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Arquivo de maio 8th, 2009

08/05/2009 - 21:11

A Comunidade do Portal

Do Portal Luís Nassif

Já somos mais de 3.770

Visit Portal Luis Nassif

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/05/2009 - 19:30

Trivial do samba canção

Dois pontos interessantes para se abordar em relação à bossa nova.

O primeiro, a supina tolice de considerar que a bossa nova significou um corte na música brasileira, impondo novos padrões de bom gosto sobre os “bolerões”. Essa tese foi levantada por Ronaldo Bôscoli, reforçada pelo famoso livro dos irmãos Campos e do meu amigo Júlio Medaglia e consolidada no livro do Ruy Castro.

Hoje em dia, Ruy parece finalmente ter concordado com a tese de que João Gilberto fez uma síntese do que de melhor a música brasileira produzira até então.

Mesmo assim, ainda há um ranço enorme em relação ao samba-canção – visto como filho espúrio do “execrável”  bolero. Logo o bolero, uma das formas mais elaboradas de canção do século 20.

Aqui, duas raridades que consegui no excepcional blog Loronix, das duas mais veneradas cantoras da bossa nova: Dolores Duran e Silva Telles. Silvia com repertório exclusivamente de samba canção. Dolores com o ecletismo fantástico que a marcou e que só encontraria paralelo em João Gilberto.

Com Dolores você ouvirá sambas canções clássicos, como “Manias” – com uma letra que nada fica a dever ao despojamento da bossa nova. Depois, um conjunto de compositores do sincopado, igualmente cultivados por João Gilberto, como Geraldo Pereira, Billy Blanco.

Clique aqui

Com Silvinha Telles, uma seleção inesquecível de sambas-canção (incluindo alguns clássicos de Tom Jobim), da qual se vale, inclusive, da voz de vibratto – característica execrada pelos especialistas da pureza bossanovista. Aliás, seria interessante conferir João Gilberto usando o vibratto na interpretação de “Chão de Estrelas”.

Clique aqui.

Um segundo ponto interessante é sobre os limites da jazzificação da bossa nova. No show da Leny Andrade, deu para relembrar alguns clássicos do Durval Ferreira e do Maurício Einhorn – como “Samba Diferente”. Ambos produziram pequenos temas jazzísticos que são verdadeiras jóias.

Tentei encontrar as gravações aqui na minha coleção, mas admito total falta de tempo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): MPB Tags: , , ,
08/05/2009 - 16:00

A música de Dudu Lima

Por Tovar

Nassif,

Lembra do Dudu Lima? Adicionei um vídeo dele com o Stanley Jordan na comunidade. Pois ele vai tocar hoje aí em Sampa e os paulistanos (e você também) poderão ouvir.

Fui a Ibitipoca ver o show dele e fiquei muito feliz, pois vi que o Stanley Jordan é ótimo, mas o Dudu faz música de grande qualidade sem ele também.

Peguei no site dele a seguinte agenda:

07/05: São Paulo-SP (Sesc Ipiranga)
15/05: Niterói (Teatro Municipal)
21/05: São Paulo (Sesc Consolação)

Se não estiver vendo, clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Música Tags: ,
08/05/2009 - 15:18

O caso Nardoni

Por Waldo Batista

Sangue em apartamento dos Nardoni não é do casal, diz defesa

Da Folha Online

Colaboração para a Folha Online

O defensor de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5, disse nesta quinta-feira (7) que o sangue encontrado no apartamento do casal não é de seus clientes. Boa parte da investigação criminal sobre a morte da menina se baseia no material encontrado na residência do casal, mostra reportagem da colunista Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta-feira da Folha.

Por Augusto

Esse é um caso muito emblemático. Notem como se comporta a Justiça brasileira. Daniel Dantas está solto. O casal Nardoni está preso. Juridicamente, qual é a diferença entre os dois casos? Em rigor, nenhuma. Nos dois casos a prisão é de natureza cautelar, isto é, precária, posto que em nenhum deles houve julgamento definitivo de mérito. Óbvio que o ocorrido com a menina foi horrível, mas difícil tolerar essa diferença. Lembremos que o casal será julgado pelo Tribunal do Júri e não por um juiz de carreira. Tudo pode acontecer, inclusive uma absolvição do casal. Não ficarei surpreso se isso vier a ocorrer. Nesse caso, quem devolverá ao casal todo esse tempo de prisão?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
08/05/2009 - 12:00

As favelas do futuro

Por Chico Pedro

Uns estudantes da UFMG criaram um plano muito bacana para melhorar as condições dos favelados.

