As mudanças na poupança
Coluna Econômica – 15/05/2009
A mudança na tributação da caderneta de poupança visou impedir uma revoada de recursos dos fundos de investimento, quando a taxa Selic baixar mais ainda. Hoje em dia a maior parte das contas é de pequenos poupadores, que formam um colchão estável, permitindo a concessão de financiamentos de longo prazo. Não seria oportuno revoadas de capitais especulativos entrando e saindo da poupança. As mudanças passam a taxar as grandes aplicações – justamente as que procuram mais os fundos de investimento e papéis privados.
Por outro lado, a decisão beneficia claramente as instituições que administram recursos de terceiros. A remuneração do investidor é dada pela valorização da carteira de papéis menos a taxa de administração. Em geral, tais taxas deveriam ficar em 0,5% ao ano sobre o patrimônio. Nos últimos tempos, aumentaram para 1,5%.
Com os juros caindo e a competição da poupança, os administradores seriam obrigados a reduzir suas taxas de administração. Com o refresco dado pelo governo, poderão se apropriar do diferencial aberto.
***
A rigor, a lógica da nova tributação da poupança é a seguinte:
- Suponha que o saldo na poupança seja de R$ 50.000,00 e a TR mensal de 0,03%. Haverá um crédito de R$ 15,00 de correção monetária. Depois, sobre o total (50.015,00) aplica-se o 0,5% de juros. Serão R$ 250,08.
- Desse total, abatem-se R$ 250,00 da faixa de isenção. Não sobre nada. Ou seja, não haverá tributação.
Agora imagine um outro exemplo, de R$ 100.000,00 de saldo de poupança.
- A TR de 0,03% equivalerá a R$ 30,00 de CM. Os juros de 0,5% incidirão sobre a soma do principal mais CM (R$ 100.030,00). Vai dar R$ 500,15.
- Desse total, abatem-se os R$ 250,00. Sobrarão R$ 250,15.
- Sobre esse total, aplica-se um redutor, que acompanhará a taxa Selic. Se a Selic estiver em 9%, por exemplo, o redutor será de 70%. Aplicando-se sobre os 250,15, os 30% restantes equivalerão a R$ 75,05. Esta será a parte tributável.
- Somando todas as parcelas mensais tributáveis, chega-se ao final do ano com um total de R$ 954,00 a serem oferecidos à tributação.
- Se o poupador estiver na alíquota máxima, de 27,5%, pagará R$ 262,34 de Imposto de Renda, para R$ 6.710,00 de juros acumulados que recebeu no período. Na prática é como se a remuneração anual da poupança caísse de 7,1% para 6,8%. Essa é a maior queda na remuneração da poupança, para pessoas da última alíquota da tabela do IR.
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Na hora do cálculo do IR, os juros serão somados aos rendimentos do aplicador. Se ele ganhar salário mensal até R$ 1.300,00, não pagará imposto. Se seu salário for de até R$ 2.000,00, no exemplo acima, o IR devido (pela aplicação na poupança) será de R$ 71,00.
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Apesar desses problemas, dessa complexidade, há um fato novo no ar. O Banco Central foi demovido de sua teimosia em não reduzir a taxa Selic. Ela irá despencar. Se o governo fizer uma boa ofensiva sobre a ponta do crédito, reduzindo tributação mas também obrigando os bancos a reduzir o spread, o país poderá ingressar em uma etapa inédita de crescimento, capaz de repetir os números dos anos 70.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: poupança, Selic

BNDES, 14.05.09
http://www.bndes.gov.br/noticias/2009/not060_09.asp
BNDES reduz taxas de empréstimo-ponte, capital de giro e pré-embarque
———————Como parte do esforço de melhorar as condições de acesso ao crédito para as empresas brasileiras, o BNDES reduziu os juros de suas linhas de capital de giro, pré-embarque e empréstimo-ponte.
A linha destinada à concessão de empréstimo-ponte para projetos de infraestrutura teve uma queda muito expressiva em seus juros, com diminuição no custo, de 14,5% ao ano para entre 8,15% e 10,05% (dependendo do custo da linha correspondente ao setor de investimento), mais o spread de risco.
——–A taxa cobrada no PEC (Programa Especial de Crédito) foi reduzida em 4,25 pontos percentuais. Com isso, em operações diretas os tomadores passam a pagar 10,25% ao ano, contra os 14,5% anteriores, mais o spread de risco.
——-Em operações indiretas, o custo também foi reduzido para 10,25%, acrescido da taxa de intermediação financeira, de 0,5%, e do spread do agente financeiro. Micro, pequenas e médias empresas não pagam a taxa de intermediação financeira. O limite que pode ser liberado por empresa é de R$ 200 milhões. O prazo total é de 36 meses, com 12 de carência.
