As compras da Educação paulista
Por NaMaria
E agora com vocês, senhoras e senhores, o incrível pacote completo para o total aperfeiçoamento educacional público de São Paulo. Ainda sem preço, vamos aguardar.
Não adianta nada alertar, pedir explicações… Nosso governo faz o que quer, como, com quem e quando quer.
Mas só uma pergunta possível entre tantas: se tudo isso vai ser entregue nas escolas, por que não a Carta Capital, também?
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
Despachos da Diretora de Projetos Especiais, de 6-5-2009
Declarando inexigível com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações,
- a licitação, para o processo 15/0354/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas anuais da Revista “ÉPOCA”, 52 edições, destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa EDITORA GLOBO S.A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações,
- a licitação, para o processo 15/0355/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas anuais da Revista “VEJA”, 51 edições, destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa EDITORA ABRIL S.A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações,
- a licitação, para o processo 15/0357/09/04, cujo objeto é a aquisição de 20.000 exemplares do livro – “Crianças como Você” para Programa Ler e Escrever, destinado às escolas da Rede Estadual de Ensino a serem fornecidos pela empresa EDITORA ÁTICA S.A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações,
- a licitação, para o processo 15/0358/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas anuais da Revista “ISTO É”, 52 edições, destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa EDITORA BRASIL 21 LTDA. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações,
- a licitação, para o processo nº 15/0238/09/04, cujo objeto é a aquisição de 540.000 unidades da publicação Guia do Estudante – Atualidades Vestibular e 25.000 unidades da publicação Revista do Professor – Atualidades Vestibular – para o Programa Apoio à Continuidade dos Estudos e destinados às escolas e Diretorias de Ensino de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa EDITORA ABRIL S/A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei.
Tudo sem licitação e num link só do Diário Oficial, de 7 de maio de 2009, quinta-feira:
http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=/2009/executivo%20secao%20i/maio/07/pag_0021.pdf&pagina=21&data=07/05/2009&caderno=Executivo%20I


Voltei para comentar pois esta notícia não saiu da minha cabeça. Refletindo, além do lucro das empresas ao vendar as revistas, é lucro certo fazer propaganda em suas páginas. Isto pode? Com toda certeza não é correto!
Abraço Nassif!
Falaram que falta assinar a Playboy. Não, o Serra assinou sim. É para as aulas de anatomia
Brancaleone,
no RS a midia hegemonica (Globo-RBS-ZeroHora) tb tenta segurar o PSDB.
veja o texto do Weissheimer para a Carta Maior:
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4329&boletim_id=553&componente_id=9540
DEBATE ABERTO
O “Rio Grande” merece isso!
O jornal Zero Hora publicou um editorial sobre a onda de escândalos envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). O texto coloca no mesmo saco acusados de roubo, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, corrupção e os denunciantes destes crimes. Raras vezes, a posição editorial do grupo RBS mostrou-se tão desnudada.
Marco Aurélio Weissheimer
O editorial de hoje (12/05/2009) do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, merece ser guardado. É um registro importante para alguém que deseje fazer um dia uma história do comportamento editorial da mídia gaúcha. Raras vezes, a posição editorial do grupo RBS, maior empresa de comunicação do Sul do país, mostrou-se tão desnudada. É uma constrangedora exibição de cinismo, ignorância, delírio, mentira, hipocrisia e irresponsabilidade. Intitulado “O Rio Grande não merece isso!”, o editorial coloca no mesmo saco acusados de roubo, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, peculato, desvio, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes, e os denunciantes. Vamos a ele (o texto em itálico refere-se ao editorial):
“Os gaúchos vivem um momento triste da história política deste Estado. Como se não bastassem os inevitáveis problemas decorrentes da crise econômica mundial e das armadilhas do clima, lideranças políticas, autoridades e instituições vêm protagonizando um deplorável jogo de acusações, suspeitas e mentiras que só confunde e decepciona a população. Os cidadãos rio-grandenses já não sabem em quem acreditar, tal é o emaranhado de denúncias sem provas, explicações pouco convincentes, gravações misteriosas e desarrazoadas manobras partidárias voltadas unicamente para a conquista do poder. Será tão difícil assim para o Rio Grande e sua gente retomar o caminho da verdade e da dignidade?”
A primeira frase é verdadeira. Uma das únicas em todo o texto. Na segunda frase, já aparecem a ignorância e a irresponsabilidade. Entre as mazelas do Rio Grande figuram as “armadilhas do clima”. Como assim, “armadilhas”? Para a RBS, o clima é um agente ardiloso que está colocando armadilhas a frente do pobre povo gaúcho? Os fenômenos climáticos atípicos que vem se repetindo com regularidade crescente no Estado (como secas, furacões, enchentes, entre outros) são apresentados como sendo algo completamente dissociado da ação humana. O desmatamento desenfreado, a desertificação, a morte de rios, riachos, lagos e açudes, a destruição de áreas fundamentais para o equilíbrio ambiental – tudo isso é reduzido à categoria de “armadilhas” do clima.
