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15/05/2009 - 13:31

A Europa derretendo

Por Marcos Doniseti

Nassif, a economia da zona do Euro sofreu uma forte queda no primeiro trimestre de 2009, com o PIB acumulado uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período de 2008. O PIB da Alemanha teve uma queda de 3,8%, o do Reino Unido se reduziu em 1,9% e o da França em 1,2%. O número de desempregados na ‘Eurolândia’ já ultrapassa os 14 milhões. Enquanto isso, em toda a União Européia o número de desempregados já passou dos 20 milhões.

Notícia:

Alemanha, Reino Unido e França encabeçam a lista dos países mais ricos da Europa, mas isso não os deixa imunes aos efeitos da crise econômica mundial. Números do primeiro trimestre de 2009 mostram que a desaceleração atingiu em cheio o continente e derrubou praticamente todas as economias da região, jogando a maioria delas em recessão (ou perto disso).

Dados sobre os primeiros três meses deste ano mostram que a economia alemã, a mais desenvolvida da região e quarta maior do mundo, sofreu nos três primeiros meses deste ano a maior contração em quase 40 anos.

O PIB (Produto Interno Bruto) alemão caiu 3,8% entre janeiro e março na comparação com o último trimestre do ano. Em recessão técnica (termo usado quando o PIB tem seis meses seguidos de queda) desde o terceiro trimestre do ano passado, a Alemanha viu suas exportações, a base de sua economia, minguarem.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u566276.shtml

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,

13 comentários para “A Europa derretendo”

  1. Nassif, corrija o título do post

  2. Yuri Suzano Silva disse:

    Ô Nassif, dá pra ter alguma perspectiva, a menorzinha que seja, a respeito do reaquecimento futuro da “Zoropa”? Ou falar alguma coisa ainda é loteria?

    Fiquei de boca aberta ao ver uma manifestação de trabalhadores em Luxemburgo pela TV.

  3. Legal disse:

    Bem, qq um que tenha viajado a Europa no ultimo ano nao se surpreende com estas noticias ja que a Europa parece ser muito pobre. Nao miseravel, mas pobre.

    So pra ficar no mundo dos exemplos.
    1- Os metros e trens suburbanos sao horriveis . Estao longe da linha 2 do metro de sao paulo que e um BRINCO e orgulho de todos nos.
    2- A iluminacao publica so e boa no centro.
    3- Nao e tao limpa quanto falam.
    4- As placas de rua sao minusculas ou inexistentes.
    5- A saude publica nao e tudo isto que falam (uma consulta a cada 6 minutos).
    6- Os aeroportos sao uma confusao danada.
    7- As estacoes ferroviarias, como algumas excecoes, estao longe de ser um shopping center. Alias, eu nao achei o Eurostar isto tudo. Os onibus executivos no Brasil sao melhores que a 1a classe do Eurostar.
    8- Alias, shoppings centers europeus apanham de longe dos brasileiros
    9- Supermercados idem.
    10- Sinceramente, nao ha nada que a Europa tenha que o Brasil nao tem condicao de fazer igual ou MUUUUUUUUUUITO melhor. Eles nao sao esta organizacao toda, nos e que somos relaxados.

    Em tempo, o povo e culto e os sitios arqueologicos, as igrejas e os museus sao um brinco. Nossas igrejas e museus nao sao absolutamente nada perto da deles. Principalmente os museus.

  4. Patrick Pinheiro disse:

    Nassif,

    Estive estudando e morando na Espanha até pouco tempo e tive oportunidade de conhecer outros países, o que posso dizer é que a situação não é tão caótica como apresentam.

    Na Espanha existe uma alta taxa de desemprego, mas também mais de 11 % da população é de imigrantes (número que acredito ser bem maior) e eles são os mais afetados. Nas filas das agências de empregos a maioria das pessoas eram imigrantes, mas os Espanhóis estão sendo afetados só que em menor escala e são resguardados pelo Estado com seu seguro-desemprego de quase 2 anos.

    Quando estive na França houve uma paralisação de quase 3 milhões de trabalhadores, só que isso é relativamente normal se formos analisar a história do sindicalismo forte no país. Os franceses elegeram o Sarkozy sabendo que ele ia implantar as reformas e agoram prostestam veemente contra ele. Como na Espanha eu não vi sinais de crise como são propagados pela imprensa internacional.

    Na Alemanha o que me marcou foram empresas como a Bosch, Audi e VW contratando estudandes universitários e inclusive oferencendo vaga aos estudantes de convênio internacional. Tinha um amigo trabalhando em Wolfsburg na fábrica da VW e ele me informou que logo na entrada da sede da empresa colocaram uma placa com a informação de que a VW não demitiu um trabalhador alemão desde o início da crise.