Nas operações de pré-embarque, as taxas também tiveram uma redução substancial. Anteriormente, o custo da linha oscilava entre 10,55% e 11,25% ao ano, dependendo do tipo de produto financiado.
——-Agora, o custo passa a ser de 8,55% a 9,05%, mais o spread de risco. Em operações indiretas, acrescenta-se o spread do agente financeiro mais taxa de intermediação financeira (de 0,5%, sendo que micro, pequenas e médias empresas são isentas).
Nassif, sua anáise está bem clara, o raciocínio, perfeito.
me permita …não é só isso
A população sempre viu a POUPANÇA como tendo um mínimo de TRANSPARÊNCIA, liquidez e segurança.
As regras estabelecidas mais deixam duvidas do que regras rijas
A atual metodologia AINDA limita a queda mais acentuada da taxa interna que baliza a divida ..e a poupança continua indexada
MESMO neste patamar, em mais nada sendo feito, o efeito perverso do tal “dinheiro externo indesejável”, desta vez com efeitos no cambio e no Renda Fixa, NÃO estão assegurados, ao contrário, ainda estão perpetuados
POR TODO o barulho e expectativa criados, considero UM TREMENDO FRACASSO a tentativa de se sanear mais este descompasso
..descompasso que é bom que se diga abriga problema ímpar, de grandes dimensões e desafios AINDA não enfrentados, problemas indo da poupança popular até eliminação dos barracos “comunitários”
..e por estas, pela ABSOLUTA imobilidade deste governo em fazer muitas vezes o QUE TEM QUE TER FEITO, governo aparentemente mais preocupado em posar pra FOTO junto ao eleitorado e não brigar com banqueiro, reitero:
Se não com LULA, com quem ?
[...] Maio 15, 2009 in Jornalismo, Políticas públicas Meus conhecimentos de economia são menores que meu saldo no banco. Mas a coisa mais importante sobre as mudanças na taxação da poupança me parece ser algo que tem sido pouco discutido (ou pelo menos eu não estou vendo a discussão). É o ponto levantado pelo Nassif, neste bom artigo: [...]
Nassif & Amigos, o governo tinha outras soluções/opções menos barulhenta? Quais? Afinal, de uma forma ou de outra, somos quase todos poupadores. Abs.
Se eu tivesse o email da Eliane Cantanhede enviava seu ótimo artigo pra ela.
Em um podcast na Folha ela diz: “Eu ouvi do início ao fim a entrevista do ministro Guido Mantega (…) e confesso que não entendi patavina. (…) Eu ainda acho que essta taxação que o governo está fazendo na poupança da classe média ainda vai dar muita confusão”.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u565899.shtml
Nassif, supondo que as taxas de administração não caiam (pelo menos por enquanto), o governo empurrou o problema do piso da Selic para qual taxa mais ou menos? O Professor Dutra Sobrinho falou na CBN ontem que o novo piso seria ao redor de 8,75%, o que permitiria a Selic cair mais 150 pontos. Qual o cálculo de vocês? E se as taxas de administração fossem para patamares mais civilizados, entre 0,5% e 1%?
Nassif, veja o que retirai do blog “Entrelinhas”, escrito pelo leitor Alexandre Porto! eu entendi perfeitamente e espero que os leitores aqui do blog possam entender melhor e repassar aos seus amigos, colegas e parentes. Esse Jungmann foi um moleque irresponsável diante do que falou !
“Nem todo mundo com poupança acima de R$ 50 mil vai pagar IR; depende de sua renda anual. Um aposentado que ganha 1.000,00 por mês pode ter poupança de até 300 mil que continua isento. A parte tributável da poupança será somada aos rendimentos anuais do caboclo. Se não alcançar aquele valor isento, não há o que pagar.”
Alexandre está correto. Não é possível saber quantos brasileiros vivem exclusivamente do rendimento do dinheiro que juntaram na poupança, mas a certeza é que esses não serão tributados, salvo em casos em que o dinheiro poupado supere a soma de algumas centenas de milhares de reais, a depender da taxa Selic praticada. O exemplo utilizado por Alexandre em seu blog é bem didático:
“Nem todo mundo que tem um saldo acima de R$ 50 mil vai pagar IR. Os rendimentos tributáveis serão somados, na declaração de renda anual, aos rendimentos normais do poupador (aposentadoria, salário etc.). O poupador só vai pagar imposto se essa soma ultrapassar o valor não tributado pelo IR. Por exemplo, vamos considerar os valores das alíquotas de 2009, com isenção total para quem ganhou até R$ 16.500,00 em 2008. Feita as contas, uma poupança de R$ 200.000,00 com a Selic em 9%, vai adicionar aos seus rendimentos algo em torno de R$ 4.500,00. Mas se esta pessoa obteve outros rendimentos menores que R$ 12.000,00 anuais, ela não pagará nada, pois estará isenta.”
