Trivial do Teatro de Revista
Do Portal Luís Nassif
Por Helô e companheiros de Comunidade
Veja mais fotos como esta em Portal Luis Nassif
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Deu no O Globo:
“Abuso no trânsito
Deputado do Paraná acusado de causar acidente com dois mortos pode perder o cargo”
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/05/14/deputado-do-parana-acusado-de-causar-acidente-com-dois-mortos-pode-perder-cargo-755859846.asp
Não vou comentar sobre a excrescência que é a imunidade parlamentar para casos como este.
Prerfiro comentar a imunidade que se dá ao automobi]ista para cometer assassinatos bárbaros, responder por eles em liberdade e com atenuantes. Para a “opinão pública”, vulgo O Globo, houve apenas “abuso no trânsito”, os fatos que o jornal narra não caracterizaria assassinatos. Veja o prontuário do maníaco do trânsito:
“Carli Filho estava com a carteira de habilitação cassada e havia recebido 30 multas em seis anos, 23 delas por excesso de velocidade. No momento do acidente, estaria dirigindo a 190 km/h”.
Mesmo que não tivesse vítimas no episódio, o simples fato desse sujeito ser flagrado dirigindo, a revelia da proibição e em tal velocidade, justificaria seu encaceramento, pois representa um risco real para a sociedade.
A verdadeira opinião pública tem de se manifestar em casos como este. Por todo país cresce a consciência que tais crimes devem ser levados a juri popular.
http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/7/docs/crime_de_transito_dolo_eventual_juri_popular.pdf
http://www.diariodeumjuiz.com/?p=688
http://www.forumseguranca.org.br/blogs/mp-recomenda-juri-popular-para-morte-no-transito
http://www.apatru.org.br/sites/institucional_002/interna1.asp?dados=1:1:4:4:4:351
Nassif, a decretação do segredo de justiça nos processos de ação penal pública, onde a lei não impõe essa providência, só tem beneficiado os réus poderosos. Assim, permita-me discorrer sobre esse polêmico tema. E vai no verso:
O SEGREDO DE JUSTIÇA
Qualquer tipo de censura
Deve ser abominado
E o segredo de justiça
É um dos tipos velado
Porque proíbe a notícia
Dos casos até de polícia
De modo despudorado
O segredo de justiça
Tem nome e endereço
É privilégio dos ricos
De pedigree desde berço
A ele só tem acesso
O mais forte no processo
Que pode pagar o preço
O pobre não tem segredo
E justiça, nem pensar
Porque segredo de pobre
Nem pobre quer divulgar
E numa questão com rico
É cem por cento o seu risco
De até as custas pagar
Entendo que um litígio
De cunho familiar
Só a família interessa
Nessa polêmica entrar
Mas se essa ação for pública
O cidadão da República
Tem direito se informar
Porém, na fase do inquérito
Durante a investigação
É importante o sigilo
Até sua conclusão
Pois não há contraditório
Daí qualquer falatório
Prejudica a apuração
Mas se alguém quer sigilo
Dou até uma sugestão
Procure andar direito
Use total discrição
No Google da internet
O seu passado delete
Lá não tem segredo não.
Edmar Melo.
Ô Helozinha, que saudosismo ein? Gostei demais de rever Virginia Lane, Mara Rubia, Renata Fronzi e outras que não reconheci. Faltou legendas, mas adorei! Sou mais velho, por isso senti mais saudades. E ca pra nós, como eram “boas” não?
Ô Nassif,
Desculpe não ter avisado, mas a gente estava só começando! Esses são os primeiros resultados da pesquisa da Helô, que é fera. Probleminha de comunicação. Culpa nossa. Vem muito mais por aí. A Cafu até encomendou livros na internet para pesquisar! Estamos fazendo o que você chamaria de “Dossiê do Teatro de Revista”, que eu prefiro chamar de Exposição Virtual. Estamos pesquisando para documentar desde o surgimento do gênero, por volta de 1850, até a última Revista de sucesso -”Tem Banana na Banda”, de 1972, com a Leila Diniz.
Mas, tudo bem. O Teatro de Revista era assim mesmo, dependia muito da improvisasão e da produção feita “em cima da perna”, na correria dos intervalos nos bastidores.
abraço
Henrique Marques Porto
So conheci uma pessoa na foto 10: a matriarca da familia Trapo!
