Nossos pesquisadores juntaram forças e pesquisas e estão produzindo uma beleza de acervo do TEatro de Revista no Portal Luís Nassif. Clique aqui para conferir.
O Partido do Congresso, da situação, que segundo as pesquisas de opinião arriscava-se a perder as eleições realizadas neste fim de semana na Índia, ganhou por esmagadora maioria, contrariando os prognósticos. Faltaram apenas algumas cadeiras para ter maioria absoluta no Parlamento. Entre os fatores da vitória, só agora percebido pelos analistas, o principal é o extremamente bem sucedido programa rural de emprego garantido (a Índia tem quase 70% da população no campo, dos quais milhões de desempregados), denominado NREGA (National Rural Employment Guarantee Act), introduzido há menos de três anos.
O programa garante 100 dias de emprego por ano, por um salário mínimo, a trabalhadores que se disponham a trabalhar na construção de equipamentos comunitários , sobretudo de conservação e melhoria ambiental, na área rural.
O economista José Carlos de Assis, que esteve na Índia no início do ano passado num seminário para avaliação desse programa, voltou impressionado pela unanimidade de sua aprovação, inclusive entre agências internacionais, como o PNUD e a OIT. Em seu livro mais recente, “A Crise da Globalização”, o economista dedica um capítulo à proposta de um Programa de Emprego Garantido/Trabalho Aplicado no Brasil, voltado sobretudo para as áreas urbanas. A idéia é assegurar emprego por um salário mínimo, durante sete meses por ano, a desempregados, sobretudo não qualificados e semiqualificados, que estejam dispostos a trabalhar na reestruturação das favelas e na construção nas periferias de 14 Regiões Metropolitanas, de equipamentos urbanos básicos, com um enfoque especial para a prestação de serviços por mulheres.
O Vice Presidente Alencar é um dos estimuladores da proposta.
Às 22 horas, deixei a festa de aniversário de meu amigo para socorrer outros amigos, o João Macacão que está se apresentando no Lua Nova, uma casa ali no Bexiga, esquina da 13 de Maio com a Conselheiro Carrão. O bandolinista não pode aparecer e o regra três se apresentou.
O João, que é excelente cantor e sete cordas, estava junto com outros amigos nossos, o Tigrão no pandeiro, o Stanley no clarinete e o Joãozinho Torto no cavaco.
Do enviado especial a uma rodada, que está acontecendo , que tem Carlos Lyra, Teo de Barros e remanescentes da bossa nova paulista.
O tal Jacó, que Joao Gilberto classificou como maior violonista brasileiro, é o Edgar Gianullo, apelidado de Jacó, o mesmo do Edgar e os Tais, que ficou mais conhecido pelos comerciais engraçados.
A fonte é o Edgard Poças, confirmado depois pelo Téo de Barros e o Dino Galvão Bueno.
Clique aqui para um bom testemunho sobre Edgard e bons levantamentos da Márcia nos comentários. Edgard acabou enveredando por outros caminhos, comerciais, dublagem (dublava a voz do Pato Donald) e gravações comerciais, como a do LP ao lado.
Nos anos 50 o Edgard montou um conjunto vocal do qual participava Nelsinho Risada, nosso guru do Bar do Alemão. Eram todos apaixonados por Garoto. Cheguei a tocar algumas vezes com Edgard em sua casa, na Pompéia, ainda nos anos 70, apresentado pelo Nelsinho, que era excelente cavaquinho.
Estou combinando com alguns amigos uma rodada de entrevistas com Edgard.
A lei brasileira está vários passos atrás dos criminosos virtuais. Os delitos cometidos pela rede – salvo exceções como a divulgação de pornografia infantil – não estão contemplados no rol de crimes brasileiros. O que se faz hoje é uma tentativa nem sempre bem-sucedida de enquadrá-los nas condutas descritas pelo Código Penal, de 1940 – como no caso dos crimes contra a honra.
