Fora de Pauta
Mais cedo, para os insones.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Mais cedo, para os insones.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Assim não vale …pelo menos disfarça ….8:00 cravada é prova que a “missão’ foi agendada
..da próxima vez agende em hora quebrada ..ao menos não passará a sensação de estarmos debatendo com o Hal …ou pensando estarmos falando em rede, mas na verdade, conversando com as paredes re re re
Estimado jornalista e comunidade.
Notem erro crasso na capa da Folha de São Paulo de hoje, sobre a declaração do ministro Mantega. Não há contraste algum entre a declaração do ministro da Fazenda e a expectativa oficial, pois um avanço de 2% obviamente situa-se no intervalo de zero a 2%.
Saudações.
Qual o melhor sistema operacional para netbooks?
Netbooks são, por definicão, portáteis (telas de até 10 polegadas, e menos de 1kg de peso), com especificacões simples (processador de 1.6 GHz, 512 MB ou 1 GB de RAM, solid state drives de 16 ou 32 GB) e baixo custo (a partir de US$ 250,00 — ou R$ 520,00).
Vamos nos concentrar nos netbooks de baixo custo — que hoje custam US$ 250, mas que com o barateamento da tecnologia poderão custar menos de US$ 200 amanhã.
Dadas as restricões, vamos às comparacões:
Se olharmos apenas para as especificacões, as escolhas naturais são o Windows XP, o Ubuntu, e o Xubuntu.
O Windows 7 e o Vista não podem ser considerados bons sistemas operacionais para netbooks de baixo custo, pois usam quase todo o espaco disponível em memória RAM e HD. É claro que podemos encontrar netbooks com especificacões melhores: 2GB RAM, HDs de 200 GB — mas, nestes casos, os netbooks passam para um outro patamar, de US$ 300 ou US$ 400.
Escolhidas as três opcões (XP, Ubuntu, e Xubuntu), vejamos as ferramentas que cada um dos sistemas operacionais oferecem:
A conclusão é clara: o Ubuntu vem com o melhor conjunto de ferramentas, prontos para serem usados, seguido pelo Xubuntu.
Caso um usuário do Windows XP queira instalar a versão mais barata do MS Office, precisará desembolsar pelo menos mais US$ 99 (Office 2007 Student).
A solucão para os usuários de Windows XP é baixar e instalar o OpenOffice, o GIMP, o Firefox, e o Thunderbird — todos são softwares livres, e também funcionam no Windows. E também um antivirus, é claro.
Considerando estas opcões, podemos dizer que os três sistemas operacionais — XP, Ubuntu, e Xubuntu — são igualmente adequados para um netbook de baixo custo, cada um com seus prós e seus contras; com uma ligeira vantagem para os softwares livres, que já vêm prontos para serem usados, e não exigem antivirus (que costumam roubar uma parcela significativa de memória e processamento).
Artigo completo, com as tabelas:
http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/05/netbooks-que-sistema-operacional.html
Estimado jornalista e comunidade.
Notem erro crasso na capa da Folha de São Paulo de hoje, sobre a declaração do ministro Mantega. Não há contraste algum entre a declaração do ministro da Fazenda e a expectativa oficial, pois um avanço de 2% situa-se no intervalo de zero a 2%.
Saudações.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1126604-5601,00-EM+UM+MES+PROGRAMA+HABITACIONAL+TEM+PEDIDOS+PARA+MIL+MORADIAS.html
15/05/09 – 07h00 – Atualizado em 15/05/09 – 07h00
Em um mês, programa habitacional tem pedidos para 55 mil moradias
Caixa Econômica Federal analisa 270 projetos de construtoras.
Setor espera contratar mais de 600 mil moradias até meados de 2010.
Quero ver FSP, ão, ão, ão…globo, veja e demais mentir que o programa não sai do papel…que é eleitoreiro.
Para o empresário, o programa não vai parar quando atingir o objetivo de se construir um milhão de moradias. “Nosso objetivo é não ficar no um milhão de moradias. Queremos atender a demanda de 7,5 milhões de unidades, que é o déficit total do Brasil. Nós achamos que o programa Minha Casa, Minha Vida é o começo de um projeto nacional. Foram abertos os caminhos jurídicos e fiscais para isso”, analisou.