O mesmo parágrafo opera uma lamentável diluição de responsabilidades entre acusadores e acusados. “Os cidadãos riograndenses já não sabem em quem acreditar”, diz o texto. Que tal acreditar nas instituições responsáveis por apurar denúncias de roubo de dinheiro público? Que tal, por exemplo, divulgar ampla e didaticamente para a população o resultado das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na Operação Rodin, que denunciou, com fartas provas, a existência de uma quadrilha instalada no aparelho do Estado, operando inclusive com um braço midiático. Nunca é demais lembrar que, logo após o início da Operação Rodin (que desbaratou a ação de uma quadrilha no Detran gaúcho), uma das pautas dos veículos da RBS foi sobre o uso de algemas em “homens de bem”.
“As mais recentes denúncias contra o atual governo do Estado, de uso indevido de recursos de campanha, lançam uma nova carga de suspeições no ventilador da moralidade pública. De um lado, está uma governadora acuada por incessantes ataques de oposicionistas, servidores descontentes com a administração e inimigos políticos velados. De outro, está uma oposição ansiosa para transformar qualquer gota d’água em tsunami, sustentada tanto pelo fogo amigo de quem gravita em torno do poder com interesses subalternos quanto pela munição clandestina de quem deseja conquistá-lo. No meio deste fogo cruzado, estão os cidadãos, os contribuintes, os eleitores deste Estado, cada vez mais desiludidos com a classe política e confusos em relação a seus representantes”.
Para a RBS, a governadora está “acuada por ataques de oposicionistas, uma oposição ansiosa e inimigos políticos velados”. A governadora não estaria acuada por investigações de instituições republicanas como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Contas e a Assembléia Legislativa, apenas para citar algumas??? E “no meio do povo cruzado” estaria os “cidadãos, contribuintes e eleitores cada vez mais desiludidos com a classe política”. Para a RBS, os cidadãos, contribuintes e eleitores do Rio Grande do Sul não têm qualquer responsabilidade sobre suas escolhas políticas. São eternas vítimas da “classe política” que, supostamente, não é escolhida por eles.
“Ninguém é convincente neste episódio lamentável: nem os denunciantes, que levantam suspeitas sobre tudo e todos, e não conseguem provar nada; nem o governo, que parece mais preocupado em desqualificar seus acusadores do que em se abrir à transparência exigida pelos cidadãos. E o pior é que as instituições independentes, que poderiam abreviar a angústia da população, mostram-se no mínimo insensíveis. Como justificar, por exemplo, que o Ministério Público Federal, ao qual se atribui a guarda de provas decisivas para o equacionamento do impasse, não venha a público para, pelo menos, esclarecer se elas existem?”
Mais uma vez a operação de diluição entre acusadores e acusados. Esse parágrafo beira a cumplicidade com os acusados de formar quadrilhas para saquear o estado. E as “instituições independentes” são insensíveis por não dizerem o que a RBS quer na hora que ela quer.
“Cogita-se, agora, da formação de uma CPI na Assembleia Legislativa do Estado para investigar as novas denúncias contra o governo. Com todo respeito a esse instrumento de ação parlamentar, é difícil imaginar que a pretendida comissão não venha a se transformar apenas num palanque eleitoral da disputa política para o pleito do próximo ano. Numa situação normal, se fosse para realmente apurar a verdade, a investigação seria bem-vinda. Mas no atual momento e considerando-se a mesquinhez das posições políticas vigentes, tende a ser uma perda de tempo e um novo fator de descrença da sociedade nos seus representantes, independentemente da sigla partidária que defendem”.
Aqui, o instrumento da CPI é apontado como “palanque eleitoral da disputa política”. Memória é bom e não faz mal a ninguém. No dia 27 de abril de 2001, o mesmo jornal Zero Hora publicou um editorial elogiando a CPI da Segurança Pública que estaria “cumprindo o seu papel”: “bastou uma inspeção feita de surpresa no Instituto Geral de Perícias (IGP), na capital, para que representantes da comissão de inquérito pudessem constatar in loco as graves deficiências materiais e de pessoal desta instituição cujo trabalho é essencial para o combate à criminalidade”, afirmou o editorial.
Na mesma linha, no dia 22 de março de 2001, a então editora de Política de ZH, Rosane de Oliveira, escrevia: “O sucateamento da frota da Brigada Militar e da Polícia Civil não é uma abstração criada pelos opositores do governo (Olívio) para justificar a criação de uma CPI (…). O governo do Estado está diante de um problema que exige ação imediata” . Nestes e em outros textos de opinião publicados na época não há referências ao “palanque da oposição”
“O que não pode é persistir esta situação de irresponsabilidade coletiva, que só faz mal ao Estado. O Rio Grande, por sua tradição política e pela índole de sua gente, não merece tanto constrangimento. Ainda que um parlamentar da terra tenha dito recentemente que está se lixando para a opinião pública, somos nós – os cidadãos comprometidos com o progresso e a justiça – que podemos mudar este estado de coisas, transformando a indignação em protesto, em manifestações públicas, em voto consciente, em repúdio inequívoco às mentiras e falsidades. O Rio Grande exige mais grandeza política de seus representantes políticos”.