Tanto em São Paulo quanto no Rio, eles representam cerca de 40% dos inquéritos instaurados nas delegacias especializadas. No mundo real, o crime contra a honra diz respeito a alguém que xinga, difama ou calunia outro alguém – pessoalmente, por carta ou por meio de um veículo de comunicação. No mundo virtual, é a mesma coisa – com a diferença de que a repercussão é muito maior. E a reparação, em caso de necessidade, infinitamente mais complicada. No mundo real, uma ordem judicial é suficiente para suspender a veiculação da ofensa. No mundo virtual, a suspensão é quase impossível.
Comentário
Tenho arquivadas 800 páginas de ofensas, calúnias, injúrias, difamação, ataques pessoais, à mim e à minha mulher, insinuações de todo tipo, um conjunto amplo de crimes tipificados no Código Penal por parte do blogueiro da Veja – que voltou a recorrer às baixarias – um sujeito sem o menor limite, contratado especificamente para intimidar os críticos de Veja e os adversários de José Serra, nesse período tenebroso em que a revista mergulhou por águas sombrias.
Veja foi a publicação que – depois dessas comunidades clandestinas do Orkut – mais praticou os crimes internéticos dos mais escabrosos, mais apelou para todo tipo de injúria, mais rebaixou o conceito de Blogs, com um linguajar que Roberto Civita, por exemplo, jamais aceitaria que fosse repetido em sua casa.
Qual é?
Clique aqui para ler na série de Veja, o tipo de jornalismo que a revista pratica na Internet.
A propósito, até agora não consegui o direito de resposta dos ataques que sofri da revista. E os que conseguiram, foi depois de percorrer um calvário de ações judiciais onerosas.
Carlos Lira tem uma avaliação original para as diversas batidas que a bossa nova gerou, até se consolidar a principal, de João Gilberto. Eram todos dsicípulos da escola Tárrega de violão (mestre espanhol). Por essa escola, a mão direita fica como que “de pé” sobre o tampo do violão. Para acompanhamento, acaba exigindo o acorde, a batida.
As inversões de Baden
Edgard Poças, que conviveu com a nata da MPB na segunda metade dos anos 60 e abandonou uma promissora carreira de violonista devido a um acidente com a mão, contou um dos segredos de Baden Powell.
Em todas suas interpretações, Baden recorria a “inversões” de acorde. Trata-se de um recurso que visa valorizar as notas mais graves do acorde e se transformou em uma espécie de marca registrada de Baden.
Desenvolveu esse recursos tocando na noite. Como o acompanhamento básico era de piano e baixo, não lhe deixavam utilizar muito os graves, para não reverberar com o baixo. Com o tempo, ele passou a utilizar as inversões, como forma de reintroduzir o elemento baixo nos seus acordes.
Barney Kessel
Todos os bossanovistas históricos presentes na noitada confirmaram que a grande influência americana no violão brasileiro foi Barney Kessel. Mencionaram outro guitarrista, anterior a Kessel. Mas confesso que não guardei o nome.
Patrício Teixeira
Uma de minhas curiosidades sempre foi Patrício Teixeira. Era cantor nos anos 20, estilo quadradíssimo, pré-revolução modernizadora dos anos 30. No entanto, foi professor de Nara Leão. Perguntei a Carlos Lira como era ele. Tinha seu próprio método de violão. Mas tudo quadradinho, primeira, segunda, preparação.
A batida de Garoto
Comentei com alguns dos amigos as gravações de Garoto, com batida em tudo igual a que seria consagrada depois por João Gilberto. Téo de Barros ficou curioso em conhecer. Lira – que conheceu Garoto – acha que era uma batida diferente. Mas tenho para mim que nunca ouviu as gravações mencionadas.
Hélcio Milito
Uma das lendas da bossa nova era o bateirista do Tamba Trio, Hélcio Milito. Depois de passar décadas nos Estados Unidos – nos últimos anos trabalhando direto com Clint Eastwood – Milito está de volta ao país. Planeja remontar o Tamba, mas sem vocal. Está atrás de um bom pianista e um bom baixista.
Clique aqui para ler sua biografia no Dicionário Carvo Albim
E aqui um vídeo caseiro dele, provavelmente produzido por um cinegrafista bêbado? Clique aqui.