Nao eh?
Maravilha! Parabéns Helô & Cia.
Por que o nome é Teatro “de Revista”? Alguém sabe?
Informando à turma que frequenta o blog, estamos, eu, Henrique, Cafu e Laura, fazendo uma bela pesquisa sobre o Teatro de Revista. Traremos mais novidades. Aguardem
a equipe é da pesada.
e, neste caso, reagrupando a história.
e, como dizia um colega de profissão: o trabalho político é o trabalho que organiza.
Caro Eurípedes
Saudosismo não, preservação da memória.
Visitando o Portal, você verá todas as fotos com legendas.
Importante esclarecer isto:
“No Brasil existem 90 milhões de cadernetas de poupança (89.980.718 para ser exato).
Desse total 89.085.862 poupadores tem saldos menores que R$ 50 mil e nada muda.
600.894 cadernetas, com saldo de R$50.000,01 a R$100.000 (ainda no perfil de classe média) poderá sofrer alguma tributação dependendo do juros da Selic e das outras rendas do poupador (uma simulação de como seria se a mudança entrasse em vigor hoje o imposto devido seria de R$ 33 para alguém com perfil de classe média que paga imposto de renda hoje sobre o salário, um valor não significativo diante do rendimento).
O imposto se tornará mais significativo para 293.962 cadernetas de saldos acima de R$100.000 (mesmo assim, dependendo da faixa de renda que a pessoa tem).
10.121 cadernetas tem saldo de R$500 mil a R$ 1 milhão.
3.822 cadernetas tem saldo acima de R$1.000.000.
Seriam esses 3.822 poupadores milionários que a oposição do PPS, PSDB (de José Serra) e DEMos chamam de “o pobre, o aposentado, o trabalhador”?
Detalhe: quem tem estes saldos elevados, já encontram hoje e continuarão encontrando rendimentos maiores nos fundos, em CDB’s ou no Tesouro Direto, do que na poupança (e com a mesma segurança).
Não há razão objetiva para aplicarem na poupança, a ponto da oposição dizer que serão prejudicados por causa da poupança.”
fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
será que a artista(sic) da globo vai fazer vigília no congresso? porque ela não faz a favor do juiz que quer de volta a riqueza roubada do povo brasileiro pelo outro edmar? o do banco.
O nome “teatro de revista” vem das “revistas do ano”, que eram uma espécie de comédia musical em que se “passava em revista” algum fato relevante do ano. Artur Azevedo foi um dos seus cultores, e de maior sucesso. Todo ano lançava sua revista, algumas em parceria com o irmão Aluizio. Uma delas, O tribofe (1892), que teve 5 anos depois um remake, intutulado A capital federal (1897), é um dos clássicos do teatro brasileiro, montada com relativa frequencia. Nesse inestimável trabalho de garimpagem da nossa memória teatral, a Helô e sua turma nos trazem o cartaz de uma delas: O bilontra (1886, parceria com Moreira Sampaio).
O caso do deputado do Paraná é mais um para as tristes estatísticas do trânsito brasileiro. Mas o que mais me revolta é a permanência das excrescências “imunidade parlamentar” e “foro privilegiado”. Estas são matrizes de corrupção e violência. Por que é mesmo que nós toleramos isso? Pecamos por omissão, não?
Opa, a redação ficou meio confusa: o clássico do teatro brasileiro é A capital federal, remake de O tribofe.
Nassif
veja isso:
Que discriminação!!!!!
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1125316-10406,00-DEPUTADOS+DEBATEM+SOBRE+ESTATUTO+DE+IGUALDADE+RACIAL.html
Comente.
Não fique em cima do muro, isso é coisa deles.
Afonso,
Foi chamado de “teatro de revista” porque seus temas tinham por base os fatos do momento. As peças passavam “em revista” os acontecimentos e processos em curso -políticos, socias, comportamentais, etc. Não era uma peça com enredo definido -início, meio e fim. Era teatro de variedades. A ênfase era a sátira social, de costumes e a sátira política. Mas com muita música, “girls” e muitos quadros cômicos e de humor. Principalmente nos anos 20 e 30. Se o gênero ainda existisse, Gilmar Mendes, por exemplo, seria tema obrigatório. Todos os presidentes e políticos importantes da Primeira República foram temas de diversas Revistas.
abraço
Henrique Marques Porto
Uma dica musical para esse trivial.
