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16/05/2009 - 10:29

CPI: uma questão de negócios

Juntando as peças:

1. A constatação do professor Ronaldo Bicalho é definitiva. Aqui está a explicação para essa CPI sem pé nem cabeça:

Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal.

2. Depois lembrem-se que quem está na outra ponta, tentando assumir a criação e o controle da Petrosal é o senador Edison Lobão, afilhado do presidente do Senado José Sarney.

3. Finalmente, analise o papel de Sarney nesse jogo. Ou dos grupos brasileiros que entraram nessa área de prospecção e têm ampla influência, especialmente sobre a mídia carioca.

Do Portal Luís Nassif

Do Blog do Ronaldo Bicalho

A CPI da Petrobras e a irresponsabilidade sem limite

Colocar a maior empresa brasileira ao sabor das veleidades político-midiáticas em um momento de profunda crise econômica mundial caracteriza um tipo de comportamento que não tem nenhum outro compromisso que não seja alcançar o poder a qualquer custo.

Em um momento em que a empresa procura mobilizar todos os seus recursos para enfrentar os desafios da exploração do pré-sal, em um contexto econômico extremamente desfavorável, inserindo-se em um grande esforço de política anticíclica, criar uma CPI no Senado Federal tem como único objetivo inviabilizar qualquer tentativa de construir uma agenda positiva para o país.

Considerando o peso que os papéis da Petrobras têm no mercado de capitais brasileiro, as possibilidades para todo o tipo de manipulações a partir de vazamentos selecionados, boatos infundados, até mesmo da simples chantagem para auferir vantagens ilícitas, não têm limites.

Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal. (continua)

Comentário

O grupo de Sarney, através de Edison Lobão, está tentando emplacar e assumir o domínio da nova empresa que surgirá, a tal Petrosal. Como foi o comportamento do Sanry em relação a esta CPI?

Do Estadão

Para evitar se desgastar, Sarney deu aval a tucanos

Presidente do Congresso avisou Planalto que não impediria oposição

Christiane Samarco e Eugênia Lopes

O desfecho da sessão de ontem, no Senado, quando foi criada a CPI da Petrobrás, teve o aval explícito do presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP). Mas se Sarney é o “pai” do fato consumado, a “mãe” é briga política entre PSDB e DEM, destravada com a decisão dos democratas de apoiar o ex-presidente para o comando do Senado, em fevereiro.

A rusga na oposição cresceu com o debate interno sobre a criação da CPI da Petrobrás: o DEM, liderado pelo senador Agripino Maia (RN), é majoritariamente contra a instalação imediata da comissão, enquanto a maioria dos tucanos tem pressa de abrir a investigação. “A maioria da minha bancada tem posição mais cautelosa de ouvir o presidente da Petrobrás primeiro”, explica Agripino.

Não foi por acaso que Sarney deu sinal verde a seu primeiro-vice, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), para que assumisse a presidência da sessão e fizesse a leitura do requerimento da CPI. Como presidente, Sarney seria o único que poderia tirar o vice da cadeira e impedir a leitura. Consultado por telefone, ele não só garantiu a Perillo que não iria ao Senado, como acrescentou que o tucano tinha legitimidade para proceder a leitura. Mais que isso: contou que avisara ao Planalto, na véspera, que não se desgastaria em um duelo com a oposição para evitar a CPI. (continua)

Por Ronaldo Bicalho

Nassif,

O posicionamento do senador José Sarney é o mais óbvio nesse jogo. Usar o controle do desenvolvimento de uma CPI para conseguir vantagens junto ao planalto é prática corriqueira do PMDB governista. E isto também vale para qualquer votação importante no parlamento. Esta é a parte mais visível do jogo, contudo não é a mais importante a desvendar.

(…) Dessa forma, colocar o foco sobre as armações costumeiras do PMDB ou sobre a perda de rumo do PSDB esconde os atores decisivos desta trama. Na verdade, tanto um quanto outro são fichinhas diante daqueles que realmente bancam o jogo.

Pode-se reduzir esse evento a nossa novelinha política e seus tradicionais personagens canastrões, porém, o problema dessa solução é que o programa é outro e inclusive passa em outro horário e em outro canal. (íntegra nos comentários).