Nassif, esse repórter Angelo Ishi era um dos textos críticos ( ele é sociólogo e profº no Nihon), líveis da revista Alternativa , que se achava nas palavras dele, a veja de lá.
o crítico, apita-tudo dela, Roberto Maxwell é locutor da NHK. será o fim da mídia gratuita voltada aos brasas? com o tsunaminalulinha ela ,que vivia exclusivamente de anúncios de mercadistas , empreiteiras e agencias de turismo, deve ter soçobrado .
Da NHK
Feira de negócios e serviços que reúne empresas brasileiras e japonesas tem início em Nagoya
Teve início nesta sexta-feira, em Nagoya, região central do Japão, a expoBUSINESS, uma feira internacional de negócios e serviços que reúne empresas brasileiras e japonesas.
Apesar dos efeitos da crise financeira global que têm afetado profundamente a comunidade brasileira no Japão, o evento chega à sua sétima edição visando promover o intercâmbio e os negócios entre os dois países.
O nosso repórter Angelo Ishi encontra-se no local e nos fala sobre a expoBUSINESS.
Ele diz: “Até o ano passado, a expoBUSINESS vinha crescendo em termo de público e de expositores. Este ano, alguns chegaram a duvidar da concretização do evento, devido à grande crise econômica que atingiu o comércio e os serviços ligados ao mercado verde-amarelo no Japão, desde o ano passado. Entretanto, a feira foi inaugurada conforme o programado e está tentando se transformar em uma ponte para as empresas e até governos estaduais brasileiros que procuram oportunidades de negócios no mercado japonês. Este ano, a novidade é a missão do governo de Tocantins, que explicou sobre as oportunidades de negócios no país para o público. A exposição – a expoBUSINESS – já recebeu, em 2005, a visita do presidente Lula. Este ano, terá como convidado especial o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que está visitando o país.”
Conversamos também com Sergio Tinen, idealizador e organizador do evento. Ele diz que os brasileiros que se encontram no Japão não baixam a cabeça apesar da situação de adversidade.
Ele diz: “Qualquer projeto, qualquer trabalho das pessoas tem que ter um esforço a mais em um momento como este. Esperamos que isso tem contribuído com a realização deste evento. É justamente o empenho desses empresários, empreendedores, que são hoje os expositores da expoBUSINESS. Graças a isso tudo, foi possível a realização do sétimo ano do evento.”
A expoBUSINESS está sendo realizada no Port Messe Nagoya e continua até o domingo, dia 17.
Do G1, em Brasília, Atualizado em 15/05/09 – 07h00
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1126604-9356,00-EM+UM+MES+PROGRAMA+HABITACIONAL+TEM+PEDIDOS+PARA+MIL+MORADIAS.html
——————Em um mês, programa habitacional tem pedidos para 55 mil moradias
Caixa Econômica Federal analisa 270 projetos de construtoras.
Setor espera contratar mais de 600 mil moradias até meados de 2010.
Jeferson Ribeiro
Após um mês de funcionamento, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, tem 270 projetos analisados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) feito a pedido do G1 revela que as construtoras pediram financiamento para 55 mil moradias até agora.
O programa, que pretende viabilizar a construção de pelo menos um milhão de moradias nos próximos anos, foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de março, mas sua operação começou oficialmente em13 de abril.
———A maior parte dos projetos no programa Minha Casa, Minha Vida estão concentrados na região Sudeste. O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, disse que a expectativa do setor é que nos próximos 60 dias a Caixa esteja analisando contratos de aproximadamente 300 mil unidades habitacionais.
“Em 60 ou 90 dias teremos cerca de 300 mil unidades em andamento na Caixa”, disse o empresário
Os dados da Caixa Ecônomica, atualizados até o dia 8 de maio, mostram que os 270 projetos em estudo se referem ao financiamento de 46.859 moradias. Segundo a Caixa, os dados da CBIC são mais atualizados.
Dos projetos em estudo, 37 pedem o financiamento de 11.198 moradias para mutuários com renda entre zero e três salários mínimos. Nessa modalidade, o subsídio do governo federal é quase total……………………
………………Outros 120 projetos em análise pela Caixa pedem o financiamento de 18.581 moradias para mutuários com renda entre três e seis salários mínimos……………………
…………….O presidente da CBIC elogiou o desempenho inicial do programa e disse apostar que até a metade do ano que vem a Caixa estará analisando o financiamento de pelo menos 600 mil habitações. “Nossa previsão é que tenhamos entre 600 mil e 650 mil unidades em andamento na Caixa, com contratos em análise. Isso falando por baixo”, afirmou. …………………
……………..“A greve na Caixa Econômica Federal que está atrapalhando um pouco, mas não na avaliação dos projetos habitacionais. Mas as áreas ligadas à engenharia, medições e fiscalização estão paradas”, ………………
……………..Para o empresário, o programa não vai parar quando atingir o objetivo de se construir um milhão de moradias. “Nosso objetivo é não ficar no um milhão de moradias. Queremos atender a demanda de 7,5 milhões de unidades, que é o déficit total do Brasil. Nós achamos que o programa Minha Casa, Minha Vida é o começo de um projeto nacional. Foram abertos os caminhos jurídicos e fiscais para isso”, analisou……………….
