O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times………………
…………A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em “uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo”……………..
………..O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez “dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo”. Leia mais »
A sentença do juiz Ali Mazloum sobre o delegado Protógenes é polêmica e merece esclarecimentos da parte dele.
Conversei agora com Luiz Roberto Demarco, que traz os seguintes dados para análise:
1. No episódio da tentativa de suborno do delegado da Polícia Federal, oferece-se R$ 1 milhão ao delegado para duas missões. Primeiro, o de tirar o nome de Daniel Dantas e familiares do inquérito. Segundo, o de incluir o nome de Demarco. A razão é simples: fornecer à defesa de Dantas o álibi de que o inquérito estava subordinado a disputas comerciais. É ponto central da defesa de Dantas. Leia mais »
Ontem o Instituto Millenium, do Rio Grande do Sul, lançou a campanha “gasolina sem impostos”. Escolheram meia dúzia de postos no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas. Eles vendem a gasolina sem cobrar a CIDE – que será paga pelo Instituto. A ideia é mostrar como o governo tunga os contribuintes com impostos.
A quantidade de postos era irrisória; os ecos na mídia, desproporcionais.
Fazem parte do Conselho de Governança do Instituto Gustavo Franco e alguns próceres da mídia, como Roberto Civita e João Roberto Marinho. O gestor do fundo patrimonial é Armínio Fraga. O Conselho Editorial é composto por Antonio Carlos Pereira – chefe dos editorialistas do Estadão – e do inacreditável Eurípedes Alcântara, da Veja.
A ironia da história é que a CIDE foi criada por um governo do qual faziam parte Gustavo Franco e Arminio Fraga. Foi reduzida recentemente.
É importante haver centros de pensamento liberais de bom nível – assim como de outras tendências. Mas não se pode enveredar pela fabricação de factóides que, em vez de elevar o debate, acabam denotando oportunismo político.
A mineradora europeia Rio Tinto disse, na terça-feira, que tinha chegado a um acordo com siderúrgicas japonesas para um corte de 33% nos preços do minério de ferro para 2009-10, em um negócio que poderia salvar o sistema de negociações anuais dos preços de referência, mas que abre a porta para uma batalha com a China. O acordo com as siderúrgicas Nippon Steel, JFE Steel e outras fábricas japonesas menores chega no momento em que as negociações entre as siderúrgicas chinesas e as mineradoras Vale, do Brasil, Rio e BHP Billiton (Europa), permanecem em impasse, e que se estenderam para além do prazo tradicional de 1 de abril. A China, maior importadora de minério de ferro, está exigindo um corte de 40% a 50% no preço, e seus principais negociadores têm advertido que não aceitam um ajuste menor do que o de “referência”, independentemente do que japoneses, sul-coreanos, taiwaneses e outros europeus tenham acertado. As grandes mineradoras ameaçam ajustar seus preços no mercado spot.
A administração Obama enfrenta pressão crescente para trazer de volta o programa “Compre (produtos) Americanos” aprovado pelo Congresso este ano, entre preocupações crescentes de que alguns segmentos de trabalhadores poderiam ser prejudicados pela ajuda. As medidas de estímulo, de US$ 787 bilhões, exigem que qualquer projeto financiado com esse dinheiro utilize apenas aço, ferro e produtos manufaturados dos EUA. O clamor dos parceiros comerciais fez a lei ser alterada na última hora, enquanto a Casa Branca insistia que isso não viola os acordos comerciais existentes. Algumas empresas e funcionários afirmam que a mudança está se revelando praticamente insignificante na prática.
O Banco Popular da China tornou-se mais cauteloso, embora as orientações do governo (de injetar liquidez) permaneçam inalteradas, disse o presidente do Banco da China, Xiao Gang, O banco é o maior emprestador de divisas. “As taxas de juros estão em um nível comparativamente elevado, considerando os impactos negativos no índice de preços ao consumidor, mas não há sinal de que o banco central vá baixá-los”, disse Xiao, no relatório divulgado no domingo. Xiao acrescentou que os mais de cinco trilhões de iuanes (US$ 730 bilhões) em novos empréstimos que os bancos comerciais disponibilizaram desde o início do ano, ainda não foram totalmente canalizados para a economia real. Xiao não disse onde acha que os empréstimos foram concedidos de forma desobediente, mas analistas acreditam que uma parte pode ter sido afunilada para o mercado de ações para lucros rápidos, de acordo com o relatório.
