulo de reservas internacionais.

    O ministro acredita que o Brasil pode ultrapassar os US$ 205 bilhões em reservas de que dispõe hoje. Outra oportunidade com a crise, segundo Mantega, é o enfraquecimento do dólar, do euro, da libra e do iene, fortalecendo ainda mais as moedas chinesa e brasileira.” – matéria do Correio Brasiliense, de hoje.

    Como veem, é jogo bruto. Valorizar o dólar, como sustenta Nissif, para baratear nossos produtos é faca de 2 gumes, pois a moeda americana poderá se tornar um mico nas mãos de quem as possua. O Brasil tem mais de 200 bi em reservas, a maior parte em dólares.

    Não lhes parece um contra-senso desvalorizar o Real?

  27. Renato disse:

    Fantástico o texto, Nassif!

    Faço apenas uma observação.
    Para que esse novo tripé – câmbio desvalorizado, superávits comerciais robustos e juros baixos – traga os resultados que se espera, será preciso um notável avanço no ambiente de negócios.

    E, para isso acontecer, na minha opinião, o Estado precisaria melhorar muito a sua parte, principalmente no tocante à estrutura tributária e jurídica brasileira (que, a meu ver, trazem um custo bem maior para a economia que a taxa de juros), sem falar na melhoria do gasto estatal. Se não mexer nisso, o ambiente para negócios mantem-se praticamente inalterado e acabamos caindo na outra armadilha – a de uma política comercial que precisa de dólar caro pra funcionar. Enfim, é como vejo as coisas.

    Se esse ambiente não for mexido, no final das contas, o que vai sobrar do tripé será apenas o real desvalorizado, com todos os brasileiros pagando a conta.

  28. Homo Brasilis disse:

    O texto de Nassif é fantástico, como disse Renato (às 16h59). E, de fato, é. Mas é teórico.
    Sustenta-se em providências dependentes de delongas mil. Acrescente-se ainda, e principalmente, a impossibilidade de consolidarem-se os superávits para que não fiquemos reféns de capitais voláteis – uma utopia, convenhamos. A crise de agora, por exemplo, parou com o mercado. E aí, como é que faz para continuar produzindo saldos positivos na balança comercial?
    Melhor entrar algum dinheiro, mesmo especulativo (smart-money), do que nenhum, pois nossas reservas, hoje em torno de U$ 200 bi, são sangradas anualmente, via remessa de lucros, em cifras que giram pelos U$ 60 bi.
    E melhor é tê-las, mesmo que dela participem dólares especulativos, do que sem elas precisarmos do FMI.

  29. Fabio Passos disse:

    Rapaz… basta ganhar um tiquinho de fôlego que os neoliberais põem novamente tudo a perder.

    Permitir que o dolar volte a comprometer nossa competitividade em um momento de aguda crise… é um crime.

    Como pode este Henrique Meirelles?

    É muita irresponsabilidade com o Brasil.
    Uma judiação.

  30. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que preciso manter a maior parte as Reservas cambiais na mesma moeda em que é realizada a dívida externa pública e privada, uma coisa anula a outra em caso de svalorição ou valorização.
    A economia americana está passando por um processo de grande ajuste econômico e depois vai voltar crescer e atrair investimento o que deve valorizar o dólar em elação as demais moedas.

    De qualquer maneira só precisaremos diversificar nos Reservas Cambias quando e se elas ficarem muito acima do passivo externo em dólares.
    Pois se ddólar se deesvaloriza, diminui nossas dividas externa e se o dólar se valoriza as nosss dívidas externa aumenta.em relação ao real.

    Creio que no mercado a vários de investidores e até especuladores.
    O que estamos vendo no momento em relação ao Brasil é um intenso movimento dos especuladores, que as demonstrações dadas pelo BACEN de aceitar este jogo especulativo estão incentivando.
    Este movimento leva a formação de Bolhas econômicas, que já chegou a quebrar muitas economias, a mais recentete foi a poderosa economia americana, que hoje está literalmente de joelho.
    O fato é que o investidor de longo prazo que busca o mercado de ações na maioria das vezes para garantir uma aposentadoria mais tranquila e que ajuda o financimetno das empresas está longe do mercado no Brasil e no Mundo.

    O que estamos vendo é uma intensa disputa dos especuladores mais ousados alimentada pelas atitudes do BACEN, pois até aqueles especuladores mais conservadores estão fora do mercado, tamanha a volatilidadde.

    Hoje há uma discussão intensa de como regular o mercado para evitar as bolhas econômicas, não se discute se vai regular, mas sim com irá regular.