Melodias imortais
Mas o melhor da festa foram as melodias imortais de Carlos Lira, interpretadas por ele com um elenco de novas cantoras e o acompanhamento dele e de craques da bossa nova paulista.
Quando quiserem copiar artigos de outros blogs e sites, que sejam muito longos, por favor, título, primeiro parágrafo e um link para o artigo, senão a área de comentários ficará muito poluída.
Lembro-me que, há alguns meses, o blog deu destaque àqueles clássicos westerns. Numa enquete, o filme Três homens em conflito (The good, the bad and the ugly) foi um dos mais votados.
A trilha de Ennio Morricone é simplesmente inesquecível. Pois então veja essa apresentação da Ukulele Orchestra para relembrar e se deliciar.
Nassif, parece que os tucanos conseguiram se unir para 2010. A questão é: o eleitor irá seguir fielmente os ’seus’ líderes ou irá votar por sua própria cabeça?
Aécio fecha acordo para ser vice de Serra
KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online
Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, fecharam um acordo para as eleições de 2010. O principal articulador foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo integrantes da cúpula do PSDB, esse entendimento deverá ser anunciado em agosto ou setembro, enterrando a possibilidade de uma prévia entre os dois potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. Por ora, haverá negativas, mas, nos bastidores, o acerto foi concluído.
Serra lidera as pesquisas. E terá 68 anos em outubro de 2010. Será sua última tentativa de conquistar a Presidência. Ele precisa do apoio de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Sem Aécio, Serra se enfraqueceria. Leia mais »
“O governo quer que sejam incluídos nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais……Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais)…..que deverão se transformar em política de governo até 2011….”
Nossa! O Brasil é civilizado demais pro meu gosto. Eu, como bom retrógrado reacionário vou mesmo é educar meus filhos à distância de todo este progressismo!
Comentário
Para mim, é uma proposta civilizatória. Continuarei educando minhas filhas para respeitarem a diversidade. Opção sexual não é defeito de caráter.
Nassif, olha só a manchete do Estadão de hoje no caderno de economia: “Ipea troca PUC-RJ por Unicamp: crítica é de padronização ideológica ao mudar o perfil dos pesquisadores”. Que contradição em termos!!! Veja só: colocar economistas da Unicamp (heterodoxos) junto com da PUC-RJ (ortodoxos) leva à padronização? Ou ao contrário (coisa que o editor não quis ver), leva ao pluralismo metodológico, atributo que um órgão de planejamento e pesquisa tem de ter? Quem disse que a PUC-RJ é melhor que a Unicamp ou vice-versa? Colocar dessa maneira a manchete é pura ideologia disfarçada de denúncia. Veja onde chegou a qualidade de nosso jornalismo….
Confesso ter minhas dúvidas sobre a democracia direta, a votação de todas as leis e projetos. Penso que deva haver um plano orientador prévio e depois se dar o direito de opção para os eleitores. Obviamente, com a sociedade digital, deverá aumentar substancialmente os referendos populares.
Em suma, é um tema dos mais relevantes. A partir de um comentário do Giuseppe Campos Vicentini, abri um fórum de discussão no Portal Luís Nassif, nas propostas para 2010.
Há algumas rodadas das quais participo que se encontra de tudo, de compositores populares, artistas em geral, banqueiros, empresários, em uma miscelânea de informações util, para saber o que ocorre em diversas áreas.
Da rodada de ontem, algumas informações:
A profissão dos jovens
O presidente de uma grande empresa de auditoria, centenária, me contava da dificuldade pré-crise, de conseguir jovens profissionais. A empresa oferecia possibilidade de carreira sólida, porém gradativa. O mercado financeiro, a possibilidade de fazer seu primeiro milhão em pouco tempo. Perdiam todos os bons candidatos para o mercado. Agora, voltaram em peso para empresas e setores mais conservadores.
Marinha já encontrou terreno para sediar estaleiro que vai construir o primeiro modelo nuclear do Brasil
Alexandre Rodrigues, RIO
A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio. A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto. Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da Força de Submarinos da Marinha, que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha. Leia mais »
Um dos pontos centrais para a próxima etapa da economia é a redução das taxas de juros que, pela primeira vez desde a criação do open market – lá pelos fins dos anos 60 – se aproximará das taxas de juros internacionais. Será uma revolução, uma realocação da poupança para áreas essenciais, como capitalização das empresas, infraestrutura, programas sociais.