    Inglaterra foi o mais interessante, apesar de ter protestos por parte de trabalhadores e sindicatos pela contratações de portugueses (sim, eles são mão-de-obra barata na Inglaterra) e italianos para uma refinaria em território inglês, eles conseguiram suas reinvidicações e o trabalho foi dado para os ingleses. Em Londres e nas grandes cidades inglesas havia muita oferta de emprego. Não parecia estar em crise.

    Crise mesmo eu vi quando cheguei aqui no Brasil, onde supostamente a crise não tinha causado grandes estragos. Empresas demitindo, dificuldade em se conseguir emprego, alta dos preços, corrupção, miséria social e violência urbana.

  5. Ernesto H disse:

    As mudanças nos prognosticos são de enlouquecer. A noticia de ontem, divulgada no Brasil hoje, já está ultrapassada na origem, hoje.

    Noticia do site da Revista alemã Spiegel, de hoje.

    ENDE DES ABSCHWUNGS IN SICHT
    Ökonomen verbreiten Optimismus

    Die deutsche Wirtschaft ist im ersten Quartal abgestürzt – doch nun soll sich die Lage stabilisieren. Ökonomen sehen positive Signale, ab dem Sommer könnte es beim Wachstum eine schwarze Null geben. Ein echter Aufschwung ist aber noch lange nicht in Sicht.

    Numa tradução livre seria a seguinte a manchete da Spiegel

    FINAL DA DESACELERAÇÃO Á VISTA
    Economistas propagam otimismo

    A economia alemã caiu no primeiro trimestre -, mas agora a situação se estabilizará. Economistas veem sinais positivos, a partir do Verão (a economia) poderia crescer para um preto zero. Um verdadeiro ‘boom’, no entanto, está longe de estar à vista.

  6. Homo Brasilis disse:

    Europa derretendo, por Marcos Doniseti
    Manchete do tipo da que gosta o PIG.
    Nada demais que tenha assim se expressado, mesmo porque fica circunscrita ao blog,
    Mas quem noticia, por impulso, quer atrair as atenções para sua matéria.
    É da condição humana,.

  7. Vivian S. disse:

    Tenho alguns amigos que estão na Espanha , Italia e Inglaterra e estão angustiados com o futuro proximo incerto, alguns ja perderam o emprego que tinham, e sem contar que a xenofobia tem aumentado bastante nesses mesmos paises.

    Mas Nassif, e o Brasil, não corre o risco de chegar ao fim do ano “à bout de souffle”, não ? Ou de se derreter, também?

  8. Ivan Moraes disse:

    Falando em derretimento, os detalhes do Perdia incluem 24 por cento de superpagamento:

    http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&sid=afqduWBt.nLs

    Obviamente uma das companias esta sendo vendida pra comprador brasileiro. Especialmente porque nao ha referencias a respeito de superpagamento na media brasileira ainda.

  9. Tuaregue Alemão disse:

    Nunca pior !

    Europa unida é esperança.

    A noite destra há de passar em breve.

    Para emocionar:
    http://www.youtube.com/watch?v=vW61xk-xK7U

    Em casa que falta pão, todos ralham e ninguém têm razão.

  10. Tuaregue Alemão disse:

    E esta, com vozes humanas !

    http://www.youtube.com/watch?v=EZ9lhoo8fZo&feature=related

    Nunca ví um hino com tanta força capaz de falar de coisas doces !

  11. Alexandre Weber- Santos/S.P. disse:

    Comprem ouro.

  12. Alexandre Weber- Santos/S.P. disse:

    “Throughout the world financial interests have taken control of government and used neoliberal policies to promote their own gain-seeking – financial gains without industrialization or agricultural self-sufficiency. Betting against one’s own currency is more remunerative than making the effort to invest in capital equipment and develop markets for new output. So unemployment and domestic budget deficits are soaring. The neoliberal failure to distinguish between productive and merely extractive or speculative forms of gain seeking has created a travesty of the kind of wealth creation that Adam Smith described in The Wealth of Nations. The financialization of economies has been decoupled from tangible capital investment to expand employment and productive powers.

    Central to any discussion of financialization is the fact that credit creation has been monopolized in the United States and Britain for their own national gain.”

  13. Alexandre disse:

    E o pior são os custos dos governos. Se não me engano, na França o salário anterior à demissão pode ser mantido por até 3 anos caso o cidadão procure e não ache emprego na função que ocupava.

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