  31. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que da mesma forma que no Cãmbio no caso dos juros da Selic precisamos de uma taxa de equilíbrio e manter os juros reais, para incentivar a poupança interna e remumerar o depóstios destinados a aposentadoria.

    O que devemos impedir é que o jogo especulativo do mercado financeiro domine as relações econômicas e contionue a formar bolhas na economia.
    Não podemos ficar novamente a mercê das vontades dos especuladores do mercado financeiro.

    Precisamo e podemos praticar juros da Selic ao redor de 3% a 4% reais e de uma estabilidade cambial;
    O Processo de negociação da importações e exportações levam meses em alguns caso anos para se concretizar, além disso a estabilidade cambial é fundamental para manter a estabilidade dos preços. internos.

    O que estamos vendo é que a inflação na média tem ficado dentro da meta, mas ainda estamos longe de estabilidade geral dos preços.

  32. Tuaregue Alemão disse:

    Copiemos quem faz bem:

    China amplia incentivos à exportação

    O Conselho de Estado da China anunciou na quarta-feira medidas adicionais de políticas, que incluem a expansão do seguro de crédito à exportação, redução de impostos e mais estímulos financeiros, para ajudar os exportadores. A reunião foi presidida pelo premiê Wen Jiabao. O governo fornecerá um valor de US$ 84 bilhões em curto prazo em seguro de crédito à exportação, para ajudar as sociedades comerciais a aumentar as exportações. As políticas fiscais preferenciais e redução de taxas irão principalmente para setores de mão-de-obra intensiva e de alta tecnologia, para proteger a participação de mercado mundial.

    Clique aqui

    Leia mais »

  33. Mario Cesar disse:

    Prezado Nassif,

    Sem ser economista, tenho convicção, entretanto, que a única saída para acabar com esta bagunça cambial, que ARREBENTA QUALQUER PLANEJAMENTO DE QUEM PRODUZ, é ESTABELECER O CONTROLE DE ENTRADA E SAÍDA DE CAPITAIS.

    Esta baderna de entra quem quer, para fazer o que quiser, e sair do jeito que quiser, é muito bom para quem tem CACIFE ALTO.

    Dinheiro só é bem vindo para investimento ou para empréstimos aos setores produtivos da economia. O resto é conversa fiada de quem ganha com oscilações de preços. E ganham mais quanto maiores as oscilações.

    Gostaria de saber se vão devolver o dinheiro roubado da Sadia, da Aracruz, da VCP e outros que quase quebraram por causa de uma desvalorização irresponsável do real, agora que a moeda ameaça voltar aos patamares que tornavam suas operações (especulativas!) lucrativas.

    Abraço,

    Mario Cesar

  34. Egomet disse:

    Sr. Nassif, tambem acho que o que se deve desejar como meta e’ uma estabilidade cambial e todos sabemos que ela so’ deve acontecer em cambio-livre, para que seja verdadeira, tenha valor, serventia. A estabilidade nao pode ser obtida por decreto ou manipulacao – o que vem a dar no mesmo.
    A valorizacao atual do Real (que equivale a ocorrida desde o inicio deste Governo em 2003) acontece espontaneamente, como fruto do bom momento pelo qual o Pais passa. Ela e atestado de reconhecimento, de confianca, de maturacao de investimentos e de aplicacao de credibilidade.
    Parece-me que cada momento na Economia deve ser visto com criterios singulares, para aquele momento. A exemplificacao, que o senhor nos trouxe, e’ de um periodo bastante ruim, onde o Brasil estagnou, enquanto esgotava emprestimos e mais emprestimos num desvario, ali sim, cambial e governamental. Qualquer movimento de arrumacao das cartas nesse momento rompe com tudo. Quem esta se desvalorizando e o Dolar e por razoes tao conhecidas, que nao se as discute aqui; a valorizacao do Real e consequencia disso.
    Tradicionalmente, historicamente, todas as maiores e mais duradouras economias do Mundo tiveram suas moedas grandemente valorizadas ante as demais (e isto em cambio-livre): Estados Unidos, Inglaterra, Franca, Alemanha, Canada, Japao, modernamente a Zona do Euro…
    Se sairmos pregando por ai que e necessario conter a valorizacao do Real, manipulando o cambio, corremos um serio risco (para minha conviccao, erramos violentamente) porque pode ser que seja a hora e a vez do Brasil. Porque, convenhamos, despir um santo para cobrir outro nao e la muito producente. E, na medida em que se contem a valorizacao – espontanea, repita-se – do Real, para favorecer aos exportadores, estamos desfavorecendo aos importadores e ao povo brasileiro como um todo.
    Nao e necessario lembrar que, se algumas industrias de exportacao geram bastantes empregos e divisas, todo o restante da industria que nao exporta, mais os importadores e todo o comercio geram muito mais empregos e divisas; logo…
    Acresce ainda, que a valorizacao da nossa moeda aumenta o poder aquisitivo do povo, gerando beneficios inumeraveis; enquanto que a valorizacao do Dolar, ao mesmo tempo em que empobrece o povo, joga por terra todos os esforcos que o Governo fez ate hoje para aumentar o salario e a renda da Nacao.
    Sinceramente, nao creio que tenhamos no cambio qualquer motivo de preocupacao, qualquer motivo para mudar a conducao dos passos espontaneos que a Economia brasileira vai dando por si mesma.
    O que vai acontecer, se sozinha ela continuar a caminhar, e’ que num dado momento ela vai achar o seu ponto ideal e o tao sonhado equilibrio cambial (no dizer de todos os economistas) vai se mostrar.
    Ai entao, os que exportam deverao habituar-se a produzir e negociar com base nesse equilibrio. E os que importam, juntamente com o comercio e o povo em geral, vao tambem conhecer seu proprio equilibrio e estabelecer seu modus vivendi baseados nesse mesmo equilibrio.

