Dos poetas do Blog
Da Comunidade Verso e Prosa
Por Marinaldo F. de Lima
Amiltom o contador de historia
Domingo passado eu fui pescar
Lá no pantanal
Fui eu seu Wilson e a Tatá
O Aroldo e o Lourival
O Marco Antonio e o tio do bar
O Paçoca e o Mial
O Ney o Juninho e o Vava
No caminho tinha barreira fiscal
E não deixaram nos passar
Tomaram nosso pial
Só deixaram CD e cara
O Hamilton era o policial
E começou a falar
-Eu na vida sempre fui mal
-E a sua barra eu não vou livrar
-Fiquem quietos se não vão levar pau
-De bambu que é pra não quebrar
-E ainda vou jogar sal
-Que é pra mosquito não assentar
-Ta vendo ali aquele animal?
-O jacaré de muleta
-Você já viu algo igual
-Não precisa fazer careta
-Foi com um golpe fatal
-Que eu fiz sete jaquetas
-Eu não sou paranormal
-E não vim do alem
-Eu tenho couro de onça no varal
-Isso me faz bem
-Olha ali dez bugios no cipó
-Fiquem quietos para não atrapalhar
-Vou matar todos com um tiro só
-Não precisam se assustar
-Desses bichos não tenho do
-Vão fazendo uma fogueira para assar
-Que não vai sobrar nem pó
-E vocês ainda vão me agradecer
-Por não terem ido à pensão da vovó
-Lá é só escurecer
-Que ela engata com o totó
-E vocês não vão querer ver
-Uma orgia ao som de forro
-Sentem-se e vamos comer
-E chega de trololó
-Porque agora eu vou contar
-Uma estória de traição
-De uma jovem mal amada
-Que saia com um peão
-Da construção de uma estrada
-Onde seu esposo era engenheiro
-E não ligava pra coitada
-Ai ela traia seu companheiro
-No meio do matagal
-E foi com um bote certeiro
-Que uma cobra coral
-Picou a sua perseguida
-E como não tinha hospital
-E ela perdeu a sua vida
-Por uma cobra mortal
-Essa linda moça aguerrida
-Só queria dar uma metida
-Pois ela era muito querida
-Por todo aquele pessoal
-E só para terminar
-Vocês podem voltar
-Depois do natal
-É que vai ta quente e vai ser melhor
-E vamos usar dourado
-Pra pegar peixe maior
-Olha ali aquele banhado
-Ali a gente pinga de suor
-De tanto pegar pintado
-E outros que não me lembro de cor
-Ali nos usa um machado
-Pra matar peixe menor
-Os grandinhos a gente deixa desnorteado
-E leva com um rebocador
-Eles são todos guinchados
-Com anestesia que é pra não sentir dor
-Ai eles são pesados
-E os que forem mais leve que um trator
-A gente joga no alagado
-Que é pra eles ganhar mais sabor
-Não pensem que esta acabado
-E nem que isso é historia de pescador
-Porque agora eu vou alertar
-Aqui só sobrevive bom caçador
-Cuidado com os bois bravo
-E fiquem atentos quando a onça miar
-E que as formigas cortam o cercado
-E o gado sai pra pastar
-E as onças sentem o cheiro dos amedrontados
-E qualquer um ela pode pegar
-Não estraguem o seu feriado
-E comecem logo a rezar
-Ou entrem naquele buraco
-Vocês podem se esconder lá
-E se não tiverem muito cansados
-Um deles vara lá no Paraná
-E não fiquem preocupados
-Esses cupins são os mesmos que cavaram
-O metro do Ceará.


Amiltom o contador de historia e seu melhor amigo
Viajando pro mato grosso
Com a corda no pescoço
Só esperando alguém puxar
Parei em Andradina
Para ver umas meninas
Que estavam a passear
E encontrei um amigo meu
E ele me convenceu
A ir a sua casa pousar
Ele pediu de coração
Pois ele é como meu irmão
E eu não pude recusar
E chegando a sua casa
O lerdão já bateu asas
Só em ter que imaginar
Que meu amigo é pescador
E nesses dias de calor
A noite ele vai pescar
E sua mulher fica sozinha
E a danada é safadinha
E vai querer me atormentar
E no meio da madrugada
Ela já veio pelada
Dizendo que ia me atacar
Pulou em cima de mim
Eu também estava a fim
Começamos a meditar
Não hesitei em fazer besteira
Meditemos a noite inteira
Até o sol raiar
Já de manhazinha
Pela porta da cozinha
Eu o viele entrar
Em um pulo só ela ficou de pé
Que já ia fazer o café
E que ele não fizesse barulho para não me acordar
Amiltom o contador de historia, eu fujo, mas, não caso
Há algum tempo atrás
No sertão de Goiás
Eu estava atolado
Tirava fotografia
Dia e noite, noite e dia
Pra ganhar algum trocado
Fotografava muitos casais
Crianças com seus pais
Padre freira e ate viado
Em Cassilãndia eu morava
E quando a noite chegava
Eu ficava entediado
E pra não estressar
Eu ia para Itajá
Lá é muito badalado
Naquela cidade pequena
Conheci uma morena
Que me deixava arrepiado
Todo fim de semana
Eu torrava minha grana