Evidentemente, quem juntou, digamos, mais de meio milhão de reais e tem uma aposentadoria pequena terá de pagar o IR sobre o total de rendimentos, mas poderá evitar a tributação se retirar o dinheiro da poupança e aplicar em outros fundos. Não devem ser muitos os caos deste tipo, mas eles certamente vão aparecer. A imensa maioria dos poupadores com mais de R$ 50 mil, porém, é gente rica mesmo, que tem outros recursos, dinheiro em outros fundos, na bolsa, além de bens imóveis, moeda estrangeira e otras cositas mais. Este pessoal realmente não ficará desassistido se pagar o IR sobre o rendimento da poupança, mas ainda assim cabe a opção por outros fundos.
A oposição chamar as novas regras de “confisco” é mesmo de um ridículo atroz. Se o ministro Mantega não fosse tão apagado e confuso, já teria feito picadinho da oposição. Contra fatos, como se sabe, não há argumentos…
corrigindo:
Nassif, veja o que retirei do blog “Entrelinhas”, escrito pelo leitor Alexandre Porto! eu entendi perfeitamente e espero que os leitores aqui do blog possam entender melhor e repassar aos seus amigos, colegas e parentes. Esse Jungmann foi um moleque irresponsável diante do que falou !
“Nem todo mundo com poupança acima de R$ 50 mil vai pagar IR; depende de sua renda anual. Um aposentado que ganha 1.000,00 por mês pode ter poupança de até 300 mil que continua isento. A parte tributável da poupança será somada aos rendimentos anuais do caboclo. Se não alcançar aquele valor isento, não há o que pagar.”
Alexandre está correto. Não é possível saber quantos brasileiros vivem exclusivamente do rendimento do dinheiro que juntaram na poupança, mas a certeza é que esses não serão tributados, salvo em casos em que o dinheiro poupado supere a soma de algumas centenas de milhares de reais, a depender da taxa Selic praticada. O exemplo utilizado por Alexandre em seu blog é bem didático:
“Nem todo mundo que tem um saldo acima de R$ 50 mil vai pagar IR. Os rendimentos tributáveis serão somados, na declaração de renda anual, aos rendimentos normais do poupador (aposentadoria, salário etc.). O poupador só vai pagar imposto se essa soma ultrapassar o valor não tributado pelo IR. Por exemplo, vamos considerar os valores das alíquotas de 2009, com isenção total para quem ganhou até R$ 16.500,00 em 2008. Feita as contas, uma poupança de R$ 200.000,00 com a Selic em 9%, vai adicionar aos seus rendimentos algo em torno de R$ 4.500,00. Mas se esta pessoa obteve outros rendimentos menores que R$ 12.000,00 anuais, ela não pagará nada, pois estará isenta.”
Evidentemente, quem juntou, digamos, mais de meio milhão de reais e tem uma aposentadoria pequena terá de pagar o IR sobre o total de rendimentos, mas poderá evitar a tributação se retirar o dinheiro da poupança e aplicar em outros fundos. Não devem ser muitos os caos deste tipo, mas eles certamente vão aparecer. A imensa maioria dos poupadores com mais de R$ 50 mil, porém, é gente rica mesmo, que tem outros recursos, dinheiro em outros fundos, na bolsa, além de bens imóveis, moeda estrangeira e otras cositas mais. Este pessoal realmente não ficará desassistido se pagar o IR sobre o rendimento da poupança, mas ainda assim cabe a opção por outros fundos.
A oposição chamar as novas regras de “confisco” é mesmo de um ridículo atroz. Se o ministro Mantega não fosse tão apagado e confuso, já teria feito picadinho da oposição. Contra fatos, como se sabe, não há argumentos…
A crítica às taxas de administração chegou a ser esboçada pelo PPS, o que seria uma crítica séria, objetiva, construtiva. Mas resolveram continuar centrando fogo no TERRORISMO das “alterações à la Collor”, e com isso se desmoralizaram (ainda mais).
Do raciocínio do Romanelli uma coisa ficou clara: ele acorda cedo (antes das 7:41)
Xo explicar isso tudo muito claramente: se a media esta contra, a medida eh certa porque media brasileira faz espionagem de sabotagem da populacao.
Ta dificil entender?
Creio que as mudanças anunciadas abre espaço para uma maior queda da Selic em respostas as condiçções impostas pelos membros do COPOM.
O Brasil poderá praticar juros reais bem mais baixos, diminuindo a taxa de retorno.
Agora depende do COPOM, e esse é um grande problema.
