Trivial do Cuitelinho
Do Portal Luís Nassif
Nara Leão – Cuitelinho
* Adicionado por luzete
Cheguei na beira do porto onde as ondas se espaia.As garça, dá meia volta e senta na beira da praia.E o cuitelinho não gosta, que o botão de rosa caia.Ai qua…


olha o que achei:
observação feita por Romy Bastos:
“Esta canção é uma jóia do nosso folclore musical,e como toda autêntica canção folclórica não tem um autor conhecido,mas foi Paulo Vanzolini (zoólogo, pesquisador musical e compositor) quem a recolheu da boca do povo.Para quem não sabe quem é Paulo Vanzolini ele é o autor da famosíssíma canção RONDA. (Informações e letra retirada do Livro A LÍNGUA DE EULÁLIA de Marcos Bagno)”.
fonte:
http://www.ninha.website.nom.br/cancoes/cuitelinho/cuitelinho.htm
Poeminha cheio de ‘erros’ de português, certo?… Claro que não! ‘Errado’ é pensar dessa maneira. Nos links abaixo, propostas de reflexões sóciolinguísticas sobre o assunto, que tomam como exemplo a letra de Cuitelinho:
http://aviladebrito.blog.terra.com.br/2009/04/28/a-redundancia-do-plural/
http://aviladebrito.blog.terra.com.br/2009/04/29/o-yeismo-ou-quando-velho-vira-veio/
RONDA?
Jamelão:
http://www.youtube.com/watch?v=LDmR-r-eVv8
João Gilberto:
http://www.youtube.com/watch?v=zipByVXtvaU
LN e Antonio Francisco,
Quero “DIREITO DE RESPOSTA”.
No meio da controvérsia, me deparei com alguns disparates: afora o paulistano Vanzolini, tem até “mineiro” querendo passar a mão no folclore da minha terra.
Uma vez eu já situei o “Indio Tupi do Xingú” como sendo parceiro do LN: bom de economês e “zero ” de geografia!
Era só vocês repararem em um trecho da música:….. eu entrei no Mato Grosso, dei em terras paraguaias…. Só se consegue entrar em Mato Grosso, já dando em terras paraguais, se você vier da minha terra natal: o Paraná!
Vejam a prova do crime e a “acusação gravíssima” neste depoimento do paulistano do Ipiranga, Vanzolini , para o livro “Alguma Coisa Acontece” de Herbert Carvalho: ( excelente )!
……Os sócios do Jogral éramos eu, o Adauto Santos, O Luis Carlos Paraná e o Marcus Pereira, que, depois, montou uma gravadora. O Marcus Pereira era uma ótima pessoa, mas um trapalhão de primeira. Em relação a música Cuitelinho, ele me deu um trabalho danado.
Eu cantava Cuitelinho no Jogral. É uma moda paulista(???) , colhida do folclore popular por Antonio Carlos Xandó e por mim. Durante uma viagem minha, o Marcus Pereira, gravou e colocou meu nome na música. Tive uma tremenda mão-de-obra para ir ao escritório de direito autoral colocar também o nome do Xandó.
O pior, porém, foi o Milton Nascimento dizer que era do folclore mineiro(???) . Isso é do folclore da fronteira do Paraná(!!!) com o Paraguai. Nós ouvimos essa música de um barqueiro que passava perseguidos políticos de país para país, na região da tríplice fronteira(!!!!), durante a ditadura militar, mas ele só sabia um verso: os outros dois eu fiz para cantar no Jogral.
O verso original e importante é este: “ Cheguei na beira do porto aonde as água se espraia, as garça dá meia volta e senta na beira da praia, e o cuitelinho não gosta que o botão de rosa caia”. É um verso perfeito, rimado e metrificado, como todo verso caipira.
E aí Milton Nascimento e Wagner Tiso gravaram Cuitelinho como sendo folclore mineiro. Quando é que Minas teve fronteira com o Paraguai?………….
Uma coisa eu pude confirmar: como esta música poderia ser do folclose mineiro, se Minas não faz devisa com o Paraguai? Sempre achei estranho, mas quem sou eu pra questionar algo que os mestresda nossa música fazem. Espero que não digam que são versos de Caetano, pois a Bahia fica ainda mais longe do Paraguai…