Nelson Barbosa, do Ministério da Fazenda, tem sido até agora um dos analistas mais lúcidos dessa passagem, além de ter demonstrado segurança e capacidade operacional no desenho das medidas que ajudaram o país a reduzir os impactos da crise – e que poderia ter ficado na “marolinha” não fosse o Banco Central.
Nilton tem uma caderneta de poupança para a educação dos netos. Já juntou R$ 117 mil. Mandou email para a CBN para saber se teria que pagar imposto de renda. No site do “Bom Dia Brasil”, uma telespectadora contou que foi demitida e depositou o FGTS na caderneta. Queria saber se haveria exceção para ela. A diferença com outras mudanças de regras é que, agora, as dúvidas chegam por e-mail.
No mais, é tudo igual àquelas alterações feitas na época pré-internet. As mudanças repentinas e confusas de regras, os planos que fracassaram porque foram anunciados antes e pensados depois, as normas que não contemplam as múltiplas situações da vida real, tudo parecia estar de volta na semana passada.
(…) Nilton não terá como fugir, por mais nobre que seja o motivo pelo qual está poupando.
Terá que pagar imposto que vai incidir sobre a rentabilidade de R$ 67 mil do dinheiro da educação dos netos.
É curioso esse tipo de comparação. Se o Nilton está com uma poupança de R$ 117 mil, exclusivamente para a educação futura dos netos, é evidente que o conjunto de rendimentos dele é muito maior. Mirian fala em rentabilidade de R$ 67 mil sobre uma aplicação de R$ 117 mil. Errou na vírgula. Deve ser R$ 6,7 mil de rentabilidade. Sabe qual o IR máximo que o Nilson vai pagar? Pouco coisa além de R$ 200,00.
(…) Terão todos esses 894.856 poupadores que excedem os emblemáticos R$ 50 mil que torcer para que os juros não caiam, porque a queda dos juros aumentará seu imposto.
Os outros donos de caderneta terão que se limitar aos R$ 50 mil, não poupar nada mais, porque em lei estará um valor imutável a partir do qual se paga imposto de renda. Serão punidos se pouparem mais.
Meu Deus do céu! O sujeito poupa R$ 50.000,00. Ganha R$ 3.360,00 (arredondando) de juros, mais R$ 300,00 de correção monetária pela TR. Não paga IR. Aí ele resolve poupar mais R$ 50.000,00, ficando com R$ 100.000,00. Ganhará mais R$ 3.360,00 em juros, dobrando o que ganhava antes. E terá que pagar R$ 175,00 de IR. E a Mirian considera isso uma punição, a ponto de sugerir que ele não poupe mais nada além dos R$ 50.000,00 isentos. Ou seja, ele deixará de receber mais R$ 3.360,00 de juros para não ser “punido” com um IR de R$ 175,00. Há limites para o terrorismo, que em linguagem corriqueira se chama de “senso de ridículo”. Antes de submeter as mudanças da poupança a sessões de tortura, a Mirian mandou os números saírem da sala para não haver testemunhas.
Comentário
Um pedido a vocês. Cada vez que questiono artigos ou análises, estou rebatendo ideias e conceitos. Mas muitos se inflamam e aproveitam os posts para desancar os polemizados. Vamos ficar no campo das ideias e conceitos, sem ataques de cunho pessoal.
Ao se preparar para a sucessão presidencial, o PSDB está testando os principais programas do governo Lula. As conclusões de pesquisa, feita pelo Instituto Análise, são: o PAC não é relevante; o Bolsa Família tem muita força e associa a figura de Lula à de pai dos pobres; o impacto do Minha Casa, Minha Vida vai depender do local onde as residências forem construídas. “A população quer uma casa nova, mas não se conforma em morar num lugar que não lhe agrade”, resumiu um dirigente tucano.
A pesquisa mostrou que a ministra Dilma Rousseff é cada dia mais conhecida e identificada como a candidata do presidente Lula.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.