Juros negativos só devem ser adotados em condiçoes extremas, no geral as juros precisam ser positivos para estimular a poupança interna, a capitalização dos fundos de pensões, para cobrir os custos do sistema financeiro e proporcionar os lucros do sistema financeiro.
Olhando para o longo prazo, o Brasil ainda precisa realizar uma grande distribuição, que deve provocar alterações nos preços relativos e aumento dos custos do setores que depedem de uso intensvo de mão-de-obra, o que deve provocar uma inflação maior do que a média da inflação dos países que tem uma melhor distribuição de renda.
Dentro do atual patmar da meta de inflação os juros de 0,5% nominais mensais são insuficiente para proporcionar um estímulo adequado para o aumento da poupança interna em situação de um maior ritmo de crescimento do PIB.
O rendimento da caderneta de poupança de 0,5% ainda estálonge de se tornar o piso dos juros no Brasil, ainda temos que realizar a distribuição de renda para superar limite da inflação possível para manter um crescimento acima de 5% do PIB.
Nassif:
Segue artigo do Observatório de Imprensa:
CADERNETAS DE POUPANÇA
Notícias de um bom problema
Por Luciano Martins Costa em 14/5/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 14/5/2009
É tema de manchetes gerais a decisão do governo de propor a cobrança do Imposto de Renda sobre os rendimentos de cadernetas de poupança nas aplicações superiores a R$ 50 mil. A proposta ainda tem que passar pelo Congresso Nacional, mas o processo decisório revela como uma medida de caráter econômico sofre influências do entorno político, o que pode alterar até mesmo seu alcance e o seu significado.
No caso da poupança, claramente, a decisão da equipe econômica, referendada pelo presidente da República, foi induzida em parte pela campanha promovida por um partido de oposição, que vinha fazendo anúncios que mexiam com o velho temor do confisco.
Se vier a ser aprovada no Congresso, a taxação vai passar a ser aplicada a partir de 2010 e deve atingir apenas 1% dos poupadores, que são titulares de 40% do saldo total da caderneta de poupança. Paralelamente, o governo pretende reduzir o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos dos fundos de investimento.
Conforme vem sendo noticiado pela imprensa, o impasse foi criado pela queda forte e progressiva da taxa básica de juros, que estava tornando a caderneta de poupança mais atraente do que os fundos de investimento. A migração em massa de grandes investidores para a poupança poderia provocar um movimento especulativo e afetar o principal instrumento econômico da população de baixa renda.
Além disso, os recursos da poupança são destinados a financiar o mercado imobiliário e uma distorção poderia colocar em risco a disponibilidade de recursos para outras finalidades de crédito.
Mais cortes
Reportagens, colunas e entrevistas com analistas, publicadas na quinta-feira (14/5), estão repletas de explicações satisfatórias para a medida tomada pela equipe econômica. O que os jornais estão deixando um pouco de lado é o fato de que o problema que se tenta resolver com a taxação das maiores poupanças foi criado pela queda da taxa básica oficial de juros, que só tem sido possível por uma conjunção integrada de fatores positivos na economia.
O Brasil comemora dez anos de controle da inflação e estabilização econômica, que permitiram ao país desenvolver políticas sociais efetivas e se apresentar ao mercado global como um protagonista respeitável.
No fundo, o que falta ao noticiário é deixar claro que estamos falando de um bom problema: a medida abre caminho para novos cortes na taxa de juros.
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A verdade do parlamento
Deputados da bancada ruralista derrubam na Comissão de Meio Ambiente da Câmara projeto que regulamenta a produção, rotulagem e comércio de agrotóxicos. Essa nota curta, meio escondida numa coluna da edição de quinta-feira (14) de O Globo, fala muito mais sobre como funciona o Congresso Nacional do que o resto do noticiário político.
A chamada bancada ruralista, núcleo duro do que existe de mais conservador na política nacional, atua como uma tropa militar. São parlamentares disciplinados, possuem recursos em abundância, contam sempre com a simpatia da imprensa. E estão permanentemente a serviço de causas controversas, como as tentativas de aliviar a legislação de preservação do patrimônio ambiental do país.
A nota publicada na quinta-feira, sobre tema que mereceria muito mais atenção, é um símbolo da verdade que é omitida dos leitores: a bancada ruralista não representa necessariamente a agricultura brasileira. Ela representa a indústria de agrotóxicos.
Parte do problema
Há cerca de dez anos, essa mesma bancada, com poucas alterações entre seus integrantes, formou a tropa de choque com a qual duas ou três indústrias químicas tentaram fazer passar uma legislação leniente sobre a liberação de sementes transgênicas. Hoje, os produtos transgênicos são uma praga cada vez mais ameaçadora sobre a agricultura tradicional e podem vir a colocar em risco, no curto prazo, a economia agrária do Brasil.