Com bebida e diversão
Todo dia era motel
Eu me sentia no céu
Pois a mina era um avião
Depois de muito rala e rola
Disse que ia embora
E tudo estava acabado
Ela então chorou
E depois me falou
Que se pai era muito bravo
E queria falar comigo
E como sempre fui bom amigo
Fui falar com o zangado
Chegando a sua casa
O velho ali estava
Com uma doze ao seu lado
E começou a falar
Com minha filha você vai casar
Nem que seja todo furado
Pegou uns documentos
Eu tive um pressentimento
Que estava mesmo ferrado
E pra se livrar do coroa
Eu disse numa boa
Então vamos comemorar
Fomos a um buteco
Pedi um litro de teleco teco
E começamos a encharcar
Depois daquela bebedeira
Ele desmaiou na cadeira
E eu pude me salvar
Fui direto pro hotel
Tomei um copo de jamel
Pra poder me acalmar
E pra não levar bala
Fiz a trouxa fiz a mala
E fugi pro Paraná
Aqui eu conheci um mala
Que veio lá de Corumbá
Não veio de ônibus
Veio de opala
Ate aqui no Paraná
Veio em noite clara
È melhor pra viajar
Vejam só que façanha
Nem da pra acreditar
Ele muito sem vergonha
Até a polícia conseguiu enganar
Seu carro estava recheado de … e…
Que ele disse que era pra fazer chá
O resto era mistura de pamonha
Que ia fabricar
O… era remédio pra diabete
Que precisava controlar
E o guarda com cara de valete
Deixou-oele passar
Aqui ele comprou um Chevette
Que é pra policia despistar
Mas, percebeu que era só uma marionete
Então resolver parar
E depois de um briga de canivete
Quase virou omelete
Então vendeu o Chevette
E pra cuidar dos pivetes
Comprou um mobilhete
E no 3001 foi trabalhar.
Todo pessoa na juventude
Tem muita ambição
E às vezes tomamos atitudes
Sem saber a razão
Já na minha mocidade
Fazia bicos com fotografia
Era bem conhecido na cidade
Tinha trabalho todo dia
Mas, nunca estamos contentes
Eu queria muitas aventuras
Tinha muitos planos em mente
Eu queria fortuna, fama
Queria viver na riqueza
Ganhar muita grana
Eu achava que ia ser moleza
Então peguei minhas tralhas
E parti por este mundão
Mas tudo que consegui foi migalhas
E muita solidão
Já estava no norte do para
E um imprevisto aconteceu
Minha maquina parou de funcionar
Toda a ambição desapareceu
Lá não tinha manutenção
Tive que manda La para a central
Entrei em depleção
Comecei a passar mal
Ela não tinha prazo para ficar pronta
E o dinheiro começou acabar
Todo dia aparecia uma conta
De desespero comecei a chorar
E pra não passar fome
Fui trabalhar em uma madeireira
Aquilo não é serviço pra homem
Só pra que faz besteira
Sozinho e com fraqueza
Embrenhava-me no matão
De saudade e de tristeza
As lagrimas caiam no chão
Carregava tora no pescoço
Até a serraria
Que dureza seu moço
Mas, agüentei com muita valentia
Aquilo é muito desumano
Não há equipamento de segurança
Todo sicrano e beltrano
Sobrevive só com esperança
Tudo ali é só ilusão
Temos que contar com a própria sorte
Só quem ganha é o patrão
E nos a sentença de morte
Pense em trabalhar seminu
Com os pés descalço
Cercado por urutus
Sem fazer movimentos falsos
E lá no alojamento
Dividimos espaços com cascavel
No chão não tem cimento
E o teto é o céu
Fiquei três meses nesse sofrimento
Até que veio a gloria
Estava pronto meu equipamento
Ai começa outra historia.
Hamilton o contador de historia, a mulher e a cobra
Agora eu vou contar
Uma historia de traição
De uma jovem de coragem
Que saia com um peão
Da construção de uma barragem
Onde seu esposo era o engenheiro
Mas, digamos por passagem
Não era um bom companheiro
A grana era seu ideal
Só pensava em dinheiro
Esquecia o principal
Então a sua esposa
Muito sensual
Lhe traia
No meio do matagal
E num daqueles dias
Muito especial
Ela teve que fazer xixi
E acabou se dando mal
É que tinha por ali
Uma cobra mortal
Veja só que destino cruel
Dessa moça aguerrida
Foi só com um creu
Bem na perseguida
Que uma cascavel
Tirou a sua vida
Dessa moça tão querida
Que só queria dar uma metida
E acabou indo parar no céu.
Lob lobizomem
Me traz um chips
Que estou com fome
Depois um milk -cheik
Um pastel e três homem
E fica na sua
Que aqui você não come
Lob , lobizomem
Eu quero um presente
Lá da DUDONE
Pode ser um celular
Ou um microfone
Anda, vai logo
E depois vê se some
Lob , lobizomem
Vamos ao cimema
Ver o stalone
Depois me leva embora
Que eu quero assistir o clone
E você vai embora
Que eu nem quero mais ouvir o se nome!