Uma orquestra só de mulheres tocando uma das mais sublimes composições do maior gênio musical de todos os tempos.
Orquestra feminina de Viena toca a Suite Orquestral nº 3 em ré maior BWV 1068 de Johann Sebastian Bach
http://www.youtube.com/watch?v=3yIcoPrAgvs&feature=related
Depois das fotos, alguns vídeos com vedetes.
As Irmãs Pagã
http://www.youtube.com/watch?v=rRP51L0tmgI
Virgínia Lane em “Mulheres à Vista”
http://www.youtube.com/watch?v=xoIFpjBat_s
Virgínia Lane “Sassaricando”
http://www.youtube.com/watch?v=dy5f90XhCi8
Direto de Laguna, a conterrânea de Anita Garibaldi, Anilza Leoni
http://www.youtube.com/watch?v=DOReGUTUr8M
Henrique Marques Porto,
“Tem banana na banda” foi a última revista de sucesso. Surgiu na onda tropicalista, com textos de Millôr Fernandes e outros craques, para o improvisos da nossa última grande vedete, Leila Diniz. Eis registros de fotos:
http://www.jornalorebate.com/57/Digitalizar0348.jpg
http://www.marinaw.com.br/yes.jpg
Aqui tem um vídeo de Leila rebolando e sorrindo, embalada pela voz de Dalva de Oliveira e a música de Braguinha, Primavera no Rio. Cena mais carioca, impossível.
http://www.youtube.com/watch?v=4PK0BjtMYPo
Helô,
Para contar a história de nosso Teatro de Revista, nós temos de ir a Portugal, onde o genero faz sucesso até hoje, Veja registros recentes e alguns mais antigos:
Cheira a Revista
http://www.youtube.com/watch?v=OpU5nmqcCY8
Florilinda
http://www.youtube.com/watch?v=ZI6QkktQfdw
EM BUSCA DA REVISTA PERDIDA
http://www.youtube.com/watch?v=TuSdCPW3yTs
Revista “Isto Está Caro… Sto Amaro!” – Com uma homenagem a Carmem Miranda
http://www.youtube.com/watch?v=QtUbZ61SHHA
Herman José – Actuação em Revista
http://www.youtube.com/watch?v=eu5PlXTcqBg
Revista à Portuguesa – Sardinha assada
http://www.youtube.com/watch?v=xbMm1ZuiC78
Raúl Solnado ” Foi Agradecer aumento de salário a Salazar”
http://www.youtube.com/watch?v=Z2DJsCWPQe4
Fado & Teatro De Revista-Hermínia Silva-” Mãos Sujas “.
http://www.youtube.com/watch?v=i2HpDaQwtow
Aida Baptista (1964) ” Um até sempre ”
http://www.youtube.com/watch?v=_H4Yb5v6Jiw
CARTA aberta ao povo brasileiro
No país da IMPUNIDADE:
Como pode um Deputado Federal ter MENTIDO em rede de Rádio e TV e nada ter-lhe acontecido?
Como pode o mesmo, talvez tentando salvar seus interesses pequenos, não corar em sua tentativa consciente de jogar o país inteiro num atoleiro?
-Este CARA tem o direito de querer ser um BRASILEIRO?
É pra isso que brigamos contra a ditadura, pelo fim da censura, pelo direito a CIDADANIA dado a maioria? Pra que estas criaturas pequenas se aproveitassem e tripudiassem com a cara da gente impunemente?
-CARO deputado, o senhor tinha provas do que dizia outro dia da TV e no rádio, sobre a poupança, em cadeia nacional?
É assim que gostaríamos de ter visto o uso da palavra democrática? Pra garantir a impunidade de poucos VERMES em atentarem contra a nossa Pátria?
Como Brasileiro, até o fim de minhas forças exigirei respeito e cobrarei pelos corretos DEVERES e DIREITOS.
Diante desta triste realidade, e pelo fim da IMPUNIDADE, CLAMO para que haja célere punição a estes AVENTUREIROS que não sabem se comportar quando na oposição, quando fora de governos.
em assim sendo…
Sou pela PUNIÇÃO EXEMPLAR, por absoluta falta de DECORO e de tentativa de atentado econômico, ao deputado MENTIROSO.