O Congresso é isso: um consórcio de interesses privados que se autodenomina representante da sociedade civil organizada.
Enquanto se limitar a criticar o nível dos parlamentares e se omitir do debate sobre a questão da representatividade do Congresso, a imprensa estará abordando apenas uma parte do problema político do Brasil.
Ou seja, a grande mídia se distraiu, pois não é todo dia que deixa à mostra ( com nitidez inquestionável) o lado a quem atende desde sempre, o modo como “informa” os incautos que nela confiam:
Por fora, na primeira página, em caixa alta colorida e pela metade – o estardalhaço sobre a poupança – notícia sob medida pro povaréu, pros analfabetos funcionais;
Lá por dentro, em nota curta, os transgênicos- notícia sob medida pros parceiros.
Agora, o argumento canalha- Informou sobre os dois assuntos? Informou…, yes.
Para os que ainda lêem diariamente a lixarada, sugiro a utilização de lupa, caso contrário ficarão a reboque dos fatos.
Sobre os transgênicos, cabe a comparação:
Por aqui – Arduamente defendidos há poucos anos atrás, num inacreditável show de tergiversação que levou muitos inocentes úteis a reclamarem pelo direito de intoxicar suas famílias.
Um dos argumentos freqüentemente utilizados à época- pesquisas realizadas nos USA não indicavam malefícios à saúde; só “esqueceram” de informar que as tais pesquisas sobre o assunto ficaram formalmente proibidas durante os oito anos do governo do grande Bush Jr.
Por lá- Começam a ser banidos em diversos países centrais- ah! a rotulagem e comércio devidamente disciplinado são matéria dada, claro.
Valor Econômico , divulgado pelo Clipping do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,15/05/2009
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/5/15/alteracao-na-poupanca-reduz-o-juro-bancario
————–Alteração na poupança reduz o juro bancário
————–Autor(es): Fernando Travaglini
As mudanças na tributação da poupança, anunciada pelo governo na quarta-feira, podem ter um efeito positivo na oferta de crédito. De acordo com Rogério Oliveira, diretor de Pesquisa Quantitativa para Mercados Emergentes do Barclays Capital, as alterações removeram os obstáculos à redução da Selic e, dessa forma, permitiram que as taxas de juros negociadas nos mercados futuros recuem ainda mais.
“Essa queda é repassada diretamente para a economia, por meio da redução dos juros bancários, melhorando o crédito. Nesse sentido, a medida foi positiva”, afirma Oliveira.
Esse mecanismo de repasse ocorre porque os bancos, quando precificam o crédito, não se baseiam na taxa de curto prazo, mas sim nas expectativas do mercado futuro que negocia contratos na BM&F Bovespa. Assim, para um financiamento de veículos, por exemplo, de três anos, a instituição financeira olha os contratos de DI com vencimento em 2012.
Havia, no entanto, uma incerteza com relação à postura do governo em impedir que a poupança ficasse mais atrativa que os fundos de renda fixa. Por conta disso, os juros mais longos mantinham um inclinação importante em relação aos contratos mais curtos, da ordem de 150 pontos base. Segundo Oliveira, essa diferença deve recuar para 100 pontos, “ou um pouco mais”.
“A tendência é que a taxa caia”, disse. Oliveira espera que nas duas próximas reuniões do Copom, do Banco Central, a Selic seja reduzida em mais 0,75 ponto e 0,5 ponto, respectivamente, derrubando a taxa para 9% ao ano……………………………..
Nassif,
Diante da advertência de “É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Redação Terra.”, segue o link da entrevista do Lula sobre essas mudanças, onde ele diz, em coletiva, que a oposição mente ao compará-lo com Collor.
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200905142327_RED_78071298
Esse tema da poupança, pode não ser muito claro aos leigos poupadores.Principalmente,aos que se enquadram entre aqueles 99%…
Contudo, a confusão e o oportunismo se multiplicam,graças a atuação da mídia, que mistura opinião com notícia num mesmo espaço . Conclui,por editorializar a matéria inteira: confusionismo que atende a estratégia da oposição.
Não adianta baixar a Selic com o dolar derretendo.
Deputados e senadores, por favor defendam as economias dos brasileiros, pois segundo o Presidente LULA, ele gostaria de ver todos os brasileiros aplicando na bolsa de valores, correndo riscos. Ele considera investimentos seguros como poupança e CDB especulação improdutiva, é provável que neste sistema que o presidente LULA deseja, muitos brasileiros venham a perder as suas economias conseguidas com muito trabalho durante toda as suas vidas.