A economia da Rússia se contraiu fortemente em abril – diminuindo 10,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior – afirmou o vice-ministro Andrei Klepach. Os dados vieram quando os funcionários foram citados como dizendo que a Rússia teria um déficit orçamentário equivalente a 9% do PIB em 2009, acima de uma previsão anterior de 7,4%. A economia da Rússia vinha crescendo graças aos elevados preços do petróleo, que culminou em cerca de US$ 147 o barril no verão passado. Mas, desde então, o preço do petróleo, uma dos principais bens exportados, caiu mais da metade do preço. A acentuada queda na economia em abril veio após os números das Estatísticas do Estado Federal mostrarem que a produção caiu 9,5% nos primeiros três meses, na comparação ano a ano.
Os pequenos bancos dos Estados Unidos enfrentam graves prejuízos e, mesmo necessitando de capital continuam a operar, indicando que as entidades reguladoras relutam em fechá-los. Talvez os chamados bancos “zumbis” não morreram depois de tudo. Recentemente, há dois meses atrás, muitos em Wall Street especularam que as maiores instituições financeiras da nação – como o Citigroup e Bank of America – estavam operando apenas por causa de uma extensa ajuda do governo dos EUA. Agora, muitos especialistas se perguntam como tantos pequenos emprestadores regionais e de comunidade, esmagados pela fome de capital e assoberbados pela escalada de perdas com empréstimos são capazes de permanecer no negócio. Na região metropolitana de Atlanta e no Estado da Flórida, por exemplo, mais de 50 bancos relataram que o nível dos ativos não realizados é de 10% ou mais do total no final de março, de acordo com o banco de investimentos Carson Medlin.
Obviamente é uma visão parcial, já que do economista da Febraban Rubens Sardenberg.
Mas faz um bom levantamento dos fatores que compõem o spread. Com o detalhamento, permite, inclusive, o questionamento mais claro dos critérios utilizados por ela.
Do Valor
Spread bancário: uma contribuição para o debate
Rubens Sardenberg
26/05/2009
(…) Vamos a eles:
1) Dados parciais: os dados do Banco Central (BC) consideram apenas parte das operações bancárias, as do chamado mercado livre de crédito, que em geral são de prazo menor e que correspondem a cerca de 45% das operações do sistema. As restantes são, em geral, de spread mais baixo, como financiamento imobiliário, leasing e repasses do BNDES. Nossos cálculos indicam que a inclusão dessas operações reduziria em cerca de 7,4 pontos percentuais (pp) o spread bancário bruto referente a março. Leia mais »
Decisão do STJ pode estender aos planos antigos de saúde (firmados antes de 1999) o direito a não terem o tratamento interrompido devido aos valores envolvidos ou ao tempo de internação. Ainda existem 11,7 milhões de pessoas que não aderiram aos novos planos, instituídos a partir daquela data.
Matéria do Valor sobre a dificuldade de se emplacar o Ministro da Educação Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo pelo PT (clique aqui).
Algumas informações de bastidores que ajudam a entender alguns posicionamentos:
1. No Palácio Bandeirantes, o Ministro de Lula mais criticado por José Serra é Haddad. Pode ser por conta daquele erro do Lula com os dados de analfabetismo em São Paulo. Pode ser pelo fato de Serra saber identificar bem quem são os adversários com peso.
2. No Palácio do Planalto, a maior torcida é para que Aécio Neves não se desincompatibilize do PSDB, dispute as prévias e perca para Serra. Por lá, se considera que, no decorrer da campanha, Aécio teria muito mais condições de surpreender que Serra.
