O Teatro Recreio
Do Portal Luís Nassif
A Companhia Valter Pinto
Adicionado por Helô

Uma das primeiras luxuosas montagens de Walter Pinto, no Teatro Recreio, no Rio de Janeiro, nos anos 40.
Theatro Recreio – 1933
Em 1933, Manoel Pinto, empresário, estreou com a Cia. Margarida Max. Após o falecimento de Manoel Pinto, seus filhos Álvaro e Walter Pinto permaneceram como arrendatários do teatro. O Theatro Recreio foi demolido em 1969 para que fosse efetuado o prolongamento da Rua Pedro I até a Avenida Mem de Sá. Esse prolongamento, apesar de autorizado pelo Conselho Municipal, não se efetivou: hoje, terminando a Rua Pedro I, existe uma escadaria e a parede lateral do prédio ocupado pela Telemar. Os portões de ferro que existiam na fachada do antigo teatro estão atualmente na entrada do Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá. Fonte: Teatros do Centro Histórico do Rio



Gostei de ver as fotos do Teatro Recreio!
as garimpeiras não param…
belo trabalho.
Me contaram outro dia uma história ótima da Carmen Verônica, uma das vedetes históricas do teatro de revista carioca. No dia do golpe tinha espetáculo. Ela e uma colega foram mais cedo para a cidade se preparar num cabeleireiro. A cidade parecia um cemitério, quase ninguém na rua, tanques por toda parte.
- O que será que está acontecendo? – inquietou-se uma.
- Ouvi dizer que vai ter uma revolução – respondeu a outra.
- Xiii, será que vai atrapalhar o espetáculo?
Resolveram descobrir antes de entrar no salão. Despachada como sempre, a Carmen Verônica tomou a decisão:
- Melhor perguntar pra um meganha desses.
Dirigiu-se decidida até um tanque. Bateu na escotilha. Apareceu um soldado, e ela:
- Ô bofe, pra quando é a tal revolução? A gente precisa saber porque hoje tem espetáculo.
Um belo trabalho mesmo. Espero ver mais coisas sobre esse teatro.
Nassif
Já acrescentei mais 30 fotos e criei um álbum sobre o Teatro de Revista. Estamos fazendo um trabalho em conjunto: eu, Henrique, Cafu e Laura. E tudo começou com Linda Flor, depois Marques Porto (o Tio Agostinho) e vai por aí… Viva a grande teia!
Dá uma tristeza danada ver essas coisas carregadas de estórias e história irem embora para sempre…
Começamos com as fotos e consegui colocar textos informativos em várias delas. Mas veja o que descobri:
Aracy Cortes cantando “Tu qué tomá meu home” (Olegário Mariano e Ary Barroso) e “A polícia já foi lá em casa” (Julio Cristóbal e Olegário Mariano).
http://www.divshare.com/download/5514704-f14
http://www.divshare.com/download/5514727-e82
Nassif,
Tem mp3 também.Vou postar na minha página. Achei um samba de Sinhô chamado “Não quero saber mais dela”, de 1928, gravado em dupla por Francisco Alves e Rosa Negra. Rosa Negra é uma figura misteriosa. Não se sabe seu nome, nem quando e onde nasceu e morreu. É a primeira cantora-atriz negra da história do nosso teatro. Fez parte da Companhia Negra de Revista (1926), que só tinha atores negros. Foi fundada por De Chocolat, Pixinguinha era o Diretor Musical, Grande Otelo começou a carreira nela. Rosa Negra fez sucesso de 1926 até início dos anos 30. Depois sumiu. Sem deixar pistas.
O samba -amaxixado- de Sinhô é uma delícia. Foi composto para uma Revista, mas ainda não descobri qual. Na gravação, Francisco Alves faz sotaque de português, que tenta seduzir a mulata para quem quer “montar casa” na favela. A mulata e o português -personagens recorrentes das Revistas dos anos 20.
abraço
Henrique Marques Porto