O segredo de justiça
Por Edmar Melo
Nassif, a decretação do segredo de justiça nos processos de ação penal pública, onde a lei não impõe essa providência, só tem beneficiado os réus poderosos. Assim, permita-me discorrer sobre esse polêmico tema. E vai no verso:
O SEGREDO DE JUSTIÇA
Qualquer tipo de censura
Deve ser abominado
E o segredo de justiça
É um dos tipos velado
Porque proíbe a notícia
Dos casos até de polícia
De modo despudorado
O segredo de justiça
Tem nome e endereço
É privilégio dos ricos
De pedigree desde berço
A ele só tem acesso
O mais forte no processo
Que pode pagar o preço
O pobre não tem segredo
E justiça, nem pensar
Porque segredo de pobre
Nem pobre quer divulgar
E numa questão com rico
É cem por cento o seu risco
De até as custas pagar
Entendo que um litígio
De cunho familiar
Só a família interessa
Nessa polêmica entrar
Mas se essa ação for pública
O cidadão da República
Tem direito se informar
Porém, na fase do inquérito
Durante a investigação
É importante o sigilo
Até sua conclusão
Pois não há contraditório
Daí qualquer falatório
Prejudica a apuração
Mas se alguém quer sigilo
Dou até uma sugestão
Procure andar direito
Use total discrição
No Google da internet
O seu passado delete
Lá não tem segredo não.
Edmar Melo.
Por Creuzo Geovani
O segredo de justiça,
Meu caro amigo Edmar,
É tarefa do impossível
Pra não dizer cavalar
Pois tanto os servidores
Como seus operadores
Ficam doidos pra falar.
Sabendo disso a imprensa
Corre pra bisbilhotar
Garantindo ao delator
A fonte não revelar
E diz que o jornalismo
Não vai levá-la ao abismo
Pois só deseja informar.
A liberdade de imprensa
E o segredo de justiça
São como a água e o óleo,
O desapego e a cobiça,
Andam de costas voltadas
Ao sabor das bordoadas
Que todo segredo atiça.
A violação começa
Nas salas dos tribunais
Com a imprensa doidinha
Por furos processuais
E nessa investigação
Pro bem da população
O segredo se desfaz.
A presunção de inocência
E direitos fundamentais
Terminam sacrificados
Nas rádios e nos jornais
Deixando expostas feridas
Que causam em muitas vidas
Estragos até mortais.
Correndo atrás da notícia
Querendo ser o primeiro
O TEMPO do jornalismo
Transcorre muito ligeiro
Enquanto o judiciário
É sempre retardatário
Na busca do verdadeiro.


Caro Edmar
Pegou na veia! Brilhante! Parabéns! abs
O segredo benefico a poderosos nao eh so na justica nao. Ninguem acha estranho que a media brasileira pode com impunidade criar escandalo falso apos escandalo falso sem a menor preocupacao com o lado juridico do que faz? Impunidade eh garantida, sim, todo mundo sabe, mas ninguem sabe porque.
Eh porque a media brasileira, como o judiciario brasileiro, ja tem projeto de brazil, e ele nao inclui brasileiros.
EH TODO MUNDO ESPIAO, GENTE!
O segredo de justiça,
Meu caro amigo Edmar,
É tarefa do impossível
Pra não dizer cavalar
Pois tanto os servidores
Como seus operadores
Ficam doidos pra falar.
Sabendo disso a imprensa
Corre pra bisbilhotar
Garantindo ao delator
A fonte não revelar
E diz que o jornalismo
Não vai levá-la ao abismo
Pois só deseja informar.
A liberdade de imprensa
E o segredo de justiça
São como a água e o óleo,
O desapego e a cobiça,
Andam de costas voltadas
Ao sabor das bordoadas
Que todo segredo atiça.
A violação começa
Nas salas dos tribunais
Com a imprensa doidinha
Por furos processuais
E nessa investigação
Pro bem da população
O segredo se desfaz.
A presunção de inocência
E direitos fundamentais
Terminam sacrificados
Nas rádios e nos jornais
Deixando expostas feridas
Que causam em muitas vidas
Estragos até mortais.
Correndo atrás da notícia
Querendo ser o primeiro
O TEMPO do jornalismo
Transcorre muito ligeiro
Enquanto o judiciário
É sempre retardatário
Na busca do verdadeiro.
Alguém quer uma contradição maior que a prevista na própria Constituição, em seu art. 14, parágrafo 10, que determina segredo de justiça nas ações de impugnação do mandato eletivo, que são manejadas quando há provas e evidências de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude? Ou seja, justamente uma ação que trata de lesão e influência financeira em um processo eleitoral, tradução maior da cidadania de um povo, não pode ser conhecida por esse povo. O sigilo processual deve ser adotado apenas em circunstâncias que possam comprometer o interesse social ou a defesa da intimidade, que constituem as exceções ao princípio da publicidade, previsto no art. 5º, LX, da mesma Constituição. O Poder Judiciário deve ter a sensibilidade social para distinguir tais situações.