Amanhã à tarde estarei participando de um debate na Universidade Federal de Minas Gerais sobre mídia e direito de resposta.
De Cido Araújo
A Folha e o caso Milton Zuanazzi
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Quando o mais fraco vence
De vez em quando a caixa de entrada do Outlook nos reserva alguma supresa. Como este release com o título “Juiz Condena Folha por Leviandade e Sensacionalismo”. Leia mais »
Neste fim de semana abri uma discussão em meu Blog sobre os presidentes
da história da República. Houve uma discussão acesa. Primeiro, coloquei
aqueles que – na minha opinião – foram divisores de água, mudaram o
país.
Em primeiro lugar, obviamente, Getúlio Vargas. Tanto no
período da ditadura do Estado Novo, quanto no segundo governo,
democrático, Vargas lançou as bases do Brasil moderno, teve visão
estratégica para perceber os movimentos da política internacional e
tirar benefícios para o país. Em segundo, Juscelino Kubistcheck.
Cometeu erros enormes, especialmente no descalabro financeiro da
República, na aventura de Brasília. Mas, no essencial, teve a grande
intuição de, também, entender a mudança de ventos no mundo, se
beneficiar da realocação de fábricas e completar o ciclo inicial da
industrialização – que tinha sido iniciado por Vargas.
***
Incluí
– sob críticas – o governo Castello Branco. Para completar o
desenvolvimento capitalista brasileiro, havia a necessidade de um vasto
conjunto de reformas, todas já esboçadas nos anos anteriores, mas não
implementadas devido às sucessivas crises políticas nos governos JK,
Jânio e Jango. No seu curto governo, ainda que beneficiado pela
ditadura, Castello teve o descortínio de se cercar de técnicos
competentes e implementar um conjunto relevante de reformas, no campo
fiscal-tributário, no mercado de capitais, na legislação trabalhista.
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Incluí
também o governo de Ernesto Geisel. Em que pesem os erros de ampliar o
endividamento público e externo, em um período de crise global
(produzido pela alta nos preços do petróleo), Geisel logrou completar o
ciclo de industrialização brasileiro, com os grandes investimentos na
petroquímica, siderurgia, não-ferrosos.
Finalmente – para ampliação
maior dos protestos – incluí o primeiro ano do governo Fernando Collor.
Houve erros absurdos, o desmanche de áreas vitais – na reforma
administrativa -, mas Collor conseguiu romper a inércia que amarrava o
país ao brutal centralismo econômico estatal do período anterior.
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Depois,
incluí duas categorias, o das grandes oportunidades perdidas. Nelas,
entram Campos Salles e Fernando Henrique Cardoso. Foram governos que
tiveram o mérito de controlar crises financeiras graves. Mas a opção
adotada foi a de pleno privilegiamento dos capitais especulativos
externos (na verdade, capitais brasileiros que entravam como sendo
estrangeiro), subordinando o desenvolvimento do país à sua própria
lógica de poder.
Tanto em um governo quanto em outro, havia
condições especialíssimas de desenvolvimento, capital disponível,
economia mundial bombando. Campos Salles optou por uma política fiscal
e cambial que atrasou por décadas o processo de substituição de
importações no país. FHC criou uma dívida monumental, exclusivamente
para não mexer na liberdade dos fluxos de capitais, nem permitir
desvalorizações cambiais que trouxessem prejuízos a eles.
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Ainda é cedo para uma avaliação mais precisa do governo Lula.
O Trivial de hoje vai para minha primeira caçulinha, a Luizinha de Rodinha, premiada hoje na FEA-PUC por sua monografia sobre a influência das formações culturais em ambientes de empresas onde convivem várias nacionalidades. Os elogios da diretora e dos professores aos premiados (na foto) deixariam qualquer pai com a alma leve.
A Luizinha é aquela bonequinha do lado direito da foto. Parabéns aos demais premiados.
Comentário
Perguntam porque “Luizinha de Rodinha”. Aí vai um MP3 com as explicações.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.