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12/05/2009 - 17:33

Dos poetas do Blog

Da Comunidade Verso e Prosa

Por Marinaldo F. de Lima

Amiltom o contador de historia
Domingo passado eu fui pescar
Lá no pantanal
Fui eu seu Wilson e a Tatá
O Aroldo e o Lourival
O Marco Antonio e o tio do bar
O Paçoca e o Mial
O Ney o Juninho e o Vava
No caminho tinha barreira fiscal
E não deixaram nos passar
Tomaram nosso pial
Só deixaram CD e cara
O Hamilton era o policial
E começou a falar
-Eu na vida sempre fui mal
-E a sua barra eu não vou livrar
-Fiquem quietos se não vão levar pau
-De bambu que é pra não quebrar
-E ainda vou jogar sal
-Que é pra mosquito não assentar
-Ta vendo ali aquele animal?
-O jacaré de muleta
-Você já viu algo igual
-Não precisa fazer careta
-Foi com um golpe fatal
-Que eu fiz sete jaquetas
-Eu não sou paranormal
-E não vim do alem
-Eu tenho couro de onça no varal
-Isso me faz bem
-Olha ali dez bugios no cipó
-Fiquem quietos para não atrapalhar
-Vou matar todos com um tiro só
-Não precisam se assustar
-Desses bichos não tenho do
-Vão fazendo uma fogueira para assar
-Que não vai sobrar nem pó
-E vocês ainda vão me agradecer
-Por não terem ido à pensão da vovó
-Lá é só escurecer
-Que ela engata com o totó
-E vocês não vão querer ver
-Uma orgia ao som de forro
-Sentem-se e vamos comer
-E chega de trololó
-Porque agora eu vou contar
-Uma estória de traição
-De uma jovem mal amada
-Que saia com um peão
-Da construção de uma estrada
-Onde seu esposo era engenheiro
-E não ligava pra coitada
-Ai ela traia seu companheiro
-No meio do matagal
-E foi com um bote certeiro
-Que uma cobra coral
-Picou a sua perseguida
-E como não tinha hospital
-E ela perdeu a sua vida
-Por uma cobra mortal
-Essa linda moça aguerrida
-Só queria dar uma metida
-Pois ela era muito querida
-Por todo aquele pessoal
-E só para terminar
-Vocês podem voltar
-Depois do natal
-É que vai ta quente e vai ser melhor
-E vamos usar dourado
-Pra pegar peixe maior
-Olha ali aquele banhado
-Ali a gente pinga de suor
-De tanto pegar pintado
-E outros que não me lembro de cor
-Ali nos usa um machado
-Pra matar peixe menor
-Os grandinhos a gente deixa desnorteado
-E leva com um rebocador
-Eles são todos guinchados
-Com anestesia que é pra não sentir dor
-Ai eles são pesados
-E os que forem mais leve que um trator
-A gente joga no alagado
-Que é pra eles ganhar mais sabor
-Não pensem que esta acabado
-E nem que isso é historia de pescador
-Porque agora eu vou alertar
-Aqui só sobrevive bom caçador
-Cuidado com os bois bravo
-E fiquem atentos quando a onça miar
-E que as formigas cortam o cercado
-E o gado sai pra pastar
-E as onças sentem o cheiro dos amedrontados
-E qualquer um ela pode pegar
-Não estraguem o seu feriado
-E comecem logo a rezar
-Ou entrem naquele buraco
-Vocês podem se esconder lá
-E se não tiverem muito cansados
-Um deles vara lá no Paraná
-E não fiquem preocupados
-Esses cupins são os mesmos que cavaram
-O metro do Ceará.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:

6 comentários para “Dos poetas do Blog”

  1. Marinaldo F. Lima disse:

    Amiltom o contador de historia e seu melhor amigo
    Viajando pro mato grosso
    Com a corda no pescoço
    Só esperando alguém puxar
    Parei em Andradina
    Para ver umas meninas
    Que estavam a passear
    E encontrei um amigo meu
    E ele me convenceu
    A ir a sua casa pousar
    Ele pediu de coração
    Pois ele é como meu irmão
    E eu não pude recusar
    E chegando a sua casa
    O lerdão já bateu asas
    Só em ter que imaginar
    Que meu amigo é pescador
    E nesses dias de calor
    A noite ele vai pescar
    E sua mulher fica sozinha
    E a danada é safadinha
    E vai querer me atormentar
    E no meio da madrugada
    Ela já veio pelada
    Dizendo que ia me atacar
    Pulou em cima de mim
    Eu também estava a fim
    Começamos a meditar
    Não hesitei em fazer besteira
    Meditemos a noite inteira
    Até o sol raiar
    Já de manhazinha
    Pela porta da cozinha
    Eu o viele entrar
    Em um pulo só ela ficou de pé
    Que já ia fazer o café
    E que ele não fizesse barulho para não me acordar