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios, Sem categoria Tags: , , ,

168 comentários para “CPI: uma questão de negócios”

  1. grampofurado disse:

    Meus cumpanheiros. A Petrobras é do Brasil. E sendo do Brasil, não pertence a nenhum partido político não. Se vão formar uma CPI para investigar a administração da Petrobras, é porque alguma coisa suspeita encontraram lá, que não está de acordo com a administração normal da empresa. Os Senadores, enfim, fizeram uma coisa boa. Investigar a Petrobras, para ver se não está saíndo dinheiro pelos bueiros. Estamos próximos da próxima eleição, não queremos que o PT se eternize no poder às custas de nosso próprio dinheiro. Dinheiro, a Petrobras tem, mas será que este dinheiro está sendo bem aplicado? Eu sou uma pessoa leiga, cabe ao Senadores verificarem isso para mim.

  2. grampofurado disse:

    Ops, (faltou). Somos todos brasileiros e o Senado é que vai averiguar isso para nós. Nós é que demos essa autoridade para os Senadores.

  3. Cristovam disse:

    Meus Deus, parece que todos aqui usam Tapa. xhou…

    Falou…

  4. henrique wendhausen disse:

    O senhor Patriota pergunta aonde estão os sindicalistas do Sind. dos Petroleiros, que desapareceram. A grande maioria está empregada na Petrobras. Conheci presidente de Sindicato que se deitava no chão para impedir saída de Governador do Palacio, que se deitava para impedir cobrança de pedágio. Antes de ser governo, defensores da politica do quanto pior melhor. Foram contra a politica economica, mas graças ao senhor Henrique Meireles (era dep. do PSDB) no Banco Central que deu continuidade ao que os governos anteriores haviam começado. Obrigado Presidente Itamar Franco. Foram contra a lei de responsabilidade fiscal.
    Pretendem reajustar o bolsa familia em 10%, mas para os aposentados que contribuiram por mais de 30 anos, sobre 20 e 10 salarios minimos, são obrigados fazer bicos ou tentar um novo emprego para terem uma velhice mais digna. Conheço alguns que foram aposentados com o equivalente a seis, sete salarios minimos, e recebem hoje dois ou três.
    A iniciativa privada se desdobra em reduzir custos, modernizar-se, etc., já o governo só pensa em gastar e gasta mau. Investimento o PAC que o diga, só verificar os orçamentos de quanto foi previsto e o que foi realmente executado. Uma vergonha o que está acontecendo com o porto de Itajai, Br 101 trecho sul, sem comentários. Mas a praça de pedagio está funcionando. Aeroporto Internacional de Florianópolis, ainda está no papel. Pego um gancho do sr. patriota, procura-se sindicalistas …

  5. mar~kito disse:

    Sr. Nassif. Suas análises econômicas e a grande quantidade de informações que as lastreiam são excelentes. Contrapondo-se a isso, un=m único fato:Lobão e Sarney querem. Portanto , é contra o Brasil.
    simples assim.

  6. jose jeronimo disse:

    Se a CPI fosse séria, até que eu concordaria, mais quem fez o requerimento foi o Senador Alvoro Dia, será que ele não esconde nada, basta os jornais de São Paulo, procurar ou investigar, ah esqueci eles corre atraz do PT, Serra nem pensar, por falar nisso onde anda o caseiro Elenildo, Bichinho derrubou um Ministro, mais desapareceu da midia e ficou o Senador Alvoro Dia sempre procurando fato e fatos para ficar bem na foto, mais não adianta o Lula é vacinado contra essa tal oposição de mentira, que na verdade não tem projeto para o povo brasileiro, lembre-se que o povo está comendo pouco ou muito, mais na época de voces agente estava morrendo de fome, que diga FHC.

  7. De lima disse:

    Depois desta CPI do Alvaro Dias, que anda aespumando pelos cantos da boca, eu que nunca fui PT. assinaria uma ficha agora. Adeus tucanos,nem no Paraná, nem no Brasil. Para quem não sabe eles já venderam tudo o que puderam no governo FHC, e não compraram nada, aliás compraram sim , o segundo mandato do referido poresidente.
    att. Lima

  8. Fabiana disse:

    Que vergonha!

    Só mesmo no Brasil se consegue atacar o maior orgulho nacional, a quinta maior empresa do mundo.
    Mas tenho certeza de que o circo armado não rendará mais do que os outros “escândalos” já renderam à oposição: um aumento da aprovação do governo Lula.
    Pena que romperam-se todas as rédeas do bom senso, até o limite da irresponsabilidade, como postaram alguns.
    A Petrobrás vai superar mais esse desafio, afinal o desafio é a nossa energia!!!!

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