Essa politica do governo LULA de desestimular as aplicaçoes seguras como a poupança, incentivando os brasileiros para aplicarem em fundos de investimento, que para serem atrativos mesclam (misturam) títulos do governo com papeis de mercado como ações, é uma irresponsabilidade, podendo levar alguns brasileiros que necessitam fazer investimento seguro para garantir um futuro melhor, a terem sérios prejuizos. Na atual crise podemos perceber o que aconteceu com as aplicaçoes em bolsa de valores. É muito estranho que um governo, que afirmou, no inicio da crise, que as economias dos brasileiros teriam que ser protegidas da especulaçao financeira agora esteja forçando os brasileiros para um mercado financeiro de alto risco. Porque isso está acontecendo? Porque aderir ao sistema de investimentos de altos riscos praticado nos Estados Unidos? Será porque agora o LULA é o “cara”?
Essa é a hora do Brasil mostrar criatividade, fortalecendo o seu sistema de captaçao de recursos financeiros (captação de poupança) através do incentivo ao investimento responsável que não seja corroÍdo pela inflação e remunere o esforço de poupança feito heroicamente pelo brasileiro que consegue poupar, evitando mercados de regulamentação duvidosa, (COMO OS FUNDOS DE INVESTIMENTO, VERDADEIRAS CAIXAS PRETA), evitando copiar sistemas de paises como os Estados Unidos o qual é baseado em forte especulação e altos riscos em bolsa de valores. Chega de sermos submissos ao sistema da especulaçao em bolsa de valores. Vamos valorizar o investimento responsável, ou o governo quer ver as economias poupadas pelos brasileiros perdidas na especulaçao financeira nas bolsas de valores? Será que esse é o socialismo que o PT quer para o Brasil, ou será que o PT abandonou de vez o socialismo e vai jogar o pais de vez no capitalismo selvagem que não garante o futuro dos brasileiros que trabalham na iniciativa privada e portanto necessitam fazer poupança segura?
VAMOS DEFENDER AS ECONOMIAS DOS BRASILEIROS DE MAIS ESSA AMEAÇA. ESSA É UMA COMPANHA APARTIDÁRIA APESAR DESSA AMEAÇA ESTÁ PARTINDO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), ACREDITAMOS QUE AINDA EXISTE PESSOAS SENSATAS NESTE E EM OUTROS PARTIDOS QUE NÃO CONCORDAM COM ESSA POLITICA AMEAÇADORA CONTRA AS ECONOMIAS DOS BRASILEIROS QUE NECESSITAM FAZER POUPANÇA.
Nassif, igualmente importante eh pautar o efeito-renda dessas novas regras, pois ha um mecanismo de transferencia de renda (conforme a progressividade das aliquiotas de IR). Muito do barulho que se faz na midia eh por conta dessa transferencia nao desejada por parte significativa da sociedade (rentista) que nao quer ser mais tributada do que ja eh (trata-se do slogan “chega de impostos”).
Apesar de nao concordar com o modo como foi instrumentalizada essa transferencia, trata-se de algo que precisa acontecer no Brasil. Uma das causas da rigidez das taxas de juros no Brasil em patamares elevados eh a concordancia da classe media (alta) em manter-se “socia” da rolagem da divida publica.
Que venha a Era dos Juros Baixos, enfim, para nao ter mais esse alibi para evitar mecanismos mais ativos de redistribuicao de renda. O credito mais barato certamente eh o caminho.
Caro Nassif,
Pelo sua finalização, poderiamos dizer que, caminhamos para o fim do paradigma brasileiro e o “mito” criado por Pérsio Arida, que tempos atrás, em discurso ao receber a premiação de economista do ano, argumentou deliberadamente e neoliberalmente, que “juros altos e jabuticaba só tem no Brasil” ?
Parabéns!
Esta é uma análise correta e de conteúdo.
A crítica agora tem um objetivo concreto, apoiada nas dificuldades políticas do Banco Central em reduzir a taxa SELIC, tendo em vista a necessidade de alterar os rendimentos em Caderneta de Poupança.
As decisões políticas são sempre mais complexas do que as soluções técnicas, mas os processos técnicos só podem ser aplicados de acordo com a Lei, portanto em função de um pacto ou acordo político que respalde legalmente a decisão técnica.
Faltou apenas complementar o comentário, expondo que tais medidas são apenas propostas até que o Congresso Nacional aprove a decisão técnica e que tal processo pode trazer desgaste político ao governo por conta da falte de responsabilidade política de alguns parlamentares, fato corriqueiro na vida brasileira.
Esse detalhe faz parte do esclarecimento necessário à sociedade para que as decisões técnicas não sejam manipuladas em favor dos astutos e em prejuízo dos cidadãos e dos governos.