  35. Homo Brasilis disse:

    Maria da Conceição Tavares já morreu e não sabe. Ela orneja sempre que pode, repetindo-se às vezes, corrigindo-se outras, mas sua cabeça não evoluiu com PT moderno. Ela é meio xiita.

  36. FJT disse:

    Quanto ao ítem “estabilidade cambial”, a análise estaria correta na situação particular em que as flutuações cambiais se devem unicamente à instabilidade do real. Ou seja, o dólar no mercado externo permaneceria estável em relação a outros pontos de referência (como os preços de comodities, por exemplo). E o real flutuaria em relação a estes referenciais, ou seja, ao dólar. A concepção inicial do câmbio flutuante foi para se ajustar a este tipo de conjuntura, aparentemente uma forma de engodo.

    Mas, o que estamos vivenciando atualmente não é a flutuação apenas do real, mas principalmente, a própria moeda de referência, o dólar, está flutuando acentuadamente, notadamente em relação aos comodities. E o câmbio flutuante, paradoxalmente, vem absorvendo estas flutuações e amortecendo os impactos negativos dentro do nosso mercado interno.

    Observando os investimentos sob a perspectiva dos investidores, é óbvio que nenhum deles traria recursos ao país para ter prejuízos. A lei que impera entre todos é a maximização dos lucros, e a minimização dos prejuízos. Com as atuais turbulência externas, quem traz investimentos externos em dólares para cá, estaria analisando não apenas os rendimentos que obteria, mas também a desvalorização destes dólares no mercado internacional durante o período da aplicação.

    Se, por exemplo, o seu capital inicial fosse suficiente para adquirir um determinado patrimônio físico, e após o período em que ficou aplicado e a posterior reconversão em dólares, se verificasse que aquele patrimônio, e não apenas aquele mas vários outros semelhantes, teve uma valorização muito superior devido à inflação do dólar, ele pensaria duas vezes antes de investir por aqui outra vez. Por outro lado, se aquele patrimônio não passasse de uma bolha especulativa prestes a explodir, a decepção poderia ser até maior.

    Os ataques predatórios aos patrimônios nacionais, com fluxos e refluxos abruptos de dólares, parece que são de outra natureza. Aparentemente são coordenados por quadrilhas especializaods em rapinagem internacional, com a conivência de operadores internos de alto escalão nos governos. Após os ataques aos países da América Latina, Rússia, entre outros, não pouparam nem os loiros de olhos azuis islandeses.

  37. Rubem Pereira disse:

    E ai vai a sugestão de mais um leigo na parada! Uma vez que o pais vai ter perdas significantes com mais esse ataque especulativo, não seria o caso dos nossos dignissimos representantes estarem pensando em medidas para evitar esse prejuízo para a nação “EXISTE HORA MELHOR PARA EFETUAR ALGUMAS MUDANÇAS NAS REGRAS DO JOGO PARA NOS PROTEGER” garanto que lá fora as grandes nações estão atentas a esta questão. Por favor pessoal vamos focar na defesa e crescimento do BRASIL!

  38. andre disse:

    Se meirelles baixar 3 pontos na selic, resolve se ja muitos problemas, juro bancário cai, aumenta consumo, diminui desemprego, pais sai da crise, especuladores fogem, real valoriza, exporta se mais. Inflação esta controlada, capacidade instalada inutilizada, Meirelles tem medo do que? De um povo miserável comprar mais? de diminuir a violencia? Ou é jogo politico?

Voltar ao topo