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10/05/2009 - 13:06

A volta da competição aérea

Por Roberto São Paulo/SP

Do Último Segundo do IG

Com quatro meses no mercado, Azul já demonstra força para brigar com GOL e TAM

Lecticia Maggi e Bruno Rico, do Último Segundo

SÃO PAULO – Após quatro meses no mercado, a companhia aérea Azul já demonstra força para brigar por clientes com as gigantes GOL e TAM. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um mês após ser lançada, a Azul atingiu 1% de participação no mercado e, em março último, chegou a 2,3%. “É um feito”, afirma Alessandro Oliveira, professor do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), que alerta, porém, ainda ser cedo para medir o impacto da companhia na aviação civil brasileira…………..

……… Lançada em 15 de dezembro de 2008, a empresa teve capital inicial de US$ 200 milhões, o maior da história da aviação mundial. De acordo com o presidente da companhia, Pedro Janot, a intenção é investir US$ 3 bilhões até 2015.

Para Oliveira, “mais importante do que o capital inicial é o planejamento estratégico e a confiança passada ao investidor”. “É o compromisso com a expansão”, acrescenta. Isso a Azul parece ter. Com atuais nove aeronaves, o objetivo é chegar a 14 ainda em 2009 e atingir 76 até 2016………………

………..Novo mercado

O consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio considera que o mercado aéreo irá se transformar com a presença das companhias menores. “A Azul não é a única que está se dando bem. A Oceanair e Webjet estão oferecendo boas tarifas, conforto e novas rotas. A proposta das três é bem parecida e elas estão conseguindo ganhar o mercado”, afirma.

Em março, as três empresas juntas passaram a dividir quase 10% do mercado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Há um ano, quando a Azul ainda não estava no mercado, este índice não chegava a 5%……………..

……..Os especialistas são unânimes em dizer que a presença da Azul deve trazer benefícios ao consumidor e fazer com que os preços das passagens caiam neste primeiro momento. “A competição vai ser acirrada. Até junho devemos ter queda de 20% a 30% nas tarifas”, diz Silva.

Otimista, Oliveira afirma que a competitividade é boa para o País. “Sempre tivemos três, quatro grandes empresas aéreas no Brasil. Estávamos preocupados com o atual duopólio”, afirma ele, que diz que, para não perder clientes, as empresas deverão se modernizar e procurar localidades não atendidas. “É uma chacoalha tremenda nas bases do setor”, considera……………………

Autor: luisnassif - Categoria(s): Logística, Negócios Tags: , ,

15 comentários para “A volta da competição aérea”

  1. Ivan Moraes disse:

    Ciclo da borracha, ciclo do cafe, ciclo do ouro, ciclo das esmeral…

    Eh sempre a mesma coisa. Concentracao total ate o dia que uma alternativa aparecer. Essa alternativa eh sempre propriedade estrangeira. O colapso brasileiro de industria especifica que se segue eh completo.

    Tem passagem ao Brasil de ida e volta aqui, por 300 dolares. TREZENTOS DOLARES, ta bom? O preco historico da passagem comprada no Brasil foi entre 900 e 1200 dolares por uns 30 anos.

    (Nassif, vou te enviar daqui a pouco um anuncio desses. Eh da Cristina, que conhecemos ha muitos anos, trabalha em uma compania de viagens de Nova York, e sempre nos aparece com bons precos. Foi dela que minha irma achou uma passagem LA-Sidney por 1100 dolares.)

  2. sergio g disse:

    Acabou a reserva de mercado prás dua irmãs.
    Sejam eficientes.
    A Gol está perdendo.
    A TAM ganhando algum nos preços dos combustíveis.
    Num país gigante como o nosso.
    Empresas aéreas regionais são a solução.
    Mas quem tem a performance?
    A TAM é pesada.
    A GOL anêmica.
    Resta saber quem tem mais influência no governo.
    Pois todos sabem.
    Que quem leva pro exterior fica com a grana.
    É assim na aviação.
    É assim na navegação.
    Quem tem navio e avião.
    Ganha.
    A Gol vai sumir.
    A TAM vai virar uma Varig.
    Eternamente pedindo dinheiro ao governo.
    Até acabar.

  3. Orides disse:

    A Azul, até por falta de outra alternativa, está fazendo de Viracopos sua base, onde faz conexões entre todas as cidades servidas.

    Quando houver um transporte rápido e confortável até S.Paulo – um trem de alta velocidade por exemplo – a empresa estará alguns passos à frente da concorrência.

  4. Legal disse:

    Otimo, ta na hora de desbancarem a banca deste pessoal que quer elitizar o transporte aereo. Aviao de qualidade para todos.

  5. Edmar Roberto Prandini disse:

    Não se pode elogiar muito.

    Trata-se de um empreendimento comercial, que visa lucros, como todos demais.

    Mas, devemos reconhecer e salientar que a Azul nasceu com uma estratégia muito simpática, ao promover aquela consulta sobre o nome da empresa, além de tomar uma decisão que permite explorar um sentimento difuso de orgulho nacional, no que se refere ao uso dos aviões da Embraer.