Como brasileiro peço que as autoridades e instâncias competentes CASSEM A PALAVRA E O MANDATO do Deputado que não soube honar aquela casa legislativo, feita pra servir o POVO, para o POVO.
Que cassem seu mandato, e indiretamente seu atrevimento em confundir a traição com direito, direito fictício e MOLEQUE que permitiria o uso contínuo da palavra, desviando-se de sua NOBRE MISSÃO, pra se perpetuar nesta eterna zombaria exercida pelo deputado Raul Jungmann em suas arriscadas tentativas.
Direito, é bom que se diga, outorgado pelo povo em total confiança, e que agora, MAIS DO QUE PROVADO EVIDENTE, foi agredido, desprezado e TRAÍDO por este MENINO INCONSEQUENTE.
Neves
Obrigada pelas suas contribuições, sempre tão valiosas. Outro dia vi esse filme da “Anilza Leoni” no YouTube, mas não sabia quem era. Achei parecida com a Maysa e não pesquisei nada. Agora você me entrega a informação de bandeja. Valeu, Neves! Adorei as fotos de Leila Diniz.
Beijos.
Porque as mulheres estão sendo tão masculinizadas ou emagrecidas?
Quando elas não têm pernas no modelio de jogador de futebol, as têm no de Olívia Palito.
A Virgínia Lane, deve ser a pessoa que tem as pernas mais lindas da melhor idade.
Helô, Henrique, Cafu e Laura,
Parabéns pela pesquisa! Preciosa em seus detalhes. Como sempre, ontem passei pela FUNARTE, aqui no Rio, e me lembrei da pesquisa de vocês: na porta do edifício encontram-se muitas fotos de produções teatrais da primeira metade do século passado.
Existe um material riquíssimo que precisa o quanto antes cair na rede a fim de ser divulgado para as novas gerações. De fato, não se trata de saudosismo, mas de preservação de uma memória. E uma memória que se liga a determinados círculos sociais, das classes médias e setores igualmente populares de uma cidade profundamente (e sempre) conturbada.
Quanto ao termo revista, como alguém perguntou aí em cima, ele deriva do fato de inicialmente serem espetáculos produzidos anualmente, cujo objetivo era fazer um panorama dos principais acontecimentos do ano; uma “revisão” do que ocorrera na cidade e no país: epidemias, fechamento de jornais, golpes os mais variados etc. Daí o termo “revista”. Revisão essa que vinha entremeada com muito humor, piadas, números musicais, sempre costurados por um entrecho dramático, um enredo, se quisermos dizer assim, com um personagem que nos levava a vivenciar aquelas situações de crise durante um período. O primeiro grande autor das revistas de ano foi Artur Azevedo. É dele, por exemplo, o projeto de construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Irmão do escritor Aluizio de Azevedo, ficou notabilizado pela produção de obras com uma crítica leve sobre a política da época, a imprensa (olha ela aí!) e os costumes de um modo geral. Estamos falando de uma sociedade inicialmente escravocrata – Artur Azevedo situa-se justamente na passagem da mudança de regime político e econômico –, e, portanto, com graves problemas sociais, além das questões urbanas e culturais facilmente identificáveis.
No entanto, a revista que reside na nossa memória mais recente, já sofria o processo de um desmonte terrível. O enredo dramático deixava de fazer parte intrínseca do espetáculo e encontrava-se certa banalização do riso fácil e bastante cortejador do poder. Não é à toa que um político do naipe de Getúlio Vargas, em pleno Estado Novo, se deixava caricaturar nas peças.
Mas, de todo modo, resta certo glamour da época e uma identificação importante de um público com um projeto teatral que inquestionavelmente faz parte da história do país.
Abração na equipe, Theo
Neves: adorei!
Pra quem nao conheceu, ainda ha tempo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leila_Diniz
POR FAVOR URGENTE
Eu gostaria de saber se ha alguma versão nova da música “Mulheres à vista” da Virgínia Lane. Uma regravação, em um bom rítimo. Ou então alguma regravação de músicas que as vedetes dançavam, dos anos 40 e 50!