É indispensável deixar claro que os governos precisam de apoio político para governar e que os profissionais da política, responsáveis pela administração do Estado, necessitam manter os seus empregos e, portanto, manter-se no poder. Isso faz parte da natureza humana e da sobrevivência dos homens. Não se trata do poder pelo poder, mas do instinto humano pela sobrevivência. Porém, é imperativo alertar a sociedade para que o instinto pela sobrevivência dos astutos seja contido por um mínimo de ética ou de castigo penal e político. Só assim as decisões técnicas poderão ir além dos interesses políticos dos nossos parlamentares, principalmente daqueles que no momento da deliberação técnica esteja na oposição, buscando um espaço no Poder. O conhecimento e esclarecimento da sociedade é a verdadeira solução.
Opiniões sem conteúdo muitas vezes atrapalham mais do que ajudam na reflexão dos problemas.
Nassif:
Ok, é realmente mais prático.
Um abraço
O “modelo” articulado na década de 1990 é esse mesmo que o Luís Nassif descreveu muito bem no livro ‘Os cabeças-de-planilha’ (Ediouro, 2007). Ele, o modelo, deriva das concepções teóricas do sociólogo uspiano Fernando Henrique Cardoso de que as elites brasileiras são incapazes de organizar um processo autônomo de desenvolvimento econômico democrático.
Caberia, portanto, aos mercados solucionar questões de organização econômica. Que se terceirize o Banco Central e se transfiram, pelas vias das privatizações/desnacionalizações, as empresas públicas, afinal, a história havia terminado com a queda do Muro de Berlin (1989). Henrique Meireles fez carreira no sistema financeiro e possui a visão de mundo própria desse sistema. Não quero dizer com isso que ele defenda os interesses do sistema do qual é originário. Isso seria até natural.
A questão, penso, é um pouco mais delicada. Por que a presidência do Banco Central do Brasil é cargo que precisa passar pelo carimbo do “mercado”? Essa carimbada influi na administração da política monetária? Quem tiver alguma dúvida deve ler o livro do Luís Nassif.
Alguns ainda defendem a continuação da economia de cassino no Brasil.
Segundo afirmou John K. Galbraith, em ‘A sociedade afluente’ (1958), a riqueza é inimiga da compreensão. O contexto dos economistas clássicos da escassez havia sido vencido pelo progresso técnico e a economia de mercado pura, por negligenciar as decorrências da competição imperfeita, se tornara insustentável do ponto de visto político para as sociedades democráticas.
Galbraith sugere inclusive que as conveniências podem inclusive se tornar sacrossantas. A ordem econômica não conforma um simples e coerente padrão. Consequentemente encontra-se na interpretação dos fenômenos econômicos a competição entre o que é certo e o que é aceitável.
No final, haveremos de decidir se colocaremos as questões das iniqüidades sociais na agenda da sociedade afluente e se nos protegeremos daqueles que defendem os grandes interesses pecuniários estabelecidos, que, por sua vez, levarão o planeta para as cinzas da destruição.
no valor
Para valores menores, até R$ 50 mil, a caderneta será indiscutivelmente a melhor opção num cenário de juros baixos, inferiores a 10% ao ano. Só fundos com taxa de administração inferior a 1% ao ano serão páreo para o juro anual isento, de 6,17% ao ano, das cadernetas populares, que ficaram fora da complexa tributação prevista para começar em 2010. E isso mesmo com a prometida redução do imposto de renda sobre a renda fixa, de 22,5% para 15%. A caderneta de poupança vira, assim, alternativa interessante até para quem quiser diversificar parte de suas aplicações.
Se o juro voltar a superar os 10%, a vantagem da caderneta diminui e fundos que cobram até 1,5% ao ano voltam a ser atrativos. Mas como há fundos populares com taxas de administração muito mais altas, a mudança serve de deixa para o investidor que está em um deles rever suas aplicações. “A discussão sobre a poupança não anula a das taxas de administração porque, com o juro menor, o impacto da cobrança na rentabilidade é muito maior”, diz Ricardo Leal, do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Basta lembrar que uma taxa de 4% ao ano equivale a quase metade do juro previsto para o fim do ano, de 9%.
De novo os bancos foram atendidos pelo PT neste caso da poupança. Vão ter redução de impostos nos fundos e poderão apropria-lo, como bem explicou Nassif. O que precisa é de fomento à competição para os bancos diminuirem sua taxa de administração, e o governo controlar mais seus gastos, para não ter sempre que ir “á boca do caixa” por esta necessidade desesperada de financiamento de títulos publicos.
O golpe de misericórdia que sugerí para quebrar de vez a retórica da oposição neste caso da poupança, era remunerar com 10% da taxa SELIC as pequenas poupanças e taxar os rentistas.
Mesmo assim, a solução encontrada me parece adequada a situação atual da economia. O resto são os cães ladrando quando a carruagem está passando!
Não acredito até a Diagramação melhorou.