    Os baixos preços praticados até aqui completam o trabalho que firma positivamente a marca dentre os consumidores, facilitando em muito a consolidação de sua presença de mercado.

    Será que passará a voar em Brasília logo?

  6. Alexandre Leite disse:

    Não acredito que a Azul vá competir com a TAM e a Gol tão cedo. Seiuu plano de negócios é outro.

    Sugiro a leitura de:

    “Não há duopólio, há incompetência”
    Para Paulus, a WebJet é um negócio em si, não uma ferramenta para a CVC

    Em 1972, quando criou a CVC, Guilherme Paulus não imaginava que 35 anos depois se tornaria, também, dono de uma companhia aérea. Após anos no setor de turismo, decidiu que era hora de expandir os negócios de seu grupo e adquiriu a WebJet, uma minúscula empresa, com frota de apenas um avião. Mais do que isso, ao entrar nesse mercado, se tornou concorrente de algumas de suas principais fornecedores: TAM e Gol. Para Paulus, a WebJet é um negócio em si, não uma ferramenta para a CVC. Por conta disso, diz estar preparado para roubar mercado delas, se necessário. Para ele, entretanto, há espaço para outras empresas. “O duopólio só existe porque havia muita incompetência no mercado”, diz ele. Confira abaixo a entrevista de Paulus à DINHEIRO.

    http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/605/nao-ha-duopolio-ha-incompetencia-133606-1.htm

    Lúcido e com os pés no chão.

  7. Carlos Morais disse:

    Nassif:

    Nessa semana, fui e voltei de São Paulo a Curitiba pela Azul, via Campinas. Preços baixos, aviões novos, atendimento gentil, cumprimento rigoroso do horário. Pessoalmente, eu não preciso de mais nada.
    Um abraço,

    Carlos

  8. Marcos P.B. disse:

    A Azul veio em boa hora.

    Afinal a gol e a tam disputam acirradamente o 1º lugar da PIOR companhia aérea do mundo. Não é pouca coisa …

  9. Silvana disse:

    Ir até Campinas para tomar um avião da Azul sai mais barato que tomar um avião da Gol em Congonhas. Fato. http://www.visaoalternativa.com.br/index.php?news=3371

    Ah, se a Azul já estivesse operando nas últimas férias…

  10. Raí disse:

    O surgimento de uma empresa audaciosa e corajosa em extremo,que ousou entrar neste restrito mercado monopolisado pelas conhecidas TAM e GOL,deveria ser matéria de estudo por parte de nossos analistas de empreendimento,e não criticada,como está sendo.
    É de empresários destemidos e audaciosos,como os da Azul,que estamos precisando,pena que existam poucos que estejam aproveitando o bom momento economico pelo qual o Brasil atravessa,para crescer,enquanto as coisas estão mais para quem acredita numa reviravolta rápida da economia,ora meio retraída,para ter estrutura sólida,quando a maré estiver em alta.

  11. Roberto São Paulo/SP disse:

    Creio que em função das dimensões territoriais do Brasil, naturalmente o Brasil tem todas condições para desenvolver o setor de aviação. Basta consolidar o atual processo de distribuição de renda.

    A indústria da construção de aeronaves e o setor de cia de aviação com apoio do BNDES, podem sem uma das bases do um novo modelo de desenvovimento no Brasil.
    Com um mercado interno mais fortalecido e uma melhor distribuição de renda com certeza precisaremos um setor de aviação muito maior do que é hoje, há espaços para todos, com uma competição saudável.

    O fato de as forças armadas também precisarem de novos aviões, pode facilitar o processo de consolidação do setor de aviação no Brasil.

  12. Roberto São Paulo/SP disse:

    Além de mais aviões, precisarem de mais aeroportos e mais bases militares, investimento puro.

  13. antonio barbosa filho disse:

    Até hoje ninguém me convence sobre a razão das passagens internacionais compradas no Brasil serem tão mais caras que as compradas no exterior, para o mesmo trecho. Seriam impostos do governo? Eu preferiria dar meu dinheiro para uma boa empresa nacional, de preços competitivivos, do que para uma Air France-KLM. Mas além das poucas linhas, a TAM é muito mais cara, sem oferecer nenhuma vantagem comparativa. Quando isso poderá mudar? Ou nesta área vamos continuar defasados para sempre?

  14. Marcio Leandro disse:

    Já utilizei a Azul em minhas férias e gostei da qualidade do serviço, principalmente por ter mais espaço entre as poltronas, o que torna a viagem mais confortável para quem tem 1,88 m ou mais. O serviço de bordo é melhor que o da GOL no sentido de não usarem aquele carrinho para servir biscoitos/barrinhas e um copo de refrigerante, isso agiliza o atendimento e deixa os corredores liberados.

  15. Marcio Leandro disse:

    Ah um detalhe, não entendi se falaram que a Webjet começou com um jato ou ainda tem. Pelo que vi tem mais de uma aeronave, estive em Brasilia em março e via sempre duas aeronaves pelo menos. A Oceanair também achei boa, pena que reduziram os destinos partindo de Curitiba.

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