Aqui ninguém sabe que ele existe. Mas lá na Dinamarca forma premiados.

O link com algumas montagens e a explicação de uma parte desse plano é esse aqui:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=544410

Aliás, conforme diz-se no link…”recebeu menção honrosa num dos mais importantes concursos internacionais voltados para alunos de arquitetura”

Agora, pergunto?

Qual a dificuldade de se fazer algo do tipo pelo Brasil afora?

Estudantes da Arquitetura projetam “favela” do futuro Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades Tags: , , ,
08/05/2009 - 11:55

Direito de Resposta

Inuagurei no Portal Luís Nassif, um fórum específico para o DIREITO DE RESPOSTA – de pessoas ou instituições atacadas pela mídia e que não tiveram direito de responder aos ataques.

Clique aqui para colocar sua reclamação.

O primeiro caso é do IPEA, que não conseguiu direito de resposta no Estadão.

O caso do IPEA

Caro Nassif, encaminho pra ti email que estou repassando para os blogs independentes e para os portais que discutem comunicação:

Como fiquei rouco de tanto gritar, tentando um direito de resposta no Estadão, que obviamente o jornal negou, encaminho meu protesto aos blogs, na esperança de que pelo menos seus leitores possam ter acesso à informação completa.

Na segunda-feira 13 de abril, o Estadão publicou o editorial “A Politização do Ipea”, acusando estudos recentes do Ipea de não serem técnicos, mas políticos. Não é o primeiro desde que a nova diretoria assumiu.

Tentei por todos os caminhos o espaço de um artigo na página 2 para esclarecer o assunto, já que num período de dez dias, houve um colunista do jornal desqualificando os estudos em sua coluna, uma nota no mesmo tom na coluna da Sonia Racy e o editorial. O jornal negou o espaço.

Depois de muita insistência, consegui apenas a publicação de uma carta da assessoria na seção de cartas dos leitores no dia 18 de abril, um sábado, emenda do feriado de Tiradentes.

Um dos autores do estudo se sentiu pessoalmente atingido pelo editorial que desqualificava seu trabalho, solicitou também o espaço de uma carta para poder dar seus argumentos, já que em momento algum, apesar das críticas, os jornal procurou ouvir os autores dos estudos. Regrinha básica do jornalismo: ouvir o outro lado. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
08/05/2009 - 10:32

Morte ao Coponês

Por José Paulo Kupfer

Lançada a campanha “Morte ao Coponês”

Entre os pilares do neoliberalismo econômico destaca-se o protagonismo dos bancos centrais. As conseqüências relevantes desse fato estão sendo bem conhecidas agora, no cotidiano econômico, e, portanto, não é preciso perder muito tempo com a descrição do fenômeno e dos desastres que produziu.

Uma das mais esdrúxulas expressões desse protagonismo é o estilo desenvolvido pelos Bancos Centrais para comunicar suas decisões à praça. Forjou-se o mito de que a “coordenação de expectativas” a que os BCs deveriam se dedicar, incluía o recurso a uma linguagem cifrada, típica dos oráculos, presumivelmente só acessível aos iniciados.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que a localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção Tags: , ,
08/05/2009 - 10:29

