A luta contra a apreciação cambial
Por Roberto São Paulo/SP
O Estado de S.Paulo, Quinta-Feira, 28 de Maio de 2009
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090528/not_imp378068,0.php
Coutinho: ”É possível evitar alta sem mexer no câmbio”
Operações específicas evitariam valorizar a moeda sem interferir no câmbio flutuante, diz presidente do
BNDES
Celia Froufe
O Banco Central pode, por meio de operações específicas, evitar a continuidade de valorização do real sem interferir no regime de câmbio flutuante. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao deixar a audiência pública conjunta de várias comissões do Senado convocada para discutir os impactos da crise econômica……………
………. “É importante para a competitividade da economia que sejam minimizados os efeitos das forças que impulsionam a valorização do real, mas mantendo o câmbio flutuante”, disse Coutinho. “Esta é uma tarefa do Banco Central, que pode ser feita por meio de operações do Banco Central.” Coutinho não disse, porém, quais operações específicas o BC poderia fazer para conter a valorização do real ante o dólar, que tem motivado uma onda crescente de críticas de exportadores.
Segundo o presidente do BNDES, o real vem sendo avaliado no exterior como uma moeda forte em potencial. “Esse é um problema para todos nós.” Apesar de ser uma notícia positiva, de acordo com Coutinho, porque mostra a confiança dos investidores no Brasil, o efeito de uma sobrevalorização da moeda brasileira “não é tão bom”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: câmbio, Luciano Coutinho

Com essas e com outras, o Luciano Coutinho está se posicionando para ser convidado e aceitar assumir o BACEN, provavelmente já em setembro próximo.
Pergunta ao Nassif:
1) É o melhor nome para ssumir o BACEN?
2) Caso assuma, podemos esperar taxa de juros entre 7% a 8% a.a. ainda em 2009?
Ora, para eitar a valorzição do real sem mexer na taxa de câmbio é só diminuindo mais rapidamente os JUROS!!!!
Me parece que o objetivo do Meirelles é o contrário, mas como nã há espaço para manter a taxa de juros, ele diminui bem vagarosamente…
Valor Online, dilvulgado pelo Último Segundo do IG, 28/05/2009 – 07:47
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/28/governo+abre+linha+de+credito+para+o+pac+6389927.html
Governo abre linha de crédito para o PAC
Raquel Ulhôa | Valor Econômico. Colaborou Paulo de Tarso Lyra
BRASÍLIA – A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), anunciou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a abertura de uma linha de crédito exclusiva para financiar empresas que tenham contrato com o governo para execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que estejam com falta de recursos. A decisão de Lula foi tomada ontem, em reunião sobre o ” PAC: metrô, saneamento e habitação ” , a partir de proposta apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A medida ainda precisa de ” ajustes ” , segundo Ideli, e deve ser formalizada nos próximos dias. A líder do governo no Congresso não sabe precisar quando a linha de crédito estará disponível, mas afirmou que o presidente a quer ” para ontem ” , já que tem interesse em acelerar as obras do PAC.
Ideli disse ter sido informada que a medida não precisará ser submetida à apreciação do Congresso Nacional.
A ideia é que um banco oficial – provavelmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – disponibilize uma linha de financiamento ” para qualquer empresa que tenha qualquer obra do PAC em qualquer Estado ” , segundo a líder no Congresso.
O limite do financiamento será de até 20% do contrato da obra ou até 20% da renda anual da empresa – o que for maior. A empresa beneficiada terá 36 meses para pagar o financiamento e a garantia do banco será o recebível do PAC.
Se a empresa tiver problemas para pagar, o banco receberá diretamente do governo, pela obra executada. Segundo a discussão inicial, a linha poderá ser de R$ 5 bilhões………………………..
O BACEN pode recomprar masi rapidamente os doláres das Reservas Cambiais vendido após a quebra do Lehman Brothers, não renovar as vendas de dólars com direito de compra, asim como não realizar mais leilões de venda de dólares para refinanciar a dívida pública privada, e/ou apertar as normas de exposição cambial das instituições financeiras.
O BACEN também pode solicitar ao Ministério da Fazenda restabelecer o IOF sobre investimento estrangeiro~em renda fixa de não residente.
Ou seja reverter mais rapidamente todas as medidas que aumentaram a oferta de dólar no mercado de câmbio após a quebra do Lehman Brothers, caso o BACEN não tenha percebido, diminuiu a aversão ao risco no mercado internacional.
A entrada do Prof.Luciano Coutinho, de forma sutil mas firme como é do seu estilo, na batalha contra a insanidade da valorização do Real, é um alento para os que defendem a economia produtiva brasileira. Ante o alheamento triunfalista do Ministro da Fazenda, que faz o jogo do contente e nem de relance toca em um tema que parece que não é com ele,, alguem de peso do Governo precisa se posicionar contra esse virus de gripe cambial para o qual não se conhecem antibióticos e que leva à morte da agricultura e da industria. Coutinho preside o banco da economia produtiva que tem como prototipo de devedor o empresariado que emprega e produz. A defesa da sanidade cambial tem tudo a ver com o BNDES. Como o BC joga no time contrário alguem precisa fazer o contraponto, já que não há uma unica voz no Congresso a dar um pio sobre o que faz o BC, os orgãos de cupula do patronato, aonde figuram clones de empresarios fascinados pelo Poder, tampouco se manifestam.