Nassif, vou postar sobre Uchiná ( Okinawa) no portal.Faz 130 anos que o nihon invadiu o outrora Reino Ryukyu.para , nós, Uchinanchus é como se acordassemos e descobríssemos argentinos.
Da NHK
Okinawa comemora 37 anos do final da administração dos Estados Unidos
Hoje, 15 de maio, celebra-se os 37 anos da devolução de Okinawa ao governo japonês, com o término da administração dos Estados Unidos no local.
Okinawa, no extremo sul do Japão, foi palco de uma das mais intensas batalhas por volta do final da Segunda Guerra Mundial. Acredita-se que cerca de 2.500 toneladas de bombas não detonadas permanecem enterradas na província, mesmo passados 64 anos desde o fim da guerra
Da NHK
Investimento estrangeiro na China cai 22,5% em abril
A China disse que o investimento estrangeiro naquele país caiu 22,5% em abril em comparação com os dados registrados no ano anterior, marcando o sétimo mês consecutivo de queda.
O Ministério do Comércio da China disse hoje, sexta-feira, que o investimento estrangeiro direto somou 5,89 bilhões de dólares no mês passado.
Yao Jian, porta-voz do ministério, disse que o impacto da crise financeira mundial está se expandindo na economia chinesa, indicando efeitos visíveis nos investimentos de empresas estrangeiras.
Entrementes, o ministério disse que o consumo doméstico cresceu 14,8% em relação ao ano anterior, graças às fortes vendas de automóveis e de equipamentos eletrônicos.
As vendas contaram com um incentivo em que foram introduzidos corte nos impostos de aquisição de automóveis e subsídio para a compra de aparelhos eletrônicos lançado em novembro, como parte de um pacote de estímulo do governo, no valor de 50 bilhões de dólares.
Nassif & Amigos, não sou insone, mas meu fora de pauta logo cedo é para os comentários “abalizados” da grande economista, filósofa, socóloga, jornalista e sabe-tudo-e-mais-alguma-coisa Lúcia Hipólyto, na CBN, acerca das mudanças na caderneta de poupança. Pense num programa de humor e num show baratíssimo de banalidades e opiniões desconexas! A mulherzinha é uma grande Ofélia, só fala quando tem certeza (”cala a boca, Ofélia” – lembram?) Só rindo, mesmo. E muito…Abs.
Da NHK
Encomendas de maquinária caem 1,3% no Japão
No Japão, as encomendas de maquinária caíram em 1,3% em março, comparadas com o mês anterior. Esta foi a terceira maior queda registrada até agora.
O governo disse hoje, sexta-feira, que os principais fabricantes de máquinas receberam um total de pedidos equivalente a cerca de 7,7 bilhões de dólares.
As encomendas excluem aquelas destinadas ao setor de navios e utilidades públicas.
As encomendas provenientes do setor da indústria de ferro e aço caíram. Também houve menos pedidos do setor de agricultura, reflorestamento e pesca. Em termos de valor, esta perda ultrapassou o aumento registrado para encomendas provenientes de firmas eletrônicas para equipamento de manufatura de microchips.
Funcionários do governo adiantam que embora as encomendas de maquinária estejam caíndo a um rítmo mais lento do que no processo anterior de queda, as companhias provavelmente não aumentem sua aplicação de capital num futuro próximo.
E essa nova “Sadigão”? Esté começando mais como “Perdia”…
Mas, se o Cade deixar, os caras ficam com 70% do mercado nacional. Sei lá quanto do internacional. Essa concentração serve como licença de imprimir dinheiro para uns poucos. Assim, nada de novo nesse front também.
MAS já ??
Logo logo Suzane estará de volta às ruas
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,reducao-de-pena-de-suzane-von-richthofen-sera-recalculada,370621,0.htm
SINCERAMENTE, este nosso desprezo pela VIDA HUMANA, refletido em nossa leis, processos, tramites e mazelas, TENHO CERTEZA, explica muito de muitas das delinqüências.