Painel do dia

Bancos dos EUA precisam de mais capital

Agora que os testes de estresse acabaram, os grandes bancos não podem dar ênfase o suficiente de que não precisam mais de ajuda do governo. Os reguladores federais anunciaram os resultados do Programa de Avaliação de Fiscalização do Capital na tarde de quinta-feira, dizendo que 10 bancos precisam levantar um total de US$ 74,6 bilhões em capital novo. A vigilância dos bancos foi feita pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a Agência Federal de Seguros de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) e o Gabinete de Controle da Moeda, que estavam trabalhando nos testes sob orientação do Secretário do Tesouro, Tim Geithner, em fevereiro. Minutos depois da liberação dos resultados, três grandes instituições – Wells Fargo, Morgan Stanley e Citigroup –revelaram planos para levantar capital junto a investidores privados. Duas outras – os bancos regionais PNC, de Pittsburgh, e o Fifth Third, de Cincinnati, – disseram que iriam satisfazer as necessidades de aumento de capital trabalhando com fontes de financiamento privado, embora não tenham especificado como isso será feito. Na última linha: os bancos que não precisaram fazer isso no último colapso de mercado, no outono, e sem intervenções públicas – que variavam de injeções de capital para expandir os seguros de depósito e garantir os débitos – agora estão se virando para mostrar que não precisam de ajuda federal.
Clique aqui


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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags:
08/05/2009 - 10:19

O boquirroto compulsivo

Do Globo

Gilmar: juízes não têm de consultar o ’sujeito da esquina’ para tomar decisões
Para presidente do STF, magistrados precisam enfrentar opinião pública

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou ontem que os juízes precisam enfrentar a opinião pública e não podem consultar “o sujeito da esquina” antes de tomar decisões. Em tom de desabafo, o ministro disse que subordinar os julgamentos à voz das ruas levaria a Justiça a adotar a pena de morte e o linchamento como antídotos contra a criminalidade: — Não se dá independência ao juiz para ele ficar consultando o sujeito da esquina. Ele tem o dever de arrostar (confrontar) a opinião pública em muitos casos.

Do contrário, teríamos a pena de morte. Em determinados momentos, diante de quadros graves como o que passa o Rio, teríamos o linchamento como prática institucional.

(…) Sem citar o protesto ou o ministro Joaquim Barbosa, o presidente do STF deixou claro que ainda não engoliu as críticas do colega, que há duas semanas o acusou de destruir a imagem do Judiciário e sugeriu que ele saia à rua para saber o que pensam de suas atitudes.

— Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa sobre o STF conceder ou não habeas corpus? Ou os nossos blogueiros? A jurisdição constitucional, por definição, é contramajoritária — afirmou Gilmar. — A gente não pode perder de vista o estado de direito. Se o juiz perde essa bússola, ele pode ser qualquer outra coisa, menos juiz.

Gilmar defende nomeação de magistrados por presidente Em seminário promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar defendeu que a nomeação dos integrantes da cúpula do Judiciário continue a ser monopólio do presidente da República. Ele disse que o modelo não compromete a independência da Corte e acusou os parlamentares de usarem critérios partidários nas indicações para o Tribunal de Contas da União (TCU).

— Se a escolha para o Supremo passar pelo Congresso, talvez tenhamos uma bancada de ex-parlamentares no tribunal.

Comentário

O problema do Gilmar não é resistir ao clamor das ruas na defesa dos direitos individuais. Isso é mérito em juízes. O problema é tripudiar sobre a opinião pública, é a completa falta de pudor em ser Ministro do STF e empresário, em abrir os salões do Supremo para apaniguados, em usar o poder de Príncipe para pressionar juízes de primeira instância ou fazer política em Mato Grosso, em montar um conluio imoral com a mídia, aceitando endossar falsificações.

O que ele chama de coragem, tem outro nome: é desfaçatez.

Por LPorto

Gilmar Mendes não tem llinha mesmo.

Agora o ataque é ao presidente da OAB do Brasil.

Quanto atrevimento, e imagino qual seja sua ira, O presidente da OAB do Brasil está alinhado com a idéia geral da comunidade jurídica sobre escolha dos membros do STF nas questões : tempo do mandato, escolha ..etc..

e por fim…

O Min Gilmar Mendes esquece que no momento em que sair do STF, fará parte das ruas.
(continua nos comentários)

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , ,
08/05/2009 - 10:14

Os leitores que se lixem

Por Nanaco

O Globo hoje deu uma página toda pra pisar e rodar o pé sobre o deputado que ousou dizer para um sagrado jornal qu está se lixando para a opinião pública. Antes de nos indignar por completo, precisamos debater de forma séria o que, afinal, é essa tal opinião pública. É a que faz a pauta dos jornalões ou a que norteia a convicção da população? Porque as duas não andam se encontrando muito nos últimos anos. Ok. Esse é outro problema.