A irresponsabilidade que faz mal ao Estado é a da RBS e seus agentes político e midiáticos que não respondem por suas escolhas políticas e editoriais. Há décadas, a RBS defende e integra um esquema de poder político e econômico que anda de mãos dadas com a privatização do Estado, a destruição ambiental e a criminalização dos setores da sociedade que lutam contra isso. Quando os privatizadores do bem público são pegos com a boca na botija questiona-se o uso de algemas e dilui-se acusadores e acusados. Apresentando-se como porta-voz da “índole do povo gaúcho”, a RBS oculta seus interesses políticos e empresariais, sonega informações, transforma o clima em um inimigo ardiloso, pisoteia a memória e a consciência histórica do Estado.
Uma última observação: o Rio Grande merece isso sim. Shakespeare colocou na boca de Hamlet: “se todos recebessem o que merecessem, ninguém escaparia do chicote”. O Rio Grande do Sul e a população do Estado, apontada miticamente como a “mais politizada” do país, têm o dever de responder por suas escolhas e omissões.
Marco Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior
Já ironizaram sobre a assinatura da revista Playboy. Pensamos que o fato não passaria de ironia. Pasmem com a notícia abaixo, a qual é absolutamente verídica, pois eu mesma, enquanto professora da rede, folheei o exemplar, dentro da escola.
Vejam que a questão não é o livro em si, e sim a falta de competência para escolher um acervo voltado para crianças de 7 a 10 anos.
Além de ver o dinheiro público indo pelo ralo.
“Depois de editar um mapa da América Latina contendo o nosso vizinho Paraguai em duas áreas geográficas do nosso continente e retirar o Equador do mapa, não contente com tamanho absurdo, a Secretaria Estadual de Educação, cujo atual responsável é o ex-ministro da educação Paulo Renato, enviou para as escolas estaduais cartilhas recheadas de palavrões.
Veja abaixo a matéria do jornal Folha de São Paulo:
“A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos).
A gestão José Serra (PSDB) afirmou ontem que houve “falha” na escolha, pois o material é “inadequado para alunos desta idade”, e que já determinou o recolhimento da obra.
O livro (”Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”) é recheado com expressões como “chupa rola”, “cu” e “chupava ela todinha”.
São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol -algumas usam também conotação sexual.
A editora Via Lettera afirma que a obra é voltada a adultos e adolescentes.
A pasta distribuiu 1.216 exemplares, que seriam usados como material de apoio para a alfabetização dos estudantes, dentro do programa Ler e Escrever (uma das bandeiras do governo na educação). Nesse programa, os estudantes podem usar o material na biblioteca, na aula ou levar para casa.
O livro começou a ser entregue na semana passada.
É o segundo caso neste ano de problemas no material enviado às escolas.
A Folha revelou em março que alunos da sexta série receberam livro em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa.
“Os erros revelam um descuido do governo na preparação e escolha dos materiais”, afirmou a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo.
“Há um constante ataque do governo contra os professores e a formação deles.
Mas o governo coloca à disposição dos docentes ferramentas frágeis de trabalho”, disse Soligo”.
QUEM ESCOLHEU NÃO LEU O LIVRO
O cartunista Caco Galhardo, autor da história mais criticada do livro por professores, disse que a obra não era destinada a alunos. Caco é quadrinista da Folha. (FT)
FOLHA – A sua história era para crianças de nove anos?
CACO GALHARDO – Imagina. É uma HQ [história em quadrinhos] justamente para não ir para escola.
Há um movimento de se colocar quadrinhos nas aulas, porque é uma linguagem acessível para a molecada.
Fiz uma adaptação do Dom Quixote que foi para várias escolas.
Mas os caras têm de ter critério para ver qual quadrinho colocar.
Nessa eu tirei sarro de uma mesa-redonda.
FOLHA – Sabe como foi parar nas escolas?
GALHARDO – O cara que escolheu não leu o livro.
COMENTÁRIO BLOG COBRA NOTÍCIAS :SÓ FALTA AGORA O GOVERNADOR FAZER UMA COMPRA DE REVISTAS : SEXY ,G-MAGAZINE, PLABOY ,BRASILEIRINHAS , E OUTRAS MAIS DO GENERO SEXUAL LIBERTINOSO,OU QUEM SABE ALGUNS LIVROS COM CONTOS DO NELSON RODRIGUES .
ISSO É BEM A CARA DO GOVERNO SERRA A INCOMPETENCIA CHEGOU AI E PAROU .
PELO ANDAR DA CARRUAGEM DAQUI A POUCO SÓ VAI FALTAR ELES IMPLEMENTAREM UM KIT COM CAMISINHAS E OUTRAS COSITAS MAIS !!!!!”