NEM tudo é causado por problema mental ou DRAMA SOCIAL, mas moral …muito é incentivado e facilitado pela IMPUNIDADE que rege o trato e o relacionamento das pessoas no dia a dia
BRASIL, se assim …nem daqui cem anos
Bom dia a todos!
Um bom show para o fim de semana.
Duofel
Local : Praça do coreto – Guararema/SP
Data : 17/05 20h
Nassif, a sugestão do nome para a fusão com a Perdigão : PERDIA…
( nós, povão com a formação do maior cartelinheiro, o dos ovos de ouro, porque lembrando o Aparício Torelli, o Barão de Itararé …
” Quando pobre come frango, um dos dois tá doente”
Sadia amplia receita, mas tem prejuízo de R$ 239 milhões no primeiro trimestre
Ebitda da companhia cai 75% no período e totaliza R$ 62 milhões; em contrapartida, receita líquida sobe 8,1% e soma R$ 2,2 bilhões
InfoMoney
14 maio 2009
SÃO PAULO – A Sadia (SDIA4) anunciou nesta quinta-feira (14) um prejuízo líquido de R$ 239,1 milhões no primeiro trimestre de 2009. O desempenho negativo se deu, segundo a empresa, por conta do enxugamento do crédito e da redução na demanda externa, devido à crise financeira.
Mesmo com o resultado negativo, a empresa já prevê melhora para o próximo trimestre. “O resultado da Sadia no primeiro trimestre sofreu o impacto do conjunto atípico de ajustes realizados na cadeia de valor por conta da crise econômica global. Contudo, já estamos sentindo os sinais de uma tímida recuperação dos mercados externos, em particular na Europa, e acreditamos que a partir do próximo trimestre as exportações deverão reverter a tendência do 1T09″, declarou.
O Ebitda (Geração Operacional de Caixa) da companhia também sofreu forte contração, passando de R$ 256,9 milhões para R$ 62,5 milhões, representando queda de 75,7% na comparação com os três primeiros meses de 2008.
Confira os números do primeiro trimestre:
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização
(em R$ milhões) 1T09 1T08 %
Receita Operacional Líquida 2.458,1 2.274,5 8,1%
Ebitda* 62,5 256,9 -75,7%
Lucro (Prejuízo) Líquido (239,1) 248,2 –
Investimentos
A Sadia realizou um total de investimentos de R$ 170,3 milhões no primeiro trimestre, 60,1% inferior quando comparado aos R$ 427,1 milhões investidos no mesmo período do ano passado.
A empresa destacou que a entrada em operação de novas unidades industriais que integram seu programa de investimentos também afetou seu desempenho financeiro durante os três primeiros meses do ano. “Os custos de produção dessas fábricas, mais elevados na fase inicial, contribuíram para aumentar os custos não-recorrentes no primeiro trimestre”, concluiu.
Justamente no momento em que milhares de brasileiros vivem uma enorme tragédia em consequencia de enchentes e secas, políticos se articulam em Brasília para legalizar o processo destrutivo ambiental que provoca esses terríveis danos a população e ao pais.
Estamos na contra mão do que deveria ser feito. Agora, e ja em atraso, deveríamos parar de fazer de conta e efetivamente estancar o desmatamento de nossas florestas. É urgente a aplicação das leis que protegem nossas matas ciliares. No momento, ao invés de leis que facilitem o desmatamento, deveríamos estar lançando um amplo programa de revitalização de áreas degradadas. Só assim conseguiremos minimizar novas tragédias.
Não sei se o povo que mais sofre saira vitorioso nessa historia. Em geral os que mantém algum poder de pressão sobre os políticos moram nos centros urbanos. As grandes cidades já sofrem os efeitos da destruição ambiental, mas seus habitantes ainda não conseguem visualizar onde realmente nasce o problema. Contudo, temos pouco tempo para resolver a questão. A natureza demora para se manifestar, mas quando o faz mostra a sua força. Os desertos jamais voltarão a ser florestas.
Passou ontem na TV SENADO:
Três tucanos bicavam insistentemente o presidente da mesa, que no momento era o Senador Mao Santa, para ler o relatorio da CPI que está sendo criada pelos mesmos para investigar a Petrobras. O presidente não aguentou tantas bicadas e foi substituido pelo Senador Heraclito Fortes. Os tucanos continuaram bicando o Presidente da mesa de todas as maneiras. Eis que de repente não mais que de repente, o Senador Heraclito, passou a presidencia da mesa para a senadora Serys e que somente com um tiro certeiro derrubou os tres tucanos. Isto é incrível!!!!!!!!!!!!