O que quero destacar de curioso é que no mesmo Globo de hoje há uma matéria com o digníssimo, sapientíssimo guardião da Constituição e dos direitos fundamentais da peçonha humana, presidente de tudo, ministro Gilmar Mendes. Lá ele diz, em bom vernáculo, que está se lixando para a opinião pública. Por que não provocou a ira do mesmo jornal? Será que essa opinião pública a qual Mendes finge ignorar não é exatamente a mesma opinião que recheiam os jornais? E aí voltamos para a questão do parágrafo anterior. O que, afinal, é essa tal de opinião pública? A minha é que não é.

Opinião pública pode punir deputado

Após dizer que está se lixando para a opinião pública, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) pode perder a relatoria do processo contra Edmar Moreira (sem partido-MG), o deputado do castelo, no Conselho de Ética da Câmara. Para integrantes do conselho, Moraes se excedeu ao defender e absolver Edmar antes mesmo de qualquer investigação. Página 3

Gilmar: juízes têm de enfrentar opinião pública

Numa aparente resposta às críticas do ministro Joaquim Barbosa, o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que juízes têm de enfrentar a opinião pública e não consultar “o sujeito da esquina” para tomar decisões. Página 4

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
08/05/2009 - 09:00

A “emenda Cacciola”

Está aí um tema que dará uma grande discussão: um acordão entre PT e PSDB visando blindar autoridades monetárias que precisem agir rapidamente em socorro a bancos, no caso de crises agudas.

Mais uma vez dou a cara para bater, em defesa da atuação de Chico Lopes no episódio.

A matéria é do Estadão

Socorro financeiro ganha carta-branca

Acordo entre PT e PSDB dá poderes ao governo para defender bancos

Felipe Recondo e Denise Madueño

Um acordo costurado por líderes do PT e do PSDB permitiu a aprovação de uma emenda à Medida Provisória (MP) 449 que concede uma verdadeira anistia aos ministros de Estado, presidentes do Banco Central (BC) e demais funcionários públicos que estão sendo processados por tomar decisões em defesa da solvência dos bancos que o Ministério Público considerou crimes contra o sistema financeiro.As equipes econômicas dos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) sempre se queixaram do “oportunismo” dos processos e do fato de eles criarem insegurança nos agentes públicos que tomam essas decisões, mas os críticos da emenda aprovada ontem avaliam que a redação final do texto criou um vale-tudo jurídico, funcionando, na prática, como uma carta branca para o governo defender os bancos e justificar toda e qualquer medida adotada.

A emenda diz que os “agentes públicos” não sofrerão nenhum tipo de punição desde que as “medidas excepcionais” tenham sido tomadas e executadas “com o propósito de assegurar liquidez e solvência ao Sistema Financeiro Nacional, de regular o funcionamento dos mercados de câmbio e de capitais e de resguardar os interesses de depositantes e investidores”.

EMENDA CACCIOLA

Apesar de dirigir o benefício aos “agentes públicos”, se a emenda 19 não for vetada pelo presidente Lula ela também pode beneficiar banqueiros envolvidos em escândalos financeiros. No meio jurídico e entre parlamentares o texto já foi batizado de “Emenda Cacciola”. Ela pode ser usada na defesa de Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka, condenado por crime contra o sistema financeiro e atualmente preso no Brasil.

(…) A emenda serve, de acordo com advogados ouvidos pelo Estado, perfeitamente ao caso Cacciola. O ex-dono do Banco Marka se beneficiou de informações privilegiadas passadas pelo ex-presidente do Banco Central Chico Lopes às vésperas da desvalorização do real, em 1999.Se

Se se beneficiou de informações privilegiadas, porque quebrou?

Para evitar a quebra do banco e uma suposta crise sistêmica, Cacciola conseguiu do Banco Central uma ajuda superior a R$ 1 bilhão. Por causa disso, o ex-presidente do BC foi acusado e condenado pela Justiça.

Havia risco de crise sistêmica, sim. Como ele era um jogador alucinado, e havia um teto para a venda de dólares, o BC vendeu-lhe dólares para cobrir a posição no mercado futuro, atropelando todos os procedimentos burocráticos.

