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15/05/2009 - 13:13

A poupança e a queda da Selic

Conforme vocês conferiram em outros posts, à medida que a Selic for caindo, será diminuído o fator de redução da parte tributável dos juros da poupança.

Cria-se uma situação curiosa. Como o pequeno poupador não será tributado, chegará o momento em que a poupança dele renderá mais do que a Selic.

No caso dos grandes investidores – alíquota máxima de IR -, supondo que a TR fique em 0,03% ao mês, à medida que caia a Selic, cai sua remuneração na poupança, mas cai também o diferencial entre a taxa Selic e a da poupança – que, grosso modo, corresponde à taxa de administração do banco.

Com a TR a 0,03%. a remuneração líquida anual da poupança isenta continuará sendo de 7,11% independentemente do valor da Selic.

No caso dos poupança sujeita à maior tributação, com a Selic a 9,5%, a poupança renderá liquidamente 6,85% – uma diferença de 2,98%. Com a Selic a 7%, a poupança renderá 6,24%, ou apenas 0,25% de diferença.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,

16 comentários para “A poupança e a queda da Selic”

  1. Adilson disse:

    Nassif,

    Você deveria mandar essa explanação para o Deputado Raul Jugmann e para a Miriam Leitão.

    Pois, pelo demonstrado não é calote, tampouco o fim do mundo.

  2. Marcão disse:

    Olá , Luis Nassif

    Como se chega ao numero 600.894 poupadores
    acima de R$ 50 mil , sera o mesmo que dizer
    na epoca do descobrimento o Brasil tinha
    mais de cinco milhões de indiginas em varias
    nações , já havia IBGE naquele tempo ?
    E segundo o TSE em numeros de Abril 2009
    São Paulo tem 29.234.737 eleitores contra o TRE SP
    mostra 29.173.863 mesmo mes , qual sera o correto?

  3. fabio disse:

    Adilson, não se esqueça do PSDB, DEM…
    Os caras simplesmente não falarão mais no assunto, sem explicar que, pelo exposto, os pequenos irão é lucrar com a medida em um futuro próximo.(se o BC deixar os juros caírem)

  4. Marcio Cunha do Nascimento disse:

    Quem tem mais do que R$ 50 mil numa poupança poderá “quebrá-la” em duas ou mais?? Ficaria também isento?? Ou foram criados mecanismos para evitar isso?

    Haverá controle pelo CPF.

  5. Calvin disse:

    Com essa regra complicada para o IR da poupança o governo conseguiu finalmente reeditar as famosas “tablitas”..
    “Nada se parece mais com tablita que a tabela de desconto do IR a ser introduzida sobre os rendimentos dos saldos superiores a R$ 50 mil nas contas das cadernetas. Atrelaram a coisa à Selic. Se ela ficar acima de 10,5%, não há imposto, nada muda. Abaixo de 10,5%, haveria seis faixas de incidência sobre o rendimento dos depósitos acima de R$ 50 mil: de 20% a 100%, caso a Selic recue até 7,25%.”

  6. Carlos Cupolillo disse:

    Como os rentistas já devem estar posicionados, o governo provavelmente não mexerá em nada até que os juros básicos estejam a 8,5%, que equivaleria a 6,8% ou 7,23% limpos para quem investiu entre 6 meses e 2 anos. Para estes, mudar de posição transferindo recursos para a poupança não será interessante além de considerar que os rendimentos da poupança não funcionam “pro rata”. Após duas reuniões do COPOM, poderemos ter novidades. Acho que a fórmula idealizada para a poupança ficou complicada para o entendimento do povão.
    Mas não se iludam: DEM, PPS e PSDB, vão fazer barulho. É o que eles sabem fazer.

  7. Itamar disse:

    No meio do caminho da SELIC, existe um COPOM. Existe um COPOM, no meio do caminho da SELIC.

    O em que a SELIC baixar a 6%, nem o DD irá precisar utilizar de suas falcatruas para investir o seu (o nosso) dinheiro. Até o dito irá investir na economia REAL.

    É o que todo Brasileiro espera para este País solte de vez o freio de mão e comesse a crescer de vez, sem medo de ser feliz.

  8. Nanaco disse:

    Como estou dizendo… esse estardalhaço todo, e quase ninguém constata que a poupança está virando um dos melhores investimentos conservadores para quem tem até 50k ou até mais, dependendo do fundo com que se compara. E fica o pessoal assustando o povo. Banqueiro, como sempre, sorri. Se a intenção é evitar a saída de investidores dos bancos, eles podem contar a sobrevida do medo.

  9. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que Juros negativos só devem ser adotados em condiçoes extremas, no geral as juros precisam ser positivos para estimular a poupança interna, a capitalização dos fundos de pensões, para cobrir os custos do sistema financeiro e proporcionar os lucros do sistema financeiro.

    Olhando para o longo prazo, o Brasil ainda precisa realizar uma grande distribuição, que deve provocar alterações nos preços relativos e aumento dos custos do setores que depedem de uso intensvo de mão-de-obra, o que deve provocar uma inflação maior do que a média da inflação dos países que tem uma melhor distribuição de renda.