  2. Marinaldo F. Lima disse:

    Amiltom o contador de historia, eu fujo, mas, não caso
    Há algum tempo atrás
    No sertão de Goiás
    Eu estava atolado
    Tirava fotografia
    Dia e noite, noite e dia
    Pra ganhar algum trocado
    Fotografava muitos casais
    Crianças com seus pais
    Padre freira e ate viado
    Em Cassilãndia eu morava
    E quando a noite chegava
    Eu ficava entediado
    E pra não estressar
    Eu ia para Itajá
    Lá é muito badalado
    Naquela cidade pequena
    Conheci uma morena
    Que me deixava arrepiado
    Todo fim de semana
    Eu torrava minha grana
    Com bebida e diversão
    Todo dia era motel
    Eu me sentia no céu
    Pois a mina era um avião
    Depois de muito rala e rola
    Disse que ia embora
    E tudo estava acabado
    Ela então chorou
    E depois me falou
    Que se pai era muito bravo
    E queria falar comigo
    E como sempre fui bom amigo
    Fui falar com o zangado
    Chegando a sua casa
    O velho ali estava
    Com uma doze ao seu lado
    E começou a falar
    Com minha filha você vai casar
    Nem que seja todo furado
    Pegou uns documentos
    Eu tive um pressentimento
    Que estava mesmo ferrado
    E pra se livrar do coroa
    Eu disse numa boa
    Então vamos comemorar
    Fomos a um buteco
    Pedi um litro de teleco teco
    E começamos a encharcar
    Depois daquela bebedeira
    Ele desmaiou na cadeira
    E eu pude me salvar
    Fui direto pro hotel
    Tomei um copo de jamel
    Pra poder me acalmar
    E pra não levar bala
    Fiz a trouxa fiz a mala
    E fugi pro Paraná

  3. Marinaldo F. de Lima disse:

    Aqui eu conheci um mala
    Que veio lá de Corumbá
    Não veio de ônibus
    Veio de opala
    Ate aqui no Paraná
    Veio em noite clara
    È melhor pra viajar
    Vejam só que façanha
    Nem da pra acreditar
    Ele muito sem vergonha
    Até a polícia conseguiu enganar
    Seu carro estava recheado de … e…
    Que ele disse que era pra fazer chá
    O resto era mistura de pamonha
    Que ia fabricar
    O… era remédio pra diabete
    Que precisava controlar
    E o guarda com cara de valete
    Deixou-oele passar
    Aqui ele comprou um Chevette
    Que é pra policia despistar
    Mas, percebeu que era só uma marionete
    Então resolver parar
    E depois de um briga de canivete
    Quase virou omelete
    Então vendeu o Chevette
    E pra cuidar dos pivetes
    Comprou um mobilhete
    E no 3001 foi trabalhar.

  4. Marinaldo F. de Lima disse:

    Todo pessoa na juventude
    Tem muita ambição
    E às vezes tomamos atitudes
    Sem saber a razão
    Já na minha mocidade
    Fazia bicos com fotografia
    Era bem conhecido na cidade
    Tinha trabalho todo dia
    Mas, nunca estamos contentes
    Eu queria muitas aventuras
    Tinha muitos planos em mente
    Eu queria fortuna, fama
    Queria viver na riqueza
    Ganhar muita grana
    Eu achava que ia ser moleza
    Então peguei minhas tralhas
    E parti por este mundão
    Mas tudo que consegui foi migalhas
    E muita solidão
    Já estava no norte do para
    E um imprevisto aconteceu
    Minha maquina parou de funcionar
    Toda a ambição desapareceu
    Lá não tinha manutenção
    Tive que manda La para a central
    Entrei em depleção
    Comecei a passar mal
    Ela não tinha prazo para ficar pronta
    E o dinheiro começou acabar
    Todo dia aparecia uma conta
    De desespero comecei a chorar
    E pra não passar fome
    Fui trabalhar em uma madeireira
    Aquilo não é serviço pra homem
    Só pra que faz besteira
    Sozinho e com fraqueza
    Embrenhava-me no matão
    De saudade e de tristeza
    As lagrimas caiam no chão
    Carregava tora no pescoço
    Até a serraria
    Que dureza seu moço
    Mas, agüentei com muita valentia
    Aquilo é muito desumano
    Não há equipamento de segurança
    Todo sicrano e beltrano
    Sobrevive só com esperança
    Tudo ali é só ilusão
    Temos que contar com a própria sorte
    Só quem ganha é o patrão
    E nos a sentença de morte
    Pense em trabalhar seminu
    Com os pés descalço
    Cercado por urutus
    Sem fazer movimentos falsos
    E lá no alojamento
    Dividimos espaços com cascavel
    No chão não tem cimento
    E o teto é o céu
    Fiquei três meses nesse sofrimento
    Até que veio a gloria
    Estava pronto meu equipamento
    Ai começa outra historia.

  5. Marinaldo F. de Lima disse:

    Hamilton o contador de historia, a mulher e a cobra
    Agora eu vou contar
    Uma historia de traição
    De uma jovem de coragem
    Que saia com um peão
    Da construção de uma barragem
    Onde seu esposo era o engenheiro
    Mas, digamos por passagem
    Não era um bom companheiro
    A grana era seu ideal
    Só pensava em dinheiro
    Esquecia o principal
    Então a sua esposa
    Muito sensual
    Lhe traia
    No meio do matagal
    E num daqueles dias
    Muito especial
    Ela teve que fazer xixi
    E acabou se dando mal
    É que tinha por ali
    Uma cobra mortal
    Veja só que destino cruel
    Dessa moça aguerrida
    Foi só com um creu
    Bem na perseguida
    Que uma cascavel
    Tirou a sua vida
    Dessa moça tão querida
    Que só queria dar uma metida
    E acabou indo parar no céu.

  6. Marinaldo F. de Lima disse:

    Lob lobizomem
    Me traz um chips
    Que estou com fome
    Depois um milk -cheik
    Um pastel e três homem
    E fica na sua
    Que aqui você não come
    Lob , lobizomem
    Eu quero um presente
    Lá da DUDONE
    Pode ser um celular
    Ou um microfone
    Anda, vai logo
    E depois vê se some
    Lob , lobizomem
    Vamos ao cimema
    Ver o stalone
    Depois me leva embora
    Que eu quero assistir o clone
    E você vai embora
    Que eu nem quero mais ouvir o se nome!

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