Com a aprovação da emenda pelo Congresso e a promulgação pelo presidente da República, Chico Lopes poderia pedir para ser enquadrado na nova regra. Argumentaria que beneficiou o Marka para garantir a solvência do sistema financeiro, como prevê a emenda.

Fez de uma forma atabalhoada, mas foi isso mesmo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Justiça Tags: , ,
08/05/2009 - 08:44

Lei de Falências e créditos trabalhistas

Um dos pontos centrais do sistema de falência no país é considerar como preferenciais os passivos trabalhistas. O artigo de José Esmeraldo Gonçalves, ex-Manchete, para a Folha, mostra que, na aprovação da Lei das Falências, em função do caso Varig colocou-se uma cláusula de contrabando dando a preferência aos passivos fiscais. Significa que, em qualquer hipótese, não sobrará nada para os demais credores, já que esses passivos sempre representaram a parcela maior das dívidas de uma empresa falida.

Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
08/05/2009 - 08:42

O redesenho da indústria automobilística

Em 1o de junho mais uma vez acaba o caixa da General Motors. Por outro lado, a Fiat avançando celeremente, com propostas para adquirir unidades da GM na Europa e na América Latina.
Pouco tempo atrás, falava-se até em fusão da Fiat com outras montadoras, por uma questão de sobrevivência. O Brasil continuava sendo um ponto fora de curva, com um desempenho notável, mas que não era acompanhado pela matriz.

O que ocorreu nesse período, para esse enorme salto da Fiat?

Quem souber, que nos traga mais dados.

Clique aqui para ler matérias de hoje.

Por Jorge Verissimo Pereira

Nassif,

Isto o que muitos estao a se perguntar. The Independent desta terca 5/maio tem uma materia com esta pergunta (How has Fiat become such a powerful force in global car production?). O que se tem eh que: Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios Tags: , ,
08/05/2009 - 08:38

Salvando bancos à custa da economia

O teste de stress dos bancos norte-americanos saiu da propaganda e entrou no mundo real: grandes bancos necessitando de capitalização.

A impotência do governo americano para estatizar os mais problemáticos criou o seguinte dilema:

1. Para não abrir mão de suas comissões, os executivos farão de tudo para se capitalizar no mercado.

2. A garantia do Tesouro, de que não haverá quebras, facilitará a captação de recursos. Mas, ainda assim, será um processo lento.

3. A crise bancária será debelada lentamente, mas a capitalização não melhorará o crédito. Pelo contrário, tornará os bancos mais cautelosos ainda, porque estão andando em cima a navalha.

Conclusão, salva-se o capital privado nos bancões, à custa de uma lentidão maior na normalização do crédito e em perdas enormes para a atividade econômica.

Clique aqui para ler matérias do dia.

Clique aqui para ler.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
08/05/2009 - 08:31

A volta da bolha

Há um ping pong interessante na página de Opinião do Valor Econômico, ambos apontando para a volta da bolha especulativa no mercado cambial.

De um lado, César Locatelli, com vasta experiência no mercado bancário, questionando as bandeiras da sub-regulação do mercado financeiro e recente artigo de André Lara Rezende – no qual a preocupação em preservar a liberdade do mercado financeiro é maior do que as preocupações com o crescimento da economia.

Marcos Garcia é um caso (recuperável?) de analista envergonhado.Como pesquisador ele avança na avaliação da realidade. Como bom professor da PUC-Rio, ele tem limitações ideológicas para apresentar de forma clara o que vê.

Por exemplo, no artigo ele constata que voltou o jogo do “carry trade”  no país – de especuladores que tomam empréstimos em uma moeda para aplicar no real. O BC tem que segurar essa bolha.

Mas como propor um controle do cassino, se ele faz parte de uma panela acadêmica cujo poder deriva do exercício sistemático de propagação desses slogans da plena liberdade à jogatina? O publicitário e o economista – que convivem em Garcia – acaba terminando seus artigos com muitas perguntas, cujas respostas ele sabe mas não pode externar.