O Edmar precisa reunir os versos aqui publicados num livro. A net é muito efêmera para trabalhos tão importantes.
Especial de bom!
1–Alguem saberia me dizer se a CPI da Petrobras tem alguma coisa a ver com os portos brasileiros?
2–Alguem pode me dizer quem sao os alvos brasilienses dos lobistas de portos, por favor?
Os dois repentes são muito bons, mas a exemplo de Raul Seixas e Rauzito, acho que Edmar e Creuzo “sempre foram o mesmo homen”. Mas é assim mesmo, a história, tanto política como cultural estão cheias disso. O militante anarquista, depois fundador do PCdoB, Astrogildo pereira, dizia possuir vários pseudonimos que polemizavam em jornais libertaraios sobre diversos temas. O poeta Fernando Pessoa tambem tinha um, cujo nome, esqueci agora, portanto voçê(s) estão em muito boas companhias, caso eu esteja certo.
Parabéns poetas, vocês são geniais. Impressiona a forma como vocês falam de qualquer assunto com a leveza da poesia. Com esse poema de vocês se aprende mais direito do que em muitas aulas da faculdade.
A falta de responsabilidades de muitos, extensíveis aos cargos que ocupem, a fé que professem, a profissão que exerçam, pode prejudicar não a investigação, mas a vida de inocentes.
Falou…
De ver tanto pulha se dar bem
E ver enriquecendo salafrário
E ainda assim seguir dentro do riscado
O honesto quase sempre é chamado
Pelos marginais de otário
Segredo de justiça
Sigilo bancário
Tanto mistério
Quem ganha com isso
Certamente não o otário
Mas quem mete a mão no ervanário
CUTELO
Edmar derruba a árvore e o Creuso corta as gaia
segredo nessas ações é que nem prédio do Naya
até parece factóide, como disse o Cesar Maia
esconde abuso de rico, as mutretas e as gandaia
pra pobre não tem sigilo, na luz o seu ser se estaia
porém, é rude injustiça, e nosso país se avacaia
tem muito juiz que é bom, mas tem juiz de má laia
invés de fazer o Bem, só tem no quengo lacraia
Senhor Nosso Deus, a Justiça?, eu vos peço, Iluminai-a!
Prezado Edmar
Nobre expositor
Conforme informa
Nosso douto comentador
Na CF, o artigo 14 está lá
Em seu parágrafo dez
Para ninguém duvidar
Marco Antônio
Às dezessete e dezenove cantou
Segredo de justiça sob crivo
Até em impugnação
De mandato eletivo
Chamo a isso
De super proteção
Acertam no povo
Com bala de canhão
E sabemos, querido Edmar
Que nos crimes do colarinho branco
O segredo de justiça
É o direito a arrolar
Porque senão
A merda pode vazar
E isso eles tem
De prato cheio
Comem com garfo
Inté o recheio
Das tripas
Fazem coração
Pra desviar
Mais de um milhão
Olham o povo
E tiram até as migalhas
Eles vem do ovo
Ou de coisa que o valha
Gostam do inferno
E da maracutalha
Trazem em seus cofres
Zilhões de navalhas
Fazem do povo
Brinquedo de marionetes
Gostam de vê-los
Comendo giletes
Mas observe, amigo Edmar
Que não estou do Congresso a falar
Lá há sim
Os que pisam na bola
Mas também há
Os que sabem atuar
É só uma questão
De saber escolher
E isso o povo
Terá que aprender
Estou falando de gente infiel
E os que com eles se mancomunam
E o tipo Daniel
Gostam mesmo de espalhar o mal
O negócio deles é o paraíso fiscal
Querem até o povo abocanhar
O desejo é ao povo
Ferrar.
esses criadores merecem todos os elogios (aproveito pra lembrar da Ana que gravou Hekel tavares, belíssima voz em riquíssimas composições)…
esses criadores é que fazem a história da cuoltura brasileira, constróem uma nação, aquela que se diz que é de todos nós, efetivamente…
(Ao contrário desse pessola do esquema demotucano e do chamado partido da imprensa golísta que que tentam desconstruir o que há de melhor nesse país)
Ode à testemunha (porém em tom realista):
Falaram p’ra eu não dizê
O que eu dizia sabê
Se eu dissesse o que sabia
Talvez eu não viveria.
Mas vivê p’ra quê
Se não posso dizê
O que disse sabê!
O segredo de justiça
É assunto delicado
Grosso modo o conflito
Deve ser argumentado
Com olhar pro ponto cego
Minimizando o ego
Pois a honra é um legado