Ou seja, criticar o que é criticável nas medidas do governo não passa pela cabeça da oposição, né? É difícil de explicar, como fêz o Nassif. Requer ponderação e paciência. Então às favas com os fatos e o bom senso, vamos tacar fogo no circo. Aí ô Zé Mané da esquina, o governo vai confiscar seu dinheirinho da poupança! Não é Jungmann? Mas cuidado quando o circo pega fogo, o primeiro a se quiemar é o palhaço
Ao fazer uma avaliação ou crítica sobre a administração econômica do Estado é preciso ter em mente que não cabe ao governo dar Golpe de Estado ou em grupos sociais, mesmo que tais grupos representem ou constituam-se em grupos aristocráticos predatórios.
O Estado de Direito e o Estado Social têm, por respeito a lei, de respeitar a Constituição e as instituições.
Um governo que se constitui seguindo as regras do Estado Democrático de Direito, onde a Lei deve prevalecer para garantir, aparelhar, fortalecer e conservar a equidade na sociedade, só pode estabelecer normas e fazer revoluções que venham a produzir uma sociedade melhor e um Estado forte.
Os direitos dos ricos não podem prevalecer sobre os direitos do pobre e vice-versa.
Embora haja injustiças na sociedade o governo não tem o direito de alimentá-la. Compete ao Estado e ao Governo revelar as diferenças, sociais, políticas, culturais, econômicas, raciais, etc, para poder fazer ou estabelecer a Justiça; assim como, incumbe ao Poder Judiciário fazer cumprir a Lei e garantir o Direito. Isto é o que diz a razão desde os tempos de Platão.
Aos golpistas, agitadores sociais e revoltosos pertence a bandeira da mudança violenta e não ao governo, portanto não se pode cobrar de um presidente: ético, responsável e respeitado uma atitude inconseqüente e ilegal. Afinal, ele jura cumprir a Constituição.
Vamos ao debate e as críticas, mas considerando o Estado Democrático de Direito ou se apresentando como transformador radical, como fazem os éticos, que escrevem nesse Blog. Deixemos as falácias e as mentiras para a mídia irresponsável e seus profissionais.
pode-se dividir uma aplicação de R$ 150.000 em três ou quatro poupanças e evitar a tributação??
Creio que não haverá tributação na fonte 2010 para a caderneta de Poupança e sim na declaração do I.Renda que é será realizda até abril de 2011.
As regras foram boas, pois possibilitam distribuição de renda e baixam o piso dos juros. O que não se pode é criar terrorismo como o PPS, que fala em confisco de poupança, se mostrando uma oposição irresponsável. Está indo contra a distribuição de renda e contra a queda nos juros.
Estou iniciando um tratamento dentário e tenho menos de R$ 10.000,00 na cadernete de poupança economizado, pois, fiquei desempregada a tres anos e não tive mais como colocar lá. Vou precisar utilizar o dinheiro. Existe alguma possibilidade deu ter que usar de meios jurídicos para ter que usar esse dinheiro sem ele ser mexido pelo governo futuramente?
Se existisse uma Justiça eleitoral decente neste país, o PPS, partido que afrontou a Constituição Brasileira e prejudicou milhares de poupadores, teria o seu registro cassado, como manda a Lei. E ainda seria condenado a indenizar suas vitimas. Mas como a justiça e a mídia são controlados pela oposição, a Miriam Leitão ainda vem dizer que “a culpa foi do governo”.
Tudo o que eu queria saber, já sei.
Que as poupanças abaixo dos 50 mil não serão prejudicadas e portanto a maioria está fóra de se preocupar com isto, mas quem tem acima, tem um senhor problema para resolver.
O engraçado é que eu não consigo entender o por que os politicos teimam em dizer que esta cobrança de imposto de renda sobre a poupança vai prejudicar o trabalhador!!
Isto é uma enorme mentira, como uma pessoa que tem acima deste valor é um trabalhador se subentendermos que trabalhador é quem ganha até 10 salários mínimos?
Só pode ser uma passoa que ganha tanto que não há como aplicar por causa do medo de perder com as constantes subidas e descidas da bolsa e se contenta com os ganhos que ela oferece.
Como então eles insistem em dizer que isto é um problema de todos quando na verdade é só de uma minoria que tem as vultosas somas de dinheiro na poupança?
Eu não me considero um especulador e sim, um simples poupador.
Eu, não aceito que dizem em meu nome que esta cobrança irá me prejudicar quando na verdade ela não irá.
Por que então eles não são honestos de dizer que prejudica a quem tem poupaça além do limite pré estabelecido e não o trabalhador?
Mas que mania de generalizar um problema restrito apenas a uma parcela da população.
Cada coisa em seu devido lugar, portanto.