Não há como não falar desse brilhante artigo de Mauro Santayana
no JB de hoje 15/05/2009.
A cor ocre da pobreza
Não é de meu hábito, mas inicio estas reflexões com reminiscências pessoais. No início dos anos 40, em instituição do Estado para meninos sem lar, convivi, diariamente, durante quase três anos, com mais de 200 companheiros, brancos, negros, mulatos, cafuzos. De vez em quando, recordo-me de um deles, e tenho dificuldade em lembrar exatamente a cor de sua pele. Em minha memória, só de alguns as características físicas, por inusitadas, se destacam. De modo geral deles me lembro com uma só cor, a cor da pobreza, algumas vezes tingida pela esperança, e, outras vezes, pálidas de permanente tristeza, que a solidariedade do grupo, discreta, quase muda, aliviava. Naquele pequeno mundo, em que tínhamos o mínimo – e nesse mínimo, a que não faltava a palmatória, não se incluíam sapatos, nem escovas para os dentes – o nosso consolo era o sonho comum de liberdade.
Penso muito nisso, quando, em nome da igualdade, pretendem instituir no Brasil uma noção que a ciência rejeita, a de etnias humanas. Fico imaginando se, naquela comunidade a que pertenci, houvesse cotas cromáticas, a fim de que alguns dispusessem de atendimento especial pelos professores, tivessem um prato mais cheio, ou recebessem enxadas mais leves para o trabalho na lavoura. Se assim fosse, a nossa miséria seria insuportável. Os guardas, homens igualmente pobres, eram também negros, brancos, mestiços, e atuavam de acordo com sua personalidade, dois ou três com simpatia para com o nosso sofrimento, alguns com indiferença, outros com crueldade.
Sabemos que há também no Brasil o preconceito de cor, contra o qual há leis, e é necessário combater esta e todas as outras formas de discriminação. Em razão disso, é inadmissível o reconhecimento pelo Estado da diferença, mediante o proposto Estatuto da Igualdade Racial, que é claramente inconstitucional. O artigo V da Constituição, cláusula pétrea da Carta, não deixa dúvida: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade…”. É natural e humano que os negros, submetidos secularmente à opressão, anseiem pelo ressarcimento histórico. Não se duvida da boa intenção do autor do projeto, que se destaca em sua atuação no Senado. Muitas vezes, a ânsia de justiça leva à ingenuidade. Se o Estatuto for aprovado, a harmonia entre os brasileiros estará ameaçada. Muitos negros não defendem a legislação proposta, porque acreditam que ela provocará desentendimentos entre os pobres, e se baseiam na experiência comum de que os que se diferenciam se excluem. Disso sabem, com sua penosa história, alguns povos antigos.
Só há duas raças humanas, e são raças sociais, não biológicas: a raça dos oprimidos e a raça dos opressores. Durante a escravidão, os brancos pobres dispunham de liberdade formal, estavam livres do tronco e das marcas a ferro, mas eram também oprimidos. Alguns serviam como feitores de escravos, mas os feitores mais cruéis, de acordo com depoimentos antigos, eram os próprios negros. E os negros comprados nas costas africanas eram capturados e vendidos por outros negros. A cor da pele não torna os homens melhores ou piores. Não os faz mais inteligentes ou menos inteligentes, mais honrados ou menos honrados.
É razoável que haja cotas para os pobres, negros e brancos, egressos das escolas públicas. O sistema atual de vestibular privilegia os que foram adestrados para responder aos questionários, mas não identifica os mais aptos. A experiência vem demonstrando que, nos cursos universitários, os bolsistas do Prouni, negros e brancos, se distinguem por sua aplicação e inteligência. Sabem que ali está a sua oportunidade e procuram não desperdiçá-la. A democracia, até onde podemos entendê-la, se baseia na oportunidade igual e no mérito. A qualificação das pessoas se faz na base de sua capacidade. As leis de Nurenberg classificavam os homens pela cor da pele, medidas do crânio e textura dos cabelos – e exigiam a identidade “racial” nos documentos. Mas foram revogadas em 1945.
O que existe, sim, é intolerável injustiça social que, em alguns casos, o preconceito exacerba e a lei coíbe, quando é aplicada. Que todos tenham o mesmo direito, homens e mulheres, negros e brancos, mestiços ou albinos. Eles constituem a única raça, a raça dos homens.