    Dentro do atual patamar da meta de inflação o rendimento da Caderneta de Poupança com juros de 0,5% nominais + TR mensais são insuficientes para proporcionar um estímulo adequado para o aumento da poupança interna em situação de um maior ritmo de crescimento do PIB.
    ————-Ainda temos que realizar a distribuição de renda para superar limite da inflação possível para manter um crescimento acima de 5% do PIB

    Creio que as mudanças anunciadas abre espaço para uma maior queda da Selic em respostas as condiçções impostas pelos membros do COPOM.
    O Brasil poderá praticar juros reais bem mais baixos, diminuindo a taxa de retorno, estimulando o investimento e o fortalecimento do Mercado Interno.

    Agora depende do COPOM, e esse é um grande problema

  10. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que os caso dos investidores com aplicações superiores a R$ 50 mil, ficará a opção de deixar R$ 50 mil na Caderneta de Poupança e restante nas demais aplicações disponíveis no Sistema financeiro.

    O que em tese deve proporcionar uma aumento nos depósitos realizados na Caderneta de Poupança.

  11. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que caso ocorra uma grande queda no saldo dos depósitos de poupança que alcançou R$275,4 bilhões em março de 2009, o BACEN poderia reduzir o compulsório da Caderneta de Poupança.

    Caso o destino do aplicadores da caderneta de Poupança seja os fundos atrelados ao títulos da dívida pública, o Tesouro Nacional podeia fazer emissão de títulos para fundos de crédito destinados ao financiamento imobiliário.
    Aliás é o mais correto já que os Titulos do tesouro Nacional podem ser de longo Prazo, 10,20,30 anos e são garantidos pelo Governo da mesma forma que os depósito em caderneta de Poupança.

  12. Eduardo Clasen Back disse:

    Nassif, você acredita mesmo que veremos a SELIC em 6%?

    Acredito.

  13. Roberto São Paulo/SP disse:

    Reuters, divulgado pelo Último Segundo do IG, 14/05/2009 – 11:14
    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/14/mario+mesquita+defende+ampliacao+do+papel+dos+bcs+no+pos+crise+6123908.html
    ———Mário Mesquita defende ampliação do papel dos BCs no pós-crise
    ——–RIO DE JANEIRO (Reuters) – O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, defendeu nesta quinta-feira uma ampliação do papel dos BCs após a crise financeira global.

    “A atual crise parece ter dirimido dúvidas sobre um tema que há 10 anos era objeto de controvérsia: a atuação dos bancos centrais no campo da supervisão bancária e da estabilidade sistêmica em contraposição a desenhos institucionais, dos quais o BC dedica-se primariamente apenas à política monetária”,
    ——–disse Mesquita na abertura de um seminário sobre os 10 anos do sistema de metas de inflação do Brasil.

    O diretor do BC acrescentou que a crise global mostrou que a autoridade monetária precisa ter informações detalhadas sobre a liquidez das instituições financeiras.

    “É importante que os responsáveis pela política monetária tenham as informações mais precisas possíveis, que são aquelas derivadas das atividades de supervisão quanto ao estado das instituições financeiras. A experiência de diversos países na crise atual sugere que regimes de supervisão descentralizada podem carecer de agilidade decisória”, afirmou Mesquita.

  14. Roberto São Paulo/SP disse:

    Reuters, Reuters, divulgado pelo Último Segundo do IG, 15/05/2009 – 19:29
    http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/15/meirelles+diz+que+ha+alternativas+para+a+poupanca+6159929.html
    ————-Meirelles diz que há alternativas para a poupança
    ————-RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que o governo tem alternativas para a proposta de mudança na tributação da poupança, caso o Congresso Nacional não aprove projeto anunciado pela área econômica esta semana.
    ————Meirelles destacou, contudo, que a proposta a ser encaminhada ao Congresso é “a ideal” e transferiu indiretamente para os parlamentares a responsabilidade sobre a continuidade da trajetória de queda da taxa básica da economia (Selic)………………………
    ……..Meirelles frisou a importância da remoção de “entraves institucionais” a queda dos juros.

    “Limites à queda na taxa de juros certamente têm consequências importantes para a possibilidade de crescimento do produto e do emprego no Brasil”, disse.

    METAS DE INFLAÇÃO
    Meirelles não descartou o possível aperfeiçoamento do regime de metas de inflação no Brasil. Segundo ele, após a crise financeira global, os bancos centrais de todo o mundo iniciaram “uma grande discussão” sobre o tema.
    ————–Um dos pontos dessa discussão, segundo Meirelles, diz respeito à inclusão de novas variáveis no monitoramento da política monetária, como preços de ativos financeiros, ações, preços de imóveis e expansão do crédito…………………..

  15. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que a quebra do Lehman Brothers foi uma das grandes oportunidades para os membros do COPOM mudarem a Política Monetária.

    Os recentes pronunciamentos dos membros do COPOM e as duas últimas atas de março e abril de 2009 podem indicar que a alteração dos rendimentos da Caderneta de Poupança e as novas normas de regulamentação do sistema financeiro americano e mundial podem ser o argumentos escolhidos para a mudança da Polítca Monetária no Brasil, ainda que tardia.

  16. marco disse:

    bom dia ! queria tirar uma duvida , ganhei ação trabalista em 2006 e ficou retido na fonte 17.000,00 , ontem saiu no jornal exsta que a procuradoria geral da fazenda nacional informou que trabalhadores que saíram vitoriosos em açoes na justiça trabahlista , nos ultimos quatro anos, poderao ter de volta o (ir) cobrado sobre o total da causa ganha , os recursos são corrigidos pela taxa básica de juros (selic) voce poderia explicar melhor.obrigado

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