É uma batalha desigual mas o professor Coutinho sabe do que fala e é uma voz de peso. Seria interessante saber o que pensa do assunto o Ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio, que é exatamente o Ministro da economia produtiva.
O BC pode fazer o que faz porque não tem predadores naturais, só uma claque que bate palmas. No Governo os que cuidam dos grandes setores prejudicados, agricultura, mineração e industria, não dão nem um sussurro de descontentamento. A Fazenda vive nas nuvens, não é desse mundo. O Presidente do BNDES falaou o que tinha que falar e falou do que conhece, felizmente não precisaremos a assitir sessões continuas
do monologo aonde o Dr,Meirelles exata as maravilhas do BC do Brasil., farol da economia mundial.
alguem viu o Luciano no roda viva???
O aer humano é volátil.Muda de humor a cada dia.
Eu fico abismado quando querem explicar o inesplicável.
Apenas são as mutações da vida que não há explicação.
Porque se houvess explicação, o mundo não estaria vivendo essa crise sem precedentes.Teriam detectado antes,e não teria acontecido.
Há um clamor de econosmistas e cientistas políticos( profissão nova,fácil e INÚTIL)em profusão pra desvendar o ocorrido.
Ora,se eles soubessem alguma coisa, teriam evitado.Agotra, todo mundo quer colocar a tranca depois da casa arrombada.E o que não falta são chaveiros(economistas e cientistas políticos) que não sabem ABSOLUTAMENTE nada.A cada dia,assim como o mercado,mudam de opinião.
Ser economista,cartomante ou pai de santo é a mesma coisa.
O que me estressa, é que eleas ( embora errando sempre) insistem na profissão de advinho. E como o povo gosta de ouvir o que lhe agrada.as cartomantes,pai de santos,jogadores de tarô e economistas ficam jogando seus dados( Búzio)
Mas eles falam com tanta empáfia,que até parece que sabem alguma coisa.E não sabem nada. Quem sabe antevê.E não ”explicar” depois do ocorrido.
Em vista disso, optei por duas decisôes:
Entre ler as previsões de economistas e jogar na sena, optei pela sena.
entre ler as opniões de economistas e confiar na meteorologia ( que nunca acerta),prefiro colocar uma blusa num dia de sol( acreditando que no dia irá fazer frio)
Mas exato do que eles é comentarista de futebol.Acho que são todos ricos,pois devem acertar a loteria esportiva toda semana.
e melhor ainda é o comentarista do árbrito.Foi impedimento ou não foi? Resposta do comentarista ex árbitrio: Péra aí,deixa-me rever o lance em reprise .
Então,tá.
Não há diferença em nehum deles.Todos jogam,E PERDEM, no mesmo time. e ainda recebem por errar……BARRABÁS!!!
O Conselheiro Acacio do Banco Central vem a dizer, no seu velho e repetitivo estilo, que o controle de cambio não dá certo.A historia economica do seculo XX mostra que o controle de cambio foi operado por muitos paises em várias circunstancias , a Inglaterra teve rigidos controles de cambio no pós guerra, dizer que deu certo ou errado é bobagem pura, foram politicas decorrentes das condições de
gestão economica, não se trata de preto e branco, sucesso ou fracasso, há muitas nuances , avaliações, imbricações com outros fatores.Na analise de uma politica economica é preciso perguntar, é sucesso para quem? Pode ser para os bancos e pode ser fracasso para a industria ou vice-versa, raramente a politica economica é boa para todos. Mas na atual conjuntura nem se usa mais a expressão controle de cambio e sim o de regime de cambio administrado, que é o que atualmente usam os BRIC com exceção do Brasil. Significa deixar o cambio flutuar dentro de uma banda, administrada pelo Banco Central. Russia, India e China operam assim e cresceram mais que o Brasil nos anos dourados 2003-2007. Cambio absolutamente flutuante é coisa de paraiso fiscal, algo que o BC fez o Brasil parecer. Sobre o tema há um interessante estudo dos professores Jose Luis Oreiro e Luciano Lara, com o titulo”" Uma nova politica cambial para o Pais”". No trabalho tambem se propõe a imposição de taxação decrescente para entrada de capitais a curto prazo, quanto maior o prazo de permanencia menor o imposto, medida obvia que paises de politica economica conservadora como o Chile ja usaram, quando necessário (sob a forma de quarentena), visando a desencorajar o capital volatil. Já o BC do Brasil pensa diferente do resto do mundo, quanto mais volatil o capital melhor , vamos incentivar ao máximo o capital motel de alta rotatividade, que é extamente o que está fazendo o Real se apreciar em razão inversa da derrocada da industria e do emprego industrial.