Clique aqui para a íntegra dos artigos. E continue aqui, para um resumo. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise Tags: , ,
08/05/2009 - 08:30

Fora de Pauta

Preparando o fim de semana.

E clique aqui para o clipping do dia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/05/2009 - 07:39

Os controles no Bolsa Família

Por João Henrique Moreno Serra

Nassif,

Participei durante cinco anos (2003-2008), como prestador de serviços na CEF, do projeto Bolsa Família. Era um dos profissionais de TI que trabalhavam com o sistema responsável pela operacionalização dos pagamentos dos benefícios e interagia diretamente com os gestores e equipes de TI responsáveis pelo SIBEC e Cadastro Único.

Naquele período pude presenciar, e participar, dos esforços do MDS e da Caixa na prevenção e eliminação de fraudes e falhas na concessão e pagamento dos benefícios. Nesta condição, gostaria de tecer alguns comentários acerca do relatório do TCU. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , ,
08/05/2009 - 07:00

A volta da apreciação cambial

Coluna Econômica – 08/05/2009

O país está entrando novamente na armadilha do câmbio. Aconteceu em 1994, em 1999, depois da desvalorização, em 2003, depois da desvalorização. É um círculo vicioso terrível, pelo qual a grande responsabilidade é do Banco Central.

Em quase todos os episódios, o jogo é assim:

  1. O BC mantém os juros internos muito acima dos juros internacionais. Com isso, atrai dólares que vêm atrás de dois ganhos somados: as taxas de juros e a apreciação cambial.
  2. Com a apreciação do real, as exportações perdem fôlego e amplia-se o espaço das importações. Isso acarreta uma redução dos saldos da balança comercial e amplia o déficit nas contas correntes.
  3. À medida que o déficit se amplia, os investimentos especulativos começam a sair do país. Há uma forte desvalorização cambial que reduz os preços dos ativos brasileiros em dólares.
  4. A desvalorização traz transtornos enormes mas ajuda a reequilibrar as contas – em outros momentos, pela melhoria das exportações; agora, por ter vindo acompanhada de um resfriamento da economia que está reduzindo as importações.
  5. Com as contas externas melhorando, se o BC mantém o diferencial de juros, volta a atrair os capitais que fugiram da renda fixa. Atrás deles vêm capitais para a renda variável, sabendo que ganharão com o chamado efeito-manada, em cima da valorização dos ativos brasileiros e da apreciação do real – que proporciona ganho para que traz dólares.

***

Esta é a lógica que tem provocado essa nova enxurrada de dólares para o país, proveniente especificamente de fundos de private equity – entrando em empresas brasileiras que estão passando aperto com a crise – e em operações de “carry trade” (pela qual investidores tomam empréstimos em determinadas moedas para aplicar em reais).

Esse movimento é influenciado muito mais pelas baixas taxas de juros internacionais e pela recessão aguda na Europa e nos Estados Unidos. E também pelo excesso de dinheiro injetado no sistema financeiro pelos respectivos bancos centrais. As cautelas na concessão de crédito, os receios com os chamados ativos tóxicos, que ainda não foram completamente extirpados do sistema, faz com que essa dinheirama procure o pato da vez. E, aparentemente, mais uma vez é o Brasil. Daí essa profusão de elogios enganadores de porta-vozes do mercado internacional.

***

Já caiu a ficha do BC de que não poderá tolerar outra rodada irresponsável de apreciação do real, como houve no final de 2007. Por outro lado, continua preso a uma ortodoxia exasperante. O caminho natural seria adquirir dólares no mercado à vista, sinalizando fortemente a intenção de impedir a apreciação do real.

Em vez disso, o BC limita-se às chamadas operações de “swap reverso” – uma operação pela qual ele opera no mercado futuro de dólares garantindo à outra ponta (investidores e bancos) no mínimo a remuneração pela taxa Selic.

***

Enquanto ocorre essa apreciação, porta-vozes do BC cometem a imprudência de acenar com a volta da alta dos juros, sinalizando para uma recuperação econômica que ainda nem ocorreu. Esse tipo de declaração, quase sempre em off, visa exclusivamente estimular esse efeito manada, para os especuladores tirarem mais uma casquinha à custa do Tesouro.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: ,

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