Os tres tucanos:
Sergio Guerra
Tarso Jereissati
Artur Virgilio.
Pode-se discordar de tudo de José Dirceu, mas suas análises partem da sua obstinação, isso não se pode duvidar. Vejam este artigo do JB de 15/5/2009
2010: desafio para o PT :: José Dirceu
ex-ministro chefe da Casa Civil
Vou retomar aqui o tema das previsões sobre 2010, a partir de análise feita pelo presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, publicada pelo jornalista Ricardo Kotscho em seu blog. O centro da análise de Montenegro é que Serra vencerá no primeiro turno, que a era PT encerrou-se na crise de 2005, que Aécio Neves não tem chances a não ser a de candidato a senador pelo PSDB, que Cristovam e Heloísa Helena não têm como crescer, que Lula sairá consagrado como um dos maiores presidentes da história – ao lado de Getúlio e Juscelino – e que nada muda com a doença da ministra Dilma Rousseff.
O jornalista Merval Pereira, de O Globo, que escreveu uma coluna sobre as previsões de Montenegro e minha análise sobre elas, publicada em meu blog, confunde, como é de seu estilo, meu reconhecimento de que Serra hoje é favorito, com minha avaliação de que não tem chances de ser eleito no primeiro turno e há condições de se construir a candidatura Dilma Rousseff com amplo apoio para derrotá-lo.
É bem verdade que Merval reconhece que os tucanos não cantam vitória e estão perplexos com o que virá pela frente, já que tudo ainda depende da transferência de votos do presidente Lula, do PMDB e das alianças e palanques regionais. Merval é pessimista com relação ao PT, pela sua notória resistência a ceder nas alianças regionais e por suas divisões internas, mas não escamoteia os problemas do PSDB – a disputa de Aécio com Serra, candidaturas fracas aos governos de São Paulo e Minas Gerais ao contrário de 2002, o risco de divisão interna.
2010 está longe. Hoje, Lula continua a reinar nas pesquisas de popularidade e seu governo, com medidas necessárias, vai superando a crise. Tudo indica que o país voltará a crescer, em 2010, mais de 4%. Com iniciativas políticas e sociais, a tendência é o presidente da República terminar o mandato não só como um dos três mais importantes presidentes do país, mas com forte apoio popular e capacidade de transferir votos. Mas o que fará mesmo a diferença é a situação do país – e espera-se que ele estará em ritmo de crescimento da renda e do emprego, cenário bem diverso do de 2002, quando a crise era fato, assim como a impopularidade de FHC.
Se é verdade que o PT enfrenta divisões e resistências a alianças, também é verdade que o partido tem voto, foi duas vezes o mais votado para a Câmara Federal e tem palanques regionais fortes – inclusive em Minas Gerais – e pode construí-los em São Paulo.
A verdadeira questão para avaliar o que pode acontecer em 2010 é por que o país vai querer mudar de rumo e eleger presidente um tucano paulista, com tudo que isso representa, comparando os oito anos de FHC com os de Lula? Não se pode ignorar que Lula se reelegeu em circunstâncias totalmente desaforáveis: tinha enfrentado o ajuste fiscal e monetário de 2003/04 e a crise política de 2005. Foi em seu segundo mandato que as políticas de emprego e renda, os programas sociais e o PAC deslancharam e deram ao presidente, ao PT e aos aliados, os resultados favoráveis nas eleições de 2008 e o apoio de hoje. Isso sem considerar o peso que pode ter o voto feminino do Sul do país em Dilma Rousseff, nossa força no Norte e Nordeste e equilíbrio no Centro Oeste, nossa boa situação em Minas e o palanque no Rio. Por fim, a disputa em São Paulo, onde a eleição se decidirá.
Com relação ao efeito da doença da candidata no PT, ao contrário das avaliações de Merval Pereira, que afirma que ela levou à estaca zero as articulações em torno de seu nome, o processo continua se desenvolvendo normalmente com prioridade para as alianças e palanques regionais.
No entanto, concordo que o desenlace de 2010 depende da capacidade do PT de garantir sua unidade e construir palanques regionais e um programa de governo para Dilma Rousseff, de coordenar a campanha e a mobilização eleitoral. Já os demais fatores – a popularidade do presidente Lula e sua capacidade de transferir votos, a candidata e o apoio popular – vão em direção à vitória de Dilma. A questão é saber se o PT estará à altura do desafio, como esteve em 2002 e em 2006. De minha parte farei tudo para que esteja.